Em Meio Ao Fogo

18 Sacrifícios


Notas iniciais
Quero agradecer pelo carinho e pelos comentários de todos vocês, fiquei muito feliz! Boa Leitura!

Em Meio Ao Fogo

Escrita por Coffee

Capítulo XVII: Sacrifícios

Madara chegou somente no outro dia, quando o sol subia pelo horizonte. Com ele havia tantos ninjas machucados que ela nem ao menos podia contar.

Ela foi chamada imediatamente para que curasse aqueles que podia. No dia anterior os subordinados de Gaara haviam a procurado. Apenas dois não, dois esses que estavam fora com Madara. Um deles havia lhe dito o nome desses dois. Kairo e Ichigo.

Ela esperou, pacientemente, ajoelhada na terra, onde aqueles vários corpos estavam jogados até que Madara saísse de sua visão. Haviam muito ninjas desacordados, mas ainda sim ela disse.

– Quem é Kairo, e Ichigo?

Perguntou, como se fosse uma pergunta de rotina, e todos estavam tão zonzos e perdendo tanto sangue que nem ao menos desconfiaram de nada. Com a graça de kami dois levantaram as mãos, quase sem forças.

Ela deu um sorriso triste, e deixando-os de lado, deu atenção aos demais.

Procurou algo que a maioria deles tivesse em comum, eram cortes, grandes ou pequenos, mas a grande maioria tinha.

Seu coração a mandava parar com aquilo mandava curá-los, mas isso não a impediu que com um aperto no peito, e lágrimas nos olhos, ela fosse enviando chakra em quantidades, frequências e intensidades errôneas para o coração de cada um, um por um, ouvindo-os parar totalmente.

Desculpem, desculpem, desculpem.

Sua mente gritava a cada ninja que ela fazia o coração parar de bater.

Havia jovens, alguns até mais do que ela, homens de meia idade, e até mais velhos. Mas ela tinha que aproveitar essa chance, quanto menor fosse o exercito de Madara, mais chances eles tinham de vencer.

Ela curou uma ferida ou outra de alguns, mesmo depois de morrerem para que Madara tivesse a impressão que ela tentou curá-los. Também não matou todos, deixou os dois subordinados de Gaara e mais três.

Ela curou-os parcialmente, e se levantou a procura do Uchiha.

Encontrou-o dentro do castelo, sentado em seu escritório, ele nem ao menos disse nada quando ele entrou.

– Madara-sama... Preciso urgentemente de uma erva medicinal.

– Tem rebeliões em todo o país e você quer uma erva ao invés de curar meus homens?

– Madara-sama... Seus homens foram atingidos com armas envenenadas.

Ele fechou os olhos fortemente.

– Quantos?

Havia tanta raiva e rancor em sua voz que ela deu dois passos para trás por puro instinto.

– Quantos sobraram?

– Cinco.

Ele bateu a mão fortemente na mesa.

– Talvez fosse mais se eu tivesse a erva para fazer o antídoto, mas eu não tenho. Esses cinco ainda correm risco de vida, mesmo que seus organismos sejam mais resistentes que os demais eles precisam de antídoto. E acho bom termos para guardarmos.

Ele pareceu relaxar um pouco.

– Há muita confusão lá fora para que você saia.

Ela deu a volta na mesa, pela primeira vez não mantendo a regra de só vir quando ele mandasse.

Ele não se retraiu quando ela colocou as mãos ainda sujas de terra e sangue na camisa dele também suja, e massageou seus ombros.

Tenso. Ele estava tenso. E ela usou as mãos da melhor maneira que pode, depositando chakra em seus dedos, usando para relaxá-lo.

– Vi um guarda quando você estava fora. Fui à cozinha beber água e ele estava saindo. Acho que ele pode muito bem me proteger...

– Você não pode sair agora.

– Eu sei me cuidar sozinha.

Ele riu, e ela quis socá-lo.

– Bem... Se não conseguirmos a erva logo, mais de seus homens morrerão.

Ele endureceu os ombros novamente sob suas mãos.

– Quem é esse guarda?

– Não sei o nome, só o vi de costas, mas ele é muito grande, tem cicatrizes no braço... Alto...

– Deve ser Tomiro.

Massageou os ombros com mais forças.

– Talvez seja.

– Sabe onde tem essa erva?

– Onde eu fui buscar da outra vez não tinha, talvez mais pro Sul eu a encontre. Ela sempre nasce na beira de rios, você sabe se tem algum aqui perto?

– Tem. Tomiro sabe onde é já foi lá comigo. Vou mandar que ele lhe acompanhe, mas não quero saber de gracinhas, nem de fugas.

Ela aplicou mais chakra, até sentir os ombros dele relaxados, e abaixando-se sussurrou em sua orelha esquerda:

– Eu jamais fugiria de você.

•••

Ela passou pelos grandes portões pelo o que parecia ser em torno do meio dia.

Tomiro seguia serio ao seu lado, nem mostrava que se conheciam. Eles andaram pelo que lhe pareceu uma hora, quando após olhar para os lados e para trás, ele finalmente falou.

