Em Busca Da Verdade
3 Capítulo 2
Depois que almocei pedi uma informação à garçonete que me atendeu se ela sabia onde era o endereço que minha tia me deu da irmã de minha mãe.
— Não fica longe daqui. Você irá pegar essa mesma estrada e segue reto, quando chegar perto de uma pequena mercearia entre pela direita dali você estará no centro de Califórnia. – Disse ela.
— Obrigada. – Agradeci e paguei pela refeição deixando uma gorjeta pelo bom atendimento.
Deixei o local. Aproveitando que ali mesmo tinha uma farmácia entrei e comprei um remédio para dor de cabeça.
Horas depois...
Disfarçada com os cabelos pretos eu mesma me surpreendi. Eu estava diferente. Realçou os meus olhos gostei dessa cor. Sei lá não estou parecendo uma patricinha.
Seguindo o meu caminho não demorou muito eu cheguei no centro de Califórnia como a garçonete tinha me falado.
Olhei mais uma vez o papel com endereço da rua onde minha tia mora.
— Rua Aberlado Muniz. Casa 204. – Falei para mim mesma entrando na rua indicada e comecei a procurar pelo número da casa. Passei por várias casas de vários andares, vi crianças brincando pela rua, vi um grupinho de rapazes caminhando entre zueiras e sorrisos e também vi um cachorro puxando a sua dona na calçada.
Me aproximei de uma casa de dois andares e olhei para o número e era essa a casa.
Finalmente havia chegado ao meu novo destino. Estacionei o carro um pouco mais a frente e fiquei mais um pouco no veículo.
Peguei uma foto minha com os meus pais no porta-luvas e fiquei observando aquela fotografia. Na foto dava para ver que eu era feliz com os meus pais, talvez se naquela ocasião que ocorreu aquilo tudo eu poderia ter estado junto com eles, mas também há essa hora estaria morta e esse assassino conseguiria o seu objetivo.
“Não sei ainda, mas acho que a pessoa que fez isso queria matar a todos não queria que sobrasse ninguém, mas isso não explica a Nana, ela desapareceu... Morta não está ou está? Não, isso não. Tenho certeza que ela está viva, porém não pode se comunicar.”
Sai de meus pensamentos e guardei a foto no porta-luvas, peguei minha pequena mala e saí do carro.
Subindo a varandinha da casa ouço vozes vindo de dentro da residência e conheci de imediato. Minha tia discutia com alguém.
— Embry vê-se cria juízo menino. Ainda bem que o seu pai não está vivo para ver essas coisas, porque eu tenho certeza que ele ficaria decepcionado com você. – Tia Sue diz com uma voz bem cansada.
— Mãe sou grandinho e sei me cuidar e a senhora tem toda razão, ele ficaria decepcionado... Mas o que eu posso fazer? Sou assim e não vou mudar. – Ouvi seus passos se aproximando até a porta como não tinha para onde correr fiquei ali mesmo.
Embry saiu e deu de cara comigo se espantou ao ver uma moça de mala diante da sua porta, mas se recompôs.
— Pois não posso ajudar? – Perguntou me reparando de cima a baixo. Deu para ver que ele não me reconheceu pelo seu olhar de pura confusão. Também eu o vi quando tinha 12 anos de idade.
— A Sue está? – Perguntei como não queria nada. Eu já sabia que minha tia se encontrava na casa.
— Sim minha mãe está. Quem deseja falar com ela?
Eu não sabia se dizia o meu nome ou não, porém achei que seria perigoso dizer, sendo que só minha tia sabia da minha vinda nessa casa.
— Sou Melissa, ela já está a minha espera. – Ele me olhou desconfiado por um momento como se não soubesse da minha vinda e depois falou.
— Entra irei chamá-la. – Ele disse abrindo a porta e dando passagem para me entrar na casa.
Dentro da residência fiquei a espera da minha tia que depois apareceu ao lado do Embry que fez questão de ficar para saber o que a minha presença representava ali naquele local.
Assim que falei meu nome ela não esboçou reação, mas quando relatei sobre uma ligação que recebeu há três dias, minha tia percebeu que era a sua sobrinha Katherine que estava ali e não uma desconhecida.
Minha tia pediu para o Embry sair dando uma desculpa qualquer e quando ficamos a sós, ela pode demonstrar o que estava sentindo.
