Em mil pedaços.
11 Começo de uma descoberta e de um coração partido parte 2.
Fui correndo para o banheiro caindo aos prantos, esqueci de mencionar que Sacha estava lá e ficou do lado de fora tentando me confortar, e eu finalmente a deixei entrar. Minha maquiagem havia se borrado toda, fiquei parecendo um panda.
– O que foi amiga? – Disse Sacha com um tom de voz sutil e cheio de amor.
– Ela beijou ele! – Digo chorando.
– Quem beijou quem?
Eu não consegui nem se quer falar direito, chorava aos soluços, passei meia hora naquele banheiro e enquanto isso eu só via a imagem de Sacha falando mas não escutava nada, além de meus pensamentos olhando para o vazio, com lagrimas secas em meu rosto, e ai eu me toquei, eu estava apaixonada por Damon Salvatore e ai foi que eu comecei a chorar mais.
Sacha começou a dizer algo, mas não pude escutar, eu estava em outro mundo, perdida com meus pensamentos deprimentes, Sacha passou a me sacudir e então eu ouvi o que ela estava dizendo: “Sophie! Sophie! Está me ouvindo?”
– Desculpa Sacha, o que dizia?
– Bem eu perguntei quem era que beijou quem e o resto já não me lembro mais.
– Damon! A Claudia beijou o Damon!
– Oh amiga, eu devia ter te avisado, o coração de Damon é terra de ninguém, ele não tem coração só curte com todas.
– Então ele curtiu comigo!
– Vocês fizeram sexo?!?
– Não!
– Só demos alguns amaços. – Disse chorando.
– Oh minha doce amiga, eu lamento não ter te avisado.
– Não, não foi culpa sua, eu que sou muito idiota.
– Não, você não é idiota, só te conheço a alguns dias mas você já minha melhor amiga, sempre fui sozinha, lembra de seu primeiro dia na escola? Eu estava sozinha, ninguém fala comigo, confio em você e estarei sempre ao seu lado.
Abracei Sacha e me senti melhor.
– Vamos voltar a festa e mostra para ele que ele não rei! – Digo determinada.
– É assim que se fala, mas antes.
– O que?
– Vamos arrumar sua maquiagem, você está parecendo um panda.
– Mas eu não trouxe maquiagem.
– Deer eu trouxe. – Rimos e em vinte minutos eu já estava pronta novamente.
Magoada, mais pronta. Quando saímos do banheiro já eram meia noite e cinquenta minutos, ainda bem que eu fui correndo para o banheiro de cima, se tivesse sido o banheiro de baixo iriam pensar merda, se é que me entende.
Quando sai Damon estava conversando com a Claudia ao meu ver parecia que diziam: Ai seu beijo foi muito bom. É e você é gostoso, quer casar comigo?
É eu estava surtando, bêbada de ciúmes, mas não me comprometi a fazer nada de estranho ou a bancar a louca. Fui andando conversando com a Sacha, desfilando com o meu salto alto deslumbrante, fingindo que nada havia acontecido, mas eu também não fui a única a fingir isso, eles dois também fingiram.
– Nossa, Sophie você estava sumida! – Diz Claudia com um sorriso falso no rosto.
– É, onde você estava Sophie? Com o namorado? – Diz Damon.
– Estava, estávamos fazendo uma farra lá em cima, diferente de muita gente aqui prefere fazer sexo em público, aposto que vocês dois conhecem muitas pessoas com esse baixo nível, que só faltam se engolir na frente dos outros.
O clima ficou pesado depois dessa minha resposta, Damon não disse mais nada e Claudia não arriscou respirar até que Sacha resolveu tentar quebrar esse clima pesado.
– Então Damon e Claudia, como vocês se conheceram? – Tudo bem que ela estava tentando ajudar mas tinha que fazer essa pergunta?
Ela perguntou como se namorassem ou fosse casar, sei lá.
– Aqui. – Responderam juntos.
– Quero dizer, conversamos aqui, mas já nos tínhamos falado algumas vezes no avião vindo para cá, e desde então Sophie e Damon são amigos.
– Mas Sophie me conheceu primeiro.
– Serio? Como? – Pergunta Sacha fingindo que estava surpresa mas a verdade é que ela já sabia dessa história.
– No avião. – Digo com uma voz de tédio.
– Eu sei, mas como? Porque não me conta Claudia?
– Claudia não estava lá.
– Então me conte Damon.
– Eu havia levantado para fazer uma coisa que meu irmão Stefan me pediu e ai esbarrei na Sophie.
