Em Busca Do Amor Da Lua
42 Lunares x Satélites
Notas iniciais
O grupo de Isa seguia com as lunares na guarda e retaguarda. Mas a própria Selene queria estar a frente de todos, indo mais rápido possível ao encontro de seu bebê e acabando de vez com aquela maldita deusa mal amada.
Mú caminhava ao lado de Isa, mas sentia que toda a bondade reinante nela agora havia desaparecido. Ela era quase a figura da vingança.
***
Nila atacava a lunar com um golpe fortíssimo. O golpe Ondas do Eclipse Lunar formava uma grande rede de ondas de luz e som que destruíam tudo o que alcançassem.
Atalanta tentou resistir com sua armadura revestida pela pele do javali, mas foi arremessado contra uma pilastra que se desfez em pó ao receber o impacto. Atalanta cuspiu uma grande quantidade de fluído. Um dos braços estava pendurado, mostrando se quebrado.
__ Veja só, garota. Não somos fantoches, somos guerreiras de fato. Agora saia da minha frente. – Nila olhava a satélite caída enquanto passava pela mesma.
De repente Nila se sentiu presa ao chão e uma ardência irradiou por seu ombro.
__ Adoro caçar animais grandes. Você será meu maior prêmio, lunar. – Atalanta se levantava enquanto Nila sentia muita dor. – Essa flecha carrega veneno suficiente para abater um urso. Não sobreviverá.
Nila olhava perplexa a flecha cravada no ombro. Uma leve tontura fez a guerreira se ajoelhar e urrar.
__ Sua imbecil!!! – Nila segurava a flecha quebrando a ponta e puxando a parte das penas, arrancando-a definitivamente. – Nunca te falaram como o poder da deusa Selene atua, né.
Atalanta assistia todo o sofrimento da lunar ainda em silêncio. Não acreditava na ação de Nila. Tentando se levantar, Nila fitou a guerreira.
__ Sabe menina, a força do eclipse pode ser usada para destruir, e também para a restauração. – Nila sorriu e em seguida gemeu de dor. – Agora que estou machucada, não vou economizar para te destruir, coisinha.
A lunar ergueu as mãos com dificuldade. Concentrou sua energia num ponto entre as palmas e sussurrou.
__ Destruição eclíptica! – a energia avançou sobre a satélite que tentou se proteger com sua própria energia em forma de escudo.
A energia da lunar que era branca foi se intensificando sobre a satélite. Quando a cor passou para o negro, a satélite foi arremessada para o alto numa explosão.
Seu corpo posou no solo todo machucado e sem vida.
Voltando a se ajoelhar, Nila sorriu sarcástica.
__ Um dia é da caça. Esse definitivamente foi meu dia. – Ela pôs a mão sobre o ombro machucado. – Restauração eclíptica.
Com a energia que havia reservado, Nila conseguiu fechar o ferimento e purificar seu sangue. Sem mais forças, ela sentou-se de forma desajeitada encostando num pilar quebrado do templo. Seus olhos se fecharam para se restabelecer.
***
Por detrás de uma coluna, Dafne surgiu se apresentando ao grupo.
__ Bem-vindos ao templo de Ártemis, mortais. – Ela sorriu maldosamente. – Espero que sua estadia seja rápida e dolorosa.
Num salto ela tentou atacar Selene, e no mesmo instante foi repelida por Miro que esperava há muito uma chance de vingar daquela satélite.
__ Que coisa feia. Nem nos convida para a festa, Dafne. Esqueceu os bons modos? – Miro a fitou com olhar assassino. – Pode deixar que vou lhe ensinar como se comportar diante de deusas.
Miro então ataca com sua primeira agulha que passe a milímetros do rosto da satélite. Enquanto ela estava distraída, Ariana guiou o grupo adiante.
__ Livrando os amiguinhos, escorpião? Pena que será por pouco tempo. – Dafne avançou sobre o dourado, que desviou com dificuldade.
__ Ainda temos um acerto de contas, sua vadia. — Escorpião lançou um golpe em direção da guerreira.
Dafne sorriu debochada.
