Elements : Apocalypse battles

37 Capítulo 37 : A verdade por trás de tudo: (parte 4)


Notas iniciais
VOLTEEEEI, e não demorei 3 meses dessa vez. Trabalhei bastante nesse capítulo, e o 38 já está em produção, então aproveitem que logo ele sai. Nesse capítulo trago de volta as OSTs para escutarem enquanto lêem, devido à pedidos, então, bem, se gostar, deixe um comentário na fic para me apoiar, e é isso aí. Espero que gostem desse capítulo e de todas as reveações que ele traz, e vejo vocês em breve. Até lá.

Após a batalha de Takuya, Kouma e seus companheiros também resolveram iniciar seu treinamento, travando lutas diretas com Servant, que para corresponder às expectativas de seus agora discípulos, usou uma de suas técnicas de criação mais poderosas, chamada “Maestro da criação” para contra-atacar. No dia seguinte à isso, Koji retornou ao nulo, e revelou ter feito sua filha Kaya de hospedeira elemental, o que enfureceu Kouma por completo. Três meses depois disso, agora os hospedeiros, juntamente à Servant, estão planejando uma fuga do Nulo, com o intuito de recobrarem sua liberdade.

Servant — Muito bem, hospedeiros. Eu amei de verdade a iniciativa de vocês de quererem fugir daqui. Isso tocou tão fundo meu coração, que eu vou dar o melhor de mim para ajudá-los, podem ter certeza.

Takuya — Você será de grande ajuda, pode ter certeza, Servant.

Servant — E bem, vocês comentaram que queriam ficar mais poderosos, não é? De preferência, eu gostaria de deixá-los no auge, mas para fazer isso rápido, eu precisaria treinar cada um de vocês individualmente…

Aikawa — Entendo… Então a fuga ainda vai demorar um pouco para acontecer, certo?

Servant — Errado, caro hospedeiro. Deixe-me terminar. Então, como eu dizia, apenas esses treinamentos entre vocês não darão resultados. Eu terei que treiná-los um por um, e eu vou fazer isso.

Shun — O que? Como você vai fazer isso de um jeito rápido?

Hotaru — Ei… espera aí… não me diga que…

Shun — O que foi, Hotaru?

Servant — Pois é, parece que alguém já entendeu o que eu farei. Pois bem, hospedeiros, observem. — O mordomo, com sua fala, retirou sua espada sagrada da bainha em sua cintura, e colocou-a em frente ao seu corpo. Após isso, fechou seus olhos, e de suas costas, alguns vultos começaram a surgir, indo para trás do mordomo, formando uma equipe de 12 Servants clones atrás do original.

Hotaru — EU SABIA. Suas habilidades de criação não tem limites mesmo, não é?

Servant — Criar algumas cópias de mim mesmo é algo fácil, só requer um pouco mais de concentração, dependendo da quantidade que eu crio. Pois bem, todos aqui vão treinar com os clones, e todos têm os mesmos poderes e habilidades que eu, então, não vai ter nenhum ponto negativo em lutar com eles. A única diferença é que quando vocês conseguirem derrotá-los, eles irão sumir.

Kouma — Servant, você é incrível, isso com certeza vai ajudar muito. Mas por que você fez apenas 12 clones, se estamos em 14 hospedeiros?

Servant — Bem, eu, o original, irei lutar também, então com isso temos 13, e bem, eu imagino que a Kaya não queira ser interrompida em sua meditação, pois requer muita concentração, então, apenas 12 clones é o necessário.

Kaya — Que bom que você se antecipou, pois eu realmente gostaria de treinar sozinha.

Balat — Mas ei, Servant, o “você” original vai treinar quem?

Servant — Como eu disse, todos os 13 tem as mesmas capacidades, então é indiferente, mas eu queria que vocês definissem um líder para essa fuga, então, eu treinarei esse líder.

Winra — Me parece justo. Pessoal, vamos decidir isso com uma votação?

Takuya — Acho que não será necessário, Winra. Acho que todos aqui concordam com quem deve ser o líder. — Baforou seu cigarro, e olhou para um ponto específico.

Aikawa — Sim, você tem razão, Takuya. — Olhou para o mesmo local que Takuya.

Shun — Bom, nada mais justo. — Sorriu.

Kouma — Ei… Por que vocês estão olhando pra mim, pessoal? Vocês não estão querendo dizer que…

Takuya — Kouma, é por causa da chama de esperança que você e a Kaya acenderam na gente que nós resolvemos fazer isso, para início de conversa, então, eu não vou admitir que você recuse.

Kouma — M-mas Takuya, eu sou o cara com menos experiência com os elementos aqui. Você, o Aikawa ou o Shun com certeza seriam líderes muito melhores do que eu.

Kaya — Kouma, os três hospedeiros mais fortes estão confiando em você como líder, e você está amarelando?

Kouma — N-não, não é isso… eu só acho que não estou preparado.

Takuya — Pessoal, o Kouma daria um bom líder? — Perguntou, olhando para seus companheiros.

Hospedeiros — SIIIIIM. — Gritaram, enquanto Takuya cruzou os braços e encarou Kouma com um sorriso.

Takuya — Viu só?

Kouma — Pessoal… POIS MUITO BEM, SE TODOS CONCORDAM, EU FICAREI FELIZ EM LIDERÁ-LOS.

Kaya — Era isso que eu queria ouvir, soldado.

Servant — Ok, pessoal, se tudo já foi decidido, Kouma, ficarei feliz em treiná-lo.

Kouma — Entendido, Servant. Estarei em suas mãos.

Servant — Servants, façam fila ao meu lado. Hospedeiros, fiquem de frente para nós. Kouma, você fica de frente para mim. — Ordenou, e na mesma hora, todos os 12 clones obedeceram o original, fazendo uma fila vertical, e os hospedeiros, exceto Kaya, fizeram o mesmo. — Ótimo… agora, hospedeiros e Servants, DISPERSEM COM SEU OPONENTE, E BATALHEM. — Com o aumento do tom de sua voz, em um instante, todos, menos Kouma e Servant haviam saído daquele local, e estavam se preparando para lutar em uma parte diferente do coliseu.

Kouma — Minha nossa… Servant, você é realmente impressionante.

Servant — Muito bem, mocinho, elogios não vão te salvar. — Entrou em posição de batalha, fazendo sua espada emanar uma aura branca.

Kouma — Ei, espera aí, como é?

Servant — Kaya, eu recomendaria você sair daqui… Pois a área vai ficar perigosa. — Sorriu, de forma pacífica, porém assustadora.

Kaya — Ah, claro… Bem, até mais, vou voltar para minha meditação… E Kouma, tente não morrer, viu? — Jogou um beijinho para o garoto, e saiu daquele local.

Kouma — E-ei… como assim m-morrer? — Estando com suor por todo seu rosto, virou-se para Servant, trêmulo, e notou que o mordomo o observava com seu olhar em cor vermelha, e um sorriso empolgado. — Oh-oh…

Servant — VAMOS COMEÇAR. — Gritou, avançando contra Kouma rapidamente.

Kouma — AAAAAAAAAAHH.

Kaya — Espero que eles fiquem bem, haha. Bem, não posso pensar neles agora, devo pensar no meu próprio treinamento. — Pensou em voz alta, sentando-se com as pernas cruzadas, e começando a meditar.

Algumas horas depois, Kaya estava no local da mesa de jantar, colocando pratos, taças e talheres sobre a mesa enquanto cantarolava quando de repente, olhou para trás, e assustou-se ao ver todos os hospedeiros elementais desmaiados e com feição completamente exausta, na entrada da cozinha.

Kaya — AAAAAH. — Jogou um prato que havia em sua mão para cima, e ao mesmo tempo, uma mão surgiu do chão, pegando-o no ar, enquanto Servant simplesmente pulou por cima da pilha de hospedeiros, com um sorriso satisfeito no rosto.

Servant — Temos chá gelado? — Perguntou, indo verificar a geladeira.

Kaya — Servant, você é uma graça. Detona eles todo dia, mas age como se nada tivesse acontecido.

Servant — Haha, elogios vindos de você são aceitos com muito orgulho, Kaya. Oh, não temos chá… Parece que vou ter que criar eu mesmo. — Materializou um copo de chá em sua mão, com a ajuda de sua Brutal Blade, e tomou um gole. — Acho que esqueci o açúcar.

Kaya — Ei, em quanto tempo você acha que eles ficarão aptos para a fuga?

Servant — Acredito que se treinarmos no mesmo nível que foi apresentado hoje, dentro de 2 meses a 3 meses, todos estarão com o auge de seu poder e domínio elemental a 100%. Mas e quanto a você, como está indo seu treinamento?

Kaya — Ele ainda está um pouco difícil de lidar, mas aos poucos estou conseguindo…

Servant — A dualidade na sua fala foi incrível.

Kaya — Obrigada. — Sorriu, quando de repente, ouviu um grito, que a assustou. — AAAAH.

Kouma — SERVAAAANT. — Acordou, estando preso embaixo dos outros hospedeiros, enquanto tentava alcançar o mordomo esticando o braço. — Seu desgraçado, se eu soubesse que você ia deixar a gente nesse estado, eu teria me preparado melhor. agh… — Fez uma feição de dor.

Servant — Kouma, o inimigo não se importa se você está preparado ou não… Se você está no campo de batalha, você tem que escolher entre ser a presa ou o predador o mais rápido possível. Eu diria que hoje eu seria um predador com bastante alimento.

Servant — Vá… se… ferrar. — Dormiu, enquanto Kaya observava.

Kaya — Kouma e sua mania de dormir em situações completamente inusitadas.

Servant — Não é? Haha, ele é um bom homem.

E assim, os dois ficaram conversando por cerca de uma hora, até todos os hospedeiros acordarem. Após isso, todos jantaram, e partiram para suas camas. Já aí, Kaya e Kouma conversavam, sentados lado a lado no solo do Nulo, enquanto olhavam o céu esbranquiçado.

Kouma — Eu tentei acertar um golpe com minha espada, mas o Servant fica criando aqueles punhos malditos. Um dia eu vou conseguir cortar todos esses punhos com meus poderes, e vou derrotá-lo.

Kaya — Você falando sobre seu treinamento é algo muito fofo, sabia? — Suspirou, sorrindo com feição apaixonada.

Kouma — E-ei… já disse para não fazer isso… eu não sei reagir… — Ficou totalmente ruborizado, enquanto coçava seu queixo.

Kaya — É por isso mesmo que eu continuo.

