Eles não precisam saber, certo?
11 Sussurros Mudos
Notas iniciais
● PAUSA●
Casa de Kagami Taiga – Sala de estar – 21/04/20XX– 21h15min
O único som no local era o estalar dos lábios se chocando junto à música que continuava a tocar pela TV.
Para ambos os rapazes, o ar parecia ter ficado mais quente, o resto do mundo estava silencioso, só conseguiam sentir ao outro.
As mãos abusadas do moreno não perderam tempo e pressionaram a cintura do ruivo, passou a se inclinar para frente, deitando o menor por baixo se si, entre suas pernas e puxando suas coxas para cima.
O ruivo não estava atrás, retirara os sapatos com os pés e empurrava seu joelho contra a semi-ereção do moreno. Suas mãos desabotoavam a blusa do mesmo e permitia que o beijo se tornasse cada vez mais intenso e profundo.
Eles não entendiam como haviam chegado a isso.
Kagami finalmente terminou de desabotoar a camisa de Aomine e ela foi lançada para o outro lado da sala, o moreno não perdeu tempo em retirar a camiseta de Kagami por cima de seus braços torneados.
Mas era como se precisassem um do outro, de alguma forma.
O ruivo ofegou ao sentir os dedos experientes de Aomine apertarem ruidosamente seus mamilos, mas não parou o beijo. Aomine parecia querer roubar-lhe todo o ar que possuía, sua boca era exigente e abusada, não dando nenhum espaço para o outro comandar o beijo.
Por que se não tinham a Ele...
Ambos os corpos quase se fundiam tamanha era a pressão que faziam no outro, gostavam da sensação do calor e das peles se roçando daquela maneira gostosa.
...Pelo menos tinham um ao outro.
Aomine desceu os lábios pelo pescoço branco do outro, mordendo-o com força e chupando, deixando os mais variados tons de vermelho e roxo ali. Kagami se contorcia e deixava as marcas de suas unhas curtas nas costas do moreno, mascas que provavelmente lhe causariam problemas no esporte.
Mas isso não era o suficiente.
O moreno ergueu novamente o rosto, aproximando-se do ruivo e mordendo seu lábio inferior lentamente enquanto massageava sua ereção por cima da calça.
Entretanto...
– Chega.
Aos ouvir as palavras do outro, Aomine parou.
– O que? – indagou erguendo uma sobrancelha.
– Não consigo fazer isso, não podemos fazer isso.
Por mais que quisesse, seus pensamentos só conseguiam se centrar em Kuroko, e nas vezes em que dormiram juntos.
Nada mais.
O rosto do pequenino quando se entregava era a única imagem que sua mente permitia ver.

Aomine suspirou e saiu de cima do ruivo, se sentando no sofá.
– Eu já esperava isso. – revelou o moreno. – só queria ver até onde conseguiríamos chegar.
Kagami sentou-se também, ajeitando as próprias roupas e baixando a cabeça, deixando os fios ruivos cobrirem seus olhos.
– Desculpe-me. – murmurou.
– Não tem problema... – Aomine bagunçou os fios escuros da nuca. – mas eu tenho uma idéia.
– Idéia?
– Sim, já volto. – se levantou e subiu as escadas, deixando Kagami sozinho.
“No que eu fui me meter?”, pensava o ruivo “droga...”, olhou para o meio das pernas.
Poucos segundos depois, Aomine retornou com a câmera de Kuroko numa das mãos.
– Pra que isso? – perguntou Kagami franzindo a testa.
Aomine sentou-se ao seu lado, manejando a câmera de uma mão para a outra.
– Não sabemos quando o Tetsu irá acordar, então... Estava pensando... E se nos gravássemos um vídeo para ele? Cada um grava um, desabafando, e faremos assim até que ele acorde.
– Gostei da idéia. – o ruivo desviou o olhar. – er... Eu já volto...
Levantou-se e Aomine riu ao ver seu estado, Kagami estirou a língua e apontou para ele, que também possuía um relevo considerável entre as penas e ele parou de rir.
– Tem um banheiro no final do corredor. – o menor revirou os olhos. – mas você já sabe disso.
Levantou-se e fui usar o banheiro do meu quarto, sinceramente, aquilo era constrangedor...
Recusando-se a se aliviar por algo causado por Aomine, retirou o resto das roupas e ligou o chuveiro no mais gelado possível, acabando com aquele maldito calor.
Aomine era muito quente.
Desligou o chuveiro e saiu do box, se enxugando. Vestiu uma box vermelha junto a uma calça de moletom preta, antes que pudesse colocar uma camisa, escutou a campainha tocar.
