Em Busca Do Amor Verdadeiro
6 Almoço e Despedidas
Notas iniciais
Espero que vocês gostem mais desse aqui, é um capítulo grande que provavelmente trará outro ainda maior, tem ceninhas swanqueen e eu sei que é isso que vocês querem. Porque pelo visto apesar da fic ganhar muitos acompanhamentos, não teve muitos comentários. O anel da Ruby não fez sucesso. hehe U.U Mas como eu falei antes: Keep Calm!!
Não sei vocês, mas eu não gosto que elas briguem. Prefiro as ironias da Regina os rebates da Emma, mas sem discussões gritantes. É eu eu já sei que vocês querem que elas se beijem logo... Mais uma vez: Keep calm!
Enfim...
Boa leitura. ;*
SwanQueen ♥
“Nós já temos encontro marcado
Eu só não sei quando
Se daqui a dois dias
Se daqui a mil anos
Com dois canos pra mim apontados
Ousaria te olhar, ousaria te ver
Num insuspeitavel bar, pra decência não nos ver
Perigoso é te amar, doloroso querer. (...)
Quero saber se você é tão forte que nem lá no fundo irá desejar...”
O gabinete da prefeitura estava pequeno para tantos passos que já tinha dado, a impressão que eu tinha era que o chão estava afundando. Eu não conseguia ficar parada, nem muito menos tirar da minha cabeça Emma e aquele almoço, Emma e o almoço... Meu Deus como eu iria me portar na frente dela e do Henry? Para o Henry será quase um almoço em família, acredito que na cabeça dele ele estará feliz de ver suas duas mães juntas. Com isso não devo me preocupar, ela vai embora hoje e a partir de amanhã tudo voltará ao normal em Storybrooke. Melhor eu me apressar, faltam apenas 15min para o horário combinado. Olhei-me no espelho, retoquei meu batom e fui para o Granny’s. Ela já estava lá sentada numa mesa de cabeça baixa avaliando o cardápio, e eu apenas a avaliei. Ela estava com uma Jaqueta azul que com toda certeza realçava ainda mais seus olhos e como sempre, estava de calça e botas. Me aproximei devagar, ela estava sozinha, o Henry estava vim da escola. Ao sentir minha presença do seu lado, ela levantou a cabeça e me olhou. Não sei se foi impressão minha, mas notei que ela engoliu seco.
— Olá Miss Swan. – Falei sentando na cadeira na frente dela.
— Olá. Onde está o Henry? – Ela perguntou olhando para o cardápio.
— Acredito que ele está chegando da escola. Não se preocupe, ele já está vindo. Ensinei o Henry a ser pontual em seus compromissos. – Falei sorrindo ironicamente, apesar de tudo eu nunca deixava de envenenar um pouquinho a situação com Emma.
— Regina, eu gostaria que nos ficássemos bem nesse almoço, pelo menos na frente do Henry. Não quero que ele fique triste. – Ela falou sincera e olhando nos meus olhos.
— Ok. – Eu concordei, não sabia mais o que falar. Com aquele olhar ela poderia me pedir qualquer coisa e eu daria, eu faria. Espero que ela nunca percebe que tem esse poder sobre mim.
— Vocês já estão aí!! – Escutei a voz alegre do Henry que chegou jogando a mochila numa cadeira e puxando outra que ficava lateramente a nós. – Estou atrasado? Já pediram o almoço? Eu estou com fome! Não acredito que vamos almoçar juntos. — Ele falava feliz. Por mais que eu tivesse tentado ensinar Henry a controlar sua euforia aquilo fazia parte dele.
— Ainda não, eu e sua mãe estávamos esperando você para escolher o que comer. – Ela falou sorrindo para mim, que concordei com um sorriso.
Henry escolheu o almoço, claro que ele escolheu comer besteiras. E Emma pelo jeito não ficaria atrás, ela realmente não tem características de mãe e se o Henry tivesse sido criado por ela ele seria um garoto que não saberia o que é a palavra “Não”. Terminamos o almoço com Henry tagarelando sobre as coisas da escola e tentando convencer Emma a não ir embora hoje. De repente o garoto segura a minha mão e a dela, encosta nossas mãos uma na outra e nos olha com um sorriso enorme.
— O que foi garoto? – Emma perguntou arregalando os olhos e sua mão ficou fria instantaneamente. Eu apenas olhei para o Henry, mesmo estando constrangida com a situação esperei ele responder a pergunta. Ele ficou alguns segundos parado nos olhando.
— Eu estou muito feliz por vocês. Por nós estarmos aqui juntos. Obrigado! – Ela falou tirando a mão de cima da nossa.
