Emma Mills?

17 Imã para confusão


Notas iniciais
Olá, primeiro, obg a todos os comentários que vcs deixaram, fiquei tão motivada que nem demorei para postar, logo vou responder cada um deles, só queria postar logo o capitulo. Só uma observação, não matem a autora. E comentem para que eu fique motivada a postar sem demora. É isso, comentem e Boa leitura. beijos.

Imã para confusão

A viagem de carro até o lugar do acampamento foi tranquila, Emma era só sorrisos enquanto tagarelava sobre algo ou cantava algumas canções, seu sorriso era tão alegre que aquecia o coração da morena que a observava pelo retrovisor sempre que podia, e quando notada pela pequena recebia uma piscada e um sorriso da loirinha, Regina não era a única encantada naquele carro, as duas já estavam mais que enroladas nos dedos da criança.

– Nós chegamos Gina? – perguntava Emma quando o carro finalmente parou, seus olhos corriam por todos os lugares que conseguiam alcançar, morrendo de curiosidade. – Tem cachoeira aqui? – questionava quicando ainda no carro. A Rainha sorriu com isso, saiu do carro enquanto Mary tratava de tirar uma muito animada loirinha que já foi logo correndo para perto de Regina pedindo colo que foi atendido sem demora, a loirinha também recebeu alguns beijos.

– Não meu amor, aqui não tem nenhuma cachoeira. – disse sorrindo ao ver a cara indignada de Emma, foi demais para ela que encheu seu rostinho de beijos.

– Tem um rio ou um lago? Serio Gina, nessa altura do campeonato, depois de todo trabalho que eu tive para chegar aqui até mesmo um açude ta servindo. – a loirinha parecia ficar mais desesperada conforme ia terminando de falar, afinal, ela teve de arquitetar bastante para ter argumentos suficientes além da carinha de gato de botas para conseguir vir acampar. Devia ter dito para ela escolher algo com no mínimo um lago.

Pensava meio inconformada por ter esquecida com um bico enorme na cara, um bico muito fofo na opinião das morenas que observavam, e um absurdamente familiar para a Rainha, afinal, era a mesma expressão de quando não conseguia algo que queria muito, impressionando ainda mais Regina que percebia que mesmo tendo a mãe ali bem perto eram as características dela que a loirinha absorvia inclusive o fato de parecer uma versão menor e mais fofa de si mesma na maior parte de seu tempo.

– Calma meu amor, não precisa desse biquinho, tem um lago perto daqui, vamos ter de andar um pouquinho, mas não é muito longe e logo nos chegamos. – disse a Rainha animando a loirinha que logo se arranjou no colo da morena, colocando a Mao no rosto da mesma.

– Tudo bem Gina, então nos vamos poder nadar bastante nesses dias. E não precisa dar-se o trabalho de pedir, eu deixo você me levar no colo até lá. – dizia com sua cara mais inocente o que instantaneamente fez uma sobrancelha da Rainha se arquear questionadora em direção a loirinha, a mesma abriu seu melhor sorriso a ela.

– Nem sei como agradecer tamanha bondade. – disse entre irônica e divertida.

– Não precisa agradecer Gina, é só não me deixar cair. – a loirinha disse seria, mas terminou com um sorriso, beijando o rosto da morena, aninhando seu rosto na curva do pescoço da Rainha enquanto brincava com o cabelo da mesma que a aproximou mais de si absorvendo o cheirinho de bebê que a mesma ainda possuía, sorrindo em seguida.

– Nunca te deixaria cair meu presente. – Regina sussurrou para apenas a loirinha ouvir, logo se dirigiu a Mary. – Mary, você pode trazer a cesta de comida? Depois nós nos revezamos em trazer o que ainda falta para o acampamento sim? – dizia a morena afinal, Emma não poderia ficar sozinha em hipótese alguma, se acompanhada ela já é um imã para confusão, não queria nem pensar no que aconteceria se a mesma ficasse sozinha.

– Claro, eu posso levar tudo e você cuida dela, acho que ela vai apreciar mais. – disse acariciando o rosto da loirinha que estava toda manhosa no colo da Rainha.

A pequena acordou cedo demais e estava com sono. A professora beijou seu rosto e pegou a chave do carro para abrir o porta-malas, logo ela estava com a cesta na mão uma das barracas pendurada nas costas. Assim elas seguiram para perto do lado, e como esperavam a loirinha já ressonava antes de chegarem à metade do caminho, que realmente não era muito longe.

