Elementus (fic Interativa)
12 Adagas afiadas
Notas iniciais
POV Alexandre
Como monitor chefe Alexandre tinha muitas responsabilidades, uma delas era patrulhar os corredores de madrugada de modo que mesmo sendo 1 da manha ele estava acordado andando de lá para cá pelos corredores vazios e quentes do Palácio.
Haviam poucas velas acesas nos corredores e a lua cheia com sua luz prateada fornecia grande parte da iluminação, era indiscutivelmente uma noite linda, pelo menos na opinião do garoto.
Caminhando em passos firmes seus olhos atentos corriam cada centímetro do palácio, ele viu a alguns metros de distancia outra monitora, Alissa achando estranha a presença da menina naquela parte da Academia ele foi rapidamente te ela.
-Alissa, o que faz aqui, não é seu turno – disse Alexandre enquanto se aproximava da garota que parecia aliviada por vê-lo.
-Eu sei, eu sei e o calor, a o calar ta me matando – ela era uma dominadora de gelo e quase derretia em dias quentes como aquele – mas desculpa fugi do assunto, o Hunter pediu para mim vir falar com você, problemas perto do lago.
-Ah o que aconteceu? – perguntou preocupado e um pouco nervoso, primeiro dia como monitor chefe e já tinha problemas, ele esperou que não fosse anda grave.
-O Hunter me disse que tem uma aluna, ela acha que desmaiada, perto do lago, precisamos ir rápido – falou Alissa quase se enrolando nas palavras, Alexandre suspirou e endireitou o uniforme.
-Convoque o esquadrão um, diga para me encontrarem no lago dentro de 15 minutos, levem as armas, espadas, lanças tudo que conseguirem – a menina fez uma continência se virou e começou a correr pelos corredores, depois que ela estava bem longe Alexandre colocou a mão na testa e se encostou na parede, estava começando a suar, muito preocupado “seja forte você é o monitor chefe” pensou ele tentando se acalmar. O monitor respirou fundo e começou a andar com passos largos pelos corredores, desceu varias escadas ate chegar no anda térreo, ele não podia sair pela porta principal que ficava trancada a noite então teria de se esgueirar por pequenos corredores e chegar no pátio pela porta dos fundos, parecia que chegaria rápido ate ouvir uma tossida chamando a atenção.
-Melhor não ir lá sozinho – Alexandre conhecia essa voz e olhou para e esquerda fixando em um quadro na parede, era a pintura de uma casa e na frete dela também pintado havia um homenzinho de 20 centímetros, porem ele se mexia.
-Hunter, eu estou com muita pressa – respondeu o monitor revirando os olhos e se virando para a pintura, o homem retratado era jovem parecia ter uns 23 anos e se vestia como alguém do século 19, com uma bengala, um colete e uma boina.
-Eu sei que estava com pressa, fui eu que mandei te avisar, pode me agradecer se quiser – disse orgulhoso com um sorriso no rosto e girando a bengala na mão, Alexandre não gostava dele, era um pintura animada uma coisa muito difícil de fazer, o Diretor era um dos únicos que conseguia criar uma.
A 120 anos Hunter era o guardião da Academia sempre atento vagando de quadro em quadro.
-Por que esta dizendo para mim não ir sozinho? Tem alguém lá?
-Ah se tem, acha que uma aluna iria cair na margem do lago sozinha a uma da manhã? – perguntou retoricamente se apoiando na bengala – ela foi levada para lá.
-Por quem? Alunos? – questionou nervosamente na esperança que Hunter tivesse todas as respostas.
-Eu nãos ei ok?! eu sou só uma pintura não posso sair dos quadros e o quadro mais perto de onde eu vi a garota ficava a 60 metros, eu só vi varias pessoas na volta dela e depois que ela caiu elas foram embora – informou o homem um pouco exaltado.
-Tudo bem, Tudo bem eu já mandei chamarem o primeiro esquadrão, devem estar chegando eu to indo para lá – afirmou Alexandre – ate mais.
