Elements : Apocalypse battles

35 Capítulo 35 : A verdade por trás de tudo: (parte 2)


Notas iniciais
4 MESES DEPOIS, EU TO DE VOLTA BRODER. VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR. Brincadeiras a parte, eu realmente sinto muito pela demora pra postar esse capitulo, mas eu realmente estava passando por uma parte muito ruim e corrida da minha vida, e não tinha ânimo nenhum para escrever. Mas agora, estou em férias de inverno e consegui achar um tempo para voltar à ativa. Espero que gostem. E hoje, as OSTs são por conta de vocês.

Um momento antes de sua morte, Kouma passou suas memórias para Kaito, e com isso ele começa a ver tudo o que seu pai passou enquanto jovem, treinando parar virar um monge sob a tutela de Koji, que se revelou um inimigo. Agora, depois de revelações ainda mais sombrias sobre seu passado junto a Kouma, como o uso de vários jovens como cobaias para seus experimentos, o que virá a seguir?

Shizumi — Eu sabia que o Koji te traria pra cá... Bem-vindo ao inferno.

Kouma — Me traria? Do que está falando? Espera... O que... O que é isso? — Perguntou, olhando para as costas de Shizumi, que tinha um par de asas encolhidas. — Você tem asas? Isso explica como você conseguiu ficar na minha janela. Aliás, por que?

Foster — Hã? Kouma, você conhece ela? — Perguntou o jovem, que ainda estava ao lado do jovem aspirante a monge.

Kouma — Eu tive uma conversa com a avó dela, mas só a conheci de vista. Uma noite antes de eu vir pra esse canto do mapa, ela estava me observando da janela do meu apartamento.

Balat — Humm... Quem diria ein, Shizumi?

Shizumi — EI, NÃO É NADA DISSO. — Respondeu, ruborizando sua face.

Hikari — Então é pra isso que você ficava saindo escondida? Hihi. — Sentou-se num pedaço de feno e começou a balançar as pernas.

Tyler — Parece

Nancy — Que

Tyler — Alguém

Nancy — Está

Tyler e Nancy — APAIXONADA.

Shizumi — CALEM A BOCA TODOS VOCÊS. — Abriu suas asas, gerando uma grande corrente de vento. — Eu nunca me apaixonaria por um tipinho genérico desses. Eu só fui verificar se o novo recruta tinha alguma chance de sobreviver, mas infelizmente minha investigação não teve resultados, pois fui vista antes mesmo de analisá-lo de fato.

Kouma — Esperem aí... a Shizumi está aqui... então... — Seu cérebro começou a ligar os pontos, e então, tudo começou a fazer sentido. Chocado, ele levantou-se, e colocou a mão no ombro de Foster, tendo uma feição perplexa no rosto.

Foster — O que foi, Kouma? O que você tem? — Perguntou, vendo o olhar fixo de Kouma.

Kouma — Agora eu lembro de onde eu já te vi, Foster. E não só você, mas como todos vocês aqui...

Momo — Hã? Você nos conhece?

Hikari — O que você está falando? Eu nunca te vi antes na minha vida.

Kouma — Dá pra calarem a boca? — Mudou o tom de voz, e pela primeira vez, impôs respeito, fazendo todos ali se calarem e uma tatuagem de leão surgir em seu pescoço à medida que falava. — Vocês... São os jovens desaparecidos dos cartazes...

Aikawa — Cartazes? Do que você está falando?

Kouma — Há quanto tempo vocês estão aqui?

Shizumi – Eu fui a primeira e já faz um ano e 2 meses desde que eu cheguei.

Kouma — Então... O Koji é o tal sequestrador que todos teorizavam?

Shizumi — Olha, eu não sei, mas a última coisa que eu lembro de antes de estar aqui é estar andando na rua. Daí eu pisquei e estava na mesa do Koji.

Kouma — Espera... Não pode ser verdade... O Koji... É uma pessoa boa, não é?

Winra — HAHAHAHHA. Boa piada, novato. Se ele fosse uma pessoa tão boa assim, por que ele nos prenderia como se fôssemos míseros animais?

Hotaru — E nos usaria de cobaia? O Koji é horrível. Todos aqui odiamos ele. — Falou, após ter um pequeno espasmo enquanto dormia e falar sonolenta, coçando os olhos.

Kouma — Não... E por que vocês não fogem?

Shizumi — Garoto, você tem problemas, né? Você já viu essas merdas que eu e o Takuya temos no pescoço? Caso você não tenha neurônios o suficiente para processar essa informação, pois queimou todos os que tinha para descobrir quem somos, essas merdas são coleiras de choque de alta potência, sem contar que também são rastreadores. Se sairmos da área das montanhas, nós levamos um choque quase letal e quando o Koji nos acha, ele nos tortura e nos pune, para não repetirmos isso. E mais, a espada do Koji é um rastreador natural de elementos, não temos como fugir dela.

Winra — Eu não sentiria nada da coleira.

Shizumi — Engraçadinha. Você tem sorte que o velho não faz um colar pra te enforcar.

Kouma — Colares de choque? E por que só vocês dois tem? — Perguntou, apontando para o pescoço de Takuya

Takuya — Porque nós fomos os únicos corajosos o suficiente pra tentar fugir daqui. Mas assim que Koji nos pegou, ele nos colocou essa coisa para servir de exemplo aos outros.

Kouma — Entendo, mas... Shizumi, se eu me lembro bem, naquela fração de segundo que eu vi você na janela, você já estava com essa coleira. Como você fez pro Koji não te pegar de novo?

Shizumi — Bom, eu admito que tive ajuda. -Olhou para Winra, que estava com um sorriso no rosto.

Winra — Hahaha... De nada, amiga.

Kouma — O que? Como assim?

Winra — Digamos que eu seja boa com coisas envolvendo eletricidade. — Fez um pequeno raio surgir entre seus dedos.

Kouma — Uau... Como você fez isso?

Winra — Tenho minhas técnicas. — Sorriu.

Kouma — Então você absorveu a energia do choque que a Shizumi ia levar e ajudou ela a fugir?

Winra — Sim, e foi às 3 da manhã pois nesse horário temos certeza que o Koji está dormindo.

Kouma — Hã? Por que tem tanta certeza?

Shun — Essa eu mesmo respondo, Winra. O Koji é muito supersticioso, e como dizem em lendas, as 3 da manhã é o horário maligno, então ele sempre está dormindo nesse horário para não dar de cara com nenhum demônio.

Kouma — Credo, sério? Ele é bem grandinho para acreditar nessas coisas, não acham?

Foster — Realmente...

Kouma — Mas enfim, não importa. Como você sabia que eu era o próximo, Shizumi?

Shizumi — Não pense que eu escapei apenas no dia que eu apareci pra você. Eu saía desse celeiro em quase todas as madrugadas com a ajuda da Winra, e ficava investigando esse local por inteiro, por céu e por terra, até dar perto das 5 da manhã, que é o horário mais cedo que o Koji já acordou.

Kouma — Por que velhos costumam acordar tão cedo?

Shizumi — Vou saber? Enfim. Em um desses dias, eu fui averiguar o Koji mais de perto, o olhando pela janela de seu quarto, mas em cima da escrivaninha dele havia uma ficha com seu nome, Kouma. Tinha todos os seus dados, então eu peguei seu endereço e fui ver quem você era, mas como estava escuro, eu não prestei atenção no fato do prédio pertencer à minha avó, e bem quando eu apareci você abriu os olhos, não sei como fez aquilo.

Kouma — Talvez o treinamento de atenção extrema tenha valido a pena pra algo...

Shizumi — Agora que está tudo esclarecido e você sabe o por que eu estive lá e o porquê de você estar aqui conosco, você tem algo mais a falar?

Kouma — Na verdade... Eu tenho sim uma dúvida. O Koji mencionou uma cobaia, na verdade várias... Eu já entendi que somos nós, mas... posso presumir que a primeira foi você, certo, Shizumi?

Shizumi — Sim..., mas o que te fez pensar isso?

Kouma — Bem... Os efeitos colaterais no seu corpo são bem aparentes... — Olhou para as asas de Shizumi, e assim, recebeu um tapa no rosto, que o derrubou no chão. — Agh... Desgraçada, por que fez isso? — Perguntou, com a mão no rosto.

Shizumi — Nunca mais fale das minhas asas. Elas fazem parte de quem eu sou, e eu amo o fato de tê-las. É verdade que elas são partes adicionais advindas do meu elemento, e que o Koji conseguiu ir amenizando os efeitos colaterais dos outros com o passar do tempo, mas eu realmente gosto delas. Me sinto livre.

Kouma — Agh... Desculpe por isso. — Ajoelhou-se e desculpou-se. — Não queria te ofender, mas vejo que passei um pouco dos limites. Perdão.

Tyler e Nancy — Nossa, que formalidade. — Os dois sentaram-se num fardo de feno.

Shizumi — Não precisa de tudo isso, levante-se.

Kouma — Entendido.

Shizumi — Se o Kouma te jogou aqui, ele deve ter injetado um elemento em você. Você teve efeitos colaterais?

Kouma — Sim... Meu cabelo cresceu muito e fiquei com garras horríveis.

Shizumi — Hmmm... Ei, eu já vi isso... Pela tatuagem, vejamos... — Foi até Kouma e afastou sua cabeça pro lado, vendo a marca em seu pescoço. — Um leão? Aikawa, o que o leão significa mesmo?

Aikawa — O leão significa "espírito".

Kouma e Shizumi — Espírito?

Momo — É um elemento bastante poderoso, se for usado corretamente.

Kouma — Ei, todos vocês aqui possuem elementos, não?

Balat — Exatamente. Todos somos irmãos hospedeiros.

Kouma — O que quer dizer com hospedeiros?

Balat — Ora, o que mais? Hospedeiros elementais, é claro. Em cada um de nossos corpos habita um elemento, então nada mais justo dizer que estamos hospedando-os. Eles que nos dão nosso poder, e nos fazem ser tão poderosos, além da super força, velocidade e resistência que já era adquirida com o treinamento dos monges.

Kouma — Entendo... E o Koji me mandou aqui para eu aprender a usar esse poder?

Takuya — Exatamente, Sherlock.

Kouma — Tudo bem..., Mas como vocês conseguem viver aqui? Vocês não sentem falta da luz do sol? Da liberdade? Viver dentro desse celeiro... É como estar preso por um crime que não cometeu. Sim, estando aqui dentro vocês não passam dificuldades, pois tem comida e conforto, mas isso tudo é uma falsa felicidade... A parte legal da vida é sair e explorar, não ficar preso e confinado. Vocês não acham?

Takuya — E por que você acha que eu e a Shizumi temos isso no pescoço, seu idiota? — apontou para sua coleira. — Como eu já falei, nós já tentamos escapar, mas não tem como. Nós aprendemos a se conformar, e já nos acostumamos a viver aqui. Nós sabemos que isso não é vida, mas não temos escolha... É melhor viver aqui com a companhia de amigos do que morrer sozinho tentando enfrentar o Koji...

