Notas iniciais
Olá desculpe a demora. mais esta ai mais um capitulo da saga de Mikaela e Adele.

Estou procurando por nada mais no amanhã
Eu alcanço o céu enquanto eu puder
O desconhecido sempre estará esperando
No meu último dia eu vou pular em suas mãos

Eu não estou contra eu mesma, não vou seguir
Porque as minhas escolhas são minhas, é o meu destino
E eu nunca vou me curvar à tristeza
Vou enfrentar tudo o que está vindo em minha direção

A mentira, o diabo, o silêncio


Abraçando o mundo no limite

Vamos queimar
Vamos queimar
A noite nos céus aqui esta noite

Within Temptetion- Let’s in Burn.

Ponto de vista Mikaela.

A sensação de náusea era enorme, sentimentos confusos que eu não entendo. Kenshin conseguiu novamente me deixar confusa e em um beco sem saída. Posso dizer uma coisa de bom saiu de tudo isso. Tio Rick arrumou a desculpa perfeita para Damon ir comigo a todo lugar. Bom, quando eu vi meu mestre no Grill eu pensei que tudo tinha ferrado, a não ser o fato que quando eu ia com Kenshin para casa meu tio levou Meredith, coitada ela estava deslumbrada por Kenshin, ele conversou com Kol que disse o quanto ele é perigoso. Não me pergunte por que mais a única coisa que sei foi à idéia de Damon foi usada. Ele conseguiu convencer realmente Kenshin que Kol é um perigo para mim, isso me faz querer rir alto, mais por outro lado agora eu tenho uma baba. Depois que minhas lagrimas foram secadas Tio Rick contou a conversa com Kol. Ele falou que Kenshin é uma combinação três vezes mais perigosa que a família Mikaelson e que eu não deveria ficar sozinha com ele. Acho que Kol ainda espera a aprovação do tio Rick que começou no baile. Ele tentando se fazer de bom moço. Esse pensamento sempre me faz gargalhar. Estou conseguindo com maestria deixar ele longe. Mais tem dias que é impossível, aquele calor, aquele desejo, aquela atração, é como se ele fosse o fogo mais poderoso que eu quero me queimar.

Por outro lado eu tenho que pensar como serão os treinamentos, sei que ele vai pegar muito pesado hoje por causa de minhas birras a noite passada. Minha doce e grande língua. Eu nem sei por que eu até coloquei maquiagem hoje, mais no fundo da minha mente a resposta vem. Você o deseja também, você ainda o ama. No fundo da minha alma eu queria ter ele, mais eu não posso, dói demais, dói muito. Ficar ao seu lado sempre; agora em diante durante algumas horas sozinhos com Damon. Uma coisa é em sua casa, onde tem Sasha e Sakura, onde ele se controla e eu também para não as assustar, mais aqui somos bombas relógios prestes a explodir. E quando explodimos tem duas chances de acontecer tragédias, a primeira é nos acabarmos fazendo sexo no mesmo lugar ou eu sair muito machucada pela surra que eu vou levar.

Damon. O vampiro pode ser meu amigo? Eu não sei, a realidade é essa, eu não sei. Ele descobriu pela nossa conversa; depois que Kenshin saiu; que o “cara” idiota que me traiu foi ele, meu mestre, o homem que foi minha vida. Agora convencer tio Rick foi outra coisa. Ele realmente pensou que ele pode me proteger de Kenshin mais Adele chegou à sala e explicamos como funciona a coisa. Kenshin é nosso guardião mágico, é ele que manda em nosso destino. Afinal somos magos não humanos.

O pensamento de deixar Lilith chegar perto de Adele me apavora, eu preciso de algo concreto. Preciso saber a verdade e Rebekah vai me dizer. A loira estranhamente não veio na escola hoje, eu queria conversar com ela sobre isso, mais por outro lado foi melhor, eu não sei o que estou fazendo hoje. Eu não sei se estou com raiva, esperança, algo de concreto porque até agora a única coisa que eu sei é que eu vou levar uma surra por ser malcriada como Damon diz.

