Notas iniciais
E aí a pessoa some, não deixa notícias ou qualquer coisa do gênero. GOMENASAI!!!! É que mamãe esqueceu de pagar a internet... E eu comecei a postar duas outras fics, os pôneis bondosos que quiserem lê-las, vou colocar o link no final, ok? Também mudei de Twitter, vai estar lá no fim também já que vou deletar minha outra conta. Ah, e eu num respondi uma penca de comentário... Gomen...! Realmente foi por que estava sem internet... :(

Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h44min

● PAUSA ●

– Que frio...! – o pequeno Kuroko levantou-se da cama ao dar pausa na gravação.

Foi em direção ao guarda-roupa, retirou uma colcha grossa e largou-a sobre a cama. Esfregou ambas as mãos, sentindo-as geladas. Seguiu para a cozinha, sentindo o chão frio tocar-lhe os pés pálidos, causando um arrepio da ponta de seus dedos até a nuca.

Tateou os armários, em busca do chocolate em pó e açúcar. Após alguns minutos já havia terminado de fazer seu chocolate quente e seguiu de volta para o quarto, fechando a porta e se enrolando com a colcha. Levou o copo aos lábios, sentindo o vapor quente da bebida soprar em seu rosto, era uma sensação aconchegante.

Mal tocou a borda do copo com os lábios, que ouviu seu celular tocar.

– Afe... – resmungou.

Colocou o copo sobre o criado-mudo e se esticou para pegar o pequeno aparelho que vibrava e gritava loucamente. Perdeu o folego ao ver o nome escrito na pequena tela tuch:

Mamãe

“Ela está ligando para mim! Está ligando de verdade” pensava o azulado perdendo o folego, “Ai meu Deus, o que eu falo? Como eu deixo a minha voz? Mamãe se lembrou de ligar para mim”!

Sem respirar, atendeu a ligação e pôs o aparelho sobre a orelha, e não pode impedir a ansiedade na voz.

– A-Alô mãe?

Kuroko! – a voz da mulher se fez presente do outro lado da linha, parecia furiosa. – ESTÁ TENTANDO MANCHAR A MINHA IMAGEM!?

– Do que está falando mãe?

– Não me faça de boba! TERMINE IMEDIATAMENTE O QUE VOCÊ TEM ESSES DOIS MENINOS!

– C-Como à senhora...

– Posso não estar por perto, mas sei tudo o que se passa com você! E ESTOU MANDANDO! TERMINE TUDO IMEDIATAMENTE!

– Mas...

É BOM QUE QUANDO EU VOLTO TUDO ESTEJA RESOLVIDO!

E desligou.

O pequeno manteve-se estático por alguns segundos, tentando absorve o que havia se passado.

Sua mãe sabia de tudo? Sabia da relação que possuía com Kagami e Aomine? Mas se ela estava de olho não deveria saber que não havia mais nada entre eles?

Absolutamente nada além de amargura.

– O que... É... Isso...? – murmurou.

O chocolate esfriara. A colcha já não parecia tão confortável.

Ela nunca chegaria perto do que eram os braços de Kagami e Aomine.

Largou-se sobre a cama, enrolando-se na colcha, como se ela fosse um casulo, até estava um pouquinho mais aquecido ali.

Olhou para o teto e sua mente automaticamente empunha imagens em sua cabeça, lembrando-o de todos os momentos o qual ficara com Kagami e Aomine.

A colcha parecia estar mais quente.

Sem pensar direito, Kuroko escorregou uma das mãos por dentro da calça de moletom branca que vestia, roçando suavemente os dedos por cima da box listrada.

– Eh... – franziu a testa confuso ao perceber que estava com uma semi ereção.

Em flashes lembrava-se dos beijos suaves que Kagami costumava distribuir por seus ombros e leves mordidas que Aomine gostava de deixar por seu pescoço.

Definitivamente, aquela colcha estava esquentando.

Deslizou uma mão sobre o tronco enquanto a outra continuava a massagear o pequeno membro sobre o tecido. Com os dedos livres apertava e aranhava a própria pele, lembrando-se do quando Aomine gostava de marca-lo. Adentrou a mão esquerda no moletom azul claro que vestia e apertou suavemente um dos mamilos o puxando o máximo para cima, lembrando-se das mordidas lentas e carinhosas que Kagami costumava lhe dar.

Como de repente o quarto de tornara tão abafado?

