Em mil pedaços.
12 Começo de uma descoberta e de um coração partido parte 3.
Notas iniciais
Pelo visto o mundo conspirava contra mim, sim, conspirava, estava disposta a fazer de tudo pare me sentir bem na presença deles.
“O.k Sophie, respire fundo e vá lá cumprimenta-los sorridente e feliz”
Mas não fiz isso, não fiz, fiquei na minha, de cabeça baixa.
– Sophie, viemos aqui para nos divertir então faz um favor? Joga comigo e deixa eles para lá o.k?
– Tá.
Comecei a jogar com Sacha e comecei a esquecer Damon, bem até o momento que ele e Claudia nos viram e vieram falar comigo, e por fim, perguntaram para nós se queríamos ir para a praça de alimentação com eles. Educadamente aceitei o convite, escolhemos uma mesa para quatro, eu ainda não entendo, como uma pessoa pode acabar de conhecer alguém e namorar com ele? “E como uma pessoa pode chorar de amores por uma pessoa que conhece a pouco tempo?” No meu caso é diferente.
– Então, o que vocês vão pedir? – Pergunta Claudia.
– O que você quiser amor. – Diz Damon. Ecaaa, que ódio!
– Bem eu vou querer uma salada de frutas pois não quero ficar gorda. – Diz Claudia.
– Hum... Eu uma garrafinha de Coca-Cola e duas esfirras, e você Sohie?
– Eu quero um x-Burger, um milk-shake bem grande e bata fita grande.
– Ótima escolha, eu quero o mesmo. – Diz Damon.
– Certo. – Diz a garçonete fitando o Damon.
– Então... Vocês gostaram da festa? — Pergunta Claudia como se tivesse sido ela que havia organizado a festa.
– Eu gostei e você Sophie? – Pergunta Sacha.
– É.
– É... O que? – Pergunta Claudia.
– Gostei. – Digo em um tom de indiferença.
Nossos pedidos finalmente chegaram, mas não me aborreci com a demora, afinal, a culpa não é dos funcionários pelo shopping estar cheio ou pela preferência de muitos em ir comer ali, e isso até que não é ruim, para eles. Comi silenciosamente, apenas observando a todos que passavam em minha frente e aos que me acompanhavam na mesa e de verdade, foi até melhor, tenho certeza que se eu e Claudia começássemos a conversar começaríamos a discutir pela GRANDE diferença de opiniões, realmente, o milk-shake daquele lugar é simplesmente fantástico, quero dizer, tudo lá, desde lindas e sorridentes garçonetes até a taça na qual eles serviam as sobremesas.
Bem, ficamos lá por um bom tempo, Damon e Claudia avistaram alguns amigos “amigos? Tão rápido?”
O engraçado é que na mesma hora deixei meu celular cair e ele coincidentemente ele caiu bem pertinho da mesa daqueles “amigos”, fu pega-lo e ouvi algo citando o meu nome.
– E ai Damon e aquela tal de Sophie?
Sophie? O que que tem meu nome?
– Qual? A Collins?
– É.
– Que que tem ela?
– Ela é bonita.
– E?
– É que você deveria pegar ela, quero dizer, namorar com ela, serio.
– Eu? Não, sei lá, ela não faz meu tipo e cá entre nós ela não é tudo isso, deve ser meio burrinha, entende? Não faz meu tipo.
Ao ouvir isso tive meu coração despedaçado em mil pedaços... De novo, sai dali lentamente para que eu não fosse descoberta e não acredito no que ouvi ele dizer, burrinha? Um GRANDE motivo para eu odiá-lo. Então sai correndo sem rumo, então me deparei com uma loja, aberta e vazia entrei em um provador e comecei a chorar até que uma loira linda abriu ele e disse:
– O que foi gatinha?
– Quem é você?
– Prazer sou Marrie.
– Sophie.
– Por que chora?
– Por nada.
– Por que não me segue e limpa esse rostinho lindo?
EU não a seguiria mas não tive outra opção.
Então ali na loja tinha uma porta que nos levou até uma sala onde havia espelhos e muita muitaaa mesmo maquiagem.
– Então (risada tímida) Você é uma fada madrinha, mafiosa ou que?