Os corredores estavam vazios a esse horário. Damon viria no final da aula e eu irei encontrar Kenshin, trouxe minhas roupas de treinamento. Minha magia oscilava dramaticamente, variando com meu estado de espírito nesse momento, que no caso não é dos melhores. Entro no vestiário indo até meu armário, onde eu mais cedo tinha colocado minhas roupas e minha espada. Ao tirar a mochila de lá e minha Katana que desde a primeira fênix esta inteira a olhar é frustrante. Por um lado eu amo salvar as pessoas por outro lado eu odeio meu destino. Sento-me no banco ao lado dos chuveiros admirando a espada. Longa, armação vermelha, o protetor dela jogava magia, a espada de um mago sentinela como eu tem poder, quanto mais mortes mais poderosas, é como se a magia da lamina entrasse em ressonância com nossa magia, explodindo poder.

Quanto sangue essa lamina viu? Quando sangue eu derramei com essa lamina? Eu não sei, quando morava com Kenshin quase todas as noites saiamos para alguma parte do mundo matar demônios, alguns como treinamento outros como ameaça para os humanos. Agora essa lamina só lembra-me do meu destino.

Coloco a lamina no banco e tiro minhas roupas de guerreira, a calça de couro, a blusa fechada em estilo oriental, mais preta e sem mangas também de couro, as adagas, sais e armas de pequeno porte, os coturnos. Respiro fundo e sinto as lagrimas cair novamente, estou com um serio problema de TPM, quanto tempo eu não os uso? Desde que minha mãe morreu. Parece outra vida, outra historia, outro lugar no tempo em que eu tinha uma mãe para me consolar e enxugar minhas lagrimas. Respiro fundo e tiro minhas roupas. A calça, camiseta, sutiã caem no chão e eu me perco olhando o espelho. Fecho os olhos e tiro o feitiço usando o elemento ar que faz minhas marcas, tatuagens guardiãs ficarem escondidas. Olhando-me no espelho eu vejo as marcas. Tantas que me perco as observando. Os braços cheios de runas, minha fênix cobrindo a lateral do meu corpo, as cicatrizes de batalhas, poxa eu só tenho 17 anos, mês que vem 18. Minhas pernas cheias de marcas que me marcam a fogo o que eu sou. Uma sentinela, uma pessoa escolhida pelos deuses para lutar. Olho para meu antebraço e vejo a marca da proteção, proteção contra o mal. Eu pareço aquelas punks cheias de tatuagens. Eu poderia usar sutiã, mais a blusa é feia de um material onde deixa meus seios no lugar e eu não sou fã de usar sutiã com couro, ele sempre atrapalha se eu precisar ativar a marca da cura debaixo do meu seio esquerdo e pra piorar ele pega debaixo do meu mamilo, isso sempre me deixa com vergonha, mais é preciso para sobreviver.

Respiro fundo olhando minhas roupas, pego a blusa primeiro e a coloco, fechando o fecho frontal com as fivelas, depois as calças que caíram como luva para eu e enfim os coturnos. Seco as lagrimas. Mikaela Saltmann Valey não chora. Ela é forte. Esta na hora de deixar de depender de bom... tudo?

Sinto o cheiro amadeira e doce antes dele mesmo entrar no vestiário. Kol esta insuportável me seguindo pela cidade e bom, me provocando. Nas últimas semanas eu simplesmente ativei a runa que esta na minha panturrilha que fecha minhas visões. Vai por eu ter uma visão e minutos depois Kol aparece em minha frente pelo menos cinco vezes por dia não é legal, tirando o fato que ele senta atrás de mim e fica mexendo do meu cabelo, falando algumas coisas que me fazem corar. Suspiro fundo e encaro o chão, olhando para meu braço esquerdo e bom desativando a runa que dá a mim o acesso a ver e sentir a energia de tudo, o que Kol e ninguém sabe que é bem mais fácil encarar ele sem sentir aquele fluxo de energia que ele exala.

