Notas iniciais
AI EU SEI QUE DEVIA ADIANTAR MAIS CAPS ANTES DE COMEÇAR A POSTAR, MAS NÃO RESISTI!!! *O* NÃO CONSIGO FICAR LONGE DE VOCÊS!!! E cá estoy jo com meu novo projeto de KNB!!! *fogos de artificio fail* bem, também escrevi uma one-shot SasuNaru de Naruto! (ah vá?!), quem quiser ler, vou por o link lá em baixo! Espero que gostem meus pôneis lindos!!! ♥

Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 20h47min

● GRAVANDO ●

– Hm... É... Oi. – o azulado esfregava nervosamente as palmas suadas das mãos. – bom eu... Não poderia contar isso para a minha mãe já que ela nunca tá em casa... Meu pai já está no caixão há muito tempo e não tenho irmãos então... É... Oi de novo.

O garoto respirou fundo e ajeitou a coluna.

– Bem, eu queria contar uma coisa muito particular e constrangedora, isso fica entre mim e você, ok? – olhou significativamente para a câmera, como se a mesma pudesse entendê-lo. – hm... As coisas começaram a complicar há alguns meses, depois do meu aniversário de dezesseis anos. Todos os meus amigos estavam lá. Momoi, Riku, Alex, Kise, Murasakibara, Takao... Enfim. Todos estavam lá. Mas havia dois em especial. – ele pigarreou antes de continuar. – Kagami Taiga e Aomine Daiki. Esses dois aqui...

Esticou-se sobre a cama e pegou uma pequena moldura que estava em cima da cômoda.

Na fotografia, havia ele com um enorme sorriso no rosto enquanto abraçava os ombros dos dois garotos mais altos e mais velhos.

O moreno, Aomine Daiki, vestia uma blusa preta junto há uma jaqueta de couro e um sorriso debochado nos lábios.

O ruivo, Kagami Taiga, vestia uma blusa branca junto há uma camisa quadriculada aberta dobrada na altura dos cotovelos e possuía um sorriso de canto.

O azulado, o próprio Kuroko Tetsuya, vestia um casaco de capuz azul escuro e o mais belo dos sorrisos nos lábios finos, as bochechas coradas e os olhos fechados.

Uma imagem perfeita.

Para um passado perfeito.

– Bem, eu amo eles dois. Muito. Muito mesmo. Muito do tipo, MUITO, sacou? – riu nervoso e pôs o porta-retratos de volta à cômoda. – e é sobre eles que quero falar. E contar para você como os perdi. Como se tornaram dois melhores amigos, como se tornaram meus namorados, e como passaram a me odiar. Lembra que falei que começou na minha festa de dezesseis anos? Bom, foi bem antes, muito antes, mais precisamente, há mais ou menos uns oito anos atrás, quando eu tinha nove anos...

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OITO ANOS ATRÁS

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Parque na praça do bairro – 22/02/20XX – 16h52min

– Que frio... – murmurou o pequeno Kuroko Tetsuya aos seus nove anos.

O azulado estava sentado num balanço com suporte de madeira e correntes enferrujadas. A cada impulso que dava o ranger das correntes feria seus ouvidos. Resolveu parar e esfregou as mãos frias uma na outra, tentando se aquecer.

– Papai... – ele murmurou. – está frio né...? – olhou para a munhequeira preta em seu pulso. – quando será que a mamãe volta?

Observou o sol se por, a sua “babá” devia estar apagada no sofá depois de passar a tarde inteira assistindo alguma reprise de novela antiga e devorando seus lanches.

Mas ele não se importava.

Há quantos dias não via a própria mãe? Cinco? Seis? Ele perdera a noção se tempo.

Baixou o olhar, soprando o hálito quente sobre as mãos. Até que uma sombra bloqueou os últimos raios solares que lhe tocavam o rosto.

– Está com frio? – disse uma voz gentil ao tempo em que o azulado sentia algo quente cobrir-lhe os ombros.

