Elo Carmesin
21 Treinamento, planos e lembranças.
Notas iniciais
Ponto de vista Mikaela.
Enquanto olhava pela janela, um beija-flor lançou-se numa petúnia de uma tonalidade vermelha vibrante. Naquele instante, estava mais convencida do que nunca de que a decisão de ficar em Mystic Fall’s fora acertada. Mesmo Kenshin sendo respeitoso com meu tio Rick eu o conheço bem, Damon estava na sala a contragosto de meu mestre como se fosse uma barata que precisa ser exterminada. As vezes me pergunto como o mundo ficou tão cinza, eu acho que a senhora do destino tem um humor negro, no mesmo dia em que eu me abro com Damon ele aparece, tirando o fato que Kol o reconheceu e por isso eu sei que eu to ferrada. A cena mais engraçada do dia foi Kenshin ser tão “amável” com meu tio e falou que eu preciso começar a treinar novamente.
– Não?
Repetiu Keishin fazendo a palavra se tornar maior do que era.Meus braços estavam cruzados embaixo do meu peito enquanto eu tentava respirar da melhor forma possível , não denunciaria o quanto estava assustada. Não mais. Eu já estava farta de fugir. De ser caçada. Talvez fosse a hora de colocar tudo nas mãos do destino , o aceitar verdadeiramente. Se meus instintos estivessem certos eu não estava mais sozinha, eu preciso de respostas
– Exatamente. — Me virei lentamente para o mestre que não combinava em nada com a decoração da sala. Dei um sorriso de lado, abrindo um pouco minhas pernas como se fosse me defender ou atacar a qualquer minuto. Gesto que seus olhos não perderam. – Eu não vou embora da cidade , só por que você acha que Lilith esta enciumada com um casinho … como você mesmo disse Mestre – eu não tenho culpa se ela descobriu, eu não vou abandonar minha família por causa de Lilith.
– Não foi o que eu disse. – Rosnou ele apertando ainda mais seus dedos em suas mãos fechadas em punhos.
Rolei os olhos em completo descaso. Sabia que mesmo ele não demonstrando eu me referindo a ele como algo passado, o feria. Talvez o fato de Damon ter se colocado em forma protetora em minha frente e o fato de que Kol rosnou para ele não ajuda, mais como é bom ele sentir um gosto amargo de como eu me sinto toda vez que o olho.
– Não importa o que disse. – Apontei um dedo em direção ao seu rosto como se o acusa-se de algo. – Mas como você disse a minha vida inteira, você é quem manda não é?. Que merda! – Exclamei brava mais ainda em um tom moderado para não assustar Tio Rick que eu tinha certeza tentava ouvir a conversa na cozinha. Adele estava em seu quarto fazendo sabe se lá o quê. – Você acha que pode ainda ficar mandando em mim até quando? “Mikaela não vá por aí”. – engrossei minha voz tentando soar zombeteiramente com a sua, pelos seus olhos mais fechados em fendas perigosas ele entendeu. – “Mikaela vá para os Estados Unidos, Mikaela volte para o Japão”. – Bati as palmas das minhas mãos em um barulho oco e único. – Se decida!
– Não seja desrespeitosa. – Mandou ele se aproximando a passos suaves como um animal antes de atacar faria. – Quero fazer isso para …
– Isso o quê? Mandar Adele de volta para uma vida apagada aonde ela não será mais do que uma garota parva sem imaginação, sem sentimentos, uma maquina manipulável onde alguém a controla? – Joguei em sua cara gesticulando nervosamente com meus braços.
– Isso não se trata dela. – Rebateu ele rapidamente impaciente. – E acredite o que mais ela pode ter é imaginação e sentimentos. – Me lembrou ele já tão perto de mim que eu podia sentir seu hálito morno tocar meu rosto me fazendo vacilar como sempre por mais que eu tentasse ele meche comigo demais. – Se ela despertar completamente, a parte da alma de Lilith que esta ainda encoberta dentro dela, chamará mais sombras do que abelhas são atraídas por mel.
Havia certa razão no que ele dizia , mas pela primeira vez eu buscava o contradizer , encontrar uma falha em suas palavras , em seus gestos e planos. Percebi naquela hora que tinha me apegado bem mais a cidade, a Tio Rick, a escola ( mesmo a aula de História sendo um saco), até a Damon Salvatore , e cara , aquela revelação me deixou sem chão. Balancei a cabeça negativamente tentando espantar aqueles pensamentos.
– Adele … não é Lilith. – As palavras roucas pareciam pairar no ar. – Ela pode ter uma parte daquele ser mas não significa que ela é a sua ex amante. – Toquei em um ponto sensível, ele me olha com raiva mais logo suspira funto.
