Em busca da verdade
4 Um sonho um tanto estranho
No dia seguinte saímos bem cedo e fomos na direção sudoeste para a casa de Carter Mazon .
Muitos quilômetros depois ela parou em frente a uma mansão velha que aparentava ter uns 50 anos de 2 andares e um jardim que deveria ser muito belo se não estivesse tão descuidado .
Sophie foi até a porta e bateu ficamos uns 10 minutos esperando uma resposta e nada.
—Vou entrar -falou ela de repente –se eu não voltar em 10 minutos vai atrás de mim .
—Tem certeza?
—Você pergunta de mais sabia?- E dizendo isso ela entrou na casa e eu fiquei a porta esperando uns 5 minutos depois ela apareceu e apenas fez um sinal para que eu a seguisse.
—Exatamente onde eu deixei .-Disse ela ao entrarmos num quarto do 2 andar .
—Oque você exatamente deixou?
—Isso -disse ela pegando uns papeis de cima de um criado-mudo-É uma coisinha que eu encomendei do Carter e ele deixou aqui para mim olhar!
Ela me entregou os papeis e pude perceber que eram documentos de identificação como foto nomes, data de nascimento ,onde moram etc...
—E oque é exatamente isso?-Perguntei intrigado.
—Isso é o favor que eu cobrei do Carter ,ele trabalha no registro nacional da população e me devia uns favores e por isso eu pedi informações sobre umas pessoas que eu acho que estão envolvidas com o seu “acidente” .
—Eu não acredito –disse olhando dos papéis para ela.
—Nem eu , pensei que esses caras trabalhavam para o Cal mas acho que errei.
—Não ,não é disso que estou falando, estou querendo saber por que você fez tudo isso por mim por que arriscou sua vida para me achar e me levar de volta para meu antigo lar?
—Porque- ela disse olhando dentro dos meus olhos –Porque eu passei noites inteiras pensando onde você poderia estar pensando em suas promessas e em seu jeito de cuidar de mim , porque sem você sabe-se lá oque teria acontecido comigo , e porque , eu fiz uma promessa , e eu vou cumpri-la queira você ou não.
Depois disso ela pegou os papeis da minha mão e voltou para o caro ,como era minha vez de dirigir ela foi para o banco de trás e ficou lendo os papeis , pelo visto havia ficado irritada quanto a minha pergunta pois não me respondeu quando perguntei se queria comer algo.
—Qual é o problema em?-Perguntei a ela quando ela finalmente veio para o banco da frente- Minha pergunta te irritou foi ?
—Como eu já disse você pergunta de mais está na hora de deixar as questões de lado e começar a responder por si , ao invés de procurar resposta nos outros.
—Olha me desculpa tá , isso é muito esquisito para mim é difícil de acreditar que isso possa acontecer do nada uma menina invade seu quarto e diz que sabe tudo sobre ele e depois eles fazem oque? Cruzam o pais arriscando suas vidas! Eu não sei se você sabe mas isso não acontece todo dia.
—Há agora a culpada sou eu né tipo você passa 6 anos se perguntando sobre o seu passado e quando eu vou lhe entregar as respostas você acha que eu que fiz besteira?
—NÃO! –Gritei –Não foi isso que eu quis dizer é que... isso tudo é muito novo para mim e ... eu não sei como encarar as coisas mas... se você disse que está fazendo isso por mim e que sabe da verdade eu acredito em você eu ... eu confio em você com toda a minha vida e se você acha que isso é pouco está enganada.
Ela suspirou e sorriu com o canto das lábios
—Parece que você está voltando ao normal ,-disse ela com aquele sorriso ainda encarando a estrada a frente – sempre que discutíamos ...você fazia um discurso como esse para que eu te desculpasse .
—Sério?
—Sim. Era bom ter alguém com você ao meu lado para me dizer que fazer e como fazer .
—Parece que eu mudei.
—Passou 6 anos com trouxas que esperava?
—E você também passou 6 anos com trouxas mas eu acho que você continua a mesma.
—Pera –disse ela olhando para mim pela primeira vez desde a mansão – como assim você tá se lembrando ?
—Posso te dizer talvez por enquanto?
—Sério?
—Lembro da vez em que estávamos no balanço da escola quando um cara mais velho foi zombar de você e você toda corajosa se defendendo até que ela ameaçou de bater em você e eu joguei o balanço na cara dele , e
—Ficamos de castigo por 4 horas , como você lembrou ?
—Quando vi você chorando no hotel uma menina tão meiga escondida atrás de uma imagem forte e corajosa encarando coisas inimagináveis por coisas quase sem sentido se esforçando para fazer algo bom sem tentar esconder seu jeito de ser “normal”.
—É você tem razão.
—Tenho?
—Tem , eu nunca vou deixar de ser “Normal” .
Continuamos sem falar por uns quilômetros até que ela pediu para eu parar num drive truh do MClanche . Compramos uma porção para cada um e trocamos de lugar ela começou a dirigir e eu deitei no banco de trás fiquei olhando para fora da janela enquanto ela cantarolava uma musiquinha estranha . Assim que fechei meus olhos me arrependi meus sonhos estavam horríveis desde que saí da casa dos meus “pais” sonhei com uma menininha chorando num canto ela tinha cabelos brancos como a neve e olhos cor de café ela usava um vestido preto e estava com uma aparência de quem havia acabado de fugir da morte ,pouco depois uma mulher que de alguma forma reconheci por Srta.Gring foi até ela e murmurou palavras de encorajamento e tomou a menina pela mão quando ela encostou na menina ela mudou de aparência tinha os olhos azuis e seu cabelo mudou de branco para preto ela acompanhou a mulher para fora do quartinho e com um susto reconheci o rosto da menina. Era Sophie , uma Sophie com 8 anos desci as escadas atrás dela e vi onde estava , era o mesmo casarão onde havíamos parado muitos quilômetros atrás mas ele tinha uma aparência melhor olhando para a janela vi um belo jardim com rosas de diversas cores quando chegaram a porta a menina mudou novamente tinha cabelos azuis e seus olhos estavam um de cada cor um verde e outro azul. Srta.Gring ia dizer algo mas quando falou foi a voz de Sophie.
—Acorda . Temos problemas!
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