– (Risos) Uma pessoa como você, bem agora vai me dizer o porquê estava na minha loja e porque chorava?
– Ai. É uma longa história.
– Tudo bem, eu tenho todo o tempo do mundo.
– Bem, eu gosto de uma pessoa.
– Deixa eu ver se eu adivinho, você gosta de uma pessoa que te machucou e ai você revê ela e ai lembra de tudo de e vem aqui correndo chorar, acertei?
– Quase, bem eu ouvi ele dizendo que eu não sou nada, nada para ele, e bem isso só piorou tudo porque ele já tinha me magoado muito a menos de três dias porque eu descobri que ele e minha irmã estavam namorando.
– Nossa, me conta tudo.
– Então me sentei em uma poltrona e contei tudo para ela, detalhe por detalhe, ela parecia ser uma psicóloga, ouviu tudo, atenciosamente e ai disse:
– O.k, agora vem aqui.
Me levantei e fui em direção a ela, ela me disse para eu me sentar em uma cadeira em frente a um grande espelho.
– O que você vê? – Ela me pergunta.
– Uma garota ingênua e difícil de se conviver.
– Não. – Diz ela tão docilmente. – Vejo uma linda menina que foi magoada por um idiota e que tem que dar a volta por cima.
– Como?
– Você irá sair daqui revigorada.
Ela deu uma simples arrumada em meu cabelo que o deixou com vida e brilho e fez uma maquiagem simples mas linda em meu rosto, o que levantou minha autoestima.
– Agora vai e arrasa.
– Você vai vir comigo?
– Claro!
Sei lá era estranho confiar assim em uma completa estranha. Saímos de lá e voltamos para a mesa.
– Nossa onde você esteve esse tempo todo? – Pergunta Claudia como se importasse.
– Eu passei na loja da Marrie.
– Prazer.
– Prazer. – Cumprimentam o pessoal da mesa.
– E como vocês se conheceram?
– Bem eu vi uma linda garota andando pelo shopping e pensei: “Nossa como essa menina é linda! Preciso dela para ser minha modelo!” E ai chamei ela e disse que ela era linda.
– Não é para tanto. – Digo humildemente.
– Claro que é!
– Obrigado, digo timidamente, bem que horas são?
– São nove e quarenta e cinco.
– Já? – Pergunta Sacha.
– Pois é né, eu acho melhor irmos embora. – Digo.
– Não! – Diz Damon.
– Não? Como assim não Damon? – Pergunta Claudia.
– Bem, é que eu estava pensando em irmos juntos ao Hopi Hari, hoje é noite do horror.
– Isso! – Diz Marrie dando pulinhos de alegria.
– Eu não sei não...
– Qual é Sophie larga de ser chata, parece até uma velha. – Diz Claudia esnobemente.
– É. – Digo no impulso. – Vamos! Tenho certeza de que você vai ficar com medo, como sempre, medrosa. – Digo em um tom de zoação.
Então fomos, chegamos lá e compramos as entradas, então eu parei para amarrar meus cadarços.
– Vem Sophie! – Diz Claudia.
– Podem ir indo, eu estou logo atrás de vocês.
Então parei para amarra-los quando vi já estavam longe então fui andando passando minha mão direita no meu braço esquerdo e ai bateu uma leve brisa que me fez lembrar do quanto eu e Claudia costumávamos ser grandes amigas e irmãs. De quando eu tinha alguém com quem conversar, das noites quentes em Phoenix de quando eu subia no telhado e olhava para o horizonte. Tudo isso acabou. Agora somos apenas nós, eu e a solidão.
Fui andando e vi os brinquedos, os monstros, um até me deu uma rosa, na qual guardei na pequena bolsinha que carregava. Até que os encontrei na fila de um brinquedo, a tão famosa montanha russa, o bom era que o parque não estava muito cheio, as filas não eram enormes como costumam ser.
– Entra ai. – Diz Damon me puxando para si.
– An, er, obrigado.
– De nada.
E então em quinze minutos na fila chegou a nossa vez e adivinha do lado de quem eu tive que ir? Sim! Do babaca do Damon. Mas admito que gostei, ele segurou minha mão quando estávamos no topo e sorrio para mim, eu sou muito idiota, como se ele gostasse de mim, realmente gostasse.
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