Eles não precisam saber, certo?
5 Palavras mal-ditas
Notas iniciais
Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h35min
● GRAVANDO ●
– Estou morto de vergonha, mas... Ah, que se dane, eu vou contar tudo, tudo mesmo! Depois de duas semanas as marcas que Aomine haviam feito em mim. E durante esse tempo eu e o Kagami fomos, aos poucos, nos resolvendo, é claro que evitei o máximo de contato físico possível com Kagami para que ele não reparasse em todas aquelas marcas que o Aomine deixou, né? Eu não sei por que ele tem essa maldita mania de me deixar todo roxo e vermelho, e mordido e... Enfim. Kagami me levou para um encontro. E foi tão divertido! – disse sonhador. – olha, olha!
Kuroko pegou um pequeno cachorrinho de pelúcia branco, com preto e de olhos azuis que estava em cima da escrivaninha.
– Ele conseguiu esse bonequinho pra mim! Eu nunca havia ido num parque de diversões antes e foi muito legal! Kagami disse que essa coisinha fofa era parecida comigo! Eu lhe dei o nome de Nigou. Continuando, ele me levou até uma pousada linda a beira-mar! Kagami sempre foi tão fofo e romântico. Ele tinha um emprego de meio período e ficou juntando grana por um tempo, ficamos na cobertura. Era tudo lindo! Mas é melhor eu contar ainda mais detalhadamente...
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QUATRO ANOS ATRÁS
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Pousada Ponta do Mar – Cobertura – 01/06/20XX — 17h35min
– Essa vista é muito linda! – disse Kuroko encostando-se na grade de proteção da varanda.
O por do sol no mar era rodeado dos mais belos tons de amarelo, vermelho e laranja, com uma pitada leve de azul e roxo, como se um arco-íris se forma-se ao redor da bela estrela de fogo.
– Acredite, você é muito mais lindo que ela. – disse Kagami abraçando Kuroko carinhosamente por trás, sem nenhuma malicia.
O azulado riu envergonhado e ergueu o olhar para o maior, sendo hipnotizado pelos orbes castanho-avermelhados do mesmo.
– Kagami-kun... – sussurrou. – obrigado por hoje.
O ruivo sorriu largamente e lhe deu um beijo na testa enquanto afagava os fios curtos da nuca do pequeno.
– Nee... Kagami-kun... – disse timidamente. – eu estava pensando... Você g-gosta de ficar comigo?
– Claro que gosto seu bobo. – riu baixinho e colocou o polegar sobre o lábio inferior de Kuroko, umedecendo os próprios ao reparar o quanto o azulado nunca deixava de ser irresistível. – você é muito especial para mim.
– Kagami-kun...
– Kuroko, eu posso te fazer meu?
O menor ruborizou violentamente e olhou para os próprios pés.
– E-Eu... Ahn...
– Por favor, Tetsuya. – ergueu seu rosto, ainda roçando de leve o polegar no lábio inferior. – só por hoje, seja completamente meu.
O pequenino tornou a encarar Kagami, havia tanta paixão, tanto amor, que ele não conseguia dizer não.
Não podei dizer não.
– E-Está bem. M-Mas só hoje! – disse ainda completamente envergonhado.
Kagami curvou os lábios para cima, olhando de forma carinhosa para o envergonhado Kuroko a sua frente.
– Não se preocupe, garanto que não se arrependera.
Terminando de falar, escorreu a mão do queixo há nuca de Kuroko, inclinando-lhe ainda mais o rosto e tomando-lhe os lábios num beijo caloroso. Massageava, mordia e abusava dos lábios do outro, encantado pelo gosto adocicado que a boca de Kuroko possuía. O menor tentava corresponder, tentava mesmo! Mas Kagami começara a acelerar o beijo e mal conseguia corresponder, de forma que sua língua batia desajeitada e timidamente com a do outro.
Mas para Kagami ele era adorável.
Levou ambas as mãos até a cintura do azulado, erguendo-o e colocando as delicadas pernas ao redor de seu quadril. Andou lentamente pela varanda, adentrando novamente o quarto. O local era decorado nos tons de perola e coral, num amarelo extremamente claro e cortinas beges leves que flutuavam com o vento. Pequenas flores artificiais adornavam-se ao redor dos móveis de madeira, uma melodia calma tocava. O cheiro delicioso do mar invadia o local, junto ao barulho baixo de suas ondas e pequenas conchas decoravam os jarros de barro.
Para ambos, o clima do local era... Gostoso. Aconchegante. Convidativo para o romance.
E o sexo definitivamente era algo romântico.
A união de dois corpos que não sobrevivem sem o outro. A macies dos tecidos, o calor das peles, os olhos fechados, mas que mesmo assim conseguem visualizar completamente ao outro. O modo como cada detalhe, cada gesto, sabor e carinho era registrado na mente do outro, como se um encanto houvesse no local.
