Notas iniciais
Primeiramente: QUERO AGRADEÇERRRRR A MELODY Porque ela foi diva e me ajudou muitoo nesse capitulo Segundamente: Esse capitulo é dedicado á Karol, Leticia e Filipe (Se errei os nomes avisam) Meu novos leitores porque sim :3

Os quatro continuavam ali, paralisados, temendo o pior. Julio não sabia o que fazer, continuava com a arma em mãos, mas algo dentro de seu interior o impedia de atirar. O zumbi de aparência deplorável, tinha algumas manchas de queimaduras no corpo, sua pele totalmente decomposta, caminhava com passos cambaleantes e lentos até o grupo, aumentando ainda mais o medo dos jovens. Com adrenalina correndo por suas veias, os três gritaram para Júlio atirar de uma vez...

[…]

– Julio, é assim que se faz. — Disse um homem alto, de cabelo curto, usava uma calça jeans preta e uma jaqueta de couro marrom, ele estava apontando uma arma para um alvo, a mesma arma que Julio está atualmente.

– Ah sim papai, entendi... — O garoto concordava com tudo o que o homem falava, mesmo não sabendo para que isso serviria, só fazia isso para agradar a ele, ao seu herói particular. Pai e filho tinham as mesmas características físicas, tirando é claro, o fato de que Julio era mais baixo, mas isso era por causa da idade, ele ainda era uma criança inocente.

– Eu não queria te ensinar como atirar, mas eu sinto que um dia isso será necessário. — Dizia seu pai, enquanto atirava três vezes consecutivas, acertando o alvo em cheio.

[…]

– Anda logo, Julio. Eu juro que eu nunca mais mando tu se calar. — Nayara suplicou.

– Tudo bem. — Julio concordou, mas não atirou. Ele notou que no canto esquerdo do depósito, havia um pé de cabra meio enferrujado, rapidamente se locomoveu, tirou algumas caixas que estavam em seu caminho, pegou a ferramenta e com um rápido movimento, a enfiou na cabeça do zumbi, que por sua vez nem teve tempo de reagir, caiu no chão.

– Corram. — Gritou Julio, enquanto corria desesperado para fora daquele local.

O Supermercado estava dominado por zumbis, Nayara percorreu o lugar com os olhos, procurando sua arma; logo a achou num canto perto de um freezer com sorvetes, foi até lá com a amiga em seu encalce. Enquanto a morena pegava a arma, Bruna estava paralisada encarando os potes de sorvete, ela ficou como uma extrema vontade de comer um, mas achou melhor correr...

– Droga. — Berrou Pedro.

– O que foi? — Questionou Bruna.

Pedro apontou para o céu, seus amigos então entenderam; já estava ficando de noite, logo vampiros apareceriam.

– Vamos! — Exclamou Julio.

– O que? Você tá pirando? Nós vamos morrer se fizermos isso. — Nayara se sentou no chão do mercado. — Daqui eu não saio até amanhecer.

– To com ela. — Disse Bruna ainda estava com medo, isso estava explícito em seus olhos escuros, que quase chegavam à tonalidade preta.

– Sério isso? — Julio as encarou enquanto a loira se sentava ao lado da amiga.

– Sim, por que não seria? — Os olhos castanhos claro de Nayara brilhavam em determinação.

– Nos morreremos de uma forma ou de outra, só estamos adiando o inevitável. — Comentou Julio.

– Anda, levantem daí que eu levo vocês para um lugar seguro... — Disse um garoto grande — literalmente grande — com longos cabelos brancos, e olhos verdes, ele usava uma longa capa preta por cima de uma camisa e calças brancas. — O que estão esperando? Eu vim para ajudar vocês.

– Espera... — Bruna se levantou de onde estava sentada. — Primeiro: quem é você? Segundo: porque você quer nos ajudar? Terceiro: como confiaremos em você?

– Tu quer voar por aquela janela? — Disse o moço apontando para uma janela quadrada do supermercado.

– Isso é impossível. — Ironizou Bruna.

– Claro, eu fui irônico. — Disse o cara confuso. — Primeiro meu nome é Gabriel e eu sou um bruxo; segundo o que importa é que eu quero ajudar, e não temos tempo para explicações, vocês confiam se quiserem.

– Espera ai. — Gritou Nayara. — Você quer que nós sejamos tolos o suficiente para acreditar que você é um bruxo?

– Você acha que uma pessoa faz isso. — Disse Gabriel abrindo a porta da entrada do mercado deixando um vampiro entrar, ele tinha cabelos curtos negros, e pele extremamente pálida, e quando entrou no estabelecimento, Gabriel esticou seu braço e longas faíscas de fogo apareceram e queimaram o vampiro.

– Eu me sinto estranha. — Bruna tinha seu rosto contorcido em uma careta de confusão. — Primeiro Zumbis, Vampiros e Lobisomens e agora Bruxos?

– É eu estou me sentindo estranho também. — Disse Pedro fazendo uma careta.

– Tá bom, a gente vai, mas se você fizer uma gracinha, eu enfio essa estaca no seu coração. — Disse Nayara exibiu um pedaço de madeira com a ponta bem fina.

– Nayara, eu não sei como dizer isso, mas... — Começou Julio.

– Não me irrite, e diz de uma vez. — O rosto de Nayara estava vermelho de raiva.

–... Ele não é um vampiro, claro que se tu enfiar uma estaca no coração dele ele morrerá, mas quem morre com isso é vampiros. — Continuou Julio.

– É mesmo, eu esqueci. — Nayara largou a estaca, e guardou a pistola em seu bolso. — Vamos.

Os cinco saíram dali rapidamente. Gabriel que sempre estava a frente, queimou uns dois vampiros que vieram para cima do grupo. Quando Nayara começou a ficar cansada, eles pararam por uns minutos para descansar e tomar água, e então continuaram. Já estava escuro, havia apenas a luz da lua iluminando o caminho, eles ficaram totalmente perdidos, e acabaram entrando em um beco deserto e sem saída. Bem, deserto até certo momento, pois antes que eles saíssem dali, vários vampiros os cercaram. Mais uma vez o bruxo teve que usar seus poderes, e queimou todas as criaturas da noite que estavam ali. Com a luz do fogo, Julio pode vislumbrar superficialmente o local, e assim percebeu que esse era o beco localizado na rua ao lado de sua casa. Ele e seus amigos saíram daquele lugar, não tendo nenhum assunto pra falar, seguiram seu caminho em silêncio, e desta vez quem guiava era o Julio. Quando chegaram a casa, ouviram gritos pedindo por socorro, não demoraram a reconhecer as vozes, eram Bia e Thalia.

Julio não pensou duas vezes, com uma velocidade impressionante, arrancou um dos galhos da árvore que ficava em frente a casa. Ele o pegou e correu para a porta, a arrombou com um chute e adentrou a casa. Avistou uma vampira, de longos cabelos loiros, pele extremamente pálida e olhos escuros, ela estava cercando as meninas em um canto da sala, as duas estavam encolhidas no chão, chorando abraçadas umas as outras, ainda gritando por socorro.

Notas finais
Qualquer erro avisem ;)