– Significa tudo! – Disse ele tenso me encarando de baixo. – Ela precisa de uma proteção …
– Eu vou protegê-la! – Garantir corajosamente levantando meu queixo e estufando meu peito como se o desafiasse a não acreditar em mim para ser atacado.
– Até mesmo dela mesmo? – Questionou com um olhar de clara dúvida. – Seja sincera contigo, você deixa demais seus sentimentos falarem por você, não a culpo. – Ele balançou a cabeça penosamente com certa “pena”. – Você é mulher.
– Isso não significa nada. –Girei ao redor do seu corpo,irritada, o conselho fala a mesma coisa, por ser mulher eu sou fraca, ficando de costas para as janelas, observando alguém na rua olhando para a janela. – Por ser mulher acredito que estou vendo as coisas mais claramente agora. – Me voltei com um sorriso orgulhoso e esperto que fez Kenshin me olhar duramente analítico, eu era uma bomba para explodir, só que para ele a maioria das vezes, ele se queimava. – Me diga Kenshin , há mais de milênios esse tem sido o ciclo interminável de derrotas dos Sentinelas não é?
– O que quer dizer com isso? – Ele colocou as mãos na cintura em sua postura mais que ereta naquela roupa preto em preto, e pareceu uma estatua quando seus olhos pararam nos meus, quase nem piscavam. Suspirei fundo tentando deixar aquela voz em minha mente para de me perseguir e fazer me atirar em seus braços.
– Que talvez seja a hora de mudar. – Ajeitei algumas mexas que caíam do meu cabelo naquele rabo de cavalo completamente desleixado em um gesto nervoso. – Talvez seja a hora de … – Engolir em seco não acreditando que seria eu a falar aquilo. – Usar o receptáculo contra Lilith.
Agora sim ele parecia uma estatua, com uma postura no modo “descanso”, peito imóvel sem respiração, apenas seu cabelo escuro se movia minimamente pelo vento que entrava da janela as suas costas.
– Isso é uma… piada?
Bati meu pé no chão, revirei os olhos e cruzei meus braços completamente impaciente. Além do medo de forçar a barra com Adele na equação pela primeira vez, eu comecei a sentir a impaciência queimar com o alvoroço e o pingo de adrenalina direto nas veias. Quanto tempo aquela conversa podia durar?
– Não Haruoni não é uma piada! Imagine se conversássemos com ela? Se contássemos o que ela é? O que pode fazer? Se a parte humana em si for mais forte do que a parte imortal lá dentro. – Eu não podia ler seu rosto, mais falar seu nome e não seu sobrenome mexeu com ele posso perceber que ele esta pasmo com aquelas perguntas e por usar seu nome. Peguei a chance de continuar tomando um longo gole de ar. – Pela primeira vez O Receptáculo e a Fênix lutando juntos, antes do mal maior vir.
Kenshin assobiou alto, dando alguns passos para trás, desestabilizado pelas minhas idéias. Eu podia ver tudo tão claramente agora que tudo parecia sempre esta ali, que a resposta sempre parecia esta ali na frente e nunca a pegamos. Talvez só por não querer perder Adele , diferente dos outros que não tinham conexão direta como eu tinha por ela ser minha irmã , eu queria manter o Receptáculo a salvo.
– Você esta falando de quebrar regras milenares. – Ele desviou rapidamente seus olhos dos meus encarando o parede a direta. Pela primeira vez eu consegui o deixar pasmo e ao mesmo tempo incrédulo, o peguei de surpresa.
Meu estômago revirou desconfortavelmente com aquele papo de regras. E principalmente pela falta de exclamações de que eu era doida. Eu poderia ouvir não na lata , mas a expectativa era cruel.
– Foda-se as regras! Podemos acabar com isso Kenshin , esse ciclo de mortes , pelos … – Estalei meus lábios rapidamente engolindo em seco sentindo a vontade familiar de parar de falar acabar. Ou parar de falar “daquele assunto” – Pelos meus pais. Podemos os honrar.
– Você esta falando de matar Lilith. – Disse ele surpreso pela primeira vez.um sorriso mínimo em seus lábios.
– Com toda certeza estou. – Garantir sorrindo abertamente sem me conter. – Estou disposta a fazer Adele entender da melhor maneira possível, de libertar o seu melhor, e gostaria que me ajudasse.
– Você não entende. – Rosnou ele voltando a sua irritação beirando a ira. Ele se aproximou novamente sussurrando as próximas palavras. – Você não pode matar Lilith.
