Elements : Apocalypse battles
36 Capítulo 36 : A verdade por trás de tudo: (parte 3)
Notas iniciais

Após ser jogado no celeiro com os outros hospedeiros elementais para aprender a controlar seus novos poderes, Kouma descobriu toda a verdade sobre Koji, que foi contada por seus novos amigos, aos quais ele descobriu serem os jovens desaparecidos dos cartazes que um dia viu num mural de sua sede do exército. Cheio de raiva, o garoto confrontou seu mestre com palavras, e convenceu o velho monge não a libertar seus amigos, mas sim a transferi-los para um local maior, onde poderiam treinar suas habilidades. O local escolhido foi nenhum menos que que o nulo, e nele, aconteceu uma batalha entre Servant, guardião do local, e Takuya, hospedeiro da terra. Após a luta e também Koji sair do local, foi revelado que Servant na verdade quer que Koji seja morto, por causa de seus objetivos insanos.
Kouma — M-matá-lo? Servant, o que deu em você?
Servant — Me Desculpe, Kouma... Mas eu já convivi com esse desgraçado mais tempo do que você é vivo, e eu sei que várias coisas do mundo são incertas, mas se tem uma que é completamente certa, é que o Koji não vai parar com essa loucura até ser morto.
Kouma — Droga... Eu entendo seu ponto, mas nós... Podemos mesmo vencer?
Servant — Bem- -antes de terminar, uma voz falou mais alto e o interrompeu.
Shizumi — É claro que podemos, idiota. Olha só pra gente, nós estamos em 13, e todos nós somos muito fortes.
Kouma — Bom, números não significam muito quando estamos lidando com um monge maluco e psicótico que tem dez vezes mais experiência de batalha que nós, mas você acaba de tocar em um tópico interessante, Shizumi.
Shizumi — Hã? O que eu disse de interessante?
Takuya — Pra ser algo produtivo vindo de você, tem que ser um cara bem sagaz para captar, hahaha. — O jovem de roupas empoeiradas se meteu na conversa, enquanto batia as cinzas de seu cigarro.
Shizumi — O QUE VOCÊ DISSE? — Andou enfurecida até o garoto, encolhendo suas asas e fazendo cara de brava.
Takuya — Relaxe, relaxe, estou brincando. — Sorriu, e fez carinho no cabelo de Shizumi, que ficou corada e deu um salto para trás.
Shizumi — O que está fazendo, idiota? — Recuou, com o rosto totalmente ruborizado.
Winra — Hahaha, você é muito ruim em esconder sua felicidade, Shizumi.
Shizumi — W-winra, até você se voltando contra mim?
Aikawa — Tudo bem pessoal, já chega. — O garoto de cabelos verdes bateu palmas, para voltar a atenção dos hospedeiros para si. — Kouma, volte a falar.
Kouma — Obrigado, Aikawa. Então, como eu dizia, a Shizumi levantou um bom ponto. Nós estamos em 13, e isso é estranho, não acham?
Shun — Estranho? Não sei porque seria. Você sabe de algo, Kouma? — O garoto de cabelos róseos, estando pensativo, colocou a mão no queixo.
Kouma — Bom, eu não estaria tão preocupado se não soubesse. Eu só estou meio desconfiado, pois uma vez, pouco antes de eu conhecer vocês, o Koji me falou que existem 15 elementos principais. E bom, nós estamos em 13 hospedeiros, então...
Balat — Faltam 2 hospedeiros? Espera, o que você está sugerindo? É o que eu estou pensando?
Kouma — Exatamente isso, Balat. Ainda tem mais pessoas que o Koji provavelmente vai transformar em hospedeiros.
Servant — Estou impressionado que você tenha conseguido extrair essas informações apenas com deduções. Você é muito esperto, de fato, Kouma.
Kouma — Obrigado, mas eu ainda não acabei... Tem algo que não bate... Antes de me conceder o elemento do espírito, ele me disse que só haviam mais dois elementos remanescentes em sua espada, então, pelas contas, no total, dariam 14 elementos... Vocês percebem o que eu quero dizer?
Momo — Sim... Está faltando um elemento... E talvez também um hospedeiro.
Kouma — Bingo. E o que será que houve com esse hospedeiro? Será que conseguiu fugir do Koji? Será que ele não virou um hospedeiro antes mesmo da Shizumi?
Shizumi — Isso parece interessante.
Kouma — Então, aí vai minha pergunta... Servant, você sabe alguma coisa sobre isso?
Servant — Sim, eu sei, mas estou realmente impressionado que você chegou à tais conclusões apenas juntando alguns fatos. Como fez isso?
Kouma — Para falar a verdade, desde que o Koji saiu daqui mais cedo, eu tenho tido uma espécie de sensação ruim, então, eu comecei a pensar em várias coisas relacionadas a ele, e acabei ligando os pontos... Meu coração está apertado, como se algo ruim fosse acontecer comigo... É uma situação muito estranha, não quero falar sobre isso. Se isso basta, por favor, fale o que sabe.
Servant — Bem... Eu sei praticamente de tudo, mas eu não posso falar, ou seria considerado traição, e o Koji apareceria aqui imediatamente para punir a todos nós... E isso é algo que eu quero evitar.
Kouma — Não se preocupe. Fale apenas o que estiver ao seu alcance.
Servant — Pois bem, tudo o que você disse até agora está certo, existe mais um hospedeiro, mas ele não foi criado pelo Koji... É complicado. É como se ele fosse o primeiro hospedeiro por acidente pelo que ele fez. Vocês sabem que o Koji quer se tornar um deus, não? Pois então, para isso, como eu já disse, ele precisa de todos os elementos, mas há um problema nisso tudo.
Hikari — Problema? Do que você está falando?
Servant — Por algum motivo, Koji nunca conseguiu suportar os 15 elementos em sua espada, e sempre que tentava, ele apenas era rejeitado por aquele poder.
Aikawa — O que? Um elemento rejeitando um hospedeiro? Isso é novo pra mim.
Servant — Certamente. É como se o elemento soubesse que se Koji conseguisse dominá-lo, ele conseguiria poder total sobre tudo. Foi por causa dessa resistência que ele ficou tão obcecado em conseguir o poder.
Hotaru — Esse velho se mostra mais maluco a cada vez que falamos dele.
Winra — Você tem toda razão, dorminhoca.
Servant — Bem, que tal irem se preparando? O treinamento irá começar em 2 horas, descansem e pensem por enquanto. Qualquer pergunta, estarei por aqui. — Comentou, desaparecendo por entre o solo do Nulo.
Kouma — Tudo bem, Servant, pode descansar um pouco. — Fez um sinal de positivo com o dedão. — Droga... Eu sinto que estou deixando algo muito óbvio passar, mas eu não sei o que... Aaaaah, por que eu não consigo tirar essa sensação ruim do peito? — Continuava se perguntando, quando de repente, sentiu um tapa em suas costas. — Hã?
Momo — Ei, campeão. Relaxa um pouco, você deve estar nervoso por ser o primeiro dia, só isso.
Kouma — Hahaha, que estranho, de todos aqui, você é uma das únicas que eu não esperava que se importasse com isso.
Momo — Relaxe, eu não me importo, hahaha, mas eu também não gosto de vê-lo mal, somos todos hospedeiros aqui, afinal. Eu não sou um monstro, temos que nos ajudar, não é?
Kouma — Você tem razão. Obrigado por isso. — Sorriu, para responder às palavras da garota de cabelos roxos. — Ei, Como você está, depois de absorver tantas informações?
Momo — Eu não sei dizer realmente como estou, mas é uma sensação estranha. Eu sinto como se eu estivesse participando de um teatro muito ruim contra a minha vontade, sabe?
Kouma — Haha, sei sim. Mas e então, vamos dar nosso melhor hoje, não é?
Momo — Mas é claro. Espero que quando você começar a lutar, essa sensação ruim que você está sentindo enfim cesse.
Kouma — É, eu também. Ei, Momo, você quer me ver animado, não é?
Momo — Bem, sim, mas por que a pergunta?
Kouma — Faça aquele truque que me mostrou ontem lá no celeiro, por favor. Gosto de ver suas habilidades em ação.
Momo — Haha, se é isso que você quer, então vamos lá. Observe. Desabrochar gentil. — A garota, enquanto falava isso, abaixou-se e encostou dois dedos de sua mão no solo, e assim, uma fileira de pequenas plantas começou a nascer em linha reta, desabrochando como um caminho de lindas flores.
Kouma — IncrÍvel. Seu elemento ligado à flores e árvores é muito interessante. — Bateu algumas palmas para a garota.
Momo — Haha, não precisa de palmas. E você sabe que esse elemento é chamado de floresta. Ele engloba tudo de vegetal, então eu tenho uma variedade incrível com meus poderes.
Kouma — Eu ainda não sei utilizar o espírito tão bem, mas aposto que em breve estarei com várias idéias.
Momo — Esse é o espírito.
Kouma — Olha, realmente, haha. — Fez uma piada com a fala de sua companheira, que começou a rir.
Então, passado o tempo estipulado, Servant que havia sumido, enfim retornou, parecendo estar mais elegante do que antes.
Tyler — Ele trocou...
Nancy — De roupa?
Servant — Pessoal, esse é o primeiro dia de treinamento, então, vamos falar sobre algumas coisas. — Começou a falar, disfarçando o fato de estar com roupas novas. — Primeiramente, eu quero que me enfrentem sempre com tudo o que vocês têm, assim, vocês evoluirão bastante, aumentando suas capacidades físicas e mentais. Eu também irei lutar com tudo o que tenho, afinal são 12 contra 1, então nada mais justo que eu lutar a sério, não é mesmo? E bom, eu já falei agora, mas o treino será de vocês todos contra mim. Hoje nós treinaremos por cerca de 5 horas, então preparem-se, pois isso vai cansar.
Kouma — Haha, mal sabe ele que treinamos juntos por 8 horas ontem. — Sussurrou para Momo, que sorriu em resposta. — Pois bem, é hora de esquecer esse aperto no peito, e me concentrar no treinamento. Mostre o que você tem, Servant.
Takuya — Ei, espera aí... O que você quis dizer com 12? Nós estamos em 13.
Servant — Ah, sim. Você não vai participar, Takuya.
Takuya — O que? Por que?
Servant — Hahaha, você é engraçado. A resposta é mais do que óbvia. Eu curei você, sim, mas apenas seus ferimentos. Seu corpo continua doendo e cansado, ainda mais depois de usar tanto poder. Estou certo, não?
Takuya — Ngh... Droga, me pegou. — Disfarçou, jogando fumaça de seu cigarro para o alto.
Servant — Por hoje, você pode descansar.
Takuya — Droga, tudo bem. — Ao falar isso, Takuya tocou no chão e materializou um pequeno pilar, onde escorou-se e ficou observando.
Servant — Pois bem... Com isto posto, Quando os demais estiverem prontos... PODEM VIR. — Gritou, dando o sinal, e assim, praticamente todos os hospedeiros prepararam-se para ir pra cima de Servant, que sorriu. — Isso vai ficar interessante.
Todos — ATACAR. — Gritaram
Os 12 hospedeiros remanescentes, que estavam em lugares distintos, correram em direções opostas à de Servant para bolar uma estratégia, se escondendo em vários locais pelo Coliseu, e o primeiro a realizar um golpe foi Balat, que ficou em frente à Servant, e materializou duas manoplas com espinhos em seus punhos, e tentou desferir um soco em seu adversário, mas o mordomo apenas deu um salto para trás, e o brutamontes então quebrou o chão com seu golpe, deixando o ser esbranquiçado bastante impressionado.
Servant — Estou realmente surpreso, você é bem rápido pro seu tamanho.
Balat — Você devia prestar mais atenção. — Ao falar isso, ele socou o chão novamente, e assim um grande tremor se iniciou, rachando o solo branco por completo, e por reflexo, o mordomo viu-se obrigado a pular, para ficar em pleno ar. — Haha, não é que funcionou? — Sorriu, e assim, Servant percebeu que havia caído em uma armadilha
Servant — O que- Ainda em pleno ar, Servant conseguiu virar a parte dianteira de seu corpo para cima jogando seu peso para o lado contrário, e no momento em que olhou para cima, notou que Shizumi estava mergulhando de cima com uma rapieira que havia materializado em sua mão, em alta velocidade. Nisso, em um ato de reflexo, Servant conseguiu defender-se com sua Brutal Blade, mas mesmo assim foi jogado de volta ao chão com o impacto das lâminas, enquanto Shizumi voltou a planar. Como não era idiota, Servant movimentou sua lâmina, e assim, um grande pilar branco e quadrado subiu do solo, indo de encontro à ele, que segurou na parte de cima do monumento, estando de cabeça para baixo, e só com os dedos de uma só mão segurando todo seu corpo. — Ora, foi quase.
Shizumi — Maldito. — Resmungou, sobrevoando o mordomo, que criou uma escadaria a partir do pilar, e começou a descer os degraus como se nada tivesse acontecido, mas antes de chegar no chão, deu um salto para trás, ainda na escada, e uma bola de ferro cheia de espinhos acertou um pouco à frente de seu corpo, e depois disso, foi recolhida com o auxílio de uma corrente, sendo pega pela mão de Foster.
Servant — Uma maça, é? Que bom que eu consegui sentir ela vindo em minha direção, ou minha cartola estaria esmagada agora.
Foster — Você é ingênuo de pensar que seria só a cartola. — Falando isso, jogou a bola de ferro para cima e começou a girá-la acima de sua cabeça, utilizando uma empunhadura de couro para segura-la. — LÁ VAI. — Gritou, atacando várias vezes, enquanto manobrava o percurso da maça com a corrente, e Servant desviava majestosamente.
Servant — Esse garoto é extremamente habilidoso… — Enquanto monologava em voz alta, a maça de Foster foi na direção de Servant novamente, e como ele se distraiu por um único momento em seus pensamentos, teve de repeli-la com sua espada, mas, com isso, o garoto de cachecol aproveitou para bater a corrente no chão, e com isso, a maça voltou na direção do rosto do mordomo, que desviou abaixando a cabeça, mas como o garoto ainda não havia terminado, ele puxou a grande bola de ferro de volta, e no momento em que ela ia acertar as costas de Servant, um pilar de terra se ergueu atrás do mesmo, evitando o dano, e ainda assim prendendo a arma de seu oponente, conseguindo aproximar-se com uma rápida investida, e desferir um soco no rosto do jovem, que foi derrubado no chão.
Foster — GWAAH.
Servant — Confiar demais em sua habilidade foi o motivo de sua derrota, garoto.