Kouma — B-bem, não importa. O que importa agora é que eu vou derrotar o Servant, e quando eu fizer isso, e todos nós estivermos preparados, nós vamos sair daqui. Eu prometo isso a você, Kaya. — Falava, olhando para o céu, esperando uma resposta, que não veio. — Kaya? — Ao olhar para o lado, notou que a garota havia adormecido ao seu lado. — Hahaha, vamos continuar nos esforçando, está bem? — Deu um beijinho na testa de sua amada, e então cobriu-a, para deixá-la mais confortável, e em seguida, deitou-se, dormindo com um sorriso.

A partir daí, os treinamentos diários continuaram por vários, e vários dias, e todos os hospedeiros avançavam cada vez mais em suas habilidades, até que, em um piscar de olhos, passaram-se mais três meses. Agora era mais um dia normal de treinamento, mas isso estava prestes a mudar.

Kouma — SERVAAAAANT — Gritou, atacando com sua Katana, e colidindo-a com a Brutal Blade do mordomo, que o afastou.

Servant — VAMOS, KOUMA, COMO VOCÊ QUER VENCER O KOJI ASSIM? — Cravou sua espada no chão, criando um monte de punhos, que foram desviados completamente pelo ex-soldado.

Kouma — ESSES TRUQUES VELHOS NÃO FUNCIONAM MAIS. — Correu, tentando acertar um golpe com todas as suas forças e de todos os jeitos, sendo todos em vão. Ao tentar desferir uma estocada de esgrima com sua espada no peito do mordomo, o mesmo apenas desviou e chutou o estômago do garoto, o deixando no chão, tossindo e gemendo de dor. — Seu… maldito.

Servant — Kouma, eu sei que não é só isso que você tem. Vamos, garoto.

Kouma — Você achou mesmo que eu ia desistir? Vamos continuar. — Levantou-se, empolgado.

(insira essa música: Lions Inside — Valley of Wolves )

Servant — ENTÃO TOME ESSA. — Ergueu vários pilares vindos do chão, e Kouma, então, fez sua aura revestir seu corpo por completo.

Kouma — PARE… COM ESSA MALDITA TÉCNICA, SEU DESGRAÇADO. — Gritou, enfurecendo-se completamente com o mordomo e partindo pra cima em alta velocidade, e assim, atacou os pilares, mas ao invés de ser jogado para trás, como seria o normal, a aura de Kouma fez a forma de um leão enquanto corria, sem ele perceber. — LION SOUL, ASCENSÃO DO LEÃO. — Gritou, e com isso, conseguiu cortar todos os pilares de uma só vez, e num golpe altamente rápido e preciso, acertar o estômago de Servant com sua lâmina, o jogando contra uma parede do Coliseu, o fazendo sangrar e se ajoelhar.

Servant — GWAAAAH. — Gritou, e nesse momento, tendo uma listra de sangue saindo de sua boca, sorriu. — Seu treinamento… está concluído, garoto.

Kouma — Espera… o que? O QUE? EU CONSEGUI? MENTIRA. FINALMENTE. — Ajoelhou-se, jogando os braços para cima, com lágrimas nos olhos. — FINALMENTE SUPEREI O MAIOR DESAFIO QUE JÁ TIVE. — Koji, apenas me espere… seus dias como um homem vivo estão para acabar. — Falou, olhando para baixo, e consequentemente para suas mãos, as quais ele havia abaixado, e estavam totalmente calejadas.

Servant — Aquele movimento foi incrível, Kouma. — Comentou, já estando recuperado e de pé.

Kouma — Tudo isso foi devido ao seu treinamento, obrigado, mestre Servant. — Curvou-se, fazendo o mordomo sorrir, e o colocar de pé em sua frente com o auxílio de dois punhos gigantes que havia criado.

Servant — Bons alunos fazem um bom professor.

Kouma — Hahaha, idiota… agora que eu consegui passar por esse último teste… eu…

Servant — Você?

Kouma — Vou desmaiar… — avisou, enquanto sua visão ficava preta, e quando ia cair, o mordomo o pegou no colo, e o levou de volta para sua cama.

Servant — Descanse por hora, garoto. — Sorriu, ao mesmo tempo em que ajustou seu monóculo e desapareceu no solo do Nulo.

(Pare a música)

Algumas horas depois, Kouma abriu os olhos lentamente, e quando conseguiu raciocinar, percebeu que todos os seus amigos estavam sentados à sua volta, enquanto Kaya segurava sua mão, preocupada.

Kouma — WAAAAH, o que estão fazendo? — Sentou-se na cama, assustado. — Por que estão todos aqui? O que aconteceu? Onde está o Servant?

Kaya — Ei, ei, se acalma, campeão. Uma pergunta de cada vez. O Servant nos disse que você havia desmaiado durante o treinamento, então viemos correndo para ver o que tinha acontecido.

Aikawa — Exatamente. Como nosso líder ousa fraquejar assim do nada? Não me faça repensar minha decisão.

Takuya — Exatamente, Kouma. Não ouse cair novamente, ou eu vou te levantar com chutes.

Kouma — Hahahaha, desculpe por preocupá-los, mas acredito que esse desmaio veio por causa de um bem maior.

Kaya — Bem maior? Do que você está falando, Kouma? Bateu a cabeça quando desmaiou?

Kouma — Espera aí, o Servant não falou para vocês o que aconteceu? Bom, ele é muito orgulhoso para isso, e acho que seria melhor se eu mesmo falasse, de qualquer forma… e admito que usar meu desmaio como desculpa para reunir a todos, foi uma ótima ideia.

Winra — Falar o que? Vamos logo, Kouma, fale o que aconteceu. Desembucha, homem. — Começou a bater o pé.

Kouma — Ei, ei, se acalme. Bom, sem mais delongas… eu finalmente derrotei o Servant. — Sorriu.

Todos — O QUE? — Perguntaram, surpresos.

Balat — Desgraçado… então foi por isso que caiu. Foi um sentimento de alívio tão grande por ter cumprido seu desafio, que seu corpo fraquejou. Estou certo?

Kouma — É isso mesmo.

Takuya — Ei… por acaso você não teria o acertado no estômago, né?

Kouma — Na verdade foi isso mesmo. Por que?

Aikawa — Porque enquanto esperávamos você acordar, estávamos conversando, e descobrimos que todos nós aqui derrotamos o nosso clone hoje.

Kouma — O que? Como assim? Todos nós derrotamos o Servant no mesmo dia?

Shun — Isso mesmo… e agora nós entendemos o porquê. No momento em que você fez o original perder a postura, mesmo que por um único momento, isso abalou os clones, e nos abriu uma brecha para enfim conseguir derrotá-los.

Momo — Exatamente. Eu estava apanhando feio, como de costume, mas do nada, ele se desequilibrou e colocou a mão no estômago, como se tivesse sido atingido, e então aproveitei para acerta-lo e fazer ele desaparecer. E com os outros foi a mesma coisa.

Kouma — Entendo… Então o Servant apenas estava testando minha habilidade para ver se vocês conseguiam seguir minhas indicações. Esse mordomo é um gênio.

Servant — Vou aceitar o elogio com orgulho, senhor Kouma. — Brotou do chão, em meio aos outros hospedeiros, tirando sua cartola.

Hotaru- Olha, eu acho que isso ficou tão rotineiro pra mim que eu realmente não me impressiono mais.

Tyler- Concordo totalmente…

Nancy — Com você.

Kouma — Hahaha, eu sabia que você estava ouvindo, Servant.

Servant — Eu sempre estou. Pois bem, hospedeiros. Todos aqui passaram no teste, agora é hora da batalha final do nulo de fato.

Foster — O que você quer dizer com “Batalha final do nulo”?

Servant — Venham. — Bateu duas palmas, e assim, vários goblins gigantes apareceram atrás de Servant, carregando clavas de aço maciço em mãos. — Pois bem, aqui está o desafio final de vocês. Derrotem essas caras.

Winra — Servant, quem, e o que são esses caras? Eu pensei que você fosse o único habitante do Nulo.

Servant — Ora, eu nunca disse isso. Eu sou o único ser inteligente do nulo, é diferente. Esses caras só me obedecem pois me vêem como um líder para eles. Os seres do nulo são formas de vida bárbaras e selvagens, que vivem abaixo do subsolo desse local, mas acredito que seja possível alfabetizá-los com um pouco de esforço. Enfim, não é esse o caso. Vocês conseguem vencer?

Hikari — Você deve estar maluco. Olha o tamanho desses bichos, Servant, eles vão me retalhar.

Servant — Oh… entendo. — Girou sua espada em forma de bengala no braço.

Kouma — Hikari, você é burra? — Levantou-se, se livrando de suas cobertas.

Hikari — O QUE VOCÊ DISSE? — Enfureceu-se com o garoto, materializando seu guarda-chuva, enquanto os outros hospedeiros riam. — QUER BRIGAR, DESGRAÇADO?

Kouma — Não, eu não quero brigar. É que você está avaliando os inimigos simplesmente pelas aparências deles, mas você não sentiu a quantidade de poder que eles têm.

Hikari — O poder que eles têm? O que quer dizer?

Kouma — Isso. — Materializou sua espada e lançou uma rajada de poder espiritual no peito de um dos goblins, que simplesmente explodiu. — Viu só? A aparência, tamanho ou feiura, no caso deles, não determina a quantidade de força que seu inimigo tem.

Hikari — Ah… entendo. Bom, se é assim… — Lançou um feixe de luz provindo de sua mão, e perfurou o peito de outro goblin, que também explodiu. — Oh…

Kouma — Vamos, matem os seus respectivos goblins também, pessoal. — Pediu, e assim, todos os guardiões atacaram seus goblins uma única vez, e todos sumiram.

Servant — Perfeito… Não podia esperar menos. Todos vocês estão aptos para lutar. Esses goblins eram do mesmo nível que o Takuya quando vocês chegaram aqui 6 meses atrás… e vocês esmagaram eles com um golpe. Vocês são incríveis, pessoal.

Takuya — O-o que? Mesmo nível que eu? Então… isso quer dizer que a gente está muito acima do nível que estava quando chegou, não é? Perfeito…

Momo — Mas pensando agora, eu fiquei com pena dos goblins. Por que precisamos matá-los?

Servant — Oh, quanto à isso, não se preocupem, as criaturas do nulo nasceram para serem usadas em treinamentos para monges, então, elas não morrem de fato. Apenas viram poeira ou uma bolinha de energia branca que anda por aí por algumas horas, mas logo voltam à sua forma original.

Momo — Ah… Que interessante. Essa dimensão é mesmo incrível, não é?