– O que essa erva que você procura faz de verdade?

Ela mordeu o lábio inferior, em duvida de deveria ou não falar.

– Sei que não é um antídoto. Vi você fazendo o coração deles pararem de bater.

– Foi uma desculpa. Eu os matei para que Madara tivesse menos homens, e falei que estavam envenenados para que não sobrasse para mim...

– E a erva?

– A erva mata.

Ele acenou positivamente com a cabeça.

– Ela sempre nasce na beira de rios, as pessoas geralmente não a conhecem, em muitas vezes fazem chás ou remédios com ela e acabam tendo o efeito contrario.

– Vai dar para Madara?

Negou.

– Não. Não posso correr o risco de dar algo para ele beber. Poderia ter feito isso há muito tempo, mas não sei o quanto ele conhece de venenos ou ervas, não posso correr o risco envenenando-o, ele poderia sentir o cheiro, ou o gosto e aí tudo estaria acabado.

O ninja acenou positivamente com a cabeça, e depois apontou para o rio quase seco alguns metros à frente.

Ela andou até ele, com a cesta que trazia consigo, e procurando em suas margens achou. Murcha, quase morrendo, em pouca quantidade, mas que ainda sim a ajudaria.

Colheu-a sabendo que Tomiro a observava.

Na volta, ela começou a falar novamente.

– Farei o chá, há poucas folhas, mas tenho algumas ervas plantadas lá que junto dessas também darão o efeito que quero. Vou arrumar algum recipiente para colocar o chá. Preciso que me procure para que eu possa lhe entregar.

– Não é você que vai fazê-los beber?

– Não, não posso me dar ao luxo de deixar uma parte tão importante do plano em minhas mãos. Vou tentar separar em pelo menos três recipientes para que você divida também entre os subordinados de Gaara para que eles também ajudem a distribuir. Vocês podem falar que é um antídoto que começa a funcionar no corpo protegendo-os de futuras infecções, ou venenos... Deem qualquer desculpa, o importante é fazê-los tomar.

Ele acenou positivamente com a cabeça.

– Precisam começar pelos guardas das entradas, dos portões. Não quero que deem para nenhum ninja ou civil que está preso lá em baixo. Eu darei um jeito de salvar eles.

– E a roupa vermelha?

– Isso é o de menos. Madara tem muita roupa de cama vermelha, vou dar um jeito de pegá-las e cortá-las. Quando eu te entregar o chá já entregarei as peças.

Ele acenou em afirmação novamente.

– Tomiro-san?

Ele olhou-a pela primeira vez.

– Preciso de sua ajuda. Tem... Um amigo meu que está lá em baixo... Como sabe eu não posso ficar indo lá, e eu preciso muito que alguém o alimente e o dê água... Preciso que ele fique forte para que possa fugir no dia...

– Darei um jeito de ajudá-lo.

– Muito obrigada, o nome dele é Kakashi, está em uma cela bem afastada das demais, acorrentado. Tem cabelos prateados e uma cicatriz nos olhos.

– Certo.

E foi a ultima coisa que ele disse. Ela entendeu que estavam se aproximando do castelo e não era seguro conversarem mais.

Quando chegou ao castelo, ela fez um chá com outras ervas que já tinha lá, escondendo a que buscara hoje, e serviu para os cinco ninjas que sobraram da luta. O chá não tinha efeito nenhum, apenas serviu-os caso Madara perguntasse.

Depois subiu as escadas, com ninjas em sua base e topo para a provável proteção de Madara, e entrou no quarto dele.

– Não deveria entrar sem permissão.

Ele disse, sentado na beira da cama com a cabeça entre as mãos.

– Sou sua esposa. Casais fazem isso sabia. Entram sem bater, dividem o quarto...

Ele não gostou de sua petulância.

Andou indo até ele, e segurou sua mão.

– Por que não tomamos um banho? Juntos?

Ele olhou-a incerto e depois do que lhe pareceu uns cinco minutos levantou-se.

Ela levou-o até o banheiro dentro do quarto, e quando chegaram lá tirou a blusa suja dele e a sua própria e em seguida suas calças. Ligou a torneira, assistindo-a encher a banheira e medindo a temperatura da água com a sua mão puxou-o para dentro dela quando estava quase pela metade.

Colocou-o sentado lá dentro, pegando o sabonete e sentada na beira pôs-se a lavar os cabelos dele. Ele não relaxou instantaneamente.

– Se não confia em mim por que se casou comigo?

Ele olhou-a pela primeira vez.

– Eu confio em você.

– Bem... Não é o que parece.

Ele puxou-a para dentro da banheira, beijando seus lábios e seu pescoço e penetrando-a forte feito um animal.

Só então ele relaxou.

Notas finais
Último capítulo do ano! Espero que tenham gostado. Deixem sua opinião na caixinha aqui em baixo! Beijos e boa virada de ano para todos vocês! Visite também minhas outras histórias: http://fanfiction.com.br/historia/555456/Escuridao/ http://fanfiction.com.br/historia/576776/Agridoce/ http://fanfiction.com.br/historia/579105/Falcao/