Elements : Apocalypse battles
33 Capítulo 33 : Despedida
Notas iniciais

Após Kaito e seus amigos derrotarem Kuro em uma longa batalha, Koji surgiu no campo de batalha com um corpo jovial, emanando grandes poderes, revelando estar em posse e controle dos 8 elementos que foram coletados pelos hospedeiros, mas para o azar dos mesmos, agora Koji não é mais um aliado. Lutando com todos os hospedeiros, depois de muita resistência por parte deles, o monge fez o grupo se separar em 3 por causa de seus aliados do Nulo, Krydel e Servant, que se juntaram à batalha, e com isso conseguiu retirar o elemento de 3 hospedeiros, ficando agora com 11, faltando apenas 4 para completar seu objetivo de controlador todos os elementos para se tornar um Deus. Além disso, o monge também revelou, em um momento oportuno que na verdade é o avô de Kaito.
Kaito — Koji... Você disse... Que é meu o que...? — Visivelmente abalado com a informação, caiu de joelhos no chão.
Kouma — Kaito... Droga, você não podia ficar sabendo disso no meio da batalha, isso vai afetar seu desempenho. — Preocupou-se, colocando-se na frente do ruivo.
Kaito — Espera... Então... É verdade mesmo? Você não vai nem tentar mentir pra mim ou até mesmo desmentir isso que ele falou?
Kouma — Não, não tenho motivos para isso. Eu pretendia contar tudo mais tarde, mas como você foi exposto à verdade já agora, não vejo motivos para mentir. Você saberia uma hora ou outra, de qualquer forma.
Kaito — Sim, mas... Eu não entendo. Como? O que aconteceu entre vocês dois que se odeiam tanto? Como o Koji é meu avô?
Kouma — Kaito, não é hora pra is-
Koji — A verdade é que é uma história muito longa e complexa para ser explicada tão facilmente, jovem Kaito. — Koji voltou ao campo de batalha, andando calmamente. — Para explicar tudo, é necessário tempo livre, e em minha presença, isso é algo que vocês nunca terão.
Kouma — (Droga, eu o acertei em cheio e ele parece que nunca recebeu um dano sequer. Odeio admitir, mas esse desgraçado é muito poderoso para ser enfrentado sozinho.) — Pensou, cerrando seu punho e segurando sua Heavy Smash com firmeza, enquanto olhava para o campo de batalha, já todo destruído, com Hirako e Wyles inconscientes ao longe e Keima em sua frente no mesmo estado.
Koji — Kouma, você realmente teria que gastar um longo tempo, cerca de horas, para essa criança entender como nossa relação chegou a esse ponto, não é? — Koji ficou à 50m de distância de Kouma e Kaito, e cruzou os braços, observando a interação dos dois Ryuumas.
Kouma — Kaito, eu sei que é difícil eu pedir isso pra você agora, mas eu preciso que você segure o Koji um pouquinho para mim.
Kaito — O que? M-mas... — Respondeu, hesitante, olhando para Koji, que sorriu de forma maligna.
Kouma — Ora, vamos lá, Kaito. Antes de descobrir que ele era seu avô, você estava lutando com ele da maneira certa, tratando ele como o lixo que ele é. Não é só porque você descobriu a verdade, que você precisa mudar sua atitude.
Kaito — É fácil pra você falar isso... Mas eu sou diferente... Eu não estou sabendo lidar muito bem com isso ainda, parece que minha ficha ainda não caiu.
Kouma — Só por causa que você não sabe lidar com o problema, você acha que ele simplesmente vai embora? E mais, só por que descobriu isso, você vai negligenciar tudo o que ele fez?
Kaito — Tudo... o que ele fez? Como assim? Ao perguntar isso, Kouma virou-se e desferiu um tapa no rosto do garoto, que o fez virar para a direita. — Agh... por que fez isso?
Kouma — Cai na real. — Colocou a mão no ombro do garoto. — Olha o campo de batalha, olha todo esse cenário, a situação em que estamos. — Aconselhou, enquanto Kaito, que estava emocionalmente abalado, finalmente prestou atenção novamente no local, que estava completamente destruído, tendo seus amigos derrotados como enfeite.
Kaito — Hirako... Wyles... — Falou, ainda abalado, até o momento em que Kouma segurou a cabeça do garoto e mostrou Keima para ele, que viu que seu irmão que estava desmaiado em uma pequena poça de sangue. — Keima...
Kouma — Você entende agora o que eu quero dizer, certo? — Perguntou para o garoto, que franziu as sobrancelhas e cerrou o punho, levantando-se e emanando uma incrível aura flamejante.
Kaito — Você tem razão, pai. Não é só porque temos um laço sanguíneo, que eu vou perdoa-lo. Koji, seu desgraçado... PREPARE-SE. — Kaito fez sua aura ferver e aumentou seu poder, partindo para cima do velho monge, que descruzou os braços e sorriu, retirando sua God Slayer da bainha. — KOJI, SEU DESGRAÇADO. — Atacou, sendo defendido facilmente pela God Slayer.
[Insira essa OST: Nanatsu no Taizai Season 2 OST — Sunshine]
Koji — Então finalmente resolveu encarar seu querido avô, Kaito? — Perguntou, de maneira irônica, enquanto um sorrisinho de canto de boca tomava conta de seu rosto.
Kaito — Sim, mas tem um problema aí nessa sua frase, vovô. — Kaito intensificou as chamas que saíam de sua espada, confrontando Koji com garra.
Koji — E o que é?
Kaito — VOCÊ NÃO SERÁ QUERIDO PARA MIM... NEM EM UM MILHÃO DE ANOS. — Ao gritar isso, as chamas de Kaito se intensificaram ao extremo, ficando em uma coloração azul, e com isso ele conseguiu lançar Koji longe com sua espada, fazendo o monge ser arrastado pelo campo de batalha.
Koji — Woooooohh. — Resmungou, parando depois de alguns metros. — O que? Como?
Kaito — Você subestimou meu ataque e foi superado, simples. Guardião flamejante. — Proferindo essas palavras, os cabelos de Kaito começaram a pegar fogo, e seus olhos ficaram em uma cor vermelho sangue, enquanto várias escamas apareciam em seus braços e pernas.
Koji – Escamas? Isso me traz lembranças, hahaha. Você vai mesmo me enfrentar apenas com o poder do guardião? Essa Será uma vitória mais fácil do que eu pensava. Eu já derrotei você e seus amigos de uma só vez enquanto estavam nessa forma, só você agora não vai nem me arranhar.
Kaito — E quem disse que eu acabei? — Posicionou-se em frente ao velho, já transformado.
Koji — O que? Ao que se refere? Eu já verifiquei seu poder, você não tem mais nenhuma força adormecida, não blefe comigo, garoto.
Kaito — Mas não é uma força adormecida, é uma bem despertada... — Sorriu, finalmente gritando: — FLAMEJAR. — Ao gritar isso, um enorme vórtice de fogo se formou ao redor de Kaito, fazendo-o pairar nos ares, e então, com um grito, todo o fogo se dissipou e Kaito voltou ao chão, estando agora com sua aura mais poderosa e seu poder maior do que nunca.
