Em Busca Da Verdade
4 Capítulo 3
21:00 da noite...
Na cozinha bebendo um copo de água, Elena apareceu arrumada para sair. Ela até me convidou para uma festa que ia ter na casa do amigo dela, mas como não estava no clima para diversão e também muito exausta da viajem recusei o convite dizendo à ela que na próxima eu iria com todo prazer.
Mesmo numa situação desagradável que estou passando até que gostei das inquilinas que moram aqui, elas são simpáticas e legais.
Assim que me instalei chegou mais uma procurando um lugar para ficar e como a Elena falou que só tinha dois quartos e um deles era o meu só sobrou um que fica de frente para o meu.
Bom essa nova inquilina teve sorte e ficou com o quarto. Na primeira vez que vi essa moça achei ela um pouco estranha.
Essa nova hospede era branca como eu, seus cabelos são cumpridos e pretos os olhos azuis como o mar e parece conseguir o que quer e quando quer.
Ela é um pouco mais alta do que eu e tem uma coisa nela que me intriga, porém ainda não sei dizer o que é.
Deixando essa garota de lado praticamente fiquei sozinha na casa. Todas elas saíram para se divertir ou trabalhar como essa nova hospede, por isso que ela está morando aqui para ficar perto do trabalho.
Desci as escadas e fui à cozinha preparar algo para comer. Enquanto comia um sanduíche ouvi passos no andar de cima. A primeira coisa que fiz foi me levantar da cadeira em alerta. Eu não sabia o que pensar muitas coisas passavam pela minha mente e na mesma hora lembrei-me dos meus queridos pais de como eles devem ter passado pela mesma tensão.
Peguei uma faca em uma das gavetas do armário de cozinha e procurei o celular que minha tia Lilian me deu no bolso do meu short, mas ele não estava comigo e sim no quarto.
“Ninguém merece agora eu tinha que dar uma de super heroína se for um ladrão eu teria que está pronta para enfrentá-lo mesmo com medo de me dá mal.”
Saí da cozinha e fui andando lentamente pela casa sem fazer nenhum barulho. Subi as escadas lentamente ouvindo os passos dele vindos de um dos quartos, se for mesmo um ladrão irá se espantar quando me vê com o facão ou não.
Andando no corredor quase derrubei o vaso de planta que tinha por entre o quarto da Rosálie com a Elena, porém eu tenho certeza que o imbecil não ouviu o barulho aposto que estar muito concentrado no que está fazendo.
Em cada porta eu tentava ouvi-lo e o único quarto que sobrou foi o da Ruby.
Parando diante daquela porta pressionei a faca nas mãos e a abri devagar.
Quando acendi a luz para intercedê-lo levei o maior susto que dei um grito bem alto.
Um cara só de cueca estava deitado na cama. Ao me ver ali, ele logo se levantou procurando alguma coisa para se cobrir e a única coisa que achou foi um urso de pelúcia que estava sobre a cama que deu direitinho para tampar a sua intimidade.
— Quem é você? — Perguntei recuperando o fôlego e apontando a faca na direção dele. – É um tarado? Um assassino? Vou chamar a polícia! – Disse.
— Calma, calma, calma não sou nenhum tarado e nem assassino. – Levantou as mãos em rendição deixando o ursinho cair no chão deixando a mostra a sua intimidade. — Sou namorado da Ruby. — Virei des costas já que ele pegava suas roupas do chão para se vestir. – Me desculpe gracinha pensei que ela não tinha saído de casa. – Ouvindo o motivo do desconhecido não pude me aguentar e comecei a gargalhar do nada que ele se pronunciou.
— Está rindo do quê? — Perguntou colocando a camisa e dava para perceber que ele se aproximava de mim.
— Nada. – Disse tentando disfarçar a minha voz por causa da gargalhada que dei.
Saí do quarto o deixando sozinho voltando para cozinha.
— Ei você, é nova aqui neh? — Disse me seguindo.
O respondi afirmativamente com a cabeça a sua pergunta. Não estava nem um pouco a fim de conversar ainda mais com um estranho. Havia acabado de levar um grande susto e ele vem cheio de conversinhas para o meu lado. Cara chato.
— É prima de alguém? Amiga? — Insistia em falar comigo. Continuei andando indo para cozinha e ele atrás de mim falando sem parar. Não sei como essa Ruby aguenta essa mala sem alça.
Enquanto arrumava o que sujei na pia, ele ficou na sala com certeza cansou de me fazer perguntas e decidiu esperar pela namorada em silêncio.
— Fique a vontade viu. Eu vou me recolher foi um prazer te conhecer Ray. — Cumprimentamo-nos e depois subi para o meu quarto.
Troquei de roupa e caí na cama de tão exausta que estava nem vi as garotas chegarem da festa.
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