Foster — Pobre Shindou...

Kouma — Hã? Quem é Shindou?

Momo — Shindou foi o antigo hospedeiro do espírito. Ele tentou escapar assim que dominou seu poder, e enfrentou o Koji... Bem... Ele não teve um final muito bom.

Kouma — O Koji o matou?

Momo — E recuperou seu elemento. Pra não ser descoberto, ele abriu um portal e jogou o corpo do Shindou dentro de uma lata de lixo em sua cidade natal, e o caso foi dado como latrocínio, só que nunca acharam alguém pra culpar.

Kouma — Como sabe tudo isso, Momo?

Hotaru — Eu descobri e contei a ela... Usei meus poderes para ouvir as ondas de rádio, e as notícias falaram que o caso foi dado assim...

Kouma — Entendo... Então, não eram 12, e sim 13, mas um foi encontrado... Koji, por que?

Aikawa — Você é o segundo hospedeiro do espírito. Espero que seja mais inteligente que seu antecessor.

Kouma — Não se preocupem, vou fazer meu melhor.

Momo — Ei, Kouma... Tem algo errado. Você disse que está aqui há quanto tempo?

Kouma — Eu cheguei aqui 6 meses atrás. E desde então o Koji veio me treinando.

Momo — 6 meses? Ele sempre nos treinou por apenas 2 semanas antes de nos confinar aqui. Por que será que ele demorou tanto para te trazer aqui?

Kouma — Não sei dizer... Talvez eu era mais fraco que vocês e mentalmente despreparado...

Hikari — Não, acho impossível ser por isso, porque todos nós éramos assim quando chegamos.

Shun — Tem razão, Hikari. Talvez, diferente do caso de todos aqui, ele tenha gostado de você.

Kouma — Gostou de mim?

Tyler — É, ele realmente...

Nancy — Pareceu gostar de você.

Kouma — Bom, não temos como saber isso. Mas que tal vocês me ensinarem a usar meu elemento? Afinal, eu vim aqui pra isso.

Shizumi — Bom, você tem razão. Vamos deixar o Koji de lado por enquanto e ir pro que interessa. Vamos te treinar como um verdadeiro hospedeiro.

Kouma — Estou pronto. – Ao falar isso, puxou sua espada e todos os outros hospedeiros entraram em posição de batalha.

Takuya — Que comece... O treinamento. — Ao falar isso, todos partiram para cima de Kouma, que sorriu.

Kouma — PODEM VIR.

8 horas depois disso, Koji voltou ao celeiro, abrindo-o e fazendo a luz do sol entrar pela porta. Ao entrar, viu que todos os 13 hospedeiros estavam deitados no chão, arfando e completamente exaustos, rindo e conversando.

Shun — Sim, uma vez eu- parou de falar assim que viu Koji. — Deixa pra lá...

Shizumi — Acabou a festa...

Takuya — ... — Olhou com desprezo para o monge e virou o rosto.

Kouma — Ah, Olá Koji. — Fez um sorrisinho forçado.

Koji — Olá novamente, senhoras e senhores. Kouma, seu treinamento com eles por hoje já acabou, por favor, venha comigo.

Kouma — Hã? Mas já? Não faz nem 4 horas que eu estou aqui.

Koji — O que? Do que está falando? Você está aqui faz 8 horas.

Kouma — 8 horas? Mas passou tão rápido...

Koji — Bom, então posso presumir que se divertiu. E que bom, pois agora está na hora do descanso. Seu treinamento será duro amanhã.

Kouma — Ah... Tudo bem. — Levantou-se do chão e foi até o monge. — Até mais pessoal. — Acenou.

Todos — Até logo, Kouma. — Responderam, sorrindo.

Koji — Venha, Kouma. — Assim que falou isso, envolveu seu braço pelas costas do garoto e o acompanhou para fora do celeiro, fechando o local novamente, fazendo os rostos dos outros hospedeiros se perderem na escuridão. — Venha Kouma, está tarde. — Deu as costas para o garoto e começou a andar na direção do dojô, e nesse momento, o jovem de cabelos pretos parou de andar e sacou sua espada, envolveu ela com uma aura azul e tentou desferir um golpe no velho monge, que rapidamente defendeu o golpe colocando sua lâmina em suas costas, sendo arrastado para frente.

Koji — O que diabos significa isso, Kouma?

Kouma – Queria te mostrar que já consigo controlar meu elemento.

Koji – Sim, vejo que evoluiu bastante, mas por que me atacar?

Kouma — Queria ver se você estava atento.

Koji — Você vai mesmo mentir para mim? Eu senti ódio em seu golpe. Tem algo que você queira me dizer? — Encarou seu discípulo com uma feição furiosa.

Kouma — N-não... — olhou para o lado.

Koji — Bom. Agora, se já parou com suas gracinhas, vamos para o dojô. — Assim que falou isso, Kouma cerrou o punho e rangeu os dentes.

Kouma — NA VERDADE EU TENHO ALGO A DIZER SIM, SEU DESGRAÇADO. — Enfureceu-se.

Koji — Ora, pois então diga...

Kouma — EU SEI SOBRE TUDO. ELES ME CONTARAM O QUE VOCÊ FEZ. VOCÊ SEQUESTROU TODOS ELES E OBRIGOU ELES A SEREM SUAS COBAIAS. O QUÃO DESUMANO VOCÊ É?

Koji — Kouma, se acalme...

Kouma — ME ACALMAR? NESSES 6 MESES QUE EU CONSIDEREI UM DOS MELHORES MOMENTOS DA MINHA VIDA EU ESTAVA VIVENDO COM UM CRIMINOSO TODO ESSE TEMPO. VOCÊ DEVERIA ESTAR PRESO, SEU MANÍACO.

Koji — KOUMA, ME ESCUTE. — Elevou sua aura, fazendo o jovem bater contra a parede do celeiro.

Kouma — Agh... Desgraçado...

Koji — Eu não sequestrei ninguém. Todos eles estão aqui por vontade própria. Alguns deles fugiram de casa, outros estavam na miséria e outros perdidos. Eu apenas dei um novo propósito à vida deles.

Kouma — Ah é? Pois não foi isso que eles me disseram. Você sequestrou alguns e obrigou outros a te seguirem.

Koji — Apenas uma pergunta, Kouma. Por algum acaso você está aqui contra a sua vontade?

Kouma — O-o que? Isso não se trata de mim, Koji. Se trata deles, e eles foram sequestrados.

Koji — Pelo amor de Deus, Kouma. O que eles fizeram com você? Eu trouxe você aqui para eles te ensinarem a usar seu elemento, não pra encher sua cabeça de asneiras.

Kouma — Não tente mudar de assunto. Você pode até continuar falando que não sequestrou nenhum deles..., mas e quanto ao Shindou? Eu sei que você o matou, e isso continua sendo um crime.

Koji — Ah... Então também te contaram sobre o Shindou? Esses desgraçados... Eles realmente não perdem tempo, fazem de tudo pra sujar meu nome com os novatos.

Kouma — Então você admite que o matou?

Koji — Sim, eu matei, mas foi o melhor a se fazer. Ele era louco, fiz uma péssima decisão ao escolhe-lo como hospedeiro.

Kouma — Ah, claro... Ele tentou se voltar contra você, e isso faz dele um louco, não é mesmo?

Koji — Kouma, você está entendendo tudo errado.

Kouma — NÃO, EU NÃO ESTOU. VOCÊ ESTÁ PRENDENDO ESSAS PESSOAS COMO SE FOSSEM ANIMAIS ENJAULADOS, VOCÊ APENAS OS PRENDEU SEM MOTIVOS, ISSO É CÁRCERE PRIVADO... NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ DIGA, VOCÊ É UM CRIMINOSO, KOJI. E ALÉM DE TUDO, VOCÊ COMETEU UM ASSASSINATO. MEUS INSTINTOS DE SOLDADO NAO PODEM DEIXAR ISSO SAIR IMPUNE, MESMO VOCÊ SENDO MEU MESTRE.

Koji — JÁ CHEGA. SE TODAS AS PESSOAS DO MUNDO FOSSEM PAGAR POR TODOS OS SEUS PECADOS SENDO PRESAS, NÃO EXISTIRIAM PESSOAS NA SOCIEDADE. VOCÊ ESTÁ BRAVO POR QUE EU NÃO SOLTO SEUS NOVOS AMIGOS? POIS QUE SEJA.

Kouma — Você vai solta-los?

Koji — Você conseguiu me tirar do sério com suas insolências, Kouma. Amanhã você e eles terão um treinamento especial em um local bastante grande.

Kouma — O que? Você vai mesmo liberta-los? Que ótimo.

Koji — Não se afobe. Eu não irei solta-los, pois poderiam tentar um motim contra mim, e isso seria bem desagradável. Só vou liberta-los naquele espaço.

Kouma — E para onde iremos?

Koji — Segredo de monge. Agora, vá dormir, Kouma. Essa conversa está encerrada.

Kouma — Pra mim ela não está.

Koji — Como é? — Olhou para seu discípulo com fúria.

Kouma — Deixe pra lá. — Virou as costas e voltou a caminhar na direção do Dojô, guardando sua espada na bainha, mas ao invés de entrar, dobrou e começou a se dirigir até as montanhas.

Koji – Onde você está indo, garoto? Eu mandei você entrar. – Perguntou, desconfiado.

Kouma – Cale a boca, preciso passar um tempo sozinho. Se você me seguir, eu mato você. – Ainda de costas para o monge, continuou seu caminho sem olhar para trás.

Koji — Droga... Aqueles malditos hospedeiros... Eu devia ter deixado eles apodrecendo ali para sempre e treinar o Kouma com seu elemento por conta própria. – Falou consigo mesmo, quando Kouma se afastou.

Passado algum tempo, Kouma chegou em uma parte alta da montanha, e começou a olhar para o horizonte, estando pensativo sobre tudo que ouviu e descobriu naquele dia.

Kouma — Eu sei que o Koji me treinou por todo esse tempo, mas... Fazer aquilo com eles por puro egoísmo... Transformar todos nós em ratos de laboratório pros experimentos bestas dele com essas drogas de elementos... Eu não vou tolerar mais isso. — O soldado olhou para o horizonte, onde viu o sol se pondo, com o céu alaranjado, e assim, cerrou o punho, enquanto uma brisa batia nele, fazendo suas roupas e cabelos balançarem. – Koji, eu odeio você.

Algum tempo depois, já com a lua estando alta no céu, Kouma já estava em seu quarto, preparando-se para dormir, quando de repente, Koji apareceu na porta.

Koji — Kouma, 22:30. Hora de dormir. — Ao falar isso, Koji, que estava distraído apalpando um travesseiro enquanto estava com a mente em outro lugar, levou um susto e jogou o travesseiro para cima.

Kouma — PELO AMOR DE DEUS. — Gritou, se defendendo do travesseiro que caiu em sua cabeça. — Quantas vezes eu já disse pra você bater antes de entrar?