Foster — E… quem disse… que eu perdi? — Ao falar isso, ainda no chão, mexeu as correntes, e a maça veio em alta velocidade, acertando o ombro de Servant, que foi jogado alguns passos para frente, e nesse segundo de descuido, o garoto de roupas floridas aproveitou para enrolar suas correntes no braço no qual Servant segurava sua espada, começando a apertá-lo e puxá-lo. — Aposto que não esperava por isso. — Falou, segurando firme, mesmo deitado.
Servant — Seu moleque… SOLTE A BRUTAL BLADE. — Ordenou, criando vários punhos diretamente do chão, que acertaram Foster diretamente, mas o garoto se recusou a soltar a espada de Servant, usando um dos socos que levou para colocar-se de pé e ir pisando de punho e punho, enquanto puxava o mordomo, então, como um trunfo, o garoto jogou seu corpo para trás, gerando peso, o que quase levantou Servant para o ar, mas ele conseguiu resistir, puxando o garoto para o chão.
Foster — AGORA. — Gritou, como se estivesse dando uma ordem, e nesse instante, Winra surgiu atrás do mordomo como um raio, e então tirou dois bastões retráteis de seu bolso, eletrizou-os e bateu com os mesmos nos joelhos de seu oponente, fazendo-o, além de ser eletrocutado, perder as forças nas pernas e enfim ir de volta para o ar com um puxão final de Foster, que enfim soltou a espada do mordomo, pois quando ia cair, foi socorrido por um canteiro de flores cheio de folhas macias, que apareceu ali do nada, amortecendo sua queda. — Folhas?
Momo — Adivinha quem é… — Saltou, utilizando os ombros de Foster, que estava sentado, como apoio, e estando com uma Katana de madeira em mãos, confrontou Servant, que caía em queda livre.
Servant — Qual o maldito plano de vocês em me deixar no ar, seus miseráveis?
Shizumi — ESSE. — Shizumi, que ainda pairava pelo céu, apareceu novamente, mergulhando sua rapieira na perna esquerda de Servant, o levando para o chão ainda mais rápido, enquanto Momo jogou uma semente de sua mão no solo, e uma grande árvore nasceu, assim caindo de pé sobre um dos galhos.
Servant — AAAAARRRRGGHH… — Gritava de dor, estando deitado no chão, enquanto sua perna sangrava e a rapieira de Shizumi, que estava praticamente inteira dentro dela, foi retirada de uma única vez, causando ainda mais dor ao mordomo, que levantou-se, mancando. — Hahaha… Quem diria que eu cairia no mesmo truque duas vezes?
Hikari — NÃO ESQUEÇA DE MIM — A princesa de cabelos loiros, então, apareceu na frente do mordomo, acertando seu ombro com um guarda-chuva, e o jogando para trás, enquanto ficava em um pé só.
Servant — (Agh… Eu não estava esperando aquele ataque na perna… talvez não tenha sido uma boa ideia querer lutar com todos de uma vez… eles estão indo com tudo mesmo… e nem apareceram todos… vou precisar lutar um pouco mais sério).
Balat — Isso é o que você ganhou por achar que podia lidar com todos nós ao mesmo tempo. — Bateu suas manoplas uma na outra, enquanto sorria. — Se esse foi seu resultado lutando contra apenas 6 de nós, tenho pena do que acontecerá com você quando os 12 resolverem lutar.
Servant — Gostei das palavras, Balat… Mas, assim, você já terminou? — Apoiou sua espada no chão, enquanto tentava apoiar sua perna, que estava lentamente se regenerando.
Balat — Se terminei? Como assim?
Servant — Eu mandei vocês irem com tudo, não é? ENTÃO, ME MOSTREM O QUE EU MANDEI. — Afundou a lâmina de sua espada no chão, fazendo vários espinhos gigantescos irem em direção dos hospedeiros, que desviaram com dificuldade.
Hikari — Acho que ele ficou maluco.
Servant — Não… isso não é maluquice, garota, isso é algo que eu não sentia há muito tempo enquanto lutava… Isso se chama… empolgação. — Sorriu, afirmando sua outra perna no chão, e defendendo o ataque de um machado extremamente grande, e de duas faces, de cor vermelha, que possuía alguns fios em sua lateral, e tinha uma estranha empunhadura ondulada, segurado por Hotaru, que se impressionou com o feito.
Hotaru — O QUE? COMO? Eu não fiz nenhum barulho.
Servant — Não me subestime. — Ao falar isso, um punho subiu do chão e atingiu o estômago da garota, a jogando para cima, onde foi pega por Shizumi, que aterrissou e a deixou no chão.
Hotaru — Agh… Velho maldito.
Hikari — E parece que ele está só aquecendo.
Servant — Até agora foram 7. Faltam Kouma, Nancy, Tyler, Shun e Aikawa. Me pergunto o que eles estão tramando.
Momo — Espera, você está dizendo que só nós 7 não conseguimos te entreter?
Foster — Ele deve estar tirando uma com a nossa cara. — Levantou-se, tirando uma folha que tinha em seu cabelo.
Servant — Bom, eu tenho que esperar todos chegarem para poder lutar a sério, não?
Tyler — Pois então… — O garoto apareceu atrás de Servant em um piscar de olhos, fazendo-o ficar paralisado.
Nancy — Sua espera acabou. — Ao falar isso, Nancy materializou uma enorme foice, e desferiu um corte em diagonal no peito de Servant, o jogando longe, com sangue jorrando de sua boca, enquanto Tyler o livrava da paralisia.
Servant — GWAAAAAAH… Agh… nalditos… — Falou, com sangue por toda a sua roupa. — Desde quando vocês estão aqui?
Tyler — Nós chegamos agora… se você é lento para perceber as coisas…
Nancy — A culpa não é nossa.
Servant — Hahaha… desgraçados.Agora são 9. — Disse, levantando-se. — Ainda faltam 3
Shun — EU ACHO QUE NÃO. — Gritou, pulando da arquibancada, pegando impulso em um banco e se jogando na direção de Servant Como um míssil, atacando com seu par de sais, que foi parado facilmente por Servant, mas durante o momento de impacto das armas, uma pequena cratera se abriu no chão, fazendo tanto o garoto de cabelos róseos e o mordomo sorrirem. Servant então, afastou o garoto, que deu uma cambalhota para trás, e voltou a atacá-lo com suas armas, enquanto o nobre mordomo apenas desviava e defendia os ataques.
Servant — Agora são 10. — Falou calmamente, quando de repente, Shun fez um de seus sais agarrarem sua espada, puxando-a para baixo, e nesse momento de descuido, algo foi lançado de longe, e assim, um grande tridente de cor azul cravou nas costas de Servant, fazendo-o sangrar pela boca. — GWAAH… O que diabos é isso? — Perguntou-se, mas ao mesmo tempo em que deu atenção à sua dor, Shun aproveitou para desferir uma cotovelada em seu rosto, o jogando para trás, e o separando de sua arma, enquanto era arrastado por alguns metros. — WAAAAAHH, MINHA ESPADA.
Momo — O que foi aquilo?
Foster — Um tridente?
Shizumi — Então finalmente resolveu agir, não é… AIKAWA? — Gritou, e no ponto mais alto de um pilar do coliseu, o garoto de cabelos verdes revelou-se, jogando seu cabelo para trás, que aparentava estar molhado devido ao suor, enquanto permanecia na pose na qual havia jogado o tridente.
Aikawa — Eu acho que é meu momento… cansei de observar.
Servant — Agh… Agora são 11. — Servant, que ainda estava tonto devido à cotovelada, colocou a mão em seu nariz, que sangrou um pouco, mas, logo em seguida, o mordomo pegou um lenço no bolso de sua calça, e limpou-se.
Shun — E você continua com essa contagem? Acho que está na hora de nos levar a sério, agora que nós tiramos a sua espada.
Servant — Você tem certeza? — Perguntou, estendendo a mão, e fazendo a espada ser expelida do chão verticalmente, voltando à mão do mordomo no processo, e imediatamente criando um punho atrás de si, que retirou o tridente de suas costas.
Shun — O QUE? MAS ELA ESTAVA… — Olhou para trás, onde tinha largado a espada, e percebeu que a lâmina havia sumido. — MAS COMO?
Servant — Seu erro foi achar que meus poderes dependiam exclusivamente de minha arma. Pode não parecer, mas eu também sou um exímio usuário de magia, e utilizando meus poderes de habitante do nulo, eu apenas conectei o solo à mim, e fiz a espada ser engolida pelo solo e ser transportada pelo subterrâneo para voltar à minha mão.
Foster — Habitante do Nulo? O que isso tem a ver?
Servant — Desde o início eu disse que eu sou um com o Nulo, então, por causa de minha origem, eu posso controlar este solo como bem entender, mesmo sem nenhuma arma. Até por isso, eu consigo sumir entrando no chão. Bem, eu estou jogando em casa, então, eu também tenho algum tipo de vantagem.
Foster — Aaah…
Shizumi — Basicamente, estamos no território dele, então tentar limitar os poderes dele é inútil.
Momo — Tá, mas calma aí. Servant, mesmo sem sua espada, você pode criar aqueles pilares e punhos gigantescos?
Servant — Não. O poder de criação é exclusivamente da espada. Se eu lutasse sem ela, eu provavelmente só teria minha habilidade em batalha e minha união com o Nulo como vantagem.
Hotaru — Mas como essa segunda parte te ajudaria?
Servant — Sendo apenas um com este local, eu posso me materializar em qualquer lugar, me esconder e usar várias estratégias que dependem de conhecimento de terreno para dar certo.
Hotaru — Ah, entendo.
Aikawa — Opa. — Aikawa desceu do pilar com um pulo, ficando ao lado de Shun, e fazendo seu tridente voltar à sua mão.
Servant — Vocês tem mais alguma dúvida? — Perguntou, sorrindo.
Winra — Bem, eu queria saber como funciona- Antes de conseguir terminar sua fala, um vulto apareceu à frente de Servant e o atacou com uma espada, fazendo o mordomo defender-se novamente, cruzando sua espada com a de seu adversário, gerando um som extremamente alto de aço colidindo.
Foster — O que foi isso?
Kouma — EI, DESDE QUANDO… — Gritou, dando uma cambalhota para trás. — ISSO VIROU UM TREINAMENTO DE DIÁLOGO?
Servant — Ora, ora, parece que enfim chegamos ao número 12. Pois muito bem…
Kouma — Ele conseguiu revidar ao meu ataque surpresa? Incrível...
Servant — Bem… agora que estão todos reunidos, está na hora.
Kouma — Hora? Hora do que? — Perguntou, enquanto se levantava.
Servant — Maestro… da criação. — Ao falar isso, Servant fez um bloco quadriculado abaixo de si começar a levitar, e à medida em que o bloco ia subindo ao céu, sua espada lentamente se transformava em uma batuta, instrumento utilizado para reger uma orquestra, enquanto uma haste vertical se materializava acima do bloco, carregando um caderno repleto de partituras, e atrás do bloco, várias mãos que seguravam instrumentos musicais se formaram, começando a tocar uma bela melodia que emanava tensão
(Insira: Beethoven — Sinfonia 5 )
Aikawa — Ok… Isso não me parece nada bom.
Shizumi — Mas o que...
Hotaru — Agh… meus ouvidos estão zumbindo, isso é mau presságio. — colocou a mão em sua orelha esquerda.
Kouma — Ei, acalmem-se, o que ele pode fazer lá de ci- Antes de terminar sua fala, um grande punho surgiu do chão e o atingiu no rosto, o jogando na parede do Coliseu.
Momo — KOUMA.
Servant — Vamos ver se vocês resistem a isso… ÓPERA DO DESESPERO. — Gritou, começando a mover a batuta que havia em sua mão, e assim, quando bateu-a no livro, o chão começou a tremer, fazendo todos os hospedeiros serem enterrados na parede em um piscar de olhos, por terem sido atingidos por vários pilares saídos do solo.
Hospedeiros — GWAAAAAH.
Shun — A-aquele desgraçado… agora ele está em vantagem total de terreno, e também tem todo o local como arma. — Lutando para se manter em pé depois do golpe, olhou de relance para Servant, que sorria, enquanto ministrava sua orquestra.
Momo — Ele… está… feliz? — Perguntou-se, estando sentada no chão, por ter caído desse jeito depois do ataque do pilar.
Foster — Nós estamos perdidos.
Kouma — Gente, que desânimo é esse? Nós ainda podemos atingi-lo… — falou, saindo lentamente da parede.
Foster — Ah, você acha que consegue? Então vamos lá, sabichão. Aposto que o máximo que você vai conseguir é voltar aqui pro chão contra a sua vontade, e te garanto que não vai ser nada pacífico.
Kouma — Observem. — Sorriu, e ao mesmo tempo fez sua aura ferver e se espalhar por seu corpo, conseguindo impulso para realizar um salto muito alto, que ia em direção ao mordomo.
Servant — Nem pense nisso. — Bateu a batuta em seu caderno, e um grande punho foi criado no ar, atingindo as costas de Kouma e o levando de encontro ao chão em uma fração de segundos.
Kouma — GAAAH. — Gritou, sangrando.
Foster — Eu não queria dizer, cara… mas eu te avisei.
Aikawa — Tentar lutar no corpo a corpo, com ele estando tão longe, é babaquice, Kouma.
Kouma — Ah… não me diga. — Levantou-se, estando com uma certa dor pelo corpo.
Momo — Você está bem? Quer uma semente? Analgésica, anestésica, tanto faz.
Kouma — Não precisa, estou bem. Não se preocupe comigo.
Nancy — O que faremos agora…
Tyler — Que ele está lá em cima?
Winra — Por que não tentamos atacar daqui mesmo, de longe? — Perguntou, parando ao lado de Aikawa e eletrizando seus bastões retráteis.
Aikawa — Eu estava pensando nisso. PESSOAL, EM POSIÇÃO, VAMOS ATACÁ-LO COM NOSSOS PODERES ELEMENTARES. — Falou, segurando seu tridente com firmeza, fazendo uma força estranha deixá-lo suado.
Kouma — (Que incrível… o Aikawa é como um líder pra nós. Bom, eu sou novo aqui, então, seria desrespeito não segui-lo). — Pensava, enquanto olhava para Aikawa, e devido ao ar de confiança que o garoto passava, Kouma Sorriu. .
Hospedeiros — ENTENDIDO. — Gritaram, e assim, todos ali começaram a revestir suas respectivas armas com seus poderes.
Servant — Ohh… vão tentar me atingir de longe então. Pois que venham.
Aikawa — PREPARE-SE, SERVANT. ARREMESSO DE CORRENTEZA. — O garoto de cabelos verdes, girando seu tridente em suas mãos, fez um enorme vórtex de água se materializar no local das três lâminas, terminando por lançar uma grande rajada de água pressurizada e concentrada de alto poder na direção do mordomo.