Um silêncio constrangedor nos envolveu. Eu não conseguia tirar minha mão da de Emma e ela também não parecia querer afastá-la da minha. Eu senti meu coração acelerar, a palma da minha mão transpirava e um flash de pensamentos passou em minha cabeça. Eu nunca tinha sentido aquilo, nem quando estava apaixonada por Daniel, tudo que eu queria naquele momento era abraçar Emma, beijá-la e pedir para ela não ir embora. Eu estava olhando nos olhos dela e ela nos meus, eu não sei explicar o que acontecia, mas eu sentia que ela podia ler meu pensamento e que concordava com ele. Eu estou nesse mundo em busca do meu amor verdadeiro e eu não poderia sentir isso por ela, além de estar errado, Daniel poderia aparecer a qualquer momento. Eu não conseguia me explicar, não conseguia limitar isso, esse desejo de ter Emma comigo ultrapassava qualquer motivo pelo qual a maldição foi lançada. Até que então, Henry quebrou nosso silêncio.
— Mãe? Emma? Vocês estão bem? Eu falei algo errado? – Ele baixinho.
— Não meu amor, você não falou nada errado. Tudo que eu quero é ver você feliz. – Falei para ele sorrindo. Eu já tinha tirado minha mão da de Emma, mas ela continuava com a mão no mesmo local. Eu a olhei e ela ainda estava me olhando. – Eu tenho que ir agora. – Falei olhando para o Henry novamente.
— Ah, mãe! Você já vai? Fica mais um pouco com a gente, eu vou até o castelo com a Emma.
— Eu preciso ir, falei que tinha reunião hoje a tarde lembra? E está quase na hora.
— Ok. – Foi tudo que Emma falou. Ela engoliu seco depois de suas palavras.
— Faça uma ótima viagem Miss Swan. – Falei com pesar, mas não demonstrei isso.
— Obrigada. – Ela estava monossilábica, parecia estar em outro mundo.
Deixei o Granny’s e voltei para prefeitura. Eu realmente tinha reuniões hoje à tarde, mas desmarquei todas, não estava com cabeça para trabalho. Tudo que eu conseguia pensar era nas vezes em que vi Emma, desde a primeira vez ela me afetou, me fez sentir uma explosão de sentimentos. E não, isso não poderia estar acontecendo.
***
Fomos até o castelo do Henry na praia e ele tagarelava sem parar, mas eu não estava raciocinando direito o que ele dizia. Eu só pensava no que tinha acontecido quando minhas mãos tocaram as de Regina, foi como se eu lesse uma história, a história de alguém que foi capaz de tudo para viver um amor, mas que não conseguia enxergá-lo, pois estava procurando nos lugares errados. Quando nossas mãos se tocaram eu estremeci involuntariamente é como se minha intuição falasse para eu ficar ali um pouco mais, eu só poderia estar ficando louca. Além de tudo eu senti um desejo enorme por Regina a vontade que eu tive de beijá-la foi quase incontrolável, depois que tudo aquilo passou eu não consegui nem falar direito. O que aquela mulher estava causando em mim? O que ela sentiu? As suas mãos também não se afastavam da minha e a sensação que eu tive foi que ela queria aquilo, ela me queria próximo dela.
— Emma, você precisa ficar. Você tem que entender que o futuro de todos que estão aqui depende de você. – Henry falava tentando me convencer. Ele tirou o livro da mochila. – Leia. A sua história está aí. Você nasceu para quebrar a maldição, você é a essência do amor verdadeiro.
— Henry, você falou que eu sou filha da Branca de neve com o Príncipe Encantado, que sua mãe é a Rainha Má que lançou uma maldição só por causa do seu noivo que a mãe dela matou por que queria que ela se casasse com o pai da Branca de Neve. E que eu vou quebrar essa maldição quando eu ajudar a sua Mãe a encontrar o verdadeiro amor dela. Isso quer dizer que eu sou um cupido? – Falei confusa, mas achando tudo aquilo engraçado.
— Você não é um cupido, você é a salvadora. O livro não fala como você vai quebrar a maldição, só fala que você vai fazer isso. Acredite. Você é a essência do amor verdadeiro, assim que ela encontrar o amor verdadeiro dela a maldição será quebrada. Ajude-a e ajuda todos a se lembrar quem eles realmente são. – Ele falava com toda convicção que alguém poderia ter.
— Certo. Se cada pessoa de Storybrooke é um personagem e a sua mãe é a Rainha Má, eu sou a filha da Branca de Neve, você é o Pinóquio? E quem seria a Branca de Neve e o Príncipe Encantado?
— Eu não sou o Pinóquio e eu não estou mentindo. – Ele falou chateado. – A Branca de Neve é a Mary Margaret e o Príncipe Encantado e o Xerife David.
— Mas pelo que eu entendi eles não são casados, Mary Margaret mora sozinha e o Xerife também. Estou errada?
— Não está. Eles ainda não se encontraram por causa da maldição, ele vivem se desencontrando, porque se eles se veem eles vão sentir algo, eu tenho certeza disso.
— Ok Henry. Bem, está ficando tarde eu tenho que viajar e não quero sair à noite. Vou deixar você em casa e vou no Granny’s me despedir da Ruby e da Vovó.
— Emma, por favor! Só mais um dia. – Ele falou triste.