Koji — Quem faz as regras aqui sou eu, mocinho.

Kouma — Pode até ser, mas eu quero que você saiba de uma coisa, Koji.

Koji — O que seria?

Kouma — Quero que saiba que eu te respeito como mestre, mas como pessoa você não passa de escória.

Koji — O QUE VOCÊ DISSE? — Enfureceu-se.

Kouma — EU GAGUEJEI? POIS EU ACHO QUE NÃO. — Virou-se para Koji, apontando o dedo em sua face. — Eu só tenho um motivo para não ir embora, e você sabe muito bem qual é. Minha consideração e admiração que eu tinha por você morreram hoje quando você fechou a porta daquele celeiro. Eu ainda não sei como não vomitei só de estar olhando pra essa sua cara feia.

Koji — Você está passando dos limites, garoto.

Kouma — Ah, eu estou? EU ESTOU PASSANDO DOS LIMITES, SEU PSICOPATA? Eles me contaram tudo, Koji. Tudo que você fez com eles antes de descartá-los como lixo. Só de saber que eu seria o próximo, isso me enoja.

Koji — "Seria?" O que quer dizer com isso? Você vai embora de fato?

Kouma — É obvio que não, mas assim como eles, eu percebi que você tem algum interesse maluco em mim, afinal, você me treinou durante 6 meses enquanto apenas deu atenção a eles por 2 semanas.

Koji — Sim, você tem razão... Você é diferente deles, você é especial, Kouma. Eu já vi que não conseguirei seu perdão, e mesmo não me importando muito com isso, eu ainda te quero como aprendiz. Amanhã vocês todos terão o treinamento que mencionei, então, vá descansar, tudo bem?

Kouma — Preciso fazer uma coisa antes. — Arrumou seu travesseiro na cama, e passou esbarrando no ombro do monge de propósito, saindo de seu quarto, deixando o mesmo apenas com a presença de Koji.

Koji — Droga... Cobaias tagarelas malditas... Devia ter cortado a língua de cada um. — Elevou um pouco sua aura e bateu a bainha de sua espada a qual usava de bengala no chão, saindo daquele local também.

Pouco depois de sair de seu quarto e deixar Koji falando sozinho, Kouma andou um pouco pelo grande dojô, e então, entrou em um quarto, e ao entrar, abriu um sorriso.

Kouma — Cheguei.

Kaya — Ah, olá, Kouma. — Respondeu a mulher ruiva, que se encontrava sentada em sua cama lendo um livro. — Você demorou hoje, querido. O que aconteceu? — Aí falar isso, colocou o livro de lado e voltou toda sua atenção ao jovem.

Kouma — Ah, isso não importa agora, mas como vocês estão?

Kaya — Estamos bem, não se preocupe. — Ela passou a mão na barriga delicadamente. — Hoje fazem 3 meses, não?

Kouma — Sim, é bastante tempo, praticamente metade do tempo total que eu estou aqui. — Sentou-se ao lado de Kaya, e a beijou.

Kaya — Olha só, parece que seu pai é bom em matemática. — Alisou sua barriga novamente.

Kouma — E não é só isso, eu sou incrível em várias coisas, vou ser um pai incrível pra você, garoto. — Sorrindo, recostou a cabeça sobre a barriga de Kaya, que começou a acariciar seus cabelos.

Kaya — Garoto? Como você sabe que vai ser um menino?

Kouma — Minha intuição. — Sorriu, mas logo depois fez uma feição triste inconscientemente.

Kaya — Kouma, o que você tem? Aconteceu alguma coisa, não é? Era hoje que você ia visitar o celeiro, não era?

Kouma — Kaya... Seu pai é um idiota.

Kaya — Ah, o pessoal contou as coisas que meu pai fez, não é? Eu imaginei que você ficaria desse jeito.

Kouma — Espera, você conhece eles? Você sabia esse tempo todo?

Kaya — Kouma, eu sou filha dele, é lógico que eu sei essas coisas. Eu só não comentei com você por ordem dele.

Kouma — E você não acha isso um absurdo? Sequestrar jovens, matar um inocente, fazer cobaias humanas... Tudo isso... Tudo isso é demais pra mim.

Kaya — E conhecendo você, provavelmente você bancou o esquentadinho e jogou tudo isso na cara dele, não?

Kouma — Exatamente. Estou errado?

Kaya — De jeito nenhum, na sua posição, eu faria o mesmo. Eu sei que está com raiva dele agora, mas você precisa se manter calmo. Olha pelo lado bom, você não foi mandado pra lá em duas semanas, ele sabe que você tem algo a mais, então, use esse algo para mudar esse meu velho pai e seu extremo jeito de agir, tendo sempre seu objetivo como foco principal para tudo.

Kouma — Vou fazer o que eu puder. No meu primeiro surto, eu acabei convencendo-o a liberta-los para ele nos deixar treinar em um local maior.

Kaya — Que ótimo. Já está fazendo efeito. — Respondeu, e assim os dois ficaram conversando por mais uma hora, até Kouma enfim sair do quarto de Kaya, despedindo-se com um beijo em sua testa. Após sair, retornou ao seu próprio quarto, onde Koji ainda estava parado no mesmo lugar.

Kouma — O que diabos você ainda está fazendo aqui?

Koji — Já são 23:30, Koji, você não dormirá o suficiente. — Ressaltou.

Kouma — Ah, é mesmo? E o que é aquilo na parede? — Perguntou, apontando para o lado oposto onde Kouma olhava, fazendo ele virar-se. — Não tem nada na parede, Kou- O QUE? — quando olhou de volta para Kouma novamente, ele estava dormindo tranquilamente no chão com direito à uma coberta que ele havia pego de sua própria cama. — Eu ainda me impressiono com a velocidade que esse garoto dorme. — Enfim saiu do quarto, e assim, as luzes do dojô se apagaram, e passada a noite, veio a manhã, e assim, Koji, que geralmente acordava Kouma, o encontrou fazendo flexões próximo ao local onde havia dormido com uma feição pensativa.

Koji — São 6 da manhã, e você acordado? Está ansioso pelo seu treinamento com seus amigos, não é? — Perguntou, surpreso.

Kouma — Saia do meu quarto, eu irei tomar o café da manhã em breve.

Koji — Quanto tempo "breve" leva?

Kouma — O tempo de você sair da porra do meu quarto e eu me vestir apropriadamente. — Parou de fazer suas flexões e sentou-se no chão, apontando para a saída.

Koji — Tudo bem, tudo bem, alguém não acordou de bom humor. — Saiu.

Alguns minutos depois, Kouma apareceu para tomar o café da manhã, e viu Koji apreciando um copo de chá. Ele olhou com desprezo para o monge, pegou uma maçã da cesta de frutas e virou-se para a saída.

Kouma — Estarei te esperando em frente ao celeiro. — Apenas disse isso e mais nada, saindo do local, enquanto Koji o olhava com uma feição desconfiada.

Koji — (Maldito... Me desprezando e dando ordens... Quem você acha que é? Você tem sorte por eu ter matado você.).

Passada meia hora, Koji chegou em frente ao celeiro, onde Kouma estava escorado, de olhos fechados.

Kouma — Você demorou.

Koji — Diferente de você, eu preciso de uma alimentação saudável e regulada, e isso leva tempo. Mas não importa, vou abrir isso. — Respondeu, tirando o lacre do celeiro e abrindo sua porta.

No mesmo momento em que abriu a porta, Kouma deu um enorme salto, passando por cima de Koji e adentrando o local, com um sorriso no rosto.

Kouma — VOLTEI. — Ao gritar isso, todos os hospedeiros que lá habitavam apareceram simultaneamente, para cumprimentar seu amigo.

Todos — E aí, Kouma.

Takuya — Cara, você ainda está vivo, que alívio. Pensei que o Koji ia se livrar de você assim que você saísse daqui por explanarmos os podres dele. — envolveu o braço no pescoço do jovem soldado, sussurrando em seu ouvido.

Kouma — Relaxa, eu estou bem.

Koji — Bom dia a todos. — O monge adentrou o celeiro, e assim, todas as conversas e murmúrios se desfizeram, ficando um imenso silêncio. — Bom, como eu sei que não sou bem-vindo aqui, eu vou direto ao assunto. Ontem, após sair daqui com o hospedeiro chamado Ryuuma Kouma, o mesmo rapaz me fez uma proposta. Ele disse para deixá-los sair desse celeiro, para vocês sentirem-se livres novamente. Então-

Hikari — O que? Você vai nos deixar sair? Que piada. — Interrompeu Koji, que não gostou nada da atitude.

Koji — Ainda bem que sabe, mocinha. Pois vocês não sairão para fora desse celeiro, mas, eu pensei um pouco, e realmente o que o Kouma disse é interessante. Deixar vocês treinarem em um local maior é melhor para suas habilidades, e estando aqui no celeiro, vocês se tornam um bando de inúteis, então, vocês irão treinar.

Shizumi — Hã? Como isso funciona? A gente não vai sair, mas vai pra um local maior? Você basicamente vai nos colocar em outro celeiro?

Koji — Não. Eu sei que é confuso, minha garota, mas logo tudo fará sentido. Agora, chega de enrolação. Portal contact. — Ao falar isso, um enorme portal circular e luminoso com bordas brancas surgiu em frente às portas do celeiro, que se encontravam fechadas novamente.

Winra — Mas o que diabos...

Balat — Que incrível...

Nancy — Isso... Me é familiar.

Tyler — Concordo mana.

Koji — Isso é um portal. Nunca expliquei o conceito deles para vocês, e bem, eu não preciso. O que vocês precisam saber é que ao entrar aqui, sairão automaticamente no seu local de destino.

Foster — O que? Isso é no mínimo suspeito. E se ao entrarmos nesse troço, formos dilacerados por vários instrumentos de tortura? Eu não confio em você, Koji.

Koji — Kouma, você já utilizou um portal junto comigo, quando fomos fazer aquela breve viagem até seu apartamento. Você pode confirmar que é seguro?

Kouma — Confirmar eu não posso, pois a única coisa que vejo do outro lado é um imenso branco vazio. Mas, para deixar vocês mais tranquilos, eu entrarei aqui primeiro.

Shun – Você tem certeza disso, Kouma? Vindo desse homem, é perigoso.

Kouma – Sim, não se preocupem. Como vocês mesmos disseram, o Koji vai com a minha cara, então eu duvido que ele faça algo para me machucar.

Koji – E não só com você, Kouma. Eu não machucaria nenhum de vocês sem motivos.

Shizumi – Se isso fosse verdade mesmo, você retiraria essa droga de colar do meu e do pescoço do Takuya.

Koji – Eu não vou discutir com você sobre isso agora. Vamos, entrem logo na droga do portal, antes que eu mude de ideia.

Kouma – Vou entrar. – Respirou fundo, bateu sua mão contra o peito e correu, pulando dentro do portal, sumindo completamente.

Hikari – Ele desapareceu.

