Notas iniciais
Muito obrigada pelo incentivo de todos vocês! Os capítulo são curtos, eu sei, mas eu gosto de escrevê-los assim, e é o que eu tenho tempo para escrever, me desculpem. Boa Leitura!

Em Meio Ao Fogo

Escrita por Coffee

Capítulo XIV: Angustia

Ele estava naquela mesma posição, sentado na pedra em frente ao rio, há tanto tempo que não sabia ao certo quanto tempo havia se passado.

Era estranho e impossível tentar definir o que sentia – ele nunca fora bom nisso -, mas sentia uma angustia subindo-lhe a garganta, e uma raiva percorrendo em suas veias.

Talvez fosse ódio, talvez dor, talvez desespero. Ele não sabia ao certo.

A única coisa, que vinha em sua mente claramente era Sakura. E quando se lembrava, a bola de angustia em sua garganta parecia se remexer ali dentro, e quando ele tentava engoli-la, ela permanecia ali, cutucando-o, enquanto uma parte dela descia para seu estomago o revirando.

Ele queria entrar naquele maldito castelo. Queria entrar e arrancá-la de lá. Trazê-la segura e sã para debaixo de seus braços.

Ele se levantou, já era dia, ele observou, e andando sem jeito, por ter ficado tanto tempo na mesma posição, rumou até a casa.

Naruto estava se levantando, espreguiçando-se, assim como Gaara, que estava em um colchão perto do banheiro.

Eles o olharam, assustados, e antes que Naruto abrisse a boca para dizer alguma coisa, ele se pronunciou primeiro.

– Vamos ou não destruir Madara?

Naruto sorriu, e se levantou rapidamente.

– Vamos treinar esses moleques teme!

QUATRO MESES

Ela estava vestida com um vestido longo branco, um pouco largo demais para ela. Havia uma joia cara em seu pescoço, e um anel no seu dedo. Ela conhecia – agora – cada corredor daquele castelo.

Tudo bem.

Não todos. Mas a maioria.

Ela podia comer carne duas vezes por semana, e na maioria das vezes podia opinar sobre algum assunto – nada muito relevante.

Ela era uma amante, agora.

Como uma concubina, mas algo mais particular e possessivo.

Madara a venerava, e matava todos que ousassem passar ao seu lado. E todas as noites, ela se entregava a ele.

– Deveria mantê-las mais bem alimentadas.

Ela disse, quando estavam sentados na mesa de jantar – só os dois – após as empregadas – escravas – saírem.

Madara a olhou como há muito tempo não a olhava, desconfiado. Ela sabia muito bem que não deveria se meter nesse assunto, mas não aguentava mais ver as mulheres desmaiando por aí pela falta de nutrientes em seus corpos.

– Pense bem, quanto mais bem alimentadas, mais trabalhos podem fazer.

– É perigoso.

– São civis. E esse castelo é rodeado de ninjas, o que elas podem fazer?

O assunto acabou ali. Ele assentiu com a cabeça, e três dias depois, ao ir beber água, — mesmo que agora pudesse apenas pedir para que levassem um copo de água para ela – viu as mulheres comendo arroz e feijão, ao invés da sopa rala.

Kimy lhe mandou um olhar de pura gratidão, seguida pelas outras mulheres, mas ela apenas as ignorou, virando o rosto e saindo da cozinha.

•••

Tomou o liquido verde antes que Madara entrasse nos seus aposentos.

Um anticoncepcional.

Quando Madara começou a fazer sexo, ela sabia muito bem que não podia deixar que uma criança viesse para aquele relacionamento e para aquele lugar maldito.

– Eu sei fazer remédios, com plantas e ervas.

Ela disse, um dia desses, e ele a olhou intrigado.

– Ervas nascem em qualquer lugar, tenho certeza que devem ter ao redor do castelo, e até dentro.

– Está pedindo para sair?

– Sim. Pode mandar guardas, ou você mesmo pode vir junto. Só quero recolher essas ervas, e quem sabe, planta-las nos fundos, posso fazer pomadas com elas e curar seus homens com maior eficiência.

E ele caiu, direitinho.

Ele a acompanhara até os arredores do castelo, e observou-a enquanto ela pegava as ervas. Pegou as que precisava para fazer o xarope anticoncepcional e também algumas para fazer pomadas para que ele não desconfiasse.

