Em Busca Do Amor Da Lua
13 Quando o destino conspira e o amor domina!!!
Notas iniciais
Estava próximo do pôr do sol quando Isa decidiu ir para casa sob os protestos de Mú, que queria ficar de olho na guerreira por causa dos episódios de desmaios.
__ Eu vou para minha casa. Não quero mais te atrapalhar com suas responsabilidades, sem falar que preciso pensar um pouco sobre essas lembranças que estou tendo. Preciso me concentrar para tentar obter alguma resposta.
De tanto insistir, Isa conseguiu deixar para trás um dourado um pouco menos preocupado. Havia no entanto, um motivo forte para isso. Parte da visão de mais cedo que ela não contara para ninguém!!!
Ela jamais contaria naquele momento os detalhes que havia visto até ter certeza de tudo.
Isa estava deitada tentando tirar tantos pensamentos tristes e lembranças que não faziam tanto sentido, quando Shina chegou para averiguar a situação da amiga.
__ E como está Isa?
__ Bem!!! Precisando apenas parar com esses desmaios. – Sorriu para a amiga. – Sei que alguém te mandou aqui para verificar, né?
__ Não o culpe! Eu viria aqui de qualquer jeito mesmo.
__ Entendo! Eu vou tentar descansar um pouco para amanhã! Não vou treinar com você, Shina. Fique livre para treinar com outra pessoa. – Isa tentava transparecer calma.
__ Por quê?
__ Apenas quero ter certeza que não vou desmaiar amanhã, por isso vou ficar em casa!!! Se alguém perguntar, diga que estou descansando e não precisam se preocupar.
__ Pode deixar que direi a ele, se bem que não acredito que vá se contentar com isso.
__ Boa noite, Shina!
__ Sim, uma boa noite para nós, Isa.
A lunar voltou à cama sem conseguir conciliar o sono. Foi assim até de madrugada. Não podia acreditar que alguma daquelas imagens que vinha nas visões fosse real.
Pela manhã, levantou-se e foi caminhar pela mata ao redor do santuário. Queria se afastar de tudo e de todos para entender o porquê daquelas imagens mexerem tanto como se fossem partes dela.
Estava agora sentada no descampado do morro observando o lago que Mú havia lhe mostrado.
Foi nesse momento entre lembranças do banho no lago que novamente as visões do casal desconhecido para ela surgiram. Agora mas nítidos do que antes. Eles estavam juntos, como um casal feliz. A mulher tinha cabelos claros e olhos prateados. O homem de cabelos loiros quase se confundia nas vestes douradas. Seus olhos verdes pareciam esmeraldas lapidadas.
Eles se acariciavam com uma ternura incomum. A cena mudou rapidamente, e agora a mulher discutia com uma outra mulher de cabelos negros e roupas de couro. Portava arco e flecha, e os olhos ficavam vermelhos, inflamados de ódio.
Outra vez, a cena mudou, e a mulher prateada conta uma grande notícia ao homem dourado que a beija e beija seu ventre. No último instante, Isa vê novamente um detalhe vividamente que a faz ficar horrorizada pela possibilidade que se confirmava.
Temendo por tudo que poderia estar por trás daquelas lembranças, Isa toma uma decisão. Ficaria um pouco distante de seu amor, até entender um pouco, ou enquanto pudesse se manter distante dele. Dessa vez, a inconsciência não veio, e ao final da tarde Isa voltou a sua casa, onde encontrou debaixo da porta um recado de Mú.
Obviamente estava preocupado, mas dizia que a amava e que precisava ter certeza que estava bem. Isa sorriu pensando na preocupação, mas as visões deste dia a trouxeram para uma realidade dolorosa. Não podia pensar em nada a não ser descobrir a verdade por trás de si mesma.