O sexo definitivamente não é algo apenas carnal.
Kagami finalmente depositou Kuroko sobre a cama, com tanto cuidado, com tanto carinho, como se o mínimo de brutalidade fosse o quebrar.
O menor aconchegou-se melhor aos finos lençóis macios, envolvendo os braços ao redor de seu pescoço. Kagami lhe acariciava carinhosamente a cintura, erguendo lentamente a blusa azul clara que o menor vestia. Era maravilhosa a sensação de tocar na pele macia do pequenino, e seu cheiro... Ah, aquilo não era apenas um cheiro, e sim um delicioso e viciante aroma.
Um aroma que Kagami gostaria de sentir todos os dias, tardes e noites de sua vida.

Não sabia como, nem quando, mas em algum momento Kuroko já não trajava mais a blusa, ela jazia num local irrelevante no chão. Kagami beijava-lhe com carinho o pescoço, descendo por um caminho delicioso pela clavícula até chegar aos pequenos e róseos mamilos eriçados.
– Você é tão lindo Kuroko. – disse sem pensar.
O azulado corou violentamente com suas palavras, escondendo os olhos com as mãos, como se deixar de vê-lo fosse fazer a vergonha passar.
Kagami riu baixinho com as reações de Kuroko, mordeu o lábio inferior ao ver o quão entregue ele estava e lambeu sensualmente um dos mamilos.
Os belos orbes claros do menor se arregalaram. Levou uma mão foi de encontro aos lençóis bagunçados, enquanto a outra lhe tapava a boca, tentando conter aqueles sons constrangedores que queriam preencher o local.
Kagami continuou a estimula-lo ali, rodeando o local com a ponta da língua, o umedecendo e depois tomando fortemente entre os lábios e sugando com vontade. O corpo de Kuroko tremia de leve ao senti-lo lhe tocar com tanta intimidade, eriçando os pequenos fios da nuca.
O ruivo queria ouvir Kuroko, queria saber o quão bem estava fazendo a ele. Resolveu investir no outro botão enquanto levava uma mão ao já trabalhado e a outra traçava um caminho pervertido por seu abdômen liso. Massageou o pequeno membro de Kuroko com maestria por cima da calça, isso foi a gota d’água para Kuroko que levou a outra mão ao lençol e arqueou levemente a coluna ao gemer alto.
– K-Kagami-kun...! – tentou dizer em meio aos sons nada castos que fazia.
– Gosta quando te toco aqui, Tetsuya? – sussurrou sensualmente Kagami, soprando o hálito quente em seu mamilo úmido enquanto a mão que lhe apertava a ereção moveu-se mais rapidamente.
Kuroko passara a murmurar coisas desconexas, sem saber se deveria ficar feliz, ou morrer de vergonha pelas carícias que recebia de Kagami.
Achou melhor não pensar em nada.
Kagami se pós por cima do pequeno de joelhos, pondo uma perna entre as dele e começando a retirar sensualmente a camiseta preta que vestia. Kuroko salivou um pouco com a visão, Kagami definitivamente possuía um corpo perfeito. A barriga dividida, não tanto ao ponto de ser um brutamontes, mas o suficiente para fazer qualquer tarada (ou tarado no caso) por gominhos gritar. O ruivo se aproveitou da “hipnose” de Kuroko por seu corpo e começou a mover a coxa que estava entre as pernas do pequeno, o surpreendendo e o fazendo morder o lábio inferior para não gritar de prazer.
– Também gosta disso Tetsuya? – perguntou enquanto dava uma lambida exclusivamente provocativa por todo o pescoço do menor, que só fez gemer e se contorcer com o gesto.
Logo apertava com vontade as nádegas do azulado, fazendo-o perder completamente o controle, sem mais conseguir se agarrar a fina linha que o mantinha conectado com o racional, sem que fosse dominado pelo extinto.
Kuroko finalmente largou os lençóis e levou as pequenas unhas as costas de Kagami, deixando belas marcas possessivas ali. O ruivo gemeu rouco enquanto mordia seu lóbulo com o gesto. Lhe desabotoou a calça branca que vestia e começou a puxa-la para baixo, expondo aquelas BELISSÍMAS pernas. Lisinhas, livres de qualquer pelinho, cicatriz, ou algo parecido. Os quadris largos, as coxas e bunda fartas, num convite para serem tocadas.
Não resistiu em dar pequenos beijos ali, carinhosos, e alguns até um pouco brutos, mas apenas deixando marcas avermelhadas. Desabotoou a própria calça durante esse processo, ficando apenas com uma leve box como Kuroko, mas não por muito tempo.