Shun — Vamos lá, meus preciosos sais, secretem o mais doce dos venenos… — JORNADA DA SERPENTE. — Ao falar isso, começou a girar seus sais em suas mãos, e, suas lâminas começaram a mudar de cor, adquirindo um tom roxo, e nisso, uma grande onda de veneno foi expelida pelas armas, se juntando ao ataque de Aikawa.
Winra — MINHA VEZ. RESSOAR DO TROVÃO. — A garota, expelindo raios por seu corpo, concentrou seu poder em seus bastões, e assim, juntou os dois, mirando na direção de Servant, e tornando-os um catalisador de energia, a qual lançou um poderoso relâmpago com potência e barulho ensurdecedor.
Nancy — CHUVA DE METEOROS. — A garota de olhos laranjas, ao proferir o nome de seu golpe, materializou sua foice, girou-a acima de sua cabeça e fez uma rajada de meteoros serem lançadas para cima.
Tyler — DESASTRE TEMPORAL. — Tyler, para acompanhar sua irmã, invocou um imenso martelo, que empatava em tamanho com a foice de Nancy para sua mão, e nele, que era moldado em cor bronzeada, havia um relógio ativo ao lado de sua cabeça, e respondendo o comando de seu dono, o relógio começou a girar os ponteiros de forma descontrolada, envolvendo ele mesmo e Tyler em uma aura verde, que resultou em uma rajada estridente de energia da mesma cor.
Balat — TEMPESTADE DE FERRUGEM. — Batendo suas mãos, fez rapidamente suas manoplas de cor acinzentada ficarem marrons, e então, uma grande rajada foi lançada a partir delas.
Momo — MALDIÇÃO DA FLORESTA. — Ao falar o nome de seu ataque, várias folhas e galhos começaram a envolver Momo, e com isso, um grande aglomerado de troncos de árvore com espinhos brotaram do chão e foram na direção do mordomo.
Hikari — FAROL DO DESESPERO. — Hikari, com toda a sua graça e elegância, girou com a ponta de seus pés, e nesse momento, ao abrir seu guarda-chuva, a proteção foi expelida e saiu voando, enquanto o cabo se transformou em uma espada, e a proteção, ao descer, se transformou em um belo escudo de aço, do qual saiu uma poderosa rajada de luz.
Foster — SINCELOS DE INVERNO. — O garoto, proferindo tais palavras, pegou sua maça na mão, e fez a mesma ser envolvida completamente por uma aura azul, fazendo a esfera de espinhos ser congelada, e assim, lançou todos os espinhos criados da maça, ajudando seus companheiros.
Kouma — EU NÃO VOU FICAR PARA TRÁS… EXPLOSÃO ESPIRITUAL. — Impressionado com seus amigos, Kouma entrou em posição de batalha, e, após revestir seu corpo com energia espiritual, a concentrou em um único ponto, que era a lâmina de sua espada, e lançou um poderoso golpe de cor azul bebê.
Servant — Todos esses ataques… Que maravilha, não me sentia bem assim há anos. VAMOS LÁ, PESSOAL, SINTAM O PODER DE MINHA ORQUESTRA. — Proferiu, e assim, criou um par de mãos abertas gigantescas, que pareciam estar segurando todas as técnicas, ao mesmo tempo que iam contra as mesmas.
Aikawa — O QUE? ELE ESTÁ AGUENTANDO. PESSOAL, NÃO DESISTAM.
Hospedeiros — ENTENDIDO.
Aikawa — (Espera… tem algo estranho… nós estávamos em 12, não? Mas parando pra contar, agora, apenas 10 pessoas lançaram golpes. ESTÃO FALTANDO PESSOAS… QUEM SÃO…?) — Pensava, enquanto continuava realizando seu ataque e coordenando seus companheiros, até que de repente, duas sombras apareceram por trás de Servant, e o atacaram, acertando um golpe com uma espada no seu braço direito e outro em suas costas. Esses golpes tiraram completamente sua atenção, e fez ele descoordenar seu contra-ataque e dispersar as mãos, fazendo o mordomo entrar na mira dos hospedeiros, enquanto as sombras, para ajudar, simplesmente chutaram a nuca do mordomo de forma sincronizada, e ele que já estava atordoado, foi tirado de seu bloco de criação, e jogado de encontro direto aos 10 golpes restantes, gerando uma imensa explosão.
Servant — GWAAAAAH — Gritou, enquanto era jogado para cima, e as sombras, que ainda estavam na plataforma, pularam de volta para a superfície, e enquanto uma abriu asas, outra simplesmente lançou uma rajada de energia para o chão para amortecer sua queda, e assim revelaram-se, chegando ao chão graciosamente.
Shizumi — E aí, gente, como nós fomos?
Hotaru — Parece que nosso plano deu certo.
Aikawa — SHIZUMI, HOTARU. — Gritou, indo de encontro às garotas, estando com um imenso sorriso no rosto.
Winra — Bem que eu notei que vocês estavam quietas demais… Vocês não se meteram na conversa em nenhum momento, mas eu tinha que focar na luta, então não podia ficar procurando.
Shizumi — Winra, você não muda mesmo, hahaha.
Balat — AAAH, SHIZUMI, HOTARU, VOCÊS SÃO INCRÍVEIS. — O homem musculoso, que estava muito feliz, parabenizou suas companheiras. — Ei, o que vocês fizeram para passar pela orquestra dele? Aquelas mãos apareciam do nada. E quando vocês sumiram?
Shizumi — Logo após o primeiro golpe, Hotaru me empurrou para dentro de uma passagem do Coliseu, e me pediu ajuda para chegar até o Servant.
Hotaru — Ninguém melhor para vencer uma orquestra do que uma perita em ondas sonoras, não é mesmo? E além disso, eu não conseguiria chegar naquela altura sem a ajuda das asas da Shizumi. Eu usei minha habilidade de esconder minha presença ao não fazer nenhum som que ele havia subestimado antes, e com isso, conseguimos abrir uma brecha nas defesas dele.
Aikawa — Garotas, vocês são sensacionais, amei a estratégia.
Shun — Não poderia ser melhor.
Hikari — Olha, eu não gosto de admitir, mas realmente tenho que concordar… vocês mandaram bem.
Kouma — Sim, pensamento muito rápido, Hotaru, foi uma ótima estratégia.
Balat — Eu estou sem palavras. — Quando o grandalhão ia continuar falando, uma voz ecoou pelo Nulo, Gritando enfurecida.
SERVANT — EI, QUEM DISSE… QUE VOCÊS VENCERAM? — O ser de cor esbranquiçada, furioso, gritou para os hospedeiros, aparecendo de pé na parte de baixo do cubo, estando de cabeça para baixo, segurando sua cartola com uma mão, e se encontrava ferido apenas no ombro e em uma região das costas, que sangrava. — VOCÊS ACHARAM QUE IAM ME DERROTAR SÓ COM ISSO?
Shizumi — NÃO, NÃO É POSSÍVEL. A GENTE TE TIROU DESSA MALDITA PLATAFORMA, COMO VOCÊ CONTINUA AÍ? — Quando Shizumi ouviu a voz de Servant, seu corpo congelou por um momento, e quando voltou a si, não acreditou em seus olhos. — A GENTE TE ACERTOU EM CHEIO TAMBÉM, VOCÊ DEVIA ESTAR CHEIO DE FERIMENTOS, O QUE ISSO SIGNIFICA?
Hotaru — Esse desgraçado… — Hotaru, entendendo a situação, cerrou o punho.
Shun — O que foi, Hotaru?
Hotaru — O Servant que a gente chutou para o núcleo do ataque… era um mísero clone. OLHEM. — Apontou para o céu, onde aquele Servant que havia sido atacado se desintegrava aos poucos enquanto caía suavemente, sendo completamente vazio por dentro, e suave como uma pluma.
Shizumi — U-um clone? Que golpe sujo… Não estou acreditando nisso.
Servant — Golpe sujo? De jeito nenhum, afinal, eu estou em desvantagem numérica aqui, preciso dar meu jeito de lutar. — Sorriu, passando a mão em seu bigode enquanto sorria.
Shizumi — COMO VOCÊ ESCAPOU? — Bradou, com um ódio legítimo em sua feição.
Servant — Olhem, eu admito que usar a estratégia da hospedeira do som de se guiar pelas propriedades de seu próprio elemento foi bem engenhoso, e também admito que vocês acertaram meu braço e minhas costas naquele momento, mas assim que eu percebi que havia sido atacado, eu materializei meu corpo original dentro do cubo, e deixei a casca do clone ali, para servir de saco de pancadas no meu lugar. Em um campo de batalha, uma luta não se determina apenas pela força dos lutadores, uma luta envolve muita estratégia também, e isso requer inteligência.
Aikawa — Droga, ele foi muito esperto… eu realmente não esperava por clones. Shizumi, Hotaru, não se exaltem, ele só estava um passo à frente dessa vez, mas ainda vamos pegá-lo.
Shizumi — Obrigada, Aikawa, mas ser tranquilizada agora, depois de tanto esforço para chegar até ele, é frustrante.
Servant — Eu espero que estejam preparados para as consequências de pararem minha música preferida — Adentrou dentro do bloco, aparecendo em seu lugar de origem, em frente à suas partituras. — ÓPERA DO DESESPERO: MELODIA FINAL. — Berrou, fazendo vários punhos irem de encontro aos hospedeiros novamente, porém todos desviaram, mas o que eles não contavam, é que viriam mais punhos de todos os lados, e todos os 12 seriam bombardeados com socos em seus corpos por todos os lados, sem chance de desvio.
Hospedeiros — GWAAAAH — Berraram, caindo deitados depois da salva de socos, estando cheio de arranhões, luxações, e hematomas por seus corpos.
Aikawa — Agh… Droga… — Ajoelhou-se, apoiando-se em seu tridente. — Essa situação é péssima… Cough… — Tossiu sangue durante sua fala, tendo que apoiar seus dois braços no chão para evitar um desmaio. — M-meus olhos… estão turvos, falou, olhando para os lados e vendo todos seus companheiros desmaiados, exceto por um, que se aproximava lentamente.
Shun — A-aikawa… v-você está… bem? — O garoto de cabelos róseos, preocupado com seu amigo, arrastava-se pelo chão, por estar com mais ferimentos.
Aikawa — Fique… aí. Não se aproxime, você vai piorar. — Com o resto de força que tinha, impulsionou seu tronco para trás, conseguindo ficar ajoelhado novamente. — Eu sinto… como se fosse desmaiar… a qualquer momento, haha.
Servant — Então quer dizer que mesmo depois daquilo, alguns ainda estão conscientes? — Perguntou-se, movendo a batuta no ar em formato de “8”. — Se vocês tivessem todos desmaiado agora, a vitória seria minha e vocês poderiam descansar, mas se preferem assim… — Deu duas batidinhas em sua partitura com sua batuta, e mandou dois punhos gigantes pra cima de Aikawa em alta velocidade, enquanto o jovem apenas cambaleava.
Aikawa — Acabou… — Sorriu, começando a fechar os olhos lentamente
Shun — Não... Aikawa… AIKAWAAAA. — Vociferou com todas as suas forças, fazendo o jovem manter a consciência por mais um momento.
Aikawa — S-shun?
Shun — SEU DESGRAÇADO, NÃO OUSE CAIR. VOCÊ É O LÍDER… SE VOCÊ CAIR, NÓS NÃO TEREMOS NENHUM NORTE. SAIA DAÍ, AIKAW- Enquanto falava, um punho gigante saiu do chão e acertou Shun, que já estava caído, no queixo, fazendo o garoto voar, com sangue saindo de sua boca, enquanto o mesmo havia enfim desmaiado.
Servant — Cale a boca… não interfira na minha melodia com sua voz. Agora, vamos ao que interessa, VOU DESTRUIR O TIME PELA RAÍZ. — Gritou, ordenando finalmente aos punhos para finalizarem o hospedeiro da água.
Aikawa — Ha… Foi um bom treinamento… — Começou a fechar os olhos novamente, e abriu os braços, como sinal de libertação e desistência, mas um momento antes dos dois punhos o atingirem em cheio, Aikawa viu uma enorme sombra ficar na frente de seu corpo, como se fosse uma imensa montanha que havia aparecido ali do nada. — O-o que?
Balat — Agh… MALDITOS PUNHOS IRRITANTES. — Gritou, furioso, segurando os dois punhos com seus próprios braços, ficando ajoelhado à frente de Aikawa, levantando-se com dificuldades, destruindo os punhos com dois socos e começando a correr na direção de Servant, olhando para cima. — EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ DERRUBAR O AIKAWA. EU VOU TE PEGAR, SEU MORDOMO MALDITO.
Aikawa — B-balat…? Como você está consciente? E mais importante… sem nenhum arranhão? — Indagou o jovem musculoso, que mesmo estando correndo na direção contrária, parou por um momento e sorriu.
Balat — Todos temos nossos truques.
Aikawa — Entendo… Hahaha… Bom, se você ainda não desistiu, eu também não posso. — Cerrou o punho, pegando seu tridente na mão, e apoiando-se nele para ficar de pé, e quando fez isso, viu que seus companheiros estavam começando a se mexer.
Servant — Olha só… mais um. — O mordomo, vendo o ato do garoto de desafiá-lo sozinho, apenas moveu a pequena batuta que havia em sua mão, e vários punhos acertaram a lateral do corpo do garoto careca, ou era o que Servant Pensava, pois logo depois de receber os golpes, os punhos recuaram, e uma placa de aço amassada caiu no chão, com Balat saindo de trás dela, e fazendo um pilar de ferro, para tentar subir até ele.
Servant — Hoho… está explicado seu físico, garoto. O hospedeiro do aço enfim se mostra, ein? POIS TOME ISSO. — Moveu a batuta, seguindo a melodia da música, fazendo vários braços se criarem no cubo onde ele estava, e esses braços irem de encontro direto com Balat, mas para a surpresa do mordomo, o garoto firmou seus pés em seu pilar de ferro que continuava subindo, bateu suas manoplas, e começou a desferir uma enorme quantidade de murros contra os punhos que vinham em sua direção, destruindo todos facilmente. — Interessante.
Balat — VAMOS LÁ. — Gritou, pulando para quase chegar até Servant, já que seu pilar estava extremamente alto, mas no exato momento em que se impulsionou, um espinho gigante atravessou a base do pilar do garoto, que, desequilibrou-se, e quando quase ia alcançar a plataforma de Servant, começou a cair em queda livre, enquanto seu pilar de aço caía para o lado contrário e era engolido pelo solo. — AAAAAAH, DROGA, FOI QUASE… ISSO VAI DOER. ARMADURA CORPORAL. — Gritou, revestindo todo o seu corpo com uma carapaça metálica extremamente resistente, semelhante a uma armadura, porém com toda a liberdade de movimento para os membros.
