Ellie
10 Yes, my angel.
Notas iniciais
Uma voz melodiosa invadiu os ouvido de Ellie, que olhou assustada para s dois lados. E quando olhou para frente uma mulher com longos cabelos louros cacheados, sorriso bondoso ,olhos idênticos aos da menina e pele muito pálida mesmo, a encarava, porém, ela não parecia real. A dama logo adivinhou quem poderia ser.
– Mãe?!
– Quem mais seria? — perguntou, se ajoelhando na frente da garota.
–...-
– Ora, não fique assim, está assustada por que sua mãe é um fantasma agora?
– É que é meio inacreditável...eu consigo te abraçar?
– Infelizmente não. — Lizzie assumiu um semblante triste. — Ellie, só quero que você não fique se culpando.
– Como? É tudo culpa minha! Se eu tivesse escutado o papai nada disso estaria acontecendo! — disse.
– As vezes por amor desobedecemos até nossos próprios pensamentos. — respondeu a mãe.
– Você já desobedeceu pelo papai? — Ellie perguntou, as lágrimas iam parando aos poucos, mas isso não significa que haviam parado de escorrer.
– Incontáveis vezes, inclusive por você.
– Como assim?
– Ellie, eu não deveria estar aqui, por que acha que não vê fantasmas de alguém? Por que acha que os humanos não acreditam que espíritos existem ou tem medo deles? Nós não podemos vir, e normalmente quem consegue se não sair em um certo tempo fica preso e normalmente, louco. — Lizzie encarou com tristeza a filha. — lembre-se: as pessoas não fazem loucuras só pelo amor. Eu te amo, florzinha. Continue sempre fofa certo?
– Mãe?
Elizabeth sorriu, e da mesma forma que apareceu, sumiu, do nada. Deixando a Phantohive sozinha novamente, ela só queria sair logo dali, matar esse imprestável que a sequestrou, e pedir desculpas ao seu pai e a Sebastian.
Todos na mansão se encontravam sentados nos sofás da sala principal. Meyrin chorava e era consolada por Finny, Badroy encarava os próprios pés, o conde resolvia o que fazer junto de Sebastian, e Tanaka....tomava seu chá.
– Sebastian. — todos levantaram as cabeças e encararam o conde. — se Ellie ia para o lago príncipal, era em Londres obviamente, então, prepare as carruagens, vamos todos para lá.
– Yes, my lord. — respondeu o mordomo, fazendo uma reverência e indo fazer o que lhe foi mandado.
– Quanto a vocês...- encarou os outros empregados. — arrumem minhas bagagens e as de vocês, Tanaka-san, você cuidará da casa.
– Yes, my lord! — exclamaram animados, simplesmente adoravam falar aquela frase.
Tanaka voltou a forma normal, sabendo que precisariam dele.
– Claro que sim, Ciel. — respondeu e caminhou até a cozinha, ele era o único que tinha certa intimidade com o conde, afinal cuidou do mesmo desde criança, simplesmente não conseguia o chama-lo de outra coisa.
– Docinho! Olha o que eu trouxe! — exclamou o anjo, que havia acabado de chegar, mostrando algo com comida dentro.
– Humph, não vou comer nada que venha de você. — resmungou.
O anjo segurou o queixo da jovem a fazendo o encarar e sorriu.
– Vamos Ellie-chan...coma.
– Humph. — virou a cara, sentindo a pontada no coração. — idiota.
– Então morra de fome. — resmungou o outro, jogando o que havia trazido longe.
Depois de alguns segundos, Ellie já não se aguentava mais.
– Por que está fazendo isso? Qual é o seu problema?
– Por que estou fazendo isso? — repetiu, sorrindo minimamente.
– Flashbak -
Leo estava em mais um de seus sonhos no qual conversava com seu pai — ou mãe? Mas já convivia com a mãe, ou pai? Isso é estranho...-, local era totalmente branco, com apenas alguns espelhos espalhados por ai.
– Pai? — chamou.
– Não sei por que ainda vem falar comigo, se sabe que não sinto orgulho de você. — respondeu Ash, aparecendo.
E ainda havia isso, nem sua mãe — ou pai — viva, cujo a mesma trabalha para a rainha como o seu pai trabalhava, nem seu pai — ou mãe — morto tinham orgulho dele? O por que?
Por que ele era um pecador em seus olhos, um grande erro.
Ele não era dois em um como os pais, ele era um anjo que deu errado, seria um anjo caído?
Seu maior sonho, era dar orgulho a quem o criou.
– O que posso fazer para dar-lhes orgulho? — perguntou.
– Você não teria coragem.
– Apenas diga o que quer que eu farei!
– Sendo assim...- se aproximou. — purifique a prole daquele que de certa forma, me matou.
– Yes, my angel.
– off -
– Isso realmente não lhe interessa, docinho.
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