Elementus (fic Interativa)
13 As noticias não são boas
Notas iniciais
POV John
O ataque a Sean e Alexandre parecia ter chocado toda a escola, porem John pouco se importou com a situação do irmão, em função dos ataques o começo das aulas tinha sido adiado para o dia seguinte.
O garoto estava em seu quarto, apenas ele, o irmão e os outros filhos de funcionários e professores tinham um quarto particular, o de John ficava no meio da torre central, estava sentado em sua cama olhando o céu cinzento, fortes chuvas estavam para vir, em suas mão seu colocar com a cruz de ferro estava enrolado, um símbolo odiado de uma era passada.
Ele estava totalmente entediado ali em seu quarto, ate o momento que viu uma carta passando por debaixo da porta, se levantou sem animo e pegou, tinha os selo de seu pai, uma águia de óculos, pegou uma faca e rompeu o lacre.
–Se for alguma carta me mandando sair do quarto e fazer amigos eu jogo água da privada na barba dele – disse John odioso tirando a carta de dentro do envelope.
Seu irmão entrou em coma, seria bem visto você visitá-lo, pode ser a noite se preferir.
Atenciosamente, seu pai.
A carta era a mais curta e direta possível, Albert sabia que o filho odiava o sentimentalismo, ele segurou a carta com força contra o corpo amassando suas bordas e recuando ele se sentou na cama com um sorriso no rosto e uma lagrima nos olhos.
POV Wendy
De todos uma das que mais sentiu a tragédia envolvendo Alexandre havia sido Wendy, os dois era muito amigos, o jeito alegre e espontâneo da menina era um bom balanço se comparada a personalidade seria do garoto.
Eram 15:00 da tarde e ela tinha a recém chegado na enfermaria para ver como o amigo estava, na volta da cama dele as enfermeiras corriam com poções, seringas e soros. Alexandre estava pálido, o rosto enrolado em bandagens e as lâmpadas perto dele não paravam de piscar, aquilo não era um bom sinal.
–Senhorita Pierce, o que faz aqui? – perguntou a mais nova das enfermeiras, Joy, as outras duas enfermeiras nem olharam para a menina, Wendy presumiu que todas estavam muito nervosas e preocupadas afinal alem de monitor chefe ele era filho do Diretor.
–Eu vim ver o Alexandre – respondeu ela com uma voz preocupada olhando o menino por cima do ombro da mulher.
–É muito fofo e gentil de sua parte querida, mas estamos muito ocupados aqui, a professora Lindsay e a professora Louise estão vindo para examinar o sangue dele, depois bem nós precisamos aplicar os soros, trocar as bandagens – falou a enfermeira quase se confundindo – é tanta coisa, desculpe querida, mas sugiro que volte só amanha, antes que Wendy pudesse protestar a porta da enfermaria se abriu, a primeira a entrar for a professora Louise de alquimia, era muito bonita, tinha cabelos loiros curtos, olhos cor de avelã e caminhava com muita elegância, atrás dela estava a professora de Biologia Lindsay na opinião da garota ela não era tão bonita a idade tinha começado a afeta-la, tinha cabelos castanhos passando um pouco os ombros, grande boca e olhos acinzentados.
–Boa tarde Joy – falou Louise simpática, embora não estivesse sorridente como de costume sua voz ainda era amigável e calma – como ele esta?
–Bem nós tiramos uma amostra de sangue, parece estar alterado, mas o que exatamente é nós ainda não sabemos – respondeu a enfermeira – me acompanhem por favor, as duas mulheres passaram por Wendy que sem jeito as cumprimentou.
–Tem certeza que é bom deixá-la aqui? – perguntou Lindsay em um tom serio olhando de lado para a aluna que fingiu não ouvir.
–Não vejo por que não, um pouco de amor jovem nunca matou ninguém... matou o Pierre, mas isso já é passado – comentou a professora de alquimia.
–Bem nesse caso vou pegar uma cadeira para que ela possa esperar – falou Joy – o sangue esta naqueles frasquinhos tem duas amostrar diferentes – concluiu a enfermeira se levantando.
–Obrigada – agradeceu Louise, Joy caminhou para perto de Wendy.