Kaya — Sim… mas também é uma prisão, Momo, e devemos nos libertar dessa prisão o quanto antes. — Intrometeu-se.

Kouma — Exatamente. — Complementou. — Muito bem, se todos aqui conseguiram vencer o Servant e também mataram os goblins, todos estão aptos para a fuga e com seus poderes no auge. Eu estava observando, e nós precisamos de três meses brutos de treinamento para chegar nisso, então, porque não descansamos um pouco? Eu sugiro que nós fujamos daqui 2 dias. Por enquanto, vamos revisar o plano.

Shizumi — Nós temos um plano? — Perguntou, colocando a mão no queixo.

Kouma — Sim. Estive trabalhando nele durante os três últimos meses, desde que fui nomeado líder, e acredito que essa seja a melhor maneira da fuga ser um sucesso.

Shizumi — Entendo.

Kouma — Muito bem. Os que quiserem tirar o resto do dia para descansar, estão dispensados, e o restante pode ficar aqui para revermos o plano. — Falou, e logo após isso, notou que todos sentaram no chão, para ouvir mais sobre o plano.

Shun — Aqui está sua resposta.

Kouma — Vocês falam sério? Pessoal, então conto com vocês.

Hikari — Espero que esse plano seja realmente bom, Kouma.

Kouma — Não se preocupe, Hikari. — Sorriu, e ao olhar para todos, viu que Kaya se levantou, e começou a sair do local onde todos estavam. — Querida? Não está interessada no plano? — Perguntou, um pouco chateado.

Kaya — Hahaha, me desculpe, querido, mas eu sou péssima nisso de decidir estratégias. E também, eu ainda não consegui terminar meu treinamento de meditação totalmente, diferente de todos os outros que treinavam com o Servant. Preciso fazer isso o quanto antes, para alcançar a todos.

Kouma — Ah, sim. Entendo. Bom, então, tenha um bom treinamento. Deixe o plano comigo.

Kaya — É claro. Eu sei que se ele estiver em suas mãos ele dará certo, independente do que for, então também não preciso me preocupar com isso. Bom, até mais, gente. — Deu uma piscadela para o homem, que corou, e voltou a andar, enquanto acariciava sua enorme barriga suavemente.

Kouma — Então, pessoal? Vamos começar? — Perguntou, com um sorriso no rosto, e quando olhou para seus amigos, notou que todos o olhavam com feições bobas. — O que vocês tem?

Momo — Vocês dois são tão fofos, que dá vontade de apertar.

Kouma — Ah… — Corou. — Bem, parem com isso, e foquemos no plano, tudo bem? — perguntou, coçando sua bochecha, enquanto os outros hospedeiros riam. — EI, PAREM.

Hospedeiros — CERTO. — Finalmente concordaram, ouvindo o grito de Kouma.

E assim, passaram várias horas, e com elas, esse dia, onde todos foram dormir completamente exaustos, por revisarem o plano diversas vezes. No dia seguinte, todos apenas dormiram e descansaram seus corpos e mentes, descontraindo e conversando despreocupados entre si, para enfim chegar ao próximo dia, onde a fuga iria se iniciar. Eram cerca de 08:30 da manhã daquele dia, e todos já estavam acordados e à postos, enquanto Kouma ficava à frente deles, revisando o combinado, e Servant assistia, atento.

Kouma — Então, pela última vez. Após fugirmos daqui e chegarmos na floresta com o auxílio dos poderes da Momo, vamos nos dispersar em 7 duplas, que são as que foram definidas ontem.

Hospedeiros — Entendido.

Kouma — Agora irei chamar o número de cada dupla, e os respectivos participantes se apresentem. Não irei dizer os nomes, pois treinamos isso o suficiente ontem. Utilizaremos apenas o número como questão de segurança.

Hospedeiros — Certo.

Kouma — Dupla 1.

Tyler e Nancy — Aqui. — Bateram continência à Kouma, que sorriu.

Kouma — Perfeito. Dupla 2.

Shizumi e Takuya — Aqui. — Repetiram o feito dos gêmeos.

Kouma — Dupla 3, 4, e 5. — Chamou, e as três duplas responderam, respectivamente e em ordem.

Foster e Hikari — Aqui.

Aikawa e Shun — Presentes.

Momo e Hotaru — Estamos aqui, líder.

Kouma — Ótimo. (Então essa é a sensação de ser líder? Incrível. Me sinto muito respeitado). — Pensava, estando extremamente feliz, mesmo mantendo um semblante sério em sua face. — Por fim, dupla 6.

Balat e Winra — Aqui, Kouma.

Kouma — Agora, a minha companheira da dupla 7, se apresente.

Kaya — Estou aqui, querido. — Riu de forma envergonhada.

Kouma — K-Kaya, não me chame de querido na frente de todo mundo. — Envergonhou-se, ruborizando sua face.

Kaya — Ah, querido, pare com isso, nós fazemos isso desde que eu cheguei aqui.

Kouma — Mas é que… Ah, esqueça. — olhou para seus companheiros, que observavam o casal. — Pessoal, estão prontos para aquela surpresa? — Perguntou, e todos sorriram.

Hospedeiros — SIM.

Servant — Surpresa? Do que vocês estão falando?

Kouma — Essa era exatamente a reação que esperávamos de você, Servant.

Servant — Do que estão falando? Não entendo.

(Insira essa OST: Naruto Shippuden OST 3 — Goodbye)

Kouma — Enquanto conversávamos, percebemos que você fez muito mais por nós do que qualquer um depois que viramos hospedeiros, e nós nunca te agradecemos por isso. Servant, você com toda a certeza do mundo, é a pessoa com o coração mais puro que existe. Obrigado por estar nos ajudando tanto desde que chegamos aqui. — Agradecido, curvou-se para o mordomo, que sorriu.

Servant — Oh ,o que? Não, não se curve, por favor. Estou apenas seguindo meu dever, Senhor Kouma. Nada mais.

Kouma — Ah, pare com esse negócio de dever. Você foi muito mais que um mestre, Servant. Você virou nosso amigo, e com certeza, não é só eu que me sinto assim, não é, pessoal? — Perguntou, e ao mesmo tempo, todos os outros também curvaram-se.

Hospedeiros — OBRIGADO, SERVANT. — Gritaram, enquanto Servant se emocionava com as ações dos hospedeiros

Servant — S-seus tolos… um mordomo… não deveria chorar. — Lacrimejou, esfregando os dedos nos olhos.

Kouma — Por favor, queremos que fique com esse presente. — Aproximou-se, entregando a ele uma cartola branca com uma listra preta, vinda de uma caixa que Nancy havia retirado de um portal.

Servant — U-uma cartola? Que presente magnífico… Não sei se posso aceitar.

Takuya — É claro que pode, Servant. Esse é um presente de todos nós.

Winra — É… vamos, aceite.

Kouma — Agora não tem como escapar, haha. — Esticou seus braços na direção de Servant com a cartola em mãos, e assim, o mordomo pegou o objeto, com um grande sorriso no rosto.

Servant — Usarei ela com todo o orgulho do mundo. — Colocou-a, girando-a em sua cabeça. — Como ficou?

Foster — Para mim está igual antes… — Sussurrou no ouvido de Winra, que lhe deu uma cotovelada.

Winra — Foster. Não estrague o momento.

Foster — Agh… minha costela.

Aikawa — Está perfeito, Servant. Ainda mais elegante do que antes.

Servant — Obrigado, Aikawa. Mas ei, como vocês conseguiram realizar essa surpresa? Eu tenho o conhecimento de tudo o que acontece aqui, me surpreender devia ser impossível.

Kaya — Você tem o conhecimento de tudo o que é falado, mas não do que é escrito. — Piscou o olho, enquanto moldava uma labareda em suas mãos que formava a palavra “Servant”.

Servant — Oh… entendo. Vocês são incríveis, pessoal. Agora, acredito que está na hora de vocês partirem de fato, não é?

Kaya — Sim… mas não se preocupe. Você sempre estará em nossa memória.

Servant — Eu digo o mesmo, hospedeiros.

(PARE A MUSICA)

Kaya — Falando em memória, pessoal, formaremos um pacto de memórias com nossa magia, assim, depois que nos separarmos e sairmos da floresta, todos vamos saber o que aconteceu com todos durante a fuga, já que talvez não nos encontremos depois daqui. Todos de acordo?

Hospedeiros — Sim.



Servant — Um pacto de memórias? Isso é algo que eu não ouvia falar há bastante tempo. É uma magia complexa e de alto nível, vocês realmente conseguem?

Kaya — Confie na gente. Muito bem, pessoal, façam um círculo, depois estendam seus braços direitos para frente, com o punho fechado. Após isso, apenas se acalmem.

Hospedeiros — Certo. — Todos fizeram o que lhes foi ordenado, e quando todos estavam com seus punhos encostados no círculo, Kaya começou a recitar a magia.

Kaya — Se preparem. — Fechou seus olhos. — “Ó grandes espíritos do passado, presente e futuro que guardam nossas lembranças e experiências em nossos pensamentos, permitam-nos compartilhar esses sentimentos de dor ou alegria entre nós, para aprofundar nossas ligações… PACTO DE MEMÓRIA”. — Enquanto falava, seu corpo foi revestido por uma aura calma e de tom azul, que fez seus longos cabelos vermelhos flutuarem, enquanto a aura era passada lentamente para todos que faziam parte do círculo, até chegar em Kaya novamente. Depois da aura revestir a todos, uma quantidade imensa de informações sobre a vida dos hospedeiros foram passadas para a mente de todos, fazendo-os se ajoelharem.

INSIRA ESSA MUSICA: Bon Jovi — Livin' On A Prayer

Kaya — O pacto… está concluído. — Sorriu, olhando para todos seus amigos, enquanto suas memórias passavam por sua cabeça como se fossem pequenos filmes. — Agora, sempre que quisermos saber o que está acontecendo um com o outro, é só acessarmos as memórias dessa pessoa, e a magia irá nos conectar diretamente com o que ela está vivendo naquele momento ou o que já viveu antigamente.

Servant — Meus parabéns, hospedeiros. Conseguiram. Agora está tudo pronto. Preparem-se para a fuga, pessoal, pois eu cuidarei da retaguarda. — Desembainhou sua espada, e começou a andar na direção contrária dos hospedeiros, ficando parado, como se esperasse algo acontecer.

Hospedeiros — ADEUS, SERVANT. E OBRIGADO POR TUDO. — Gritaram, mas o mordomo não se virou para responder, mantendo-se imóvel olhando para a vastidão do Nulo.