__ De fato. Você vai pagar por ter matado a Arethusa. Ilusão da Princesa. – Lançou o golpe contra o dourado.
Ao mesmo tempo que Miro emitia seu Restrição. Ambos lançaram e recebera os golpes.
Dafne agora estava imóvel, tendo até mesmo sua energia bloqueada. Miro havia caído no chão envolvido em doces e perigosos sonhos.
__ Veremos quanto tempo conseguirá me manter assim, cavaleiro idiota. – Murmurou Dafne.
Enquanto isso no mundo de seu inconsciente...
“O dourado se via bem vestido enquanto caminhava em direção a bela companhia de cabelos esverdeados e corpo esguio. Um sorriso malicioso correu ao vislumbrar as curvas que se convertiam na linda expressão de Shina.
__ Shininha, minha delícia. – Ele a abraçou pelas costas depositando um beijo no pescoço claro da amazona.
__ Miro seu atrevido. – Shina sorriu levemente.
Miro descia suas mãos acariciando firme o corpo da amazona que estava coberto por um vestido justo de malha negra.
Num movimento rápido, o dourado virou a amazona para si, tomando os lábios rosados num beijo lascivo. Para respirar, Miro se afastou e passou a dar mordidinhas pelo pescoço e colo. Shina emaranhava suas mãos nos cabelos longos de seu amante numa suplica poderosa.
Aquele momento perdurava perfeito. Miro poderia ficar ali para sempre. Era perfeito. Shina estava entregue. Sem medos, sem dificuldades. Era ele e sua amada.
Era ele e Shina. Ele e Shina...
De repente a amazona a sua frente o afastou e acariciou um lado das faces do escorpião.
__ Eu sei que você poderia ficar o resto da vida assim, mas prometi que te acompanharia nessa batalha, e não posso deixa-lo aqui. – Shina falava enérgica. – Você tem que lutar. Você tem que resistir. Lute contra essa ilusão, Mirooo. – A imagem de Shina desaparecia, assim como todas imagens em seu entorno.
O escorpião despertou.”
Miro abriu lentamente os olhos, acostumando-se com a luz. Levantou-se rapidamente vigiando todas as direções, até que viu a satélite ainda paralisada e com expressão de susto e confusão.
__ Como conseguiu. Você não tinha como voltar. – Dafne respirava pesadamente. – Como?
Escorpião começava a compreender aquele sonho, visão. Não sabia o que era, mas sabia que de alguma forma Shina estava lhe ajudando com seu cosmo quente.
__ Digamos que minha rainha nunca me abandona. Sempre me guia com seu cosmo. – Miro deu um sorriso de lado. – Agora é minha vez. Vou ser bem rápido. Agulha escarlate.
Vários raios atingiram a satélite paralisada e confusa. Um urro de dor ecoou pelo local.
__ Vou ser clemente com você, apesar de não merecer. Morra! Agulha Antares! – Milo disparou a última e fulminante agulha.
Naquele instante ele liberou a restrição e a satélite caiu sem vida.
Mirou olhou em direção a constelação de Ofiúco e sorriu.
__ Obrigada Shina.
No mesmo instante ele seguiu o caminho que os amigos haviam seguido antes.
***
Naquele instante o grupo de Isa entrava na sala do trono do templo.
Artémis estava sentada usando sua proteção de caçadora e um sorriso diabólico. Ao lado estava Ifigênia envolvendo o berço com uma energia negra.
Mú e Isa paralisaram assustados com a possibilidade de Valentim estar machucado.
__ Finalmente nos vemos de novo, Selene. – Artémis levantou-se andando lentamente.
__ Onde está Valentim? – Isa estava completamente transtornada.
__ Não se preocupe sua traidora. Essa coisinha está bem. – Ela sorriu. – Não por mim, mas ele é forte.
Isa avançou em direção ao berço do pequeno, mas é interceptada por Calisto.
__ Um momento Selene. – Artémis caminhou até próximo de Isa. – Valentim só será entregue se você me derrotar.
Selene se posicionou para o ataque.
