Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, boa leitura!

Em Meio Ao Fogo

Escrita por Coffee

Capítulo VII: Encontro


Seu estomago vazio, pareceu receber um pedra de gelo.


Teve vontade de correr pelo castelo, até a cozinha, sair pela porta, até o banheiro que utilizavam e vomitar.


Ou talvez vomitar ali mesmo, em cima dele.


Quando o viu, seu sangue ferver, sua vontade era dar um soco nele, e fazer seu corpo voar por várias e várias paredes seguidas.


Fazê-lo pagar por toda a desgraça que ela, e que todas aquelas pessoas, dentro e fora do castelo estavam vivendo. Fazê-lo pagar pela morte de todos aqueles queridos, de todas as pessoas, de toda aquela miséria.


– É você mesmo!


Ele disse, e riu.


– Olha só o que meus subordinados pescaram!


Ele riu novamente, a voz o enjoou.


Ele se aproximou lentamente e levou as mãos até seus cabelos róseos. Sem pensar, esquivou-se.


Lembrando-se do plano, xingou-se mentalmente pela falha, e quando ele levou novamente as mãos, e pegou uma mecha do seu cabelo, não fez nada.


– Haruno Sakura... – Ele disse.


Era obvio que ele a conhecia.


– A pupila da princesa Tsunade... Interessante.


Ouvir a boca suja dele pronunciando o nome de Tsunade, a fazia querer soca-lo.


– Mas então... O que faz aqui? É claro que você veio porque quis.


Seus olhos se arregalaram.


– Ou você acha que eu penso que eles te capturaram? Sei que você não seria capturada com tanta facilidade...


Sua boca secou.


– Então, — Ele colocou a boca perto do lóbulo da sua orelha. Fechou os olhos tentando controlar seu estomago, sua boca, e suas mãos. – O que te trás aqui?


– Naruto. E Sasuke.


– E por quê?


Sua mente tentava – inutilmente -, raciocinar rápido, mas tudo ali parecia lento demais.


– Deixaram-me sozinha todos esses anos. Nem ao menos se deram o trabalho de me procurar. E quando eu os encontrei... Rejeitaram-me.


– Mas meus subordinados viram você sair com eles de uma casa de repouso...


– Eu fui atrás. Mas eles me expulsaram, disseram que não precisavam de mim.


– E por isso veio até mim? O seu inimigo?


– Eles... Não foram fortes o suficiente para te parar, a culpa é deles que todas aquelas pessoas morreram. Eles são dois egoístas...


– E o que você quer?


– Que você os mate.


Disse olhando nos olhos dele, com a maior convicção que conseguiu juntar. Repetindo tudo o que havia montado e ensaiado antes com Naruto e Sasuke.


– E você sabe onde eles estão?


– Não exatamente... Eles não são idiotas de falarem para mim depois de me enxotarem, mas...


– Então você não serve para nada?


– Eu sei algumas coisas sobre eles.


– Como, por exemplo?


– Que eles querem te matar. Que estão planejando isso.


– Isso é impossível.


– Eu sei.


– Então você não me serve de nada.


Seu coração gelou. Ela realmente não servia de nada. Que plano mais falho... Ele lhe mataria agora. Ou lhe jogaria no subterrâneo.


– Volte para a cozinha.


Ele disse.


– Para a... Cozinha?


– Sim.


Ele repetiu, saindo de perto de si. Respirou fundo.


– Por que está tão surpresa em voltar para a cozinha?


– Não estou.


– Ótimo.


E então, alguém abriu a porta, e a puxou pelo braço.


Madara lhe acenou, com um sorriso cínico, antes de ser arrastadas salas, e corredores de volta até a cozinha.


E quando chegou lá, e todas aquelas mulheres olharam para ela, apenas se preocupou em sair correndo feito louca, até o banheiro.


E vomitou o resto do seu almoço e bile.


Seu estomago reclamou de fome, mas apenas escorregou pela parede do banheiro, sentando no chão sujo e chorando sozinha.


(...)


– Prepare a bandeja de chá e bolachas.


Uma senhora disse pra si.


E como sempre, ela obedeceu.


Passara quatro dias que havia conversado com Madara, e ela ainda tinha vontade de chorar toda noite devido a sua impotência.


– Ele está terrível hoje.


Uma mulher comentou, entrando na cozinha, com uma bandeja vazia.


– Quer que ela suba. – Continuou, apontando para si.


Seus olhos se arregalaram, ela?


– Eu?


– Sim, vá longo com isso garota!


– Mas... Onde?


– Suba as escadas, vire dois corredores a esquerda, e um a direita. A terceira porta. Provavelmente terão guardas em frente.


Acenou positivamente, e pegou a bandeja nas mãos tremulas.


Subiu as escadas, seguindo as instruções das mulheres. Os corredores eram vazios, e gelados. As únicas decorações eram os lustres exagerados.


Em frente à terceira porta havia dois guardas mal encarados. Eles abriram a porta ao ver que ela segurava a bandeja, e a deixaram passar sem dizer uma palavra e fecharam a porta em seguida.


Assustada olhou para o cômodo. Era luxuoso, uma cama enorme, com colchas grossas, e travesseiros fofos, criados-mudos com abajures, e um enorme guarda-roupas. E havia uma cadeira, feito o trono de um rei, e sentado nela estava ele.


Incerta, olhou-o tentando controlar sua vontade de mata-lo. Ele apontou para uma mesa de centro, com almofadas ao lado.


Deixou a bandeja sobre ela, e virou-se para sair em seguida.


Quando tocou a porta, ela estava trancada.


Ao se virar, sentiu seu pescoço seu apertado. Bateu a cabeça na porta, sentindo seu corpo reclamar de dor ao ser prensado.


Logo a dor não existia mais, tudo estava turvo.


Ele estava lhe matando?


– Mantém contato com Naruto e Sasuke?


Ouviu-o perguntar rapidamente. Com um esforço absurdo balançou a cabeça negativamente. O aperto em seu pescoço diminuiu. Tentou aplicar sua força no braço dele, tentando se soltar, mas não parecia surtir efeito.


A coleira, sua mente turva gritou.


Aos poucos, seus sentidos voltaram, embora ele ainda segurasse seu pescoço.


– Eu tenho vontade de lhe matar.


Ele disse.


– Mas... Esses seus olhos verdes... Gosto deles.


E ele a soltou totalmente, caiu no chão escorregando o corpo pela porta.


– Vá. Saia.


Ele disse, lhe dando as costas. E andando, ele pegou uma bolacha da mesa de centro, e sentou-se na cadeira novamente.


– Ande!


Ele gritou novamente.


E ainda confusa, levantou com esforço, escorando-se nas paredes. A porta foi aberta, passou por ela.


Como queria mata-lo...


Ao chegar à cozinha Mikka veio ao seu encontro.


– Por que está com o pescoço roxo?


Ela perguntou.


– O que aconteceu?


Ela parecia preocupada.


Mas não conseguiu responder. Seu estomago roncou de fome, suas pernas reclamaram do esforço de descer as escadas, e sua mente ficou turva.


A voz de Mikka foi sumindo aos poucos.


Seus joelhos dobraram lentamente, procurou em volta algo em que puder segurar, mas não havia nada.


Em seguida, tudo ficou preto.

Notas finais
Pequeno eu sei, mas foi o que deu. Volto logo.