Mordeu o lábio inferior, Aomine adorava morde-los e chupa-los com força, vez ou outra fazendo um pequeno corte ali e limpando o sangue com os lábios famintos. Kuroko deslizou a mão direita por dentro da peça intima, enquanto a esquerda ainda satisfazia os pequenos e eriçados botões róseos.

– K-Kagami-kun... – murmurou.

Levou a direita até o falo e apertou com um pouco de força ali, gemendo baixo.

Lembrava-se muito bem das mãos másculas do ruivo acariciando sua pele pálida. Os dedos hábeis que sabiam exatamente o que fazer enquanto a respiração alterada e quente sobrava no ombro do pequeno.

Se Kagami estivesse ali, beijaria novamente os ombros do azulado, massagearia a ereção que chegava a ser dolorosa de tão intensa. Daria pequenos beijos nas bochechas avermelhadas de Kuroko e o masturbaria de maneira lenta e deliciosa, mantendo inicialmente um ritmo gostoso e constante, para depois acelerar e deixar o menor se derramar em suas mãos. Levaria os dedos úmidos aos lábios e daria uma lambida realmente obscena neles, só para ver o rosto de Kuroko ainda mais corado e o azulado daria uma tapinha em seu peito, dizendo para o ruivo não fazer aquilo enquanto o mesmo diria o quanto ele era lindo e fofo.

– Aaah... Aomine-kun...

Se Aomine estivesse ali morderia seu pescoço ao bel prazer. Deixaria vários chupões até chegar a clavícula e lamber sensualmente ali sem desviar os olhos dos do azulado enquanto massagearia com certa força o membro desperto do mesmo, aranharia um pouco a parte interna das cochas leitosas e roliças de Kuroko enquanto lhe morderia o lábio inferior e acelerava o ritmo já intenso da masturbação. Murmuraria palavras obscenas para o pequeno, o deixando muito mais vermelho do que já estava e calando seus protestos envergonhados com um beijo selvagem e quase impossível de se acompanhar o ritmo.

Kuroko arqueou todo o corpo e soltou um longo gemido mudo enquanto se desmanchava nas próprias mãos.

Sentiu o liquido preencher-se entre seus dedos e levou a mão molhada para perto do rosto, olhando para aquele liquido esbranquiçado escorrendo em sua mão.

Uma lagrima pingou-se sobre o prazer.

A visão de Kuroko estava borrada, apertou o punho sujo com força.

Sentia-se desprezível.

O pior humano que já pisou nesse planeta.

– Eu... Sou horrível... – murmurou para si mesmo enquanto cobria os olhos com a mão limpa.

Sim, se sentia o pior. Sentia que sua mãe tinha razão em tudo.

Sentia-se a vergonha da família.

Levantou-se da cama, deixando a calça moletom cair no chão e deixou ali mesmo. Seguiu rapidamente para o banheiro, lavando a mão.

Mas aquilo não parecia lhe bastar.

Retirou bruscamente o moletom que vestia, rasgando-o um pouco e o jogando de qualquer jeito no chão, arrancou a box com tanta violência que aranhou as próprias pernas ao tira-la. Abriu bruscamente o box do banheiro e ligou o chuveiro na temperatura mas fria que ele possuía.

Pegou o primeiro sabonete liquido esfoliante que vira e derramou praticamente todo o conteúdo no corpo, esfregando-o com força com a esponja em seguida. Sentia a pele arder com aquilo, mas não se importava.

Estou sujo, estou sujo...” era a única coisa que pensava.

Alguns cortes já sangravam na pele agora exageradamente vermelha pela esfoliação exagerada. Se braço doía de tanto ser movimentado e as mãos enrugadas mal conseguiam segurar a velha esponja que se desfazia nas mãos desesperadas do pequeno.

Eles me odeiam, me odeiam... Nunca mais vão gostar de mim”.

Só passou a sentir a dor quanto viu seus dedos cortados e completamente sujos de sangue.

Olhou melhor para o próprio corpo, onde vários cortes já se localizavam e a pele estava quase roxa.

Então por que ainda me sinto tão imundo”?

Largou a esponja ensanguentada no chão frio e manchado de vermelho, deixou-se cair sobre os joelhos e abraçando o próprio corpo, murmurando coisas desconexas e sentindo-se sufocar por dentro.

Eu só queria ainda estar com eles...”.

.