Koji — O que? Você está fundindo sua técnica de aumento de poder com sua fusão guardiã? Eu não vou mentir... Você é ousado. Vocês dois...
Kaito — Se eu tiver que utilizar meu trunfo agora, que seja. Eu realmente não estou mais ligando para as consequências. (O que ele quer dizer com dois? Só eu estou aqui. Será que ele está se referindo ao meu pai?) — Respondeu e pensou.
Koji — Interessante, realmente interessante. Isso vai me dar alguma diversão.
Kaito — Pois bem... PREPARE-SE, KOJI. HAAAAAA — Partiu para cima do velho monge, fazendo a lâmina de sua espada ser revestida em chamas
Koji — VENHA. — Respondeu, contra-atacando o golpe de Kaito com sua God Slayer.
[Pare a OST]
Enquanto isso, Kouma, que tinha ficado junto à Keima, estava agora ajoelhado em frente ao garoto que estava recostado sobre uma pedra.
Kouma — Certo... — terminou de ajeita-lo. — Keima, seu idiota, se fazendo de escudo desse jeito tão imprudente para salvar o Kaito, você poderia ter morrido. Agora, enquanto o Kaito chama a atenção daquele maldito velho, eu vou curar você. — Falou, pegando sua espada e colocando-a junto ao ferimento do jovem. — Cura vitalícia. — falando isso, seu corpo começou a brilhar e uma luz branca suave começou a preencher o ferimento que Koji havia feito no garoto, fechando-o e curando-o por completo. — Pronto... Isso pode me custar um pouco, mas se é pelo Keima, eu não me importo.
Keima — Hã...? O que? O que está havendo? — Perguntou, acordando um pouco tonto. — Pai?
Kouma — Keima, que bom que você acordou. Estava ficando preocupado, de verdade.
Keima — O que aconteceu? Não... Espera... MEU FERIMENTO. — Colocou a mão no ombro, percebendo que o ferimento estava completamente fechado e curado, como se nunca tivesse ocorrido. — O que? Onde está? Posso jurar que Koji atravessou sua lâmina em meu corpo antes de eu desmaiar.
Kouma — Sim, e você tem total razão quanto à isso. Ele te feriu, mas eu te curei.
Keima — E como fez isso? Na verdade, desde quando?
Kouma — É uma técnica da Heavy Smash chamado cura vitalícia. Trocando um pouco da minha vitalidade, posso fazer o metabolismo do alvo da técnica trabalhar mais rápido e regenerar ou curar seus ferimentos. Mas essa técnica é bastante cansativa... e dessa vez, por causa da gravidade do seu ferimento, me esforcei um pouco demais...
Keima — Imagino. Obrigado por me curar, pai. Onde está o Kaito?
Kouma — Para conseguir abrir uma brecha para te curar, eu tive que mandar ele lutar com o Koji sozinho.
Keima — O que? Ele não vai conseguir ficar muito tempo lutando com aquele desgraçado sozinho. Nem mesmo o Kizuro conseguiu isso. Preciso ir ajudá-lo. — Tentou levantar-se, mas caiu novamente, estando fraco. — O que? Por que não consigo me mexer?
Kouma — Por dois motivos. Um: Seu corpo já ultrapassou os limites de exaustão de um humano normal faz tempo, e dois: Quando um elemento é retirado de um hospedeiro à força, ele fica sem reações por algum tempo, mas como eu te curei, isso logo volta ao normal. Pensei que já tinha percebido isso, já que derrotou 2 hospedeiros que tentaram pegar seu elemento.
Keima — Entendo... Presumo que eu só esteja acordado agora por causa de sua cura, estou certo?
Kouma — Exatamente. E desculpe por dizer isso, mas sem elemento você não conseguiria encostar nem em um fio de cabelo do Koji.
Keima — Sim, você tem razão... Kaito é o único que ainda pode lutar aqui, não é?
Kouma — Não esqueça de mim, garoto. — Seu um peteleco na testa de Keima. — Eu estou começando a ficar exausto por usar tanta energia vital em tão pouco tempo, mas eu não me importo, se for pra derrotar o Koji, eu faço o que for preciso.
Keima — Ei, pai.
Kouma — O que foi?
Keima — Antes de desmaiar por completo... Eu ouvi o que o Koji falou para o Kaito. Isso é mesmo verdade? O Koji é nosso avô?
Kouma — Infelizmente sim, Keima. Por mais que eu queira negar isso, não posso esconder a verdade de vocês.
Keima — Então foi por isso que eu não achei estranho o nome dele, e sempre tive a sensação de conhecê-lo, desde que o vi pela primeira vez no laboratório.
Kouma — O que? Você tinha a impressão de conhecê-lo? Bom, nossa intuição trabalha de um jeito diferente, eu acho... Só olhando para alguém, você pode saber muita coisa sobre ela.
Keima — Tem razão... Mas eu ainda não entendi como ele é nosso avô. Você não o odeia?
Kouma — O Kaito fez quase exatamente a mesma pergunta, mas não posso respondê-lo agora. Seria injusto com o Kaito.
Keima — Não se preocupe, está tudo bem. Conte na hora que achar mais oportuna. — Ao falar isso, uma grande explosão ocorreu mais à frente, chamando a atenção do jovem e de seu pai. — O que?
Kouma — Deve ter sido o Kaito e o Koji.
Kaito — HAAAAAA. — Lançou uma rajada de chamas azuis na direção do monge, que ergueu uma parede de terra para se defender, e em seguida, chutou-a contra o ruivo, que a cortou em pedaços. Em seguida, o ruivo partiu para cima do monge e os dois começaram a trocar golpes com suas respectivas espadas, até que em um momento, Koji ludibriou Kaito e direcionou sua Dragonborn para o chão, para desferir um ataque, mas no mesmo momento em que seu avô armou o golpe, Kaito juntou as duas mãos e gritou: — ONDA EXPLOSIVA. — Assim, precipitou o ataque e acertou o monge em cheio, o jogando longe, fazendo-o rolar sobre o chão por um pequeno momento, até levantar-se de novo e apontar sua God Slayer para o ruivo, que já empunhava sua Dragonborn novamente. — EU VOU ACABAR COM VOCÊ. — Gritou, partindo para cima do monge novamente, mas dessa vez, Koji apenas pegou a lâmina da Dragonborn com os dedos e jogou seu neto longe.
[Insira essa OST: Wings Of Freedom — Attack On Titan]
Koji — Muito bom, Kaito. Suas habilidades continuam afloradas, mesmo com você estando nesse estado patético de exaustão física e mental.
Kaito — Arf... Grr — Cerrou o punho. — Do que você está falando? Eu estou perfeitamente bem, Koji.
Koji — Isso... Continue fingindo estar a postos para a batalha como se nada tivesse acontecido. Acorde, garoto. Você não parou de lutar desde que chegou no castelo. Kizuro, Kuro, e agora eu, e seu tempo de descanso foi mínimo, seu corpo não conseguiu descansar o suficiente. Eu até poderia dizer que você já ultrapassou os limites de um ser humano faz tempo. Se você fosse um ser humano normal, já teria desmaiado e provavelmente estaria em coma ou morto nesse momento.
