Em Busca Do Amor Da Lua
14 A Paz Antes da Tempestade
Notas iniciais
Ainda pela madrugada, se amaram apaixonadamente como se fosse seu único momento. Pela manhã, Isa se levantou e enrolou-se no lençol. Abriu a janela do quarto que dava acesso ao jardim de inverno muito bem cultivado. Ficou observando aquele pequeno pedaço de beleza natural enquanto os seus próprios pensamentos vagavam pelas cenas da noite anterior. Foi nesse momento de distração que sentiu os lábios do dourado descer pelo pescoço e percorrerem suas costas nuas.
Enquanto a acariciava com beijos, Mú passou a excitar a lunar tocando seus seios escondidos no lençol. Gemendo languidamente, Isa não pensava mais em anda além da sensação que cada toque causava. Com jeito, Mú foi retirando o lençol envolto na lunar, trilhando beijos pela extensão que ia descobrindo.
Se apoiando na janela, Isa sentiu sua cintura ser abraçada pelo dourado que procurava pela sua intimidade úmida, excitando-a mais. Entregue nas mãos habilidosas do dourado, Isa sentiu novamente a invasão do membro rígido. Mais uma vez seu corpo foi tomado pelo desejo e levado ao último prazer com os movimentos de Mú, que tão decidido conduzia a lunar ao clímax, assim como alcançava o seu próprio prazer.
Trêmulos após uma seção de sexo matinal, o dourado carregou a lunar até sua cama e ali ficaram aconchegados e novamente dormiram.
Pela metade da manhã, o dourado despertou e preparou o café da manhã para os dois. Ainda entretido com o preparo da refeição, Mú viu Isa surgir na cozinha um pouco envergonhada. Tinha nas mãos um lençol enrolado.
__ Onde posso lavar isso? – Apontou para o tecido manchado.
__ Pode deixar que eu coloco para lavar. – Mú estava sério com o desconforto da lunar.
__ Não! Por favor, não me faça ficar mais constrangida do que estou. – Isa estava corada.
__ Por que isso te constrange? É apenas sinal de que você foi minha e só minha na noite passada. – Mú puxou a lunar para si. – Mas se insisti e vai te deixar mais relaxada, a lavanderia é ali. – Apontou para o cômodo.
Depois de um breve beijo, o dourado soltou a lunar para voltar a cuidar do café deles. Enquanto Isa caminhou até a lavanderia e por lá ficou alguns minutos.
Quando a lunar surgiu na cozinha, foi surpreendida pelo dourado que a tomou no colo e a sentou em cima da mesa, se encaixando entre as pernas da guerreira e tomando seus lábios num ritual sensual e prazeroso. Nada os lembraria de que não era sonho há não ser a necessidade de respirar, que quebrou o beijo apaixonado dos dois.
__ Acho que nosso café vai esfriar. Olha como você me deixou de novo, meu anjo. – Mú pressionou seu membro rígido no sexo da lunar.
__ Daqui a pouco não vou sair mais da tua cama. – Isa sorriu maliciosa.
__ Pode ser aqui na mesa ou na sala, eu não me importo. Quero apenas você. – Outro beijo se iniciou entre os dois. – Mas acho que você não deve estar aguentando, afinal, até ontem era a minha donzela. – Mú sorriu travesso.
__ Também! Preciso ir para casa, tenho treino à tarde, já que faltei ao da manhã.
__ Certo! Vamos tomar café e te acompanho até a sua casa.
__ Não é necessário. Você tem muitas coisas para fazer, eu sei disso.
__ Ok! Já entendi. Quer ficar sozinha! Tudo bem. Mas iremos falar com Athena amanhã às nove horas.
__ Sobre o que será essa conversa?
__ Não é bem uma conversa, e sim um informativo.
__ Como assim?
__ Devemos informar Athena sobre a existência do nosso relacionamento.
__ Como se ela não soubesse. – Isa falou o obvio.
__ Então ela já sabe? – Mú pareceu culpado.
__ Oficialmente, não. Mas quando conversei com ela, assim que identificaram o cosmo de Ártemis, me disse que você era uma pessoa especial e que aprovava. Que estava feliz por nos ver aproveitando a vida.
__ Demos tanta pista assim? – Mú estava sério.
__ Para mim, Athena sempre sabe mais do que suspeitamos.
__ Então temos que conversar com ela amanhã mesmo. A audiência particular já está marcada com a deusa.
Isa apenas assentiu enquanto tomava seu café. Comeram felizes, trocando olhares cumplices e apaixonados. Ao final da refeição, se despediram com dificuldade.
__ Estarei aqui pela manhã. Até amanhã, meu cavaleiro. – Isa deu um beijo tímido que foi intensificado pelo dourado.
__ É para aguentar até amanhã sem te ver, sem te beijar, sem te tocar. – Mú falava entre cada beijo.
__ Já entendi. Agora eu vou embora, se não eu não sairei mais daqui.
Isa desceu as escadarias em direção a sua casa na vila das amazonas. E enquanto era possível, foi acompanhada pelo olhar protetor do dourado.
Durante a tarde, Isa entendeu que era mais fácil vencer Shina num combate do que fazê-la desistir do questionário sobre a noite passada. Mil vezes ter que enfrentar Ártemis do que passar pelas perguntas, digam-se afirmativas, da amazona.
__ Como estava o dourado... ops, o ravióli? – Shina gargalhou da expressão espantada da lunar.
__ Do que você está falando? – Isa tentou fazer de conta que não entendia, falhando miseravelmente.
__ Meu bem, eu entendo de homens, pois convivo com muitos. E entendi de cara a intenção do ariano. E ele apenas confirmou descaradamente. E pelo seu sorriso radiante de agora a pouco e essa pele viçosa, foi melhor do que eu poderia imaginar.
Vendo que não teria escapatória, Isa apenas sorriu confirmando as afirmações da amiga guerreira.
__ Como posso explicar? É tudo de bom e mais um pouco. Teve tanta paciência comigo, que me entreguei sem dúvidas e sem culpa. Em resumo, é um amante em todos os sentidos.
__ Quem diria? O ariano quieto e sossegado. Estou feliz por vocês. E quando vão se assumir publicamente?
__ Amanhã iremos conversar com Athena oficialmente. – Isa sorriu timidamente. – Agora vamos treinar que não quero ser peso morto para ninguém.
__ Certo! Vamos! Mas depois quero todo resumo da ópera, viu.
As guerreiras começaram seu embate enquanto eram observadas por alguns dourados acostumados a vê-las em combate.
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