Em Busca Da Sobrevivência
12 Não Pode Ser Verdade
Notas iniciais
– Não pode ser verdade… — Júlio sussurrou bem baixo enquanto segurava o bilhete.
Ele continuou a analisar o bilhete ainda nervoso. Ele não conseguia acreditar no que tinha lido. Como assim alguém havia os traído?
– Gabriel! Corre aqui! Rápido. – Berrou.
Alguns minutos de silencio até que o garoto finalmente apareceu.
– O que foi? – Indagou Gabriel confuso.
– Leia isso. – Disse entregando o papelzinho para o bruxo.
Quando Gabriel terminou de ler sentiu uma sensação ruim. Uma sensação de angustia.
– É... Quando achávamos que teríamos paz, acontece isso. – Gabriel devolveu o bilhete.
– O que? quem poderia ter nos traído? – O rapaz continuava a se perguntar sem ter nenhuma resposta.
– Pessoal, olha quem eu achei! – Falou Pedro entrando na sala seguido de Leticia, sem sequer desviar os olhos e a arma apontada para ela.
– E ela tinha ido embora? Nem senti a falta. – Sorriu Gabriel.
– Ela deve ter ido falar com Lucas. Provavelmente está nos traindo. – Pedro a encarava intensamente.
– Eu o que?! Se eu quisesse trair vocês teria fugido quando você me viu. – Disse no mesmo tom de seriedade que o outro que a encarava.
– Tranca ela no quarto das gurias. Vamos aproveitar que não tem ninguém mesmo. – Gabriel apontou o quarto. – Júlio, pode vir aqui um segundinho?
– O que é? – Júlio disse se aproximando dele.
– Você consegue resolver isso sozinho? Eu acho que Leticia é a traidora. — Gabriel encostou-se na parede. — Eu só to’ perguntando por que eu e Nayara iremos voltar no tempo. Queremos descobrir algo sobre a Morgana, ou pelo menos tentar.
– Eu não acho que seja ela. Mas eu consigo resolver isso sozinho. Vá e tente descobrir o máximo que conseguir. – Então Júlio mudou sua cara para uma de surpresa e nervosismo. — Pedro, onde está a Thalia?
– Ah, era sobre isso que eu queria falar. É um assunto meio delicado, quando nós estávamos na escola, um grupo de zumbis nos cercou e eu acabei a perdendo de vista. — Pedro mostrava seu nervosismo ao mentir, não era muito bom nisso, afinal.
– O que?! – Sacou sua arma rapidamente e correu. – Eu vou atrás dela.
[...]
Escondida no meio de uma grande floresta havia uma mansão praticamente intocável, com uma pintura branca sem nada descascado.
– Então é esse seu esconderijo? – Perguntou Lucas ao ver a mansão de Morgana.
– Sim, eles nunca achariam que uma mansão praticamente intocada. Poderia ser um esconderijo para mim, pelo menos acho. — Morgana chegou perto da porta da mansão e a abriu. — Entre.
– Claro. — Lucas entrou rapidamente.
Ao entrar Lucas se espantou com a quão espaçosa era a mansão por dentro. Viu uma enorme sala de estar, uma porta para a cozinha e outra que levava a uma sala de jantar gigantesca, e mais para o fundo da sala de jantar uma escadaria para o segundo andar.
– Nada mal hein? — Lucas sorriu. — Então quer me ajudar a destruir todos eles?
– Sim. Eu já comecei, sequestrei a Bia, e troquei o nome de uns feitiços. Bruna não sabe o que aguarda ela. — Morgana olhou com um sorriso malévolo. — E você fez algo?
– Sequestrei o maior amor da vida de Júlio, a Thalia. — Lucas sentou no primeiro degrau da escada.
– Oh. Tudo bem, eu vou te explicar o feitiço que a Bruna vai fazer. — Morgana sentou ao seu lado.
[...]
– Protege, nisi, vitae, nobis, lige. — Sussurrava Bruna ao lado de fora da casa dos sobreviventes.
– O que você tá fazendo Bruna? — Indagou Nayara ao chegar ao lado de Bruna.
– Um feitiço de ressurreição. Assim quando Gabriel morrer, ele voltará à vida. Só que não sei se vai dar certo, teremos que esperar pra ver. — Bruna levantou-se.
– E o ele sabe disso? — Nayara chegou mais perto dela. — Isso pode ser perigoso.
– Não. E, por favor, não conte a ele. Se ele por acaso soubesse tentaria impedir. — Bruna entrou na casa.
– Tudo bem. — Falou Nayara a seguindo.
[...]
– Droga, a porta está trancada. — Júlio falava alto mesmo estando sozinho.
Ele já havia chego à escola e estava posicionado na frente da sala de química.
– Desse jeito eu vou ter que arrombar. — Júlio rapidamente deu um chute. Que mesmo sendo fraco acabou por abrir a porta.
A sala continuava como antes, exceto por uma pequena janela que agora estava quebrada.
[...]
– Então, deixa-me ver se entendi: Ela acha que fez um feitiço pra trazer Gabriel a vida, só que você trocou o nome do feitiço, fazendo um feitiço de ligação no qual se ele morrer ela morre, certo? — Lucas levantou-se do degrau.
– Isso mesmo. — Morgana continuou sentada. – Vou mandar uma prova de que não estamos brincando, eles não perdem por esperar.
[...]
– Ai, ai... — Suspirava Ana ao olhar pela janela a rua. — Pera o que é aquilo? — Murmurou ao olhar algo se aproximando.
– O que foi Ana? — Indagou Nayara ao olhar pela janela junto de Ana. — Ai meu deus, fique aqui e não faça barulho.
Nayara saiu tentando não fazer barulho, para não chamar a atenção de ninguém. Ao se aproximar um pouco mais ela viu um zumbi, pouco decomposto que tinha as feições idênticas a de Bia.
– Bia?! Droga, eu não vou conseguir fazer isso... — Nayara resmungava para si mesmo.
O zumbi continuava a se aproximar de Nayara, mas algo fazia com que ela ficasse paralisada. Como se não pudesse fazer nada.
– Eu não era tão próxima assim de você... Mas sei lá, eu não consigo fazer isso... — Nayara começou a suar de nervosismo. — Veja eu? Falando com um zumbi.
O zumbi estava muito próximo dela, por mais que ela tentasse, não conseguia fazer nada, até que o zumbi chegou muito perto fazendo a cair no chão o zumbi acabou ficando por cima de seu corpo.
– NAYARA! — Gritou Ana espantada ao ver a cena.
[...]
– Próximo alvo? — Perguntou Lucas.
– Júlio. Eu tenho um plano perfeito pra acabar com ele. — Morgana anunciou para Lucas.
– Deixa ele comigo. — Lucas tentou argumentar.
– Por quê? — Morgana indagou.
– No momento certo você e ele iram saber. Agora só basta saber que é algo que o destruirá.
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