Foster – EEEI, KOUMAAA. VOCÊ ESTÁ BEM? – Correu até o portal, gritando, esperando uma resposta, quando de repente, uma mão veio de encontro com o hospedeiro, que recuou imediatamente. – O que?

Kouma – Olhem, eu estou inteiro. Colocou as duas mãos e a cabeça pro lado atual do portal, mostrando que estava bem. – Entrem logo, esse lugar é incrivelmente grande.

Momo – Eu ainda não sei se é seguro...

Kouma – Confiem em mim, podem vir.

Koji – Estarei fechando o portal em 30 segundos. Se quiserem participar do treinamento, é bom que se decidam agora.

Shizumi – O QUE EU TENHO A PERDER? – A garota alçou voo rapidamente, fazendo várias acrobacias pelo ar, desviando dos pilares aéreos do celeiro, voltando e mergulhando de cabeça no portal, mas ela tinha esquecido que Kouma ainda estava com seu rosto no portal, e bateu sua cabeça contra a do garoto, caindo do outro lado, junto a ele.

Kouma – Ei, espe-

Shizumi — AAAAAAGHH. – Gritou do outro lado.

Takuya – SHIZUMI.

Shizumi – Eu estou bem. Podem vir, é seguro. – Respondeu, sentada em um chão extremamente fofo. – Ei, onde está o Kouma?

Kouma – Olhe... para baixo. – Falou o garoto, que estava deitado de bruços, e em suas costas encontrava-se Shizumi sentada.

Shizumi – O-O QUE? AH, DESCULPE. – Falou, desesperando-se por um momento e ajudando o garoto a se levantar.

Kouma – Tudo bem, não se preocupe. – Levantou-se, rindo.

Aikawa – O que vocês estão aprontando aí? – Ouvindo os gritos de Shizumi, o garoto de cabelos verdes adentrou o portal calmamente, sendo seguido por seus outros 10 companheiros.

Shizumi – Sofremos um acidente, está tudo bem agora.

Balat – Ei... que lugar... é esse? – O musculoso olhou em volta, para averiguar o local, e acabou ficando maravilhado com sua imensidão. – É-é lindo. Kouma, onde nós estamos?

Kouma – Nem eu mesmo sei, Balat.

Koji — Este lugar... Se chama "Nulo". E é nele onde vocês treinarão. — Koji apareceu logo atrás dos jovens, batendo a bainha de sua espada que ele usava de bengala no chão.

Balat — É realmente lindo... Kouma, como você conseguiu fazer o Koji nos trazer a um lugar assim?

Kouma — É simples, eu só joguei todas as frustrações de todos vocês para ele, e ele acabou cedendo.

Koji — Ei, eu estou aqui, sabia?

Kouma — Ah, vai negar agora? Só ficaria ainda mais feio pro seu lado.

Koji — Desgraçado... Você tem razão. — Koji abriu um sorriso, enquanto observava os jovens olharem ao redor do Nulo.

Shizumi — Por que tudo ao redor é tão branco? Isso está me dando uma sensação de paz bastante desconfortável.

Koji — Nem eu mesmo sei por que o Nulo foi feito assim, mas bem, se vocês irão treinar, vocês precisarão de um mestre, certo?

Takuya — Não me diga que será você quem vai nos treinar. Que bela merda, ein?

Koji — Acalme-se, Takuya. Não, eu não irei treinar vocês. Primeiramente porque vocês nunca aceitariam minhas lições novamente, e porque eu preciso de disposição para treinar o Kouma separadamente, afinal, mesmo com nossas desavenças, você ainda é meu discípulo, Kouma.

Kouma — Eu sei disso, e continuarei sendo seu melhor aluno.

Shun — Mas se não você, quem irá nos treinar?

Koji — É uma ótima pergunta, que terá sua resposta agora. Apareça, Servant. — Ao falar isso, bateu duas palmas, e do chão, começou a emergir um mordomo de pele, vestes, acessórios e espada branca, que se curvou em frente à Koji.

Servant — Olá mestre Koji. Em que posso ajudá-lo?

Hikari — Um mordomo? O que diabos você está querendo dizer, Koji? Que um mero mordomo é o suficiente para nos derrotar?

Servant — Por favor, eu peço encarecidamente para que não me julguem por minha aparência. Eu posso sim ser apenas um mordomo, mas isso não significa que eu não tenha meu valor. Eu tenho mais do que o dobro da idade de vocês, então, posso dizer com certeza que experiência em batalha não me falta.

Winra — Mais do que o dobro? Você é quase um cinquentão então.

Aikawa — Analisando de uma forma um tanto rasa, eu deduzo que ele tenha por volta dos 43 a 44 anos.

Servant — Olhem só, você está certíssimo.

Kouma — Como você faz uma análise tão precisa de uma forma tão rasa? — Perguntou de forma cômica.

Koji — Eu conheço o Servant há mais de 20 anos, ele me ajudou no meu treinamento quando eu era jovem, e agora, está na hora dele treinar vocês.

Servant — Sim, eu estou de acordo em ajudá-los a treinar, mas primeiro, eu gostaria de testa-los.

Todos — Testar?

Tyler — Do que diabos você está falando...

Nancy — Seu esquisito?

Servant — É simples. Eu quero que um voluntário, de preferência o mais forte entre vocês venha até mim para lutarmos uma luta mano-a-mano, assim eu posso ter uma noção melhor do poder total de vocês e ainda assim calibrar meu poder para acompanhá-los.

Shizumi — O mais poderoso...

Takuya — Entre nós? — Todos os 13 hospedeiros começaram a se encarar, sorrindo.

Shun — Eu acredito que o mais poderoso... É difícil dizer.

Hikari — Eu voto no Kouma.

Shun — Hã? No Kouma?

Kouma — Em mim? Você deve estar louca, Hikari. Eu adquiri meu elemento ontem, não tenho como ser mais poderoso que vocês. Ontem no treinamento eu só demonstrei um pouco das minhas habilidades adquiridas no exército, mas não se esqueçam que vocês me derrubaram várias vezes.

Foster — Isso por que você sempre baixava a guarda.

Kouma — Err... Isso não vem ao caso.

Momo — Ei, pessoal, acalmem-se. O Kouma tem razão, não tem como ele ser o mais forte entre nós só por saber lutar algumas artes marciais. Nós viemos treinar nossos poderes, não estilos de luta, então precisaremos de um hospedeiro experiente.

Servant — Tecnicamente, o treinamento de vocês englobará os dois. Vocês aprenderão a lutar melhor em forma física e com o auxílio de seus poderes.

Momo — Entendi... Interessante.

Shizumi — Se você não quer que o Kouma vá, por que você não luta com o Servant, Momo?

Momo — O-o que? Eu não sou a mais forte daqui, não teria chance contra ele. Vocês já perceberam a aura calma e serena desse cara? Pessoas com esse tipo de aura geralmente são psicopatas.

Hikari — O que? Quem te disse um absurdo desses?

Momo — Minha cabeça. — Respondeu, desferindo um soco de leve em sua própria cabeça. — E acreditem, minha intuição é muito boa.

Takuya — Tudo bem Momo, você não precisa ir. Eu irei lutar. Alguém é contra?

Balat — Eu queria lutar, mas... Esse mordomo é estranho. Sinto como se ele não existisse, entendem? Ele já está tão habituado a este local que mal consigo sentir sua presença na sala.

Kouma — Takuya, você tem certeza que vai lutar? Eu poderia ir, sem problemas.

Servant — Já chega dessa conversa besta, não acham? Você, do colar. Você me enfrentará. — Servant, irritando-se um pouco com a demora dos hospedeiros, retirou sua espada da bainha e apontou para Takuya. — Vamos para um local mais adequado termos nosso confronto.

Takuya — Entendido.

Servant — Me acompanhem. — Liderando o grupo, que contava com os 13 hospedeiros e com o monge Koji, Servant rumou por cerca de 1 quilômetro a frente, quando chegou em um local completamente deserto, com chão completamente nivelado. — Bem, chegamos.

Takuya — Por que você nos trouxe até aqui? Que diferença faria ficar lá ou vir até aqui?

Servant — Não gosto da ideia de lutarmos no mesmo lugar onde vocês chegaram. Por algum motivo me sinto desconfortável, como se fossem boas-vindas falhas de minha parte.

Takuya — Não entendi muito bem, mas vou aceitar.

Koji — Você sempre com suas manias estranhas, Servant.

Servant — Todos nós temos nossas estranhezas, mestre. Isso que faz cada um de nós sermos únicos. Imagine que chato seria se todas as pessoas fossem iguais.

Koji — Você tem um bom ponto. — Colocou a mão no queixo, pensando sobre o assunto.

Shizumi — Eu tenho orgulho da minha estranheza ser bem evidente. — Fez suas asas cobrirem seu corpo, sorrindo.

Servant — Suas asas são realmente magníficas... — fez uma expressão sincera, que mudou pra uma de dúvida, logo após. — Hmmm...?

Shizumi — Shizumi. Esse é meu nome, se era está a dúvida. E obrigada, eu realmente amo minhas asas.

Servant — Sim, era isso mesmo. Ei, pessoal, se vocês puderem se afastar um pouco, eu agradeço.

Kouma — Hã? Por que? — Perguntou, desconfiado.

Koji — Apenas façam o que ele diz. — Koji deu um salto para trás, obedecendo o pedido de Servant.

Kouma — Bom, se você diz. — Assim, Kouma e os outros deram alguns passos para trás, deixando Servant sozinho um pouco à frente, de costas para seus futuros discípulos.

Servant — Por favor, observem... CRIAÇÃO. — Ao falar isso, Servant retirou sua espada da bainha revelando que não somente sua bainha, mas também sua lâmina era branca como um todo, então, cravou a ponta da mesma no solo, e com isso, aquele solo que antes estava nivelado, começou a se moldar e fazer ondas, como se fossem comandadas, e assim, um enorme Coliseu começou a se formar, sendo construído completamente em poucos minutos. — Prontinho.

Todos hospedeiros — O QUEEEEE?

Koji — Eu nunca me canso de ver o Servant em ação. — Abriu um sorriso satisfeito.

Kouma — C-como você fez isso?

Servant — Bom, para treinar hospedeiros elementais, eu preciso de um poder à altura, não acham?

Takuya — Isso... Foi incrível. Isso por acaso foi uma demonstração de poder?

Shun — Será que ele está tentando nos intimidar?

Servant — Entendam como quiserem. O que importa é que temos um lugar grande o suficiente para até 20 pessoas treinarem. E vamos estrear ele agora, não é, Takuya? — Perguntou para o garoto, que ainda estava um tanto perplexo com o feito de Servant, e ao ouvir a pergunta, engoliu seco.

Takuya — Claro, estou pronto. (Droga... Onde eu fui me meter?) — concordou, mesmo se arrependendo disso por dentro.

Após alguns minutos, todos adentraram a construção, e então, Servant, Koji e Takuya rumaram para o centro da arena, enquanto os demais hospedeiros foram para as arquibancadas, assistir à luta.

