Notas iniciais
Chegou o diaaaa pessoal! Boa Leitura!

Em Meio Ao Fogo

Escrita por Coffee

Capítulo XIX: Ataque

Levantou enquanto Madara ainda dormia. Usando suas habilidades ninjas – quase esquecidas – ela andou silenciosamente até a porta. Quando colocou sua mão na maçaneta, ele a chamou.

– Sakura?

– Sim! Estou morrendo de sede, quer que eu traga algo para você? Um suco talvez? Daquele que você gosta?

– É demorado fazê-lo.

– Eu não me importo, faço rapidinho.

Viu-o acenar positivamente, ainda em meio aos lençóis. Ela andou até seu antigo quarto, onde havia na noite passada guardado uma muda de roupas ali. Trocou-se, era uma calça negra de um tecido elástico para que ela pudesse se mover com facilidade, e uma blusa, também negra de mangas.

Quando desceu até a cozinha Kimy já a aguardava, assim como Tomiro.

– Sakura-sama.

A senhora a chamou, segurando os vários panos vermelhos cortados em quadrados nas mãos. Ela pegou um, e firmou-o sobre a calça.

– Kimy, você pode levá-los para as suas ajudantes? E para todas as outras mulheres? Explique para elas o que está acontecendo, preciso que vocês fiquem todas juntas, lá em baixo, na masmorra. Alguém irá resgatar vocês de lá.

Viu a senhora acenar positivamente com a cabeça, contando rapidamente o número de tecidos suficientes para as outras servas, e sair andando depressa.

Os outros tecidos vermelhos ficaram nas mãos de Tomiro que já usava um na gola da blusa como se fosse um lenço.

– Fez o que pedi? Seus homens estão lá em baixo?

– Sim.

– Ótimo, vamos.

Do armário da cozinha, lá do fundo ela pegou sete garrafas com sua mistura de ervas. Tomiro ajudou que ela carregasse e eles partiram para a masmorra.

O sol já tinha nascido, e ela não sabia quanto tempo demoraria para que o ataque começasse.

Os homens de Gaara estavam lá em baixo, eles pegaram os tecidos nas mãos de Tomiro e colocaram em suas roupas, e em seguida pegaram alguns outros para distribuir.

– Preciso que um de vocês suba e distraia Madara. O ataque deve ocorrer em alguns minutos. Diga que há um provável ataque em um lugar qualquer, distraia-o fazendo pensar em prováveis estratégias.

Um deles saiu.

Passou de cela em cela, explicando aos prisioneiros, pedindo silencio, e pedindo que usassem os panos vermelhos. Três homens subiram com as garrafas nas mãos, indo de encontro aos guardas de Madara.

Ela foi a ultima cela.

– Kakashi-sensei. É hoje.

Ele olhou para ela, sorrindo por de baixo da mascara.

Abriu a cela usando a chave que Tomiro a dera. Pendurou o tecido vermelho sobre a máscara já esfarrapada de Kakashi.

– Está tudo bem. Precisamos dar um jeito de te tirar daqui.

Ela sabia que as correntes davam choque, então, usando o pouco de chakra que a tornozeleira permitia, deu pequenos socos em volta das correntes grudadas nas paredes.

– Vai ser difícil andar com essas correntes, e com esses resíduos de tijolos, mas é a única opção que temos.

Ele acenou positivamente, e depois de algum tempo ela finalmente conseguiu soltar as correntes das paredes, ainda estavam com resíduos de concreto, e ela sabia que seria muito difícil andar puxando-as, mas ela não tinha outra escolha.

A parede rachou, mas não chegou a cair.

– Você vai liderar a saída, ok? Eu disse para eles que eu avisaria quando sair, mas sei muito bem que você entende disso bem mais do que eu, e também não posso me dar ao luxo de pensar positivamente e acontecer algo comigo e vocês correrem a chance de ficarem presos aqui. Subindo aqui vocês vão sair em um campo, grande, cerca de seis metros adiante tem muros, grandes e altos, eu vou quebrá-los para que vocês possam passar. Dois homens daqui de dentro que estão do nosso lado sabem de um lugar seguro para levá-los.

Ela não esperou que ele respondesse. Sabia que a essa altura Madara já teria desconfiado de algo, e ela precisava sair dali o mais rápido possível. Ela viu as servas entrando, e ficando exatamente como ela pedira, juntas e em silencio.

– Sakura?

Ele chamou, quando ela já estava longe.

– Sim?

– Cuidado.

– Você também, sensei.

Novamente não esperou que ele lhe explicasse – pela milésima vez – que ele não era mais seu sensei. Apenas saiu depressa, desviando das servas e escravos que desciam as escadas.

Correu, achando cinco ninjas jogados no chão, e assim soube que seu veneno havia funcionado.

Chegou à frente do castelo. O sol já clareava o céu e ao longe, ela pode ver pessoas – muitas pessoas – andando até ali, do lado de fora.

Tudo que ela mais queria era procurar Naruto e Sasuke entre eles, mas ela não o fez. Apenas correu juntando chakra nos punhos – o máximo que a tornozeleira permitia, e socou o muro, rapidamente, em vários pontos.

Tudo veio ao chão.

Não o muro todo, como ela sabia que aconteceria caso ela tivesse com todo o seu chakra, mas era um espaço suficiente para que passassem com folga.