Kaito — Que bom... Que eu não sou normal, não é mesmo? — Apoiou a ponta de sua espada no chão, ajoelhando-se e tossindo sangue. — Droga... P-por que? Droga... Droga... — começou a dar socos no chão
Koji — Kaito, você foi tolo. Você já estava cansado, e ainda por cima resolveu vir usando mais poder que em sua forma máxima? Por favor, eu sei que você é melhor que isso.
Kaito — Sim... Você tem razão... Eu fui com tudo... Mas de quer forma, eu não tinha escolha, não é? Se eu não utilizasse tudo o que tinha, eu não conseguiria mantê-lo ocupado. – Tentou sorrir, mas falhou, cuspindo sangue.
Koji — Pensando por esse lado... Você estava entre uma escolha de morte súbita ou consequências para seu corpo.
Kaito — Exatamente. E eu não me importo de destruir meu corpo se for pra acabar com você.
Koji — Entendo. Você e seu pai são iguaizinhos até nisso, isso me irrita. Mas entretanto, agora já está na hora de parar, não é?
Kaito — Hora de parar?
Koji — Você não se importa com seu corpo, não é? E é exatamente por isso que você está caído aí. Olhe que estado deplorável, dá até desgosto dizer que você é meu oponente.
Kaito — Agh... Cale-se... — Colocou-se de pé, cambaleando. — Maldição, eu realmente usei poder demais. Eu mal me aguento em pé. — Enfim admitindo seu erro, sua transformação se desfez e Kaito voltou ao normal, ficando de pé, porém inconsciente.
Koji — Mas vejam só... A determinação desse garoto é mesmo surreal. Posso sentir sua vontade de lutar emanando mesmo agora, isso é incrível. Não lembro de nenhum de meus oponentes que tenha sido derrotado e ficado de pé. Você é realmente um bom garoto. Mas vamos acabar com isso de uma vez. RETORNO AO LAR. — Gritou, revestindo sua lâmina de energia, para assim retirar o poder de Kaito. — MORRA.
[Pare a OST e insira a seguinte: Attack on Titan Fight Theme]
Kouma — ACHO QUE NÃO. — Proferindo essa frase, Kouma deu um salto e parou na frente de Kaito, defendendo-o e sendo acertado em cheio no peito, fazendo um corte diagonal ao longo de seu tronco, que jorrou sangue. — GUUWH — Aguentou bravamente.
Koji — O que? RYUUMA KOUMA, SEU DESGRAÇADO, PARE DE INTERFERIR. — Enfureceu-se, começando a atacar Kouma com diversos golpes, e alguns eram defendidos, mas agora com seu peito aberto, sua dor era tanta que não conseguia defender com precisão.
Kouma — GWAAAAH. — Gritou, sendo acertado por uma investida direto em seu ombro, que o fez dar alguns passos para trás. — Agh... Kaito, eu vou te tirar daqui...
Koji — E como pretende fazer isso? Eu consigo sentir, Kouma. Sua energia vital está agora em 10% apenas. Se você continuar usando o poder da Heavy Smash imprudentemente...
Kouma — Eu estou ciente. Mas não se preocupe, esses 10% restantes são tudo o que eu preciso... – Olhou para Kaito, que continuava desacordado.
Koji — Você está ficando maluco.
Kouma — Não, você está errado... VOCÊ QUE ME DEIXOU MALUCO DESDE QUE EU TE CONHECI. — Avançou, mesmo cheio de ferimentos.
[Pare a Ost e insira esta: The Score — The Fear]
Koji — Você... POR QUE ESSA MALDITA LINHAGEM É TÃO TEIMOSA? EU VOU TE DESINTEGRAR DE UMA VEZ POR TODAS. — Gritou, emanando uma forte aura, que fez todo o chão estremecer, levantando os braços ao céu em expressão de fúria, e nesse momento, Kouma abriu um sorriso.
Kouma — FINALMENTE... VOCÊ BAIXOU A GUARDA, SEU VELHO DECRÉPITO. — Gritou, revestindo sua espada com poder vital e acertando um corte de baixo para cima no monge, indo de seu estômago ao seu olho, parando ajoelhado atrás de Koji, que enfureceu-se completamente.
Koji — GWAAAAAHHHHH, MEU OLHOOOO, SEU MALDITO, ISSO NÃO VAI FICAR BARATO. — Virou-se e levantou sua espada rapidamente para atingir Kouma, que ao tentar fugir, devido ao seu cansaço, ferimentos e falta de energia, tropeçou e foi acertado em cheio, sendo jogado contra uma pedra, enquanto várias e várias gotas de seu sangue passavam por seus olhos.
[Pare a Ost momentânea e insira esta: Reiner and Bertholdt]
Kouma — (O... que são essas coisas? Gotas de sangue? Gotas... Do meu próprio sangue? Meu corpo... Eu quero mexê-lo, mas ele dói tanto... Ainda mais agora... Sem aquilo.) – Olhou para Koji com uma feição que misturava exaustão e raiva, vomitando sangue com isso.
Koji — SEU MALDITO... VOCÊ ESQUECEU... ISSO AQUI. — Gritou, mostrando um braço em sua mão, que foi jogado violentamente no chão, pisoteado e desintegrado pelo monge, e Kouma, ao olhar para seu corpo novamente, notou que a pedra ao qual estava escorado, sem contar suas roupas e a si mesmo, estavam banhado em uma poça de sangue, e agora, aonde ficava seu braço, só existia um sangramento imparável.
Kouma — Energia vital... 5%... Kaito... Droga... Esquece. — Falando consigo mesmo, e ainda perdendo sangue, quase perdendo sua sanidade, Kouma pegou a Heavy Smash que estava ao seu lado com o braço que ainda lhe restou, no caso o direito, e disse em voz baixa: — Cura vitalícia. — Nisso, uma camada de pele e nervos cobriram e estancaram o sangramento.
Koji — Interessante... Me pergunto se você poderia criar outro braço se estivesse em melhor forma.
Kouma — Eu já te respondo... Não... A cura vitalícia... regenera apenas ferimentos leves, em ferimentos graves, ela só ameniza... Agh... A situação.
Koji — Entendo. Mas e então? Vai continuar me enfrentando mesmo sem um braço, general de exército, Ryuuma Kouma? — Perguntou, com seu corpo ensanguentado devido ao corte anterior.
Kouma — Koji... Saiba... Um soldado que prepara armadilhas... É o que vence a guerra. – Levantou-se da pedra ao qual estava escorado, mal se aguentando em pé.
Koji — Hã? Do que está falando?
Kouma — Terceira Espada Sagrada... Elemento especial: vitalidade... Técnica proibida...
Koji — O que? O que você pretende, seu desgraçado? — Quando o monge fez essa pergunta, O homem de cabelos pretos sorriu, deixando sua face completamente escurecida, enquanto seus olhos verdes brilharam.
Kouma – AGONIA... LONGÍNQUA. — Ao falar isso, o corte que Koji havia levado anteriormente começou a jorrar sangue e a arder muito, como se queimasse seu corpo por dentro.
