Em Busca Do Amor Verdadeiro
5 O misterioso anel
Notas iniciais
Algumas pessoas já estavam me cobrando pelo twitter. hahaha
Obrigada à todos que comentam e acompanham, ver isso estimula mais ainda a escrever essa história.
Como eu falei nas notas do capítulo anterior, não se apressem! Tudo acontece no seu devido tempo. Tenham certeza que o mais legal é ficar na expectativa de como vai acontecer.
Boa leitura, meus amores.
Evil Kisses. :*
SwanQueen ♥
“Em vão tenho lutado comigo mesma, nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos, pois a cada dia eles me sufocam de maneira demasiada. É como se a cada vez que eu te olhasse isso tomasse conta de mim de uma maneira que me faz parar de respirar.”
04h25min da madrugada e eu continuo a rolar na cama. Essa noite parece não ter fim e não adianta implorar que o dia amanheça para que eu possa finalmente ir embora desse lugar, essa cidade que está tirando meu sono. Ok, eu não vou mentir para mim mesma, a verdade é que a prefeita está tirando meu sono. Inúmeras vezes eu já tinha passado a mão no curativo que ela tinha feito em mim e lembrava do toque dela no meu rosto, como eu queria aquele toque agora. Regina por mais que tentasse ser fria e áspera, tinha um toque delicado que desfazia toda essa sua reputação. Aquele cuidado que ela teve comigo, aquilo não sai da minha cabeça. Mas o que não me deixa dormir é essa vontade que eu tenho de tê-la comigo aqui e poder continuar o que a boca dela pedia para eu fazer, aquilo estava na cara, ela também queria me beijar tanto quanto eu queria beijá-la e eu estou assim exatamente por isso: Porque eu não a beijei? Eu não sei onde isso vai parar, só sei que por mais que eu esteja tentando parar eu não estou conseguindo. Nós nos vimos apenas três vezes e a terceira foi por acaso, foi por causa de um maldito vulto ou sei lá o que, que me fez frear e ser cuidada pela prefeita. E como eu queria seus cuidados novamente, como eu queria cuidá-la também. Todo aquele jeito duro, independente, toda aquela máscara que ela tenta vestir, aquilo não me engana. Eu não sei mais, isso que eu estou sentindo está criando asas e eu preciso cortá-las. Só não sei se terei forças suficientes para isso, para cortar algo que há tanto tempo eu não sentia.
Me levantei da cama, sacudi a cabeça, lavei o rosto. Olhei a janela do quarto e a lua cheia ainda estava no céu, lembrei que ela falou que gostava de observar o céu a noite. Decidi então sair do quarto e ir até a cozinha da pousada tomar um copo de leite. Ao descer as escadas do quarto escutei barulhos de passos, desci devagar e desconfiada tentando não fazer barulho. Havia ladrões em Storybrooke? Pensamento absurdo o meu. Mais absurdo ainda foi eu ter imaginado que seria a pessoa que estava tomando conta dos meus pensamentos, é a minha imaginação está realmente fértil. Mas era obvio que era a vovó.
— Emma querida, o que você faz acordada há essa hora? – Vovó perguntou sem parar de andar para um lado e para outro.
— Eu estou sem sono. A senhora também ou aconteceu algo? – Perguntei indo a caminho da cozinha e ela me seguiu.
— A Ruby não está no quarto. Ela sumiu! Eu já estou ficando desesperada. O que pode ter acontecido com ela? Alguém a sequestrou. É isso! – Vovó falou tudo de uma só vez, atropelando as palavras.
— Sumiu? Ela não foi dormir na casa de alguma amiga? Do namorado? – Perguntei tentando dar melhores hipóteses do que um sequestro.
— Não. Ela não tem amiga. Não tem namorado. Ela é sozinha! Os únicos amigos que ela tem são aqueles malditos fones de ouvidos que ela nunca tira. – Ela falou nervosa e preocupada.
— Calma! Vamos esperar o dia amanhecer e se ela não aparecer iremos até a delegacia faremos um B.O para que o Xerife faça algo. – Falei dando um copo de água a ela.
— Já estou aflita, Emma. A Ruby é tudo que eu tenho. – Ela falou entre lágrimas.
— Fique calma! Eu prometo que nós a acharemos. – Falei tocando nos ombros dela.
Fui para recepção com ela e tentei conversar sobre algo que não a preocupasse, mas as tentativas foram falhas e ela só falava na Ruby. Falava das coisas que a garota fazia, que tinha que tomar jeito, que estava muito rebelde e toda uma lista de reclamações que dariam motivos de sobra para Ruby fugir dali, pois se fosse eu já teria fugido. Acho que sou acostumada a isso, a fugir quando o nó aperta. Não sei se a Ruby era assim, mas se fosse eu acho que já tinha uma resposta para o que estava acontecendo.