Mary foi buscar o que faltava, mas antes estendeu um pano de piquenique a sombra de uma arvore para Regina se sentar enquanto trazia o resto, sorriu vendo o quão angelical a loirinha parecia, não pode evitar pensar que se um dia fosse privilegiada com um filho, adoraria que ele fosse como Emma, nada a faria mais feliz. Beijou a testa da loirinha e se encaminhou para o carro novamente. Logo havia trazido tudo o que precisariam Mary preparou uma cama improvisada para a loirinha dormir, mas quem disse que a mesma desgrudou da Rainha? No fim, Regina continuou encostada no tronco da arvore, com Emma abraçada a ela e a professora a sua frente, ela até conversaram um pouco bem baixinho, mas na maior parte do tempo observavam com amor aquele pequeno ser que ressonava tranquilamente nos braços protetores de sua guardiã.

A mais nova pegou um dos livros que havia trazido, encostou-se no tronco da mesma arvore que era bem grande, devia ter muitos anos, foi impossível a ela não admirar tal espécime da natureza, afinal, o meio ambiente cuida muito bem de quem faz parte dele. Eram quase umas onze da manhã quando Emma despertou, coçando os olhos com um biquinho manhoso nos lábios, o mesmo que havia nos lábios de Regina quando foi acordada pela loirinha mais cedo naquele mesmo dia, o que fez um sorriso se abrir lentamente no rosto da Rainha que beijou a testa da menina, recebendo um bem manhoso em resposta.

– Vamos levantar meu amor? – a morena cariciava os cabelos da loirinha que acenou em concordância, logo recebendo um beijo da professora que percebeu quando a mesma acordou, mas com o silencio que fazia naquele lugar, estranho seria ela não perceber.

– Podemos nadar Gina? – a morena já se preparava para negar, afinal, tinha um medo de Emma naquele lago, que mesmo com a Rainha e a professora ao lado dela ela se afogasse e jamais se perdoaria se algo de ruim acontecesse a mesma, tão pouco sobreviveria se perdesse seu presente. – Por favorzinho Gina, só um pouquinho antes do almoço. – pediu suplicante a loirinha, mas a morena estava decidida.

– Vamos fazer o seguinte, porque você não espera que nos montemos as barracas e depois se sobrar tempo nos nadamos um pouco antes do almoço ok? – disse por fim, não conseguiria negar nada a pequena mesmo.

– Eeeebbbbaaaa!!! Você é a melhor Gina! Eu te amo de montão. – e deu muitos beijos no rosto da Rainha que apenas sorria abraçando a loirinha, seus gestos de carinho sempre a derretiam.

– Será que também posso receber um pouco desse amor? – perguntou a professora divertida, era um fato que amava ver os momentos de carinho entre a loirinha e a Regina, pois, sempre acreditou que o jeito da morena mais velha era apenas para evitar que a dor que já sentia aumentasse, por isso afastava a todos. E agora ver a felicidade nos olhos da tão temida Madam Mills a deixava feliz.

– Claro que pode, tem Emma aqui para todos. – disse indo para os braços da professora, beijando seu rosto, a loirinha não dizia, mas já estava começando a ver a professora como uma mãe, a mãe que sempre desejou ter.

– Que coisa mais boa de se ouvir meu amor. — e beijou todo o rosto da loirinha que ria com vontade. Até mesmo Regina estava gostando daquele clima, e ver seu presente feliz já a fazia feliz, mesmo quando ela não estava em seus braços, afinal, ela vivia para vê-la sempre sorrindo.

Não demorou e as duas se concentraram na armação das barracas, com Emma dando uns palpites de vez em quando, até que isso se tornou chato para ela. As duas observaram Emma indo se sentar com um livro encostada ao tronco da arvore, então focaram na montagem, tanto que nem notaram quando a loirinha largou o livro no chão e levantou se afastando delas.

A loirinha começou a observar o lugar, e a andar por ele, a loirinha foi se afastando em direção ao lago, encantada com a beleza do mesmo, as águas pareciam tão calmas, que não pensou que teria mal se aproximar da beira do mesmo, ficou acocada por um tempo vendo sua imagem refletida.

A pequena não viu que a beirada estava úmida e escorregadia e quando foi se levantar a fim de voltar para perto das morenas seu pé escorregou num movimento sem som, Emma ficou tão surpresa que não conseguiu emitir nenhum ruído, caindo sem alarde naquele lago, assustada até mesmo se esqueceu de como se fazia para nadar, se debateu um pouco os braços, na intenção de permanecer na superfície, mas falhou miseravelmente e acabou afundando, tão em pânico que nem conseguiu chamar por Regina. Era tarde, pois, a mesma não estava mais visível.

Notas finais
Comentem, bjs