Em Meio Ao Fogo
12 Sufocada
Notas iniciais
Em Meio Ao Fogo
Escrita por Coffee
Capítulo XI: Sufocada
– Hinata?
Ele perguntou incerto. A morena virou-se para ele, com os olhos perolados tão bonitos e perfeitos quanto ele se lembrava.
Ele correu descontrolado até ela, jogando-se de joelhos no colchão no chão ao qual ela estava sentada e abraçou-a, mesmo sabendo que Hiashi provavelmente não gostaria.
– Eu senti tanto a sua falta – As lágrimas caiam de seus olhos azuis – Eu tive tanto medo que você estivesse morta...
E se afastando, para que pudesse olhar em seus olhos, ao contrário do que pensava Hinata não estava chorando como ele. Ela olhava-o, intrigada.
– Quem é você? – A voz melodiosa perguntou.
– Hinata...
Ele olhou para Hiashi, que estava parado ao lado da porta.
– O que aconteceu com ela? – Ele perguntou furioso, levantando-se por mais que quisesse ficar ao lado dela.
• • •
Ela estava se arrumando para dormir, quando ninjas entraram sem permissão. Eles seguraram seus braços e levaram-na arrastada escadas acima.
Ela sabia que provavelmente estava sendo levada até o escritório de Madara, e que provavelmente havia perdido sua promoção.
Eles não a levaram para o escritório, levaram-na para os aposentos do Uchiha, mas ela não tinha mais esperanças. Havia curado uma mulher sem permissão e acontecerá à cena no jantar, seria muito se ele não a matasse.
Quando a jogaram quarto adentro ao contrário do que imaginava ele não estava sentado no trono. Estava em pé, andando de um lado para o outro. Enquanto ela ficava ali, parada, confusa.
– Eu vi o que fez na cozinha. Para aquela criada.
Ele havia visto?
Por que não a parara?
E seus sentidos ninjas estavam tão ruins assim que não havia percebido a presença dele?
– Se me permite perguntar... Porque não me barrou?
– Eu não a permito perguntar.
Ele respondeu, continuando a andar de um lado para o outro.
– Você deveria aprender a cumprir regras. Curou uma escrava sem permissão, e ainda se colocou no lugar dela na cozinha. Estou decidindo se devo punir ela ou a você.
– Não! – Ela gritou, mesmo que soubesse que não deveria falar. – Puna a mim, por favor, não a ela, ela não tem culpa!
Ele parou, olhando-a.
– Realmente era de Konoha. Tem um coração bondoso.
Madara voltou a andar.
– Eu poderia ser como você, bondoso. Poderia deixa-la ir, sem um castigo, mas eu estou furioso.
Ela notou que a voz dele ergueu-se alguns quartos.
– Você viu o que você fez? O que eu havia lhe dito?
Ela ficou calada, tremendo de medo.
– O QUE EU HAVIA LHE DITO?
– Para... Ficar longe dos homens.
– Exatamente. Ficar longe.
Ele se aproximou tão rapidamente que ela mal percebeu.
Segurando seu queixo, como havia feito no outro dia, ele se aproximou ainda mais, colando seus corpos.
– Sabe o que você me obrigou a fazer?
Balançou a cabeça negativamente.
– Eu tive que matá-lo. Eu tive que matá-lo Sakura, quando ele deixou tão evidente que a desejava.
Ela queria vomitar. Queria sair correndo, queria até mesmo se matar e acabar logo com aquilo.
– Sabe por quê? Sakura-chan?
Novamente balançou a cabeça em negativa.
– Porque eu não suporto a ideia de outro homem a desejando.
Ela o sentiu colocando as mãos em seu quadril, e subindo-as para a sua cintura, até parar na lateral de seus seios.
Respire, respire. Não vomite, não vomite.
Ele colou suas testas e aproximou sua boca da dela, lambendo seus lábios longa e demoradamente. E depois a beijou com fervor, mordendo seu lábio inferior, e puxando-a para ainda mais próximo dele.
Não havia mais espaço, eles estavam praticamente se fundindo ali.
Afaste-se, afaste-se, não me faça fazer isso...
Uma mão dele desceu até sua nádega, apertando-a e a outra apertou seu seio. E a única coisa que ela pode fazer foi fingir um gemido de prazer.
Ela sentiu o membro dele crescendo, sentiu-o mesmo sobre as suas vestes.
Mate-me, me mate. Qualquer coisa menos isso.