– Olá Mikaela. – ele fala rouco em meu ouvido em minhas costas eu posso o ver pelo espelho, mais alto do que eu, jeans preto, camiseta de mangas longas e usa botas, seus olhos me encaram pelo reflexo, me fazendo sentir algo que eu não quero pensar. – Fazendo magia há essas horas, nãnãnã, eu até posso pensar que você vai à guerra, mais espera, não é isso, você vai treinar com seu ex-amante e seu mestre. – Kol fala isso de modo obsceno e eu travo minha mandíbula e tento não corar, qual é a dessa gente que hoje resolveu falar que Kenshin é meu ex.

–Senhor obvio, então o que você esta fazendo aqui? – Falo grossa, eu não estou de bom humor e sentir sua energia me dá mais, como eu posso explicar, vontade dele me beijar de novo? Minha magia se agita ainda mais com ele colocando sua mãe gelada em meu braço.

– Queria ver você, seu tio conversou com você?- Kol pede sorrindo mais amplamente, isso vai ser um problema, ele se comporta tão bem quando tio Rick esta por perto.- Alguém esta de mal humor pelo jeito, você é muito mal criada. – Seu hálito bate em minha nuca e me faz arrepiar, já esquecendo de tudo o que estava pensando, ele percebe isso e sorri mais se possível e eu bufo com raiva.

–Isso é ridículo- respiro fundo tentando me acalmar.

– Ho Mikaela, você faz sexo com um guerreiro antigo, muito mais antigo do que eu e ...- ele parou de falar porque eu fiquei corada seu humor passou de irritado para alegre. – Você fica tão linda corada, esta com vergonha? Ho que bonitinha, corada e com vergonha – Eu juro que vou tirar esse sorriso de seu rosto o mais breve possível.

– Kol se afasta – falo sentindo meu fogo queimar na minha alma.

–Não, não vou, porque eu não gostei de saber sobre você o Kindin lá, Quindim é nome de um doce sabia? Será que ele é tão doce assim pra ...- Kol parece uma criança mimada, psicótico maluco, seu sorriso duro em cólera.

–Kol se afasta – falo novamente mais irritada, Kol não tem o direito de me provocar assim caminho para o lado.

– Não tão fácil assim ruivinha- ele fala indo como um borrão e me prensa na parede com força.

Fecho os olhos respirando fundo, eu não posso perder o controle, eu não posso, seu cheiro se intensifica, amadeirado, selvagem. Eu sinto aquela energia e a magia que antes era cheia de raiva passar. Mais em troca minha magia expelia de mim era mais feroz.

Abro os olhos, esse foi meu erro. Kol estava com o nariz a centímetros do meu e como se fosse magia, ele me beija novamente. Sua língua era como doce heroína, uma droga e pra piorar a situação o beijo é como eu me lembro, feroz se encaixava perfeitamente como se fosse um jogo dos deuses para o fazer completamente perfeito. Minha respiração ofega rápido. Perco o fôlego e Kol se afasta.

–Eu não posso Kol – minhas palavras o fez irado, as veias de seus rosto saltam e seus olhos ficam vermelhos, me assustando um pouco pelo motivo que eu acho que gosto dele, ele me faz esquecer realmente que é uma criatura das sombras.

– Não pode? Eu e você queremos será que tem a ver com um samurai antigo?- sua raiva me fez engolir a seco, a situação constrangedora e minha fraqueza por essa criatura. Kol esta com ciúmes. – Eu até pedi permissão para seu tio Mikaela. – ele fala com raiva as presas saltando para fora, mais ele para de repente e me olha profundamente nos olhos.

Seus olhos são abismos, me perdi naquele chocolate e seu aroma que mexe comigo, eu posso negar até o fim da minha vida, mais ele mexe mais do que deve. Eu tentei de tudo para fazê-lo parar de me incomodar, ficar longe, mais estou tão cansada de seguir regras. Regras escritas por Kenshin. Minha posição é estranha, estou prensada na parede com ele me segurando com força, força sobre humana, não me machuca é até bom? Segurando minhas meus braços me levantando um pouco do chão não sentindo meus pés fazendo de tudo para não enrolar minhas pernas em seu quadril, porque é essa a vontade que eu tenho

–Eu não posso, por favor, Kol- a respiração ofegante o fez olhar meus olhos mais brilhante.