— Aí minha sobrinha. Como você está? – Ela me abraçou forte e logo depois se afastou pegando em minhas mãos.
— Tia ainda tento entender o que aconteceu. – Disse triste segurando forte nas mãos dela e a encarando.
— A Lilian me contou tudo e eu não pude nem ir para lá estava resolvendo um pequeno problema com o Embry.
— O que aconteceu tia? Vejo que a senhora está cheias de orelha.
— A minha filha, não sei o que eu faço com esse rapaz. Nesses três dias ele me aprontou uma. – Me puxou para sentar-me junto com ela no sofá e continuou a falar. — Saiu com os amigos que eu não sei quem são e só voltou hoje de manhã. Ele ficou três dias fora de casa sem dá notícias. Eu não sei o que está acontecendo com esse garoto parece que ficou pior depois da morte do Harry.
— Calma tia se eu pudesse eu falaria com Embry, mas eu não posso me arriscar me revelar assim para ele tentarei arrumar outro jeito para que ele não faça mais isso.
— Ficarei muita agradecida a você minha filha. – Ela encerrou o assunto sobre o filho e começou a falar sobre a minha situação. — Então como a Lilian disse pelo telefone que você precisa de um lugar para ficar eu me disponibilizei a minha casa, porém você não poderá ficar aqui.
“Merda e agora? Minha tia não pode me acolher... Para onde eu vou?” – Pensei.
— Eu não sei dizer, mas acho que minha casa está sendo vigiada por policiais disfarçados. – Disse esfregando as mãos uma na outra. — Ontem pela manhã reparei um carro estranho que ficou o tempo todo parado aqui na frente de casa, porém acho que eles estão esperando uma oportunidade de me fazer uma visita.
— E agora tia o que eu vou fazer? – Perguntei um pouco aflita não tinha outro lugar para ir. A minha única salvação era a minha tia Sue.
— Não se preocupe querida. Você já tem um lugar para ficar onde ninguém desconfiará que você seja a Katherine. – Minha tia se levantou do sofá e fez sinal com a cabeça para que eu a acompanhasse. — Aqui nessa mesma rua tem uma casa que aluga quartos. A proprietária da residência é a Elena. Se quiser podemos ir até lá. – Estávamos indo para a cozinha.
— Toda ajuda é bem vinda e também, eu já me arrisquei demais preciso começar a minha investigação.
— Filha toma cuidado as pessoas que fizeram isso sabe que você não está presa e deve está a sua procura. – Sue olhava o ensopado de carne na panela que estava no fogo.
— Eu sei tia, mas antes que ele ou ela me ache serei eu que irei achá-lo e vingarei a morte dos meus pais. – Falei firme que minha tia simplesmente não disse nada.
— Katherine só tome cuidado procure fazer o que é certo. Sei que é doloroso perder alguém muito querido nas nossas vidas, porém não podemos se vingar e sim fazer justiça. – Ela tampou a panela e se virou para me encarar.
— Tia não consigo pensar em fazer justiça até que a própria justiça estão acusando a pessoa errada.
— Por isso mesmo que você tem que mostrar a eles que estavam errados.
Dava para ver que minha tia não entendia a minha dor mesmo sendo irmã da minha mãe.
Eu não quero justiça quero que eles paguem pelo que fizeram aos meus pais e que a Nana possa está viva.
Para não prolongar aquela conversa concordei com seu pedido.
— Você tem razão tia. A justiça verá que eles sempre estiveram errados. – E deu por encerrado aquele assunto.
(...)
Como não era muito longe da casa da minha tia chegamos rapidinho. Paramos em frente à casa que por sinal é bem bonita e grande parecia uma enorme república.
— Vamos Kathy. – Tia Sue disse me puxando em direção da casa.
— Tia é Melissa não pode esquecer esse nome estou disfarçada. – Sussurrei mostrando o meu melhor sorriso.
— Esqueci completamente disso “Melissa” – Ela deu ênfase no meu nome falso.
Paramos em frente à porta da casa e minha tia tocou a campainha. Aguardamos e nada de alguém vim atender. Tia Sue tocou umas duas vezes e nada, porém quando eu resolvi tocar a quarta vez ouvimos alguém gritar dizendo que já viria nos atender.
Assim que a porta foi aberta uma moça que aparenta ter a minha idade ou menos falou.