Ergueu as belas safiras azuis que eram seus olhos, deparando-se com um garoto mais velho que si, talvez de uns onze anos, olhos calorosos e cabelos ruivos arrepiados. O garoto vestira o casaco no menor e agachou-se em frente ao pequenino.

– O que faz sozinho aqui?

– Eu... Eu queria ver o por do sol com o papai. – respondeu o azulado, hipnotizado com os gentis olhos castanhos.

– Pai? – o ruivo ergueu as sobrancelhas, olhando ao redor. – e onde ele está?

O menor pegou delicadamente a mão do maior, surpreendendo-o ao sentir os cálidos dedos do pequeno tocar os seus. Kuroko direciono-a até o lado esquerdo de seu peito, sobre o pequeno e pulsante coração.

– Ele está aqui. Mamãe falou que ele teve que ir para um lugar melhor, mas que ele estaria sempre aqui.

Os olhos do ruivo se arregalaram, ele compreendera muito bem o que Kuroko queria dizer, mesmo que o mesmo não soubesse disso.

– Ah. – ele olhou para o balanço vazio. – eu posso assistir com vocês?

Kuroko sorriu para o maior, fazendo-o ruborizar.

– Pode.

O ruivo sentou-se, mas em nenhum momento olhou para o horizonte, seus olhos continuavam vidrados no apaixonante garoto ao lado.

– Me chamo Kagami Taiga. – falou capturando a atenção do azulado. – qual o seu nome?

Os belíssimos olhos do menor encontraram os seus, e o mesmo gentil e amoroso gentil voltou aos seus lábios.

– Kuroko Tetsuya.

Nesse dia, ruivo e azulado, se tornaram amigos.

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ATUALMENTE

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Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 20h53min

● GRAVANDO ●

– Foi assim que eu e o Kagami nos conhecemos. – Kuroko riu nervoso e seus olhos transpassavam as lentes da câmera ao relembrar-se daquele dia. – ele... Foi tão incrível. Nem tenho palavras para descrever, naquela época eu não sabia o que era realmente a “morte”, para mim, meu pai voltaria um dia. Foi difícil aceitar que ele estava mesmo morto. Foi quando percebi, depois de alguns meses, que ele não iria mais voltar que as coisas pioraram.

Kuroko sorriu nostálgico e tornou a focar seus orbes na câmera.

– Foi quando conheci o Aomine Daiki.

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OITO ANOS ATRÁS

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Arcade Game – Shopping local – 14/05/20XX – 15h19min

– Vai! Anda, anda! – Kagami praticamente batia na maquina.

– Kagami-kun, calma! – disse Kuroko tocando de leve o braço do maior.

O simples roçar de sua pele com a macia do azulado o fez se acalmar quase que imediatamente. O ruivo largou os controles do jogo e suspirou.

– Desculpe... É que eu nunca consigo passar dessa fase.

– Então vamos jogar outra coisa! – agarrou-se ao braço do ruivo que corou. – ali! Eu quero tocar!

Kuroko apontara para o Guitar Hero, onde um garoto com pele escura e cabelos tão pretos que se tornavam azuis colocava a guitarra atrás da cabeça, tocando a música do Black Sabbath, Iron Man, no modo expert. Ele não parecia muito novo, nem velho, devia ter a idade de Kagami, por volta dos onze anos.

– Incrível! – azulado correu em direção ao moreno.

O garoto continuava a tocar com a guitarra sobre os ombros, sem sequer olhar para ela e seus olhos raramente observavam a tela, passavam grande parte do tempo fechados.

A maquina apitou, anunciando um novo recorde. O moreno rapidamente digitou seu nome.

“Aomine D.”

O moreno pôs a guitarra sobre a maquina e olhou de canto para o azulado que o observava animado. Parecendo que estava de frente há uma celebridade.

– Por que está me encarando? – disse o moreno fechando os olhos.