–Você não me afastou, nem um momento até agora, não lutou, por quê?

– Você é um vampiro eu sou uma sentinela, devemos nos matar, não confraternizar. – Maldito mantra, porque tem que ser assim.

–Eu sei. – As palavras doces de sua boca me fez perceber uma coisa, eu não estou resistindo. Minha magia rondava nos dois. Eu não sei se vou ser capaz de resistir mais tempo.

Kol me beija novamente e dessa vez estou ferrada, porque não quero resistir. E não resisto. O beijo era intenso e enrolo minhas pernas em seu tronco. Com isso ele pudesse ele me esmaga mais abertamente e quebra o beijo me olhando mais atentamente como se eu fosse fugir. Dane-se tudo. Coloco enrolo minhas pernas em sua cintura. A magia oscila e descarrega como raios, Kol me olha intensamente e sorri.

–Agora eu entendo porque Bekah gostava do sentinela.

O fluxo de magia enquanto ele me beija novamente faz tudo parecer ter cores. Com sua rapidez vampiresca minhas roupas desaparecem como as deles, uma tirada de roupa em tempo recorde. Minha magia se choca com ele o fazendo ele bater as costas nos chuveiros coletivos, a água começou a jorrar e ele me puxa para si, fazendo a água lavar toda minha frustração e duvidas. Eu não quero pensar.

Lábios colocados e minhas costas na parede, gemidos, um fluxo de energia e magia, misturado com desejo escaldante. Meu fogo interior gritava de alegria. Cabelos vermelhos misturados com seu castanho, minha pele quente contra a sua gélida, criaturas que deveriam se odiar. Os meus gemidos o fez sorrir, nenhuma palavra dita, nenhuma palavra contada, só movimentos orquestrados como se fossem certos. Azul no castanho, preto e branco, yin e yang, opostos. A falta do ar quando chegamos no clímax me fez tremer. A água caindo por seu rosto quando me olhava.

– Eu preciso ir. – Falo rápida e em troca ele me beija.

–Tudo bem, quando eu posso te ver de novo?- A pergunta me fez engolir a seco, como se Kol fosse outra pessoa.

– Eu não sei. – A Resposta foi sincera.

Saio de seu aperto e tiro a água de meu cabelo. Kol fica muito tempo em silencio, como se o fato de eu e ele termos... ficado agora em uma posição intima demais fosse demais para sua cabeça. Me visto rápida, colocando o sutiã no processo, as roupas de sentinelas, a espada me olhava de longe, como se fosse algo vivo e real. Me encarando e dizendo a estupidez que fiz. Respirei fundo usando meu elemento fogo para secar meus cabeços, em segundo ele fica seco.

–INCRIVEL – Kol fala estufado, não percebi que ele me observava, saindo do transe me deixando corada de vergonha.

–Te encontrei – Damon entra no vestiário e me vê naquela posição, Kol ainda nu no chuveiro, eu com os cabelos molhados. – Uau, isso é... — Damon nos olha e cai na gargalhada. Ele riu tanto e Kol se veste rápido demais. Damon sentou no chão de tanto rir. – Olha, isso é um tanto estranho, nós precisamos ir até o samurai, seja uma menina boazinha e vamos.

Sua fala tentando parar de rir de mim, eu estava com muita vergonha. Kol foi de calmo a cólera em segundos, seus olhos vermelhos, presas saltando. Ele ia abrir a boca mais eu fiz algo que faço muito, eu fugi.

–Eu preciso ir Kol, nos falamos mais tarde.

Estendo a mão e a katana salta em minha mãe, caminho até Damon abrindo o véu e o puxo no processo. A ultima coisa que vi foi Kol me olhando estranho. Sem despedidas, mais tarde eu lido com ele. Damon começa a se debater, o cheiro de enxofre, caímos na floresta.