– E por que não? – O desafiei sentindo uma pontada de rebeldia se transformar em um Tsuname. Ele me conhecia bem demais e eu vejo a pequena chama sair de meu corpo, respirando fundo ela se apaga.
Ele suspirou alto balançando seus cabelos de modo impaciente. Como se eu fosse uma criança novamente.
– Por que ela é a única coisa que garante que as Sombras fiquem fora dessa dimensão. – Explicou me fazendo ficar … sem palavras. – Ela é como uma Ancora entende? Amaldiçoada a permanecer do outro lado, possuindo o Receptáculo que nasce a cada quinhentos anos, ela pode navegar por outras dimensões, tendo em mente a destruição de Seth, mas ela nunca vai conseguir, por que a balança não pende, sempre ela se rente, graças …
– A Fênix. – Sussurrei o vendo assentir com a cabeça em concordância.
– Ela é uma ditadora, por isso os outros deuses não ficam em lados nessa guerra. – Kenshin abriu seus braços gesticulando rapidamente cansado. – Se você a matar, ou chegar tão perto disso , eles escolheram lados , por que a balança estará desfalcada.
– Mas … Mas … – Podia ouvir as batidas no meu coração pulsando mais rápido.
– Se não podemos a matá-la , podemos fazer sua irmã … – Kenshin coçou a garganta olhando de modo sorrateiro para mim , provavelmente eu estava com os olhos maiores e em choque por o ouvir falar a palavra “irmã” na conversa , ou só o fazer notar que ele falou de Adele como se ela fosse de verdade.Uma mínima esperança brotou ali. – Usurpar o lugar dela.
O silencio pairou entro nós. De modo agourento, sombrio, forte. Esse plano é ridículo, eu preciso falar com Rebekah, tenho uma chance de saber realmente o que esta acontecendo, o sorriso em meus lábios fez ele estreitar seus olhos, como ele me conhece bem sabe que em minha mente eu planejo algo.
–Eu não vou sair da cidade. – Essa declaração fez ele me olhar atentamente até porque eu mudei totalmente de assunto.
–Eu sei por isso eu vou vir treinar você, como sei que não vai sair da escola, eu conheço você Mikaela, eu sei que você ficara aqui, tentar ter uma vida normal, não posso dizer que gosto dos vampiros, mais isso eu posso fazer por você. – Espera ai quem é esse cara em minha frente e o que ele fez com o resmungão do meu mestre? – Não me olhe com essa cara Mikaela eu sei quando eu perco uma batalha com você, eu posso até te obrigar a sair daqui, mais isso só faria você me odiar mais.
– Eu gosto daqui Tio Rick é o melhor. – Falo sorrindo a ele, sei bem o porque dele me querer aqui, eu o conheço. Haruoni é um cara que não aceita perder e por alguma razão não quer me afastar de Mystic Fall’s. – Porque você me quer aqui? Eu conheço você, sempre tem alguma razão.
– Você ficara protegida aqui. Longe dos ataques, é aqui ou minha casa. – essa declaração me fez bufar, eu não volto para lá nem morta, prefiro compartilhar alojamento com Adele na casa da vida que é um saco e eu odeio aquele lugar do que voltar para aquela casa.
– Eu pensei que você não se importasse “mestre” – falo irritada, é sempre assim, “Fique segura” , “não faça isso” , “Seja Racional” , acho que minha declaração o fez olhar em fendas e mais irritado do que ele já esteve hoje. Uma cólera se espalhou, vejo os indícios de sua magia que vai por mim é poderosa.
– Não fale o que não sabes pupila. – Eu atingi um nervo tenho certeza, voltar a treinar, não estou feliz com isso, se tio Rick puxou pela minha mãe, ele também não ficara – Quantos fogos sagrados da fênix você controla? Dois Mikaela, falta mais dois, sua magia esta crescendo instável pela falta de treinamento, quantas vezes você treinou desde que esta aqui? Nenhuma vez, se você quer salvar o receptáculo é melhor treinar, você falhou Mikaela, pensei que fosse melhor do que isso, é bom saber que você deixou o destino do mundo a paira dos guerreiros das sombras, tudo porque quer brincar de ser humana. – Sua voz saiu como um trovão, eu o irritei e suas palavras me machucaram pelo fato que ele esta certo, eu preciso treinar.
– Você deve saber bem não é? Fracassar as vezes me pergunto como era nos seus tempos de amante da Rainha das Trevas, foi o que? Três milênios? Não fui só eu que fracassei Haruoni Kenshin. – Falo dura, eu sinto a explosão de minha magia, Damon coloca a cabeça para fora eu sei que ele vê uma energia vermelha rodando meu corpo, como Kenshin tem a mesma energia só que azul, já que seu elemento é a água. Eu sinto o choque da energia, eu e ele somos assim se entrássemos em uma briga agora o prédio e mais da metade da cidade será destruído.
