Em Perigo
12 Capítulo 12 - Esperando
Notas iniciais
Está pequeno, mas espero que dê para matar a vontade de ler.
Aproveitem e LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Dobrei pela segunda vez a esquina, sentindo minhas pernas um pouco doloridas e notado que estava realmente perdida, no sentido literal. Há alguns minutos andando pelas ruas do mínimo centro comercial de Cleeve Hill procurando pela única livraria da cidade — que parecia estar escondida em algum buraco — e não a encontrava, era nosso último dia na cidade e voltaríamos para Londres no começo da noite. Não sabia ao certo porque insistiam tanto em viajar a noite, já que era perigoso devido às estradas escuras, mas não me importava, afinal, o criminoso mais perigoso do país era o nosso líder, não havia motivo para sentir medo.
Jane e eu havíamos tirado o dia para conhecer a cidade, e em menos de uma hora já tínhamos conhecido quase todos os pontos turísticos da cidade. Jane resolveu fazer compras e eu havia ido procurar pela livraria que parecia não existir, mas após alguns metros observei um grande letreiro com as letras apagadas: "CORTE AQUI O SEU CABELO: SALÃO DE QUALIDADE" provavelmente o único cabeleireiro da cidade e logo ao lado do iluminado salão, uma pequena entrada me fazendo finalmente suspirar: a livraria estava lá.Um pequeno sino soou enquanto entrava no local e a atendente que estava logo atrás do balcão me olhou por cima dos olhos um pouco surpresa."Desculpe, não estou acostumada a receber clientes" Disse um pouco sem graça e devolvi um breve sorriso, avaliando os livros já empoeirados das prateleiras. "Isso aqui parece um cemitério, me pergunto se alguém lê nessa maldita cidade" Resmungou.Avaliei os livros e percebi que realmente não tinha uma alma viva, tudo tinha cheiro de mofo e possuía tons amarelados e desgastados, procurei alguns minutos por nenhum livro específico e tornei para a atendente, perguntando sobre alguns livros, pois parecia empolgada demais por ter uma única cliente, recebi respostas como "Não temos esse" e "Esse livro existe?" e saí da livraria, frustrada, sem nenhum exemplar.Avaliei o salão lotado de mulheres e observei minhas unhas feias, desde que tinha saído de casa havia perdido o luxo de ir ao salão de beleza e decidi que devia isso a mim mesma, entrei e as lajotas brilhantes cintilaram para mim, as paredes variavam entre tons de rosa e lilás, deixando o ambiente bem feminino, sentei em uma das diversas bancadas para esperar minha vez, enquanto assistia o jornal local que passava em volume mínimo na pequena televisão.As vozes agudas misturavam-se e minha mente retornou para os dias anteriores lembrando de cada dia naquela cidade e uma leve apreensão me tocou, não sabia como as coisas seriam ao voltar para o Cartel, os treinamentos se tornariam mais intensos e começaríamos a participar de missões de verdade, porém, o pior era não saber como as coisas seriam com o Cullen, de uma forma estranha nós tínhamos nos aproximado durante aqueles dias, e apesar de estar ciente que deveria odiá-lo em todos os instantes, em alguns momentos minha mente me traía.Lembrar de como o mafioso fazia questão de me salvar diversas vezes e do nítido desespero diante da minha possibilidade de desistir do Cartel fazia meu coração estranhamente palpitar mais rápido, eu sabia que não estava apaixonada, muito menos nutria algum sentimento positivo pelo líder do Cartel, mas, tinha a estranha sensação de querer muito desvendá-lo, um desejo estranho de não parecer comum diante dele, queria provocá-lo, queria odiá-lo, desenvolver tudo isso um pouco mais de perto.Sacudi a cabeça tentando organizar os pensamentos, nem eu sabia ao certo que tipo de relação possuíamos, estava evidente que não éramos amigos e muito menos amantes, pois, para