Emilia & Bernardo.. Nova história
95 Capítulo 95
Bernardo
A festa transcorre bem, ele gira de um grupo a outro como bom anfitrião, sempre avista Emília, sabe que ela não é de participar muito, então a vê sentadinha em uma mesa, ele envolvido em assuntos da empresa dos quais não pode fugir, nem percebe Emília bebendo um pouco demais, em um momento, Malu lembra que um dos sócios que pouco vem a empresa queria lhe falar a sós e esperava por ele em uma área reservada, um pouco afastado da música da festa, esse pequena reunião não demora muito, ao sair da de cara com Malu.
– O quê houve? esta sangrando.
– Emília, ela me bateu.- diz bancando a ofendida.
–Como assim Malu, me explica esta história.
– Eu a vi achei que estivesse passando mal, fui ajudar e senti que ela tinha bebido demais, falei que iria encontrar você para ajudá-la e ela disse que o que eu queria era roubar você dela, como Lia, e me deu um tapa na cara, arranhando meu rosto com seu anel,- Malu diz se fazendo de vítima, fingindo um choro- Bernardo ela esta descontrolada, me bateu na frente dos funcionários da empresa.
–Não pode ser, Emília jamais agiria dessa forma.
–Como não é a vez que me bateu no banheiro, anos atrás.
–Mas daquela vez você provocou Malu.
–Mas eu mudei, eu não sou mais daquele jeito.
– Pode ser, mas Emília não iria reagir dessa forma, não sem um motivo.- e se afasta dela, para procurar a esposa, ele vai de um canto a outro não a encontrando, tenta em vão o celular dela, ele nem sabe o que fazer, ele liga para o motorista que não a viu, em casa Beth disse que ela não estava, ele dá a festa por encerrado sem se despedir de ninguém, nem mesmo de Malu que ao falar o que tinha acontecido não a viu mais e vai para a casa com mil perguntas na cabeça, sobre o que de fato tinha acontecido , lembra da festa anos atrás em que também voltou só, parecia estar revivendo a mesma noite, chegando em casa tudo em silêncio, vai ao quartos dos filhos que dormem serenamente, Lívia agarrada ao irmão, cobre eles deixa a luz do abajur acesa e sai, em seu quarto escuridão total, denunciando que Emília não esta ali, mesmo tendo certeza que ela não esta em casa ele vasculha cada comodo, o celular dela sem sinal, volta ao seu quarto para esperar por ela, sem ao menos tirar a roupa de festa, só a gravata, alguma coisa estava errada, mas ele não sabia dizer o quê é, e ali sentado pensando acaba por dormir.
Emíla
Sua cabeça dói, há um barulho de alguma sirene ou alarme tocando o que faz doer mais ainda sua cabeça como se tivesse levado um pancada, esta sentada sobre algo frio e duro, os olhos doem ao abrir, há uma claridade estranha que a impede de focalizar o ambiente onde se encontra, pisca várias vezes para se acostumar com a luz vindo em sua direção é o farol de um carro talvez dali venha o barulho que mal consegue deixar ela pensar,por alguns instantes o barulho para, tenta se levantar, mas seu corpo doi, sua cabeça latejando de dor e perguntas que ela não tem respostas, não sabe onde esta, nem sua bolsa, lembra vagamente da festa e se pergunta onde esta Bernardo e o que aconteceu, ao levantar o braço para por a mão sobre os olhos sente algo pesado sobre ela, abaixa o olhar e vê uma arma, fica espantada e assustada, afasta a arma de sua mão e vê uma enorme mancha de sangue, olha para o próprio corpo mas não há ferimento algum, tenta se controlar para não chorar esta começando a se desesperar, vê que o sangue forma um caminho e mesmo sem conseguir se levantar segue a trilha meio se arrastando pelo chão, dá um grito ao ver que no final esta Malu, toda ensanguentada e aparentemente sem vida, Emília grita desesperada, o barulho recomeça parece mais alto, ela não sabe o que fazer, quer levantar mas suas pernas parecem mais bambas do que antes, ela ouve outro barulho um estrondo de algo sendo arrombado olha para os fundos do carro e uma porta ae abre dali entram algumas pessoas policias alguns curiosos pelo barulho e agitação e dentre eles esta Lia.
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