Em órbita

3 Falta paciência


Notas iniciais
Cruzes! esse título foi o melhor que saiu e,e tá horrívi, mas vai. Vou dar uma aumentada nos capítulos o máximo que puder. Ainda não consegui muito bem mesclar a vida espacial dele com as notícias ae e... .>. Enfim..

— Ao menos aqueles idiotas estão bem. — disse Ludwig. Havia recebido um copo de café expresso de Yekaterina — dizendo ela que era uma forma de desculpar-se pelo acontecido mais cedo na entrada. E como era café… não pôde negar.

O loiro já tinha voltado de sua casa; tinha se trocado e no caminho de volta acabou trazendo Feliciano. Este se encontrava sentado em uma cadeira enquanto observava algo no celular, distraído. O jovem é um italiano e amigo de infância do alemão, além de ser irmão gêmeo de Lovino; porém, mais chorão e mais carinhoso — e com um grau elevado agudo multiplicado ao quadrado do inverso da massa da terra equivalente a densidade do sol de idiotice; disse o irmão certa vez.

— Undie, preste mais atenção no trabalho. — massageou a testa, possivelmente com sono e irritado pelo fato do café não estar fazendo o efeito desejado — Kiku disse que estaria verificando o que realmente aconteceu com os painéis solares para não terem funcionado. Disse que me mandaria um relatório detalhado se possível ainda esta tarde.

— E? — disse com a voz divertida. Sabia que tinha algo escondendo, mas não sabia o que. Sentia que de alguma forma poderia tirar proveito da situação.

Undie sendo Undie.

— E caso ele resolva aparecer com esse relatório… — mais um gole do café — eu gostaria que ficasse encarregado de pegá-lo e deixa-lo em minha mesa. — vasculhou algo dentro de sua maleta de couro cheia de papéis — Tenho um compromisso importante e não posso faltar. E caso eu demore muito para chegar gostaria que analisasse o relatório.

— E o chefe está sabendo dessa sua saída estranha? — deu uma risadinha baixa ao vê-lo corar.

— Claro que sabe. Eu avisei antecipadamente o Berwald.

— Que assim seja então! — levantou-se empolgado, aproveitaria a ausência do outro para que pudesse arrastar Yekaterina até o supermercado mais próximo e comprar seus biscoitos favoritos.

— E mais uma coisa.

Ludwig já foi levantando-se com a maleta na mão, com a outra livre amassou o copo de plástico e a jogou no lixo ao seu lado. Com um leve aceno pediu para que Feliciano se aproximasse. O italiano estava à beira de dormir de tanto tédio, havia saído de casa sem tomar café da manhã. Mas o alemão tinha lhe prometido que o levaria em um restaurante para almoçar, então tudo certo.

— Entre em contato com a Estação, faça todo o procedimento regular.

Undie suspirou ao sair da sala do loiro. Parece que a sua tão esperada ida ao supermercado para dar um “oi” aos seus biscoitos teria de ser adiada. Esperava que Katia estivesse disponível depois.

.x.

— Isso é um absurdo!

Ciel estava à beira de um ataque de nervos. Tinha entrado no quarto e acabou sendo bombardeado por vinte gatos de borracha que flutuavam livremente pelo pequeno cômodo. Tinha dormido pouco e sua paciência estava no limite. Foi tirar satisfação com Elizabeta — que era considerada o “homem” da Estação inteira. Se duvidasse da Nasa inteira.

A húngara estava de frente para uma central no painel principal, conversava com Undie e respondia que tudo havia ocorrido muito bem. Além de esperar respostas pelas falhas na nave que os novos inquilinos vieram, ela fazia questão de estar a par de tudo que acontecia. O inglês aproximou-se da mulher e cutucou-a no ombro. Paciente como sempre, a morena sorriu-lhe.

— Diga Ciel querido?

Pôde ver que Undie acenou-lhe ao ver o garoto pela tela. Apenas suspirou.

— Alguém está com um monte de gatos de borracha no quarto, aquilo está me irritando. Preciso dormir.