qualquer uma dessas definições era necessário um mínimo de envolvimento, de carisma, e absolutamente não tínhamos isso, entretanto, ao mesmo tempo, algo incomum nos movia, sabia que hora ou outra ele precisaria de mim para alguma coisa grande, algo que eu ainda não conhecia, e enquanto seu projeto não acontecesse, estaríamos perto um do outro. Refleti que em sua visão, talvez, eu fosse quase como uma mercadoria. Uma moeda de barganha.Mercadoria.Me imaginar como mercadoria de alguém era mais dolorido do que imaginava, mas não esperava nada menos do Cullen, convencia a mim mesma de que não aceitaria nada além disso, nossa relação era de puro interesse, ele teria ajudaria e eu teria seu treinamento, era apenas isso. Retornei minha mente para Stela, pensando em que tipo de relacionamento eles teriam, Cullen parecia suportá-la mais do que qualquer outra pessoa, não o via estressado ou gritando em sua direção daquele jeito arrogante que ele sabia fazer com quase todos, pelo contrário, parecia tratar a mulher de um modo diferente, como se devesse algo a ela.Uma leve pontada surgiu ao imaginar o envolvimento dos dois, sabia que o Cullen, apesar de toda sua prepotência tinha suas necessidades e com certeza deveria se satisfazer com várias mulheres diferente, mas imaginá-lo com Stela fez meu estômago revirar. Nojo."Já é sua vez" Uma adolescente que estava ao meu lado me cutucou, apontando para a manicure que parecia estressada com minha demora.Sentei na confortável cadeira reclinável e entreguei meu pé direito, que ela rapidamente passou a hidratar. Fora ela, havia mais sete profissionais alinhadas em cadeiras iguais a minha e ocupadas com seus clientes. Na cadeira ao lado uma mulher com aparência extravagante pintava as unhas de um rosa cintilante, e conversava com a colega ao lado, que parecia ter a mesma idade e os mesmos traços.
Após algum tempo as vozes agudas atingiram meus tímpanos, causando desconforto."Fiquei sabendo que eles vão embora da cidade essa noite, o que é uma pena" Reconheci a mulher da festa que havia ocorrido dias atrás. "Será que não conseguiremos falar com ele?""Provavelmente não, aquele homem parece inatingível" Deu um sorrisinho. "Mas adoraria passar uma noite com o Cullen, ele deve ser uma fera na cama"Meu coração acelerou só escutar a menção do nome que me atormentava e passei a prestar mais atenção ao assunto tratado, pensando que deveria ser realmente conhecido pelas redondezas locais, afinal, quem não era conhecido naquela pequena cidade?"Dizem que tem uma garota nova no cartel, uma tal de Isabella" A voz saía com desprezo. "Me contaram que fica colada no Cullen o tempo todo"Revirei os olhos, irritada pela descrição, o mafioso me perseguia e aparecia em todos os lugares que estava e espalhavam que eu ficava colada nele? O mundo era extremamente machista!"Deve ser mais uma dessas medíocres do Cartel, não vai durar muito" Deram um risinho abafado e me controlei para ignorá-las. "O coração daquele homem é impenetrável, não é uma garota nova que irá fazê-lo, não vê Stela?" Soltaram o nome com deboche. "A coitada rasteja aos pés dele todos os anos e não conseguiu nada até hoje""Me pergunto se um dia irá realmente gostar de alguém" A loira ao meu lado soltou."Nada é impossível, vocês deveriam tentar, ele adora gente vazia" Levantei da cadeira ao notar que a manicure havia terminado minhas unhas e encarei as duas, que pareciam ter me notado naquele instante."Posso saber quem é você?" O orgulho transbordava em seus olhos, elas estavam ofendidas."Isabella Swan, prazer" Dei um sorriso sacana, enquanto via os rostos plastificados atingirem um vermelho envergonhado, e dei a costa para as duas, tinha mais o que fazer do que ficar jogando conversa fora.Andei para fora do salão e caminhei pela cidade, lembrando