Shun — Me pergunto se o Takuya ficará bem. — Preocupado, o garoto de cabelos róseos começou a mexer sua perna, ansioso com o combate e com o bem-estar de seu amigo.

Kouma — Também estou preocupado, mas confie nele. Essa luta não é para valer, é só um teste, então acredito que ele se saia bem. — Respondeu o soldado, que observava a situação.

Momo — Eu estou dizendo, eu não confio nesse mordomo. — Reiterou sua fala, ajustando seus óculos.

Hotaru — Não se preocupe... Eu também não. Aposto que ninguém aqui confia nele. — A menina que sempre estava com sono, desta vez estava bem desperta, prestando atenção em tudo o que acontecia.

Koji — POIS MUITO BEM. AGORA COMEÇARÁ A LUTA DE TESTE DOS HOSPEDEIROS ELEMENTAIS. — Gritou, batendo sua espada no chão, o que gerou um grande barulho, que fez todos voltarem sua atenção a ele. — Representando os hospedeiros, está Takuya. E seu oponente será Servant. A luta acabará quando um desistir ou desmaiar. Mortes não são permitidas. Eu serei seu juiz. Ao meu sinal... COMECEM. — O monge deu um salto para trás e jogou seu braço para frente, para dar sinal de início à batalha.

Servant — Só por ser um teste, não pense que eu vou pegar leve com você. — Falou calmamente, retirando sua lâmina branca da bainha.

Takuya — Pois bem... Você não precisa. — Ao falar isso, Takuya colocou a mão no bolso de sua calça, retirando um cigarro de lá, e logo em seguida um isqueiro, que usou para acender o pequeno objeto que já estava em sua boca. — Eu também não pegarei leve com você. — Com isso dito, ele estendeu seus dois braços, e toda a poeira que existia em suas roupas começou a se transportar para suas mãos, formando aos poucos as silhuetas de duas espadas grandes, que se materializaram uma em cada uma de suas mãos, com cabos firmes de cor acinzentada e tendo cores em sua lâmina que iam em um estilo degrade passando de preto para um marrom bronze, com o corpo delas estando cheios de símbolos em linhas curvas. Ainda em seu molde, era notável que suas lâminas continham duas aberturas em forma de meia-lua, que tinham o tamanho exato para decapitar um pescoço.

Winra — Ele já invocou as duas logo de cara... Ele não está pra brincadeira.

Aikawa — O Takuya é um dos hospedeiros mais antigos que residem no celeiro, é mais do que óbvio que ele sentiu a aura estranha que cerca aquele mordomo. Se ele vacilasse ao ir só com uma espada, ele não duraria nada nessa luta.

Kouma — Mas gente... Isso é só um teste, não é?

Winra — Nós esperamos que sim, Kouma... — Falou, voltando seus olhos à arena, onde a luta estava prestes a começar.

Servant — Estou realmente impressionado. Suas lâminas emanam uma aura bastante poderosa, e junto com a sua, se torna uma pressão quase esmagadora.

Takuya — O jeito calmo com o que você fala isso me irrita.

Servant — Eu não costumo me exaltar tão facilmente. Mas chega de conversa, estamos aqui pra lutar.

Takuya — De acordo. — Ao falar isso, os dois se posicionaram em suas posições de combate e em seguida, Servant avançou, correndo até Takuya rapidamente.

Servant — Vamos ver do que você é capaz, mocinho. — Ao falar isso, deu um imenso salto, para atacar Takuya por cima, mas ele foi rápido, e defendeu com sua lâmina da mão direita, fazendo as duas se colidirem e deslizarem uma contra a outra, permitindo que Servant chegasse ao chão, e nisso, o mordomo tentou desferir um soco contra o rosto de Takuya, que mexeu sua outra mão, e colocou o corpo de sua outra espada na frente, se defendendo do soco, mas ainda assim sendo levado para trás. Ele resistiu o que pôde e parou alguns metros depois, ajoelhando-se por um momento, mas voltando a ficar de pé quase que no mesmo instante.

Servant — Seus olhos são bastante afiados, conseguiu acompanhar a trajetória do meu golpe por completo, estou impressionado.

Takuya — Menos papo... — Falando isso, Takuya jogou sua lâmina da mão esquerda para cima, pegou seu cigarro para bater as cinzas, recolocou em sua boca e por fim pegou novamente sua lâmina. — MAIS AÇÃO. — Completando assim a frase, o garoto pegou impulso e pulou para frente, ficando cara a cara com Servant em um piscar de olhos, e tentando desferir um ataque com suas duas espadas, mas o mordomo deu uma cambalhota para trás, evitando o ataque. Como os dois ainda estavam perto, começaram a trocar uma sequência de golpes muito bem calibrados, onde Servant, com toda a sua suavidade e precisão com sua lâmina, conseguia defender perfeitamente os golpes pesados e focados das duas lâminas de Takuya.

Servant — Você está lutando de um jeito afobado. — Notando a euforia de seu adversário, recuou momentaneamente, mas com essa deixa, Takuya começou a girar com seus braços abertos, segurando suas espadas, o que o fez parecer um tornado, que acertou de raspão o corpo do mordomo, que foi jogado para trás, com alguns cortes superficiais em sua roupa.

Takuya — Isso já é o suficiente? — Perguntou, parando de girar, e entrando novamente em posição de batalha, colocando sua lâmina da mão esquerda virada para frente e a da direita virada para trás.

Koji — Que movimentos incríveis... Esse desgraçado andou treinando bastante. — Sussurrou pra si mesmo.

Takuya — É, Koji... Foi um ano longo que eu passei no celeiro. E não foram só minhas habilidades que eu treinei, foram todos os meus sentidos, inclusive a audição, então, deixe esses comentários desnecessários em sua própria mente, pois está me atrapalhando. — Respondeu, ainda encarando Servant.

Koji — O QUE? Desgraçado... (Eu literalmente sussurrei... Como ele...) — Fez uma feição confusa, enquanto observava o garoto. — (Eu vou calar a boca...) — Pensou, sentando-se no chão, com os braços cruzados.

Servant — Normalmente eu diria que seria o suficiente, mas você nem me mostrou seu elemento ainda. Vamos continuar mais um pouco.

Takuya — Você quer continuar para ver eu usando meu elemento já de cara? Bem, eu creio que não será possível, mas se você usar aquele poder estranho que você usou anteriormente para erguer este Coliseu, talvez eu use os meus poderes.

Servant — Então nós dois concordamos em não mostrar nossa carta na manga logo de início, não é? Esplêndido. Vamos dar continuidade a isso.

Takuya — De acordo.

Os dois, que estavam afastados, começaram a andar em um círculo, observando os movimentos um do outro, e sempre ficando com a guarda alta, até que de repente, Servant avançou, após blefar quando intencionalmente deu a entender com seus movimentos que ia dar um salto para o lado, mas na verdade, o que ele fez foi se impulsionar para frente e atacar Takuya com sua lâmina em uma fração de segundo, sendo que o garoto só conseguiu defender por completo por não ter abaixado sua guarda em nenhum momento. Após defender o golpe, ele notou que tinha sido arrastado por cerca de 20 centímetros no solo, e rangendo os dentes, ele movimentou suas lâminas, afastando o mordomo, que caiu de pé em sua frente.

Takuya — (As investidas desse cara são perigosas... Preciso tomar cuidado.) — Pensou consigo mesmo, fraquejando suas pernas por um momento, o que fez ele se ajoelhar. – D-droga...

Servant — Mostre o que você tem de uma vez, garoto. Será melhor para nós dois.

Takuya — Você demonstrar tamanha força só me deixa mais animado para tentar te derrotar.

Servant — Boa resposta. Então vamos, levante-se.

Takuya — Não precisa falar duas vezes... — Se levantou, e sem perder tempo, avançou rapidamente contra o mordomo, começando a trocar golpes novamente com o mesmo. O garoto correu até Servant e tentou atacar com sua lâmina esquerda, mas foi defendido facilmente, e então, tentou atacar alternando golpes, atacando com as duas simultaneamente, mas devido à toda a experiência de batalha, Servant conseguia defender todos os golpes sem dificuldades, e ainda assim, em um pequeno vacilo de Takuya, Servant o desarmou completamente, jogando suas espadas pro ar, e ainda o acertou no ombro com o cabo de sua Brutal Blade, seguindo com um chute no estômago, que jogou o jovem de olhos castanhos contra a parede do coliseu.

Takuya — GWAAAAH. — Gritou de dor, caindo de bruços no chão.

Shizumi — TAKUYA. — A garota gritou da arquibancada, preocupada com seu amigo. — ACORDA, TAKUYA.

Kouma — Shizumi, calma. — O ex-soldado tentou acalmar a garota alada, que estava aflita.

Takuya — Agh... Merda... EU ESTOU BEM. — Gritou para Shizumi, que colocou a mão no peito. — Esse golpe realmente doeu... Droga, fui descuidado. — Levantou-se, com a mão na barriga e um olho fechado, expressando dor.

Shizumi — Esse idiota...

Servant — Vamos logo, garoto. Mostre-me seu elemento, não seja teimoso.

Takuya — Não... Eu não posso mostrar meu elemento, desculpe.

Servant — O que? Por que não?

Takuya — Eu... tenho ódio ao meu próprio poder. Eu o recebi contra a minha vontade, e só o fortaleci com base em meu ódio contra o Koji, que retirou minha vida normal e me prendeu naquele maldito celeiro. Não posso usar os poderes que a pessoa que eu mais odeio me concedeu, ainda mais em uma luta de tamanha importância.

Servant — O que? Mas eu estou testando você justamente para saber qual seu nível de forças utilizando seu elemento. Se você não o utilizar, não terá sentido nenhum.

Takuya — Você terá que se contentar com as minhas habilidades físicas, desculpe.

Servant — Nossa, que desperdício de tempo. Se eu soubesse, eu teria escolhido outro hospedeiro para me enfrentar.

Takuya — Não se preocupe, eu te deixarei tão ocupado que você nem vai lembrar do meu elemento.

Servant — Ah, é mesmo? Pois então eu espero que você cumpra com suas palavras, pois o último guerreiro que conseguiu me cansar de fato, foi o Koji.

Takuya — Que seja. VAMOS LÁ. — O garoto por fim ficou de pé, e avançou girando contra o mordomo, que simplesmente defendeu colocando sua espada na frente de seu corpo, deu uma cambalhota para trás e deu uma investida com sua lâmina que acertou o braço de Takuya, fazendo-o parar de girar instantaneamente, com semblante de dor, só que isso não o impediu, e desferiu um corte com seu outro braço, que acertou a cartola de Servant, a dividindo em duas. Com isso feito, o mordomo pegou Takuya pelo pulso e girou seu próprio corpo, fazendo força o suficiente para jogar Takuya diretamente de costas no chão, cuspindo sangue. Não satisfeito, Servant o levantou pelo pescoço, e ficou o encarando.

Servant — Eu pensei que você ia me deixar ocupado.