Kouma — Certo... Nancy, contamos com você. ABRA O PORTAL QUE NOS TRARÁ A LIBERDADE. — Gritou, e nesse momento, a garota de cabelos rubros estendeu suas mãos para frente, e criou um imenso portal na frente de todos.

Nancy — PORTAL… CONTACT. — Gritou, e no exato momento em que ela conseguiu abrir o portal, o manteve estável, e o primeiro hospedeiro saiu por ele, um outro grande portal surgiu no Nulo, do lado contrário ao que os hospedeiros estavam, em frente à Servant e ele estava teletransportando Koji para o local automaticamente.

Koji — SEUS BASTARDOS, MANDEM MAIS SOLDADOS- O que? — Perguntou-se, vendo que estava no Nulo, e em sua mão, havia um telefone vermelho, que usava para se comunicar com alguém. — O nulo? Pra eu ser transportado pra cá, só tem uma explicação... Então vocês resolveram me trair? Péssima hora, pessoal, péssima hora. Estou de mal humor. — Ao ver os hospedeiros passando pelo portal, jogou o telefone no chão e materializou sua espada normal, de empunhadura marrom e lâmina de cor grafite, usada para treinamento em sua mão, e apenas uma empunhadura sem lâmina, ou seja, sua god Slayer em sua cintura.

Servant — VÃO LOGO. FUJAM. EU SEGURAREI O KOJI AQUI. — Falou, enquanto soltava uma lágrima e sorria ao mesmo tempo. — Adeus… meus grandes amigos.

Kouma — VAMOS, RÁPIDO. — Gritou, entrando no portal rapidamente, empurrando todos que estavam na sua frente, fazendo todos passarem de uma só vez, e assim, abanou para Koji, que o viu de relance dando tchauzinho.

Koji — Servant… — Respirou fundo, enquanto uma veia saltava em sua cabeça. — O QUE SIGNIFICA ISSO? — Gritou, expelindo uma aura sufocante e cheia de fúria.

Insira essa musica: OST — All For One

Servant — ISSO É EXATAMENTE O QUE PARECE, KOJI. ESSAS CRIANÇAS SERÃO LIVRES, E VOCÊ NÃO VAI IMPEDI-LAS. — Colocou-se na frente de todos os jovens, que terminaram de sair pelo portal, que se fechou, e com isso, abriu os braços, com sua Brutal Blade em mãos.

Koji — Que decepção… Eles amolecerem até mesmo você, e fizeram você cooperar com essa loucura. — Colocou sua mão na face, com muito desgosto.

Servant — Eu, cooperar? E se eu te disser que esse plano de fuga também é de minha autoria?

Koji — Como é que é? Você… Como o detector de traições não apitou desde esse momento, então?

Servant — Por que eu não fiz com intenção de te trair, mas sim com intenção de ajudá-los. E ajudar amigos, na minha visão, não é uma traição em nenhum aspecto.

Koji — Hahahaha, seu tolo. Você é patético.

Servant — Mas não se preocupe, o detector de traições irá apitar agora, a qualquer momento. — Falou, colocando-se em posição de batalha. — Eu vou fazer minha parte, e pará-lo aqui mesmo.

Koji — Como se você tivesse alguma chance… Agora eu entendo porque Kouma quis vir treinar… eles planejaram uma fuga, e como você não pode se voltar contra mim sem eu saber, treinou eles para fazer isso.

Servant — É exatamente isso. Agora, prepare-se.

Koji — Hahahaha, Minha ficha ainda não caiu. Você é lamentável, Servant... Você, meu soldado mais querido, praticamente o meu braço direito…, e ainda sangue do meu sangue... Treinou os garotos além do que devia, para fazê-los me matar... Sua tática foi realmente esperta.

Servant — CALE A BOCA. EU NÃO... TENHO MAIS MEDO DE VOCÊ... IRMÃO. — Gritou, entrando em posição de combate. Você mesmo disse que tinha dificuldades de resistir à esse ataque, não é? Então… RECEBA. CRIAÇÃO FINAL: TORMEN- Gritou, tentando se preparar para desferir a técnica a qual havia usado contra Takuya, mas em um único instante, Koji apareceu muito próximo dele e o jogou no chão com um golpe de mão aberta direto no pescoço, que abriu uma grande cratera no chão.

Koji — Eu já disse para você não me chamar mais dessa forma... Shoma.

Servant — AAAGH. — Gemeu de dor, apoiando-se em sua espada para ficar ajoelhado na frente do monge. — NÃO ME CHAME DESSE JEITO… MEU NOME… É SERVANT.

Koji — Servant... Seu tolo. Eu sempre estive do seu lado, desde aquele incidente que tornou você nisso. Você sabe que parte dos meus objetivos também englobam você, e como você me paga? Com uma traição... Isso é imperdoável. — Falou, com desprezo, e isso despertou a fúria de Servant.

Servant — KOJI, SEU DESGRAÇADO. VOCÊ SEMPRE TEVE A TOTAL CIÊNCIA QUE EU NUNCA QUIS VOLTAR AO NORMAL. EU ME SINTO ÚNICO SENDO DESSA FORMA, E MINHA ALMA E ESPÍRITO ENCONTRAM PAZ DESSE JEITO. POR QUE VOCÊ QUER TIRAR ISSO DE MIM? — Tentou se levantar, mas Koji deixou sua aura ainda mais pesada, o que deixou o mordomo completamente paralisado e amedrontado.

Koji — CALE A BOCA, EU NÃO ME IMPORTO COM O QUE VOCÊ ACHA, VOCÊ NÃO PASSA DE UMA ABERRAÇÃO.

Servant — C-como é? Seu... Maldito... — O mordomo, sem forças, apenas abaixou a cabeça, enquanto algumas lágrimas saíam de seus olhos e molhavam o chão lentamente, após escorrer por todo o seu rosto.

Koji — Já chega de tanta baboseira e conversa fiada, eu vou mostrar o que acontece com quem se volta contra mim. — Falou, aproximando sua mão da cabeça do mordomo, que tremia em desespero. — Eu vou aumentar a carga de controle sobre você, e agora além de me obedecer fielmente, você está fadado a um contrato de não-traição, ao qual, se você quebrar, bem... EU GARANTO QUE ESSA SITUAÇÃO NUNCA MAIS IRÁ SE REPETIR. Ritual de contrato. — Encostou sua mão na testa do mordomo, fazendo emanar vários raios negros, enquanto sua energia era passada para ele, que desmaiou, logo em seguida, e ficou caído de bruços aos pés de Koji.

Servant — Ngh… — Após o ritual concluído, Servant desmaiou.

(pare a musica

Koji — Pelo visto te deixar como a única vida inteligente aqui foi um erro. Criarei alguém para me ajudar de verdade agora. — Cortou seu pulso esquerdo com sua lâmina, e derramou seu sangue no chão do Nulo, e com isso, o solo começou a se modificar após se fundir com o líquido vermelho, e disso, um garoto de aparentemente 20 anos nasceu, e ele tinha a mesma aparência que Koji havia com 20 anos. — Perfeito… Você se chamará... Krydel.

Krydel — Q-quem é você? Quem sou eu?

Koji — Krydel, eu criei você para ser como um filho para mim.

Krydel — E qual a razão… para me criar? Por que me deu esse nome?

Koji — Porque sei que alguém como você não irá me trair, afinal, em teoria, filhos são fiéis aos pais. — Lembrou-se de kaya por um momento, cerrando o punho. — E seu nome é o nome que eu daria para um filho meu que nascesse homem.

Krydel — Entendo… E qual o meu dever?

Koji — Seu dever por agora é tratar do meu irmão, Shoma. Ou Servant, como preferir. Após isso, você deve se fortalecer e virar o braço direito dele, e não o deixe sozinho, ou ele pode apresentar comportamentos estranhos. Aqui… pegue esta espada para você. — Embainhou e entregou sua espada grafite para Krydel, que aceitou-a de bom grado, ajoelhando-se e estendendo as mãos para recebê-la.

Krydel — Entendido… Conte comigo, Senhor.

Koji — Bom garoto, Krydel. Como você foi criado com meu sangue, será um exímio guerreiro, e como também tem células nulianas em seu organismo, sua proeminência em magia será altíssima, ou seja, um guerreiro quase perfeito. Bem, tome conta de tudo por aqui até o Servant acordar… — Olhou Servant, que estava desmaiado, com desdém. — Agora… que pena, irmão... Por sua causa... Por você ter acendido a chama da revolução naquelas crianças ingênuas... Todas elas vão morrer. — Falou em um baixo tom, enquanto simplesmente abria um portal e saía daquele local, ao mesmo tempo que krydel se curvava novamente para ele.

Krydel — Servant… não é? Espero que possamos virar amigos. — Falou, estando com olhar vazio.

Kouma — CORRAM. — Ao mesmo tempo em que Koji, Krydel e Servant estavam no nulo, o ex-soldado gritava, liderando todos, enquanto carregava Kaya no colo, por ela estar incapaz de correr.

Kaya — Querido, desculpe novamente por fazê-lo me carregar.

Kouma — Que nada, você sabe que é uma honra, e mais... Eu te prometo que tirarei nós 3 daqui com vida.

Kaya — Espero que sim...

Hotaru — KOUMA, O QUANTO DEVEMOS CORRER?

Kouma — CORRAM ATÉ A FLORESTA, DEPOIS FAÇAM COMO O COMBINADO.

Hotaru — ENTENDIDO. — A garota, que tinha completo controle sobre as ondas sonoras, transmitiu isso para os ouvidos de todos que estavam vindo, que gritaram.

Todos — ENTENDIDO.

Kouma — TAKUYA, SHIZUMI, SABEM O QUE FAZER.

Takuya — COM CERTEZA, LÍDER. — O garoto de cabelos amendoados, ao confirmar a fala do líder da operação de fuga, materializou rapidamente suas duas espadas e começou a girar ao redor de si mesmo, criando um tornado de poeira, e assim, Shizumi surgiu por cima e começou a bater suas asas, espalhando toda a terra por todo o alto da montanha, coisa que dificultava consideravelmente a vista para quem vinha do templo.

Takuya e Shizumi — TÉCNICA COMBINADA: TEMPESTADE DE AREIA.

Kouma — ÓTIMO, AGORA VOLTEM PARA A FORMAÇÃO, POIS É MINHA VEZ. — Ele parou de correr, colocou Kaya no chão, e então sacou sua espada, cravando-a no chão. — BARREIRA ESPIRITUAL: INFINITO. — Gritando isso, uma grande barreira de energia roxa surgiu, cobrindo toda a área que ia para o dojô, e enfim voltou a correr, pegando Kaya no colo novamente. — CONTINUAR.