— Olá. Posso ajudar? – Pareceu que quando ela viu que era a minha tia as suas formulações mudou. — Er... Oi Sra. Sue. – A garota que está escorada na porta tem a minha altura é mais escura um pouco do que eu e o seus cabelos são cumpridos e castanhos aparenta ser uma boa pessoa.
— Oi Elena. Estou procurando um quarto para a minha prima. Será que você tem um disponível para ela? – Disse minha tia.
Nisso a tal Elena me olhou estranho parecendo que estava me conhecendo de algum lugar até tombou um pouco a cabeça... Minha tia e eu percebemos o seu olhar e ficamos um pouco apreensivas.
— Sim tenho sim Sra. Sue. – Concordou e depois sorriu.
Disfarçadamente suspirei aliviada olhando para o meu lado esquerdo já que a minha tia estava do meu lado direito.
— No momento temos dois quartos vagos. — Disse formalmente. — Entre, por favor. — Deu passagem para nós duas entrar. – Me desculpe nem me apresentei me chamo Elena. — Estendeu a mão na minha direção para me cumprimentar. Como não sou mal educada fiz o mesmo.
— Melissa, mas pode me chamar de... Mel. – Menti na cara dura.
Nós duas sorrimos.
Depois que apertamos as nossas mãos, ela pediu para que nós sentássemos e assim fizemos.
— Então como eu falei tem vaga. Sabe aqui só tem garotas, a maioria são minhas amigas e outras são de fora. Resolvi alugar quartos por causa de meus pais, eles foram morar em outro país e pra não ficar sozinha resolvi fazer uma república. Além do mais dá uma graninha. — Gargalhou do nada que eu acho que essa garota só pode ser louca.
Parece que minha tia já estava acostumada com esse jeito da Elena, a única coisa que ela fez foi só sorrir. Só quero um canto para ficar e ela me conta tudo da sua vida.
— Mel está fugindo de alguém? — Olhei para ela incrédula que minha tia resolveu intervir, mas ela não a deixou falar. – Aposto que está fugindo do seu pai. – Ela disse sorrindo.
— Er... Não só estou... – Estava toda desconcertada para respondê-la.
— Não ligue para ela, é doida mesmo. Sou Rosálie. — Do nada uma loira apareceu falando mal da Elena devia ser uma de suas amigas. Ela falou com minha tia que a correspondeu parece que tia Sue a conhecia também.
— Rose essa é a Mel, ela irá morar conosco. – Estava feliz não precisava me preocupar com o lugar para morar, isso eu já tinha conseguido graças a minha tia.
— Então Elena ela poderá morar com vocês por um tempo?
— Sim gostei da Mel e tenho certeza que ela vai gostar daqui. – Elena respondeu minha tia que assentiu e se levantou e eu a acompanhei.
— Então querida está bom para você?
— Sim e agradeço muito por me ajudar. – Percebi que Elena e Rosálie trocaram olhares confusos não entendendo nada do que fazíamos.
— Bom não tem nada que agradecer agora eu tenho que ir. Qualquer coisa é só me ligar está bem?
— Pode deixar que ligarei sim. – Minha tia me deu um abraço e um beijo no rosto e eu a correspondi.
— Tchau meninas até logo.
— Eu acompanho a Sra. Sue. – Rosálie disse e saiu com a minha tia da casa.
(...)
Elena me mostrou o quarto que eu iria ficar e depois me explicou as normas da casa. Enquanto ela fazia isso me perguntou da onde que estava vindo e eu inventei que vim de Colorado a procura de um emprego e que também resolvi se mudar para outra cidade por motivos pessoais de família que bem lá no fundo era verdade.
Ela falou um pouco dela e de seus pais e como começou a ideia de transformar a casa numa república.
Como as minhas coisas estavam na casa da minha tia e o carro também decidi ir buscá-los logo. Eu estava louca por um banho para relaxar o corpo e também precisava pensar um pouco.
Em frente à república eu fechava o porta-malas do carro, pois tinha pegado um casaco de couro que a Rachel me deu.
Por um instante eu não sei dizer senti que estava sendo vigiada por alguém, olhei para o local onde senti o desconforto, mas não vi nada só algumas crianças brincando de futebol na rua.
— Acho que estou ficando pirada só pode! – Falei rindo de mim mesma com a pequena mala e o casaco na mão, logo em seguida entrei na casa.
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