– Começamos amanhã Mikaela Salzmenn Valey, a portadora da fênix. – Ele fala duro me olhando irritado. — Você saberá onde me encontrar, e segure sua língua eu não sou os vampiros que você brinca de ser amigo e não humano, eu sou seu mestre. – bingo Mikaela, você o irritou mais do que pode, mais ele me magoa tanto que as vezes eu não me seguro, eu preciso falar. Até eu confesso que peguei pesado.
–Sim Mestre. – Falo colocando as mãos em forma de oração e abaixo minha cabeça como respeito.
–Senhor Saltzmann, foi um prazer em conhecê-lo, Mikaela treinara comigo depois da escola, como falamos antes ela precisa aprender e terminar seu treinamento, como o senhor percebe sua magia esta instável – ele fala respeitoso e bum, a energia azul se dissipa, idiota, como ele consegue se controlar assim eu não entendo.
–Claro Senhor Kenshin, o melhor para ela, eu tenho conhecimento sobre o que ela é. – Tio Rick sorri a mim, com toda certeza ele não escutou nossa conversa, mais Damon pé outra historia, ele sorri sarcástico para Kenshin e eu tenho certeza que ele vai aprontar alguma coisa. – Damon acompanhara Mikaela, ele é meu amigo e bom, eu não quero ela sozinha, essa cidade é perigosa demais para ela ficar pairando sozinha por ai. – Ele fala preocupado mais Damon sorri a Kenshin que revira os olhos, é impressão minha ou Kenshin quer que meu tio goste dele? Porque ele acena com a cabeça e sorri blasé. Mais tio Rick preocupado se eu saio sozinha é estranho.
–Porque Tio Rick? – a pergunta fez ele me olhar e suspirar fundo.
– Kol Mikaelson esta muito interessado em você, eu quero você longe dele. – Uau agora sim Kenshin me olha atentamente e sorri maligno mais seus olhos eu vejo uma cólera muito altiva que eu sei que se chama ciúmes. Kol é bom... eu nem sei explicar – Ele esta lá fora Mikaela, ele nos seguiu até aqui, eu temo pela sua segurança.
Eu não me agüentei e abraço tio Rick forte, sorrindo, minha magia já dicipada, ele se importa comigo realmente e eu juro que vou fazer o possível e o impossível para o deixar seguro.
–Tudo bem tio Rick – falo beijando sua bochecha, Kenshin olha para ele sorrindo zombeteiro e maroto ao mesmo tempo, a não, eu não acredito no que estou vendo.
– Eu concordo plenamente com Rick, Mikaelson só traz problemas. – Damon fala sorrindo e coloca as mãos em meus ombros. – Miekaela precisa ficar longe deles, eu concordo com Rick. – Alguma coisa na voz de Damon me fez fazer careta. – Ele quase me matou ontem Mikaela, quando surgir a oportunidade eu o mato, e vai por mim, estamos trabalhando nisso.
– Eu concordo com eles Mikaela, senhor Salvatore, acompanhe Mikaela amanhã, podemos usar você de alguma forma – ele fala suave, e sorri de verdade, mais seus olhos estavam com divertimento, merda, Kenshin concordar com um vampiro e um humano é novo pra mim. – Boa noite até amanhã pequena aprendiz.
Ele puxa o véu e sai da sala como se não fosse nada. Olho para Damon que sorri zombeteiro, ele esta planejando algo. Suspiro fundo pensando em tudo em que aconteceu, me sento no sofá e as lagrimas vêem, eu preciso salvar Adele.
Ponto de vista Adele.
Mika estava distante. Seus pensamentos pelo menos. Seu corpo por outro lado estava na minha frente, enquanto ela remexia sua comida no prato em cima da bandeja. Seus cabelos presos em tranças laterais lhe davam um ar jovem , mais jovem do que poderia ser possível , mesmo que a maquiagem ao redor dos seus olhos a deixasse um pouco … perigosa. Enquanto ela não comia eu apenas tentava prestar atenção no que poderia ser a causa de tanta desordem emocional. Ela estava em volta de uma aura cheia de determinação, mas ai vinha o receio, a culpa, e finalmente as dúvidas.
Cruzei novamente meus tornozelos embaixo da mesa do refeitório, ouvindo o barulho das vozes um pouco longe da mesa em que estava. Meu prato estava vazio pela primeira vez, e eu me sentia impaciente por aquilo. Como se todo o teor de glicose no meu sangue me deixasse … Querendo fazer algo. Eu só não sabia o que era.