Ela queria se afastar, queria se revoltar, atacá-lo porque sabia que se fizesse isso ele não hesitaria em lhe matar. Mas se fizesse isso tudo iria por água a baixo, o plano, Naruto, Sasuke... As pessoas que sofriam dentro e fora do castelo...
E ela não podia ser egoísta.
Por mais que lhe doesse, por mais que chorasse internamente, ela colocou uma expressão de prazer em sua face, retribuindo o beijo nojento e permitindo que ele tirasse suas roupas.
E quanto ele a penetrou, ela o arranhou, como se estivesse morrendo de prazer, mas somente usando o pretexto para puxar sua face para baixo e enterrar seu rosto nos cabelos negros para que ele não visse suas lágrimas.
Ela tinha certeza que estava partida ao meio, tamanha a dor que sentia.
Um dia eu vou lhe matar, desgraçado. Você vai pagar por tudo isso.
Ela pensou, levando as mãos ao rosto e limpando as lágrimas evitando que ele as visse.
Respire, está tudo bem.
Não vomite.
A dor era tanta que naquele momento ela entendeu o que Sasuke havia feito. E ela agradeceu por isso, agradeceu por não ser mais virgem para que a dor não fosse ainda maior.
Quando acabou, ele se levantou, andando até o banheiro do quarto.
– Se vista e saia daqui.
Ele lhe disse, entrando no banheiro.
Ela levantou, pegando suas roupas perto da porta, ainda com o corpo dolorido e vestiu-as, saindo dali depressa.
Quando chegou ao seu quarto, com suas companheiras adormecidas, ela jogou-se no colchão e chorou, pensou que choraria até dormir, mas naquela noite, ela não dormiu.
• • •
Madara não havia a chamado nos três dias seguintes. Ele havia ido até sua sala, beijado-a e saído em seguida. Também havia dito que gostaria que jantassem juntos, mas não deixou especificado quando.
Ela sentia-se quebrada. Queria distancia dele, mas sabia que não poderia ter.
Kimy estava recuperada, foi pegar água na cozinha quando a encontrou. Enquanto colocava água no copo ouviu duas garotas comentando sobre a chegada do novo ninja.
Esse era o assunto do dia.
A volta de um dos capangas de Madara, bonito e misterioso do qual ela não fazia mínima ideia de quem era. Enrolando para beber a água, ela observou as meninas saindo, deixando ela e Kimy a sós.
– Quem é esse ninja?
Ela perguntou baixinho, naquele lugar as paredes pareciam criar vida.
– Um dos servos de Madara. Eu nunca o vi pessoalmente, mas sei que ele passa muito tempo fora, recrutando ninjas e escravos. Sempre trás os melhores. Deve ser forte, Madara o trata como um rei.
Ela afirmou com a cabeça, agradecendo a informação.
– A euforia não durará sempre, ele deve sair ainda essa semana, nunca passa mais de três dias aqui.
Um ninja de guarda entrou na cozinha, ela rapidamente acabou sua água, voltando para sua sala.
Naquela noite ela foi convidada para jantar com Madara. Ela tomou banho, e vestiu uma muda limpa de roupas que ela tinha. Eram duas.
Quando chegou a sala de jantar, havia mais uma única pessoa sentada ao lado de Madara. Ela entrou, olhando o Uchiha, ele lhe jogou um sorriso sínico e em seguida apontou para que ela se sentasse ao seu lado, em frente ao convidado.
Quando se sentou, desconfortável, olhando pela primeira vez para o convidado, seu corpo gelou.
Gaara. Os cabelos ruivos, os olhos verdes, bem ali, na sua frente.
– Te convidei para jantar conosco hoje, já que os outros dias isso está lotado de senhores feudais – Madara disse, embora ela não tenha absorvido suas palavras -, com Gaara não tenho problema, ele é um amigo muito fiel. Você devem se conhecer, não?
– Sim-
Gaara começou a dizer, olhando-a com os olhos congelados, como se – assim como ela – não acreditasse no que via.
– Não, — ela o cortou – conhecemos-nos somente de vista. Nunca tive a oportunidade de falar com ele.
Disse depressa, convincente.
Ela não sabia se podia confiar em Gaara, ou se ele estava realmente do lado de Madara, mas ela torcia para que não.
O prato de comida foi posto em sua frente, assim como a frente dos dois outros homens. Enquanto comia, ela o observou discretamente para que Madara não percebesse.
Esteja do nosso lado.
Esteja do nosso lado, por favor.
Gaara lhe lançou um olhar, discreto, enquanto Madara cortava carne.
Ela não entendeu o que aquele olhar queria dizer, nem se aquilo era bom ou ruim.
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