Koji — HWAAAAAHHHHH... O QUE... É ISSO? MALDITOOOOO. AAAAAAAAH. — Gritou de dor, ajoelhando-se e rolando no chão, enquanto sangue continuava jorrando.
Kouma — Agonia longínqua... Com esta técnica... todo oponente a qual eu corte ou já tenha cortado, começará a sentir uma dor insuportável e cairá em agonia por um número de segundos equivalente à sua idade... E bem, não é sempre que eu encontro um oponente de 68 anos, não é mesmo, Yanizuma Koji? – Perguntou, em tom de deboche, enquanto cuspia sangue e começava a cambalear. – Claro, isso não irá matá-lo... mas irá te deixar incapacitado por uns 5 minutos, contando sua recuperação, e esse tempo... É TUDO O QUE EU PRECISO. — Falou, colocando sua Heavy Smash na boca e pegando Kaito com seu braço restante, correndo em alta velocidade para longe dali.
Koji — GYWAAAAAHHHH... VOCÊ PAGARÁ POR ESSA INSOLÊNCIA, RYUUMA KOUMAAAAAAAAAA — Continuou gritando, enquanto sentia mais e mais dor, não conseguindo se levantar.
Enquanto isso, Kouma correu com toda a sua energia de volta até onde estava Keima, ainda com Kaito sendo segurado.
Kouma — (Agh... Droga... Está tudo embaçando... Mas ainda não posso desistir...) — Pensou, enquanto corria e tentava não cambalear, até o momento em que chegou até Keima e caiu no chão, quase desmaiado, mas conseguiu jogar Kaito em segurança em um monte de folhas. — Droga... — Levantou, limpando-se, mas caindo sentado novamente.
Keima — PAI. Que bom que você volt- — Aterrorizando-se com o que viu, arregalou os olhos, dando alguns passos e caiu para trás... O-O QUE HOUVE COM SEU BRAÇO?
Kouma — Não... temos tempo para isso agora. Precisamos acordar o Kaito urgentemente.
Keima — COMO ASSIM NÃO TEMOS TEMPO? VOCÊ PERDEU A DROGA DE UM BRAÇO, CARAMBA.
Kouma — E DAÍ, KEIMA? É SÓ UM BRAÇO.
Keima — "SÓ?" COMO ASSIM VOCÊ CONSEGUE DIZER "SÓ", EM UMA SITUAÇÃO DESSAS? — Sem entender nada, Keima começou a discutir com seu pai. — VOCÊ PERDEU UM MEMBRO, VOCÊ ENTENDE IS-
Kouma — CALE A BOCA, KEIMA. AGORA MESMO. — puxou Kouma por sua camisa com sua mão, o olhando com olhar cansado e furioso.
Keima — O-o que? Em todos os anos da minha infância, você nunca falou com tanto ódio no seu olhar... O que está acontecendo aqui?
Kouma — Keima, escuta, nosso tempo é minúsculo, nós temos 30 segundos até o Koji acordar e pelo menos 5 minutos até ele se curar completamente e vir atrás da gente, você ouviu?
Keima — Se curar? Mas se curar de que? Você conseguiu ferir ele? Ou foi o Kaito?
Kouma — Fui eu. Eu usei um ataque que conseguiu ferrar ele, mas em compensação, minha energia foi pro saco, e em resposta ao meu ataque, ele arrancou meu braço.
Keima — O-o que? P-por que? Esse desgraçado... E ainda se diz meu avô... Eu juro que vou acabar com ele. — Ao falar isso, Kouma deu um soco de leve no ombro do garoto com as costas de sua mão.
[Insira essa Ost: Alan Walker — Faded (Sad version)]
Kouma — Não faça promessas que não pode cumprir, garoto.
Keima — ... — Olhou para o chão, frustrado. — Droga... Desculpe.
Kouma — "Desculpe?" Desculpar você pelo que, keima?
Keima — Olha pai, eu sei que você pediu para eu ficar aqui, mas você voltar com o Kaito todo arrebentado e sem um braço foi demais pra minha cabeça. Eu perdi a linha, foi mal. — Falou, olhando para baixo, e quando notou, estava envolto em um abraço, e Kouma estava acariciando seu cabelo confortavelmente.
Kouma — Está tudo bem, filho. — Por fim, juntou sua testa com a de Keima e deu dois tapinhas em seu rosto, e com isso, Keima começou a chorar. — hã? Filho, você está bem?
Keima — (Pela primeira vez em muito tempo... Você finalmente me chamou de filho...). — pensou consigo mesmo, limpando as lágrimas. — Sim, estou bem, pai. Quanto tempo temos? — Sorriu.
[Pare a Ost]
Kouma — Assim que eu gosto. Temos uns 3 minutos ainda, precisamos acordar o Kaito, mas se usarmos qualquer método convencional, como dar tapas no rosto ou jogar água nele, isso provavelmente só pioraria seu estado atual.
Keima — Justo... Ele já está muito ferido, e ele controla o fogo, ser exposto à água contra a vontade dele com certeza o enfraqueceria mais.
Kouma — De qualquer modo, preciso cura-lo. Cura vitalícia. — Falou, fazendo uma luz em um tom de branco mais denso que o anterior, e tossindo sangue no processo, quase desmaiando devido à uma tontura
Keima — Está tudo bem? O tom da sua cura parece mais... Fraco.
Kouma — Sim, é o cansaço. Não se preocupe. Deixe isso de lado. Mais importante... Você sabe algum outro modo de acorda-lo? Nosso tempo está acabando. Temos cerca de 1 minuto.
Keima — Espera, como você sabe tão precisamente?
Kouma — Desde que eu saí de lá, eu venho cronometrando o tempo mentalmente, e isso exige concentração, então por favor, sem mais perguntas bestas, ok? 50 segundos, ele já deve estar chegando
Keima — Eu... Acho que tem um jeito.
Kouma — Então tente. Vamos.
Keima — Ok... Desculpa por isso, Kaito, sei que é um saco quando isso acontece, mas é necessário. — Falou, chegando perto de seu ouvido e gritando: — KAITO A KIYOMI FOI PEGA PELO KOJI, ELA PRECISA DE VOCÊ. — Na mesma hora em que terminou a frase, Kaito acordou, assustado, e com seus ferimentos curados.
Kaito — ONDE ELA ESTÁ? ONDE ESTÁ O KOJI? EU VOU DESTRUIR ESSE DESGRAÇADO.
Kouma — Kiyomi? A loira que estava aqui conosco? Esse é meu garoto. — Comentou, entendendo a situação.
Kaito — Espera aí... Pai, Keima? Onde está a Kiyomi? E onde está o Koji?
Keima — Foi mal de ter falado, é horrível quando os pais descobrem por quem você está apaixonado.
Kaito — Keima, seu desgraçado. — Corou completamente.
Kouma — Kaito, se acalme, era o único jei-
Koji – EU NÃO SEI QUEM É KIYOMI, MAS EU ESTOU AQUI. — Gritou, lançando um corte a distância, ao qual os três pularam para o lado para desviar.
Keima — O desgraçado chegou...
Kouma — E bem em tempo, a contagem chegou em 0 no exato momento que ele lançou o ataque.
