Notas iniciais
Por incrível que pareça, eu não morri. Ainda. Desculpem pela demora, sério, e ainda por cima eu apareço com um capítulo minusculo para vocês, desculpa. Aconteceram algumas coisas que me deixaram meio deprimida e a minha imaginação foi pelo ralo, tô a mais de uma semana tentando escrever esse cap, e simplesmente não saia nada '-' Gomen. Eu atrasei TODAS as minhas fics, e vou atrasar mais. Por que não basta eu estar deprimida, minha mãe tem que me forçar a ir para um acampamento da minha igreja ¬¬ mas enfim né... Espero que gostem do cap, e, POR FAVOR, continuem me amando! *-*/ Mordidinhas e ja nee!

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QUATRO ANOS ATRÁS

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Condomínio fechado – Quarto de AomineDaiki – 23/06/20XX — 21h05min

– Eu quero ter um relacionamento sério com você, Tetsu. – disse-lhe Aomine.

Kuroko ficou estático por alguns segundos, tentando absorver as palavras comprometedoras do moreno.

– É... E-Eu...

– Por favor, Tetsu. Só estou pedindo uma chance.

O azulado se mexeu no colo do moreno, se sentindo um pouco desconfortável no momento.

– Mas...

– Há alguma coisa que eu possa fazer para você aceitar? Qualquer coisa? – o moreno falava rápido, quase que desesperadamente.

Não podia deixar o pequenino escapar de suas mãos tão facilmente, não conseguiria suportar os dias sem ele.

Era como se Kuroko fosse o seu calmante, não importava o quanto se estressasse com o time de Natação, ou discutisse com seus primos ou qualquer outra coisa do tipo,sempre que via Kuroko uma espécie de alívio corrompia todo o seu corpo e a única coisa que queria era tê-lo em seus braços.

Não desistiria tão facilmente.

– Tetsuya... – sussurrou afundando o rosto na curva do pescoço do mesmo. – dê-me uma chance, eu não vou ser igual a todos os outros que te deixaram, deixe-me cuidar de você... Por favor...

Nunca achou que pediria, “por favor”, com tanta sinceridade para alguém. Kuroko se mexeu um pouco desconfortável, e agora? O que faria?

Não conseguia dizer “não”.

– Es... – começou o pequenino nervoso.

– Es...? – incentivou-o ansioso.

– E-Está bem! E-Eu aceito! – o mais novo fechou os olhos com força ao falar, sentia que todo o seu rosto deveria estar vermelho.

Mas tornou a abri-los ao sentir um beijo cálido na testa.

– Eh...?

– Não se preocupe Tetsu. – Aomine colou sua testa a do azulado. – eu vou cuidar muito bem de você.

O “recém-namorado” nem teve tempo de falar algo antes de ter a boca brutalmente tomada pela do moreno.

Aomine era bem diferente de Kagami. Tudo o que ele fazia era mais rápido, mais bruto e selvagem.

Claro que o sexo não poderia ser diferente.

Kuroko sentiu suas costas baterem contra o colchão, mal teve tempo de respirar antes de Aomine tomar seus lábios novamente, num beijo desesperado e sedento. O pequenino apertou os olhos com força, seu coração palpitava de maneira insana, uma corrente de adrenalina era disparada por todo o frágil corpo, o fazendo agarrar-se a Aomine com a mesma intensidade que o moreno.

O mais velho explorava avidamente o corpo pálido do menor, adorando marcar cada pedacinho da macia carne exposta. Logo guiou uma mão até os botões da bermuda do outro, retirando-a sem nenhuma delicadeza.

Colocou-se entre as pernas do azulado, empurrando ambas as ereções cobertas uma contra a outra.

– Tetsu... – a voz aveludada do moreno ressoava como um hipnotizante para Kuroko.

Seus belíssimos olhos claros fixaram-se na expressão de Aomine.

Era serena.

Em nenhum momento de sua vida, Kuroko imaginara que Aomine pudesse fazer uma expressão tão serena e apaixonada como aquela. Havia um leve rubor escondido pela pele morena, as pupilas estavam um pouco dilatadas, realmente, o olhar que dirigia a Kuroko...

Era, de fato, de amor.

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ATUALMENTE

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Cafeteria Sweet Coffer – 18/04/20XX– 08h58min

– Você demorou. – disse Kagami irritado.

– A perfeição leva tempo. – Aomine deu um sorriso sarcástico e se sentou na cadeira em frente a do ruivo.

– Isso não é desculpa para quase meia hora de atraso!

– Olha a TPM hein Bakagami...

– Não me irrite Ahomine!

Algumas pessoas olharam discretamente para os dois que logo se tocaram do escândalo que estavam fazendo e trataram de baixar o tom de voz.

– Com licença, vão querer alguma coisa? – perguntou timidamente uma garçonete.