Servant — Armadura, é? Então foi assim que você resistiu aos meus golpes anteriormente… Você é esperto. Bem, se caísse dessa altura sem nenhuma técnica pra te ajudar, você seria um tremendo idiota.
Balat — AAAAAAH — Continuava gritando enquanto caía, até que de repente, apenas parou no ar, e ficou flutuando. — EI, O QUE É ISSO? DESDE QUANDO EU SEI VOAR? — Perguntou-se, estando em êxtase e com sua adrenalina a todo vapor.
Nancy — C-CALE A BOCA E PARE DE SE DEBATER IGUAL UM PEIXE, SEU MALDITO CARECA BOMBADO. ASSIM FICA MAIS DIFÍCIL TE SEGURAR. — A garota de olhos laranjas, que estava de pé, porém cambaleante, devido aos golpes recebidos anteriormente, estava com o braço na direção de Balat, segurando-o no ar com seus poderes gravitacionais, enquanto todos seus companheiros estavam atrás dela, também de pé.
Balat — EI, VOCÊS LEVANTARAM, FINALMENTE. — Sorriu, olhando para seus companheiros, que mesmo com dificuldades, e sangrando, mantinham-se de pé. — MAS EI, ESPERE, NANCY, VOCÊ TERMINOU UMA FRASE SEM SEU IRMÃO. QUE MOMENTO INCRÍVEL.
Nancy — AGORA NÃO É HORA PRA ISSO. TYLER, AGORA. — Ordenou, e assim o garoto pulou por cima de sua irmã e materializou seu martelo gigante em sua mão, fazendo os ponteiros girarem igual loucos.
Balat — ESPERA AÍ, O QUE VOCÊS VÃO FAZER?
Nancy — CERTIFIQUE-SE DE FICAR…
Tyler — COM SUA ARMADURA ATIVADA. — Completou a frase de Nancy, e ao mesmo tempo em que a garota fez um movimento estranho com sua mão, Tyler atingiu as costas de Balat com seu martelo, e o jogou em alta velocidade na direção da plataforma de Servant, que tentou segurar o jovem com punhos, mas todos foram destruídos, e Balat passou pela plataforma como um míssil, destruindo-a por completo, fazendo Servant interromper sua melodia, e sua batuta voltar a ser sua espada, enquanto caía em queda livre, mas caiu de pé sobre um punho, chegando ao chão intacto, enquanto Tyler caiu para trás, colocando a mão em sua cabeça.
Tyler — Ngh…
Balat — GWAAAAAH. — O jovem, que estava completamente atordoado depois de sua colisão com o cubo de criação, com a ajuda de Nancy, foi trazido de volta para o chão com uma força contrária, que o trouxe na mesma velocidade que levou, deixando o garoto deitado no chão, com os olhos girando. — O-o que foi isso?
Servant — Surpreendente… vocês conseguiram destruir minha orquestra. De um jeito bastante inusitado, eu diria, mas o que importa é que vocês conseguiram. — Falou, começando a bater algumas palmas.
Nancy — Hahaha, obrigada…
Tyler — Pelos elogios. — Levantou-se, ainda com a mão na cabeça.
Servant — O que você fez exatamente quando o Tyler bateu no Balat, Nancy?
Nancy — Simples, eu apenas mudei o fluxo da gravidade e do peso dele, e inverti eles, assim ele ficou muito mais propício a ser jogado para cima, mas eu não teria conseguido sem o Tyler.
Tyler — No exato momento em que eu encostei no Balat, eu calculei uma trajetória no futuro na qual ele conseguiria chegar em você. Eu tive que parar o tempo por um momento para conseguir fazer tudo do jeito certo, e por isso eu caí sentado agora há pouco, porque parar o tempo é algo bastante desgastante, e me deixa com uma tontura imensa.
Servant — Entendo… Uma legítima combinação de espaço e tempo usada da maneira mais apropriada possível para deter o poder da criação. Meus parabéns, vocês dois são hospedeiros muito habilidosos.
Nancy e Tyler — Obrigado, Servant.
Servant — Pois bem, por causa de seus companheiros gêmeos, e claro, do grandão ali deitado, vocês conseguiram superar o desafio da ópera do desespero, então eu pergunto: Vocês desejam continuar? Ou devemos parar por aqui? Aikawa, o que me diz?
Aikawa — Pessoal, vocês ainda podem lutar? — Perguntou, olhando para seus companheiros, inclusive Balat, que se levantava lentamente, e todos sorriram.
Hospedeiros — É CLARO QUE SIM. — Levantaram suas armas, para demonstrar empolgação.
Aikawa — Aí está sua resposta. — Girou seu tridente em suas mãos, apontando-o para Servant, que sorriu.
Servant — (Todos os 12 já estão no limite…Vocês apenas estão se fazendo de durões, mas eu consigo sentir o quão exaustos vocês estão. E olha que só se passaram 2 das 5 horas que eu falei…). — Pensou, arrumando sua cartola na cabeça. — Pois bem, se vocês acham que ainda estão aptos, podem vir.
Aikawa — PESSOAL, NÃO VAMOS DEIXAR O SERVANT NOS DERROTAR TÃO FÁCIL. VAMOS PRA CIMA, MOSTREM POR QUE VOCÊS SÃO DIGNOS DE CARREGAREM UM ELEMENTO EM SEU CORPO. — Gritou, tomando a frente de seus companheiros, e empunhando seu tridente. — ATACAR.
Hospedeiros — SIM. — Gritaram, e assim, todos os 12 jovens começaram a correr em direção ao mordomo, revestindo suas armas com seus respectivos poderes. — HAAAAAAAAAAA.
Takuya — Hahaha… Aikawa, você é mesmo incrível. Só você mesmo para conseguir comandar essa trupe de desleixados. Não é atoa que é o segundo mais forte entre nós, e como treina tanto com o Shun, não descarto a possibilidade dele ser o terceiro. — O garoto, que estava afastado da luta, assistindo escorado em um canto do Coliseu, pensava alto e sorria, enquanto fumava seu cigarro. — Força, hospedeiros.
De volta à batalha, todos tentavam ao máximo atingir o homem esbranquiçado, lutando com garra, e utilizando muito bem o pouco de energia que tinham. Primeiro, Aikawa que estava na frente, tentou dar uma estocada no peito de Servant, mas o mordomo simplesmente desviou para o lado e o garoto de cabelos verdes passou reto, levando um golpe no ombro da empunhadura da Brutal Blade na sequência.
Aikawa — Agh…
Servant — (Nossa, eu bati com o mínimo e força e ele desabou… Eles estão mais cansados que eu imaginava. Vou terminar isso o mais rápido possível). — Pensou, enquanto se defendia da rapieira de Shizumi, puxando a garota para perto e dando um soco em seu estômago, desmaiando-a, e chutava a Maça de Foster para longe, pois ela estava indo em sua direção. — Não vou cair nisso de novo, Foster.
Foster — Olhe para seu pé. — Disse, dando um pulo para trás, e quando Servant olhou, seu pé estava congelando.
Servant — Espertinho. Vou me lembrar disso. — Avisou, enquanto colocava sua lâmina na frente das manoplas de Balat para defender-se dos golpes, e criava um pilar para tirá-lo de sua frente, jogando-o longe, e com isso, usou seu pé congelado como impulso para pular em Foster rapidamente e atingir uma joelhada em seu nariz, fazendo-o cair para trás. — Próximos.
Nancy — É A NOSSA…
Tyler — VEZ DE ATACAR. — Os gêmeos, com um sorriso no rosto, começaram a atacar Servant, Nancy com sua foice e Tyler com seu martelo, e sua performance em dupla era brilhante. Primeiramente, Nancy tomava a frente e atacava com sua arma com teor cortante para atrasar e deixar Servant mais preocupado com os golpes, e assim que a garota conseguia uma colisão de lâminas, Tyler aparecia com seu martelo para atacar por cima. Para burlar isso, Servant simplesmente fez a foice de Nancy voar pelos ares durante o confronto, e atacou-a com um soco com sua mão livre, deixando-a ajoelhada no chão, e com isso, pulou por cima da garota e atingiu Tyler nas pernas com as costas de sua espada, derrubando-o.
Hikari — VOCÊ NÃO VAI VENCER UMA PRINCE- Antes de terminar de falar, Servant apenas passou por ela, dando um tapa em seu pescoço, que a atordoou e a fez cair.
Shun — COMO OUSA FAZER ISSO CONOSCO. — O garoto de cabelos rosas tentou lutar com seus sais, mas o mordomo, já entediado, fez um punho do tamanho de uma mão humana atingir sua barriga, o que o fez cair sem nenhuma resistência.
Servant — Quem falta? — Perguntou-se, e nesse momento, dois bastões retráteis quase o acertaram, e uma Katana de madeira quase rasgou suas roupas.
Momo — Vamos lá, Winra.
Winra — Prepare-se. — Flexionou suas pernas e se colocou em posição de batalha, mas quando percebeu, seus bastões haviam sumido e estavam nas mãos de Servant.
Servant — Ah, entendi. Você usa eles em um estilo corpo a corpo para poder paralisar seu oponente, é um bom jeito de usufruir de seu poder. — Falou, jogando os bastões no chão.
Winra — O que? Quando- levou um golpe na nuca e caiu para a frente.
Momo — Então somos só você e eu, não é- ESPERA, POR QUE MINHA KATANA ESTÁ EM PEDAÇOS? — Perguntou-se, enquanto o homem esbranquiçado sorria, e de repente, ela também começou a desmaiar. — Eu nem vi-
Servant — Tudo bem, já chega por hoje, vamos descansar, vocês estão piores que mulambos. — Falou, defendendo o último golpe, vindo de Kouma com sua brutal Blade, enquanto segurava o machado de Hotaru de mãos nuas, e um braço criado a partir do chão varria-os para longe, deixando-os jogados em um único local, todos desacordados.
Então, 6 horas depois, alguns hospedeiros começaram a acordar, ainda com dor pelo corpo.
Aikawa — Droga… esse desgraçado é um monstro, ele detonou todos nós facilmente. — Falou, sentando-se no chão, enquanto olhava para as paredes do coliseu.
Shun — Eu não consegui fazer nada… Que fascinante. Me pergunto como o Takuya conseguiu se manter firme por tanto tempo contra ele. — Shun, que foi jogado próximo de Aikawa, acordou, estando com dúvidas.
Takuya — Esse é o segredo, Shun. Eu não me manti. Eu fui subjugado a luta inteira, e só quando revelei meu elemento consegui ao menos encostar nele. — O garoto, que não havia participado do treino, chegou perto de seus amigos, estando ainda um pouco debilitado, estendendo a mão para eles, ajudando-os a se levantar.
Aikawa e Shun — Obrigado, Takuya.
Takuya — De nada. Amanhã vamos fazer um trio bastante efetivo contra este desgraçado, certo? Ele pode ter resistido a dois dos mais fortes de uma só vez, mas três ele não aguenta.
Shun — Certo. Mas primeiro, você tem que contar como conseguiu fazer aquilo.
Takuya — “Aquilo” o que, exatamente?
Aikawa — Se manter firme contra esse monstro sozinho.
Takuya — Ora, é simples… ele não me levou a sério… — Falou, acendendo um cigarro, que havia tirado de seu bolso. — Durante todo o tempo em que estivemos no celeiro, eu fui o único que treinou arduamente dia após dia, e ele pediu o mais forte hospedeiro entre todos, mas quando ele viu que o poder do mais forte era tão básico, ele só se segurou para não me matar... Eu odeio admitir, mas foi isso. — Soltou fumaça, enquanto olhava para o lado.
Aikawa — Sim, você tem razão, esse desgraçado tem um poder descomunal... e se entre você e a gente existe bastante diferença, imagina usar o servant de comparação. Nós ainda temos que melhorar muito.
Shun — Eu concordo. Vou ficar mais forte e ajudar o Servant a arrancar fora a cabeça daquele monge maldito.
Takuya — Vamos todos juntos. Amanhã eu estarei recuperado completamente, então realmente atacaremos com todo o nosso poder.
Aikawa — Fazia tempo que eu não me animava assim.
O trio então, enquanto voltavam para perto de Servant caminhando, continuaram conversando por alguns minutos, até que, quando estavam todos reunidos à volta do mordomo, ele colocou-se à frente de todos e começou a bater palmas.
Servant — Vocês certamente foram incríveis hoje, pessoal. Eu só terminei o treino de hoje daquele jeito rápido pois vocês claramente não conseguiam mais lutar, e continuaram insistindo, então tive que mostrar para vocês seus próprios limites na prática. Tive algumas lesões inesperadas porque subestimei vocês, e tenho completa certeza de que amanhã o treinamento será ainda mais intenso, até porque, Takuya se juntará a nós novamente.
Takuya — Mal posso esperar, Servant. Sozinho eu posso ter perdido, mas com todos me ajudando, eu vou fazer você beijar o chão.
Servant — Bom, não se anime, pois você pode acabar se decepcionando quando vocês todos estiverem caídos.
Takuya — Hahaha, você é um idiota.
Hikari — Ei, agora que o treinamento acabou, o que fazemos? Eu quero tomar um banho, comer, sei lá, eu estou toda suada, odeio isso. — Falou, com cara de nojo.
Winra — Por que não estou surpresa? Você é muito mimada, você sabe disso, né?
Hikari — O que foi, nuvem carregada? — Ofendeu sua companheira, ao comparar o cabelo da mesma com uma nuvem de chuva. — Está querendo brigar? — Armou seu guarda-chuva em sua mão
Winra — DO QUE VOCÊ ME CHAMOU, SUA PATRICINHA? — Gritou, puxando seus bastões e eletrizando-os.
Servant — Ei, ei, o treinamento de hoje já acabou. É bom ver que vocês duas ainda tem energia, mas não se desgastem demais.
Aikawa — Cara, dizer que a Winra tem bastante energia é considerado um pleonasmo? — O garoto de cabelos verdes intrometeu-se, fazendo uma piada com sua colega hospedeira, para amenizar o clima.
Shun — HAHAHAHAHA, muito boa, Aikawa.
Winra — Ok, essa eu tenho que admitir que me pegou de surpresa. — Sorriu, e guardou seus bastões, fazendo-os sumir de suas mãos. — Muito bem, não é a só a engomadinha que está com fome, eu também estou, assim como todos aqui, presumo. Como conseguimos comida por aqui, Servant?
Servant — Poder de criação, lembra? — Moveu a lâmina de sua espada, e assim, do chão, uma enorme mesa se ergueu, com 14 lugares exatos, e um banquete completamente pronto em cima dela.
