Ellie
9 This is not true.
Notas iniciais
O conde suspirou, massageando sua têmpora.
– Era só o que me faltava. — resmungou.
– Bocchan, e quanto o convite que ele fez a Ellie? — o mordomo perguntou.
– Eu havia me esquecido. — Ciel arregalou os olhos. — Sebastian, que horas são?
O demônio tirou seu relógio do bolço do fraque, e suspirando, respondeu.
– 00:27, mestre.
O Phantomhive mais nada disso, apenas se levantou e saiu as pressas do escritório, com o mordomo logo atrás, ambos iam em direção ao quarto de Ellie. Quando chegaram, o pai da menina bateu na porta impaciente.
– Ellie! Ellie não precisa abrir a porta, só diga que está ai! — pediu.
E não obteve resposta.
– Sebastian...- chamou, o mordomo já sabendo o que fazer, quebrou a fechadura com um puxão.
Ciel entrou no quarto, vendo a janela aberta e várias roupas reviradas em cima da cama, foi até o banheiro com a esperança da filha estar lá, mesmo sabendo que não estava, passou a mão pelos cabelos, nervoso.
– Vou procura-la, bocchan, e ainda perguntarei aos outros se a viram. — disse Sebastian.
– Faça isso.
O mordomo foi até o quarto dos empregados, os mesmos ainda estavam acordados.
– Se-Sebastian-san, o que faz aqui? — perguntou Meyrin.
– Algum de vocês viu a Ellie? — perguntou com pressa.
– Não, por que? — Bard perguntou, Sebastian assumiu um semblante, de certa forma, preocupado. — o que houve?
– Ela sumiu.
Ellie acordara em um local sujo, era um pouco coberto porém a parede da direita simplesmente não existia, ela tentou se levantar, até conseguiu, mas logo caiu sentada de novo, suas mãos estavam presas em correntes cujo a outra ponta era na parede onde a dama antes esteve reencostada, também percebera que vestia um simples vestido branco.
Ela se perguntava o que havia acontecido, até se lembrar do que aconteceu antes de desmaiar. Olhou para o próprio pescoço, a procura do colar, apenas o pingente de coração continuava ali, e já não estava mais vermelho.
– Finalmente acordou, meu doce. — ouviu a voz de Leo.
– Leo! — chamou, ele estava a encarando, com o sorriso sádico no rosto. — o que está fazendo?
– Não é óbvio, sua bobinha? — riu. — eu te sequestrei.
– Mas por que? — ela perguntou, já sentindo um aperto no peito, aquele não era ele, não podia ser ele.
– Isso não interessa agora! — chiou.
Ela o encarou sem dizer nada por um tempo, ainda estava meio chocada, seria aquilo mais um de seus sonhos bizarros?
– Que lugar é esse? — perguntou.
– A ponte onde seu pai, matou o meu. — sorriu. — na verdade o covarde mandou aquele mordomo de merda fazer isso, por ser faquinho de mais.
– Do que você está falando? E isso não parece uma ponte!
– Claro, sua idiota, estamos dentro da ponte. — disse. — pobrezinha, mal sabe que foi enganada a vida inteirinha.
Ainda confusa, a jovem tentou se soltar novamente, puxando as correntes, desistindo se ajoelhou novamente no chão.
– Da pra ao menos explicar o que está acontecendo?! — exclamou, com lágrimas nos olhos.
– Será que vai aguentar a verdade? — gargalhou. — tudo bem, vou lhe contar, afinal, não vai poder fazer nada mesmo. Seu pai é um demônio, no sentido literal, docinho. Assim como seu mordomo. E esconderam isso de você a vida toda.
– ISSO É MENTIRA! — urrou.
– Sabe quem matou a sua mãe? — chegou perto da menina e sussurrou em seu ouvido. — você.
– PARA!
– Aquela humana era tão fraca e estúpida que não suportou a cria de um demônio, você já nasceu sendo um monstro, afinal de contas.
– Como assim um monstro?!
– Ora, meu docinho, filho de demônio, demônio é. — o garoto sorriu irônico.
– Eu não sou isso, e se fosse pode ter certeza que você já estaria estraçalhado! — respondeu.
– Humph, tola. — o anjo resmungou, e com uma cara emburrada, encarou o pingente de coração da garota, seus olhos de certa forma fluoresceram, que logo ficou como rubi novamente, e o peito da menina parecia que ia explodir.
Ellie trincou os dentes, não iria gritar, não iria dar esse gostinho a ele. Ele riu, e logo a dor parou.
– Agora, graças a sua estupidez sua família corre perigo...não é incrível?! — gargalhou.
– CALE A BOCA! — a Phantomhive urrou, algumas poucas lágrimas escorriam por seu rosto.
– E ainda vou lhe purificar na frente dos dois merdinhas, vão sentir a mesma dor que eu senti, e depois, serão eles. Bom, tenho coisas a fazer, não saia daí. — dpeois de rir irônico, o anjo abriu suas enormes asas e saiu dali, deixando Ellie livre para derramar quantas lágrimas quisesse.
– É tudo culpa minha. — soluçou para sí. -ele tem razão, eu sou mesmo um monstro.
– Não fale assim que sí mesma, minha flor.
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