das palavras que ouvi, eu sabia que era verdade, ninguém atingiria o coração do Cullen tão facilmente, as vezes até duvidava que houvesse um coração naquele peito incrustado de músculos, o mafioso exalava testosterona e seu corpo dava crédito para sua mente arrogante, mas era somente isso, sentimentos passavam distantes de meu inimigo e todos que o conheciam tinham certeza disso.Depois da noite na cachoeira não tivemos mais nenhum contato, meu tornozelo já estava completamente restabelecido e ninguém parecia saber o paradeiro de meu inimigo, e de alguma forma aquilo me incomodava, dois dias longos dias em que não o via, dois dias tranquilos sem suas implicâncias ou perturbações, dois dias sem ver o rosto arrogante contorcido em uma careta de ódio, dois dias de puro tédio. Odiava afirmar esse fato a mim mesma, mas aos poucos estava me acostumado com a presença do mafioso e alguns dias sem ouvir sua voz arrogante ou sem ver seus gestos presunçosos, me deixavam com uma estranha sensação de vazio e tranquilidade irritante. Seria loucura?Balancei a cabeça chateada com meu cérebro traidor, não podia sentir falta do maldito mafioso, simplesmente não podia!Cheguei até um dos pontos turísticos, observando o vasto local que possuía incríveis vegetações e um tapete de grama que se espalhava por vários metros, aos meus pés. O sol estava se pondo, fazendo um incrível contraste com a vegetação, tons de vermelho e laranja misturavam-se com a brisa que soprava, formando um ambiente agradável. Me sentei em um dos vários bancos distribuídos, percebendo que o local estava praticamente vazio com poucos casais que presenciavam o final de dia.O sol de Cleeve Hill enfeitiçava qualquer um, era como se pudesse nos tocar e ao mesmo tempo estivesse longe suficiente para não nos queimar, simplesmente queria que minha relação com o Cullen fosse assim, que ficássemos longe um do outro o suficiente para que ninguém se queimasse, porém, sabia que não seria tão fácil, o mafioso simplesmente adorava queimar quem estivesse ao seu redor, era puro fogo, distribuía terror para todos os lados e enquanto quisesse, enquanto desejasse também me queimaria.Hipnotizada pelo luminoso astro à minha frente observei com nostalgia minhas últimas horas naquela cidade se esgotando, certamente, Cleeve Hill havia superado todas as minhas expectativas e ir embora me causava um leve aperto no peito.Olhei para o relógio que marcava seis horas da tarde e me levantei do banco, era hora de voltar para o Cartel.*Olhei mais uma vez o relógio e direcionei meu olhar raivoso para a atendente que relaxava em sua cadeira reclinável, com os pés para cima. O barulho alto da televisão me incomodava ainda mais, me fazendo bater os dedos insistentemente no balcão e sentindo um cheiro terrível do banheiro mais próximo atingir meu olfato."Será que dá pra buscar isso logo?" A moça voltou o olhar para mim lentamente, os olhos mortos transbordavam de tédio. "Não tenho o dia inteiro""Já disse que é um processo demorado senhor, o pessoal ainda está providenciando os documentos" Revirou os olhos e me senti tentado a detalhar bem lentamente pelo menos uns cinco métodos para que o atendimento fosse melhor, talvez começando com a demissão de uma atendente encostada."Porque não conhece nossos pontos turístico enquanto ficam prontos?" Mascava um chiclete e logo formou uma bola, estourando-a."Não tenho interesse pelos pontos turísticos" Inclinei sobre o balcão, sentindo minhas veias vibrarem de tensão. "Vou aguardar meia hora e acho bom estar pronto até lá"Saí do local com pressão ouvindo alguns resmungos da garota em minha costa, três dias que estava rodando entre as cidades vizinhas à Cleeve Hill procurando alguns fornecedores de documentos falsos, com a chegada de uma enorme transação ao