Kouma — O QUE? Nossa… esse poder é realmente bem útil. VAMOS COM- — Antes de terminar seu grito, Servant colocou sua espada na frente de Kouma, impedindo sua passagem. — Hã? O que foi agora, cara?
Servant — Vocês não estão achando que eu vou realmente deixar vocês comerem sem tomar banho antes, não é?
Hikari — Obrigada, Servant. Mas onde conseguimos um chuveiro? — Ao perguntar isso, Servant simplesmente sorriu e moveu sua espada, criando vários boxes de banheiro distintos, para todo hospedeiro ter seu merecido banho.
Aikawa — Cara, você já pensou em ser pedreiro? Sério, você estaria rico hoje em dia.
Servant — Não, obrigado, estou bem, Aikawa. Agora, todos vocês, pro banho.
Tyler — Credo, falando desse jeito…
Nancy — Você parece que é nossa mãe.
Servant — Bem, com vocês estando aqui no Nulo, eu sou responsável por vocês, então é mais como se eu fosse a babá.
Kouma — Você por acaso está nos chamando de criança?
Servant — Eu tenho mais do dobro da idade de todos aqui, então, pra mim, vocês são sim crianças.
Winra — Eu não vou negar que é um bom ponto.
Servant — Agora chega de enrolação, né? Não façam eu ter que criar um chuveiro ao redor de vocês.
Aikawa — Isso, vamos logo, preciso me hidratar.
Kouma — Hahaha, a hora do banho deve ser realmente a sua preferida.
Aikawa — Com certeza, só de estar com água correndo por meu corpo, eu já me sinto renovado.
Kouma — Bom, até mais pessoal. Vejo vocês no jantar.
Hospedeiros — Entendido. — Assim, todos se dirigiram à uma box, para enfim tomar seu querido banho, e meia hora depois, todos estavam de volta na mesa de jantar, conversando, comendo, bebendo e descontraindo, como uma turma de amigos comum.
Kouma — Cara, aquela hora que o Servant parou meu ataque eu entrei em choque. Eu pensei que só observando os movimentos dele na luta contra o Takuya, eu conseguiria estabelecer uma rota de ataque, mas esse maldito é muito mais habilidoso que eu pensei. — Falava, balançando um copo de bebida em uma mão, e um bife em outra.
Winra — Não é? Depois que ele sacou meu estilo de batalha rápida com meus bastões, eu não consegui mais encostar nele. — Respondia, desacreditada, com uma taça de vinho na mão.
Hotaru — Você está impressionada com ele entendendo seu jeito de lutar porque não foi a sua arma que foi parada com as mãos vazias. Eu me senti muito impotente naquele momento.
Kouma — Ei, relaxe, isso significa que ainda temos muito a melhorar. Se continuarmos progredindo, logo nem com a espada ele consegue te parar.
Hotaru — Tem razão. Obrigada, irei me esforçar.
Shun — EI, SEU VELHO, POR QUE VOCÊ É TÃO FORTE? — Perguntou, caindo debruçado sobre a mesa, com uma garrafa de cerveja vazia em sua mão, enquanto soluçava com uma feição feliz.
Servant — Bem, é que- — Começou a falar, tendo uma xícara de chá em mãos.
Aikawa — Você realmente não precisa responder. — interrompeu o mordomo, que ia começar a explicar sobre sua força. — Quem diria que o hospedeiro do veneno era fraco contra álcool?
Balat — Isso é realmente irônico, Hahahahaha. — Começou a rir, batendo a mão na mesa, o que quase fez o copo de Nancy virar
Nancy — Ei, tome cuidado...
Tyler — Idiota.
Balat — Ah, desculpem, hahahaha.
Hikari — Vocês conseguem falar sozinhos, né? Então por que não o fazem? Essa mania estranha de vocês me irrita às vezes. — Voltou-se para os gêmeos, incomodada.
Shizumi — Hikari, deixe eles.
Momo — É, esse é o jeito deles. Você é muito chata.
Hikari — O que? Quer brigar? — Levantou a manga de seu vestido, fazendo uma cara amedrontadora para Momo.
Momo — Você é a princesa mais sem classe que existe.
Hikari — EEH? Repete isso, dona jardineira, vamos.
Takuya — Vocês querem parar? Nem mesmo no horário do jantar vocês param de se bicar. — Falou, acendendo um cigarro, e ficando com os pés em cima da mesa, enquanto equilibrava sua cadeira apenas com os dois pés traseiros.
Hikari — O que você quis dizer com “bicar”, seu maldito mendigo sujo?
Takuya — Vou fingir que não ouvi esse insulto, e também não vou explicar nada para você.
Foster — Eu concordo com o Takuya. Vocês são irritantes. Calem a boca e comam, por favor.
Hikari — Cala a boca, antissocial desgraçado.
Momo — HIKARI.
Hikari — O que foi?
Momo — Você está passando dos limites, não acha?
Hikari — O que? Por que? — Olhou ao redor pela mesa, onde viu que seus companheiros a julgavam com os olhos, e até Kouma, que era meio lento nesses assuntos, a encarava com um olhar de pena, enquanto mastigava um bife. — Por que estão me olhando desse jeito, desgraçados?
Momo — Você ainda pergunta? Peça desculpas. — Ordenou, com cara de brava. — Você além de ser desrespeitosa com seus amigos, ainda está tirando a alegria do jantar, onde todos deveríamos estar conversando e brincando como normalmente.
Hikari — O que? Agora a culpa é minha? Eu sou da realeza, eu não peço desculpas para pleb-
Foster — Ok, já chega. — Foster levantou de sua cadeira, interrompendo a princesa e batendo a mão na mesa.
Hikari — O que foi, cachecol? Vai se afastar de todos novamente, e virar o excluído, como sempre fez? — Ao perguntar isso, Foster cerrou seu punho, e olhou para Momo, com um princípio de lágrima em seu rosto. — Vamos, respond- quando ia terminar sua fala, Momo levantou-se rapidamente e desferiu um tapa no rosto de Hikari, que caiu para trás.
Momo — Isso foi a gota d'água.
Aikawa — Onde?
Momo — Agora não é hora, Aikawa.
Aikawa — Desculpe.
Hikari — Sua desgraçada, você me paga… — Levantou, limpando sua boca com a borda de sua luva branca. — Quem você acha que é para acertar uma princesa? — perguntou, cambaleando.
Momo — Já entendi… você está bêbada, por isso está tão irritante.
Hikari — Não, eu não estou. Agora, por que você defende esse maldito do Foster? Eu não falei nenhuma mentira, e todos aqui sabem disso. — Ao falar isso, Foster deu um murro na mesa, que chamou a atenção de todos. — O que foi agora?
Foster — Certo, já chega, eu não vou ficar ouvindo isso calado, sua princesa imbecil. Sim, eu tenho meus problemas para se relacionar com pessoas, assim como todos aqui têm seus próprios problemas. E sabe qual é o seu? O seu é ser a droga de um pé no saco de todo mundo, e querer ficar chamando atenção toda hora pra você, porque você é a merda de uma menina mimada que nunca recebeu um não na vida.
Hikari — O que você disse? Seu-
Foster — CALE A BOCA, QUE EU AINDA NÃO TERMINEI. — Fez seu olhar amedrontador para Hikari, que deu um passo para trás e sentiu um arrepio passar por seu corpo. — Sim, você é da realeza, você é uma princesa, mas aqui onde estamos, ESSA MERDA NÃO EXISTE. Eu realmente não me importo com quem você foi antes de estar aqui, mas agora que está, você é uma hospedeira, assim como nós, e todos aqui somos iguais. Se você tem um cargo importante lá fora, o problema é seu, não ache que nós iremos respeitar isso e te tratar como se fôssemos seus mordomos. Sem ofensas, Servant.
Servant — Sem problemas.
Foster — Aqui dentro, no nulo, e até mesmo antes, no celeiro, nós éramos, e vamos continuar sendo iguais. Não é uma posição idiota no alto escalão que vai mudar o jeito que eu trato você, e você devia aderir isso conosco também, sua patricinha medíocre. Você foi criada com o bom e o melhor, com várias pessoas para fazer o que você queria pra você, mas quer saber de uma coisa? Eu aposto que você nunca teve sequer um amigo de verdade antes de se tornar uma hospedeira, por causa dessa sua personalidade arrogante. E agora, quem CARALHOS É A PORRA DO ANTISSOCIAL?
Hikari — O-o que? — Perguntou, enquanto algumas lágrimas começavam a sair do seus olhos.
Momo — Ai…
Takuya — Quem fala o que quer...
Foster — Saia desse personagem maldito que você vem mantendo de boa menina perfeitinha, porque aqui, todos somos nós mesmos, e não precisamos esconder nada de ninguém. Seja você mesma, porque você está entre amigos, e você deveria ser mais legal conosco. Agora, vamos lá.
Hikari — Seu… desgraçado… — Falando isso, Hikari abaixou a cabeça, e começou a despejar lágrimas em seu vestido.
Momo — E aí, você tem algo a dizer?
Hikari — Me… desculpem… Pessoal. Foster, Takuya, Nancy, Tyler, Momo… a todos, me desculpem — Cerrou o punho, e sentou novamente na cadeira.
Momo — É isso aí. — Sorriu.
Foster — Não se preocupe, está tudo bem.
Takuya — Digo o mesmo.
Nancy — Aceitamos…
Tyler — Suas desculpas.
Hikari — EU AMO VOCÊS, ME DESCULPEM. — Pulou por cima da mesa, pegando os 5 em um abraço, os derrubando no chão.
Foster, Momo, Takuya, Nacy e Tyler — GWAAAAH.
Hikari — Eu prometo ser mais legal, ok? Sei que exagerei, mas precisava descontar em algo.
Takuya — É, e o alvo fomos nós.
Hotaru — Vocês querem levantar do chão?
Kouma — Parece que eles estão fazendo aquele jogo de amontoar, hahahahah.
Balat — Sério? Quero participar. — Balat levantou-se rapidamente, e pulou por cima dos 5 que estavam no chão. — LÁ VOU EU.
Foster — BALAT, NÃ-
E assim, um incrível grito de dor foi ouvido, e finalmente todos voltaram ao jantar, onde terminaram suas refeições, e finalmente, depois de alguns procedimentos, todos estavam se preparando para dormir, pois Servant estava distribuindo travesseiros e cobertores.
Hotaru — Faz tempo que eu não durmo em um travesseiro. Tem camas por aí?
Servant — Não será necessário, o chão do Nulo se ajusta à textura que você quer, quando não está em batalha.
Hotaru — E isso quer dizer…?
Servant — Quer dizer-
Momo — Quer dizer que se você dormir em uma cama, ou no chão, não importa, vai ser fofinho. — Respondeu a garota, com seu conjunto debaixo do braço.
Servant — Obrigado.
Hotaru — Entendi. Ei, Momo, onde você vai? — Perguntou, já que percebeu que a garota de cabelos roxos se afastava.
Momo — Ah, sim, eu preciso falar com o Kouma rapidinho.
Hotaru — Aaah, entendi. Mas a promessa continua de pé, né? Você me prometeu que dormiria perto de mim essa noite.
Momo — Claro, sem problemas. Ache um bom lugar, que eu já irei lá.
Hotaru — Certo.
Servant — Tem mais alguém para pegar essas coisas de dormir?
Takuya — Só eu.
Servant — Pois bem, aqui está. — Entregou para Takuya, que agradeceu.
Enquanto isso, Momo, que procurava Kouma, finalmente o encontrou, e ele já estava deitado, olhando para o céu esbranquiçado do nulo, com os braços atrás de sua nuca, e apoiados no travesseiro.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Momo — Kouma. Ei, Kouma. — Chamou, conseguindo a atenção do garoto, que a olhou e sorriu.
Kouma — Ah, Olá Momo. Precisa de algo?
Momo — Não exatamente, é que…
Kouma — O que foi? Quer dormir aqui comigo?
Momo — Não… é que… ESPERA AÍ, QUE TIPO DE PERGUNTA É ESSA, RYUUMA KOUMA? PERVERTIDO. — Perguntou, irritada, porém ruborizada.
Kouma — Hã? o que? AH… Meu deus… — Falou, finalmente notando o que havia falado. — eu não percebi o que falei, desculpe. Mas bem, o que você quer?
Momo — Eu queria saber se aquela sensação ruim que você estava sentindo mais cedo cessou...
Kouma — Ah, aquilo… Pra falar a verdade… parece que ela só aumentou. Eu consegui ignorar durante o dia, até na hora do jantar, enquanto eu me divertia com todos, mas quando eu parei, e me deitei para descansar, ela voltou com tudo…
Momo — Que droga… Tem algo que eu possa fazer?
Kouma — Realmente, acho que não. Deve ser só um início de resfriado, ou cansaço. Não se preocupe.
Momo — Mesmo? Pois bem, vou acreditar em você, mocinho.
Kouma — Pode confiar, doutora. — colocou a mão em seu bíceps, para mostrar que era forte.
Momo — Bom, você sabe, se precisar conversar, sabe onde me encontrar. Torço para que você melhore até amanhã.
Kouma — Eu também, Momo… eu também. Acho que só preciso dormir um pouco… Existem dias em que você simplesmente acorda estranho, sabe?
Momo — Claro que sim, é normal. Pois bem, então, boa noite. até amanhã, Kouma. Durma bem. — Respondeu, começando a se afastar, enquanto virava meia volta, e ia em busca de Hotaru.
Kouma — Boa noite. — sorriu, olhando sua amiga indo embora.
Momo — (Realmente espero que ele fique bem… ver aquele garoto animado que eu conheci há 2 dias nesses estado me deixa muito triste.) — Pensava consigo mesma, enquanto caminhava para longe do garoto, que virou para o outro lado, para tentar dormir.
