Emma Mills?

11 A decisão é sua!


Notas iniciais
Eu queria agradecer a todas que comentaram e me motivaram a continuar, esse cap é o mais difícil que já escrevi, é também o mais longo digamos assim da fic, ele é intenso. Mas acho que ficou bom, me deixem saber de sua opinião sobre ele, se gostaram ou não, sugestões e até ameaças, kkk. Enfim, comentem e eu posto o próximo sem demora. Boa leitura. beijos

A decisão é sua!

A noite foi torturante para Regina, se conseguiu dormir ao menos por uns minutos? Realmente não sabia dizer, sem se afastar um segundo sequer de Emma, o pressentimento crescendo a cada mover dos ponteiros, como se o tempo estivesse acabando, nem em seus tempos de Evil Queen jamais havia sentido algo tão ruim, e olha que só sentia coisas que lhe faziam mal.

Algo forte misturado a um medo enorme, sentindo se em uma avalanche de temores, talvez por ser a primeira vez que têm alguém tão precioso em seus braços, nem mesmo quando tinha Daniel ao seu lado, teve tanto medo de perdê-lo quanto agora, se o amou? Sem duvida, como podia ser diferente sendo que ele junto a seu pai foi ás únicas partes boas de seu dia? Mas nem nos olhos de Daniel via metade da adoração que Emma lhe direcionava, nem os seus quando o olhava, ela expressava tanto amor quanto agora dirigem á loirinha.

Emma não é apenas sua fonte de alegria, é sua fonte de vida, a única que se via amando por cada dia de sua vida. Com esses pensamentos a abraçou mais forte de si, como se o simples ato fosse o suficiente para mantê-la sempre ao seu lado, enterrando a cabeça nos cabelos da loirinha, sentindo seu cheirinho aquecer o coração a muito enegrecido.

A janela mostrava lhe o céu já claro coberto por nuvens carregadas, seria mais um dia nublado em Storybrooke, observou as horas, já eram quase oito horas, logo Emma acordaria pedindo por panquecas, fazendo manha para não escovar os dentes.

Devagar foi se afastando para não acordá-la, pondo o travesseiro em seu lugar, o qual, a loirinha abraçou com força, Regina sabia que o travesseiro continha muito de seu aroma, por isso sempre o usava quando a mesma dormia com ela, para poder preparar antecipadamente seu café assim podendo passar mais tempo com sua pestinha.

A loirinha até mesmo havia sequestrado um de seus travesseiros por querer se sentir mais perto da Rainha, quando questionada respondeu que só se sentia bem e protegida quando sentia seu cheirinho, que precisava dele para dormir, isso bastou para aquecer ainda mais o coração enegrecido da Rainha.

Fez sua higiene matinal para logo em seguida descer até a cozinha, preparar uma bela refeição para sua criança que vai acordar faminta. Quando enfim terminou, se dirigiu até o quarto, a encontrando ainda agarrada ao travesseiro e balbuciando algumas coisas sem sentido. A morena se deitou novamente ao lado da loirinha, acariciando seu rosto enquanto esperava ela acordar, admirando seu bebê, mas não demorou e Emma acordou, toda manhosa, aproximando mais o rosto para receber o carinho.

– Bom dia meu amor, hora de levantar. – a morena abraçou dando um beijo em seu testa.

– Bom dia Gina. – a pequena se aconchegou mais nos braços da morena, até que Regina se afastou e com todo cuidado a pegou no colo, Emma beijou seu rosto a abraçando apertado como fazia todos os dias, enquanto era levada em direção ao banheiro.

– E lá vamos nós de novo torturar meus dentinhos. – disse com voz manhosa. – Mas eu vou ganhar panquecas com muito chocolate não vou? – perguntou toda séria enterrando o rostinho no pescoço de Regina, que estranhou o comportamento calmo e meio desanimado da loirinha.

– Sim meu amor. – ela acariciou o rosto de Emma.