– Eu esbarrei em você. Infelizmente. – Digo meio que “cantando” e baixo.
– Mas isso não foi tão ruim afinal eu te conheci.
– Nãããooo, imagina, só derrubei um monte de agua na sua camisa.
– Mas não teve problema, afinal eu tirei ela, o que resolveu todos os problemas.
– E ai foi que eu vi Damon, sem camisa, exibindo seu corpo perfeito. – Interrompe Claudia.
Então eu sai andando sem dizer nada, já eram quase duas da manhã e eu havia passado a festa toda trancada em um banheiro, depois disso emburrada com o “casalzinho” e depois sentada “meio” deprimida em uma área que mais parecia um jardim atrás da casa.
Até que Sacha me encontrou e me chamou para dentro e ia se despedir de mim.
–Tchau amiga. – Diz Sacha me abraçando. – Tchau gente.
– Tchau.
– Tchau amiga, acho que eu também vou embora. – Respondo.
– Não! Nós vamos dormir aqui, esqueceu? – Diz Claudia.
– Eu estou exausta, preciso dormir.
– Mais vai dormir, daqui alguns minutinhos todo mundo vai embora. – Diz Damon.
Me despedi de Sacha e sentei no sofá, a festa acabou as quatro e cinquenta e cinco da manhã. Isso não estava nos meus planos eu iria para a festa e voltaria para casa, mas não, tive que dormir lá, e não era isso que tínhamos combinado. O combinado era: Eu e os garotos passaríamos a noite zoando mas não, teve uma festa cheia de gente que nunca vi e eu tive que dormir lá.
Então depois que a festa acabou eu inventei a desculpa de que ia embora por não conseguir dormir com aquela roupa ai o Damon inventou que me daria uma blusa dele. Que ódio!
Então eu tirei a maquiagem do rosto e coloquei uma camiseta do Damon, ainda bem que ela tampava tudo que devia estar escondido. Dormi em um quarto de visita, aquela casa era mesmo grande.
Acordei muito tarde já eram umas dez horas, todos exceto Damon estavam acordados, fiquei morrendo de vergonha do irmão do Damon, o motivo, não sei, tipo eu acordei ele estava olhando para minha cara com um sorriso bobo, fiquei constrangida, principalmente por ter acordado naquela hora e na casa dos outros. Obs: A porta do quarto estava aberta e ele parado em frente dela. Stefan foi amável comigo.
– Bom dia, é Sophie não é?
– Sim, bom dia.
Me troquei e desci as escadas correndo e então esbarrei em Damon, só de toalha, ele tinha acabado de sair do banho, e ele me deu bom dia com um sorriso lindo no rosto, eu meio desajeitada respondi educadamente.
– Já está indo embora?
– Sim.
– Porque não fica para o café? – Pergunta Stefan quase me matando de susto, como ele apareceu assim do nada?
– Bem é melhor eu ir para casa, já dei trabalho demais.
– Que isso, Sophie você é minha convidada. – Diz Damon.
– Cadê a Claudia? – Perguntei.
– Foi embora com o Tyler.
– Hum. – Respondi como alguém que não queria nada.
Então desci as escadas e Stefan estava no fogão, então avistei uma velha “amiga” de infância. Elena Gilbert.
– Oi Elena.
– Oi Sophie. – Estava bem evidente que não gostávamos uma da outra pela maneira que nos cumprimentamos.
Ficamos em silencio e então Stefan serviu o café.
– Nossa amor, está uma delícia! – Não sabia que Stefan e Elena namoravam.
– Obrigado.
– É verdade Stefan, você cozinha muito bem. – Digo, não disse isso na falsidade, era verdade, mas acho que soou superficial.
– Que bom que você gostou, fiz esse café da manhã especialmente para você. – Ah que amor de garoto, diferente do Damon.
E Elena? Não gostou muito da maneira que Stefan estava me tratando, estava se roendo de ciúmes. Damon desceu e cumprimentou a Elena.
– Leninha. – Leninha? Leninha? Que por# é essa?
– Oi Damon. – Disse ela.
Damon foi e colocou as mãos nos ombros de Elena e na hora eu percebi que Elena se arrepiou, e ai me vem uma coisa na cabeça, tipo, que tipo de namorada se arrepia com o toque do cunhado? Elena sente atração pelo Damon, pelo próprio cunhado, que coisa linda “Leninha”.
Me levantei, disse muito obrigado pelo café e anuncie que iria embora.
– Já? – Diz Stefan.