Takuya — Agh..., mas pense bem... Eu não menti. — Tossiu. — Afinal, com tédio... Você não está. — Deu um sorrisinho, que fez Servant o arremessar com toda a sua força em uma das paredes do Coliseu, deixando sua marca gravada antes de cair.

Shizumi — TAKUYAAAAAA. — Colocou suas mãos na barricada da arquibancada, gritando.

Takuya — Agh... P-parece que tem alguém me chamando... — Acordou lentamente, olhando para sua mão, que parecia ser várias, devido à sua tontura. Ele apertou seu punho, e ainda no chão, notou que Servant vinha caminhando em sua direção. E-espera... Não... D-droga... P-por que eu estou... T-tremendo? Esse desgraçado é tão forte assim?

Servant — Aquela sua brincadeira tirou um pouco da minha calma... Não vou mentir. — Chegou perto do garoto e chutou sua face, o jogando para trás e o deixando de joelhos. — Vamos, essa luta ainda não acabou.

Shizumi — TAKUYA. — A garota com asas continuou gritando da arquibancada, ao ver seu amigo se ajoelhando, enquanto todos os outros apenas ficaram sem reação, vendo todos os golpes que Takuya levara.

Takuya — (Ah... essa voz... é a Shizumi). NÃO SE PREOCUPE... EU ESTOU BEM. — Gritou com dificuldades, ficando de pé com o apoio de suas espadas, arfando e ficando cara a cara com o mordomo.

Shizumi — EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ BEM, MAS O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, SEU DESGRAÇADO? ACABA COM ESSE BRANQUELO. — Enfureceu-se.

Takuya — VOCÊ ACHA QUE EU NÃO ESTOU TENTANDO? — Gritou de volta, começando uma discussão de forma cômica entre os dois, mesmo com Takuya estando a um passo de desmaiar.

Winra — Esses dois... — A garota colocou a mão sobre o rosto.

Aikawa — É uma sintonia incrível, não?

Kouma — Gente, vocês estão percebendo que o Takuya está prestes a ser trucidado ali, né?

Shizumi — CALEM A BOCA, QUE A CONVERSA NÃO CHEGOU EM VOCÊS. — Gritou com os outros, dando um murro na cabeça de cada um. — E SIM, EU ACHO QUE VOCÊ NÃO ESTÁ TENTANDO. ISSO FOI RIDICULO, VOCÊ QUASE FOI JOGADO LONGE.

Takuya — ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO VEM AQUI LUTAR? — Apoiou-se em sua lâmina direita, usando suas forças para fritar e não cair de joelhos.

Shizumi — PORQUE EU NÃO TERIA CHANCES CONTRA ESSE VELHO DESGRAÇADO, MAS VOCÊ TEM. MOSTRE QUE VOCÊ É MESMO UM DOS MAIS FORTES, E QUE NÃO FOI SÓ FALADO DA BOCA PRA FORA.

Takuya — MAS ELE É MUITO FORTE... EU NÃO CONSIGO. OLHA PRA ELE, MESMO AGORA NA MINHA FRENTE, ELE ESTÁ PARADO DEIXANDO NÓS CONVERSARMOS, PORQUE SABE QUE PODE ME DERROTAR QUANDO BEM ENTENDER. — Apontou para o mordomo, que o olhou com desprezo.

Servant — Idiotas...

Shizumi — SE VOCÊ NÃO CONSEGUE... QUEM AQUI VAI CONSEGUIR, SEU DESGRAÇADO? NÃO FOI VOCÊ QUE DISSE PARA MIM NAQUELE DIA QUE NÃO IMPORTA O QUÃO FORTE FOSSE SEU OPONENTE, VOCÊ DERROTARIA E NOS PROTEGERIA? POIS ENTÃO, ESTÁ NA HORA DE PROVAR SUA PALAVRA. IDIOTA. — Já no ápice de seu nervosismo, Shizumi deixou uma lágrima cair, sentando-se de volta em seu lugar na arquibancada, chorando.

Winra — Shizumi? — A garota de cabelos Black Power, preocupada, colocou sua mão nas costas de sua amiga.

Takuya — Shizumi... Fazia meses... que eu não via você chorar... Você sempre se esconde atrás dessa máscara de durona, mas na verdade, você é assim como eu... Uma jovem assustada que foi retirada de seu lar repentinamente. — Ao falar isso, ele cerrou o punho e deu dois tapas, um em cada lado de seu rosto, que o deixaram vermelho. — Você tem razão... Eu te prometi que venceria, não importa o desafio... então... VOU CUMPRIR MINHA FALA. Servant... Vamos continuar.

Servant — Finalmente terminou seu diálogo? Pois eu poderia ter te matado exatas 345 vezes nesse meio tempo. Mas para sua sorte, eu sou um guerreiro honrado. Mas e então? Pronto? — Colocou sua espada à postos.

Takuya — Obrigado por me esperar. Estou mais que pronto. — Entrou em posição de batalha. — VAMOS TERMINAR ISSO. — Gritou, avançando sem medo pra cima do mordomo, atacando com suas duas lâminas simultaneamente, formando um ataque em X, que Servant defendeu facilmente, e jogou Takuya para trás, mas o garoto simplesmente deu uma cambalhota, e com um sorriso no rosto, pegou impulso do solo e lançou-se como um míssil na direção de Servant, atingindo seu rosto com uma lâmina, o que causou um pequeno arranhão, e assim, ele parou atrás do mordomo, colocando uma lâmina em seus ombros. Do corte causado no rosto de Servant, escorreu sangue, que por incrível que pareça, era vermelho, e fazia um grande contraste com toda a sua forma esbranquiçada.

Servant — Oh... Isso ainda pode se tornar interessante. — Sorriu, colocando a mão em seu rosto, que vertia sangue.

Takuya — Pode vir.

Servant — Com prazer. — Com um sorriso no rosto, Servant virou para Takuya, e assim, os dois correram um na direção do outro, voltando a lutar. Servant e Takuya começaram a troca de golpes impactando suas respectivas lâminas, o que causou um grande som metálico, que ecoou por todo o Coliseu, e em seguida, Takuya tentou atacar com a lâmina da outra mão, mas Servant foi ágil e mexeu sua lâmina para fazer a outra a qual estava confrontando vacilar, para poder se defender da outra, e ainda conseguiu deixar a guarda de Takuya aberta por um momento, e quando foi aproveitar, o garoto abaixou-se para desviar do golpe, e ainda conseguiu perfurar o estômago de Servant com um de seus golpes giratórios com suas lâminas, fazendo o mordomo ajoelhar por um momento.

Takuya — Como era mesmo? "Vamos, levante-se". — Retribuiu a frase dita por Servant anteriormente, e com isso, o mordomo sorriu.

Servant — Entendo... Suas habilidades com suas armas são sublimes... Você apenas estava sendo impedido de ir com tudo por causa do seu receio quanto a mim. Que incrível... Vejo que não conseguirei lutar contra você sem usar meus poderes... — falou, colocando-se de pé, enquanto o ferimento em sua barriga se curava com partículas vindas de sua mão.

Takuya — Ah, então você finalmente resolveu mostrar seus truq- Enquanto o garoto falava, um grande punho branco surgiu do solo e o atingiu diretamente no queixo, o fazendo voar e ser lançado vários metros longe, dando várias cambalhotas por causa do impacto, parando somente quando bateu com as costas em uma parede, e cuspiu sangue. — GWAAAH.

Shizumi — O QUE FOI AQUILO?

Winra — Parece que o mordomo vai servir o prato principal.

Kouma — (Quais são seus segredos, Servant?) — Perguntou-se, aflito.

Servant — Oh, desculpe, você estava falando algo, Takuya?

Takuya — Nghh... Eu não esperava... Que você começasse assim do nada. — Cravou a ponta de sua lâmina no chão, para apoiar-se.

Servant — Eu não tenho culpa que você deixa várias aberturas enquanto fala. Apenas tirei proveito disso.

Takuya — Hahaha... Entendo. Esse seu soco realmente me deixou um pouco tonto, então me desculpe...

Servant — Desculpar? pelo que?

Takuya — Pra caso... Eu te matar sem querer. — Falou, entrando em posição de batalha e correndo na direção de Servant.

Servant — Para quem estava prestes à desmaiar um momento atrás, você até que é corajoso.

Takuya — Sim, eu estava prestes a cair, não nego..., mas por sua causa, eu fiz a Shizumi chorar, e isso... É IMPERDOÁVEL.

Servant — Entendo... Pois bem, vamos lá. Tente se livrar disso... Com isso, um pilar cresceu do chão e levou Servant para o alto, e em resposta, Takuya saltou para trás, e ao olhar para cima, percebeu que do pilar, vários braços vinham em sua direção. Para lutar contra isso, ele saltou e caiu em cima de um dos braços, começando a correr por cima dele, cortando outros que iam ataca-lo em cubículos, então, saltou e ficou cara a cara com Servant, mas o mordomo sorriu e apontou para cima, e quando percebeu, um punho 10 vezes maior estava sobre sua cabeça, vindo do nada, e o afundou completamente no chão, esmagando-o.

Takuya — GWAAAAH. — Seus gritos de dor ecoaram pelo Coliseu, arrepiando os pelos dos braços de seus amigos, que correram todos para a barricada.

Hospedeiros — TAKUYAAAAA.

Servant — Tolo... Achou mesmo que eu deixaria você ficar tão próximo sem ter uma estratégia preparada? Você é hábil, porém, sua ingenuidade vai te levar à derrota definitiva. Eu vou terminar isso de uma vez por todas. — Falando isso, ele cortou um pedaço do pilar onde estava e começou a flutuar utilizando-o como suporte. — Está na hora de você provar meu poder total... — Com isso, ele apontou sua lâmina para cima, e vários portais começaram a surgir no céu, como se fossem uma tempestade furiosa, que transformou a cor branca dele em um azul escuro cintilante, e deles, começaram a sair vários objetos, que na certa pulverizariam o jovem hospedeiro.

Shizumi — TAKUYAAA, EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ MORRER. — Gritou, abrindo suas asas para voar até a arena, no local que o garoto estava caído, mas nesse instante, Koji pulou em sua frente, vindo da arena, impedindo-a. — O que? SAIA DA FRENTE.

Koji — Nananinanão, não pode interferir no teste.

Shizumi — TESTE? AQUELE MORDOMO VAI MATAR O TAKUYA. VOCÊ DISSE QUE MORTES NÃO SÃO PERMITIDAS.

Koji — Eu disse? Ah, esqueça. Se isso vier mesmo a acontecer, eu infelizmente terei que trocar o hospedeiro... Que pena, não?

Shizumi — SEU DESGRAÇADO. — Deu um tapa no rosto de Koji, que o aceitou, com um sorriso cínico no rosto.

Koji — Já descontou sua raiva? ENTÃO DEIXE-ME DEVOLVER ESSE GOLP- Gritou, levantando a mão para Shizumi para retribuir o tapa que levara, mas no mesmo instante, notou que a ponta de uma espada estava rente ao seu pescoço, e segurando o cabo, estava Kouma, com um olhar de fúria, assim como todos os outros hospedeiros estavam com suas mãos prontas para invocarem suas armas — Hã? Ah, vocês...