Eram 5h30min e o dia já estava amanhecendo quando escutamos a porta abrir, sim para alivio da Vovó era a Ruby. Lógico que toda a preocupação virou raiva e ela fez um interrogatório completo sem se quer respirar, ainda deu uns tapas na Ruby, as pessoas tem um jeito estranho de demonstrar que gostam. Bem, as respostas de Ruby eram: “Eu não sei! Eu não lembro! Eu acordei dentro da biblioteca e é só disso que eu lembro”. E é claro, a Vovó não acreditou. Mas eu vi que Ruby estava falando a verdade, ela estava confusa com tudo que tinha acontecido. E isso era notório.
— Vovó eu já falei pela milésima vez que eu não lembro o que aconteceu. Eu só lembro que eu fui dormir e fiquei olhando para meu anel, porque a pedrinha começou a brilhar. E depois eu acordei na biblioteca. – Ruby tinha um anel com uma pedrinha de rubi que ela usava no polegar.
— Anel? Esse anel não brilha!! Ruby, pare de mentir e me diga agora onde e com quem você estava! – Vovó falou irritada e gritando.
— Já falei que essa é a verdade! – Ruby gritou também e subiu as escadas correndo. O que escutamos foi o barulho da porta do quarto bater.
— Você viu Emma? Ela está mentindo! Essa menina está virando uma mentirosa.
— Vovó, me desculpe se a minha opinião não lhe agradar, mas ela não me pareceu estar mentindo. – Falei com sinceridade. – Porque você não deixa ela se acalmar mais e mais tarde vocês conversam direito.
— Vou fazer isso. Mas sei que ela está mentindo. – Ela falou dando as costas e caminhando até a cozinha. – Você vai tomar café da manhã?
— Apenas uma xícara de café. Irei embora hoje vovó, já me organizei e vou colocar minhas coisas no carro. – Eu tinha colocado algumas roupas dentro de uma mochila para passar a semana ali. – Vou tentar almoçar com o Henry hoje e depois disso irei embora.
— Não vai esperar a semana acabar Miss Swan? – Aquela voz, eu já tinha ouvido em algum lugar. Virei-me para ver quem era e ele continuou. – Que bom! Evitarei constrangimentos. Vovó eu vim lhe trazer esse oficio que consta que este estabelecimento está inapropriado para funcionar como uma pousada. Então a partir de hoje você não poderá prestar esse serviço para cidade. – Ele falou rude. Não poderia discordar quando ele falou que o local era inapropriado, realmente era, mas aquele era o único lugar que Storybrooke tinha para hospedar alguém.
— Mr. Gold, por quê? Por que isso agora? Pensei que você tinha desistido disso. – Vovó falou colocando as mãos na cabeça.
— Bem, você deveria me agradecer, pois eu não fiz a mesma coisa com aquele boteco que você chama de restaurante. – Ele falou saindo da pousada. – Faça uma ótima viagem, Miss Swan.
Eu olhei para vovó como se não estivesse entendendo, ela me explicou rapidamente que não era a primeira vez que ele tentava fechar a pousada, pois ele não queria estranhos na cidade e na verdade ela não sabia por que ele ainda não havia conseguido, pois se existe alguém mais poderoso e temido nessa cidade além da prefeita, esse alguém é o Sr. Gold. Depois de tentar acalmá-la e falar que iria ficar tudo bem sai para ver Henry e dessa vez o garoto não tinha ido sozinho para escola, Regina leva ele. Nossos olhares se encontraram antes que o Henry pudesse me ver, ele vinha reclamando que já estava crescido e podia ir à escola sozinho e que ela não precisava levar ele até a porta da escola hoje. Mas ela parecia não ouvir o que o garoto estava falando, até que ele olhou para onde o olhar dela estava direcionado e ele estava direcionado para mim.
— Emma!!! Você veio me ver! – Ele veio correndo até mim e me abraçou. – A minha mãe falou que você se machucou ontem à noite e que foi até a minha casa, mas eu estava dormindo. Você está bem? – Henry eufórico como sempre não parava de tagarelar. – Vamos almoçar comigo depois da escola? Eu, você e a minha mãe. Depois passamos a tarde juntos e você me ajuda a fazer o dever de casa. Você pode almoçar comigo e com a Emma hoje não é mãe? Por favor!! Apenas hoje!! – Ele falou virando-se para Regina que se aproximava de nós. –
— Garoto, você leu meus pensamentos? Eu ia justamente pedir para você almoçar comigo. Estarei indo embora hoje no fim da tarde. – Falei para ele com um sorriso.