voltarmos para o cartel era preciso resolver os malditos detalhes burocráticos. Assim, passei as mãos pelos cabelos surpreso com o nível do meu estresse e minha mente voou para Cleeve Hill, todos voltariam para Londres em poucas horas e eu estava preso naquele maldito condado que ficava à três horas de Clivee Hill.Olhei o relógio mais uma vez, confirmando a hora avançada; minha mente voava entree intensos olhos castanhos e traços fortes da novata mafiosa que infernizava minha vida desde o primeiro dia, me odiava por deixá-la sozinha, era tão desastrada que seria capaz de encontrar a morte apenas ao pisar fora de seu quarto, passei novamente as mãos na nuca puxando levemente os cabelos, afirmei para mim mesmo que ela poderia cuidar de si mesma por dois dias, garanti a mim mesmo, notícias ruins chegavam rapidamente, eles certamente me avisariam se algo acontecesse.Puxei um cigarro do bolso e o acendi soltando a fumaça lentamente, o gosto da nicotina não me acalmava mais, não ali, sabia que não chegaria a tempo de encontrá-los e se fosse a alguns anos atrás até gostaria de viajar os longos quilômetros sozinho, mas estranhamente desejei que duas pequenas mãos fossem segurando em minha cintura durante a volta, queria ser sufocado e incomodado a viagem inteira pelas mãos dela.A lembrança de sua boca quente e de suas pernas grossas ao redor de meu corpo me atormentava e não ouvir a voz irritante e rebelde da maldita mulher me deixava ainda mais irritado, era como um pesadelo, era como um desafio à minha sanidade, como um mistério a ser desvendado. O poder de Isabella sobre mim crescia a cada dia e ela nem se esforçava. Que inferno!Aquela porra de mulher me tirava do sério!Joguei o cigarro na grama e voltei para dentro do local, a atendente me fitou um pouco zangada."Já estão prontos" Estendeu o pacote que puxei com força, joguei o dinheiro no balcão voando até a Suzuki, pisando fundo no acelerador.Pela primeira vez em muitos anos estava ansioso para chegar a um lugar, a dúvida me assombrava, eu não sabia porquê, mas queria encontrá-la, pela primeira vez em anos torci para que alguém me esperasse, pela a primeira vez em anos torci para chegar o mais rápido possível e encontrar uma determinada mulher que insistia em se infiltrar em meus desejos mais ocultos.Buscava me convencer a todo instante que só a queria proteger alguém que seria imprescindível aos meus planos, afinal, era seria útil para mim no futuro, mas algo dentro de mim, talvez minha parte mais verdadeira, só gritava uma palavra: Mentiroso!
*Cheguei na propriedade me sentindo pela primeira vez com a dignidade de estar com as unhas feita, sensação que não sentiria tão facilmente em Londres. Era geral a mobilizavam de arrumar as coisas para partir, as diversas motos estavam enfileiradas na entrada da torre e os iniciantes passavam de um lado para o outro com mochilas e caixas, entretanto, quase que automaticamente e até sem minha permissão meus olhos traiçoeiros procuravam conhecida Suzuki, sem sucesso. O mafioso ainda não tinha voltado. Condenei a frustração que surgiu dentro de mim ao fazer a constatação.Com rapidez subi os degraus da torre sem muita vontade de partir e arrastei minha bagagem até a entrada jogando imediatamente no caminhão, quase todas as malas já estavam depositadas no automóvel que logo partiria ao seu destino final."Bells, vem cá" Os braços de Jen se movimentaram de longe, me chamando em sua direção. "Temos que bater uma foto" Revelou uma pequena câmera do bolso e entregou para que Emm batesse a foto, o flash disparou algumas vezes e após várias caretas finalmente fomos em direção às motos. Os iniciantes já se arrumavam nas motocicletas, uns como motoristas e outros na garupa. Jaz já havia partido mais cedo, devido a algumas atividades que precisavam