Kouma — Abaixe sua mão, ou você se desfará dela muito em breve. — Ameaçou, passando um pouco de energia para sua espada, fazendo ela ficar com uma aura azulada.

Koji — Hmpf... Pois bem... Dessa vez eu deixarei passar. — Virou as costas e sentou na mureta da arquibancada, para assistir Servant dar continuidade à seu golpe. — Pelo andar da carruagem... O próximo ataque será o último... E dele, até mesmo eu tive dificuldades para fugir.

Servant — ESTE SERÁ O ATAQUE FINAL, PREPARE-SE... CRIAÇÃO FINAL: TORMENTO. — Gritou, surfando em pleno ar no bloco de terra criado por seus poderes, e assim, do céu, vários punhos, lâminas e vigas enfim começaram a descer em alta velocidade dos portais, diretamente contra Takuya.

Shizumi — SAI DA FRENTE. — Empurrou Koji, tirando-o do local onde estava sentado, fazendo-o cair de pé na arena. — TAKUYA... RECOMPONHA-SE, VOCÊ VAI MORRER.

Koji — Maldita... — Olhou para cima, com ódio.

Takuya — Hã...? A voz da Shizumi novamente... — Por causa dos gritos desesperados da garota alada, Takuya abriu os olhos, e ao ver todas aquelas criações descendo para esmagá-lo, ele sorriu de forma estranha. — Então é assim...? Que eu vou morrer? Que... Interessante. — Sorriu novamente, e fechou os olhos, mexendo os dedos das mãos.

Shizumi — TAKUYAAAAA.

Servant — É O SEU FIM, GAROTO. — Moveu sua espada com toda a sua força para baixo, para aumentar a velocidade de seu golpe.

Takuya — É... Poderia ser... — Cerrou seu punho, ainda deitado. — MAS EU NÃO VOU MORRER AQUI. DOIS PODEM JOGAR ESSE JOGO. — Ao gritar isso, encostou suas mãos no solo, e automaticamente, um grande castelo de pedras se formou ao seu redor, defendendo os golpes de Servant no último segundo, dando ao garoto a possibilidade de se levantar, desfazendo a grande construção, que foi seriamente prejudicada. — Agh... Parece que eu ainda estou no jogo... — Olhou para cima, de onde Servant o encarava.

Servant — O que? Maldito...

Shizumi — Aquele idiota... Ainda bem que está à salvo. — Sentou-se, aliviada.

Kouma — I-incrível.

Koji — Então você realmente usou o poder que tanto odiava, não é? — Perguntou, de forma irônica.

Takuya — Sim, eu tive que usar, era caso de vida ou morte..., mas quer saber?

Koji — O que foi?

Takuya — Eu pensei melhor... E agora... Eu vou usar os poderes que você me deu para fazer você se arrepender de todos os seus pecados.

Koji — Você vai fazer eu me arrepender? Haha, quero ver.

Takuya — Sim, exatamente, então, EU FINALMENTE VOU LUTAR A SÉRIO.

Servant — Lutar a sério? Espere um pouco, todas essas exímias habilidades e truques com a espada... E você estava se segurando? O quão monstruoso você é, garoto? Se você realmente estava se segurando, é muito provável que você esteja em um nível muito próximo do meu, garoto.

Takuya — Bom, eu estava usando todas as minhas habilidades de combate, mas eu não usei nada do meu poder ainda... Vou começar a fazer isso agora... Prepare-se, Servant.

Servant — Eu estive esperando por esse momento. Vamos nessa, Brutal Blade. — Conversou com sua lâmina, que em resposta emanou uma aura dourada.

Takuya — Tudo bem... VAMOS LÁ, SABRES TERRESTRES. — Revestiu finalmente suas lâminas com uma aura, que era de cor marrom. Seismic Blades.

Servant — Chega de tanto preparo. Eu vou mostrar o que acontece quando se subestima alguém mais velho, seu moleque maldito. VAMOS LÁ. — Servant pegou impulso e saltou na direção do jovem, começando a ataca-lo, mas dessa vez, era notável o incrível aumento nas habilidades do jovem hospedeiro, porque agora, os golpes que ele mal podia ver anteriormente, agora eram defendidos como se não fossem nada. Takuya defendeu todas as investidas de Servant, e ainda conseguiu afastá-lo, ameaçando começar a girar. Após recuar com um salto para trás, o mordomo fez uma feição furiosa, pois caiu no blefe de Takuya, que simplesmente girou seu corpo uma única vez.

Takuya — O que há, Servant? Não vá me dizer que você está com problemas para me atingir.

Servant — Seu desgraçado. Suas habilidades evoluíram em média em 40% com a liberação do seu elemento... Quando você se voluntariou no momento em que pedi um dos mais fortes, você realmente não estava brincando.

Takuya — Isso significa que você admite a minha força?

Servant — Contra a minha vontade, mas é impossível negá-la. Será realmente um imenso prazer poder te treinar.

Takuya — O que, você ainda quer me treinar? Se eu derrotar você, isso não vai nem fazer sentido.

Servant — É por isso que eu vou me certificar de que isso não aconteça.

Takuya — Então, de volta... À BATALHA. — Gritou, pegando suas lâminas, as quais tinha espetado no chão e avançando contra o mordomo em alta velocidade.

Servant — Voltar a me atacar dessa maneira agora... você realmente não tem jeito. Parece mesmo que não aprendeu nada desde o início dessa luta... então, deixe-me ensiná-lo, garoto. EU VOU TE ENSINAR BONS MODOS. CRIAÇÃO. — Gritou, apontando sua espada na direção de seu adversário, e assim, do chão à sua frente, surgiu um enorme punho de terra, que iria acertá-lo em cheio. — Correndo nessa velocidade, você não tem como frear a tempo.

Takuya — Parece que quem não aprendeu nada aqui... Foi VOCÊ. — Gritou, e assim, um pequeno arco de pedra surgiu na frente de seu pé, o que o fez cair para frente e desviar do punho. — Parece que eu desviei. — Abriu um pequeno sorriso, olhando para Servant com um tom de afronta.

Servant — Seu tolo, você sabe muito bem que eu consigo mudar a direção das minhas criações a hora que eu bem entender, vou tirar esse sorriso da sua ca- — Quando ia falar, outro punho de terra colidiu de frente com o de Servant, o destruindo completamente e indo na direção do mordomo, que, por reflexo, colocou sua espada na frente de seu corpo e defendeu-se, mas ainda assim foi arrastado para trás, antes de destruir aquele monte de terra com vários cortes seguidos.

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Takuya — Parece que eu já havia cuidado disso também.

Servant — Tudo bem... Você me empolgou. VAMOS ANIMAR ISSO. CRIAÇÃO: HYDRA. — Gritou, fazendo várias cabeças de cobra feitas de terra irem contra Takuya.

Takuya — Modelagem terrestre. — Revidou, e assim, criou vários punhos de uma só vez, que ficaram segurando e lutando contra as cabeças de cobras. — Nada mal pra um simples hospedeiro, não? AGORA QUE ENTENDEU, VAMOS RESOLVER ISSO NO MANO A MANO. — Afirmou, se aproximando rapidamente, enquanto desviava de algumas cabeças de Hidra que tentavam atingi-lo.

Servant — Entendo... Seu poder é bastante semelhante ao meu... A diferença é que eu posso criar coisas a partir do nada, e você precisa de modelos a partir do solo. Bom, você não me deixa escolha. VAMOS TERMINAR ISSO DE UMA VEZ POR TODAS

Os dois começaram a trocar golpes novamente, e estavam absurdamente nivelados, conseguindo defender e contra-atacar com todas as oportunidades que tinham. Em um momento, Takuya tentou blefar que iria girar, mas dessa vez Servant foi mais esperto e tentou desferir uma investida diretamente no peito do garoto, que foi obrigado a desviar, mas com isso, conseguiu passar pelo lado do mordomo que estava no meio de seu ataque, e o prendeu pelo pescoço com a abertura de sua lâmina, forçando-o a cair para trás, onde Takuya o pressionou contra o chão, mas em um movimento rápido, um punho branco veio pelo lado esquerdo do jovem, que foi obrigado a recuar, e assim, os dois tomaram distância novamente.

Takuya — Droga... Quase.

Servant — SEU MALDITO. AGORA VOCÊ ME DEIXOU POSSESSO. ESSE ÚLTIMO GOLPE FOI BAIXO, EU ESTOU ME SENTINDO HUMILHADO. VOCÊ PAGARÁ POR ISSO. ESPADA LENDARIA: BRUTAL BLADE. IMPACTO FINAL. — Começou a correr, e a lâmina de sua espada começou a brilhar em um tom dourado intensamente forte, que a revestiu completamente. — ESSE É O SEU FIM.

Takuya — Se é o que você diz... Então vou seguir a onda. SABRES TERRESTRES... LÂMINAS TECTÔNICAS. — Gritou, correndo na direção do mordomo, que ia em sua direção com uma grande fúria.

Takuya e Servant — MORRAAAAAAA. — Gritaram, prestes a colidir com suas lâminas.

Shizumi — TAKUYA ,CUIDA-

Koji — JÁ BASTA. — Intrometeu-se, segurando as lâminas com suas mãos, parando o ataque de ambos, fazendo o chão se despedaçar em uma pequena cratera nesse processo, assim como fez as mangas de seu quimono ficarem em frangalhos, com seus braços cheio de arranhões. — Esse teste está finalizado, Servant. — Olhou para o mordomo com um semblante de dor mesclado à fúria.

Takuya — O que? Você não pode interromper nossa luta desse jeito. — Arrancou suas lâminas da mão direita de Koji, dando um salto para trás.

Servant — Não, eu discordo. Eu estava me deixando levar pela emoção e intensidade da batalha, o Koji fez certo em nos parar agora. Isso poderia acabar em morte.

Takuya — E não era isso que você queria desde o início, seu cínico?

Servant — Não mesmo. Desde o início eu especifiquei que era um teste, e não ia pegar leve com você. Se você chegou perto de morrer, a culpa é inteiramente sua, pois você foi avisado. — Retirou sua espada da mão de Koji, e a guardou na bainha, em sua cintura.

Takuya — O QUE? Você... Droga. Que seja, eu aceito o fim dessa luta. — Mesmo não estando muito contente com a decisão, o garoto respirou aliviado, e fez suas duas espadas sumirem em partículas de poeira. — Acho que essa... Foi a melhor decisão. — Olhou para suas mãos, que tremiam.

Kouma — Então... Enfim acabou? Estou aliviado que tudo acabou bem, mesmo que tenha sido por conta do Koji.

Shizumi — Bom, se você considera um ponto positivo o Takuya quase ter perdido a vida umas 5 vezes durante esse "teste", então sim, podemos considerar que acabou bem.