— Infelizmente não posso Henry. E agora a pousada está fechada eu não teria nem onde ficar. Preciso voltar para minha casa.
— A sua casa é aqui. Com seus pais.
— Garoto, esse livro é apenas uma história de contos de fadas. – Falei tentando convencê-lo. – Vamos , entre no carro que eu vou lhe levar para casa.
Henry entrou no carro e foi calado até a casa dele, chegando lá ele desceu do carro e entrou sem se despedir. Fiquei triste com a atitude do garoto e quando olhei para o banco que ele estava sentado o livro estava lá, ele era esperto e queria tentar me convencer. Fui para o Granny’s e Mary Margaret estava lá sentada tomando um café e lendo uma revista. Sentei ao lado dela.
— Atrapalho? – Falei sorrindo. E ela me olhou.
— Oi Emma, claro que não. Como foi o almoço com o Henry? Ele estava muito animado na escola. – Novamente senti o cheiro de flor de cerejeira, aquilo era tão familiar.
— Foi ótimo, ele é um menino de ouro. Só vim me despedir e estou seguindo viagem, preciso voltar para casa.
— Você já vai? Pensei que fosse ficar mais tempo conosco. – Ela falou com o mesmo olhar que Henry tinha demonstrado quando eu falei que estava de partida.
— Realmente tenho que ir. – Falei torcendo a boca para o lado. – Mary Margaret, quando você deu o livro ao Henry você falou que era algum personagem?
— Não... – Ela sorriu. – Mas ele diz que eu sou a Branca de Neve. Mas a Branca tem um príncipe e eu não tenho ninguém. – Ela deu um gole no café. – E você quem é? – Novamente fomos interrompidas.
— Emma! – Uma voz grossa chamou meu nome. – Fiquei sabendo que você está indo embora. É verdade? – Era o Xerife David.
— Sim, estou indo agora mesmo. Só vim me despedir. – Falei para ele, mas ele parecia não me ouvir. Os seus olhos estavam fixados em Mary Margaret, que também tinha os olhos fixados nos dele. Aquilo parecia cena dos filmes românticos que há muito tempo eu não assistia, os olhos deles de repente se encheram com um brilho tão intenso e aquele olhar vazio parecia preenchido agora. – Vocês já se conhecem? – Perguntei intrigada.
— Não. – Eles responderam simultaneamente e riram juntos também.
— Xerife David, essa é Mary Margaret. Mary Margaret, esse é o David, xerife da cidade. – Eles apertaram as mãos e seguraram por alguns segundos. Eu já estava constrangida com aquela situação. Mas aquilo me fez lembrar do que o Henry tinha me falado, Branca e Encantado, seria engraçado se isso fosse verdade. Só não seria mais engraçado porque eles seriam meus pais. – Xerife, porque você não senta e faz companhia a Mary? Eu tenho que ir agora, eu não quero viajar tarde. — Minhas palavras fizeram os dois me olhar.
— Emma, porque você não deixa para viajar amanhã cedo. É melhor do que viajar à noite. – O xerife falou preocupado.
— Não queria adiar mais um dia, além disso, a pousada da vovó fechou e eu não teria onde ficar.
— Fiquei sabendo do ocorrido. – Os dois falaram simultaneamente novamente. E riram da situação.
— Se esse é o problema, aceite o contive de dormir na minha casa. Mary Margaret falou com um sorriso.
— Não Mary, não quero incomodar.
— Não será um incomodo. Será um prazer tê-la como hospede. E assim poderemos ter um pouco mais de tempo para você saber como está o Henry. – Ela falou tentando me convencer.
Depois de muitas tentativas de Mary Margaret e David de me convencer, eu aceitei viajar no outro dia bem cedo. Já estava realmente ficando tarde e apesar da lua cheia está linda e iluminando o céu a estrada não era uma das melhores. Ficamos até tarde conversando no Granny’s e os olhares entre David e Mary Margaret eram constantes, eles pareciam se conhecer de outras vidas.
Eu e Mary fomos para casa dela e David ia fazer sua ronda e depois para o seu plantão na delegacia. Chegamos à casa de Mary e aquele lugar parecia ser tão aconchegante, era pequeno, simples e aconchegante. Conversamos muito, principalmente sobre os olhares do David para ela, ela ficava envergonhada sempre que eu falava algo relacionado. Acredito que essa noite serviu para que nós criássemos um laço de amizade. Ela dormiu e eu fiquei com meus pensamentos, que eram bem óbvios. Por mais que eu conversasse, me distraísse a Regina tomava conta de tudo em mim e tudo que eu fazia era imaginar o que ela estava fazendo agora, pois tudo que eu queria era que ela estivesse comigo.
Notas finais
Eai?? O que acharam??
É a Emma ficou na casa da Mary Margaret, bem clichê do seriado, mas eu acho necessário elas duas ter um contato. Bem... Emma vai viajar ao amanhecer, mas a noite é uma criança e muita coisa pode acontecer.
:D
COMENTEEEE, POR FAVOR!! ♥
SwanQueen ♥
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