Keima — Hã? — Olhou com feição confusa para Kouma — Era mesmo necessário falar isso?
Kouma — Gosto de pontualidades.
Keima — Idiota. — sorriu para Kouma, que sorriu de volta.
Kaito — Alguém me explica o que está havendo?
Koji — O QUE ESTÁ HAVENDO É A SUA MORTE, RYUUMAS MALDITOS. CATÁSTROFE ELEMENTAR. — Lançou um ataque usando todos seus elementos de uma só vez.
Kaito e Keima — O QUE?
Kouma — É AGORA. PORTAL CONTACT. — Ao falar isso, encostou sua Heavy Smash no ombro de Kaito por um momento, e com isso, os três foram transportados por um portal, fazendo Koji errar completamente seu ataque.
Koji — MALDITOS. PRA ONDE ELES FORAM? — Começou a perguntar-se, olhando em volta. AAAAAAAHHH, FILHOS DE UMA... Droga... Eu vou encontrá-los... E quando eu encontrá-los, eu juro... Vocês estarão todos mortos. — Falou para si mesmo, com feição de fúria no rosto. — Se você estiver em alguma partícula dessa terra... Eu vou te encontrar, Ryuuma Kouma, e enfim vou te dar o fim que você merece desde 20 anos atrás. — Colocou sua mão direita no chão e fechou os olhos. — Combinação elementar: Espaço, espírito, Terra, floresta, água, ar... RADAR ESPIRITUAL. — Gritou, lançando uma rajada de energia verde e circular ao seu próprio redor. — Não importa onde você estiver, com meu radar, você pode estar na estratosfera, que eu vou te encontrar. Solo, mar, florestas e o ar, todos estão com meu radar... É questão de tempo para eu achar e acabar com vocês. — Enquanto estava distraído com seu radar, uma pedra atingiu sua cabeça, o fazendo abrir os olhos e perder a concentração. — Mas o que? QUEM OUSA INTERFERIR UM DEUS?
Hirako — Ei, velhote. — Chamou, com um pedaço de madeira na mão.
Wyles — SEGURA ESSA. — Lançou uma pedra para cima e Hirako rebateu com a madeira, acertando diretamente na testa do monge, que deu dois passos para trás.
Koji – Agh... O que? Vocês...? Entendo... – Colocou a mão na testa, vendo que havia saído uma mísera gota de sangue. – Estão tentando me atingir com paus e pedras agora, como se fossem 2 garotos levados que não tem mais outra defesa. Isso é desprezível. Eu pretendo deixar todos vocês vivos... Mas vocês realmente sabem irritar, e minha ideia inicial está quase mudando...
Hirako — Acho que conseguimos irrita-lo de verdade, Wyles.
Wyles — Sim, o plano foi um sucesso.
Koji — Plano? Que plano?
Wyles — Enquanto você perde tempo com a gente, Kouma, Keima e Kaito conseguem se esconder melhor de você, idiota. – Assim, os dois saíram correndo, após darem tapas em suas bundas, para provocar o monge.
Koji — O que? SEUS PIVETES MIMADOS. – Furioso, Lançou um corte horizontal com a parte traseira da espada, que acertou os dois ao mesmo tempo, os derrubando com um forte impacto. — Malditos restolhos, fazendo eu perder tempo à toa. Durmam mais um pouco, e após isso, beijem meus pés por deixar vocês vivos.
Hirako — Não... Se preocupe... Eu sei que valeu a pena. Eles... Devem ter conseguido todo o tempo que precisam... — Falou, olhando para Wyles, e desmaiando de novo.
Wyles — Sim... Eu sei que... conseguiram. — Respondeu, desmaiando também.
Koji — Droga... De volta à busca. — colocou sua mão no chão e fechou os olhos novamente. — RADAR.
Enquanto isso, Kouma, Kaito e Keima foram expulsos do portal e caíram em uma região montanhosa.
Kaito — Onde estamos?
Kouma — Você conhece esse local muito bem, Kaito. Olhe lá. — Apontou para trás do ruivo, que virou-se e Assustou-se.
Kaito — E-ei... Aquele é...
Keima — O dojô do Koji. Por que nos trouxe para a caverna do lobo quando estamos fugindo dele?
Kouma — Porque o lobo acabou cavando a própria cova. Conhecendo o Koji, ele provavelmente vai tentar nos localizar com algum tipo de radar mágico, mas essa área do dojô é protegida por uma barreira espiritual permanente que eu fiz há 20 anos em segredo, que a impede de ter sua área atingida por magia, então vamos ganhar algum tempo.
Kaito — O que? Espera, é sério? Então como o Kuro conseguiu invadir tudo, pra início de conversa?
Kouma — Veja bem o que eu falei. Magias, não hospedeiros elementais. — Riu. — Se fossemos seguir essa lógica, você também não teria conseguido entrar. Nenhum de vocês.
Kaito — Sim, faz sentido. Mas enfim, o que viemos fazer aqui? E espera... ONDE ESTÁ SEU BRAÇO ESQUERDO?
Kouma — Ah... O Koji arrancou... Mas eu estou bem.
Kaito — Como assim "está bem?"
Kouma — Aí, que droga, por que você e seu irmão são tão parecidos? Não ligue pra isso, ok? Eu nos trouxe aqui, porque eu preciso falar algumas coisas, e pra conseguir falar, eu preciso de tempo. — Sentou-se no chão, colocando a mão no peito, por causa da dor do ferimento que havia sofrido. — Vocês dois, sentem aí.
Kaito — Tudo bem...
Keima — Entendo... Então usar a toca do lobo é um ótimo esconderijo, porque vai ser o último lugar que ele vai olhar, é uma boa ideia. Bem, mas deixando isso de lado, fale, pai. — O garoto de cabelos pretos Sentou-se frente para Kouma, sendo seguido por Kaito que fez a mesma coisa.
[Insira essa OST: Lions Inside — Valley of Wolves]
Kouma — Bom, por onde eu começo? Já sei, Kaito, você lembra das espadas lendárias?
Kaito — Espadas lendárias? Espera... Aquelas três espadas superpoderosas que você e o Koji mencionaram após nossa luta? Acho que me lembro sim... Uma delas está com o próprio Koji, outra está com você, e a terceira foi destruída em combate, certo?
Kouma — Isso, sabia que lembraria. Bom, sim, você está parcialmente certo, quando à Heavy Smash e à God Slayer, mas bem... Quanto à outra espada... — Fez um semblante desanimado.
Kaito — O que? A outra espada sagrada não foi destruída como o Koji disse? Esse desgraçado... Droga, naquele tempo ele não queria mesmo deixar pistas de quem ele era de fato.
Kouma — Não... muito pelo contrário, essa espada está em posse de um homem muito poderoso, ao qual você conhece muito bem.
Kaito — O que? Quem?
Kouma — Você o chama de...
Kizuro — SERVAAAANNNT — Enquanto os três Ryuumas conversavam, em outro núcleo, Kizuro e Servant continuavam lutando, e agora, Kizuro estava sendo enterrado em uma parede do Nulo por um monte de Vigas, até se soltar, estraçalhando todas elas com uma explosão de sua energia. — HAAAAAA. SÓ COM ISSO VOCÊ NUNCA VAI ME DERROTAR.
