Emma Mills?

27 Apenas... me deixe entrar?


Notas iniciais
Oi, desculpem a demora, mas aqui estou com mais um cap escrito pela linda Regina Di Cuori e por mim, esse cap é nosso, agradeçam a ela que foi incrível na construção desse cap. espero que gostem, comentem. quero saber oq acharam.

Apenas... me deixe entrar?


Paradas ali, frente à frente, tão próximas, nada foi falado. Se olhando, sem sequer piscar, talvez até mesmo pudessem ver a alma uma da outra. Minutos que pareciam horas, pois, naquele momento, o tempo parou de importar, olhares lutando entre si, hipnotizados, lábios desejosos, um calor crescendo. Incontrolável. Não se sabe quem dera o primeiro passo, talvez ambas, juntas, tenham se lançado à paixão.
Foi um beijo calmo à princípio, lábios se conhecendo, línguas se tocando em um bailado sensual, mãos tímidas buscando rostos para tocar, mas a calmaria deu lugar a uma tempestade, tamanha foi a força dos sentimentos ali sendo expostos sem pudor ou medo.
Regina não acreditava que seus desejos estavam sendo realizados. Já havia perdido as contas de quantas vezes havia imaginado poder tocar, beijar aquela boca que lhe tirava o sono, e agora que os sentia podia ver que nem seus melhores devaneios podiam se comparar a realidade, da maciez e doçura que aqueles lábios possuíam, capaz de fazê-la esquecer o mundo lá fora e se concentrar nela, apenas no beijo que tanto desejou. Novamente, eram apenas elas naquela sala.
Por muitas vezes a morena se pegava pensando em Emma de forma mais íntima e amorosa. Mas sempre se recriminava por tais pensamentos, reprimindo seus desejos de uma forma que era quase dolorosa, mas naquela noite, aquela sala, aquela mulher, aqueles lábios... não queria correr, estava cansada de reprimir, queria apenas se entregar. O coração insistia em dizer que ela sabia e entendia que era mais que simples desejo, a amava, de forma tão doce que não conseguia sequer descrever, mesmo que sua racionalidade lhe dissesse que era errado por ter criado Emma.
Vivendo numa constante batalha interior em que seu coração disputava com a razão, insistindo em lhe dizer que não, ela sabia, entendia, o amor pela loira havia nascido no tempo certo, mais especificamente em seus 17 anos, quando uma colega da mais nova tentou beijá-la, bem na hora em que a prefeita entrava pela porta, a mais velha sentiu seu sangue ferver, os olhos mais negros que uma tempestade, ainda não sabia o que a impediu de jogar a garota pela janela.

Ainda que na época tentasse se enganar, sabia que os sentimentos sentidos por Emma iam alem de mero carinho e proteção. Decidindo deixar esses pensamentos de lado apenas por aquele momento que se fazia tão delas, mesmo que se arrependesse, seria depois, não agora, agora iria ao menos dessa vez, se permitir desfrutar da mulher que tanto amava. Ela pôde expor todo o seu amor à mulher mais jovem. Tocando com delicadeza o rosto alvo, se aproximando devagar, envolvendo seus braços ao redor do pescoço da loira.

Emma por sua vez, estava extasiada, tantas foram as vezes que sonhou ter esses lábios junto aos seus, teve receio de abrir os olhos ou fazer qualquer movimento que custasse o afastamento da morena, mas ao sentir-se abraçada por Regina, levou suas mãos aos braços de Regina, traçando um caminho com seus dedos, numa leve carícia que fez ambas se arrepiarem.