– Sim Stefan, eu tenho que cuidar das minhas irmãs, creio que a Claudia ainda não voltou para casa.
– Entendi, tchau, volte aqui mais vezes. – Stefan diz com um lindo sorriso no rosto.
– Volto sim, tchau Elena, tchau Damon. – Na hora de dizer tchau Damon disse com um tom de voz seco e indiferente.
– Tchau. – Diz Elena e Damon.
Damon me puxou para si e sussurrou no meu ouvido:
– Espero que tenha gostado da festa.
Quase me matou de vergonha! Stefan ficou olhando para mim com um sorrisinho ainda mais besta ainda e Elena me fuzilou com os olhos.
Antes que eu fosse embora Damon me perguntou do que eu ia.
– Andando.
– Não, eu te dou uma carona, é longe.
– Não, tudo bem.
– Vem.
– Não precisa.
– Entra logo no carro.
– Ok.
Entrei no carro, não consegui ficar de boa com o Damon, a culpa não era dele, nem eu mesma sabia o que sentia por ele, ele não é obrigado a ficar sozinho só porque eu gosto dele, eu sei, mas não consigo ser eu mesma com ele, ficar de boa.
Claudia viu o carro de Damon parado na frente de casa e foi correndo falar com ele, eles ficaram conversando por uns vinte minutos e eu lá só escutando tudo, então resolvi me despedi.
– Tchau. – Digo com a voz embargada.
– Tchau. – Diz Damon dando um beijo em minha bochecha.
Cumprimentei minhas irmãs e subi correndo para o quarto, me tranquei nele e passei um bom tempo lá, chorando, até que Sacha me ligou.
– Oi, Sophie?
– Sim. – Tentei fazer a voz sair normal mas não consegui.
– Oh amiga, você tá chorando de novo. Espera que logo logo eu estou ai.
Nossa, todo mundo dessa cidade sabe a onde eu moro. Sacha chegou aqui em vinte minutos, subiu correndo e ficou comigo no quarto.
– Sophie!
– O que foi?
– Você está aqui ah quanto tempo?
– A tarde toda.
– Saiu para alguma coisa?
– Não.
– Sophie! Para com isso.
– Não consigo, nunca gostei de ninguém assim. O pior é que ele é nada mais nada menos que um mulherengo fdp!
– Eu lamento.
– Eu sou estupida!
– Porque não conta a ele o que sente?
– Não!
– Então Claudia entrou no quarto toda animada e disse:
– Terminei com o Tyler!
Sacha ergueu a sobrancelha e disse:
– E o que tem de importante nisso?
– Isso não é o melhor, eu e Damon estamos namorando!
– Legal. – Eu disse tentando disfarçar.
– Claudia eu acho que alguém está te chamando, porque não vai ver? – Diz Sacha sabendo que eu iria desabar.
Desabei.
Agora sim, chorava até o que não podia, meus olhos ardiam.
– Diz para ele.
– Dizer o que?
– O que sente por ele.
– O que? Não, não mesmo.
– Então para de ficar chorando, toma um banho quente que nós vamos sair.
– Para onde?
– Você vai ver, enquanto você toma banho eu escolho sua roupa.
Entrei no banho e comecei a pensar que não valia a pena chorar por causa de bobagens.
Sai do banho revitalizada, então na cama haviam várias peças de roupas.
– Bem nós podemos ir em um salão anos 50 a 90, no fliperama do shopping, pizzaria, cinema ou no parque de diversão daqui da cidade.
– Hum... Vamos no fliperama.
– Ok, se arruma, vou esperar lá em baixo.
Meia hora depois...
– Pronta.
– Vamos?
– Vamos.
– Você vai sair? – Pergunta Lori.
– Vou.
– Vai para onde?
– Fliperama, até a meia noite eu vou ter voltado e cadê a Claudia?
– Saiu com o Damon.
– Entendi, bem toma fica com esse dinheiro, na agenda tem o nome de tudo que é lugar que vende comida.
– Pera ai, você me deu o dinheiro errado.
– Não dei não.
– Setenta dólares?
– Sim.
Lori saiu soltando fogos.
– Mas lembre-se.
– Sim.
– Não abra para estranhos, não fale que está sozinha não mexe com fogo e cuide de suas irmãs junto com a Maddie, na agenda tem todos os números que vai precisar caso algo aconteça.
– Ok, tchau.
– Tchau.
Sacha pegou o carro e fomos até o Fliperama, mas a sorte estava contra mim, pois Damon e Claudia também estavam lá.
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