–Mikaela, isso é horrível, passar por esse portal.

–Damon cala a boca, por favor. – Respirando fundo, tento me concentrar no que eu fiz. – Eu to ferrada.

–Com toda certeza ruivinha, mais você fez o que todo mundo faz, até eu mesmo, afundou a dor transando com alguém. Mais eu vou te dar um conselho, você esta envolvida com dois seres milenares e talvez não saiba o que isso significa. – Eu levanto as sobrancelhas e Damon se joga sentando em um tronco seco batendo a palma da mão para eu me sentar. – Seres antigos tem um certo problema com regras Mika, você deve entender que por mais que o original alegrinho goste de você, isso é passageiro. Ele ai se cansar rápido demais, para seres milenares, somos apenas jogos, eles não nos matam porque precisam entrar em jogos sádicos, porque querem nos usar para seus fins. Klaus nunca matou eu e nem Stefan por isso, somos sua diversão no tédio da eternidade. Seu mestre maluco é a mesma coisa, tome cuidado.

– Desde quando você é tão sábio?- Pergunto olhando Damon que esta mais parecendo meu pai, do que vampiro. A confusão de sentimentos dentro de minha alma esta me fazendo fazer besteiras.

–Eu vivi mais do que você, no final é você que vai sair machucada.

Respiro fundo tentando controlar minhas emoções, pois sei que um velho rabugento Samurai milenar. Vai pegar pesado.

Ponto de vista Adele.

–Olá Adele.

Ester Mikaelson estava parada a minha frente, Stefan foi pegar algo para nós comer e atender uma ligação de Elena. Ela ficou para alguns segundos em minha frente e sentou ao meu lado, na praça da cidade. Olhando como eu as crianças brincarem. Me senti desconfortável, via tudo, o fluxo de magia, as cores vibrantes que o sol dá a todos, mais de Ester nada. Como um vazio se instalasse aonde ela estava. Me senti estranha, desconfortável? Eu não seu, não entendo o mundo onde vivo. Mecho desconfortável a barra de meu vestido. Ela fica em silencio por muitos minutos, só observando a vida em nossa volta.

–Leu o grimorio que lhe dei?

–Não era para minha irmã?

–Não, meu filho masculino caçula gosta de pensar que é para sua irmã, mais é para você, Finn diz que você é muito inteligente e entende o mundo com olhos de desbravadores. Pensei em ajudar a você a entender o turbilhão de emoções que a rondam. Feitiços úteis eles contém. Gosto de pensar que lhe ajudando estou contribuindo para o mundo, uma criança tão especial como você que foi criada para ser sacerdotisa deve entender o mundo como ele é.

Seu sorriso não chegou aos seus olhos, ela parecia Mika mentindo quando queria esconder chocolates para ninguém os comer. O brilho estranho de seus olhos me fez ficar mais cautelosa.

– Obrigado Senhora Mikaelson, eu vou o ler. – Sorri educada. Mais ela não parou de falar.

– No mundo existe uma balança, uma balança muito pequena, onde a luz e trevas reinam e brigam eternamente. Você faz parte dessa balança, leia e você entendera.

Ester Mikaelson começou a andar rápido para longe de mim, mais percebo as trevas rondando ela, como se fosse lama a perseguindo, mais as crianças não têm isso, suas auras como seu corpo são cobertos de uma luz dourada, como minha própria irmã a têm. Momentos depois vejo Klaus em pé, sobre um cavalete pintando algo distraído. Mais ao longe, escondido sobre sombras de arvores. Algo me atrai a ele, meus passos devagar, me encaminham ao seu lado. A pintura era de um homem de longos cabelos vermelhos, sorriso radiante nos lábios, olhos de um azul índigo. Um horizonte expendido, ao seu lado uma fênix.

–Curiosa senhorita? – Klaus fala sorrindo de lado, o sorriso enigmático em seu rosto.

–Ele se parece com alguém que conheço. – Sua aura estava leve, um leve brilho dourado no meio da escuridão que o ronda. Ele estava em paz.

