Em busca da verdade
5 Uma Esplicação
Quando abri meus olhos Sophie olhava pelo espelho para trás.
—Que tipo de problemas?
—O BMW tá seguindo a gente isso me preocupa eles tão atrás de nós desde que cruzamos a ponte .
—Não é coincidência ?
—Acho que não mas o problema não é esse posso despistar eles mas eu acho que logo vou precisar abastecer e isso me preocupa .Se pararmos eles nos alcançam se seguirmos ficamos sem combustível , e o próximo posto vai ficar muito longe.
—É podemos chamar isso de problemas-respondi a ela .
—Deixa eu pensar acho que posso despistar mas depois teremos que voltar apé para pegar gasolina no posto.
—Faz assim -falei olhando no mapa – Entra na próxima saída lá deve estar um transito muito ruim para a BMW estamos no horário de pico daí damos a volta na rótula e depois damos uma volta pelo outro lado pode ser?
—Você senhor –disse ela virando na entrada –é um gênio.
Muito , muito tempo de transito depois chegamos até a rótula e seguimos em velocidade até chegarmos ao posto .
—Você abastece- disse ela para mim- vou fazer umas ligações e me trocar daí você se limpa e vamos parar em mais uns dois postos e chegamos em Nova Orleans.
—Tá.
Depois de nos trocarmos eu estava dirigindo novamente e Sophie começou a me contar de umas encrencas que ela conseguiu na escola depois que foi adotada.
—Eu tive um sonho estranho.
—Sonhos são tão normais quanto eu.
—Né? Então eu sonhei com você e a Srta.Gring na casa lá no fundo.
Ela quase caiu do banco e depois ficou me olhando era impressão minha ou os olhos dela estavam começando a ficar vermelhos?
—Srta.Gring? Como sabe dela? Quer dizer como se lembra dela?
—Não sei mas uma coisa estranha aconteceu você mudou enquanto conversavam e depois ficou normal tipo como está agora.
—Srta.Grig era a dona do orfanato –disse se recompondo- aquilo foi no dia do enterro dos meus avós mas eu não entendo eu contei a você do enterro mas não falei sobre ...sobre
—Se não puder falar eu vou entender não quero lhe forçar a nada.
—Não eu queria te contar só que não agora iria esperar você recuperar a memória.
—Não ,descansa depois conversamos tá?
—Tudo bem .
Passaram horas até ela acordar e novamente tocar no assunto do meu sonho.
—Bom eu tenho meio que um dom.
Disse isso derepente (o que pode ou não ter me assustado) e me olhou rapidamente.
—Acho melhor pararmos.
—Tem certeza ?
—Claro !
Parei o caro ela se virou para mim e me encarou com seus olhos de duas cores.
—Quando eu era pequena tinha olhos castanhos, depois de uns meses eles ficaram verdes , meus pais não se preocuparam pois as crianças podem mudar seus olhos é natural. Mas porém , eles continuaram mudando e não só eles , meus cabelos também mudavam , fomos no médico e eu passei 2 anos fazendo raio-xis e no fim descobriram que uma parte do meu cérebro é uma pouco mais desenvolvida que o normal , por isso eu podia mudar minha aparência de acordo com minhas emoções , naquela época eu não controlava por vontade , mas hoje só de vez em quando eu perco o controle mas você é o primeiro a saber isso diretamente por mim.
—Uau! Sério Sophie! Uau, não sei nem oque posso te dizer e...
—Não diga nada apenas ... aceite .
Ela falou essa última palavra me lançando um sorriso meio torto.
—Você Sophie é como uma irmã para mim , eu iria te aceitar de qualquer maneira .
—Certo ... irmãos.
—É por isso que estamos aqui não é? Para aceitarmos meu passado?
—Desde quando você ficou tão esperto?
—Desde que te encontrei.
-Vamos eistein temos um longo caminho o próximo posto é daqui a uma meia hora.
—Sim senhora! –Disse em tom brincalhão.
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