Kaya — Querido, por que você precisou fazer essa barreira mesmo?

Kouma — Por dois motivos. Primeiro, ela vai embaralhar os sentidos mágicos do Koji, e dificultar bastante pra ele nos achar enquanto estiver lá dentro. Se estivéssemos dentro e ele fora, seria a mesma lógica, já que a barreira impede a passagem de magia. Segundo, cercando ele dentro de uma barreira, ele vai demorar para alcançar a gente, já que ele vai ter que lidar com ela primeiro, e isso vai dar mais tempo pra fugirmos.

Kaya — Entendo...

Assim, eles correram por cerca de 500 metros, e deram de cara com o fim da montanha, mas isso não era motivo para desespero, pois também estava no plano, e quando chegaram na borda, todos os 13 pularam para a floresta sem hesitação, usando os poderes de Momo juntamente com seus próprios poderes para aterrissar com segurança

Momo — DANÇA DA FLORESTA. — Falou, balançando sua Katana de madeira, e assim, vários cipós e árvores começaram a se mexer de forma sobrenatural, para formar um caminho seguro até o chão para os hospedeiros, que deu completamente certo, fazendo todos eles chegarem ao chão sãos e salvos.

Kouma — OK, PARTE 1 DO PLANO: CONCLUÍDA. AGORA, PESSOAL, DIVIDAM-SE, DA FORMA QUE COMBINAMOS.

Todos — ENTENDIDO. — Ouvindo a ordem de Kouma, todos se dispersaram, fazendo exatos 7 grupos, que se embrenharam na floresta. Kaya e Kouma ficaram lá por mais alguns segundos, até sumirem também, só para confirmar se todos estavam executando o plano corretamente.

Kaya — Ok, nos dividimos perfeitamente, agora poderemos confundi-lo.

Kouma — Certo, vamos também, Kaya. — Pegou a garota no colo novamente e sumiu, se embrenhando na floresta.

Enquanto isso, Koji, que havia aberto um portal para sair do nulo há pouco, apareceu na frente de seu dojô, e nesse mesmo momento, percebeu que havia uma grande barreira de cor roxa gigantesca em seu caminho.

Koji — Esses desgraçados se prepararam mesmo... Até criaram uma barreira para me atrasar. Mas se acham que só com isso eles irão conseguir escapar de mim, estão completamente enganados. God Slayer... Faça o que tem que fazer. — Ao terminar seu monólogo, um portal abriu em sua frente, e assim, sua espada, que se encontrava apenas com a empunhadura, devido ao fato de ter usado as partes da lâmina para conceder os poderes elementais aos hospedeiros, apenas encostou na barreira que Kouma criou com tanto esforço, e uma pequena abertura se formou, possibilitando a ele passar por ela sem problemas. Após isso, tirou-a de perto da barreira, e ela voltou a se fechar. — Seus tolos, aposto que vocês não contavam com minha God Slayer... Além dela ser um rastreador natural de poder elemental, mesmo eu tendo dado os poderes elementais a vocês, ela ainda possui a propriedade de todos os elementos, então, o que foi criado com esses poderes, pode também ser desfeito por eles. Agora, por onde eu começo a procurá-los? Localizar. — Ergueu a empunhadura para o alto, e então, algo como um radar começou a ser emitido por toda a área. — Hã? Que estranho… o sinal não está voltando. — Falou, quando de repente, percebeu que havia uma tempestade de areia cobrindo todo o seu campo de visão. — Esses desgraçados… por quanto tempo irão ficar adiando o inevitável? — Balançou a empunhadura com toda a sua força, dissipando completamente a tempestade. — Ok.. o radar está funcionando novamente… E eu já encontrei os primeiros sinais. — Sorriu, e abriu outro portal, sumindo novamente.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, todas as duplas continuavam se embrenhando na floresta, e enquanto Kouma corria, ele e Kaya conversavam.

Kaya — Kouma, você acha que eles vão ficar bem? Tipo… você acha que todos nós temos chance de sairmos daqui com vida?

Kouma — O que? Kaya… eu posso sentir… seus braços estão tremendo… está tudo bem?

Kaya — Ah… está sim… mas eu nunca me voltei contra meu pai desse jeito… e eu sei o quão poderoso ele é, e isso me dá calafrios…

Kouma — Não se preocupe, Kaya. Nós ficamos fortes o suficiente para conseguirmos lutar de igual para igual com o Servant, então também estamos muito poderosos. Vai dar tudo certo, acredite.

Kaya — Espero que sim… Mas mesmo assim estou preocupada com nossos amigos.

Kouma — Por enquanto, devemos nos preocupar apenas conosco, certo? Eles vão ficar bem. Vamos focar em sair dessa floresta o mais rápido possível.

Kaya — Entendi… Então, tenho uma última coisa para perguntar.

Kouma — O que foi? Pode dizer.

Kaya — Qual nome… nosso filho deve ter? — Perguntou, olhando para sua barriga. — Sei que talvez seja um pouco em cima da hora, mas queria que você desse um nome a ele.

Kouma — U-um nome? Nossa… eu não sei se consigo pensar nisso agora, haha. — Respondeu, um pouco nervoso.

Kaya — Não se preocupe. Você pode pensar nisso quando sairmos daqui, mas queria que você já fosse encontrando um nome que te agrade.

Kouma — Certo. Irei pensar com carinho.

Koji — E quem disse que vocês irão sair daqui? — Enquanto Kouma corria com Kaya em seus braços, o monge maligno surgiu entre os arbustos, e se colocou na frente do casal, emanando uma aura completamente esmagadora, que fez Kouma recuar, dando um pulo para trás.

Kouma — KOJI. Seu desgraçado… Isso significa que o Servant… — Colocou Kaya no chão.

Koji — Sim. Ele foi derrotado muito facilmente, até fiquei com pena de ter que pisar em um inseto tão insignificante.

Kouma — O QUE? COMO OUSA OFENDER O SERVANT DESSE JEITO? — Enfureceu-se, fazendo sua aura revestir seu corpo.

Kaya — KOUMA, ACALME-SE. Não caia nas provocações dele, você sabe mais do que ninguém que esse maldito ama brincar com o psicológico das pessoas.

Kouma — É, tenho uma noção.

Koji — Ah, agora é “Maldito”... mas antes, era “meu pai”, não é? Que duas caras, Kaya.

Kaya — O que? Desde quando você está nos seguindo, seu psicopata?

Koji — Acho que cheguei justamente nessa parte. Sua falsidade com seu pai é algo fora de série.

Kaya — Não se esqueça que eu fui criada por você, logo, eu tenho a quem puxar, seu velho babaca.

Koji — Nossa… essa magoou. Eu iria matar vocês rapidamente para não sofrerem, mas agora eu mudei de ideia.

Kouma — Você não vai fazer nada disso, eu vou te parar aqui mesmo. Kaya, fique para trás, você não está em condições de lutar agora.

Kaya — Certo.

Koji — Oh… então você acha mesmo que pode vencer com seu nível de poder atual? Interessante. Me mostre o que esses 6 meses que você passou no Nulo te ensinaram.

Kouma — Com prazer. Te derrotar já estava nos planos de qualquer modo, então não vejo problemas em adiantar isso. LION SOUL. — Gritou, manifestando sua katana em sua mão. Ela tinha empunhadura azul, tendo um leão da mesma cor em seu fim, que juntava seu pescoço ao cabo, e uma guarda arredondada de ferro que era ligada à uma lâmina com uma cor acinzentada que se destacava, parecendo ser bastante afiada.

Koji — Oh…? Então você enfim nomeou sua espada? Ela está um pouco diferente do que eu me lembro. Então você realmente ficou mais forte.

Kouma — Mas é claro. Com a ajuda de Servant e de todos, consegui o poder que preciso para te derrotar.

Koji — Oh, é mesmo? Então por que não paramos com essa conversa besta e partimos para o que interessa? — Perguntou, apertando a empunhadura que segurava em sua mão com força, fazendo uma aura dourada aparecer em seu corpo. — Aqui vou eu. — Falou, começando a correr na direção de Kouma.

Kouma — Hahaha… Isso vai ser mais fácil do que eu pensei. Como acha que pode vencer só utilizando uma empunhadura? — Foi de encontro ao monge, com sua espada em mãos, e no momento em que ia atacar, Koji balançou sua espada, e fez uma rajada de vento atingir Kouma, desferindo vários cortes em seu corpo, e o jogando em uma árvore.

Kaya — KOUMA. — Gritou, vendo o rapaz ser atingido.

Kouma — GWAAAH… Desgraçado… vento? Como fez isso? — Levantou-se, estando confuso com a situação. — Como consegue utilizar poderes elementais? Você não tinha os dado para nós?

(insira essa ost: OST — Kokuten )

Koji — Hahaha… Você é ingênuo demais garoto. Acha mesmo que eu deixaria todo esse poder na mãos de um bando de jovens inexperientes sem ter como revidar? É claro que não. A minha God Slayer pode utilizar o poder de todos os elementos que foram colocados nela, mesmo que eles estejam fora. Claro, a potência dos golpes é um pouco menor, mas considerando que eu uso o meu próprio poder mágico para converter a essência dos elementos que resta na espada em ataques, posso considerar que os ataques ainda saem bem poderosos.

Kouma — Como é? Seu desgraçado… Então só tenho que arrancar essa espada das suas mãos, ou melhor… te deixar sem elas.

Koji — HAHAHAHA, ingênuo demais, Kouma. Eu me preparei para todos os cenários possíveis, e mesmo que você consiga me separar da God Slayer, o que eu acho muito improvável, eu inseri pequenas lascas da lâmina respectivas à cada um dos 14 elementos que possuo nela em meu próprio corpo, e com isso, eu ainda conseguiria utilizar os poderes elementais.

Kouma — O que? Você só pode estar blefando. Ninguém seria louco a esse ponto.

Kaya — Não… Kouma, acredite, ele é capaz de tudo para completar esse objetivo maluco dele.

Koji — Uma boa filha realmente sabe o pai que tem.

Kaya — E era isso que eu temia…

Kouma — Agh… Já chega… — Ainda sentindo dor por causa do impacto anterior, pôs-se em posição de combate. — EU VOU ACABAR COM VOCÊ.

Koji — Tente. — Falou, indo como um raio na direção de Kouma.