– Já? – ficou surpreso, a pizzaria havia sido bem rápida dessa vez.
Desceu as escadas, com a toalha pendurada no ombro. Pegou o dinheiro que estava preso à geladeira por um imã (junto a um recado de sua mãe para usá-lo caso precisasse).
A campainha tocou novamente e ele abriu a porta.
– Boa noite. – disse o homem a sua frente, o mesmo vestia um uniforme vermelho e preto, segurando uma caixa de pizza na mão. – foi daqui que pediram uma meio calabresa, meia catupiri?
– Sim, obrigado. – respondeu Kagami entregando o dinheiro ao rapaz enquanto pegava a caixa.
– Você teria dois reais para o troco? – perguntou o rapaz.
– Acho que sim. – Kagami deu alguns passos para dentro da casa, colocou a caixa sobre a mesa de centro em frente à televisão e se virou em direção ao rapaz. – pode entrar se quiser.
– Obrigado. – limitou-se a responder.
Kagami virou-se de costas, olhando nas prateleiras da sala se encontrava algumas moedas nos pequenos vasos que se encontravam ali.
O rapaz aproveitou para analisar melhor o outro, deixando sua expressão desejosa transparecer. Aquele ruivo tinha noção do quão provocante era?
– Bakagami – Aomine adentrou a sala, ela já havia vestido sua camisa. – com quem está conversan- calou-se.
Até que ponto ia a ingenuidade de Kagami!?
– Achei. – disse o ruivo.
Ele se virou para o rapaz, entregando o dinheiro, mo mesmo segundo Aomine aproximou-se, agarrando sua cintura e o puxando para si, plantando um beijo de tirar o fôlego em sua boca.
Kagami arregalou os olhos, sentiu as pernas fraquejarem e o rosto corar completamente.
Assim que Aomine apartou o beijo, deixou o ruivo encostado em si, ofegante e com a vista embaçada, morrendo de vergonha.
– Obrigado. – disse o moreno, lançando um olhar ameaçador ao rapaz. – já pode ir.
O outro engoliu em seco, quase correndo para fora da casa enquanto Aomine o seguia com olhar, se aquele entregador se atrevesse a lançar qualquer outro olhar desejoso para Kagami, ele o trucidaria.
– P... Por que fez isso Ahomine!? – reclamou o ruivo.
O moreno trancou novamente a porta e olhou predatoriamente para Kagami.
– Ele tava te comendo com os olhos, você não reparou?
– Ele não estav-
Aomine aproximou-se dele numa passada rápida e o puxou para si, fazendo ambos os quadris se chocarem e o ruivo gemeu baixinho.
– Sim, ele estava. A culpa é sua... – sussurrou contra o lóbulo d outro.
– M-Minha? – Kagami gaguejou. – p-por quê?
– Ninguém mandou sair sem camisa. – deslizou uma das mãos do quadril pelas costas de Kagami, causando arrepios no outro. – é muita tentação.
Kagami corou ainda mais e se afastou de Aomine.
– Se controle! – reclamou virando o rosto completamente vermelho para o lado.
– É difícil com você assim. – Aomine o encarou.
Seu olhar transmitia tanto desejo, tanto fervor que Kagami quase ficou excitado com aquilo.
– V-Vamos comer logo, a pizza vai esfriar! – ele se sentou no sofá, já abrindo a caixa.
Aomine sentou ao seu lado, e depois de alguns minutos não havia mais nada na caixa a frente deles.
– É melhor você ir para casa – disse o ruivo. – depois conversamos.
– Está fugindo de mim...
– Não, eu só preciso de um tempo para pensar, ok?
– Está bem. – suspirou o maior. – amanhã eu passo aqui para pegar a câmera.
– Ok.
Kagami o acompanhou até a porta, onde o moreno olhou para a rua deserta e depois se virou para o ruivo.
– Está irritado comigo?
– Não, você só me pegou de surpresa!
Aomine sorriu e segurou o queixo do ruivo com uma das mãos, puxando-o para si e dando um selinho.
– Até amanhã, Bakagami. – sussurrou com a voz rouca.
– S-Seu Ahomine! – Kagami o expulsou, fechando a porta.
Deslizou com as costas apoiadas nela até o chão, suspirando pesadamente.
– É cada uma... – murmurou.
Do outro lado, Aomine sorriu vitorioso e olhava para o céu estrelado.
– Estamos te esperando... Tetsu...
● SEM NOVAS GRAVAÇÕES●
TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 1h16min
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