Notas iniciais
Oiiii ... ( nos escondendo da pedras ....) Pedimos 1 milhão de desculpas de verdade pelo Hiatus indesejado! De verdade mesmo nem eu nem me beta pensamos que ficariamos tanto tempo sem postar! Por motivos pessoas e a falta de tempo isso aconteceu. Enfim. Tentaremos nessas férias de final de ano postar com mais frequência na medida do possível ok? Boa leitura!

O cheiro embolorado irritava a garganta dela profundamente. Por isso a cada cinco minutos a morena levava uma garrafa de água até seus lábios , absorvendo algumas gotas . Com as botas batendo ritmicamente o enorme baú ela observava o vampiro levantando grandes pesos de objetos estranhos , como se fosse travesseiros de penas de ganso .

– Eu sei que esta por aqui. – Resmungava Finn , com uma careta , a cada cinco minutos.

– Você pode achar amanhã . – Comentou Adele dando de ombros.

– Não tenho muito tempo , tenho que achar imediatamente . – A aura do vampiro novamente pegou ela de surpresa , no meio de tanta escuridão e calmaria , uma chama vermelha apareceu , como todas as vezes que ele tocava naquele assunto.

Adele nada falou , e Finn voltou a sua busca no sótão da casa , o lugar aonde o meio irmão tinha dito que tinha guardado as coisas dele. Depois dele ter a pego na escola tinha a levado para a mansão dos Mikaelson's estranhamente vazia.

Adele encarou novamente o teto limpo , imaginava que o sótão haveria aranhas ,como nos filmes de terror que Mika adorava , ela gostava de aranhas , talvez pudesse encontrar algumas depois. Mas o teto limpo não prendeu sua curiosidade por muito tempo , o que a fez encarar novamente tudo ao seu retor.

O grande sótão , também possuía grandes caixões , o que a morena cria ser um agouro de péssima sorte , mas era só por eles estarem deitados e não em pé como sarcófagos.

– Finn , porque há só cinco caixões? – Perguntou ela notando aquilo pela primeira vez. Finn tinha explicado antes , que por ele , os caixões seriam posto fogo , porém ninguém parecia se preocupar por eles estarem ali , também contou que um era dele , outro de Kol , Elijah , Rebekah e até mesmo tinha o da mãe.

– Porque a maldade de Niklaus não tem limites. – Explicou o vampiro de forma frívola sem parecer se importar com aquilo.

– Sempre há limites para a maldade, Finn Mikaelson. – Disse Adele se levantando e para ficar entre ele e uma pilastra.– Me conte o que esta procurando sim? E porque me trouxe até aqui.

– É um … – Finn suspirou , tinha acordado em uma época desconhecida , com pessoas desconhecidas. Não tinha ninguém a quem confiar , e quando achava que tinha a mãe , ela lhe vinha com um pedido de se entregar a morte , para assim acabar com os irmãos. Ele não precisava de muito , só uma certeza de que no final , ele faria a coisa correta ao seu ver. Morrer. – Um colar , de uma pessoa importante para min. Esperava que me fizesse o favor de a encontrar usando o colar como um ponto chave.

– Entendo. – Adele ficou por alguns segundos distante o que fez ele a encarar de forma apreensiva. – Acho que posso fazer isso por você , desde de que …

– Desde de que ? – Questionou ele encarando o chão em vez da garota.

– Desde que me diga porque resolveu me pedir isso? Porque não a sua mãe? – Adele não sabia porque queria saber , e já estava cansada de querer entender porque queria saber de tudo. Mesmo assim precisava saber aonde estava se metendo.

– Minha mãe .. não entenderia. –Respondeu somente desviando voltando a olhar , quando se virou novamente parecendo tentar mudar de assunto, mas não conseguindo continuou. – O nome dela é Sarge … Sua irmã me lembra ela. – Finn suspirou fundo se sentindo mais melancólico do que nunca. – Só quero a ver uma última vez.

– Então. – Disse a morena sorrindo de modo cansado , somente pendendo um pouco a sua cabeça quando seus braços foram apoiados em suas costas. – Encontre colar e depois me encontre , eu preciso ir .

– Eu a levo. — Garantiu Finn educadamente.

Adele levantou uma mão já começando a subir as escadas deixando claro , e sem palavras, que não precisava que ele a acompanhasse. Ela já tinha decorado o caminho de certa forma. O grande corredor branco e depois a porta mostrou sua saída.

Quando Mika chegou do Grill a encontrou na sala fazendo sua lição de casa. Segundo a ruiva via a irmã era como uma esponja , absorvia tudo ao seu redor e tinha uma habilidade grande de se moldar a quase tudo.



~~x~~





Do outro lado da cidade Kol sorria sarcasticamente vendo o irmão encarar orgulhoso seu pequeno “exército” de híbridos, que tinham voltados a cidade para servirem seu criador da maneira que ele quisesse. Os híbridos tinham feito um pequeno acampamento na vasta floresta de Mystic Fall's.

– Eles podem ser fortes , mas eu acabaria com todos em um piscar de olhos. – Garantiu Kol presunçoso.