– Está tudo bem meu amor? – perguntou enquanto via a loirinha brincar com as panquecas, o que não era normal, não havia nada que ela gostasse mais de manhã que aquelas panquecas.

– Está sim, mas você não parece estar bem. Ta brava comigo por ontem não esta? – disse com os olhos tristes fitando as panquecas mal tocadas.

– Não, é claro que não meu amor. – disse com voz suave, esperando que Emma olhasse para ela, o que não ocorreu. – o que houve meu amor? – a morena levantou com delicadeza o rosto de Emma.

– Você tem que ir não tem? – perguntou suavemente, com medo, sentia a hesitação e ouvia o coração agitado de Regina, a noite toda, mesmo dormindo sentia que ela não estava bem, o que não a deixou bem também.

– Ir para onde? – perguntou um tanto temerosa, mesmo sabendo que era impossível ela ter conhecimento sobre tal assunto.

– Não tenho certeza, algo sobre o bilhete que recebeu ontem, você ficou estranha depois disso. – respondeu deixando Regina surpresa por ela ter notado esse detalhe que pensou ter disfarçado bem. – E agora ta agindo como se tivesse que ir embora, mas não quisesse. Exatamente como eu fico quando tenho que enfrentar algo que tenho medo. Emma disse tudo de uma só vez, tinha medo do que ela poderia dizer, mas confiava na morena.

Regina não queria ter de ir, e queria ainda menos deixar a loirinha com aquela professorinha de quinta segundo a própria Rainha, mas alguém precisava cuidar de Emma, cuidar bem, e mesmo não gostando de admitir, Mary amava SEU presente, cuidaria bem dela, e como as aulas estavam em recesso não haveria problema. Não quando ela quer passar mais tempo com MINHA Emma, pensava amargamente a morena.

– Certo, eu preciso mesmo ir, mas vou pedir a senhorita Blanchard para ficar com você. – disse simplesmente, beijando a testa da loirinha, indo em direção ao telefone e ligando para sua secretaria pedindo o contato de Mary, que não demorou a receber, sendo assim, pedindo que viesse cuidar de Emma, o que foi logo aceito pela mesma, como a Rainha havia pensado.

– Não havia notado que você reparou nesse detalhe. – disse depois de acertar os detalhes com Mary.

– Eu te amo muito Gina. – disse olhando nos olhos de Regina, acariciando o rosto da morena. – Por isso sempre presto atenção em tudo que tem a ver com você. – a loirinha sorriu para uma morena emocionada. Ninguém nunca prestou tanta atenção nela, nem lhe dedicou esse olhar antes.

Ela ergueu se segurando Emma em seus braços, a acolhendo com carinho, o que logo foi retribuído pela loirinha.

– Eu te amo Emma. – ela disse a afastando um pouco para olhá-la. – você é a melhor coisa que já me aconteceu. – a morena beijou a testa da loirinha.

– Seja o que for que te deixe assim com medo, não precisa mais temer, vou te proteger e eu to sempre com você, mesmo quando não to com você, isso saiu confuso, mas, vou estar aqui, então você pode ir só me promete algo? – perguntou enquanto olhava nos olhos de uma Regina emocionada.

– Pode. – sua voz era tremula, essa garotinha tinha o poder de afastar qualquer temor de perto dela, e de derrubar qualquer muro que ainda esteja em pé. – Pode sim meu amor.

– Volta logo para mim Gina, e promete que ainda vai me amar quando voltar? Que ainda vai me querer e cuidar de mim? – agora os olhinhos verdes estavam com lagrimas, toda essa situação a fazia se lembrar do dia que lhe abandonaram, não suportaria reviver isso com Regina.

– Volto sim meu amor, e eu sempre vou te amar e cuidar de você. – disse suavemente enquanto fitava seus olhos úmidos. – eu te amo. – e a abraçou forte logo elas ouviram a campainha tocar, Regina suspirou, não queria ter que ir, não queria deixar Emma, mas precisava ir. A loirinha foi cuidadosamente posta de volta na cadeira. – Termine suas panquecas meu amor. – e beijou a testa da mesma.