– Posso me juntar as senhoritas? – A voz suave e gentil de Stefan me sobressaiu por um estante.
Ele estava parado do lado de Mika com sua bandeja nas mãos e sua mochila enlaçada por um ombro, parecia ainda mais um estudante.
– Sim, por favor. – Consentir com um sorriso , agradecendo mentalmente pelo vampiro esta presente para me tirar da complexidade dos meus sentimentos. Stefan se sentou do lado da ruiva que apenas deu de ombros tomando rudosamente seu refrigerante. – Voltou as aulas aparentemente?
– O que quer dizer com isso? – Questionou sorrindo enquanto remexia no seu prato bem verde.
– Nada … Apenas Caroline apontou que você anda um pouco. – Coloquei minha bandeja vazia para o lado desocupado e abrir minha garrafa d'água. – Desleixado com a encenação de ser estudante … – Fiz um gesto com a mão de “deixar passar” . – Eu não faço claramente ideia do que isso signifique é claro.
Stefan riu sem som por que tinha acabado de comer algum pedaço de sua comida. Olhou para seu lado vendo a ruiva ainda distante e quando parou de mastigar questionou.
– Qual é o problema dela?
A mínima preocupação latente em todo seu ser me fazia pensar que ele não era um vampiro normal.
– O ex namorado tutor dela a visitou ontem, ela nem dormiu , esta pensando sobre algo importante . – Respondi dando de ombros.
– Adele! – Exclamou a ruiva com a voz alta deixando sua boca ficar aberta mesmo depois que o som da palavra acabou.
Stefan riu alto agora. E Mika o encarou com os olhos em fendas perigosas o fazendo parar de rir e levantar as mãos como quem se rende.
– Você não disse que era segredo. – Me justifiquei calmamente brincando com a tampinha branca da garrafa de plástico entre meu dedos.
– E nem preciso , isso é assunto de família … Sem querer ofender Stefan. – Se auto corrigiu como se notasse pela primeira vez que o vampiro estava ali.
– Não ofende. – Deixou ele claro esquecendo sua comida. – Então como estão as aulas? Vocês estão se adaptando? Fazendo amigos?
– Por que tantas perguntas? – Mika rebateu desconfiada me fazendo ficar “sentimental” por alguns segundos , sentir que ela não precisava ter falado com Stefan daquela forma.
A sensação me foi estranha , fora de foco. Deixei a tampinha parar de rodar pelos meus dedos e encarei seriamente Mika que levantou suas sobrancelhas ainda em desafio ao vampiro.
– Apenas quero saber se precisam de ajuda. – Ele deu de ombros visivelmente tenso pelo olhar da ruiva.
– Mikaela apenas tem um senso incomum de não saber quando uma pessoa esta sendo gentil Stefan , sugiro que enquanto ela estiver em seu estado de reflexão a deixemos em paz. – Sugerir o mais gentilmente que conseguir soar.
Mika suspirou fundo e coçou seu nariz com o polegar.
– Adele esta certa , querem saber o que mais? Eu vou indo , não sou boa companhia nem para minha sombra hoje. – Ela se levantou e pegou não só a sua quanto a minha bandeja para a levá-la consigo , a seguir com o olhar no caminho até a saída.
– Nossa , ela parece distante mesmo. – Consentiu o vampiro roubando minha tampinha para a passar em todos seus dedos com uma agilidade incrível.
– Sim … — Mudei rapidamente o foco dos meus pensamentos. – Já sentiu que seu irmão mesmo do seu lado esconde algo de você? – Coloquei minhas dúvidas para fora sem nem pensar , apenas saiu, como se eu pudesse confiar em Stefan. Outro sentimento estranho.
– Toda hora. – Afirmou o loiro me fazendo o encarar .
– Você esta bem Stefan? – Perguntei notando que ele parecia precisar de algo.
Ele nada me respondeu , apenas ficou ali me encarando , seus grandes olhos claros abertos de maneira intensa.
– O que aconteceu no cemitério , aquele dia? – Stefan perguntou novamente e novamente eu fiquei tensa sentindo minha nuca queimar , minha postura ficou mais ereta e eu coloquei minhas mãos abertas na minha coxa em cima do tecido leve do vestido.
– Decidimos que não íamos conversar sobre isso. – Rebati alto e rapidamente como se o proibisse de fazer aquele tipo de pergunta.
– Correção … – Ele levantou o dedo em riste se curvando mais na mesa. – Você decidiu.
Pendi minha cabeça para o lado me sentindo incomodada e tentando disfarçar tomando um pouco mais de água.
– Ponto para você. – Aceitei rendida e então me levantei. – Mas isso não muda muita coisa , nos vemos depois. – Me despedir dando a volta no banco tentando manter o sorriso no rosto.