-Ei espera, não faz isso – gritou Hunter, mas já era tarde demais o garoto estava distante correndo pelo estreito corredor escuro cheio de quadros nas paredes.
Ele chegou no pátio alguns minutos depois e viu uma movimentação estranha no lago, correu para lá antes que as pessoas sumissem.
-Parados, aqui é o monitor chefe! Identifiquem-se – ordenou ele parando a mais ou menos 6 metros de um grupo de três encapuzados, dois deles eram do tamanho de Alexandre porem o do meio era mais alto, possivelmente um adulto e também uma mulher já que os cabelos ruivas saiam um pouco da capa.
Não ouve nenhum resposta por parte dos três e quando o monitor percebeu uma bola de fogo esta ainda na sua direção, ele fez um movimento rápido com a mão criando uma barreira de eletricidade que por pouco parou o fogo.
-Eu não quero brigar – declarou se colocando em posição de combate, faíscas voavam de seus dedos que já estavam carregados de eletricidade – o encapuzado do meio deu uma risadinha, era mesmo uma mulher, Alexandre viu ela se desfazer em uma fumaça negra, sem entender ele ficou olhando para os outros dois ate que sentiu uma coisa gelada encostando em seu pescoço.
-Tudo bem queridinho, não vamos brigar – falou a mulher no seu ouvido pressionando mais uma adaga contra o seu pescoço,Alexandre abaixou as mãos e tirou a eletricidade dos dedos sabia que se fizesse algo não sobreviveria – muito bem ,muito bem vejo que esta cooperando diferente daquele garoto... na verdade eu nem tenho muita certeza do aquilo é – completou dando uma risadinha sombria, o monitor começou a suar frio embora tentasse parecer o mais calmo possível, seus olhos correram o chão e viu Sian coberta de sangue e jogada na cama.
-Você não vai fugir, um esquadrão de monitores inteiro esta vindo para cá – os três encapuzados riram muito em um ar sombrio, Alexandre pode perceber que os três na verdade eram mulheres.
-Ouviram meninas? Ele vai trazer um esquadrão de pirralhos para brincar com ele, vamos fazer assim cada uma de nós mata 3 deles e o chefinho aqui fica comigo – as duas outras também sumiram em uma fumaça negra se rematerializando do lado de Alexandre que ficou com mis medo ainda, ele fechou os olhos quando sentiu sua bochecha ser cortada pela adaga.
-Faz ele chorar um pouco – pediu a menina da esquerda.
-Faz ele gritar – disse a da direita.
-Melhor, melhor, corta a língua dele fora — sugeriu novamente a da esquerda com uma risadinha sádica e doente.
-Meninas a titia esta conversando com esse moço bonito e jovem, sejam mais educadas – a maior deitou a cabeça em cima da de Alexandre e passou o dedo pelo corte sujando toda mão de sangue – tão jovem, tão poderoso e com um sangue tão doce – comentou ela vagamente, o garoto percebeu uma oportunidade para reação, mas quando levantou os dedos para acertar uma das três com um raio a da direita congelou sua mão.
-V-vocês são bruxas – gaguejou ele surpreendido.
-Surpreso? – perguntou a maior
-Surpreso de como vocês esta vivas, quebraram uma das leis de Roma, a pena por isso é a morte – declarou Alexandre com convicção, depois de que se atreveu a falar isso sentiu sua testa sendo cortada e o sangue escorreu na frente de seus olhos azuis.
-Ninguém aqui se importa com leis de 1400 criadas por velhos broxas – as duas menores riram bastante, ma logo pararam – e também você não vai sobreviver e essa noite, por que se preocupa com as leis.
-Sem leis o mundo seria destruído – respondeu o monitor quase sem forças, sentia cada parte de seu corpo doente exceto a mão congelada ele não sentia nada nela.
-Haverá leis no novo mundo que surgira, leis para criar um mundo perfeito sem pessoas como você, meu querido Alexandre – A ultima coisa que o garoto sentiu naquela noite foi a longa e afiada faca cravando no seu peito.
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