Os dois então, começaram sua luta, com Kouma colocando sua lâmina na frente da empunhadura de Koji, o afastando, e em seguida, tentou atacar com golpes de esgrima ensinados à ele por Servant, mas Koji conseguiu se defender de todos, apenas desviando a lâmina de Kouma para os lados. Vendo que seus ataques físicos não estavam surtindo efeito, deu um salto para trás, seguido de uma cambalhota, e no momento em que ficou de pé novamente, apontou sua lâmina para o monge, lançando uma imensa rajada de energia de coloração azul-bebê, que foi respondida com uma rajada de fogo envolta em raios, que gerou uma colisão rápida de poderes, que foi interrompida quando o jovem ex-soldado parou seu golpe e se escondeu na fumaça gerada pelo impacto, e nisso, Koji, que havia continuado seu golpe, ao notar que Kouma havia desaparecido, mexeu dois dedos de sua mão para a direita, e com isso uma grande rajada de vento limpou a fumaça instantaneamente, mas mesmo assim, não conseguiu localizar o jovem.

Koji — O QUE? ONDE ELE FOI? — Perguntou-se, quando de repente, viu uma sombra surgindo por cima de si, e quando percebeu, Kouma estava vindo com a lâmina da Lion Soul virada para baixo, e sem tempo de se defender com a guarda de sua God Slayer, colocou o braço na frente do golpe, que foi perfurado pela espada, mas Koji aproveitou esse golpe para fazer seu braço ficar com uma propriedade metálica, e com isso prendeu Kouma no ar, o jogando longe com um arremesso que o separou de sua espada.

Kaya — KOUMA, CUIDADO. — Gritou de longe, estando escondida atrás de uma árvore.

Kouma — WAAAAH. — Gritou, até o momento em que caiu sentado no chão, levantando-se imediatamente. -Não se preocupe Kaya, eu estou bem, mas o pouso de herói falhou. — Riu, levantando-se.

Kaya — Hahahaha, idiota. — Começou a rir, devido ao comentário do rapaz.

Koji — Você ainda tem tempo para essas piadas bestas? Que praga. Admito que utilizar a fumaça a seu favor foi uma ótima estratégia, mas você tem que aceitar o fato que não tem como me derrotar. Desista logo, Kouma, me entregue seu elemento e o de Kaya, e eu prometo que deixo vocês saírem daqui com vida. — Retirou a espada de Kouma de seu braço com ódio, jogando-a no chão.

Kouma — Hahaha, até parece que eu vou acreditar em um blefe patético desses. — Moveu seus dedos, fazendo sua espada ser teleportada para sua mão novamente.

Koji — Bom, se você não quer negociar, vou ter que proporcionar uma batalha de verdade a você e te destruir de corpo e alma, mas sem os elementos, eu estou sem a lâmina original da God Slayer. Isso significa...

Kouma — Que vai parar de ser um pé no meu saco e morrer?

Koji — Seria bastante conveniente para você, não? Mas quando eu fiz meu braço virar metal, eu tive uma ideia… se eu não tenho a lâmina original, é só fazer uma… por conta própria. — Sorriu, e assim, materializou uma lâmina igual à da God Slayer original feita a partir do elemento metálico.

Kouma — (Ah, ótimo… tudo o que eu precisava era enfrentar uma lâmina de verdade.... Já estava um inferno com ele usando somente a guarda, quero ver o que ele fará agora.) — Pensou, colocando-se em posição de combate, enquanto uma gota de suor aparecia em seu rosto.

Koji — Oh, não vai falar nada? Que interessante. Você deveria estar vendo sua cara agora, parece tão preocupado que chega a ser hilário. — Começou a zombar de Kouma, que apenas respirou fundo, não caindo na provocação.

Kouma — Bom, agora que você tem uma espada, talvez essa luta se torne justa para você, e assim eu posso te derrotar sem culpa por ter sido um confronto desonesto. — Sorriu, fazendo sua energia fluir por sua Lion Soul.

Koji — O QUE VOCÊ DISSE? Vou fazer você engolir essas palavras arrogantes, seu desgraçado. — Furioso com o comentário feito por Kouma, koji rachou o chão, investindo extremamente rápido na direção do garoto com sua nova espada, fazendo um brilho dourado revestir a lâmina provisória.

Kouma — Ora, parece que o jogo virou, não é? Você quem caiu na minha provocação. — Comentou, defendendo o ataque de Koji com dificuldades, sendo arrastado para trás.

Koji — CALE A BOCA. — Ordenou.

O monge, ainda cheio de raiva, voltou a atacar Kouma, e os dois começaram um duelo de espadas magnífico, que fazia faíscas jorrarem para todos os lados a cada batida de espadas. Koji continuava desferindo ataques cada vez mais fortes por todos os lados, e Kouma defendeu com maestria, mesmo sendo visivelmente mais fraco. Em um dos ataques, Kouma, ao se defender, girou seu braço, e com isso, percorreu a lâmina de Koji, e com um movimento rápido, quase tirou a espada da mão do monge, que fez uma rajada de fogo na ponta da espada que fez Kouma se afastar.

Kouma — Maldito. Pare com esses truques sujos.

Koji — Pare você com essa resistência besta. Você não vai me vencer só defendendo, e também não vai me cansar com esses movimentos simples e fracos. Eu vou acabar com isso no meu próximo ataque, então certifique-se de pelo menos me divertir um pouco, para eu não ter matado uma cobaia tão importante em vão.

(insira essa ost: Fairy Tail — Released Power )

Kouma — Então, quer que eu vá com tudo contra você, não é? Que interessante. Pois que seja. Lion Soul… Liberar. — Falou, e assim, uma grande quantidade de energia começou a revestir o corpo de Kouma e também sua espada, causando uma grande pressão no ambiente.

Kaya — Kouma… que poder… imenso… — Falou, enquanto colocava as mãos em frente ao rosto, devido ao vento que toda aquela energia estava proporcionando.

Koji — Oh, ótimo. Você vai me proporcionar uma boa lembrança de batalha. Mas infelizmente, será apenas uma lembrança, pois irei te fazer desaparecer. — Falou, e assim, mandou sua energia para a lâmina, fazendo-a brilhar, desta vez com um tom bastante colorido, que lembrava um arco-íris, e isso gerou uma pressão tão grande quanto a de Kouma. — Estou ativando o poder de todos os elementos simultâneamente, não é incrível?

Kouma — Não se eu te derrotar mesmo assim. Vamos acabar com isso de uma vez por todas. — Se colocou em posição de batalha, deixando a pressão que emanava ainda mais pesada, e então, correu na direção de Koji, que fez o mesmo.

Koji — ME MOSTRE O QUE TEM, RYUUMA KOUMA.

Kouma — COM PRAZER.

E assim, os dois colidiram suas espadas, fazendo um vento tão forte que quase tirou Kaya do chão, e fez várias folhas de árvores saírem voando, enquanto se encaravam e empurravam suas lâminas um contra o outro, um vendo o nível do outro, quando de repente, toda a pressão e poder que Kouma estava emanando começou a desaparecer, sendo sugado pela espada de Koji, e com isso, conseguiu forçar sua lâmina contra o ex-soldado brutalmente, o jogando contra uma fileira de árvores, ganhando a disputa de força, enquanto seu adversário gritava de dor, estando cheio de hematomas e com sangue saindo de sua boca.

Kaya — KOUMAAAA.

Kouma — GAAAH… EU… ESTOU BEM. — Gritou, levantando, enquanto cambaleava. — Seu… maldito… O que você… fez? — O jovem, que estava machucado e extremamente confuso, tentava entender o ocorrido, enquanto Koji apenas ria de uma forma psicótica.

Koji — HAHAHAHA… Kouma, você é muito ingênuo. Eu preciso absorver os elementos para minha espada voltar ao normal, não? Pois bem, eu apenas absorvi boa parte do poder exagerado que você estava expelindo diretamente pra minha espada, e tirando o poder de você, foi fácil ganhar a disputa de forças, mas infelizmente não consegui retirar seu maldito elemento.

Kouma — Ngh… Seu desgraçado.(Eu usei muito poder naquele ataque… não contava com a possibilidade dele sugar o poder… maldito monge). — Falava e pensava, enquanto tentava manter-se de pé.

Kaya — KOUMA. — A garota, que havia sido jogada um pouco para trás por causa do impacto, colocou-se na frente de seu amado, para defendê-lo. — VOCÊ NÃO FARÁ NADA COM ELE, PAI.

(pare a musica)

Koji — Voltamos pra parte onde você me chama de pai, então? Hahahaha, Kaya, Kaya, você não pode se esforçar muito, sabe disso. O que poderia fazer para me deter enquanto carrega essa criança no ventre?

Kouma — Kaya… — Colocou a mão no ombro da garota, se apoiando para não cair. — Não faça nada… sou eu que devo protegê-la… e eu vou fazer isso. — Colocou-se na frente da garota novamente, voltando a empunhar sua espada, mesmo cansado.

Kaya — Querido… droga…

Koji — Essa luta já acabou, Kouma. Eu sou o vitorioso. Agora, faça o que já devia ter feito há muito tempo, e morra. — Revestiu a god Slayer com poder elemental e comçou a correr na direção do garoto para atingi-lo com um corte e enfim finalizar a luta, mas quando estava prestes a ser atingido pelo golpe de Koji, um machado vermelho apareceu girando, e acertou o braço do monge, fazendo-o recuar.

Insira essa musica: One piece OST — Luffy Moukou

Koji — GWAAAH. Que porcaria é essa?

Hotaru — Porcaria não, respeite minha arma. — Apareceu, pulando no galho de uma árvore atrás de Kouma, estendendo a mão e fazendo o machado voltar para sua mão.

Momo — Sua mira é realmente boa, Hotaru. — Chegou, estando em cima de uma raiz que se remexia pelo solo.

Kouma — Hotaru, Momo. O que estão fazendo aqui?

Hotaru — Salvando a pele de vocês dois. Vocês iriam morrer com toda a certeza. Consegui ouvir aquela explosão de poder mesmo estando longe, e mudamos nossa rota, até que chegamos aqui, e bem em cima da hora.

Kouma — Então resolveram juntar a dupla de vocês com a nossa para essa luta?

Momo — Na verdade… não é bem esse nosso plano.

Kaya — O que? Do que está falando?

Momo — Envolvimento de raízes. — Falou, prendendo Kouma e Kaya em raízes gigantescas de árvore, e os erguendo para o alto.

Kouma — MOMOOOO. O QUE ESTÁ FAZENDO?

Kaya — EI… NÃO ME APERTE.

Momo — Desculpem, não estou usando nem um pouco da minha força justamente para não machucá-los. Isso mostra o quão incapazes de lutar vocês estão.

Koji — Mas o que droga está acontecendo aqui?

