Notas iniciais
Desculpa a demora *-----------* Novamente agradeço a Melody que betou (revisou) o capitulo :3

Já era dia e Nayara permaneceu o tempo que pode trancada em seu quarto. Estava deitada em sua cama pensando no beijo e também em sua mãe. Sendo assim várias outras perguntas surgiam e vagavam por sua mente, entre elas a que mais a deixava intrigada era: “Porque Morgana a matou?”.

Bruna tirou-a de seus pensamentos quando começou a chama- lá.

— Nayara! — resmungou Bruna.

— O que? — perguntou ela rapidamente.

— Nós estamos indo procurar a Bia... Você quer ir? — Bruna sentou na cama de sua amiga, enquanto colocava uma bota de couro marrom.

— Posso ficar fora desta vez? Não estou me sentido muito bem. — falou Nayara levantando-se devagar.

— Claro, pode ficar cuidando da minha irmã? — Bruna finalmente conseguiu colocar as duas botas e se levantou também.

— Tudo bem.

Todos já haviam ido, quando Nayara resolveu sair um pouco de seu quarto. Ao passar pela sala viu Ana dormindo no sofá, aparentemente a menina estava desconfortável. Depois de ficar um bom tempo observando Ana — que não parava quieta em apenas uma posição —, Nayara foi até a cozinha pegar algo pra comer, foi lá que ela viu quem menos queria ver.

— Sério isso? Não me diz que você ficou aqui só pra me incomodar. Fala sério. — Nayara falou tentando não gritar para não acordar Ana.

— Não, porque eu faria isso? Só não estava me sentindo muito bem. — comentou Gabriel ao olhar para cara de espantada que Nayara fez.

— É a mesma desculpa que eu dei... Tudo bem, vim só pegar algo pra comer. — Nayara foi direto a geladeira pegar algo.

— Temos que ir ao mercado, pegar mais algumas comidas, nosso estoque já está quase acabando. — Gabriel olhou pelo ombro de Nayara, podendo assim ver que a geladeira estava praticamente vazia.

— É tem sim... Você e outra pessoa, porque eu não irei com você. — a garota falou fechando a geladeira e indo até um armário marrom; nele, continha uns pacotes de biscoitos. — Biscoitos! Sempre biscoitos, porque nunca tem nada diferente pra comer?

— Sinceramente, não sei. — Gabriel deu uma leve risada e parou. — A propósito, eu estava pensando se você meio que gostaria de saber o porquê da Morgana sempre estar envolvida em tudo de ruim que acontece ao grupo. Eu faria total questão de te ajudar.

— Bom, talvez sim... Talvez não, não estou a fim de correr o risco de ser agarrada por você. — Nayara pegou um pacote de biscoito e fechou o armário. — Quer um?

— Não quero, e alias porque eu agarraria você? — Gabriel chegou perto dela.

— Epa! Parado ai, cinco metros de distância. — resmungou ela se afastando dele.

— Tudo bem, quer ou não minha ajuda? — Gabriel se sentou em uma cadeira que havia perto da mesa.

— Vou pensar, depois digo a resposta. — Nayara virou de costas e seguiu até a sala.

[...]

— Pessoal vamos nos dividir em grupos. — falou Julio usando um tom de voz superior. — Eu e Bruna vamos para aquela direção. — Julio apontou para uma pequena floresta que havia entre um supermercado e uma farmácia.

— Tudo bem. — falou Thalia rapidamente. — Eu e Pedro vamos pra lá. — ela apontou para a direção oposta onde havia a escola deles, que antes de todo o caos estava completamente perfeita agora estava praticamente destruída, faltando pouco pra desmoronar.

Ao entrarem na floresta, Bruna começou a falar.

— Nossa, ela deixou tão facilmente que até me espantei. — ela sorriu.

— Tá querendo insinuar o que? — indagou Julio.

— Sei lá, ela é tão melosa com você. — Bruna se ajoelhou.

— Eu tinha falado pra ela, porque a gente ia se separar, e pedi para ela não espalhar nem todos podem saber. — Julio encostou suas costas em uma árvore que havia ali.

— Eu nem tinha te explicado direito, então o que você falou pra ela? — Bruna apoiou suas mãos no chão.

— Disse que precisava te ajudar. — Julio comentou.

— Agora eu posso explicar, eu preciso disso pra salvar o Gabriel. — Bruna parecia forçar cada vez mais suas mãos no chão.

— Pera ai, o que você ta pensando em fazer exatamente? — Julio começou a se preocupar.

— Vou canalizar todo o poder que conseguir da terra e, antes que você pergunte, todos os bruxos quando adquirem seu poder tem um elemento que é mais fácil de ser canalizado, se eu canalizar bastante posso fazer um feitiço para salvá-lo ou ressuscitar ele. — Bruna continuava na mesma posição tentando canalizar o máximo que podia da terra.

— Espera, mas você pode morrer se fizer isso. — Julio chegou mais perto dela.

— Não importa, sacrifícios são necessários. Ele será mas útil do que eu, além do mais, ele é mas forte. — ela se levantou e foi em direção a saída da floresta. — Pronto, amanhã acharei outro local para canalizar poder.

— Tudo bem, mas você sabe que não precisa fazer isso. — Julio a seguiu rapidamente ainda nervoso.

— Sei, mas eu quero fazer e não tem nada que você possa me dizer que me fará mudar de opinião. — Bruna virou as costas para ele e seguiu em frente.

[…]

— Vamos terminar de procurar aqui. — Thalia abriu a porta da sala de química.

— Okay. Procurarei nas últimas salas enquanto você procura ai. — Pedro se retirou da visão dela.

A sala de química era uma sala escura, nela tinha somente uma pequena janela, várias mesas grandes separadas pela sala e uma mesa a frente que deveria ser a do professor.

— Nada aqui. — falou Thalia baixinho para si mesmo.

De repente um barulho de batida de porta toma a sala.

— O que foi isso? — gritou ela correndo até a porta.

Um frio estranho tomou conta de sua barriga, pois a sala estava trancada.

— Socorro Pedro, me ajuda. — gritou com toda sua força.

— Não posso te ajudar, e mesmo se pudesse não te ajudaria. — Pedro deu uma risada. — Fui eu que tranquei.

— Por quê? — ela indagou nervosa.

— Quanto menor o número de pessoas no grupo, maior a chances de sobreviver. — Pedro saiu deixando Thalia trancada ali.

[...]

— Eu aceito. — falou Nayara aparecendo na vista de Gabriel.

— Aceita o quê? — Gabriel chegou perto dela.

— A sua ajuda para descobrir mais coisas sobre Morgana. — Nayara comentou o mais rápido que pode. — Mas mesmo assim quero distância.

— Pessoal cheguei! — Exclamou Julio ao passar pela porta de entrada. — O que é isso? — Disse ele baixinho ao notar que havia pisado em um pedaço de papel, ele pegou e leu em voz baixa:

“Melhor olhar as pessoas de seu grupo com outros olhos, nem todos parecem o que são, há um traidor entre vocês.
Assinado: Lucas”

Notas finais
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