Por duas semanas apenas se comunicava com Mú por telepatia, apenas certificando que estava bem. Tentou pesquisar mais sobre a deusa Selene, tentando saber um pouco da história da deusa. Muitos mitos, diversas decepções amorosas e por fim seu desaparecimento dos relatos. Era sempre esse desfecho. A deusa preferia estar entre os humanos que entre os deuses. Mas o Olimpo nunca aceitava isso. Foi repudiada, perseguida e viu muitos dos seus amores serem arrancados dela. E então por gerações desaparecia. Depois surgia novamente, enamorada de algum humano e a história se repetiu. Cansada disso, surgiu em forma humana se ocultando de todos os deuses, mas nada havia sido relatado desde então.
Com muita saudade e cansado desse isolamento da amada, Mú resolveu espera-la em casa, por mais que demorasse. Queria muito que ela fosse para sua casa, havia preparado um jantar especial.
Era quase cinco horas da tarde quando Isa surgiu na trilha da mata, absolta em pensamentos que nem percebeu sua ilustre visita.
__ Olá, anjo! Pensei que fosse uma miragem. – Mú a puxou para um beijo terno. – Quanta saudade desse cheiro, desse sabor... — outro beijo não tão terno, mas muito apaixonado, tentando saciar do desejo acumulado.
__ Oi!!! Desculpa por não ter ido te ver. Apenas preocupada com essa visita de Ártemis.
__ Não precisa se desculpar. Mas hoje você não me escapa. Você é minha convida especial para um jantar. E nem tente dizer não. Ficarei aguardando você se arrumar.
Isa ficou boquiaberta com o convite. Não haveria desculpa para fugir. Nem ela queria isso. Só ela sabia como havia sido difícil se manter longe por esses dias.
__ Tudo bem! Entre, pode ficar a vontade. Vou tomar um banho e me arrumar. Logo eu volto. – Isa deu um selinho e foi para o quarto.
Meia hora depois, Isa estava pronta e simplesmente linda. Sem mais cerimônias, Mú os teleportou para a entrada da casa de Áries.
__ Aqui estamos senhorita. Vamos? – Ele estendeu a mão e Isa a segurou enquanto caminhavam até a sala.
Com uma mesa lindamente arrumada, Mú puxou uma das cadeiras para que Isa sentasse. Logo após serviu o jantar tão ricamente preparado.
__ Ravióli? – Isa falava admirada.
__ Uma certa amiga me ajudou. Ela me disse que você ama comida italiana.
__ Shina sua x9. – Isa pensava consigo. – Isso mesmo, acertou em cheio.
Com um vinho branco suave, Mú encheu as taças e serviu o prato colorido com os vegetais do molho.
Como de costume, comeram quietos, apenas apreciando os melhores prazeres do mundo. Deliciar uma ótima refeição na companhia de quem se ama.
Após retirarem as louças do jantar, Mú conduziu a lunar para o sofá onde ficaram a saciar um pouco do desejo latente com beijos e carícias.
__ Acho que sou a sobremesa, né? – Isa sorriu travessamente.
__ Com certeza. A melhor! – Mú não parava de beija-la.
Quando não tinha os lábios tomados pelo dourado, sentia os beijos correndo pelo pescoço até o colo. Sem perceber, suas mãos começaram a correr pelo corpo do dourado, desabotoando a camisa. Tocou sofridamente a pele clara como se a saudade pudesse acabar só com esse gesto.
Num movimento único, sentiu o corpo ser erguido e carregado pelo dourado até o quarto. Se assustou ao perceber como o lugar estava arrumado romanticamente. Havia velas e flores em vários pontos. A luz fraca lançava um ar de mistério e erotismo no quarto. Lençóis perfumados e arrumados elegantemente denunciavam um preparo prévio para o que mais a lunar desejava naquele instante.
__ Preparei tudo especialmente para você, meu anjo. Esses dias tem sido uma tortura. Quero que seja minha, apenas minha. – Mú colocou a lunar sobre a cama enquanto tomava seus lábios numa súplica sensual.