— Já está de partida Miss Swan? – Regina perguntou surpresa. – Achei que fosse passar uma semana aqui.
— Infelizmente tenho que ir. A loja deve está uma bagunça e provavelmente August não foi até lá ver como as coisas estão. – Acho que só consegui falar algo porque parei de olhar para ela.
— Não Emma, não vá hoje! Você falou que ficaria uma semana lembra? Temos que conversar, nós ainda não falamos direito sobre o livro. Por favor, fique! – Ele falava com a voz triste. Mas antes que eu respondesse Regina o interrompeu.
— Ok. Então é melhor você ir mesmo, Miss Swan. – Ela agora me olhava com um pouco de raiva, não entendi o que aconteceu, já que ela queria tanto que eu fosse embora deveria ao menos ficar feliz. Ou será que não era isso que ela realmente queria, a prefeita tinha o poder de confundir meus pensamentos.
Eu tentei explicar a situação ao garoto, mas ele insistia que eu deveria ficar e dizia que nós iríamos conversar depois do almoço. Estávamos combinando o horário do almoço, já que Regina tinha concordado ir desde que fosse num horário cabível a ela, pois ela disse que tinha reuniões hoje, até que a viatura do Xerife parou do nosso lado avisando a prefeita que a biblioteca tinha sido danificada e que alguém entrou lá à noite e derrubou algumas prateleiras e livros. Olhei intrigada, me lembrando do que tinha acontecido com Ruby, ela tinha falado a verdade e não acho que ela seria algum tipo de vândalo destruidor de livros. A prefeita percebeu que fiquei pensativa.
— Sabe de algo Miss Swan? – Ela perguntou desconfiada.
— Não. Bem, digamos que sei... – Falei ainda concluindo meus pensamentos. – Xerife, vamos comigo até a pousada da vovó, quer dizer casa, pois Sr. Gold “fechou” a pousada. Acho que lá saberemos algo mais.
— Hã? Ok. Vamos! Entre na viatura! – Ele falou um pouco confuso, mas confiou em mim.
— Xerife, eu não posso acompanhar vocês, pois tenho reuniões hoje na prefeitura. Mantenha-me informada. – Ela falou autoritária. E David apenas concordou com a cabeça.
— Emma, e o nosso almoço? – Henry perguntou com os olhos tristes.
— Vai dar tempo garoto, não se preocupe. – Ele apenas acenou com a cabeça.
Fui com o Xerife até a casa da vovó e conversamos com Ruby, ela repetiu toda a história que não tinha muitos detalhes, pois ela não lembrava absolutamente nada. Peguei o anel e coloquei na palma da minha mão, notei que a pedra acendia e quando Ruby colocava-o no dedo dela ele voltava ao normal. David ficou surpreso com isso, sempre que aproximávamos o anel de mim ele acendia, parecia um tipo de energia. Fomos à delegacia fizemos um B.O sobre o que tinha acontecido, pois a biblioteca tinha sido defasada, mas Ruby não foi acusada de nada, nós sabíamos que ela não havia feito nada. David agradeceu e falou que eu fui uma ótima ajudante e que se eu quisesse poderia fazer aquilo mais vezes. Fiquei feliz em ajudá-lo ele realmente parecia muito só naquela delegacia, e logo pensei: “Se o August estivesse aqui com certeza iria falar do meu instinto investigativo.” Eu estava sentindo falta do meu amigo, não via a hora de voltar para casa.
Já estava quase na hora do meu almoço com o Henry e a prefeita, é claro, e eu não queria me atrasar. Minha mão gelou quando raciocinei que iríamos almoçar juntas, mas era pelo garoto e as coisas foram tão corridas nesses dois dias que cheguei que mal tive tempo de conversar com o pequeno, esse era o motivo de eu ainda estar ali. Mas eu tinha que me controlar e não demonstrar o quanto a prefeita agitava com meus instintos. Faltavam 40min para o horário que nos encontraríamos no Granny’s. Eu só queria que algo desse errado e ela não aparecesse, só para que eu não precisasse tremer sempre que ela joga aquela mecha de cabelo para atrás da orelha. Estava tentando meditar, afastar meu pensamento da boca dela, mas não estava adiantando, então o único jeito era tentar me controlar e respirar fundo e encarar aquele almoço.
Notas finais
Comenteee, por favor! Eu preciso da opinião de vocês!
O que acham que o anel de Ruby significa? hahaha
E esse almoço , hein? Será que a Regina vai? Será que a Emma vai se segurar? *-*
Espero que estejam gostando. ♥
Comente, comentem e comente!!
Beijooos
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