Quarto de Aomine Daiki – 17/04/20XX– 21h50min

● SEM GRAVAÇÃO ●

O moreno virava de um lado para o outro na cama, olhando o relógio a cada cinco segundos e em seguida para o celular em sua mão, repetindo o processo por quase meia hora.

Quando Kuroko ligaria?

Deveria odiá-lo, sim deveria, e ainda mais depois de todas as coisas horríveis que falou para o azulado quando terminaram, mas...

Por que queria tanto vê-lo?

Seus olhos pousaram sobre a pequena moldura pendurada na parede, onde havia uma foto dele com Kagami e Kuroko. Momoi, uma amiga dos garotos, havia tirado aquela foto e imprimido uma cópia para cada um, de maneira que todos a deixavam em algum lugar do quarto.

O sorriso do azulado naquela pequena imagem era tão lindo, tão fofo, tão puro, tão...

Tão perfeito.

Ergueu ligeiramente o braço esquerdo, levando o punho para perto do rosto e observando a pulseira azul escura de borracha que Kuroko havia lhe dado para dar sorte nas competições.

Não que ele precisasse de sorte para vencer.

Mas, há um ano, quando a ganhou do azulado ficara tão feliz como jamais imaginaria que pudesse. Mesmo que quase nunca o pequenino pudesse ir a suas competições, ou treinos, mas quando ele ia e gritava que o moreno era o melhor e que venceria...

Aomine nunca se sentira tão completo em toda sua vida.

E, agora estava ali, deitado sobre aquela cama completamente bagunçada, olhando para aquele aparelho aceso em sua mão e esperando que a única pessoa que o fez demonstrar algum tipo de sentimento verdadeiro de Amor em sua vida, ligar.

Mas cada segundo parecia eterno.

Por mais que tentasse, não conseguia odiar o menor.

Não poderia fazer isso.

Mas também não conseguiria perdoa-lo tão facilmente.

Respirou fundo e buscou um número conhecido em sua agenda telefônica, encontrando-o e ligando para ele em seguida.

– Yo. – falou. – está ocupado amanhã? Precisamos conversar... Bakagami...

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Quarto de Kagami Taiga – 17/04/20XX– 21h50min

● SEM GRAVAÇÃO ●

O ruivo não conseguia dormir.

Não importava o que tentasse, já havia até tomado alguns medicamentos, mas a insônia era demasiada.

Ainda ia dar dez horas da noite.

Mas ele gostaria de manter-se acordado o mínimo de tempo possível.

Por que quanto mais se mantinha desperto, mais pensava nele.

No “seu” pequeno Kuroko.

Pensar tanto assim em alguém por acaso era saldável? Tetsuya mais lhe parecia um alucinógeno que precisava experimentar a todo instante.

E necessitava dele naquele exato segundo.

Acordou de seus pensamentos ao escutar o celular tocar.

Levantou-se preguiçosamente do sofá, deixando a televisão em Mudo e pegando o pequeno e escandaloso aparelho em sua mão um tanto fria pela temperatura baixa do local.

Assustou-se um pouco ao ver o nome na pequena tela.

Ahomine

Tudo o que evitava pensar veio num turbilhão em sua mente, toda a briga, toda a discursão.

E todas aquelas coisas imperdoáveis que dissera para Kuroko.

Após aquilo jurara para si mesmo que nunca mais falaria, ou decidiria algo com a cabeça quente.

Kuroko deveria odiá-lo agora.

Balançou negativamente a cabeça, se focando no presente. Deslizou o polegar sobre a tela e pôs o aparelho rente a orelha.

– O que você quer? – disse o ruivo com a voz irritada.

Yo. – falou Aomine do outro lado da linha. – está ocupado amanhã? Precisamos conversar... Bakagami...

O ruivo respirou fundo e seus dedos se apertaram com um pouco mais de força no pobre aparelho móvel.

– Estou livre, onde e de que horas Ahomine?

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Naquele momento nenhum dos dois sabia o que Kuroko Tetsuya estava fazendo.

Por que para o azulado, repentinamente, aquele brilhante e afiado facão que costumava usar para preparar a carne parecia-lhe tão interessante...

De que importava tudo aquilo? Não havia mais ninguém ao seu lado.

Era mais fácil desistir...

De tudo.

Eles não precisavam saber disso.

Certo?

● SEM NOVAS GRAVAÇÕES●

TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 1h02min

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YellowOriginal — Casais originais — YAOI (+18)

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