Retirou-lhe lentamente a peça intima, com se quisesse fazer um suspense antes de libertar o membro excitado completamente. Kuroko se contorceu ainda mais ao senti-lo tocar com o indicador de leve na glande, murmurando mais coisas desconexas e um fino filete de saliva escorreu de seus lábios, contornado parte da bochecha, o rosto estava incrivelmente corado, mas não sabia se era de vergonha ou prazer.
Lhes digo, definitivamente era pelo prazer.
– Como consegue ser lindo até aqui? – disse Kagami rindo baixo enquanto observava o membro do menor.
Parecia-lhe uma fruta, pequena, macia, e saborosa.
Não demorou nem mais um segundo para prova-lo.
Se antes Kuroko gritara de prazer, agora definitivamente era um berro. Ele já chorava, mas em nenhum momento sentira dor. Kagami até parecia um profissional naquilo. Provando cada pedacinho como se cada um tivesse um gosto diferente que ele precisasse aprender. Sugou com força, engolindo-o completamente e depois o largando em movimentos precisos. Kuroko já havia arrancado metade do forro da cama só naquilo, e só instigava ainda mais a Kagami com seus gemidos absurdamente deliciosos.
Mas foi com o ruivo mordendo de leve sua glande que o fez finalmente chegar ao ápice.
Gemeu, ou gritou, ou berrou... Nem sabia dizer que som esganiçado havia feito, mas definitivamente havia sido muito alto.
– Mas já? – disse sarcasticamente Kagami.
Kuroko queria responder a provocação, mas ainda estava muito entorpecido com a sensação pós-orgasmo, Kagami provocou ainda mais lambendo sensualmente os dedos molhados pela semente do pequeno em frente aos seus olhos.
– Estranho... Era para ser salgado, mas... – deu uma lambida realmente erótica no dedo médio. – é doce.
Kuroko sentiu que já poderia morrer naquele momento.
Só ainda não sabia se era de vergonha ou de prazer.
E, novamente, digo-lhes que é o prazer.
As caricias de Kagami foram o suficiente para “despertar” Kuroko novamente, Kagami colocou alguns dedos em frente ao lábio do menor, pedindo silenciosamente que os lambesse.
Kuroko corou furiosamente, e ainda com os olhos semicerrados, colocou-os na boca, sugando-os. A expressão em seu rosto era tão erótica que Kagami já não conseguia mais se controlar.
Pegou ambas as pernas do azulado, as colocando cuidadosamente sobre seus ombros, penetrando-o lentamente com um dos dígitos.
– Ah... – gemeu Kuroko baixinho de dor.
Apesar de tudo, ele ainda era virgem ali. E estava se entregando, desta vez por completo, pela primeira vez.
E justamente, à Kagami.
O ruivo tornou a acariciar seu pequeno corpo com a mão livre enquanto distribuía beijos suaves pela pele levemente suada pelo esforço. Logo Kuroko já gemia de prazer e Kagami impôs mais um dedo. Algumas lagrimas escorreram pelos belos olhos de Kuroko e ele fez uma careta.
Aquilo doía como o inferno.
Chorou baixinho, quase fazendo Kagami desistir, o maior engoliu em seco e colocou mais um dedo, o corpo abaixo do seu estremeceu e Kuroko soluçou baixinho.
– Dói... – murmurou o azulado.
– Me desculpe. – disse Kagami com pesar, ele definitivamente não queria ver o menor sofrendo daquela maneira. – já vai passar...
Passou a masturba-lo, beija-lo, murmurar palavras de amor, tudo o possível para acalma-lo, e distrai-lo.
Após alguns minutos, o pequenino finalmente pareceu acostumado, os gemidos dolorosos agora eram prazerosos. Ele pedia timidamente por mais e Kagami não demorou para atende-lo, posicionou cuidadosamente seu membro perante a entrada, que mesmo preparada, apertada do menor, adentrando-o lentamente.
Kuroko não sentia mais dor, eles agora implorava por mais, suas unhas aranhavam com ainda mais forças as costas másculas de Kagami, o ruivo gemia roucamente em seu ouvido ao sentir o quão deliciosamente o azulado era apertado.
– K-Kagami-kun... E-Eu... Aaah... – Kuroko passava a murmurar coisas desconexas.
– Aaah... Você é... Delicioso Kuroko... – sussurrou roucamente o maior com o hálito quente no rosto corado do azulado.
Em mais alguns poucos movimentos, Kuroko começou a sentir espasmos pelo corpo, até se derramar completamente no peito de Kagami. O ruivo prendeu a respiração ao sentir a entrada de Kuroko o estrangular daquela maneira, desmanchou-se dentro do mesmo enquanto sussurrava três palavras comprometedoras, e que lhe trariam muita dor no futuro, em seu ouvido:
“Eu te amo”.
● PAUSA ●
TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 00h55min
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