Emma continuou sua carícia, descendo suas mãos até chegar a cintura da morena, a trazendo para si, colando seus corpos. Ambas gemeram ao sentir seus corpos unidos. Numa proximidade tão esperada, desejada.
Ficaram ali por um tempo, que durou apenas até o ar cobrar seu preço, ofegantes colaram suas testas, sem jamais abrir os olhos, mas estavam cada vez mais envolvidas, a morena é a primeira a abrir os olhos, se arrependendo no mesmo instante que a realidade lhe atinge.
Regina ainda que a contra gosto se afasta da loira que a olha confusa, a morena enterra sua mão direita no cabelo virando de costas se chutando mentalmente. enquanto pensa numa forma de resolver essa situação.
– Regina? — Emma se aproxima da mulher mas, antes que a pudesse tocar a mesma se afasta, ficando de costas para ela por um tempo até que recupera a compostura virando-se para encarar a loira, ao tempo que pronuncia as próximas palavras com a voz cortante.
– Isso não deveria ter acontecido nem irá acontecer novamente. — Sua voz era o mais fria que conseguia no momento, como pudera estragar tudo, não importa, Emma merecia alguém melhor, iria ter alguém melhor, esse beijo jamais se repetiria, mesmo que seu coração se quebrasse em mil partes, sua loira era mais importante.
– Como? Porque? — a loira a olhava nos olhos, tentando descifrar os orbes da mulher que se descobrira amando.
– Isso mesmo que ouviu, não se repetirá novamente, eu te vi crescer, cuidei de você, é errado não podemos, simplesmente não podemos. — Regina se esforçava para parecer convincente enquanto olhava aqueles olhos, que tornavam sua tarefa quase impossível.
Já a loira não podia crer no que ouvia, e como poderia sendo que a conhecia o bastante para saber que seu amor era recíproco, ninguém retribuiria um beijo dessa forma se nada sentisse. Não desistiria de Regina. Sua morena a amava, um sorriso involuntário surgiu em seu rosto com esse pensamento.
– Porque está sorrindo? — a morena começava a se irritar com o silêncio da mais nova. O que piorou quando a viu sorrindo.
– Mais algum argumento? — questionou se aproximando mais da morena que ia andando para trás até que suas costas tocaram a parede, ato que fez Regina se amaldiçoar, principalmente quando a loira fica tão próxima a ponto de sentir sua respiração. Involuntariamente seus olhos vão para seus lábios, a lembrança do beijo recém trocado lhe invadindo a mente. Derrubando ainda mais seus muros.
– Emma eu... — a morena se viu incapaz de formular qualquer frase, enquanto a sentia tão perto, a verdade é que estava tão cansada de fugir, de negar e resistir, queria apenas ser amada por sua loira, desejava mais que tudo poder passar o resto de sua vida com ela.
– Shiii. — a loira colocou cuidadosamente seu dedo sobre os lábios vermelhos, a silenciando. — Sei que você tem medo Regina, acredite, eu também tenho, a maldição, a cidade toda, meus pais, são tantas coisas, mas nem tudo isso é maior que o medo de te perder. — as mãos tocaram suavemente o rosto moreno, enquanto sua voz se fazia suave, sem jamais deixar de mirar aqueles olhos que tanto amava.
– Entenda que Eu te amo Regina, mais que sequer posso descrever, e eu amo cada parte em você, amo essa mulher que está aqui em minha frente assim como amo a mulher que vi naquele livro, as duas são você, partes distintas da mesma mulher, a única capaz de me deixar bem e em casa com apenas um olhar, que mudou por mim, que proporcionou meus melhores momentos, que afugentou cada fantasma com seu amor, despertando a coragem necessária para lutar contra tudo e todos se isso garantir que estarei ao seu lado.
Nesse momento os olhos da morena fitavam marejados as orbes verdes da loira que transbordavam de amor pela morena. Incapaz de pronunciar uma palavra sequer enquanto sentia seu coração quase pular do seu peito.
– Posso ver em seus olhos que meu amor é recíproco, não tente negar. — Emma aproximou seus rostos ainda mais sentindo seu nariz tocar o da morena. — não vou te machucar minha Rainha, me permita te fazer feliz, deixe que meu amor lhe dê a coragem que o seu me deu. Apenas... me deixe entrar? — perguntou suavemente mesmo que seu coração temesse, precisava saber a resposta, desejando com cada partícula de seu ser que a resposta fosse sim.

Notas finais
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