Quando joguei minha mochila nos ombro , e caminhei por aquelas pessoas e barulhos , pude antes mesmo de ter certeza , sentir ele me seguindo. Abrir as grandes portas cor de azul duplas fazendo elas rangerem , e sair no corredor vazio cheio de armários.
– Eu não entendo por que você não quer falar sobre isso. – Stefan estava do meu lado sem nenhum problema , insistente. – Eu mesmo não consigo não parar …
– Stefan! – Exclamei alto fazendo ele parar de falar e de andar assim como eu. Suspirei fundo e encarei os lados do corredor não vendo ninguém. – Você não pode esquecer isso? – Pedir levantando meu queixo em sua direção , notando o quanto eu não era tão baixa perto dos seus olhos que me encaravam.
– Eu … – Stefan pareceu perdido por um segundo , algo não estava certo e eu não sabia o que era. – Preciso sabe. – Declarou convicto ajeitando sua postura para ficar mais altivo.
Bufei alto não me reconhecendo , estava … irritada?
– Bom , a decepção faz parte da vida . – Disse inteligentemente sem me conter. – Por isso. – Dei um passo para trás e sorrir mostrando todos meus dentes sentindo minha bochecha se contrair. – Sugiro que aprenda a viver com a sensação de desapontamento.
Tentei passar pelo seu corpo , sentindo seu ombro a centímetros do meu. Porém sua mão envolveu meu antebraço tão rápido que eu pedir o folego ,paralisei chocada pela onde quente que sua mão envolvendo a pele exposta ali enviou pelo meu corpo. Mas não foi uma sensação … ruim. Apenas diferente. Girei meu pescoço minimamente até que meu queixo ficou no meu ombro , o loiro estava ainda ali , parado , e com o semblante sério e irritado pela minha resposta evasiva anterior.
Meus olhos ficaram presos ao seu rosto como se nos dois saíssemos de foco , do eixo do próprio tempo. Então o barulho alto do seu coração soou pelo silêncio , como um tambor outro se juntou a ele , percebi tarde que era o meu. Abaixei a cabeça vendo sua mão ao redor da minha pele , suas veias esbranquiçadas de um jeito anormal pareciam se conectar de uma forma estranha com as minhas mais verdes e vívidas , bombando sangue. Levantei os olhos confusa e me vir perto demais do rosto de Stefan , ele me puxou mais para si como se o que estivesse acontecendo o deslumbrasse o deixasse extasiado. Seu rosto ficou mais sereno , mais ao mesmo tempo diferente quando seus olhos escurecerão , e veias grosas apareceram ao redor dos seus olhos. Levantei um pouco minha mão instintivamente pronta para sentir a textura quando Stefan balançou a cabeça e me soltou rapidamente ficando de costas para min.
– Desculpe-me , eu me descontrolei. – Pediu ele com a respiração alta , como se tivesse corrido por horas e agora precisasse se recuperar.
– Tudo bem , eu não estava com medo. – Garantir tímida , receosa de lhe tocar por livre e espontânea vontade em seu ombro , tentando de algum jeito o consolar. – Sua sede faz parte de você Stefan , nunca vai conseguir a vencer se não a aceitá-la.
O vampiro riu maciamente fazendo seu corpo tremer de forma charmosa. E o sinal soou pela escola. Olhei para a direita aonde as portas duplas do refeitório eram abertas por alunos que se moviam em meio a risos e brincadeiras.
– Você precisa mesmo ir para a sua aula agora? – Perguntou Stefan ficando animado de forma rápida , como se esperasse que eu esquece-se seu pequeno deslizo de segundos atrás.
– Uhn … Se você precisa de uma amiga é só falar senhor Salvatore. – Me encurvei em uma mesura breve para ele , tão teatralmente que o loiro riu.
– Por favor senhorita Saltzman. – Pediu ele me dando seu braço em forma de L bem cavalheirescamente.
Acabei balançando a cabeça fingindo não acreditar , então enrolei meu braço ao seu o deixando me levar para qualquer saída.
Em algum canto do mundo.
Kenshin caminhava com os ombros baixo, Bes o chamou novamente, provavelmente para saber de Mikaela. Kenshin se odiava mesmo tendo consciência que ele estava fazendo o certo, saber que Mikaela esta disposta de se sacrificar por Adele, derrotar Lilith e a matar o assusta. Ela falou palavras duras a ele, fracasso. Sim ele fracassou em muito tempo, ele fracassou por ceder aos encantos e luxuria quando ele dividia sua cama com Lilith, mesmo ele jogando para o outro lado.
