Em Suas Mãos
1 Prólogo
Notas iniciais
PRÓLOGO
Some may call it a curse
(Alguns podem chamá-la de uma maldição)
A life like mine
(Uma vida como a minha)
But others, a blessing
(Mas outros, uma bênção)
It's certainly a lonely life
(É certamente uma vida solitária)
But a fullfilling one and the best
(Mas um cumprimento e a melhor)
It's my cross to bear
(É a minha cruz a carregar)
And I'll bear it gladly
(E eu a suportarei alegremente)
Someone has to take a stand against evil,
(Alguém tem que tomar uma posição contra o mal,)
Why should it not be me?
(Por que não deveria ser eu?)
.

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E às 20h em ponto Caroline apareceu no Stats com um vestido preto acima dos joelhos e fechado na frente, mas com um decote generoso atrás que parava um pouco acima da sua bunda. O salto do seu scarpin era alto e valorizava ainda mais as suas longas pernas, assim como as joias. A maquiagem básica, apenas mais puxada nos olhos e cabelos ondulados soltos dava a bela loira um tom misterioso e cheio de luxúria.
Todo o caminho percorrido até a mesa de fundo foi com olhares e algumas piadas ignoradas por ela, até parar em frente a um homem que segurava o cardápio de modo que escondesse seu rosto e parecia impaciente entre escolher mais uma garrafa de whisky ou um bom vinho francês.
― Desculpe Senhorita, mas estou à espera de alguém.
― Acredito que Marcel não tenha falado muito de mim, não é mesmo? – Disse a loira em um tom irônico atraindo a atenção do homem, fazendo-o fechar o cardápio e fitá-la por completo.
Por um momento, todo o lugar pareceu ficar silencioso para ele, até que o som da sua gargalhada ecoou pelo local.
― Marcel é um ótimo piadista. Pensei que ele tivesse falado de outra coisa quando disse que tinha algo eu seria do meu atual interesse. De qual agência você é? – Ele usou um tom de deboche e nem por um momento aquilo mudou o semblante sereno da bela loira que permanecia parada assistindo ao show de imbecilidade.
Ele deu uma gargalhada ainda mais alta, que foi diminuindo ao perceber, pela seriedade da expressão de Caroline, que aquilo não foi uma brincadeira de mal gosto do seu amigo, como previa.
Caroline se aproximou e ao estreitar um pouco mais o contato, puxou com força sua gravata, fazendo-o estranhar tal reação.
― Na próxima gracinha eu arranco a sua língua, entendeu bem? – Sussurrou apertando-o mais, de modo que ele começasse a se sentir sufocado.― Marcel não te passou o meu contato à toa, não foi? – E ao perceber que atraiu atenção para eles, Caroline afrouxou sua gravata, deu-lhe um selinho e aumentou o tom de voz. ― Mas tudo bem meu amor, dessa vez está perdoado. Da próxima, peça mais um Bourbon para mim e está tudo certo. – E sentou-se à mesa com um belo sorriso nos lábios.
Ele engoliu seco e se ajeitou na mesa.
― Então você...
Logo o garçom veio atendê-los.
― Sim. – Ela não deu chance dele completar e pediu mais um copo para “desfrutar um bom whisky com seu namorado”.
Era assustador aquela mulher com rosto de um anjo ser quem ela diz ser. Ele se sentiu mais ainda desconfortável pelo fato dela se comportar como se tivessem algo e encará-lo como se ele fosse uma presa ou algo do tipo. E se realmente fosse?
― OK. – Respirou fundo e continuou. ― Viemos tratar de negócios, então vamos tratar de negócios.
― O que você quer que eu faça?
Logo o garçom trouxe um copo, a serviu e se retirou, dando uma piscadela para a loira. O homem então apenas se aproximou mais dela sobre a mesa e sussurrou:
― O que sabe fazer de melhor. – E lhe entregou uma pasta-arquivo. ― Quero que acabe com a vida desse desgraçado.
― Hm... Interessante. – Ela disse ao abrir e se deparar com praticamente um dossiê sobre sua futura vítima. ― Isso será um desafio. – E deu um sorrisinho de canto de boca que daria a qualquer um frio na espinha e foi o que aconteceu com o homem à sua frente, dando novamente uma ajeitada na sua gravata, mostrando claramente que estava ainda mais desconfortável diante daquela mulher. ― E o que necessariamente ele fez para você querer isso? – Fechou o arquivo e o fitou aguardando a resposta.
― Ele matou a pessoa mais importante da minha vida e quero que pague! – Trincou os dentes em raiva e se exaltou nas palavras.
― E você tem provas?
Definitivamente ele teria que tê-las porque para Caroline nunca nada é por um simples acaso. E não é assim que ela trabalha.
― Ah, sim, Marcel falou sobre isso. A merda da sua ética. Sim, eu tenho. Te envio tudo por e-mail ou te ligo.
― Não. Por enquanto é muito arriscado, melhor pessoalmente. Passo no escritório da sua empresa amanhã de manhã. – Ela se levantou pegando sua bolsa, a pasta e se encaminhou em direção à saída.
― Hey, o endereço. – Ele a segurou delicadamente pelo braço e virou para si. ― Eu não te passei ainda e... Como sabe sobre a empresa? – Franziu o cenho em estranhamento.
A loira sacou o celular e deu uma risada sarcástica ao acessar o breve contato que tiveram há dois dias atrás.
― “Desconhecido”, Sr. Tyler Lockwood? – Ela o olhou nos olhos e Tyler ergueu as sobrancelhas. ― Eu faço isso há muito tempo, querido. Me aguarde amanhã.
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