__ Calisto, cuide dos demais. – Naquele instante a satélite disparou seu golpe acertando três satélites.
As lunares foram envolvidas e desapareceram em meio ao golpe. Apenas Ariana e Mú conseguiram escapar do golpe.
__ Ifigênia, cuide do cavaleiro. – Calisto fitava Ariana. – Essa daqui é minha caça.
Ifigênia atacou Mú, deixando a barreira negra em torno de Valentim. O dourado conseguiu desviar do ataque com dificuldade. A guerreira desapareceu na sombra, reaparecendo atrás de Mú.
__ Sabe, odeio pais! Então morra! – Ifigênia saltou jogando seu golpe. – Perdição Sombria.
O golpe deixava o oponente cego e desorientado.
A satélite surgiu próximo ao cavaleiro.
__ Tempestade negra. – Uma descarga de energia envolveu o dourado que gritou dolorosamente.
Enquanto isso, Selene ouviu os gritos de Mú sem poder se atentar, já que Artémis a atacava sem pausa.
“ __ Não se desconcentre, minha deusa. – era Mú que tentava acalmar Isa.”
Naquele momento o dourado se levantava do chão aonde havia caído após o golpe.
“ __ Eu preciso enxergar pelo cosmo. _ pensou Mú.”
Mais um golpe acertou em cheio o dourado, que foi jogado contra a parede.
Machucado, Mú tentou se levantar novamente enquanto começava a visualizar uma imagem do cenário muito ruim.
Um zunido e outro golpe. Dessa vez Mú foi atingindo no braço.
Havia conseguido desviar do golpe.
Outro ataque e...
__ Muralha de Cristal. – Mú desferiu seu golpe.
O golpe devolveu a energia da guerreira na mesma intensidade. Ifigênia desviou com facilidade, apesar de não esperar tal ataque.
Se concentrando, Mú conseguiu perceber tardiamente o golpe da satélite que o atingiu pelas costas.
Com seu corpo sangrando e muito fraco, Mú concentrou e elevou seu cosmo a tempo de ver o golpe da satélite se aproximar.
__ Muralha de Cristal. – Mú se mantinha em pé com dificuldade. – Extinção estelar.
Ao tempo do golpe ser refletido pela muralha, Mú lançou seu golpe junto, aumentando a potência que atingiu Ifigênia em cheio a esmagando contra a larga parede de pedra do templo.
Sem mais força, Mú ajoelhou-se até cair inconsciente. Seu sangue ainda não havia estancado.
***
Ariana travou no lugar quando sentiu o cosmo de Mú se elevar ao extremo e desaparecer. Calisto havia levado a batalha para a entrada do templo. De onde estava não conseguia ver em meio a nuvem de poeira que havia levantado na direção do dourado.
__ Não se preocupe. Em breve você estará novamente como seus amigos, lá no Hades. – Calisto uniu suas mãos e gritou. – Ondas da Ninfa.
A lunar tentou desviar, mas recebeu parte do golpe em seu peito sendo arremessada no pátio do templo.
Calisto a alcançou com um sorriso maldoso, e desferindo outro golpe na lunar.
__ Rugido da Ursa. – Uma força imensa convertida de sua energia se dividiu virando muitos golpes com sons de rugido.
Ariana foi acertada novamente, quebrando seu braço que caiu ao seu lado.
__ Pensei que tivesse se tornado lunar para ser forte. Para não cair nas garras dos homens, mas pelo que vejo parece tão fraca como quando seu noivo a trocou por outra. – Calisto gargalhou debochada.
Ariana se levantou novamente. Aquela lembrança era dolorosa, mas nem tanto. Alguém havia a ajudado a lidar com essa raiva toda.
__ Você não vai me desestabilizar, Calisto. Aprendi a perdoar e continuar a viver. – Eclipse mortal! – Ariana lançou seu golpe com o braço são.
Uma energia vermelha e forte golpeou a face de Calisto que foi lançado para o ar.
__ Veremos quem é fraca. – Ariana estava em pé novamente e pronta para derrotar a satélite.
Fale com o autor