– Você... Você é incrível! Eu queria tocar tão bem como você! – as safiras oculares brilhavam tanto que pareciam ter sido lapidadas.

O moreno sorriu de canto e finalmente olhou direito para o azulado, perdendo a fala por alguns segundos.

Como ele era lindo.

O modo como às mechas azuis caiam sobre o rosto pequeno e delicado, destacando ainda mais seus belíssimos azuis e pele alva, corpo pequeno e esguio. Cílios longos e lábios rosados.

Como podia existir alguém tão belo?

– Qual o seu nome? – perguntou Kuroko com um enorme e encantador sorriso no rosto.

– Aomine Daiki. – respondeu o maior, ainda encantado com a aparência raríssima do azulado.

– Eu sou o...

– KUROKO!

O pequeno teve um sobressalto ao escutar seu nome, em seguida, um braço firme passou sobre seus ombros, puxando-o para trás.

– Kagami-kun – o azulado franziu a testa. – o que está fazendo?

O ruivo não respondeu, apenas encarou o moreno a sua frente que possuía um sorriso debochado nos lábios.

– Quem é esse? – perguntou.

– É o Aomine. – disse Kuroko sorrindo. – eu me chamo Kuroko Tetsuya. – finalmente conseguiu dizer. – pode me ensinar a tocar assim?

– Pos-

– Não, ele não pode! – disse Kagami emburrado.

– Por que Kagami-kun? – o azulado escapou do braço ao seu redor.

– Por que eu não quero! – disse o ruivo ainda mais irritado.

– Não se preocupe. – Aomine se divertia ao ver a irritação do ruivo. – eu posso sim, tenho um desses em casa, por isso posso praticar a vontade. Só venho aqui pra bater os recordes mesmo.

– Mas ele não vai! – Kagami agarrou o pulso do azulado. – vamos a outro brinquedo!

– Mas Kagami-kun...

– Oye! Por que acha que manda nele?! – o moreno segurou o outro pulso de Kuroko, de maneira nenhuma deixaria um garoto lindo como aquele escapar assim.

– Por que eu sou responsável por ele!

– Você é muito pequeno pra ser isso! Mentiroso!

– Mentiroso é você! Seu... Seu... AHOMINE!

– DO QUE ME CHAMOU SEU... SEU BAKAGAMI?!

– DO QUE VOCÊ OUVIU AHOMINE!

– BAKAGAMI!

– AHOMINE!

– BAKA-

– CHEGA! – alterou-se Kuroko.

Os dois olharam espantados com a súbita mudança de atitude do menor, um rapaz se aproximou deles e pediu que se retirassem do Arcade por estarem incomodando. Aomine xingou o rapaz e acabou sendo levando para casa com as orelhas puxadas por sua mãe. Kagami levou Kuroko para casa, apesar de novo, ele sabia muito bem se cuidar, pegar ônibus e era extremamente responsável para sua idade.

E, sem que Kagami percebesse, Aomine havia deixado o numero telefônico e endereço de sua casa num pequeno papel e entregado há Kuroko.

O azulado passou há frequentar constantemente a casa do moreno.

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ATUALMENTE

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Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h00min

● GRAVANDO ●

– Então eu e o Aomine nos tornamos amigos. Ele sempre foi legal comigo e eu realmente consegui bater todos os recordes do Arcade. No início ele e Kagami não se entediam, depois também não, mas digamos que passaram a se “suportar” – gesticulou com os dedos ao abrir aspas. – com o tempo. Claro que tinham as implicâncias no dia a dia, mas era normal. Eles dois...

Perdeu as palavras por um segundo, sem saber expressar-se direito. Respirou fundo e deixou uma lagrima escapar por seu olho esquerdo.

– Eles dois são as pessoas mais importantes para mim. E, agora que já falei como os conheci, explicarei tudo o que aconteceu...

“Até o dia que os perdi”.

● PAUSA ●

TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 00h13min

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Dobe– One-shot — SasuNaru

Notas finais
Então amores? Devo continuar???? *------*/