Servant — Olha, eu admito, sua teimosia me impressiona.
Kizuro — Sim, eu sou bem persistente. E aliás, esse lugar... Não é o lugar onde os amigos do Kaito foram se refugiar? Onde eles estão?
Servant — Sim, os amigos e famílias dos hospedeiros elementares estão aqui no Nulo, mas esse lugar é ridiculamente enorme, então posso te assegurar que nós estamos muito longe deles, e ainda mais, eu criei uma parede para nos separar completamente há uns 3km daqui.
Kizuro — E por que toda essa preocupação com eles?
Servant — Simples. O mestre Koji me disse para derrotar apenas os hospedeiros, e eles não são hospedeiros, portanto, não tem nada a ver com isso.
Kizuro — Sim, mas você poderia tê-los usado de reféns muito facilmente.
Servant — Reféns? Você realmente não me conhece. Eu sou um guerreiro honrado e nobre, não uso desses artifícios baixos para chegar aos meus objetivos. Eu luto por eles com a glória de um guerreiro honesto. Mestre Koji também não gosta desses truques sujos, não nos compare com seu antigo mestre, Kuro. Ele sim era um vigarista maldito que tentava se aproveitar de todas as situações que podia.
Kizuro — Sim, o Kuro realmente era um oportunista... — Kizuro cerrou o punho. — MAS ELE NÃO ERA MEU MESTRE, EU O SEGUIA APENAS PARA FICAR MAIS PODEROSO. Ele pode ter me comandado, pois realmente fui criado seguindo ordens, mas eu nunca o considerei um comandante digno de ser seguido por mim nem por um segundo, mesmo quando ele me derrotava e me deixava no chão como um lixo.
Servant — Entendo... Dois oportunistas se conectam. Ele utilizava seu poder para aumentar a força de seu exército e você utilizava o dele para ficar mais poderoso. É realmente uma troca interessante.
Kizuro — É graças ao Kuro que eu sou tão forte assim, e não me arrependo de tê-lo seguido, pois isso me deu muitos momentos preciosos, como treinamentos e lutas inesquecíveis. — Falou, pensando na batalha que havia travado com Kaito algumas horas antes.
Servant — A relação de vocês com toda certeza era algo bem amigável, mas que tal voltarmos pro tópico principal aqui? — Perguntou, entrando sua em posição de combate, segurando a sua espada, a últimas das três espadas sagradas, chamada de Brutal Blade.
Kizuro — É lógico. ARMADURA CORPORAL. CRUSH CLAWS. — Gritou, fazendo suas garras aparecerem, juntamente de sua armadura. — Vamos levar essa batalha a sério. — Falou, correndo até Servant e desferindo um soco na lâmina do mordomo. — HAAAAAA.
[Pause a OST]
Kaito — O QUE? O SERVANT POSSUI A TERCEIRA ESPADA SAGRADA? POR QUE O SERVANT?
Keima — E como você sabe disso, pai?
Kouma — Eu não sei por que o Koji resolveu dar esta espada à ele, mas acredite, ela está com ele. Tive que enfrenta-la muito enquanto estive aqui no passado... O nome da espada é brutal Blade, e é com ela que ele consegue criar aqueles pilares e objetos tão facilmente em um piscar de olhos. O poder dela ultrapassa até mesmo o da minha Heavy Smash...
Kaito — E por que você está nos contando isso?
Kouma — Kaito, é o seguint-
Keima — Não é óbvio, Kaito? O papai está nos dizendo um jeito de você conseguir se equiparar em termos de poder com aquele desgraçado.
Kouma — Exatamente.
Kaito — E para conseguir vencer, eu vou precisar da espada lendária que está com o Servant? Isso fere meu orgulho como guerreiro. Minha Dragonborn sempre foi minha companheira, e mesmo quando ela quebrou, eu pude continuar contando com ela. Eu não gosto da ideia de ter que usar outra espada que não pertence à mim.
Kouma — Mas é aí que está, Kaito. Você não precisa descartar a sua Dragonborn, você pode usá-la em conjunto.
Kaito — Você está sugerindo que eu comece a lutar com duas espadas?
Keima — Acho que você nunca nos ensinou a manusear duas espadas simultâneas, pai.
Kouma — Realmente eu não ensinei, porque eu fui treinado para conseguir me virar só com uma lâmina contra oponentes que usassem até 10.
Kaito — Que? Quem nesse mundo consegue usar 10 espadas ao mesmo tempo?
Kouma — Eu não sei, o máximo que eu já enfrentei foram 3, mas esse não é o assunto aqui. Eu não quero que você use duas espadas, eu quero que você una o poder da Dragonborn à Brutal Blade.
Kaito — E como eu faria isso?
Kouma — Você deve invocar sua espada estando já com a Brutal na mão, assim, os poderes serão puxados para ela e o poder se somará. As espadas lendárias foram feitas de um jeito misterioso que ninguém até hoje sabe, mas de alguma forma envolve os 15 elementos, e cada uma das 3 forma uma espécie de elemento novo, e se torna hospedeiro quem utilizar a espada.
Kaito — Entendo... É por isso que você consegue conjurar um tigre como guardião?
Kouma — Exatamente. Desde que minha memória foi apagada e meu poder foi restringido, eu sentia como se alguma aura selvagem tomasse conta de mim quando eu empunhava a espada, mas eu nunca sabia dizer o que era.
Kaito — Entendo... É igual quando o Pyronious tomou conta do meu corpo quando eu perdi a consciência, mas em escala bem menor. Mas de qualquer forma, como fazemos para botar as mãos na espada?
Keima — O Kizuro está lutando com o Servant agora, não é? Podemos pedir para ele trazer a espada quando derrotar o Servant.
Kouma — Isso "se" ele derrotar o Servant. — Kouma ergueu seu dedo indicador, estando com um olhar preocupado no rosto. — Não esqueçam que o Servant foi o mestre principal de vocês em termos de combate, e ele tem mais experiência de batalha que nós três juntos. Além disso, mesmo como mestre, ele destruiu vocês facilmente. Você falar que o Kizuro simplesmente "vai" derrotar o Servant, não é uma opção 100% confiável.
Kaito — Sim, você tem razão... mas tem uma coisa aí, pai.
Kouma — E o que é?
Kaito — Nós... já não somos mais os mesmos de quando saímos do Nulo pós treinamento. Muita coisa aconteceu, e nossos poderes com certeza evoluíram pra um novo patamar. E olha, o Kizuro quase me matou durante a nossa luta, e após se aliar conosco, é claramente visível que ele ficou mais poderoso. A derrota o motivou a ficar ainda melhor, e é isso que eu admiro nele, ele nunca desiste. Então, mesmo que a chance seja mínima, eu quero acreditar que o Kizuro pode derrotar o Servant, mesmo ele não tendo culpa de nada.