–Deveria conhecer, ele é o antecessor de sua irmã, ele é Chrispin Valey, a antiga fênix.

Eu não esperava essa resposta, eu o olho curiosa, mais algo dentro de eu diz que isso é importante, Klaus sorri olhando a pintura, sua aura parou para um brilho branco misturado com pequenos tons verdes, azuis e rosa. Ele esta com saudade.

–Ele protegeu o receptáculo de Lilith por muitos anos, minha irmã Rebekah não admite mais ela só amou dois homens em sua existência, um foi Chrispin e o outro foi Marcel. Ele morreu para proteger sua prima o receptáculo de Lilith.

Algo dentro de mim remexe desconfortavelmente. Eu sei que Lilith é a rainha do mundo das sombras, ela ganhou sua própria dimensão quando foi deposta de seu corpo por quase matar um deus, assim os deuses supremos ou primordiais a deixou com uma dimensão só para ela. Como uma maga que ascendeu seu poder e magia ela ganhou a imortalidade, mais sua natureza volátil e cheia de violência ela fez sua dimensão ser a imensidão de trevas. Todos a temem por isso. Ela tenta destruir os magos e sentinelas por muitos milênios. Ela é temida.

– Eu sei as lendas, Mika foi proibida por feitiços a falar sobre isso, os anciões fizeram um feitiço de compulsão, ela não pode me dizer nada. – Falo achando curioso Klaus saber de tudo isso. Vivi minha vida inteira trancada em uma escola de sacerdócio, muitas coisas como a natureza corrupta foi escondida de todas nós, aprendemos a não sentir para se purificar, a servir os deuses. Não sentir significa que estamos a um passo de ser divindades imortalizadas.

–Interessante isso.

Klaus esconde isso, sua natureza é mais volátil. Mais uma coisa que eu não entendo. Algo esta errado, algo que eu não sei. Será que Mika sabe?” Ela foi proibida de dizer criança vá atrás da verdade”, essa voz novamente. Mais ela esta certa, eu preciso saber.

–Preciso ir, tenha um bom dia Senhor Mikaelson.

O caminho até o banco é curto, Stefan voltada não sei da onde. Ele sorria feliz ao me ver e eu retribuo o sorriso. Seus cabelos loiros, os olhos verdes brilhavam ao me olhar. Algo dentro de mim despertou. Eu preciso comungar com os deuses, algo não esta certo.

–Venha Adele, vamos comer.

Ele me puxa para o Grill e o sigo. Mais algo esta errado, da onde saiu essa vontade de comer, mais não comer comida, Stefan? Eu nunca percebi isso, homens. É essa a fome que Mika sente toda vez que olha para Kol?

Ao passar pela porta eu tropeço no degrau, o chão não vêm, Stefan me segura e quando nossos olhos se conectam eu sinto algo diferente. Um nó no estomago. Algo que nunca senti. O que será que é? Stefan engole a seco e acaba por ter uma briga interna. Eu vejo pela sua aura. E enfim ele se decide e me beija. Um tocar nos lábios, mais automaticamente minha boca se abre e nossas línguas se tocam. É assim beijar. Sinto o gosto de uísque e algo mais doce, como se fosse muito doce. E bom. O beijo devagar, eu não sei fazer isso. Sacerdotisas não podem ter contato com o sexo oposto. Lembrando disso eu quebro o beijo e olho para Stefan que está envergonhado. O que é isso? O que é essa sensação? Olho para ele assustada.

–Desculpa Adele, isso não vai se repetir.

–Tudo bem Stefan, vamos comer, eu preciso de algo doce. – minhas palavras o fez acenar com a cabeça eu quero entender, o grimorio de Ester pode conter algo que eu não sei. Um fogo em meu coração que quero deixar queimar.

Floresta: ponto de vista Mikaela.

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O olhar assim, como se fosse uma criatura saída do conto de fadas, no local que estávamos é uma clareira que ele usou magia para queimar as árvores, as cinzas dispostas pelo ar e chão. Com um toque ele faz o pescoço do Damon ser quebrado. Assim ficando sozinhos.