– E eu acabia com você na metade desse tempo. – Rebateu Niklaus cruzando os braços e a levantando sobrancelha ao mesmo tempo que sorria psicoticamente. O outro riu não levando a sério a ameaça do irmão , como não levava nenhuma tão seriamente quando deveria. – Agora me diz, como anda a escola ?

– O que posso dizer? – Kol parou de forma dramática e passou o dedão nos lábios. – O sangue é sempre fresco. – Klaus riu junto ao irmão que logo continuou. – Claro que estou sendo discreto como Elijah e sua moral espera ,mas até que é … Uma distração.

– E uma ruiva com um poder extraordinário não tem nada haver com isso não é? – Lembrou o híbrido Original um pouco desconfiado quando voltou seus olhos para o irmão. – Alguma novidade?

– A não ser sua linda boca malcriada, ela não fez nada ainda preocupante … — Um toque de celular fez Kol parar de falar.

Klaus atendeu rapidamente seu celular quando o tirou do bolso da jaqueta. Enquanto ouvia atentamente seus espias , Kol olhava descaradamente para as pernas de uma híbrida que passava por ele. O ranger dos dentes de Klaus , fez o outro se voltar rapidamente para ele.

– Nossa mãe foi vista com Bonnie Bennett e a mãe Sheila . – O loiro ainda tinha sua posse soberba , mas a irritação era clara em seus olhos. – Bruxas conversando entre si , tem coisa pior? Sim tem. – Klaus se voltou para Kol com uma expressão carrancuda. – Nosso irmão Finn com a outra , a garota dos deuses.

– Finn? – Perguntou Kol só para ter certeza , o irmão confirmou com um aceno de cabeça. – Será que Esther tem algo a ver com isso?

– Nunca tive sorte pra acreditar no contrario. – Murmurou Klaus mais pra si mesmo. – Se um inimigo ressurgi é por algum motivo. E sempre é para me destruir.

– Que otimista. – Zombou Kol revirando os olhos e chamando a atenção do irmão pra ele.

– Como anda sua investigação mesmo? – Perguntou o híbrido seriamente.

– Fugindo. – Disse Kol simplesmente ao dar de ombro. – A ruiva tem seus problemas de confiança o que é óbvio. Mas chegarei até a ela.

Klaus balançou a cabeça aceitando as palavras do irmão. Com um gesto cansado ele levou a mão até o pescoço para o massagear suavemente, como se assim aliviasse sua tensão. Olhando o grande acampamento de híbridos. Sua memória foi ativada.





Roma; 523 Anos Antes.



As novas tintas tinham cheiro de frutas e ervas. Ele adorava o cheiro delas. Talvez porque lhe davam uma nova perspectiva , ou porque todas as vezes que ele encontrava força para pintar esquecia momentaneamente seus problemas e seus demônios internos.

Você se acha superior pintando não é? Como um deus brincando de criar um mundo novo. – O comentário chegou até ele o fazendo sorrir minimamente.

E não é a graça de ser … poderoso? Criar e fazer o que quisermos? – Rebateu Klaus encarando sua obra mal acabada.

As nuvens cinzentas junto a um céu escuro e sombrio não era nada encantador para ninguém que visse , mas ele não queria que ninguém visse. Apenas Crispin tinha coragem de entrar no santuário , que era aquele espaço para o loiro.

Com o poder há responsabilidades que nos pesam. – O grande guerreiro em sua túnica clara nada condizente a do outro deu a volta na tela de papiro e encarou o amigo de forma cansada. – Quando você encontrará responsabilidades além de si mesmo Niklaus?

O olhar do híbrido não apavorou em nada o outro. Crispin levou suas mãos até sua cabeça fazendo seus cabelos castanhos avermelhados ficarem levemente bagunçados.

Isso é por Rebekah não é? Não me interessa o que vocês querem ou não fazer , eu já disse. – Klaus pegou ao seu lado um pano branco e passou em suas mãos , como uma maneira de virar o rosto para o amigo.

Estamos juntos sim , e seria bom se você aceitasse. – Crispin suspirou fundo em clara impaciência. – Levando em conta que eu posso morrer amanhã por cumprir meu dever com a criança dos deuses , o seu ciúmes é irrelevante ao ponto de se negar a pelo menos falar com sua própria irmã!

O riso de Klaus sarcástico preencheu a saleta.

Esse , exatamente esse , é um dos motivos que eu não quero me envolver – Klaus com sua velocidade se virou em um segundo ficando frente a frente com o outro. – Esta disposto a morrer por um ser que é apenas um receptáculo , segundo você disse , para uma deusa. E depois? Quem ficará aos prantos é minha irmã! Eu sou constante na vida dela , e por um segundo …. – o loiro segurou firmemente os ombros de Crispin que ficou sem palavras para rebater. – Achei que você também poderia ser.

É o meu dever Niklaus... acima do meu amor por Rebekah o meu dever deve ser cumprido …







Como uma sombra gelada uma águia sobrevoou por ali tocando o rosto de Klaus, o fazendo voltar para o presente , ele abriu os olhos se encontrando sendo encarado por Kol.

– Vamos fazer o que temos que fazer. – Mandou o híbrido secamente.

O pio da águia ao longe fez o híbrido estreitar os olhos.