Elementus (fic Interativa)
11 Minha marionete favorita
Notas iniciais
POV Ela
Sentada naquela sala escura as coisas não podiam ser mais tediosas, o local ficava nas masmorras mais profundas do palácio, as paredes eram feitas de pedras grossas assim como o chão e o teto, preso nas paredes algumas velas acesas davam uma precária iluminação para o ambiente.
O tédio parecia que ia matá-la ate o momento que ouviu batidas suaves na velha porta de madeira.
-Entre, queridinho — falou ela em uma voz calma e doce, a porta se abriu lentamente gerando um agudo rangido, na sala Leo entrou, estava um tanto pálido e Ela, ela conseguia sentir o cheiro pungente de medo – você demorou, já estava ficando entediada – a mulher se ajeitou na cadeira em estava sentada, quase um trono na verdade, seu rosto coberto pelas sombras só deixava as pontas loiras de seu cabelo a mostra.
-Perdoe-me senhora – disse em voz submissa caminhando para mais perto da cadeira.
-Não pesa perdão, você precisa merecer o perdoa – declarou Ela com um sorrisinho maligno no rosto, porem com a escuridão Leo não podia ver as expressões se formarem no rosto da mulher.
-M-merecer? – gaguejou.
-Sim, querido, merecer. Ou acha que eu distribuo perdão para qualquer fracassado que me pedir? – a voz dela era suave, mas cheia de maldade – você vai precisar fazer algumas coisinhas para mim...
-O que? – perguntou antecipadamente sem conseguir se conter, Ela revirou os olhos e estalou os dedos. Uma dor aguda tomou conta de todo corpo do garoto era como se milhares de agulhas tivessem sido cravas dentro de seu corpo.
-Espere eu terminar de falar antes de fazer perguntas, tudo bem? – com dificuldade Leo fez sim com a cabeça e em um instante a dor passou – muito bem a primeira coisa que eu quero que você faça é roubar alguns ingredientes do laboratório de alquimia – ele ficou sem falar por alguns instantes para ter certeza que a mulher tinha terminado a frase.
-O que eu preciso pegar?
-Deixe-me ver – Ela colocou a mão no queixo e começou a pensar – um frasco de veneno de Phyton, uma flor daquelas vermelhas que ficam trancadas no armário 32, pó de ouro e sangue de dragão – um frio subiu na espinha de Leo, ela pode perceber e sabia muito bem o motivo, roubar aqueles ingredientes ainda mais para um aluno de 13 anos era uma tarefa quase impossível dizia-se suicida – você pode recusar, mas se fizer isso sugiro que aproveite muito bem as horas que lhe restam antes de dormir, tenho certeza que não são muitas – disse como uma voz cruel e manipuladora, ela podia controlar o garoto como uma marionete e ele não se atrevia a desafiá-la, mesmo tendo orgulho ele não era burro o suficiente.
-Ate quando eu tenho para roubar essas coisas? – perguntou e torcendo por um prazo longo.
-15 dias, se não conseguir isso em 15 dias você não vai ter meu perdão, se não conseguir em 20 você vai ter uma punição e se não conseguir em 30 bem é melhor você estar bem longe daqui quando eu descobrir – Ela deu uma baixinha risada de gelar ate o sangue do diabo, sua voz suave e maliciosa ecoou por toda a sala de modo que o silencio demorou a reinar – agora suma da minha frente, ficar muito tempo com você aqui é entediante – o menino sem dizer uma única palavra fez uma rápida reverencia a mulher e saiu da sala depressa. Ela pegou um bonequinho de pano que se parecia muito com Leo, com os dedos finos ela segurou uma agulha comprida e rapidamente cravou no coração do boneco.
-É melhor você não falhar, minha marionete favorita — sua risada após o ato voltou a tomar conta da sala.
POV Victoria
A garota finalmente tinha chegado no seu dormitório, o numero 64, viu logo suas bagagens do lado de uma cama e caminhou ate lá, estava completamente exausta, tinha comido demais, rido demais, caminhado demais, feito tudo demais, tendo só 1,60 ela ocupava um pouco mais que meta do comprimento da cama seus cabelos negros geralmente soltos estavam bagunçados e enredados, ela fechou suavemente seus olhos azul claro, porem antes que pude-se pegar no sono a porta de abriu com ferocidade.
As colegas de quarto haviam chegado, na academia todos eram divididos em dormitórios, cada dormitório tinham 4 estudantes do mesmo sexo e da mesma idade, claro as vezes dava problemas quando um dos colegas de quarto era homo, mas felizmente para Vicky em seu quarto não havia problemas.
-Ah você já esta aqui – disse Misake uma da colega de quarto de Victoria, ambas tinham uma relação cordial embora não pudessem se chamar de amigas, atrás dela estava Katrine Pierce, mais conhecida pelos colegas como “A envenenadora” se queria dar um jeito em alguém usando poções de sono, ressaca ou coceira você provavelmente a procuraria.
-Sim eu estou – retrucou a garota friamente – e já estaria dormindo se vocês não tivessem aberto a porta como duas animais.
-Melhor agir como um animal do que ser um animal completo – comentou Katrine caminhando te sua cama, aquelas duas realmente se detestavam por motivos tão grandes que poderiam ser colocados em um livro bem grosso, na verdade a única coisa que impedia elas de tirarem pedaços uma da outra eram as ordens do Ele que insistia que elas trabalhassem juntas, embora odiando a tarefa Misake servia de mediadora.
-Você realmente não tem maturidade, envenenadora – disse debochada Vicky que conhecia o desprezo da garota por aquele apelido criando pelo Bad four.
-Esse nome é quase tão sujo quanto os impuros – bufou a garota se jogando na própria cama, Misake revirou os olhos e calmamente caminhou ate a sua se sentando na beirada.
-Quem esta faltando chegar? – perguntou tentando mudar de assunto e evitar brigas entre as duas.
-Clove – respondeu Victoria voltando a se deitar, não tinha nenhuma vontade de conversar com as colegas – bem vocês duas façam o que quiser, só não me acordem entenderam?
-Só não me acordem entenderam? – debochou Katrine fazendo uma imitação da voz da menina que nem se deu ao trabalho de discutir, puxou as cortinas que envolviam a cama e tentou pegar no sono.
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