Tony acordou com um beijo de Steve.
O loiro estava vestido, o que deixou o menor bem decepcionado.

— Por que está com roupas? — Tony perguntou em um falso tom de tristeza.

— Porque eu não ia buscar o Peter nú. — Steve disse com um sorriso. — Eu ia te acordar, mas você é menos implicante quando está dormindo.

— Implicante? Eu? — Steve fez um sinal positivo com a cabeça, rindo da careta de Tony. — Calúnia! Blasfêmia! Isso é um ultraje. — O tom exagerado do moreno era cômico. — Quer saber? Eu vou fazer greve de sex... — Antes de terminar, Steve o beijou calmamente, arrancando um suspiro de Tony.

— Os amigos de Peter estão aí. — Rogers disse quando separou o beijo. — É melhor você se vestir também.

Tony se dirigiu até o closet e se vestiu. Quando voltou ao quarto, Steve estava o esprando.

— Por que está aqui ainda? Achei que ia ficar com Peter e seus amigos. — Tony falou.

— Er... E-eu... S-sempre vi os... Maridos descendo com a esposa... U-um casado n-não fica em f-festas sem a companhia de quem ama. — Tony riu do constran-gimento do Capitão. Às vezes Tony esquecia da educação que Steve recebeu. Antigamente, em eventos sociais, era muito difícil homens ou mulheres casados irem desacompanhados. — E-eu vou descendo... Você prefere...

— Rogers! — Tony chamou o interrompendo. — Eu me casei com você, um idoso... Estou acostumado com seus hábitos da era passada. — Tony, então segurou o braço do marido, como as mulheres faziam antigamente. Os dois desceram atraindo olhares de todos na sala.

Peter, Ned e Michelle jogavam vídeo-game, Natasha jogava pipoca em Clint, Banner conversava com Pepper e Bucky estava olhando para a janela com serenidade.

Steve se aproximou e viu que ele estava de olhos fechados e tinha um sorriso calma.

— Um dólar por seus pensamentos. — Steve disse fazendo Bucky dar risada.

— Hoje, pela primeira vez, eu me senti O Bucky. Não o soldado invernal, nem o cara sem passado ou futuro. O Bucky, aquele que ficou naquele trem, aquele James de 1945. — Steve se sentiu feliz pelo amigo. — Eu não era 100% feliz naquela época, mas hoje em dia eu não sou nem 2%. Pelo menos, naquele tempo eu sabia o que eu ia fazer todos os dias. — O loiro olhou para Bucky com tristeza. Ele nunca percebeu que o amigo era infeliz. — Eu queria ter morrido naquela queda.

— Não diz isso. — Steve tinha os olhos cheios de lágrimas.

— Eu vou para Wakanda. — Bucky disse surpreendendo o soldado. — Eu sou um problema.

— Não, você não é. — O Capitão disse.

— Só você não percebeu. Eu nunca fui bem-vindo. Todos aqui me odeiam. Eu vou para longe. Vou escrever uma nova história e vou ser apenas o Bucky. — Steve não queria, ele tentou pensar em algo para empedir. — Posso te pedir algo?

— Depende. — O homem loiro estava magoado e sua voz tinha um tom frio.

— Você não vai me procurar, vai fingir que eu morri e vai ser feliz com sua família. Eu não vou ser mais um fardo. — Steve abaixou a cabeça e deu um sorriso triste. O Capitão virou as costas e saiu andando. Todos pararam de conversar quando viram Steve subindo as escadas. Tony correu atrás dele.

— Hey, Vovô. — Tony chamou, entrando no quarto. Steve estava deitado, as lágrimas desciam pelo seu rosto e ele tinha um olhar fixo na parede do quarto. — O que foi? Por que ficou triste de repente?

— Bucky vai embora. — Tony nunca tinha ouvido Steve tão ríspido. — Eu sou muito egoísta.

— Não. Você não é nem um pouco egoísta. Você é altruísta. — O loiro negou.

— Bucky está bem, ele finalmente está bem. — Steve falou se sentando e encarando Tony. — Ele sabe o que ele quer, ele se reencontrou. Mas eu não quero o deixar ir. Eu quero ter ele perto, porque ele é tudo o que restou do tempo que eu deixei, porque ele é a pessoa que me faz me sentir em um lugar familiar e em um lugar onde eu não sou um velho gaga de mais de cem anos. Eu prefiro ele aqui, no lugar que ele disse o fazer infeliz, ao deixar ele partir.

— Steve. — Anthony sentia um aperto no coração, sua voz era carregada de insegurança e medo. O moreno não era idiota, ele sabia que Steve sentiu algo por Bucky e que já fora correspondido. — Você... Sente algo pelo Bucky? — Sua voz quase inaudível e seu olhar carregado de tristeza fez o Capitão se levantar e ficar de frente para Tony.

— Tony, não foi isso que eu quis dizer. — Steve segura as mãos de Anthony. — Eu te amo. O que eu quis dizer... É... É assustador você dormir em uma época e acordar setenta anos depois... Saber que tudo e todos que você conhecia não existem mais ou nunca existiu... Bucky é tudo o que sobrou... Os outros se foram, mas ele está aqui. — Tony se colocou um pouco no lugar de Steve e o quão assustador deve ser para ele.

— Tudo bem... Eu sei... É que você parece tão perfeito... Tenho medo de perder você. — Tony disse por fim.

Depois de se acalmar, Steve desceu para conversar com Bucky e o mesmo estava tentando jogar video-game e falhando miseravelmente.

— Isso é tão complicado! Como vocês conseguem? — Perguntou o soldado para Peter, Michelle e Ned.

— As pessoas desse século nascem sabendo, mas é muito difícil. — Steve disse fazendo Bucky lhe olhar. — Podemos conversar? — O moreno segue o Capitão até a cozinha que se encontrava vazia.

— Fico feliz que você tenha voltado a ser você mesmo. — Steve falou fazendo Bucky sorrir. — Quero que fique bem. Quero que seja feliz em Wakanda, mas não me deixa se contato, vem me visitar, por favor.

— Tudo bem. Só achei que te atrapalhava. — Steve abraçou Bucky, que correspondeu.

— Você nunca atrapalha. — Steve respondeu.

No dia seguinte, Bucky já estava pronta para partir e Steve sentiu tristes por não ter mais o amigo de infância por perto, mas Bucky estava feliz e finalmente em paz.

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A mulher ruiva chegou ao Centro Psiquiátrico de NY e parecia séria. Atraindo os olhares dos médicos e enfermeiros. Seus cabelos cor de fogo estavam presos em um rabo de cavalo, ela usava um espartilho vermelho com uma caveira vermelha no enorme decote e uma saía vermelha muito justa que acentuava suas curvas.

— Querro verr o paciente 324611. — O sotaque alemão da mulher era muito forte e sua voz carregava urgência. Ela foi levada até a área de segurança máxima.

A porta de ferro tinha um segurança olhando. Ele abriu a porta e uma brecha de luz entrou no quarto escuro, revelando um homem sentado de costas para a porta.

A mulher na porta entrou e os seguranças fecharam a porta.

What so serious? — O homem perguntou dando uma risada doentia em seguida.