Keima — Sim, precisamos acreditar no Kizuro. Droga, se soubéssemos disso envolvendo a Brutal Blade mais cedo... Ei, espera aí. Pai, você foi até o Nulo com o Hirako, não foi? Foi lá que recuperou suas memórias graças ao Krydel, que agora também é inimigo. Por que desde aquele momento você não pediu para o Servant te dar a Brutal Blade? Isso teria nos concedido uma vitória ainda mais esmagadora contra o Kuro.
Kouma — Por 2 motivos. 1: Como as memórias tinham acabado de voltar, elas estavam todas acumuladas e embaralhadas. Foi uma sobrecarga de memórias no meu cérebro, e eu não estava conseguindo processar todas de uma só vez. O que mais importava naquele momento é que eu era um monge e eu podia ser ainda mais útil contra o Kuro, mas realmente, pegar a Brutal Blade nem passou na minha cabeça. Segundo: Eu nunca imaginaria que o Koji despertaria apenas absorvendo 8 elementos. Não tenho culpa se não previ algo imprevisível, como o poder do elemento trevas equivaler a 10.
Kaito – Keima, relaxa, olhe o lado do papai.
Keima — Desculpe... Fui idiota... É que desde aquele maldito monge surgiu, eu já não estou raciocinando direito. Duvidar de você é a pior coisa a se fazer nesse momento, me desculpe...
Kouma — Tudo bem, Keima. Eu sei que as vezes o medo realmente tira nossa razão, você só estava tentando achar uma explicação lógica para algo que podia realmente ter acontecido e não aconteceu. Eu não vou te culpar por isso, mas sim elogiar por ligar os pontos desse jeito, você é inteligente. — Deu um tapinha nas costas de Keima com seu braço restante.
Kaito — Mas ainda assim temos problemas. Como avisaremos o Kizuro de que ele precisa trazer a espada intacta para nós? Quando ele luta, ele gosta de causar a destruição, e minha Dragonborn foi uma bela vítima disso.
Keima — Você está dizendo que ele, em um momento de fúria, pode quebrar a espada sagrada?
Kouma — Isso é impossível.
Kaito e Keima — Hã? Por que?
Kouma — Essas espadas lendárias não tem esse nome à toa, seus idiotas. Com o tanto de magia concentrada que elas possuem, nem mesmo um meteoro a destruiria. Elas são praticamente indestrutíveis, nem o Kizuro poderia quebra-las, mesmo utilizando seu Adrenaline mode, modo de guardião elementar ou até mesmo a fusão desses dois.
Kaito — Entendo. Mas de qualquer modo ainda precisamos de um jeito de avisá-lo.
Keima — Por que simplesmente não vamos até o nulo para avisá-lo?
Kaito — O que? Keima, você está ficando louco? E como sabe que eles estão no nulo?
Keima — Louco? Por que? E mais, é óbvio que o Servant levaria o Kizuro de volta ao nulo para lutar, levando em conta que aquele lugar é praticamente seu habitat natural. Ele conhece todo aquele espaço com a palma da mão, e convenhamos que quando você joga em casa, o oponente claramente fica em desvantagem.
Kaito — É um bom ponto de vista. De qualquer modo, não podemos ir até o local de batalha, ainda mais se for o nulo.
Keima — E por que não?
Kaito -Keima, olha-
Kouma — É simples, Keima. — Interrompeu o diálogo entre os irmãos. — Se formos ao nulo, temos mais à perder do que a ganhar. Se nosso amigos e familiares nos virem lá, isso vai fazê-los achar que tudo acabou, quando na verdade, está longe disso. Estando cegos por uma tranquilidade falsa, eles vão baixar a guarda, e podem ser pegos como reféns por isso. Reféns é o que menos precisamos agora.
Keima — Sim... Entendo... Mas eu realmente não acho que o Servant usaria de artifícios tão sujos e desonrados para nos vencer.
Kouma — Eu também não, mas somente porque ele está em uma batalha mano-a-mano contra o Kizuro. Se chegássemos lá para dar suporte e pressionássemos ele ao extremo, com toda a certeza seu desespero por ajudar o Koji tomaria conta de sua cabeça e sua honra se quebraria. Não existe honra nem orgulho que consiga suportar tudo isso.
Keima — Então, olhe, você mesmo disse, nós poderíamos pressiona-lo.
Kouma — KEIMA. — Gritou, e com o pouco esforço a mais que fez, tossiu sangue. — Droga... Keima, você não está entendendo a situação, não é?
Keima — A situação? Como assim?
Kouma — Sim, a situação. Olhe pra mim, olhe pro Kaito, e olhe para você mesmo. Como você acha que poderíamos ajudar nesse estado? Aqui entre nós, temos um guerreiro sem poderes, um sem braço e um tão exausto que mal consegue se manter acordado. Se tentássemos ajudar o Kizuro, nós com certeza atrapalharíamos, e nossas chances de morte são maiores que 80%.
Kaito — Sem contar que o Kizuro ficaria furioso por não deixarmos ele lutar sozinho com um oponente forte. Quem nos mataria de fato é ele, e não o Servant. — O ruivo começou a rir.
Kouma — Exatamente. Atrapalhar aquela luta, por qualquer ângulo que você analise, realmente está fora de cogitação.
Keima — ENTÃO COMO CARALHOS VOCÊS QUEREM AVISÁ-LO? — Keima perdeu a paciência, gritando exageradamente alto, fazendo sua voz ecoar pelas montanhas e fazer vários pássaros voar de árvores próximas, assustados. — NÓS NÃO PODEMOS CONTATÁ-LO, NÃO PODEMOS NOS COMUNICAR E NÃO PODEMOS IR ATÉ ELE. COMO VOCÊS ESTÃO PLANEJANDO FALAR COM ELE? POR ACASO VÃO FAZER TELEPATIA?
Kaito — Keima...
Kouma — Ei... É isso... KEIMA, VOCÊ É UM GÊNIO.
Keima — Espera, o que?
Kouma — Telepatia. Como eu não havia pensado nisso?
Keima — E desde quando você sabe usar telepatia?
Kouma — Todos os monges de alto nível sabem utilizar magias simples, e dentre elas, nas magias de comunicação se encontra a telepatia. Eu preciso me conectar à ele.
Kaito — E como você fará isso?
[Insira essa OST: Jarryd James — Do You Remember]
Kouma — Eu preciso canalizar minha magia e focar na imagem dele... Mas... Droga... — o homem ficou cabisbaixo.
Kaito — O que foi, pai?
Kouma — Energia vital... 2%... — Falou, cerrando o punho. — Com essa quantidade de magia, eu só consigo falar e caminhar, não consigo mais conjurar nenhum ataque ou magia, por mais simples que elas sejam, sem ter graves consequências para mim mesmo... A chance de morte... É alta.
Kaito — Ah não... Droga...
Kouma — Mas quem disse... Que isso vai me impedir de fazer o que é certo? — Kouma abriu um sorriso.
Keima — Espera aí, você não pretende...
Kouma — Me desculpem. BARREIRA. — Gritou, lançando seus dois filhos longe, formando uma barreira de energia ao redor deles, se contorcendo de dor por isso.
Kaito e Keima — PAI. — Tentaram golpear a barreira com socos e golpes da Dragonborn, mas como estavam muito fracos, nem a arranharam.