Um ser imortal, ele terá que conviver para sempre com seus fracassos, mesmo seu tempo sendo tão curto. Ele nunca pensou que a ruiva indo conciver com humanos a deixou mais propensa a ser determinada e mais corajosa do que uma vez ele já viu. Ela mesma bateu de frente com ele, fazendo planos loucos e para piorar a situação ela é amiga de um vampiro, uma ligação que ele odiava.
Um original vampiro esta interessado nela, seu próprio tio disse isso, ele sabe que Mikaela não o quer, porque ela já o teria, mais uma ligação que já aconteceu antes. E esse mal ele cortaria pela raiz, ele não pode deixar sua pequena nos braços de uma criatura tão abominável do de Kol Mikaelson.
Ele só o viu cinco vezes em sua vida, a primeira foi quando foi conversar com Chrispin, a segunda quando o vampiro o confortou levou uma surra enquanto ele matava desenfreado um vilarejo por sede de sangue. Ele não podia deixar ela a mercê de alguém como ele.
Damon Salvatore é uma historia diferente, o vampiro quer ajudar mikaela, a magia que o levantou atraiu o vampiro para a redenção que só a fênix pode dar, ele usaria essa ligação para seus próprios fins. Ele precisa de alguém de olho em Mikaela e Adele. O tio de mikaela é humano não pode lutar, mais o vampiro pode. Ele pode proteger e até mesmo morrer para proteger a fênix e o receptáculo. O sorriso em seu rosto denunciou suas intenções, Damon Salvatore é descartável, uma peão.
– Vejo que trouxe a pizza e não esqueceu a coca. – Bes fala sorrindo ao antigo samurai. – sua magia esta em cólera, penso o porque? Seu casinho o deixou assim, devo mandar flores a ela por deixar o único homem controlado nesse estado, nem mesmo Lilith o deixou assim, quando a ver eu vou dar flores e muitas riquezas, ver você nesse estado não tem preso – Bes sorri claramente, sua risada com sua voz fina faz parecer mais assustador do que é.
–Eu a treinarei novamente Bes.- a voz rouca fez esconder a raiva das palavras após tudo o que aconteceu, Mikaela conseguiu fazer ele aceitar o fato de que ela ficara na cidade e bem tentar salvar sua irmã.
– Muito bom samurai. – a voz risonha fez ele revirar os olhos e sentar na mesa conjurada por Bes como mesmo um banco, kenshin deixa a pizza e a coca em cima da mesa junto com copo, ele nunca entendeu o porque Bes faz ele fazer isso, pode ser o fato que ele o gosta de provocar. – Me diga sobre o receptáculo?
– Esta despertando. – Um fato, Bes como ele mesmo sabem que para Lilith ser derrotada o receptáculo deve despertar. Ao ponto em que Lilith tome posse do corpo de Adele , os planos seguem como planejado. – Senti um fio da magia de Lilith hoje, muito pequeno para qualquer mago sentir, até mesmo um sentinela...
–Não alguém que dormiu com ela por muito tempo, você sabe muito bem como a magia dela é? Me pergunto de você não sente falta dela, de tudo o que você tinha com ela, todos conhecem o apetite destrutível de Lilith e de como ela gostava de foder você. – Bes sorri tirando uma fatia da pizza e comendo com as mãos, deixando suas pernas tortas cruzadas de forma estranha. – Ela esta muito próxima aos vampiros? Questão de tempo até ela sentir as sombras e as manipular.
Kenshin esta irritado, se mikaela o provocou hoje Bes é pior. O conhecimento que o receptáculo ira despertar faz ele se sentir vulnerável. A oportunidade para isso acontecer foi quando Serena faleceu, e ele convenceu que era melhor Adele e Mikaela focarem afastadas para a própria proteção. Os vampiros estavam na cidade e depois era questão de tempo. Por mais que ele negasse e escondesse dele mesmo a verdade, ele manipulava Mikaela. Mesmo a amando Sakura é sua filha. Ele precisa a proteger também. O que ele fez louvável até agora, ninguém sabe de sua existência, nem mesmo os deuses, só dois para ser especifico.
– Esta, o primeiro selo foi quebrado. – Kenshin olha para o nada, foi ele mesmo que fez a magia em Adele quando ela era criança. Selando a alma de Lilith dentro dela em partes. Todos os receptáculos tinham a alma de Lilith presa em um todo, ele a selou em sete partes, sete portas onde ela um dia teria acesso, mil anos de planejamento. Como ele mesmo selou lembranças de Mikaela, coisas perigosas a se lembrar.