Sentindo todo o seu controle se esvair, Isa se entregou ao prazer quente das carícias. Logo seu vestido já estava fazendo companhia à camisa de Mú em algum lugar do quarto.
O dourado por sua vez dava toda atenção aos seios da lunar que gemia manhosamente, fazendo o desejo do cavaleiro se tornar mais intenso e visível. Rapidamente as carícias desceram dos seios para o sexo da lunar que se encontrava úmido e latejante.
Controlando o desejo arrebatador que percorria seu corpo, o dourado passou a sugar o ponto de prazer da lunar que se contorcia desesperadamente por alívio.
Sem demorar, a lunar gemeu alto se entregando ao prazer máximo, esvaindo em calor e desejo. Satisfeito com o prazer que levou a lunar, Mú se desfez do resto da roupa que vestia. Contemplou o corpo nu da lunar com grande luxúria, desconhecida por ele.
Cobriu o corpo dela com o seu e voltou a beijar cada pedacinho da pele da lunar como se o venerasse. Ao sentir o toque do corpo do dourado, Isa ficou tensa, confusa. Havia um misto de querer e de temor pelo o que nunca havia sentido.
Mas o desejo se sobrepôs ao medo, e decidiu que se entregaria, não só de corpo, mas de espírito. Principalmente agora que sabia da ligação eterna que tinham.
__Confia em mim? – Mú sussurrou no ouvido da lunar.
__ Sim, confio!!! – A lunar sussurrou recebendo um beijo em seguida.
Tentando relaxar a lunar, o dourado traçou um caminho de beijos que iam dos lábios até a parte interna das coxas da guerreira. Afastou as pernas da mesma e se posicionou entre elas. Massageando as pernas de Isa, Mú fitou-a e deu uma ordem.
__ Relaxe meu anjo. Apenas relaxe.
Com o aceno da lunar, o dourado se direcionou a entrada úmida da guerreira e começou lentamente a entrar naquele corpo quente e luxuriante. Sabia que teria que ser lento visto a pureza daquela que amava. Não era um homem de orgulho, mas tinha conhecimento de sua própria dimensão e de como seria difícil penetrar o corpo de uma virgem.
Enquanto empurrava o seu membro no sexo da lunar, sentiu-a se tensionando e fazendo expressão de dor. Se paralisou no mesmo local. Passou a acariciar e beijar a pequena debaixo de si.
Sentiu- a relaxar dando o sinal para que pudesse continuar sua desejosa invasão. Novamente percebeu-a se encolher, e com paciência controlou seu desejo de senti-la por completo. Sussurrava elogios e se desfazia em carícias. Finalmente a lunar relaxou, e num momento mais conseguiu romper a última barreira que o impedia de tê-la por completa, preenchendo vigorosamente.
O gemido de dor que ecoou de Isa foi abafado pelo beijo do dourado, que tentava amenizar a dor do momento. Ao perceber o relaxamento do corpo de Isa, Mú voltou a se movimentar e passou a ouvir gemidos, não de dor, mas intenso prazer e satisfação.
Agora podia senti-la por completo como há muito desejava, e havia sido melhor, muitas vezes melhor do que sonhará desde o momento que a conhecera no templo de Athena em sua apresentação. Tinha que confessar a si mesmo que a lunar havia despertado seu lado mais pervertido assim como seu lado mais apaixonado. Era como se a vida toda tivesse esperado apenas por ela.
Era um amante paciente, mas por vezes aumentava o ritmo dando exatamente o que a amada desejava no momento. Com os corpos já molhados de tanto se amarem, o dourado conduziu a lunar para seu último clímax, recebendo seu merecido gozo.
Com a respiração voltando ao normal, Mú deitou-se na cama trazendo a lunar para seus braços. E assim adormeceram envolvidos em sorrisos tímidos e cheios de significados, enquanto se acariciavam num gesto de puro amor.
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