Hotaru — Kaya, Kouma, vocês são a cabeça desse plano, não devem cair tão facilmente. Por ora, fujam, nós vamos segurar o Koji aqui. — Lançou o casal para o alto, e em seguida, Hotaru pulou até os dois.

Hotaru — Empurrão supersônico. — Falou, jogando Kaya e Kouma para longe com uma palmada, que atingiu suavemente a barriga de Kaya.

Kaya — HOTARU. — Gritou, enquanto era levada longe por um círculo de som, juntamente de Kouma.

Kouma — GWAAAAH

Hotaru — Não se preocupe… isso não vai afetar em nada seu bebê… Bom, talvez ele se torne um ótimo apreciador de sons, mas nisso não tem nada de ruim. Aliás, ele vai ser um garoto muito saudável. — Monologou, passando o som para os ouvidos de Kaya no processo com a ajuda de seus poderes.

Kaya — WAAAAH — Gritou, enquanto era jogada para longe.

Koji — Mas o que… por que vocês fizeram isso, suas idiotas? Vocês só estão adiando a morte deles.

Hotaru — Eu e a Momo iremos parar você aqui, seu maldito. Você não vai atacar nosso líder logo de início.

Momo — Vou te mostrar o que acontece quando tenta machucar meus amigos, Koji.

Koji — Apenas mais e mais ameaças esdrúxulas. Suas idiotas, deviam saber que adiando a morte deles… vocês ADIANTAM AS SUAS. — Balançou sua God Slayer, dizimando dezenas de árvores ao seu redor.

Momo — Nós não temos medo de você. Hotaru… vamos acabar com ele.

Hotaru — De acordo.

Koji — Se se acham tão incríveis, então… VENHAM PARA CIMA. ASSIM VOCÊS MORREM LOGO, E EU POSSO CAÇAR AQUELES DOIS.

Momo e Hotaru — COMO SE FÔSSEMOS PERDER PARA VOCÊ. — Avançaram contra o monge, enfim iniciando o confronto.

(pare a musica)

Enquanto isso, Kaya e Kouma, que haviam sido lançados longe, aterrissaram no chão suavemente, pois a onda sonora os largou diretamente na grama, há muitos quilômetros de distância de onde Koji estava.

Kouma — Agh… malditas… se acham no direito de ficar com toda a diversão. — Levantou-se, já um pouco recuperado.

Kaya — POR QUE ELAS FIZERAM ISSO, KOUMA? ELAS VÃO MORRER. NÓS PRECISAMOS VOLTAR LÁ, AGORA. — A garota, em desespero, começou a gritar, por não saber o que fazer.

Kouma — Kaya, isso é impossível, mesmo se eu corresse com toda a velocidade que posso agora, eu demoraria cerca de meia hora para chegar lá. A velocidade do som é algo incrível, não subestime os poderes da Hotaru.

Kaya — Droga… meia hora? Isso é muito tempo… Inferno. Isso quer dizer que elas vão se sacrificar para nos salvar, e não podemos fazer nada para impedir?

Kouma — Kaya, se acalme, eu aposto que elas vão ficar bem, a gente treinou 6 meses para isso.

Kaya — E o Servant treinou por mais de 20 anos, e mesmo assim foi derrotado em instantes. Tempo de preparo não é o problema aqui.

Kouma — Como você pode ter tanta certeza que o Servant foi derrotado? O Koji pode tê-lo ignorado- Quando tentava falar, não aceitando o fato de que Servant havia caído e de que suas amigas estavam em perigo, Kaya o interrompeu, com um tapa em seu rosto. — Kaya?

Kaya — Querido, não se faça de besta. Eu sei que aceitar que o homem que foi um pilar em termos de poder para nós durante tanto tempo foi derrotado como se não fosse nada, mas essa é a realidade. Se o Servant tivesse conseguido segurá-lo, ele não teria aparecido em nossa frente, e nem precisaríamos ter sido salvos pela Momo e pela Hotaru. E pode ter certeza, que quando ele derrotar as duas, nós somos os próximos. — Falou, com uma feição extremamente séria.

Kouma — Droga... Será que tudo vai ser em vão? Elas não tem como escapar?

Kaya — Aquele homem… ele está completamente enfurecido porque o traímos, ele não vai deixar isso barato. O único jeito delas saírem vivas seria se acontecesse o milagre dele ser piedoso, o que não vai acontecer.

Kouma — Não… não pode ser… elas entraram na rota da morte em nosso lugar,e nem vamos poder agradecê-las.

Kaya — Droga… — Começou a chorar.

Kouma — Acho que a única coisa que podemos fazer agora para honrar a vontade delas, é sair daqui. Será que não tem nenhuma rota de fuga para sairmos vivos?

Kaya — Infelizmente nã-... Ei, espere… acabei de me lembrar de algo… — Falou, limpando as lágrimas, e pegando Kouma pelo braço. — Não é bem uma rota de fuga, mas eu sei um lugar onde podemos nos esconder e ganhar tempo.

Kouma — Você quer se esconder por essas redondezas? Pare de falar besteiras, Kaya, nós temos que sair daqui o mais rápido possível, isso sim.

Kaya — Kouma, cale a boca, eu sei o que eu estou fazendo. Eu moro nesse maldito inferno fazem 19 anos, e você está aqui há apenas 1, então sequer conseguiu conhecer grande parte dessa área.

Kouma — Realmente, parando pra pensar, você conhece essa área muito melhor que eu, mas onde exatamente você quer ir?

Kaya — Não se preocupe, confie em mim. Nós devemos chegar lá daqui 20 minutos.

(insira essa ost: Full Metal Alchemist OST 3 — Kyoudai

Então, convencido pelas palavras da ruiva, Kouma encolheu os ombros para mostrar que entendeu, e carregou Kaya pela floresta, se embrenhando cada vez mais fundo na vegetação, seguindo as instruções da garota, até que de repente, no horizonte, uma pequena casa de tijolos cinzas que era revestida de barro apareceu. Era uma área extremamente vazia no que se dizia respeito à árvores, sendo uma área estranhamente limpa no meio da floresta. Haviam algumas flores ao redor da casa, assim como nas janelas, e também contava com um gramado rasteiro, esverdeado, e extremamente bem cuidado, um pequeno lago ao lado, um catavento que girava lentamente na parte de cima, e da chaminé saía uma fumaça esbranquiçada, que se dissipava rapidamente, não sendo levada para a atmosfera, nem sendo possível de se ver acima das árvores.

Kaya — Ótimo, chegamos. — Comemorou, enquanto Kouma a colocava no chão.

Kouma — Que droga de lugar é esse? Eu fiquei perdido nessa floresta por 5 dias quando cheguei aqui há 1 ano atrás, e eu não passei nem perto desse lugar.

Kaya — É por isso que eu disse que esse local é escondido.

Kouma — Ok, você tem um bom ponto.

Kaya — Vem, vamos, ficar parado aqui observando a calmaria desse local não vai nos ajudar em nada. — Chamou o garoto, pegando em sua mão e puxando-o, enquanto caminhava até a porta da casa, com um sorriso no rosto.

Kouma — (Fazia realmente muito tempo que eu não sentia uma paz tão grande... Esse local parece um resort de relaxamento). — Olhava ao redor, enquanto era puxado, ouvindo pássaros cantando, enquanto um oxigênio puro adentrava seus pulmões, devido à quantidade de árvores ao redor que balançavam com o vento.

Kaya — OLÁ. TEM ALGUÉM EM CASAAA? — Bateu na porta, esperando alguns momentos.

Kouma — Acho que o dono da casa não está...

Kaya — Está sim... A chaminé está soltando fumaça. Quando ele sai, ele apaga o fogo, ele é muito precavido com essas coisas.

Kouma — Como você sabe tudo isso?

Kaya — Eu vinha aqui até 3 anos atrás, escondida do meu pai.

Kouma — Ah, entendo... Ei, aliás, parando pra pensar, quem seria louco o suficiente pra morar isolado no meio da floresta?

Kaya — Não chame ele de louco. Ele tem as próprias razões para ter desistido da sociedade e das pessoas.

Kouma — Ah... Desculpe. — Vendo que tinha errado, Kouma olhou para o lado, envergonhado, quando de repente, ouviu um estalo de madeira vindo de dentro da casa. — O que foi isso?

Kaya — Não se preocupe, ele só está destrancando a porta. — Sorriu, enquanto a maçaneta começou a girar, e no momento em que uma porta abriu, um homem de meia idade, por volta dos 43 anos, com uma barba exageradamente grande, cabelos compridos que iam atè às costas, que estavam passando de preto para grisalho, roupas esfarrapadas que pareciam o traje de um monge, e que havia uma espada na cintura, abriu a porta, e no mesmo momento, Kaya pulou nele, dando-lhe um abraço.

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(pare a ost)



Kaya — OLÁ, TIO DROY. — Abraçou o homem, fazendo-o girar com a força do abraço.

Droy — GWAAAAH, QUEM ESTÁ ME ATAC- Kaya? — Ao perceber que quem a abraçava era Kaya, o homem abraçou-a de volta, e segurou-a pela cintura, para parar de girar e apoiá-la no chão. Meu deus, garota, que saudades eu estava de você... — Envolveu-a mais forte ainda, quase esmagando a garota.

Kaya — Eu também estava, tio. — Sorriu, e no mesmo momento, percebeu que o homem estava com uma feição tristonha. — O que foi?

Droy — Droga... o que faz aqui? Você sabe que não pode me visitar... Estou feliz em vê-la, mas você sabe das regras.

Kaya — É, eu sei... Me desculpe, mas é uma emergência. Eu preciso da sua ajuda.

Droy — Emergência? O que? Do que está falando? Aliás, espera, você está diferente... Eu sinto uma energia a mais em você, vindo daqui. — Encostou a mão na barriga de Kaya, sentindo uma batida de coração ecoar em seu ouvido. Oh meu Deus, você está grávida, querida?

Kaya — Sim, estou, mas não é hora pra isso. Nós podemos entrar, por favor?

Droy — "Nós"? — Perguntou, olhando por cima da cabeça de Kaya, e vendo Kouma, que observava um pássaro que se banhava no lago. — Quem é esse desconhecido? — Fez uma feição de ódio, colocando sua mão livre na bainha que havia em sua cintura.

Kaya — Ei, ei, acalme-se, tio, isso não é necessário. Eu sei que você odeia pessoas, mas ele é o homem que eu amo, então, por favor, deixe ele entrar comigo. — Soltou-se do abraço, e curvou-se, pedindo para o homem não atacar. — Kouma, venha cá. — Chamou, e o garoto, que estava distraído, ouviu o chamado e se aproximou, chegando ao lado de Kaya, e no momento em que sentiu a aura pacífic que Droy emanava, Ajoelhou-se no chão, curvando sua cabeça.