Kouma — Droga, por que? Eu ainda estou... com esse mau pressentimento...? — Com essa frase dita, o garoto finalmente dormiu, devido à sua exaustão por causa de todo o treinamento e gasto de energia, tendo sua mão apertando o peito enquanto apagava. — Droga…
Na manhã seguinte, Kouma foi o primeiro a acordar, já que estava acostumado com os horários de Koji, então, quando o relógio marcou 06:30, Kouma levantou e começou a fazer alguns exercícios e alongamentos, como faria em sua rotina normal. Ele respirou fundo, e percebendo que a sensação estranha havia sumido, sorriu. Enquanto se alongava e caminhava pelo nulo para aquecer seus músculos, ele olhava para seus companheiros, que dormiam, todos de sua própria forma, e os deixavam de certa maneira agradáveis ao olhar. Takuya, por exemplo, estava dormindo sentado, de braços cruzados, e recostado sobre um pilar de terra criado por seu elemento, estando apenas com uma pequena malha branca tapando suas pernas, para aquecê-las. Enquanto isso, em um outro local, Shizumi dormia profundamente usando suas asas como cobertores, e ao seu lado, Winra usava uma venda que tinha um símbolo de carregamento. Perto dali, Hikari dormia em uma posição angelical, com seus dedos estando entrelaçados e em cima de seu tórax, já que ela dormia de barriga para cima. Os gêmeos Tyler e Nancy naturalmente dormiam juntos, mas um virado para cada lado, e por algum motivo, eles estavam de mãos dadas, ao mesmo tempo em que pareciam sonhar. Aikawa e Shun também dormiam juntos, e diferente dos irmãos, eles dormiam com seus rostos virados um para o outro, estando Aikawa com uma mão por dentro do sua camiseta e outra abaixo de sua cabeça, assim como Shun, que fazia o mesmo, mas ao invés de estar com a mão dentro da camiseta, estava no bolso da calça. Balat, por sua vez, dormia completamente jogado no chão, com os braços e pernas abertas, com direito a ronco, que foi abafado pelo fato dele estar bem distante dos outros. Momo por sua vez, tinha criado duas árvores e uma rede feita de cipós para dormir, e no encosto da árvore, Hotaru estava dormindo agarrada à sua guitarra de cor avermelhada. Por fim, Foster era o mais solitário de todos, dormindo sozinho, afastado de seus companheiros, e em seu gorro de dormir, estava escrito "contato humano em excesso é prejudicial para a saúde. "
Kouma — Hahaha, vocês são demais.
Servant — Eu hei de concordar, eles deram tudo de si no treinamento ontem, não me espanto que estejam dormindo tão bem. — Respondeu, aparecendo ao lado do jovem soldado, e quase levando um soco por ter assustado o mesmo.
Kouma — AAAAAH, SERVANT... Não me assusta assim, cara, eu só tenho 19 anos, não quero morrer de infarto. — Gritou, colocando a mão no peito. — Desde quando está aqui?
Servant — Desde o momento em que você se mexeu, eu acordei e apenas estava o observando. Eu sei o que acontece em cada milímetro desse lugar, por praticamente fazer parte dele, então eu sei quando uma mísera pulga se move aqui.
Kouma — Entendo. Você vai deixá-los dormir até que hora?
Servant — Acredito que 7:30, para começarmos às 8:30 está bom, não?
Kouma — Sim, precisamos treinar desde cedo.
Servant — Eu me pergunto as vezes, senhor Kouma... Será que o Koji não vai notar que vocês vão ficar um pouco forte demais? O que ele ganha exatamente em ter deixado os outros hospedeiros saírem para treinar em outro lugar? A lógica não seria deixá-los fracos?
Kouma — S-senhor? — Ficou sem jeito, por ser tratado de maneira tão formal. — Bem... Quando você pensa dessa forma, fica realmente complicado. Acho que ele não se importa muito se a gente treina ou não, já que ele é o monge elemental, e tem tanta confiança em sua própria força. Aposto que ele só fez isso pra tirar algum peso que ele deve ter bem no fundo da consciência, e também porque eu joguei toda a merda no ventilador. Pra ele, acho que não tem diferença em sermos formigas ou besouros.
Servant — O que quer dizer com isso, senhor Kouma? Não consegui compreender com clareza.
Kouma — Bem... Fortes ou não, pra ele continuaremos sendo meros insetos.
Servant — Oh… Acredito que entendi. Mas e então Kouma, aquela sensação ruim que você tinha ontem, sumiu?
Kouma — Sim, agora eu estou bem melhor. E você, Servant? Como está?
Servant — Ah, bem...
Os dois continuaram conversando por cerca de 30 minutos, falando sobre vários assuntos, ao mesmo tempo em que Kouma continuava seus exercícios matinais, até que de repente, um portal enorme apareceu bem diante deles, os jogando para trás com fúria.
Kouma — WAAAAH. O que diabos é isso? — Perguntou, espantado.
Servant — Koji? O que ele quer aqui tão cedo? Droga... Vou mudar o meu jeito de me portar agora, desculpe Kouma. — sussurrou.
Kouma — Sem problemas...
Koji — BOM DIA A TODOS. — Gritou, saindo do portal e expressando uma felicidade descomunal. — Como vão, senhores?
Servant — Bom dia, Senhor Koji. Estou maravilhosamente bem, obrigado por perguntar. Vejo que também está feliz. — Falou, curvando-se.
Koji — Sua visão está ótima como sempre, meu caro amigo.
Kouma — O que? Por que está tão feliz? Você não costuma ser tão expressivo.
Koji — Cale a boca, garoto, hoje o dia começou ótimo. Ei, espere um pouco, o que significa isso? Por que só o Kouma está acordado? Todos estão dormindo ainda? Já são 7 da manhã, isso é hora de todos estarem de pé.
Servant — Oh, me desculpe, Senhor. Nós tivemos um treinamento bastante rígido ontem, então pensei que poderia deixá-los dormindo mais um pouco. Devo acordá-los?
Koji — Por favor. Se ninguém ver a novidade que eu trouxe, não tem graça nenhuma.
Kouma — Novidade? Do que está falando agora? — Perguntou, curioso.
Koji — Apenas espere, jovem, você vai descobrir em breve. Servant, o que está esperando?
Servant — Oh, sim, certo, desculpe, me distraí. Brutal Blade, criação. — Ao falar isso, um total de 12 mãos surgiram do solo e trouxeram todos os hospedeiros ainda dormindo para perto de si, e após isso, virou-as na vertical e soltou todos no ar, de pé, fazendo-os acordar no susto.
Todos — AAAAH. — Gritaram, por estar com a sensação que iriam cair.
Momo — Servant, o que isso significa? Não seria mais fácil apenas nos acordar normalmente? — Perguntou, após equilibrar-se corretamente.
Balat — Ai, minha bunda... — O grandalhão que dormia mesmo caindo, só acordou depois de cair de costas no chão. — por que nos acordou desse jeito?
Tyler — Eu não tô...
Nancy — entendendo nada.
Servant — Ei, ei, se acalmem, apenas acordei vocês pois o Koji está aqui. E aparentemente ele tem algo pra nos contar.
Aikawa — O que você teria para nos contar às 7 da manhã? — Perguntou, voltando sua atenção ao monge, que sorria.
Koji — Tudo bem, tudo bem, vejo que vocês estão curiosos, então chega de enrolação, vamos direto ao que importa.
Winra — Olha, na verdade eu não dou a mínima, mas já que você acordou a gente só pra isso, vamos lá né. — bocejou, coçando os olhos.
Koji — Calem a boca, pois o assunto interessa vocês.
Momo — Interessa a gente? O que poderia ser?
Koji — Pois bem, já que estão curiosos, eu digo. UM NOVO HOSPEDEIRO ELEMENTAL ACABA DE NASCER. — Ao falar isso, expressando completa felicidade, todos no ambiente, e principalmente Kouma, deixaram sua face mais séria, e também mais tensa, e começaram a olhar a situação com outros olhos.
Takuya — Como é? Eu não acredito.
Kouma — OUTRO HOSPEDEIRO? Você não pode estar falando sério...
Koji — Haha, vocês sabem que eu não viria aqui para mentir.
Shizumi — Seu desgraçado, você é o pior.
Koji — Obrigado, Shizumi. Não sabia que gostaria tanto da notícia ao ponto de me elogiar.
Shizumi — O que? Desgraçado...
Kouma — Droga... (Que estranho... Aquele sentimento ruim está voltando por algum motivo). — Pensou, enquanto olhava para o monge, com feição séria.
Shun — E onde está esse novo hospedeiro? Ele já está aqui?
Shizumi — Shun. Que pergunta é essa? Você já aceitou isso, assim, numa boa?
Shun — Ei, acalme-se. Eu sei como se sentem, mas o que está feito, está feito. O que nos resta é conhecer esse novo hospedeiro e acolhê-lo, não acham?
Kouma — Por esse lado... Você tem razão.(Mesmo falando isso... Por que eu estou com essa vontade de chorar?) — Continuava interagindo, enquanto tentava entender o que se passava em seu interior, e assim cerrou o punho.
Koji — Gostei de sua fala, Shun.
Shun — Ela não foi para te agradar, foi só para evitar mais discussões.
Koji — A cada dia eu vejo o quão ingratos vocês se tornaram. Mas bem, isso não impo-
Kouma — PELO AMOR DE DEUS, SEU VELHO DESGRAÇADO, MOSTRE LOGO SUA NOVA CRIAÇÃO DESUMANA, VOCÊ ESTÁ ENROLANDO DEMAIS. — Interrompeu Koji, gritando.
Servant — Senhor Kouma? — Espantou-se com a atitude de Kouma, começando a observá-lo.
Koji — Mas que insolência… Não, pensando melhor... ele tem razão, Servant. E aposto que ele já entendeu a situação também. Pois bem, se é assim, entre... Nova hospedeira do fogo... Yanizuma... Kaya. — Ao falar isso, a garota de cabelos vermelhos passou pelo portal, em passos lentos, estando com um olho roxo, ferimentos nos braços, e machucados na boca e rosto, e olhava para Koji com um semblante de medo inexplicável.
Kaya — ... B-bom dia a todos…
Kouma — Espera aí... K-K-Kaya? — O jovem, ao ver a garota ruiva passar pelo portal, finalmente entendeu o que todas aquelas sensações ruins significavam, e toda angústia que sentia, se transformou em fúria, fazendo-o cerrar o punho. e emanar energia por seu corpo. — Koji...
Kaya — KOUMA. — A jovem, ao ver o ex-soldado, quis correr até ele, com lágrimas nos olhos e medo em seu semblante, mas foi interrompida quando Koji segurou-a pelo braço bruscamente, fazendo-a voltar para seu lado.
Koji — Ainda não... Vocês terão muito tempo pra conversar depois. Eu não acabei de falar ainda, fique quieta. — Ordenou, olhando feio para a garota.
Kaya — N-n-não... ME SOLTA, ME SOLTAAAAA. — A garota, que estava em pânico, começou a gritar, desesperada, até que Koji a calou, desferindo um tapa em seu rosto, que a largou deitada no chão, com lágrimas nos olhos e uma de suas mãos cobrindo o local do tapa. — N-não... Precisava disso...
Koji — Eu disse... para se calar. — Ao falar isso, notou que um vulto apareceu em sua frente, e com isso, apenas defendeu facilmente, e de mãos nuas o que era um ataque surpresa realizado por Kouma, que ficou mais furioso ainda vendo tal cena, e pegou a lâmina da espada do garoto entre dois dedos de sua mão — Você tentou fazer algo? — Falou, em tom calmo e tranquilo, ao mesmo tempo em que repeliu o garoto para trás com uma rajada de energia que se originou de sua mão.
Kouma — GWAAAH... — Gritou, sendo jogado longe, mas se recuperou e caiu de pé, ficando em posição de batalha. — COMO VOCÊ OUSA FAZER ISSO COM SUA PRÓPRIA FILHA, SEU MALDITO? A KAYA NÃO TEM NADA A VER COM ISSO, VOCÊ SABE MUITO BEM AS CONDIÇÕES EM QUE ELA ESTÁ. O QUÃO DESUMANO VOCÊ É?
Koji — Que incrível, eu venho trazer novidades e já tenho que ouvir desaforos... Jovem ingrato.
Kouma — Eu vou enfiar essa ingratidão que você tanto fala no seu… — Fez a energia de seu elemento transbordar em sua espada.
Kaya — KOUMA, NÃO FAÇA NADA. — A garota, preocupada, pediu para Kouma recuar. — Não piore a situação, eu estou bem...
Kouma — Mas... Kaya... Droga, tudo bem. — Comovido pela súplica da garota ruiva, ele apenas fez sua espada sumir de suas mãos, olhando-a com preocupação.
Koji — Pois bem... Eu posso continuar falando?
Servant — Por favor, prossiga, Senhor Koji. Não haverão mais incômodos, não é pessoal? — Olhou para todos, piscando um olho, sem Koji perceber.
Hospedeiros — Tudo bem.
Koji — Bom, então, como sabem, Kaya é minha filha, e agora ela também é uma de vocês. O experimento foi difícil, mas agora, ela também possui poderes.
Kaya — ... — A garota, que ainda estava no chão, apenas virou o rosto, enquanto lágrimas caíam no chão.
Servant — Isso é... incrível, Koji. — Tremeu sua mão, com raiva, tentando disfarçar seu sentimento com sua atuação. — Então era isso que você foi fazer ontem quando disse que estava com pressa e precisava sair? — Perguntou, enquanto batia algumas palmas de forma falsa.
Koji — Bingo. Eu deixei o Kouma aqui propositalmente, assim poderia completar meu objetivo. Não sou um gênio?
Shizumi — Gênio? Você não passa de um monstro...
Koji — Um monstro com mentalidade humana, isso não é excitante? Isso exala uma sensação incrível de perigo.
Kouma — Você já terminou?
Koji — Hã? O que quer dizer?
Kouma — Se já terminou o que tinha pra tratar aqui no nulo, saia.
Koji — Mas que impaciência toda é essa, garoto? Eu vou ter que te ensinar bons modos depois de 6 meses?
Kouma — Koji, você acordou praticamente todos nós para vir mostrar mais um de seus experimentos e se gabar de quanto é poderoso, não é? Bom, você já trouxe a Kaya até aqui, que era o objetivo principal, então, se não tem mais nada a tratar, retire-se, pois sabe que não é bem-vindo.
Koji — Como é? Você está se achando muito, garoto. Mas você tem razão, eu não tenho mais nada para fazer, então não tem porque continuar aqui. Adeus, hospedeiros, e Kouma, cuide bem da Kaya e do meu neto, ouviu? — Ao falar isso, Koji abriu um portal, e saiu daquele local, rindo de uma forma maligna.
Kouma — MORRA, SEU MANÍACO. — Gritou, ainda com raiva, jogando sua espada perto do portal que havia se fechado. — Mas mais importante...KAYA. — No exato momento em que Koji saiu, o garoto Gritou em desespero, correndo até a garota, ajudando ela a se levantar. — Querida, você está bem?
Kaya — Kouma... — A garota, ainda em choque, apenas abraçou o rapaz, que retribuiu, passando a mão em seus cabelos vermelhos. — Ei, pronto, pronto, está tudo bem agora, aquele desgraçado já foi.
Takuya — Kouma, o que isso significa? Por que você ficou tão irritado com o Koji? Podia ser qualquer um.
Kouma — Takuya, você usaria sua própria filha como um experimento? — Perguntou com tom de fúria.
Takuya — Entendo... É, você tem razão… Esse cara realmente não tem respeito por nada...