–Você pode ficar, tem de fazer silencio ate as professoras terminarem de fazer as coisas de professoras, entendeu? – a menina fez que sim com a cabeça, não tinha muito o que dizer tudo que queria era ver o amigo por alguns minutos – vem sente-se ali e espere – mandou a enfermeira indicando uma cadeira a alguns metros de distancia, Wendy sem animo caminhou ate ela e se sentou, depois que Joy deu as costas ela sorriu.
–Obrigado garotos – ela pegou do bolso uma coisa que parecia um celular com fones de ouvido, mas na verdade era uma escuta, presente do Bad four, ela só precisou largar um micro fone do tamanho de uma moedinha e colocar os fones para ouvir o que as professoras estavam falando.
–Esse sangue com certeza esta contaminado com acido sulficio – afirmou Louise olhando atentamente o sangue.
–Como você sabe? – perguntou Lindsay
–Olhe bem de perto tem pontinhos roxos, são moléculas do acido, não é a toa que ele não esta controlando os poderes – a menina sentiu um aperto no coração, acido sulficio era uma substancia que atacava células do corpo ligadas a dominação, em grande quantidade isso podia fazer o dominador perder os poderes, porem uma coisa que fez o coração da menina doer ainda mais é que ela tinha suspeitas de quem podia ter feito aquilo.
–Tem um pouco de sangue de enguia também – afirmou a bióloga olhando a segunda amostra do sangue de Alexandre – se ele tentou lutar acabou eletrocutando a si mesmo.
–Seja lá quem tiver feito isso queria matar ele ou aleijar para sempre — disse Louise em um tom preocupado – pobre menino, um dos melhores alunos da academia, o Diretor ficaria arrasado se soubesse...
–Ele não vai morrer – declarou Lindsay — a quantidade é muito pequena para isso talvez ele fique em coma uma semana e demore um mês para recuperar o controle sobre os poderes, mas tirando isso ele vai ficar bem – Joy não estava com elas, a enfermeira tinha ido para uma das salas ou fundo preparar possivelmente as novas bandagens, Wendy tirou os fones dos ouvidos, não agüentaria receber mais uma noticia negativa.
POV Katrine
Sentada no laboratório particular da professora Megan ela não podia estar mais feliz, tinha tudo que precisava para fazer poções e outras coisas, aquele laboratório de Biologia era cheio dos ingredientes mais variados do mundo, mas havia um problema, e o nome desse problema era Calissa.
–Tia Kat, posso comer biscoitos de chocolate? – perguntou a menina sentada em uma banquinho e abraçando o ursinho de pelúcia, suas perninhas curtas não alcançavam o chão de modo que ela ficava as balançando.
–Não, você não pode – respondeu a mais velha também sentada em um banco, ela manuseava vários frascos contendo líquidos das mais diversas cores.
–Mas eu te trouxe o sangue – disse ela com uma voz manhosa, Katrine revirou os olhos.
–Refresque minha memória, por que mesmo eu cuido de você? – questionou ela se virando e olhando para a loira que levantou a cabeça.
–Porque minha mamãe mandou!
–Ah claro, sua mãe – repetiu ela sem emoção voltando-se para os frascos novamente – agora por favor me responda, como algum homem teve coragem de namorar sua mãe? Ela assusta ate a mim – comentou ela enquanto mexia em uma frasco com um liquido vermelho viscoso.
–A mamãe não fala do papai – disse a menina em um tom inocente.
–Interessante – falou Katrine baixinho – vou precisar de mais sangue do John.
–Ele não vai querer me dar – argumentou a menininha – ele quase me bateu quando eu pedi o frasco.
–Você tinha direito tinha feito um trato com ele – retrucou Katrine largando os frascos e agora mexendo em um que era viscoso e tinha uma cor alaranjada – mesmo sendo irmãos ele e o Alexandre tem alguns genes diferentes então o meu pequeno coquetel não teve o efeito maximo.
–Foi você – perguntou Calissa parecendo assustada
–Não seja mais idiota que já é, eu só produzo eu não aplico, o culpado é quem comprou essas coisas de mim embora eu não lamente nada o ataque a Sian – Katrine sorriu com crueldade quando o liquido no frasco ficou totalmente laranja e seus olhos se fixaram nele.
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