– Você está no cardápio? – perguntou descaradamente o moreno olhando sem pudor algum para os seios avantajados da garota.

– Tarado. – Kagami acertou uma tapa em sua cabeça.

A garçonete, completamente vermelha, anotou os pedidos feitos por Kagami e se retirou, tendo o cuidado de não olhar mais para Aomine.

– Isso doeu Bakagami... – reclamou Aomine esfregando a cabeça.

– Você não tem vergonha na cara não? – o ruivo cerrou os dentes.

– Hunf.

Aomine colocou um cotovelo sobre a mesa e apoiou o rosto sobre a mão, observando o movimento da rua através da janela.

– Você sabe muito bem – disse o moreno sem nem sequer olhar para Kagami. – que eu não estou nem aí para os peitos dela.

O ruivo olhou fixamente para seu punho fechado sobre a mesa. Permaneceram em silencio até que a garçonete rapidamente trouxesse os pedidos. Kagami olhou sem muito animo para a comida e logo seus olhos se voltaram para Aomine.

– O que você quer? – perguntou finalmente.

Aomine olhou para a mesa, soltando um longo suspiro.

– O que acha de dividirmos?

– O que?

– O Tetsu.

Kagami engasgou com o café que bebia e socou repetidas vezes a mesa.

– O QUE!?

Praticamente todos no estabelecimento olharam para aos dois.

Kagami, envergonhado, se encolheu na cadeira e baixou o tom de voz.

– Como assim “dividir” o Kuroko?

– Dividir dividindo. – Aomine deu um sorriso de canto sarcástico e finalmente olhou para Kagami. – não sei você, mas eu não agüento mais ficar nem um minuto longe dele.

– O Kuroko não é um objeto para dividirmos. – o ruivo irritou-se.

– Hm. – Aomine apoiou uma mão sobre o queixo e olhou para Kagami com um sorriso debochado, inclinando-se sobre a mesa. – há quanto tempo não faz sexo B-a-k-a-g-a-m-i? – sussurrou no ouvido do ruivo.

Kagami estremeceu e empurrou os ombros de Aomine, o fazendo ajeitar-se na cadeira.

– I-Idiota. – disse o menor levemente ruborizado. – não reparou que estamos em um lugar público?

– E daí? – o moreno caminhou com dos dedos sobre a mesa. – se não fosse público, você deixaria?

– Aomine! – censurou-o Kagami ainda mais vermelho que antes.

– Isso é um sim, ou um não? – Aomine segurou a mão de Kagami por cima da mesa.

O ruivo ficou mais vermelho que os cabelos de Akashi e desviou o olhar.

– E-Eu não sei.

– Então façamos o seguinte: Eu e você vamos até o Tetsu, fazemos um acordo com ele e ficamos os três juntos. Fim do problema.

Kagami olhou-o incrédulo por alguns segundos.

– Está falando sério?

– Por acaso parece que eu estou brincando?

– Não.

Novamente, se mantiveram em silencio por alguns segundos.

– Eu topo. – disse Kagami quase num sussurro.

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Casa de Kuroko Tetsuya – 18/04/20XX– 09h22min

– Kuroko-san cheguei! – a velha diarista gritou ao entrar na casa.

Olhou ao redor, mas nenhum sinal do garoto.

– Que estranho... – disse para si mesma. – ele sempre vem me receber.

Subiu as escadarias após dar uma última olhada na sala.

– Kuroko-san, está tomando banho? – dizia ela enquanto subia calmamente os degraus. – será que ele ainda está dormindo...?

Chegou à porta do quarto do garoto e bateu algumas vezes, sem resposta.

– Será que ele saiu...?

A senhora colocou sua mão sobre a maçaneta, girando-a lentamente.

– Kuroko-san...? MEU DEUS!!!

Terminou de empurrar a porta com toda a força que tinha, correndo em direção ao corpo sentado no chão, encostado a cama.

E ensangüentado.

– Kuroko-san! Está me ouvindo? Kuroko-san!!! – a senhora desesperada sacudia os ombros do azulado.

Mas ele permanecia desacordado. Havia enormes cortes em seus braços, marcas de lagrimas se faziam presentes em seu rosto junto a um pouco de sangue respingado.

Em pânico, a senhora pegou o celular de dentro da bolsa de lado, quase o deixando escapulir e ligou para a emergência.

– A-Alô? Socorro! Têm um garoto semi-morto aqui! – e continuou a falar de maneira desesperada até que a atendente do outro lado da linha entendesse.

Kuroko, que não estava inteiramente desacordado, abriu minimamente os olhos, observando o espelho que dia do chão ao teto na parede a sua frente.

Patético.

Foi o que pensou, antes de desmaiar de vez.

● 1 NOVA GRAVAÇÃO ADICIONADA●

TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 1h16min