–Isso são noticias ótimas, manteve seu penis nas calças? – Bes pergunta malicioso, hoje ele esta mais insuportável do que de costume. – Você a deseja Kenshin, ela é uma criança, me pergunto o que Lilith pensaria sobre isso? De como você fode coma fênix e a rainha das trevas, duas criaturas que lutam entre si a milênios.
–Eu não estou com paciência Bes. – a voz estrangulada fez o deus anão sorrir mais ainda.
– Eu não posso perder a oportunidade quando vejo uma, então querido samurai. – Se fosse possível Bes pareceu mais assustador agora. – Kairus vai atacar você como o Cerbero, você precisa os caçar antes que eles rastreiem o receptáculo e a fênix, mais ela treinando ela pode os matar.
Bes sabe quando ele toca um nervo de alguém, alguma coisa aconteceu hoje que deixou o samurai descontrolado, ele sorriu, uma pequena vingança por ele fazer a sua amada Lilith sofrer.
Ele começa a assobiar alto, uma canção antiga. O poder de um deus não é limitado e Bes aprendeu a usar uma grande arma contra contras seus inimigos. Lembranças. Kenshin sente algo em sua mente com o assobio, ele cai no chão suspirando fundo. Bes é mestre na arte de manipular lembranças.
Kenshin estava vestido com sua armadura indo para seus aposentos no castelo de sua rainha. Sorrindo cheio de sangue em todos os lugares. Ele dizimou sozinho crianças, mulheres, idosos, homens e sentinelas. Uma vila na dimensão onde os sentinelas vivem. O mundo mago. Ele sorriu frio com o prazer de matar. Sua Rainha esta satisfeita com seus trabalhos. Ele respira fundo abrindo a porta e começando a tirar a armadura e sua vestes ficando nu entrando na banheira já quente. As servas o conheciam bem, ele não as mataria se o trabalho fosse feito com maestria. A água em pouco segundos ficou vermelha. Sua rainha entra no aposento tirando o vestido. O corpo dela era perfeito, perfeito como ele nunca viu, os olhos estavam pratas e ela entra junto a ele sentado sobre suas pernas virado para ele.
–Fez bem meu servo. Um trabalho perfeito. – os lábios da Rainha eram tudo o que ele desejava agora. Como a própria lilith deseja o guerreiro. Ela o puxa para si o beijando.
– tudo para a te servir minha rainha – as palavras foram agridoces, lilith se posiciona sobre seu membro já ereto, arranhando suas costas que escorriam sangue. Deixando a violência e prazer cair sobre os corpos.
Mikaela caminhava pela casa da vida a três anos atrás, suspirando fundo ao seu lado. Ela observava os jardins e ficava mordendo os lábios o que é adorável. Todos os olhavam como se fossem deuses.
Ele a puxa para o véu rápido demais para ela perceber e eles caem em seu quarto. Ele não suportava mais fingir na frente de todos que ele não a ama. O beijo foi cheio de carinho de desejo.
–Não podemos...- o sussurro foi rouco na boca de Mikaela que fez ele sorrir.
– Não importa devemos ficar aqui juntos, iremos embora daqui a uma semana. Eu preciso ficar em algum momento sozinho com você – ele sorriu verdadeiro com ela, coisa que não acontecia a muito milênios.
– Nefertiti?- a pergunta o fez sorrir arrogantemente.
– Ela não pode contra mim. – ele olhou serio para ela mais Mikaela gargalhou.
–O grande samurai ela não pode mesmo. Mais isso foi errado, essa saída brusca, devemos voltar. – ela fala suspirando mais seus olhos ela queria outra coisa.
–Estavamos checando alguma ameaça, uma magia se agitou fora das muralhas. Eles não vão me questionar . – ela ri mais ainda e morde os lábios.
– Eu amo você Haruoni – ela sorri de verdade.
– Eu também amo você.
Kenshin consegue espulsar Bes de sua mente e o deus anão sorri diabólico para ele. – Da próxima vez que você me desobedecer eu o mato. Cuide de Kairus e Cerbelo, faça sua parte do plano, ou você morre. Eu sei que você a ama. Amar é uma fraqueza que vai ser usada contra você mais cedo ou mais tarde. E eu vou usar isso. – Bes assobiou mais uma vez e olha Kenshin de joelhos o olhando com raiva. As duas metades de sua vida. Lilith e Mikaela. Duas mulheres tão diferentes. – Estamos entendidos?
–Sim Bes, estamos entendidos.
A amargura de Kenshin fez ele suspirar fundo, Bes estava certo, o amor só atrapalha os planos. Ele vai seguir plano, mais para isso ele precisa pensar e rápido, pois ira seguir do seu jeito. Bes quer Lilith e ele a quer morta.
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