Kouma — A Kaya não tem nada a ver com toda essa história, ela não tem culpa de ter um pai tão odiável. E mais, eu nunca perdoo quando alguém faz mal a alguém que eu amo, e a Kaya, é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. — Falando isso enquanto ainda estava abraçado na garota, ela o apertou ainda mais forte, começando a chorar.
Kouma — Ei, ei, está tudo bem agora, Kaya.
Momo — Vocês são um belo casal. Mas ei, Kouma, o que o Koji quis dizer com "meu neto"? Por acaso...
Kaya — Sim... Eu estou grávida, Momo. — A garota respondeu, enxugando algumas lágrimas, e sorrindo, com dificuldades.
Momo — Meu deus, meus parabéns. — A garota sorriu, colocando as mãos sobre a boca, devido à surpresa.
Kouma — Hã, Kaya, você já os conhece?
Kaya — Sim... eu tinha que visitar o celeiro algumas vezes, e também auxiliei no treinamento deles quando chegaram. — Falou, finalmente levantando-se, com o auxílio de Kouma.
Kouma — Entendo... — Falou, finalmente soltando a garota, que parecia estar mais calma. — Droga, eu estou me sentindo um inútil... Todas aquelas sensações ruins que eu tive ontem, elas estavam me avisando que você estava em perigo, mas eu não consegui decifrar. Me desculpe, eu sou um homem terrível. — Ajoelhou-se na frente da garota, pedindo perdão ao se curvar.
Kaya — Ei, ei, está tudo bem agora. Você não tinha o que fazer, aposto que ele tinha tudo planejado.
Kouma — Entendo… esse velho é muito astuto… e eu vejo que você está toda machucada… O que ele fez com você?
Kaya — Bom… basicamente ele aproveitou o fato de que não havia ninguém para impedi-lo, e tentou me forçar a fazer o experimento. Eu resisti o máximo que pude, mas chegou um momento em que as agressões começaram a ficar cada vez mais pesadas, e eu tive que proteger nosso filho… — Passou a mão em sua barriga, querendo chorar novamente.
Kouma — Koji… aquele... desgraçado.
Momo — Ei, Kaya, você quer que eu e a Hikari verifiquemos se está tudo bem com a criança?
Hikari — Isso, eu geralmente não gosto de usar meus poderes de cura, mas nesse caso eu seria muito egoísta de não cooperar.
Kaya — Ah, bem, eu sinto que ela está viva aqui comigo, mas é sempre ótimo confirmar.
Hotaru — Ei, isso pode ser um trabalho pra mim também, sabiam? — A garota, se sentindo excluída, chegou empurrando Momo, que sorriu.
Momo — É verdade, faz sentido. Use seus poderes para escutar o coração do bebê, Hotaru.
Hotaru — E não vai ser só isso, também farei um ultrassom.
Kaya — Nossa, ótimo. Melhor ainda.
Hotaru — Ok, vejamos… — A garota, então, colocou suas mãos suavemente sobre a barriga de Kaya, e começou a enviar uma energia quase transparente para ela, fazendo seus cabelos se levantarem suavemente, enquanto fechava os olhos. — Hmm… Ok, estou ouvindo o coração. Ele está bem, Kaya.
Kouma — “Ele?” — Perguntou, fazendo aspas com as mãos.
Hotaru — Hahaha, sim… muito provavelmente é um menino, Kouma.
Kaya — Oh, que ótima notícia. O que acha, Kouma? — Perguntou, olhando para o ex-soldado, que estava em prantos. — Kouma?
Kouma — Não se preocupe… Saber que meu filho está bem, e que dentro de alguns meses ele estará entre nós… Isso me emocionou. É um choro de felicidade. — Sorriu, enquanto chorava.
Kaya — Hahaha, você é mesmo um coração mole.
Balat — Eu te entendo completamente, Kouma. — Falou, chegando ao lado de Kouma, também estando em prantos.
Kaya — HAHAHA, você é demais, Balat.
Balat — Ei, não ria, as lágrimas de um homem são coisas preciosas. — Falou, ainda chorando.
Servant — Ei… pessoal, desculpem interromper, mas é necessário. — Se embrenhou no meio dos hospedeiros, para chegar em Kaya. — Olá, Kaya. É muito bom te ver de novo. — Ajoelhou-se na frente da garota, estendendo sua mão à ela, que segurou a mão do ser esbranquiçado de bom grado.
Kaya — Olá, Sh...Servant… também é bom te reencontrar. E você sabe que não precisa se curvar diante de mim.
Servant — Não, eu preciso me curvar sim, você merece. Desculpe pelo fato de nosso reencontro ser dentro dessas condições tão obscuras, mas faremos de tudo para sua estadia ser a melhor de todas, pode ter certeza. — Falou, beijando a mão da garota.
Kaya — Eu também sinto muito por você me ver nessas condições horríveis… Toda suja, desarrumada, e com o rosto inchado por causa de lágrimas. Mas eu peço… por favor, me trate normalmente, como qualquer um aqui. Não quero tratamento especial apenas por causa de meu pai.
Servant — Ok, tudo bem… Se é isso que você deseja, por mim tudo bem. Mas o tratamento certamente não era por causa de seu pai. Você sabe o asco que eu sinto realmente por ele, princesa.
Kaya — Ai, não… Por favor, não me chame disso também. Me chame de Kaya, Servant.
Servant — Tudo bem… Como desejar. — Levantou-se, curvando-se logo em seguida, para colocar-se à disposição.
Kouma — O que? O que ele quis dizer com “Princesa?”
Kaya — Ah… é uma longa história… Eu realmente não quero ter que explicar isso nesse momento.
Kouma — Ah, sim, ok, sem problemas.
Hikari — Ei, a única princesa aqui sou eu, Kaya. Não venha pegar o bonde andando e querer sentar na janela. Esse posto é meu, você não vai roubar.
Kaya — Não se preocupe, Hikari, eu nunca faria isso. — Sorriu.
Hikari — Bom mesmo.
Hotaru — Aliás, o que foi aquele “Sh”, quando estava falando com o Servant, Kaya? Eu percebi uma mudança no seu tom.
Kaya — Ah… nada, eu me confundi por um momento. Não se preocupe.
Hotaru — Ah… bom, tudo bem então. — falou, desconfiada.
Servant — Bom, que tal aproveitarmos que estamos todos acordados e já ir tomar o café da manhã? Depois podemos descontar a raiva no treinamento, já que agora tem uma nova aliada para ajudar vocês.
Takuya — Eu acho uma ideia ótima.
Momo e Winra — Eu concordo. — Falaram, espreguiçando-se.
Kaya — Ah… Servant... sobre isso, eu tenho uma coisa para relatar.
Servant — Sim, o que seria, pri- Kaya?
Kaya — Eu declaro a partir daqui, que não vou participar dos treinamentos. Já peço desculpas de antemão, mas minha prioridade agora é cuidar do meu filho, e eu não quero arriscar perdê-lo, com toda essa movimentação brusca dos treinamentos.
Kouma — Nossa, que alívio… Eu também não iria querer que você se esforçasse demais, isso ia ser horrível.
Servant — Oh… Ah, claro… Eu estava tão confuso com o fato de você estar conosco que nem raciocinei direito. Ok, você está isenta dos treinamentos, Kaya. Pode cuidar tranquila da criança.
Kaya — Ei, mas espere aí… Eu não disse que não iria treinar, e ficaria vadiando. Eu disse que não treinaria com vocês, por causa de toda a agitação. Eu vou utilizar um método próprio para me fortalecer, então vocês não precisam se preocupar comigo sendo um fardo. Meu pai vai se arrepender profundamente de ter me dado esses poderes, quando eu desintegrar a cara daquele maldito com minhas chamas. — Fechou seu punho, fazendo fogo envolvê-lo.
Kouma — K-Kaya? Eu nunca vi você irritada desse jeito…
Kaya — Eu não costumo ficar séria facilmente, mas toda essa situação realmente mexeu comigo.
Kouma — Te entendo completamente…
Servant — Bom, se você vai treinar à sua própria maneira, está ótimo pra mim. Mas você ainda aceita aquele café da manhã?
Kaya — Hahaha, você é o máximo, Servant. Aceito sim. Vamos lá, Kouma?
Kouma — É claro, eu também estou morrendo de fome. Pessoal, vamos lá?
Hospedeiros — VAMOS LÁ. — Gritaram, animados, indo até a mesa, para tomar seu café da manhã e se preparar para mais um dia de treinamento.
E assim, passaram-se 3 meses, e os 13 hospedeiros continuavam seu treinamento diário com Servant, enquanto Kaya treinava de outra forma, fortalecendo sua mente. Em uma tarde, durante o intervalo de um treinamento, Kouma foi até Kaya, e encontrou a garota meditando, enquanto uma aura vermelha envolvia seu corpo.
Kouma — Kaya, o que está fazendo? — Perguntou, vendo a garota sentada, com as pernas cruzadas, braços abertos e olhos fechados.
Kaya — Silêncio, querido… Vou perder minha concentração.
Kouma — Concentração? Concentração pro que? — Perguntou novamente, encostando na bochecha de Kaya constantemente, fazendo uma veia nascer na testa da ruiva, que rapidamente afundou a cabeça de Kouma no chão com um soco. — GWAAAH. POR QUE FEZ ISSO?
Kaya — Bom, é isso o que você ganha por tirar minha concentração. Agora você tem minha atenção. O que você quer?
Kouma — Ai… Minha nossa, sua mão parece mais pesada do que nunca, haha. — Falou, sentando-se no chão, enquanto coçava sua cabeça. — Eu só queria saber o que você estava fazendo.
Kaya — Ah, sim. Bom, como eu estou incapaz de treinar fisicamente por causa do nosso menino aqui, eu imaginei que poderia treinar acessando meu subconsciente, e treinar mentalmente.
Kouma — Treinar mentalmente? Como isso ajudaria?
Kaya — Kouma, todos têm uma fera dentro de si, só é preciso encontrá-la.
Kouma — O que você quer dizer?
Kaya — Haha, deixe pra lá… Na hora certa você vai descobrir. O que importa é que dessa maneira, eu consigo ficar mais forte, mesmo sem me esforçar tanto.
Kouma — Entendo… Mas mais importante, amanhã fazem 6 meses… estou feliz que você está aqui comigo.
Kaya — Sim... Agora eu vejo, que se tornar uma hospedeira talvez não tenha sido algo tão ruim. Minha vida melhorou muito convivendo apenas com o homem que eu amo e meus amigos, e vendo menos aquele monge maldito.
Kouma — Ter você junto a mim nesse lugar é uma das minhas motivações diárias para continuar treinando. — Sorriu para Kaya, que sorriu de volta, e afagou o cabelo de Kouma.
Kouma — Cara… Já são 6 meses… Ah, carinha, eu queria tanto ver você logo. — Falou, passando a mão na barriga de Kaya, e no momento em que recostou sua cabeça sobre ela, levou um chute na bochecha, que veio do bebê. — ELE ME CHUTOU… QUE EMOÇÃO.
Kaya — Hahaha, é claro que ele iria chutar, tem alguém dando uma cabeçada nele, ele está se defendendo.
Kouma — Engraçadinha.
Kaya — É incrível… sua presença está muito mais poderosa do que três meses atrás. Você vem trabalhando muito, querido, estou impressionada.
Kouma — Sim, eu quero ficar o mais forte que puder para conseguir bater de frente com o Koji de qualquer jeito.
Kaya — Falando nisso, desde que ele me jogou aqui naquele dia, ele nunca mais apareceu, não é? Que estranho.
Kouma — Sim, realmente. Isso me preocupa. A vantagem de estarmos no Nulo é ele não poder interferir no nosso treinamento, mas a desvantagem é não ficarmos sabendo de nada do mundo exterior.
Kaya — Sim… O que será que ele está fazendo? Para não vir nos infernizar, ele deve estar ocupado com alguma coisa.
Kouma — Sim… Será que ele está atrás de conseguir o 15º elemento?
Kaya — Não… Acho improvável que seja isso. Ele não conseguiria pegar tão facilmente.
Kouma — O que você quer dizer com isso?
Kaya — Deixe pra lá. Bem, Kouma, eu estava meditando aqui, mas eu iria ir para o campo de treinamento de vocês nesse momento. Você vem comigo?
Kouma — O-o que? Você vai lutar conosco?
Kaya — Não, óbvio que não, Kouma, você enlouqueceu? Eu quero conversar com todos, fazer uma reunião rápida.
Kouma — Ah, entendo… Pois bem, vamos então. — Apontou seu dedo na direção onde estavam seus companheiros, e assim, os dois dirigiram-se ao local, conversando, até chegarem na área designada, onde a primeira cena que viram foi Aikawa e Takuya medindo forças, com o garoto de cabelos verdes avançando com seu tridente contra Takuya, e este revidando colocando suas duas lâminas entre os espaços das três lâminas da arma de seu oponente. Os dois empurravam com todas as forças, chegando a empurrar um pouco do solo para trás. Enquanto isso, Winra treinava com Hotaru, Momo e Hikari, e Servant desviava, já com um pouco mais de esforço dos golpes de Shizumi, Foster e Shun.
Kaya — Eles parecem empolgados, não é?
Kouma — Claro, aliás, os dois mais poderosos do local fazendo uma luta de 1x1, não é algo que se vê todo dia, haha. — Enquanto falava, uma sombra começou a tapar os dois, e em um instante, Kouma colocou a mão para cima e se colocou na frente de Kaya, segurando Balat, que havia vindo voando.
Balat — GWAAAAAAH…
Kouma — BALAT, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — Jogou o grandalhão no chão, com ódio.
Kaya — Mas o que… — Olhou para Kouma, sem entender nada.
Balat — Esse treinamento é divertido, haha.
Nancy — Ei, vocês…
Tyler — Estão bem? — Os gêmeos apareceram, correndo desesperados.
Kouma — Ah, vocês estavam treinando o quanto de gravidade o Balat aguentava novamente? Eu já disse que isso é perigoso. Pode atingir alguém.
Nancy — Ah, desculpe…
Tyler — Vocês se machucaram?
Kaya — Não, estamos bem, mas tomem cuidado.
Balat, Nancy e Tyler — Entendido.
Aikawa — Olha só, se não é a Kaya. — Em um golpe rápido, Aikawa tirou a força que aplicava em seu tridente rapidamente, e isso fez com que Takuya viesse para frente com suas lâminas a toda velocidade, e com isso, Aikawa aplicou um golpe com o cabo do tridente no queixo do garoto, que caiu para trás.
Takuya — GYAAAH. Maldito. — Sentou-se no chão, limpando seu queixo.
Aikawa — Com essa, são 50 vitórias para você, e 50 pra mim.