ser realizadas antes de nossa chegada e a única moto com vaga disponível era novamente a de Step."Bella, é melhor você ir com Step" Emmet apontou para o homem que logo se aproximou, os olhos voaram em mim e o sorriso pervertido me fez tremer. "O mestre provavelmente já deve estar no Cartel a essa hora""Vou esperar" Dei de ombros sentando em um banquinho em frente, uma leve insegurança passeava por meu corpo, sabia que existia uma enorme possibilidade de que não fosse me buscar, de que já estivesse à milhas e milhas distante de nós e certamente seria uma tola por esperá-lo, mas precisava tentar, precisava esperá-lo. Não sabia exatamente o motivo de estar sentada esperando por alguém que não oferecia nenhum indício de trégua, mas sentia que deveria."Bella, o próximo ônibus é só amanhã no final do dia, você ficará sozinha se ele não vier" Jen disse preocupada fazendo com que uma irritação me atingisse ao ver que não confiava em meu inimigo, talvez não fosse tão ruim quanto imaginávamos."Vou esperar Jen, não se preocupe comigo" O rosto dela continha uma expressão de pena, como se fosse uma louca por esperá-lo voltar, como se fosse algo impossível e no fundo, sabia que estava desafiando a gravidade, o Cullen não se importava com as pessoas ao seu redor, mas simplesmente precisava tentar, queria fazer esse teste."Mas Bella..." Emm começou, mas o interrompi."Já está decidido Emm, vou esperar" Disse decidida, talvez fosse uma louca, mas eu pagaria para ver, queria testar quanto o Cullen se importava comigo.Emm subiu em sua potente moto e Jen foi logo em seguida e após um último longo olhar para mim, partiram.Em poucos minutos o local estava silencioso, todas as motos haviam partido, soltando poeira pelo caminho, e estava sozinha, sentada no pequeno banco. Jacob não sabia que eu estava ali e eu nem queria que soubesse, não queria ficar conversando com ele enquanto esperava o Cullen, apesar de ser um cara legal simplesmente me entediava.Abracei meu corpo com os braços, o vento gelado chicoteava meu rosto e balançava minhas madeixas, avaliei o relógio e meia hora havia passado, tranquilizei a mim mesma afirmando que poderia ter imprevistos pelo caminho, talvez fosse um local de difícil acesso.Meu pé batia violentamente no chão, o silêncio me incomodava, deixando o nervosismo ainda maior, mais meia hora passou e nem sinal da irritante Suzuki e as palavras ouvidas no salão me atingiram novamente. O Cullen era impassível, não se importava com ninguém ao seu redor, o que me fazia imaginar que seria diferente comigo?Guardei minha cabeça entre as mãos sentindo a frustração me atingir como um soco no estômago e imaginar a humilhação ao voltar para o Cartel no dia seguinte, sozinha, seria pouco, comparado a ter que encará-lo, quando soubesse que eu havia esperado, só podia constatar minha estupidez. O relógio apontava que uma hora e meia havia passado, e a escuridão assistia quão patética eu conseguia ser.Levantei já sem esperança, observando a cidade inteira visível de Clivee Hill, deitei na grama fofa olhando para a enorme lua que assistia minha decepção. Dei uma risada sem graça e fechei os olhos, imaginando que estava em casa novamente, que não conhecia Edward Cullen e que minha vida ainda era perfeitamente normal, ao tentar imaginar meu quarto, já não lembrava dos detalhes, precisava visitar minha mãe em breve, no fundo não poderia aceitar que o Cartel era meu novo lar, eu sabia que não era, não pertencia aquele lugar.De repente uma batida de meu coração falhou ao perceber o perfume que atingia meu olfato e a movimentação ao meu lado, abri os olhos rapidamente e o rosto do Cullen estava à centímetros do meu, me encarando firmemente, um quase imperceptível sorriso pendia em seus lábios."Você me esperou" Sua falava transbordava