–Vamos ver o que você fez esses últimos dias e meses.

Engoli a seco, ele esta muito irritado e por isso eu sei que vou ficar muito machucada. Ele não abre espaço para eu respirar me atacando com tudo que tem. Onde eu bloqueava ele atava, com fúria e cólera, algo manchado, algo quebrado, raiva dominando os movimentos, ciúmes, algo dentro de minha alma me sentiu em casa, dentro dessa dimensão que é nosso mundo agora, a cada chute e golpe das katanas o metal saia faíscas, o fogo do meu elemento com a água de seu, lutando por dominância, poder, não é um simples movimento, é a libertação de sentimentos e movimentos a muito contidos, algo grotesco.

Kenshin dominava os movimentos sendo bem mais rápido do que eu, mais mesmo assim eu consigo desviar golpes atrás de golpes, a dominação para ver quem manda nesse relacionamento disfuncional cheio de intrigas, desejo, medo e poder, um relacionamento acabado. Os golpes ficaram mais intensos, eu não conseguia mais controlar o fogo dentro de mim, a ansiedade pela vitoria. Kenshin pula para trás segurando a katana de modo defensivo, eu o queimei de novo, suas vestes negras tinham pequenos buracos que ele não se importou de olhar. Nossos olhos sempre conectados. Algo grotesco saiu de sua garganta. O próximo movimento me deixou desconcertada, ele tira a parte de cima das vestes ficando só com as calças e botas, elas tinham queimado em poucos segundos, admirando seu corpo eu não posso deixar me levar por sentimentos como desejo. O grande dragão azul em seu torço, as marcas cravadas das runas, os cabelos castanhos caindo sobre os olhos, ele continua como eu relembrava. O golpe foi em milésimos, eu estava com a espada segurando ela com força em um angulo estranhos, ficamos olho a olho, essa não é mais uma simples briga, essa é a resposta por liberdade que a muito tempo não tenho. Controlando minha magia a invisto na lamina que seguro o fazendo ir para trás e o ataco deixando fogo pelo chão, tão anti-natural, tão primordial.

– Controle-se – A sua voz saiu com raiva, eu mecho com seu ego.

– Então me treine e não tente me matar — falo para o ex- retalhador das tropas das trevas.

– Concentre-se — a voz saiu misteriosa mais ao mesmo tempo maliciosa. Eu o conheço para saber que ele planeja algo.

Cai no chão antes de piscar com a lamina em minha garganta, minha espada estava deslizando de minhas mãos, mais como uma ultima investida eu o desarmo e ele cai por cima de mim, meu fogo começa a queimar e antes que ele fuja ele conjura água me molhando.

– Controle-se — a voz mandona sai mais uma vez, minha cara de poucos amigos o fez sorrir mais amplamente, mais algo dentro de mim queria revanche que não veio, só o beijo ardente e seu corpo encima do meu. O gosto tão distinto.

Minha magia o empurra com tudo, ele não tem o direito de fazer isso. Puxo a Katana com magia e o ataco em seguir, ele desvia o golpe usando água.

–Uso o fogo e me ataque, essa é sua maior arma.

Conjuro o fogo, a lamina em minha mão, ardendo de raiva e libertando os sentimentos, eu não vou me conter. O soco veio em segundos, sua espada estava caída atrás de mim. Meu lábio sangrou. A explosão de magia poderia ser sentida a muitos quilômetros de distancia. Respiro fundo e ele me ataca. Os olhos negros puxados me faz lembrar porque gosto tanto de mangas, olhos de abismos do mal. Sua espada passa a sentimentos do meu rosto e a minha corta seu braço. O rastro de fogo e a terra molhada deixa a marca da fúria do golpe. Eu o poderia o matar, como ele a mim.

–Controle-se – ele fala novamente.