Havia plantado as ervas nos fundos, perto de onde as escravas tomavam banho, e principalmente as que usava para fazer sua bebida.

Tinha sido um de seus melhores planos, ela tinha que admitir.

•••

Seja minha imperatriz.

Seja minha imperatriz.

Seja minha imperatriz.

Ele havia pedido. E ela, tinha aceitado.

Nada poderia me deixar mais feliz.

Ela havia dito.

E agora tinha um anel em seu dedo anelar esquerdo, ela tinha um guarda roupa com uma variedade de roupas, e o direito de andar livremente pelo castelo.

Depois que se tornara uma companheira oficial muitas coisas mudaram. As escravas podiam tomar banho com mais frequência, comer melhor, e ser atendidas quando ficavam doentes.

Ela estava mudando as coisas, aos poucos, uma coisinha ali, outra lá, gradativamente para que ele não percebesse suas mudanças.

Ela havia organizado as plantações que eram feitas nos jardins do castelo. Plantando mais alimentos para suprir a necessidade dos escravos do castelo.

E tudo estava indo bem, tudo estava indo perfeitamente bem.

Até que ela decidiu ir à masmorra.

A noite, enquanto Madara dormia, ela levava pratos e mais pratos de comida para os presos.

Famintos, ela os via comerem feito animais. Desesperados, comendo arroz e legumes como se fossem grandes banquetes.

Ela já havia feito isso algumas vezes.

Mas naquela noite, ela foi pega.

Madara a pegou, entregando comida aos prisioneiros. E furioso a puxou pelo braço, deixando os pratos caírem no chão espalhando comida para todos os lados, deixando os prisioneiros atiçados com o cheiro dela.

Ele a puxou, escadas a cima, gritando tantos palavrões que ela mal podia decifrá-los.

– É ISSO?

Ele gritou, quando chegaram ao quarto dela. Jogando-a contra a parede, ela bateu fortemente com a cabeça.

– EU CONFIO EM VOCÊ E VOCÊ FAZ ISSO?

E ele voltou até ela, erguendo-a pelo pescoço e jogando-a de encontro a outra parede. Levantou-se furiosa, a tornozeleira em sua canela doeu, quando ela teve vontade de liberar todo seu chakra e mandá-lo para o inferno.

– Fiz isso escondido porque sabia que se pedisse você não aceitaria!

Disse, com um tom calmo, mas desafiante.

– Claro que não! São prisioneiros!

– SÃO CIVIS! SÃO CRIANÇAS, SÃO MULHERES! QUE VOCÊ SEQUESTROU PARA SABÊ-SE-LÁ-O-QUE e que acabam morrendo ali mesmo! Na miséria!

– ORA! EU CONFIO EM VOCÊ E VOCÊ TRAI MINHA CONFIANÇA NO MEIO DA NOITE?

Ele voltou até ela, e antes que ele a agarrasse pelo pescoço de novo, ela se desviou e andou para o outro lado quarto.

– CONFIOU? VOCÊ SE CASOU COMIGO E NEM AO MENOS TIROU ESSA DROGA DESSA TORNOZELEIRA!

– COMO OUSA FALAR DESSE JEITO COMIGO? PASSAR POR CIMA DAS MINHAS ORDENS? EU ACEITO QUE VOCÊ DÊ MAIS COMIDA AS ESCRAVAS, QUE VOCÊ PLANTE SUAS ERVAS E REORGANIZE AS PLANTAÇÕES, MAS FIQUE LONGE DA MASMORRA.

– O QUE DIABOS TÊM LÁ QUE EU NÃO POSSA VER?

Ela viu os olhos dele se arregalarem, em pânico.

Pare! Pare! Pare!

Sua mente gritava em choque.

Vai estragar tudo.

Está estragando tudo.

Está entregando o plano!

Calada!

Calada!

Calada!

Mas não foi a sua mente que a manteve calada.

Nem o medo de estragar as coisas.

Foi um tapa, certeiro em seu rosto, carregado de chakra e tão forte que fez com que voasse até a parede, batendo a cabeça com tanta força que...

Tudo ficou escuro.

Notas finais
Leiam também minha nova história: http://fanfiction.com.br/historia/555456/Escuridao/