Ela viu que agora eles não caminhavam mais, e sim corriam.

Deu as costas, correndo também até o muro da parte de trás, assim como explicara para Kakashi.

Sabia que Madara já havia percebido porque havia uma movimentação de ninjas anormal tanto fora quanto dentro do castelo, e ela se esgueirou pelos troncos de arvores retorcidos até chegar dentro do castelo.

– Ele já sabe, está chamando reforços! – Tomiro gritou.

– Vai dar tudo certo.

– Vai dar tudo certo. – Tomiro repetiu.

Passou por ele, sabia que era questão de tempo até os ninjas lhe atacarem, lá fora ela já ouvia barulhos de armas se chocando. Entrou no escritório do Uchiha, procurando uma pista, ou qualquer coisa que abrisse aquela tornozeleira.

Procurou rápido, jogando as gavetas pelo chão, ouvindo o barulho de luta cada vez mais intenso. Seu coração bateu acelerado. Uma parede atrás de si caiu, e ela correu em direção a porta para não ficar presa ali.

Saiu, desistindo de achar uma chave, ainda mais agora, perto dos destroços. Andou até a cozinha, descendo as escadas para o quintal, e viu os presos fugindo. Os ninjas de Madara os atacava, tentando, a todo custo contê-los.

Entrou ajudando os ninjas de Gaara e Kakashi, e outros quatro que ela não conhecia, mas que sabia que estava os ajudando porque eles também vestiam vermelho.

– Corram, nós daremos cobertura!

Naquele momento, vendo pessoas, servos, escravos morrendo, o sangue respingando sobre seus corpos, ela ficou horrorizada.

Olhando para frente do castelo, havia os ninjas vestindo vermelho, mas uma infinidade de ninjas de Madara que pareciam sair como formigas de um formigueiro.

Ela praguejou mentalmente. Um ninja a atacou, e ela estava tão distraída entrando em pânico, que só percebeu quando a kunai entrou em sua carne.

– Sakura!

Ela olhou para os lados procurando quem a chamava, era Tomiro.

– Precisa parar Madara! Ele está pedindo reforços, precisa impedir.

Acenou com a cabeça, desviando dos ataques e voltando para dentro do castelo. Olhou para baixo, vendo o tecido vermelho sobre a sua calça, e colocou-o para dentro para que não pudesse ser visto.

Ela o encontrou no quarto, de costas para ela e em frente à janela que dava para frente do castelo, provavelmente observando as lutas lá em baixo. Havia sete ou oito guardas em frente sua porta, mas nenhum deles havia a impedido de entrar.

– Madara-sama, o que está acontecendo? Eu... Estava fazendo o suco, e ouviu os barulhos e...

– Estão atacando.

– O que vamos fazer?

– Já pedi reforços.

– Eu posso lutar se quiser, ou talvez-

– Quero que fique sã para curar meus ninjas.

– Certo.

Imaginou que talvez devesse ao menos fingir que estaria indo até o cômodo que ela usava para curar ninjas.

Antes que chegasse a porta, ele a puxou pelo pescoço.

Usou a sua força bruta para fazer com que ele a soltasse. Mas não pareceu surtir efeito. Parecia que agora a tornozeleira estava sugando mais do seu chakra, e ela não conseguia nem ao menos se mover.

– Acha mesmo que eu caí nesse negocio todo?

Seus olhos se arregalaram sem que ela permitisse.

– Você chegar aqui, uma ninja de Konoha, discípula da Hokage querendo se juntar a mim? Acha que eu sou estúpido?

– Mas-

– Juro que você é convincente, muito até, por alguns momentos eu realmente pensei que era verdade, que você estava nervosa, que quisesse vingança, que quisesse a mim. Mas o que diabos uma garota feito você, faria atrás de mim?

– Eu-

– Apesar de tudo, pensando os motivos que a levaram aqui, jamais desconfiei de uma rebelião desse porte. De todas as formas que pensei nenhuma chegou nem perto disso.

– Eu não tenho nada haver com isso.

O aperto em seu pescoço se intensificou.

– Não minta! Pare de mentir! Sua desgraçada! Você é uma puta, que se envolveu comigo para dar a chance desses filhos da puta entrarem aqui, e não é que funcionou? Você me surpreendeu, devo dizer.

Ele a jogou no chão.

Ali, com o rosto colado ao chão, com a garganta ardendo, ela já não sabia mais o que pensar.

– De todo modo, tendo essa maldita rebelião ou não, valeu a pena te comer.

Ele chutou seu corpo, ela pode sentir pelo menos umas três vezes, e depois, quando ela já cuspia sangue, e as lágrimas pingavam no chão, ela sentiu.

A lâmina fria e impiedosa.

Furando sua pele, entrando em sua carne, rasgando-a, remoendo-a.

E ela esperava que tivesse valido a pena, que Naruto, Sasuke e todos os outros que lutavam lá em baixo, conseguissem salvar o mundo.

Era o fim, ao menos para ela.

Notas finais
:o E agoooooora? Obrigada por todos que acompanham e comentam na história, beijos! Leia também: http://fanfiction.com.br/historia/579105/Falcao/ E para quem está em crise: http://fanfiction.com.br/historia/587803/Gaiola/