Takuya — Não se preocupe, eu vou desempatar na próxima.
Aikawa — Aliás, o que traz você aqui, Kaya? — Virou o rosto para a garota ruiva, ignorando Takuya, que criou uma veia em sua cabeça, por ter sido ignorado.
Winra — Ei, garotas, a Kaya está aqui, vamos dar uma pausa. — A garota, que estava confrontando a katana de madeira de Momo e o machado de Hotaru ao mesmo tempo, enquanto chutava o escudo de Hikari, ao ver Kaya, deu um salto para trás, afastando suas três oponentes. Logo depois, todas 4 se aproximaram, para cumprimentar a garota.
Shizumi — O que? A Kaya? Que inusitado. — A garota alada, enquanto atacava o mordomo, ao ver Kaya no local de treinamento, ficou curiosa e parou seu ataque completamente ao de distrair, e Shun teve que a defender, pois Servant quase acertou um golpe com sua espada na garota.
Shun — Preste atenção. Espera, aquela é a Kaya?
Foster — A Kaya? — O garoto, que girava sua maça, esperando oportunidade para atacar, parou do nada, e quando olhou para frente, Servant já havia sumido, e estava junto com os outros.
Servant — Olá, Kaya. Ao que devemos sua presença hoje no campo de treinamento? — Curvou-se para a garota, que sorriu.
Kaya — Hahaha, quantas vezes vou precisar dizer para não me tratar com tanta formalidade?
Shizumi — Hahaha, o Servant gosta mesmo da Kaya. Vamos até lá também, garotos. — Observando a cena, Shizumi recolheu suas asas e fez sua rapieira desaparecer, enquanto chamava seus companheiros para acompanhá-la.
Shun e Foster — Certo. — Concordaram, caminhando e chegando perto dos outros, que conversavam com Kaya e Kouma.
Momo — O que você fez para convencer a Kaya a vir até o campo de treinamento, Kouma?
Hikari — Isso é algo que eu não esperava ver.
Kouma — Aí que está, eu não convenci, ela que quis vir.
Aikawa — O que? Tem algum motivo específico para isso, Kaya? Ou só quis vir para ver nossa rotina?
Kaya — Ah, sim, bem, agora que estão todos aqui, posso falar porque vim até aqui no meio da tarde. Desculpem interromper o treinamento, mas é importante.
Winra — Ah, que nada, todos nós precisamos de uma pausa de vez em quando.
Takuya — Concordo. — Acendeu um cigarro, que foi apagado por Aikawa no momento seguinte. — EI, JÁ DISSE PRA NÃO FAZER ISSO.
Aikawa — Cê vai morrer por causa dessa merda, imbecil. Cala a boca.
Takuya — Hmpf. — Bufando, o rapaz virou o rosto, emburrado.
Kaya — Ei, prestem atenção, por favor. — Bateu algumas palmas para chamar a atenção de todos para si. — Se possível, eu gostaria de pedir um favor a todos vocês.
Aikawa — Favor? Do que você precisaria vindo da gente?
Kaya — Eu sei que vai parecer meio estranho, mas observem. — Com isso dito, a ruiva fez 14 esferas de energia vermelha aparecerem em sua frente, como se fossem bolas de cristal Carmesins. — Vocês podem colocar um pouco da energia elemental de vocês aqui? Eu já preenchi uma com meu próprio poder, mas preciso do de vocês também.
Aikawa — O que? Do que está falando, Kaya?
Momo — Nossa energia elemental? Pra que você iria querer isso?
Kaya — É difícil de explicar, mas eu estou desenvolvendo algo novo, e vou precisar da ajuda de todos.
Kouma — Bom, eu não vejo problemas.
Foster — Não sei…
Kouma — Vamos gente, dêem um voto de confiança para a Kaya. Aposto que ela está criando alguma coisa para contra-atacarmos o Koji, e destruirmos aquele velho.
Hikari — KOUMA. — Gritou, acertando o guarda-chuva que estava pendurado em seu ombro na cabeça do garoto, que gritou de dor.
Kouma — AAAGHH. HIKARI, SUA PRINCESA ESTÚPIDA, POR QUE ME BATEU?
Hikari — Você é um ogro, seu imbecil, cale a boca. Mesmo ele sendo esse monstro, não é delicado nem adequado aos padrões reais falar que vai matar o pai de alguém com uma expressão tão serena. Não posso aceitar uma atitude tão bruta.
Kouma — Droga... As vezes eu esqueço que aquele traste é um ser humano. Desculpe por isso, Kaya. — Se desculpou, e ao olhar para Kaya, viu que a garota estava se segurando para não rir. — Hã? O que foi?
Kaya — Você deveria ver a sua cara de desespero quando a Hikari te acertou. — Apontou, caindo na gargalhada. — Hahahaha, você é muito engraçado Kouma. — Limpou uma lágrima de felicidade que saía de seu olho, após chorar de rir do garoto. — Mas, Hikari, está tudo bem... A partir do momento em que aquele desgraçado me envolveu nos planos desumanos dele, me agrediu e me forçou a virar uma hospedeira, eu não o considero mais meu pai. Ele é só um monstro que precisa ser abatido o mais rápido possível.
Hikari — Bom, se é assim... VAMOS MATÁ-LO. — Gritou, levantando seu guarda-chuva para o alto, e no mesmo instante, Kouma apareceu por trás da garota, desferindo um soco em sua cabeça, que deixou um galo.
Kouma — HIPÓCRITA.
Hikari — AAAAGH, VOCÊ BAGUNÇOU MEU CABELO. QUER BRIGAR, MALDITO? — Abriu seu guarda-chuva, transformando-o em uma espada com escudo em uma fração de segundos.
Kouma — Olha... Eu não vou mentir, eu adoraria fazer a princesa perceber que é na verdade o dragão desse conto medieval. — Materializou sua Katana, ficando em posição de batalha.
Hikari — O QUE VOCÊ DISSE?
Aikawa — Ei, vocês dois, já chega. Isso não é hora de ficar brigando entre si.
Momo — Por que eu não estou surpreso da Hikari estar no meio disso?
Foster — Nada a declarar…
Kaya — Pessoal, agora, por favor, voltando ao que importa… vocês podem me ajudar? É muito importante.
Aikawa — Bem, tudo bem por mim. E quanto a vocês, pessoal? — perguntou para todos, que estavam ao redor.
Hospedeiros — MAS É CLARO QUE SIM. — Gritaram, e assim, todos desejaram um pouco de seu poder elemental dentro de uma das esferas de Kaya, que sorria, com muito orgulho.
Kaya — Obrigada.
Shun — Agora o mínimo que precisamos saber é o que você vai fazer com isso.
Kaya — Digamos que eu preciso para uma técnica secreta. Usando o poder de vocês junto do meu, aposto que consigo fazer algo incrível.
Foster — Hmm… segredos. Que interessante.
Kaya — Confiem em mim, eu sei o que estou fazendo.
Aikawa — Eu não tenho dúvidas.
Kouma — Aliás, Kaya, por que não aproveitamos que estão todos aqui, e contamos a eles sobre o que conversamos outro dia?
Kaya — Hã? Você tem certeza? É uma hora oportuna?
Kouma — Eu não vejo momento melhor.
Hotaru — Do que vocês estão falando? Por que toda essa vibração estranha na voz de vocês?
Kaya — Kouma, por favor.
Kouma — Pois bem, eu vou ser breve. Eu e a Kaya estivemos conversando, e nós decidimos que não queremos criar nosso filho aqui no Nulo. Como qualquer criança normal, ele merece ser criado no mundo lá fora, e se ele crescer no meio de tantas pessoas com poderes, sem ter um também, isso pode fazer mal à ele.
Takuya — Espera aí… O que você está sugerindo?
Kouma — É isso mesmo que você está pensando, Takuya. Nós queremos fugir desse local. E sozinhos, nós temos certeza que não vamos conseguir. Então, nós pensamos em pedir ajuda a todos vocês.
Shizumi — Fugir…? Kouma… — A garota, com feição triste, apenas ajeitou o colar que havia preso em seu pescoço.
Kouma — Shizumi… Eu sei o que aconteceu quando você e o Takuya tentaram, mas agora nós estamos muito mais fortes. Eu não sei vocês, mas eu não quero passar o resto da minha vida nesse local. Eu sei que ele é ótimo, e nós temos a companhia do Servant, que é um mestre muito mais competente e caridoso que o Koji foi, se é que podemos chamar ele assim, mas sinceramente… eu estou sentindo falta do mundo real. Eu sinto falta da liberdade, e também de tudo que a civilização nos proporciona, e aposto que não sou o único.
Kaya — Servant, nós amamos a sua companhia, mas espero que entenda o que estamos tentando dizer.
Servant — Não se preocupe, Kaya. Eu entendo completamente. Se eu pudesse, também daria uma volta no mundo real. Eu apoio completamente a iniciativa de vocês, e de algum jeito, eu sabia que chegaria à isso de alguma forma.
Kouma — E então, pessoal? O que me dizem? Vocês também sentem falta da suas vidas passadas, não é? Dos seus amigos antigos, da sua cidade natal. Sentem, né?
Winra — Kouma, é claro que sentimos falta de tudo isso, mas agora que estamos no nulo, parece que atingimos uma paz que não tínhamos a muito tempo. — Respondeu, dando um suspiro. — Aposto que todos aqui entendem o que você e a Kaya estão sentindo, mas você tem a total ciência do que vai acontecer, se colocarmos uma célula de nosso corpo para fora desse local, não tem?
Takuya — Nós realmente queremos ser livres, tanto quanto vocês, mas… as consequências são muito brutais. — Coçou seu pescoço por baixo de seu colar, idêntico ao de Shizumi.
Kouma — Vocês tem razão… Se nós, por algum motivo, sairmos daqui, nós certamente invocaremos a fúria do Koji, e isso traria severas consequências, mas vocês lembram do objetivo do Servant? O objetivo principal por ele estar nos treinando com tanta paciência, e estar dando tanto de seu suor nisso?
Shun — Agora que você falou…
Aikawa — Servant… você quer que nós matemos o Koji, não é? Porque você mesmo não pode fazer isto.
Servant — É humilhante admitir… mas é a verdade. Eu já expliquei minhas condições, mas eu volto a pedir… por favor, acabem com a loucura do Koji.
Kouma — Viram só? Tendo isso em mente, nós pensamos: “Por que não juntar o útil ao agradável?”, e decidimos que matar o Koji, para fugir logo em seguida, é o melhor cenário para nós.
Kaya — Vejam bem. Nós estamos entre 14 hospedeiros, todos treinando arduamente para se superar e ficar mais poderosos a cada dia, e tudo isso com um único objetivo, que é o de matá-lo. Por que não usamos isso ao nosso favor, para atrairmos ele?
Servant — Vocês são bastante engenhosos, pessoal, mas com o nível atual de poder de vocês, nem se lutassem os 14 com poder total, vocês conseguiriam vencê-lo… Desculpem.
Kaya — Mas Servant, quem disse que precisa ser agora? O Koji não espera nem em um milhão de anos que nós planejemos uma fuga, pois na visão dele, ele já quebrou a vontade de todos, e que nós vamos aceitar essa vida de prisão no Nulo para sempre, então, nós podemos treinar o tempo que for necessário ainda para nos fortalecermos ao máximo.
Shun — Tudo bem, entendemos seu ponto, mas mesmo se treinássemos o bastante, e estivéssemos prontos para fugir, como exatamente faríamos isso? A única entrada e saída para esse lugar são aqueles portais esquisitos que o Koji usa, e não temos nenhum deles disponíveis. — Relembrou a todos, desenhando um pequeno círculo no ar.
Tyler — Ei… na verdade…
Nancy — Eu posso cuidar disso. — Levantou a mão, um pouco tímida, terminando a frase de seu irmão, enquanto todos voltaram-se à ela.
Shun — O que? Do que você está falando, Nancy? Isso não é hora para piadas.
Nancy — Mas não é-
Tyler — Não é piada, seu idiota. Acha mesmo que brincaríamos com algo tão sério? — Dessa vez, ao invés de completar a frase de sua irmã, Tyler interrompeu-a, encarando Shun.
Shun — Espera aí, como é? Você interrompeu a Nancy? Ei… isso nunca tinha acontecido antes… a coisa é mais séria do que eu pensei.
Servant — De fato, o que os irmãos falaram é verdade. Nancy, com seus poderes relacionados à manipulação de espaço, pode por sua vez, criar portais tão perfeitamente quanto Koji, para teletransportar-se. Como vocês descobriram sobre isso?
Nancy — Foi por acaso… Um dia, durante um treinamento com o Tyler e o Balat…
Tyler — Ela teletransportou eu e o Balat para o lado de fora do coliseu com um reflexo, e depois de entendermos o que aconteceu, nós nos demos conta que o que ela havia usado era um portal.
Servant — Incrível…
Tyler — Mas infelizmente…
Nancy — Eu ainda não consigo controlar essa habilidade.
Servant — Entendo… Bem, nada mais justo. Eu irei ajudá-los a aperfeiçoar isso a partir de agora, então.
Momo — Espera um pouco… Quer dizer que… nós realmente temos uma chance de fuga agora? — Colocou a mão na boca, começando a lacrimejar.
Balat — Espera… eu poderei ir para casa, depois de tanto tempo? Isso parece até uma piada de mal gosto, de tão inacreditável. — Escondeu seu rosto com seu braço, para evitar que vissem suas lágrimas.
Winra — Cara… eu não costumo ser sentimental, mas… essa notícia… ela está fazendo meu rosto transbordar, que droga. — Ajoelhou-se, chorando.
Aikawa — Eu não estou acreditando… Isso é incrível… Nancy, Tyler, por causa de vocês, agora nós temos esperança novamente. — O garoto, que sorria, olhou para todos seus companheiros, que fizeram uma feição de gratidão.
Kouma — Tudo o que nos impedia foi por água abaixo...
Kaya — E então, pessoal? O que me dizem? Estão preparados para planejar essa fuga?
Hospedeiros — SIM. — Todos gritaram, com lágrimas nos olhos, enquanto Servant sorria, expressando orgulho.
Servant — (Vocês cresceram muito em três meses… Vou me esforçar para deixar vocês no auge de poder o mais rápido que puder, podem ter certeza). — Pensou, no mesmo momento em que uma lágrima escorreu por seu rosto discretamente.
Kouma — VAMOS FAZER... UMA REVOLUÇÃO. — Ergueu sua espada aos céus, sendo seguido por todos seus companheiros, incluindo Kaya, que revelou uma espada de cor avermelhada, cheia de escamas na composição de sua lâmina.
Hospedeiros — SIIIIM. — Gritaram, esbanjando felicidade.
Fale com o autor