de arrogância, porém, parecia de bom humor."Não tive opção" Fechei o rosto, desviando o olhar novamente para a lua acima de nós enquanto ele continuava me encarando com os intensos olhos azuis que pareciam me analisar."Mentira" Afirmou. "Você podia ter ido com eles, porque esperou?"Sentei na grama, irritada pelo questionamento, e ele sentou também, me acompanhando."Você me trouxe até Cleeve Hill, tem a obrigação de me levar de volta" Levantei-me com ímpeto, irritada pela arrogância do maldito mafioso, me xingando mentalmente por não ter aceito a carona de Step, fui em direção à Suzuki, mas a forte mão de meu inimigo me puxou para ele, prensando nossos corpos."Não, não tenho, não tenho obrigação nenhum em relação à você, você sabe que não tenho" Disse firme. "Porque ficou?""Isso não faz a menor diferença, porque se importa?" Tentei puxar meu braço, mas sua mão era firme."Quero que me diga porque está aqui, enquanto podia estar na garupa de outro homem" Os olhos azuis me analisavam profundamente. "Quero que me diga por quê seus braços não estão ao redor da cintura de outra pessoa""Eu não devo explicação para você" Tentei empurrá-lo, mas todas as tentativas foram frustradas, os olhos azuis não deixaram de me encarar nem por um segundo."Não vou soltá-la" A voz rouca a centímetros de mim só fez com que a raiva aumentasse, eu odiava aquele maldito homem!"Porque não queria, não queria ir com Step" Confessei evitando olhá-lo, mas uma de suas mãos foi em direção ao meu rosto, fazendo com que o encarasse novamente."Porque não queria ir com ele?" Questionou, e a vontade que eu tinha era de meter a mão em seu rosto de pedra."Me solta!" Tentei puxar as mãos."Fale!" Ordenou."Eu já disse para me soltar!" Gritei voraz."Fale" A voz saindo quase como uma súplica em minha direção. "Diga porque me esperou""Porque ele não era você, porra!" Gritei em seu rosto e o lugar ficou silencioso por milésimos de segundos. "Porque não queria a moto dele, não queria tocar na cintura dele e não queria chegar com ele no cartel, eu queria você!" Minha respiração estava descompassada e um mínimo sorriso surgiu nos lábios do Cullen enquanto eu puxava minhas mãos e finalmente caminhava em direção à Suzuki, esperando que ele subisse, com os braços cruzados."Você fica linda brava" Soltou uma risada e me odiei por estar ali. "Aliás, não precisa ficar com vergonha, a garupa dessa Suzuki é realmente irresistível" Deu dois tapinhas no banco traseiro, enquanto sentava.Subi na moto e ele puxou meus braços para sua cintura, alguns minutos com ele e eu já estava estressada, aquele maldito mafioso ainda me levaria à loucura.Mas enquanto o vento chicoteava o meu rosto e meus braços circundavam sua cintura, apesar de ser extremamente errado, parecia o lugar ideal para mim, parecia o lugar que eu deveria estar sempre.Absolutamente sem razão meu corpo e minha mente encontraram no Cullen o meu lugar ideal e saber disso me deixava completamente assustada.
Notas finais
Meninas lindas da Bia, o vestibular está chegando e eu estou ficando cada vez mais sem tempo, acho que vocês perceberam que os capítulos estão menores né? Eu planejo capítulos enormes mas nunca dá tempo de escrever =(
Mas não se preocupem, EU NÃO VOU ABANDONAR A FIC, e quando passar essa loucura vou postar capítulos gigantes semanalmente, vocês vão até enjoar! hahahaha
MUITO OBRIGADA PELOS LINDOS COMENTÁRIOS, mas vou confessar que sou UMA ESCRITORA MUITO CARENTE, ENTÃO POR FAVOR, CONTINUEM COMENTANDO!! É ISSO QUE ME FAZ QUERER ESCREVER!
Quem ainda não segue, tome vergonha na cara e siga @EMPERIGO
Já disse que Bia sem vocês, não é Bia.
Muito obrigada por todo o apoio, vocês não sabem o quanto isso é importante pra mim, sério!
Um suuuuuuper beijo,
Bia.
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