— Oh! — acenou pedindo uns minutos, Ciel assentiu irritado. A garota virou-se para Undie com um sorriso enorme — Depois conversamos mais querido, precisamos por o papo em dia. Após o jantar contate-me novamente, ok?

— Claro Liza.

— Mande um beijo para Katia, estou com saudades das nossas conversas, espero que um dia ela aceite e venha para a Estação.

— Passarei o recado.

Após uma breve despedida Elizabeta virou novamente para o outro. Ciel estava com as bochechas infladas e em seus olhos poderia ser possível ler “Paciência Zero”.

Ciel era como se fosse um irmão mais novo que ela não tinha. Havia o conhecido há seis anos, quando eram vizinhos de apartamento. Ambos moravam sozinhos; ela por ser independente dos pais — que moravam na Hungria ainda — e ele por ser órfão. A única pessoa que ainda considerava sua família era a sua tia Angelina que se encontrava em Londres. Liza o ajudava em tudo. Ciel acabou se interessando pelo trabalho da garota e entrando para a Nasa.

A morena era conhecida por ser muito cuidadosa e zelosa com as pessoas que lhe são importantes… além de ser temida. Gilbert que o diga, foi tentar dar uma de engraçadinho para cima do coitado e quase foi parar fora da Estação. A ameaça de ser jogado em órbita sem dó nem piedade ainda estava queimando em sua mente.

Pegou-o pela mão, tomou um pouco de impulso e foram em direção ao quarto. Lá encontraram com Sebastian que conversava algo com Antônio sobre as novas experiências que tinham de preparar. Em meio a tudo alguns gatos de borracha ainda flutuavam, mas em menor quantidade.

— O que está havendo aqui? — manifestou-se a morena ganhando a atenção dos dois — De quem são esses objetos? — pegou um gato e o apertou.

— Não! — Sebastian pegou da mão da mulher e o esfregou no rosto — Não pegue o Black desse jeito.

Ciel fez uma careta, não acreditava que tamanho homem de uns vinte e tantos anos pudesse ter gatos de borracha, e ainda dar nomes! Mais tarde conversaria com Lovino — assim que o italiano acordar — sobre qual dos “intrusos” era mais irritante. Sem dizer mais nada, apenas empurrou Liza para os dois homens e saiu do compartimento.

— O que deu nele? — Antônio olhou de Sebastian para a morena.

— Ciel é assim mesmo, não liguem. — virou-se para o inglês — Sebastian, não deixe seus brinquedos flutuando por aí.

— Ok. — tratou de pegar os outros gatos — Depois temos de conversar sobre as experiências que temos de preparar.

— Tudo bem. — flutuou até o outro lado do quarto — Já irei servir o jantar, espero que se acostumem logo com a comida desidratada. — sorriu.

.x.

Yekaterina realmente fora arrastada para o tal supermercado por Undie, e agora estavam no corredor dos biscoitos. A moça empurrava um carrinho de compras que continha: duas garrafas de dois litros de Coca Cola, uma caixa de ovos, cinco pacotes de macarrão instantâneo, um quilo de carne moída, dois quilos de tomate, um cacho de banana, uma grade de cerveja e três caixas de cereal integral sabor maçã e canela.

— Falta mais alguma coisa? — a loira disse. Olhava a lista de compras que fora escrita rapidamente e improvisada nas costas de uma folha, com cópias de resultados de experimentos.

— Acho que apenas morangos, leite condensado e os biscoitos.

Duas caixas da fruta foram colocadas delicadamente no carrinho. Katia organizou tudo e já esperava paciente pelos últimos produtos para enfim poder ir ao caixa e pagar.

Era sábado, tinham de ficar analisando o relatório que tinham recebido de Kiku mais cedo já que Ludwig ainda não tinha dado sinais de vida. Parece que o tal compromisso realmente fora sério… ou não.

Assim que saíram para o estacionamento com as compras, Katia pegou a chave de seu carro, já que Undie não conseguiria trazer tudo com a sua moto.

Notas finais
Danke!