Respiro fundo controlando meus movimentos. Ele me ataca mais agora quem manda nessa luta sou eu, eu sei seus pontos fracos como ele sabe os meus. A brecha que eu dei fez ele me atacar, levo muitos socos e amanhã vou ficar com muitos hematomas. Minhas mãos sangram com a intensidade que seguro a espada e o meu soco desviado faz bater em uma arvore, queimando segundos depois.

– Se controla Mikaela. – Ele grita para mim.

– Então me beije mais. – Grito novamente.

Ele fica em silencio, cabeça baixa, não olhando para mim. Só a sua espada. Respiro fundo e novamente o ataco. Ele me bloqueia e tudo acaba.

– Você esta em forma, mais precisa controlar seu temperamento, não deixe emoções dominar e te cegar, você precisa meditar.

–Não comece com as lições de vida zen, Kenshin. Não tente me matar enquanto treinamos. Controle seu ciúmes. Controle a ira e colora dentro de você.

–Você acha que é ciúmes? Você entende que esta sendo caçada como um animal por aqueles que querem o receptáculo? Você entende que todos nós precisamos de você viva? Então não banque uma adolescente Mikaela, você tem um dever. Vidas dependem de você, essa dimensão depende de você. Agora controlar? Você me insulta e acha que eu sou como seus amigos vampiros? Não Mikaela, eu vivi demais, não vou deixar você se desviar daquilo que tem que ser feito. Mesmo que pra isso você me odeie.

–Não vai ser tão difícil assim? Você nunca parou para pensar no quanto eu sofro? No quanto me dói ver você? – grito pro mundo inteiro, minha visão periférica vejo Damon acordando, Kenshin não quebrou o pescoço e sim ele o desacordou.

–E você parou para pensar que dói ver você? Dói saber dos meus erros? Eu sou seu mestre. Você sabe as conseqüências de se envolver com seu mestre, foi você que começou isso discípula. – bingo, agora sim, uma verdade fui eu que comecei tudo isso. Fui eu que o beijei a primeira vez. Eu sei das conseqüências, o quanto os anciões de meu povo proibiram essa união. O quanto Nefertiti lutou para todos saberem. – Eu sou seu mestre Mikaela você querendo ou não, você sabe que só não foi mandada para outra pessoa porque ninguém suporta além de mim seu fogo. Eu não me importo de ter queimaduras. Aprenda a conviver com isso. Esta na hora de deixar a criança morrer e uma guerreira nascer.

Engulo a seco respirando fundo. A raiva engolfada pelo meu destino eu o ataco novamente, deixando a raiva sair e ir embora. Kenshin sabe que não estou em condições de lutar mais, ele sempre me conheceu tão bem. Então ele me puxa, fazendo minha espada cair e me abraça. Sua palavras foram como âmago no meu ser, mais ele esta certo. Dói tanto. Ele me abraça forçado. Como fazíamos a muito tempo atrás, uma época que me sentia completa. Ele acaricia meus cabelos e meu rosto. Não sei por quanto tempo eu chorei. Só que eu preciso me transformar em uma guerreira. Respiro fundo e ele me olha como antigamente.

–Amanhã nós conversamos melhor. Vá pra casa, cure essas feridas. – seus olhos transmitem todo o amor que ele sente por mim. Merda o que foi que eu fiz. Estou tão confusa. – A leve para casa. Amanhã mesmo horário. – Ele diz a Damon sem nem ao menos o olhar. Me colocando de pé e virando de costas. Assim me deixando sozinha.

–Vamos?- o vampiro sorri malicioso a mim. – nunca vi uma cena tão intensa.

–Vamos ver Rebekah, eu preciso de respostas, espero que não comente isso com ninguém.

–Eu sei baixinha, vamos lá, abra seu portal mágico e vamos ver os Mikalson, isso me lembra que você tem que resolver algo com um deles.

–Damon, pode só ser meu amigo e ficar quieto, eu to confusa, por favor? – faço bico e ele me abraça forte. Abro o portal e caímos com um Damon tossindo muito na frente da casa Mikaelson. A escuridão da noite me faz lembrar minha missão. Maldito Kenshin.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.