Winra — Nossa, eu sei que seu guardião é uma águia, mas não precisa mostrar suas garras pro Kouma desse jeito, ele só fez um comentário.

Kouma — Não, desculpe, eu falei o que não devia, pra escutar o que não queria.

Momo — Sua capacidade de ser grossa com as pessoas é muito alta, Shizumi.

Shizumi — Pelo amor de Deus, calem a boca. Eu estou um poço de nervos por causa do Takuya, acabei descontando.

Hotaru — E o que se diz nesses momentos?

Shizumi — Você não vai me obrigar a fazer isso, né?

Hotaru — Você tem pleno senso do que meus poderes podem fazer, então...

Shizumi — Nem pense nisso, Hotaru. Tudo bem, desculpe, Kouma, acabei me deixando levar.

Kouma — Fica tranquila. Ei, olhem, eles estão falando algo. – Apontou para a arena.

Servant — Essa luta foi realmente interessante. Não me sentia desse jeito faziam tempos. Você realmente é um grande guerreiro, Takuya. Ficarei feliz em treinar você e seus amigos.

Koji — Você se divertirá bastante com esses pirralhos, assim como eu fiz quando os seques... Quando os trouxe para cá.

Takuya — Eu vou fingir que não ouvi isso, seu velho maldito. Enfim, Servant, Mesmo com todos os obstáculos, acredito que consegui evoluir bastante, e... — De repente, o garoto parou de falar, e simplesmente caiu de bruços.

Shizumi — TAKUYA. — Abriu suas asas e foi até o garoto em um instante, começando a balançá-lo. — TAKUYA, ACORDA.

Servant — Shizumi, ele está exausto, deixe ele dormir. Ele mostrou todo o valor dele lutando contra mim, ele merece um descanso. — Servant virou o garoto de lado com um impulso de seu pé, e nisso Shizumi conseguiu ver que o garoto se encontrava em um sono profundo, devido ao seu estado crítico de exaustão.

Momo — Em algumas horas ele deve acordar novinho em folha, pode ficar tranquila, Shizumi. — Falou a garota de cabelos roxos, chegando na arena junto de seus companheiros.

Aikawa — Pelo que eu poso analisar, eu digo que o Takuya dormirá por no máximo 9 horas. Suas feridas vão se curar nesse tempo.

Momo — Mas as feridas você pode deixar que eu e a Hikari cuidamos, não é, Hikari?

Hikari — Hã? Nem pensar. Não vou usar meus poderes nesse mulambo.

Shizumi — O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE, SUA PATRICINHA? — Levantou-se, pegando Hikari pela gola de seu vestido e a olhando no olho.

Hikari — Você sabe que não é párea pra mim, então me solte. É uma ordem real.

Shizumi — Se seu pescoço se quebrar, talvez você pare de falar tanta asneira.

Shun — Tudo bem, tudo bem, já chega vocês duas. — O garoto puxou as duas garotas pela orelha. — Não é hora de brigarmos entre si.

Shizumi.- Aaaah, solta.

Hikari — Maldito, se não me soltar imediatamente você terá que... Ai, ai, me soltaaaa. — Reclamou, quando Shun apertou ainda mais forte.

Shun — Vocês duas precisam crescer. — Largou a orelha das duas, que continuaram se encarando.

Servant — Vejo que a relação de todos é bem delicada. Isso é interessante.

Balat — A verdade, é que nós todos somos como uma família. — O grandalhão tomou a frente, começando a falar. — Nós brigamos o tempo todo, mas nós sabemos que temos somente uns aos outros, e sabemos que podemos contar com todos quando estivermos passando por dificuldades. Apesar de tudo, nós nos amamos.

Servant — Isso é lindo, Balat.

Foster — Balat e seus discursos amorosos... Isso me dá calafrios. — Sussurrou para si mesmo, e em seguida sentiu um tapa em suas costas. — Hã?

Hotaru — Não se faça de desentendido. Você tem esse seu jeito carrancudo, idiota e mal-humorado, mas você é um amor de pessoa quando quer, e tenho certeza que faria de tudo por nós, assim como faríamos por você.

Foster — ... — O homem de cachecol sorriu. — Você tem razão.

Koji — Tudo bem, tudo bem, essa conversa está ótima, mil maravilhas, mas, eu preciso voltar ao dojô.

Servant — Oh? Pensei que nos acompanharia mais um pouco.

Koji — Creio que não seja possível. Preciso ir.

Kouma — O que? Mas já? Eu certamente preciso ir com você, não é?

Koji — Desta vez não, Kouma. Fique treinando aqui com seus companheiros.

Kouma — Espera, sério? Por que você está se fazendo de bonzinho?

Koji — Não estou me fazendo, só não vou ter tempo de treiná-lo agora pois tenho algo pra resolver, então é mais viável deixar você aqui. Não vou mais acompanhar o treinamento de vocês por ora, mas em breve eu voltarei, e esperem por novidades. — Falou, abrindo um portal. — Cuide bem deles, Servant. Até mais ver. — Adentrou o portal, e sumiu.

Servant — Até mais, mestre Koji.

Momo — O que ele quis dizer com "novidades"?

Kouma — Vai saber, esse velho é maluco. — Respondeu, colocando a mão na cintura, e logo após isso, Servant se ajoelhou, apoiando os braços no chão, respirando ofegante. — Servant?

Servant — F-finalmente... Esse desgraçado foi embora... — Falou, cuspindo no chão, e limpando um pouco de baba que saía de sua boca.

Kouma — O que? Como assim? Do que você está falando? Está tudo bem?

Servant — Droga... — Levantou-se, ainda meio tonto. — Desculpem por terem visto isso, foi patético.

Aikawa — Cara, você está em pânico. O que te deixou desse jeito?

Shizumi — Não é óbvio? Foi o Koji.

Aikawa — Tá, sim, isso qualquer idiota vê, mas estou perguntando o motivo dele estar assim.

Shizumi — Aaah, entendo.

Servant — Esperem, parem de brigar, por favor. Deixem-me explicar tudo. Primeiramente, eu quero me desculpar profundamente por ter deixado o Takuya nesse estado. Deixem-me curá-lo. — Curvou-se em sinal de desculpas, e em seguida, encostou sua espada no peito do garoto, passando uma energia dourada para o corpo do mesmo, que teve todos seus ferimentos curados, e começou a abrir seus olhos, devagar.

Takuya — H-hã? O-o que aconteceu? — Perguntou, abrindo os olhos por completo e sentando-se com algumas dificuldades.

Shizumi — TAKUYA. — Gritou, se jogando no garoto, o abraçando com toda sua força.

Takuya — Hã? Shizumi? Eu estava conversando com o Servant até agora, o que aconteceu? Por que eu estou no chão?

Shizumi — Não se preocupe com isso... Você está bem agora, e é isso que importa. Você me deixou muito preocupada, seu idiota. — Olhou para ele, emocionada, voltando a abraçá-lo.

Takuya — Hahaha, me desculpe. Agh... Não me aperte tanto, eu ainda estou com dor.

Shizumi — Ah, desculpe. — Soltou o garoto, ajoelhou-se em sua frente, e antes de conseguir pensar em estender a mão para ele para ajudá-lo a levantar, Servant tomou a iniciativa e o puxou, ajudando-o a ficar de pé. — EI, EU IA FAZER ISSO. — Levantou-se.

Servant — Ah, desculpe. O que devo fazer? Colocá-lo no chão novamente?

Takuya — Não, não se preocupe, está tudo bem. Obrigado por me ajudar, Servant.

Servant — Eu serei seu mestre a partir de agora, então nada mais justo do que ajudar meu discípulo.

Takuya — Você tem um bom ponto.

Servant — Mas agora que estão todos acordados, permitam que eu conte o motivo do meu comportamento hostil na presença do Koji, por favor.

Kouma — Claro, fale.

Servant — Vamos lá... Eu de forma alguma queria ter lutado usando tanto poder contra o Takuya, afinal, isso era um teste, mas, se eu não fizesse isso, o Koji poderia intervir na batalha, se botasse em sua cabeça que eu não estava levando a sério.

Shizumi — Você diz que ele começaria a atacar vocês?

Servant — Não, não seria dessa forma, ele não gosta de atrapalhar uma batalha, afinal um dos entretenimentos preferidos dele é ver lutas. Dessa vez, ele interveio, porque esses últimos ataques que eu e o Takuya usamos causaria danos inimagináveis a nós dois.

Momo — Hahaha... Até parece que ele se importa com a gente.

Servant — Com vocês, pode até não se importar, mas nós nos conhecemos há mais de 20 anos, e ele nutre um sentimento de confiança e amizade muito grande por mim. Eu não deveria dizer isso, mas ele parou o nosso último ataque porque o Takuya tinha, mesmo que mínimas, algumas chances de me ferir gravemente ou até mesmo me matar, se exagerasse de verdade.

Takuya — Espera, então você admite que eu sou mais forte?

Servant — Não, você ainda é mais fraco do que eu, eu não estava usando todo meu poder, mesmo demonstrando algumas criações. O que eu quero dizer é que o Koji entraria na minha mente e faria eu ir além do que deveria.

Kouma — Espera, como assim? Ele tem esse tipo de poder?

Servant — Ele é um monge de alto nível, Kouma. Monges tão poderosos e que mexem com magia desde sempre, claramente saberiam algumas magias de manipulação. Ele jogou uma magia em mim de submissão absoluta, então eu devo obedecê-lo cegamente para qualquer ordem que ele der.

Kouma — Ah não...

Hotaru — Eu... Sinto muito.

Servant — Ei, acalmem-se. Não precisam ter pena de mim nem nada. Vocês deveriam se preocupar consigo mesmos.

Momo — Hã? O que quer dizer?

Servant — Desde muito novo, o Koji é obcecado pelos elementos, e após tanto tempo ele conseguiu uma forma de aplicar eles em guerreiros, no caso vocês... SÓ QUE ELE FICOU MALUCO DESDE ENTÃO. Esse maldito... Ele só fala nisso, vive por isso... Todo esse poder o cegou, e ele virou a merda de um psicopata, que sequestrou vocês para servirem de experimento.

Kouma — É triste ver o que tanto poder pode fazer com alguém...

Servant — Mas boa parte disso que eu falei vocês já sabiam, então, vocês precisam saber de uma coisa. Koji tem o objetivo de se tornar uma nova espécie de Deus, mas para isso, ele precisa dos 15 elementos juntos em sua espada, mas por algum motivo, ele não consegue suportar todo aquele poder, mesmo sendo um monge de nível tão elevado, e por isso ele vem testando usar cobaias.

Winra — D-deus? Mas o que...

Aikawa — Qual é o objetivo desse desgraçado?

Servant — Hospedeiros... — Servant mudou seu tom de voz e curvou-se. — Nosso treinamento irá começar, mas além de deixá-los mais fortes, eu tenho um pedido a fazer a vocês...

Kouma — P-Pedido? O que você teria para pedir para nós?

Servant — Por favor... Quando saírem daqui... matem... Yanizuma Koji.