Encaminhou-se para a porta e a abriu sem muito animo.

– Senhorita Blanchard. – saudou sem vontade.

– Madam Mills. – disse simplesmente.

– Entre. – a Rainha a contra gosto permitiu que ela passasse. – Você cuidará dela até que eu volte do meu compromisso, mas antes deixarei algumas coisas sobre o que ela pode ou não fazer e etc... – assim, Regina deu todas as recomendações e Mary as guardou bem.

Quando por fim terminaram, foram em direção a cozinha, Emma já havia terminado de comer e novamente estava suja de chocolate com um sorriso travesso nos lábios, como a Rainha amava ver esse sorriso todo dia e detestou que outra pessoa tivesse esse privilégio. Se encaminhou até a loirinha e acariciou seu rostinho.

– Volto logo meu amor, você nem vai sentir minha falta. – disse sorrindo tentando se convencer disso.

– Então está atrasada. – disse Emma de repente. – Porque eu já sinto sua falta. – e era a mais pura verdade, não gostava de ter que se afastar da Rainha, sentia muito a falta dela.

– Também já sinto a sua. – e beijou seu rosto saindo logo em seguida, antes que desistisse de ir a qualquer lugar que não houvesse certa loirinha a seu lado.

Com mãos tremulas dirigiu-se a loja de penhor, respirou fundo antes de sair do carro, adentrou a loja com sua postura de Rainha Má que sempre utilizava quando estava diante do Senhor das trevas.

– Vejo que não demorou a atender meu chamado dear. – foi recebida com o sarcasmo de Gold, mas estava sem paciência para as artimanhas daquele ser.

– Não tenho paciência para seus jogos Gold, então vá logo ao ponto pelo qual fui chamada e me entregue os papais da adoção. – disse com postura e voz altiva.

– Como quiser Dear. Ah, a adoção de Emma, esse é exatamente o ponto que me levou a lhe chamar aqui. – disse o que a Rainha mais temia ouvir.

– O que tem a adoção de Emma? Algum problema? – perguntou tentando não demonstrar o quanto isso a abalou.

– Problema? Isso se trata de um mero ponto de vista Dear.

– O que quer dizer? – perguntou Regina se cansando de tanta enrolação.

– Aqui estão os papeis que lhe tornaram oficialmente a guardiã legal de Emma, eles necessitam apenas de sua assinatura. – disse os levando em direção a morena, mas puxando eles antes que a mesmo os pegasse. – Porém, devo lhe informar, antes que os assine que deveria ler o histórico dela, que contem certas informações importantes que deveria levar em conta. – disse destilando veneno ao entregar nas mãos de Regina.

Regina os segurou e leu o histórico de Emma, ficando tensa na mesma hora. Não podia acreditar que Emma, sua amada Emma era a destinada a quebrar sua maldição.

– Isso... Isso é impossível, Emma não pode, simplesmente não pode. – ela sussurrava como se estivesse pensando alto, tentando convencer a si mesma.

– Sim Dear, ela é a destinada a quebrar sua maldição. Agora cabe a você escolher. – disse destilando veneno. – Tudo tem seu preço Rainha, ficar com a menina não é exceção. A decisão é sua Madam Mayor. A decisão é sua, pense bem Rainha.

Regina estava aérea com todas essas revelações, sem saber o que pensar, então apenas virou as costas e se encaminhou para a saída da loja.

– É sempre um prazer negociar com você Regina. – disse o homem se divertindo com o sofrimento da Rainha antes dela sair de seu estabelecimento.

A morena não sabia o que fazer, com os papeis na mão e sabendo o que agora sabia, não estava mais certa de nada, amava Emma, muito, mas, seu final feliz era em Storybrooke, não poderia arriscar assim, ou poderia? Nesse momento a Rainha soube exatamente o quão certo estava seu pressentimento, quem dera não houvesse levantado da cama. O que eu faço? Era tudo o que passava pela cabeça de Regina em seu carro quando viu uma tempestade começar.

Notas finais
Comentem.