Kouma — Eu não me importo... Não me importo de morrer aqui. Um pai nunca vai abandonar uma opção que salva seus filhos, mesmo que isso signifique a morte. ESTÃO ME OUVINDO?
Kaito e Keima — PAI.
Kouma — Ó grandes magias dos monges, eu as invoco... Magias de comunicação: conexão mental. TELEPATIA. — Gritou, e assim, uma onda de choque se propagou no ar, e com isso, Kouma disse: — Conexão completa... Korotsu Kizuro.
Kizuro — (Hã? Eu ouvi meu nome ainda agora? Quem me chamou?) — pensou, enquanto desviava de vários pilares e espinhos gigantes que Servant jogava nele.
Kouma — (Kizuro, está na escuta? Sou eu, Kouma. Estou usando telepatia.)
Kizuro — (Kouma? O que está fazendo na minha cabeça? O que você quer? Eu estou meio ocupado aqui.) — Cruzou os braços na frente do rosto e Defendeu-se de um martelo gigante.
Kouma — (Escute... Eu não tenho muito tempo, eu preciso te pedir um favor.)
Kizuro — (Então peça, mas seja rápido, pois é difícil me concentrar em você e nesse mordomo de uma vez só.)
Kouma — (Tudo bem, vai parecer estranho, mas após vencer o mordomo, você pode nos trazer a espada que ele está usando?)
Kizuro — (Posso sim... Mas para que você precisa?) AAAGH — Se desconcentrou por um momento e foi atingido por um pilar, mas caiu de pé.
Kouma — (O Kaito vai explicar quando você chegar. Meu tempo... Acabou. Trate de vencer e trazer essa espada. Kouma terminando conexão... Adeus, Kizuro.)
Kizuro — (Certo... Conte comigo. Adeus). — Desligou, caindo de pé. — VAMOS LÁ, SERVIÇAL, ME MOSTRE SEU PODER MAXIMO. — Gritou, voltando a avançar.
Kouma — L-ligação... encerrada. GWAAAAAAH. — Gritou de dor e caiu no chão, se contorcendo, e com isso sua barreira se desfez e ele desmaiou, enquanto seu poder entrava em colapso.
Kaito e Keima — PAI. — Correram até o homem, que expelia sangue de sua boca.
Pare a ost anterior e Insira essa em loop: A WAY OUT — "Brothers" ]
Kaito – Pai...? PAI, ACORDA. UM MÉDICO... WYLES, ALGUÉM, POR FAVOR. – Ao falar isso, lembrou que Wyles não estava ali, e estava sem seu elemento. – Droga...
Kouma – Kaito... Já chega, hahaha... Isso foi uma decisão minha, eu sabia das consequências... Meu tempo realmente está... Acabando. Eu infelizmente não vou mais estar aqui pra ajudar vocês... Daqui pra frente.
Keima – PAI, EU ACABEI DE TE REENCONTRAR, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO... POR FAVOR. – Keima desesperou-se.
Kouma – Eu sei... E é tão bom partir tendo feito as pazes com meu amado filho... Eu não poderia descansar em paz se você não tivesse me perdoado... agh... – Kouma começou a cuspir sangue.
Keima – Isso não importa mais, é passado, tudo está bem entre nós, por favor, não nos deixe agora. – Keima ajoelhou-se e pegou na mão de Kouma, colocando-a em sua testa, enquanto chorava.
Kouma – Você é um bom garoto, Keima. Eu sempre soube disso... Mas não chore pelo seu velho pai... Lembre-se, a maior honra para um soldado é morrer em combate e pelo combate. – Começou a bagunçar o cabelo de Keima delicadamente, fazendo carinho no garoto, que estava aos prantos. – Eu tenho a total certeza que você está sendo um pai muito melhor do que eu fui pra você com a Sayuri. Aliás, fico feliz de poder ter conhecido minha neta.
Keima – Pai... – Com aquele comentário, Keima colocou a mão na boca e continuou a chorar
Kaito – Pai...
Kouma – Kaito... Eu sei que você está confuso com tudo isso, e também com todos os mistérios... do passado. Cough... – Kouma começou a tossir muito, dificultando cada vez mais a sua fala.
Keima – PAI... PARE DE FALAR, VOCÊ NÃO ESTÁ EM CONDIÇÕES.
Kouma – JÁ CHEGA, KEIMA... Agh... Eu preciso falar isso... Por favor... é meu último pedido.
Keima – Mas...
Kouma – Desculpe... Por ser egoísta até no final... — Soltou uma lágrima.
Keima – Tudo bem... fale. – Keima cobriu os olhos com o braço, para fazer suas lágrimas pararem de cair.
Kouma – Hahaha... Kaito, Keima, escutem... pois essa vai ser a última coisa que seu velho pai vai deixar para vocês... Eu sei que vocês dois, principalmente você Kaito... estão completamente confuso sobre os mistérios que envolvem eu e sua mãe... e eu planejava explicar tudo a vocês depois dessa tempestade acabar, principalmente porque minha cabeça finalmente estabilizou todas as minhas memórias de 20 anos atrás, mas vejo que não vai ser possível... então... Kaito, venha cá. Eu vou te mostrar tudo o que aconteceu. Keima, desculpe, mas eu não posso transmitir isso para alguém sem magia...
Keima — Está tudo bem... Vá em frente, Kaito. — Falou, ainda tapando os olhos.
Kouma — Ativar... pacto de memória. — Ao falar isso, Sentou-se com o resto de força que ainda lhe restava e colocou a mão na testa de Kaito, e com isso, várias memórias começaram a ser transportada para a cabeça de Kaito, que ficou paralisado.
Keima — Kaito? Pai? — Perguntou confuso.
Kouma – Ele está paralisado agora... preso em um transe que mostra tudo o que aconteceu 20 anos atrás. Keima... Eu não vou precisar mais disso... O Kaito deve usá-la para parar o Koji... Mas de qualquer modo... Deixando tudo isso que está acontecendo de lado... Eu amo... Vocês. — Kouma, com seu último resquício de energia, jogou a heavy smash na mão do garoto. – Meu trabalho finalmente está completo... Agora...
Keima – PAI? — Desesperou-se, enquanto pegava a espada no ar.
Kouma – Me espere... Eu estou indo te encontrar finalmente... Kaya. – Ao falar suas últimas palavras, Kouma viu uma luz branca em sua frente, e essa luz transformou-se em sua esposa, que lhe cedeu à mão, e nesse momento, o homem simplesmente caiu, já morto, mas com um sorriso no rosto e uma lágrima em seu olho direito.
Keima – PAAAAAAAI. – O garoto ficou em choque, gritando e se debruçando no corpo de Kouma, começando a chorar novamente. — Droga... Droga... — olhou para Kaito, que estava paralisado, mas ainda assim lágrimas saíam de seus olhos. — Kaito, o que você vê?
[Pare a OST]
Kaito, que estava paralisado, estava na verdade vendo tudo o que estava acontecendo, e na mesma hora em que Kouma usou sua técnica, uma luz branca o cegou, começando a mostrar o que realmente havia acontecido no passado de seu pai.
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