Droy — Quem é você, garoto? Qual o seu nome? — Perguntou, ainda desconfiado.

Kouma — Olá, prazer em conhecê-lo, senhor Tio da Kaya. Eu me chamo Ryuuma Kouma. Me desculpe por vir tão de repente, eu também não entendo porque estamos aqui, mas eu confio na Kaya, e se ela confia em você, eu também confio. Eu juro que explicaremos tudo, por isso, se for possível, por favor, nos abrigue por enquanto.

Droy — O que você disse? Esse garoto… — Droy deu um passo para trás, assustado.

Kaya — O que foi tio? O que há de errado?

Droy — Não… eu só posso ter ouvido errado… Garoto, qual o seu nome mesmo?

Kouma — Ryuuma Kouma, senhor Droy. Espero que possa nos acomodar por algum tempo.

Droy — Você disse “Ryuuma”? Isso é incrível… faziam anos que eu não ouvia esse sobrenome. — Abriu um sorriso sincero. — Isso só pode ser o destino.

Kouma — Destino? Do que está falando? Tem algo errado com meu sobrenome? Por que vocês monges reagem desse jeito quando revelo meu nome completo?

Droy — Isso não importa. Garoto… Qual o nome de seu pai?

Kouma — Meu pai? O que meu pai tem a ver com…

Droy — Responda. — Engrossou seu tom de voz e pressionou sua aura em Kouma, que se arrepiou.

Kouma — K-Kazuto. Ryuuma Kazuto, Senhor.

Droy — Kazuto, hein? Interessante… E o do seu avô?

Kaya — Tio, por quê tantas perguntas sobre a família do Kouma? Você nem o conhece.

Droy — Fique fora disso, Kaya. E então, garoto, qual o nome?

Kouma — Infelizmente, eu não sei o nome do meu avô, senhor. Meu pai nunca me falou sobre ele. Sempre evitou o assunto.

Droy — Entendo…

Kouma — Posso saber o motivo das perguntas?

Droy — Não é nada, esqueça. Mas mais importante… ei, eu sinto a aura de um elemento em você, garoto… Espere, Kaya, você também. O que está acontecendo aqui?

Kaya — É justamente isso que pretendemos explicar, mas você precisa deixar a gente entrar.

Droy — Kaya, antes disso… Só me responda uma coisa.

Kaya — O que?

Droy — Isso tem alguma coisa a ver com o Koji?

Kaya — … — A garota cerrou seus punhos, que começaram a tremer, e então, apenas acenou com a cabeça, enquanto Kouma levantava.

Droy — Pois bem… entrem. — Adentrou sua casa, abrindo caminho para Kaya e Kouma acompanharem-no. — Garoto, você que entrou por último, tranque a porta.

Kouma — Certo. — Concordou, indo até a porta. — (Minha nossa... Quantos cadeados). — Pensou, espantado.

Droy — Pois bem. Kaya, sente-se nessa cadeira. — Os dois foram até a cozinha, então o homem foi até a mesa, e puxou a cadeira para trás, para a garota se sentar e sentir confortável, devido à sua barriga.

Kaya — Obrigada. Ei, Kouma, venha logo. — Chamou o rapaz, que estava entrando no local.

Kouma — Acalme-se, já estou aqui. Eram muitos cadeados.

Droy — Sim, são 15 cadeados. Eles são itens mágicos que eu criei para evitar que meu poder seja detectado, minha aura seja notada ou que minha casa absorva minha magia quando estou aqui.

(insira essa ost: Soul Eater — In his mind )

Kouma — Entendo… mas afinal, quem é você? Pelo que eu entendi, você é tio da Kaya, mas eu não sei de mais nada. Você simplesmente saiu fazendo várias perguntas sobre minha família e não me deu nenhuma explicação.

Kaya — KOUMA. QUE RUDE. Meu tio não te deve satisfações, você está na casa dele como convidado, então comporte-se.

Kouma — Mas…

Droy — Hahaha, está tudo bem, Kaya, ele está curioso. Muito bem, meu jovem, eu me chamo Yanizuma Droy, sou irmão mais novo do Koji, e como você já sabe, tio da Kaya.

Kouma — Espera aí… irmão? VOCÊ É O IRMÃO QUE MORA NA FLORESTA? O Koji me falou de você quando o conheci. Ele disse que você tinha seus próprios motivos para não morar com ele.

Droy — É, e ele tem razão, tenho meus motivos... — Olhou para outro lado, rapidamente. — Então ele ainda lembra de mim? Que desgosto. E mais… “Quando o conheceu?” — Fez aspas com os dedos. — O que isso quer dizer? Ainda estou confuso.

Kaya — Ok, tio, nós vamos te contar tudo o que aconteceu nesse último ano, tudo bem? Prepare-se, pois é uma história longa.

Droy — Tudo bem, vamos do início.

Kouma — Tudo começou… — E assim, por cerca de 20 minutos, o casal de hospedeiros contou tudo o que Koji havia feito com eles e com seus outros 12 amigos.

Droy — Meu Deus… esse maldito desgraçado… Ele realmente continuou com o estudo dele para conseguir implantar elementos em humanos… Mesmo eu o alertando e dizendo tantas vezes que era loucura usar humanos de cobaia para seus experimentos… Não posso acreditar que compartilho o mesmo sangue desse maníaco. Fugir dele foi a melhor escolha de vocês, mas eu me preocupo com meu irmão Sho… Servant. Será que ele está bem?

Kouma — Espera, espera, espera… O Servant também é irmão de vocês? Mas como? E por quê ele vive isolado no Nulo?

(pare a ost)

Droy — Isso são histórias do nosso passado que prefiro não comentar. O que importa é que o Servant, mesmo tendo o auxílio de sua Brutal Blade, por ter o contrato de lealdade agindo em seu corpo, ele não vai durar muito na luta…

Kaya — Sim… ele já foi derrotado. O Koji está em outra parte da floresta lutando com outros hospedeiros no momento, então com isso podemos presumir que o Servant foi derrotado rapidamente.

Kouma — Nós levamos 6 meses para chegar ao nível do Servant… e tudo isso foi superado por aquele monstro em instantes. Droga… — Cerrou o punho.

Droy — O Koji é um guerreiro com mais de 20 anos de experiência em combate, assim como o Servant também é, mas o fato dele possuir a God Slayer, que é a espada mais poderosa já criada por um ser humano, que causa medo em seres nulianos, como o Servant, e que em suas mãos, fica muito mais poderosa, o deixa com uma vantagem esmagadora.

Kouma — Droga… Mas nós vamos superar todo esse poder de qualquer jeito… Nem que eu tenha que morrer para isso.

Droy — Morrer, é? — Colocou a mão na empunhadura de sua espada em sua cintura, e sorriu por um breve momento.

Kaya — E então, tio? Você vai nos ajudar?

Droy — Se eu não ajudasse, eu estaria sendo à favor do fato do Koji matar vários jovens, incluindo minha sobrinha, para seu benefício próprio, e isso eu não posso aceitar. Estou dentro. O que eu preciso fazer, além de abriga-los por ora?

Kaya — Bem, se é assim, você poderia me fazer um favor?

Droy — Claro, minha pequena. O que eu posso fazer por você?

Kaya — Eu sei que usar esse poder desgasta muito o seu corpo, mas você poderia por favor colocar um pouco do seu poder elemental em uma dessas esferas? — Materializou várias esferas de cristal ao redor de si mesma, cada uma contendo o poder de um elemento distinto, e assim, uma esfera que estava vazia se aproximou de Droy, caindo em sua mão.

Kouma — Espera aí… como assim “Poder elemental”? Não vai me dizer que…

Kaya — Exatamente, Kouma. Ele é o 15º hospedeiro.

Kouma — Espera... O que? D-droy, você também é um hospedeiro?O que? Qual o seu elemento?

Droy — Eu sou o hospedeiro das sombras.

Kouma — O que? Sombras? Eu nem sabia que esse elemento existia…

Kaya — Esse é o décimo quinto elemento, Kouma.

Kouma — O-o que? Agora tudo faz sentido... ou não… Cara, um dos seus tios é um ser que vive no nulo e o outro é o hospedeiro elemental das sombras? Que loucura. O que aconteceu no passado pra tudo estar desse jeito?

Droy — Kouma, essa realmente é uma história bastante confusa... E nós não temos tempo agora para eu explicar tudo.

Kouma — Entendo… Agora eu entendo o que era essa sensação estranha e familiar que você me passava. Eram as energias de nossos elementos se encontrando.

Droy — Mas bem, voltando ao tópico principal aqui… esferas de cristal, ein? Quem diria que você seria capaz de dominar essas magias de nível tão alto sendo tão jovem… — Sorriu, orgulhoso. — Não vejo problemas em te ajudar. — Falou, emanando seu poder sombrio na esfera, que foi absorvido em instantes, e começou a flutuar, voltando para perto de Kaya.

Kaya — Isso. Agora tenho tudo o que preciso.

Kouma — Droy, por que a surpresa com o fato da Kaya utilizar essas esferas?

Droy — Bom, pelo que vocês me disseram, você está no ramo da magia há apenas um ano, então normalmente você sabe muito pouco, mas vou te falar sobre isso.

Kouma — Isso o que, exatamente?

Droy — Essas esferas de cristal. Elas são provindas de magias antigas de alto nível que englobam materialização, foco mental, manipulação e multiplicação, e por algum motivo, a Kaya agora está guardando resquícios de poder elemental nelas.

Kouma — O que bolas de cristal tem a ver com magia de alto nível?

Droy — Bem, você já deve ter visto em livros e filmes magos e bruxos usando uma dessas para observar pessoas, ou para descobrir algo de seu interesse, não é?

Kouma — Bem, sim, mas ainda continuo sem entender o porquê elas são tão importantes.

Droy — Por algum motivo, cristal é um tipo de material que reage muito bem com magia, tanto que é esse o motivo pelo qual magos e bruxas utilizavam eles, mas para conseguir usá-los com maestria, é necessário uma grande aptidão. Cristais que são encontrados em cavernas, por exemplo, são ótimos catalisadores de poder, obviamente, mas se você quer usá-los para lutar, você precisa ter um controle absurdo de seu próprio poder e saber usá-los como uma extensão natural de seu corpo, como se fosse uma arma apenas sua.

Kouma — E os cristais são usados apenas em formas de esfera?

Droy — Não. A forma que você usará seu cristal vai depender do estilo no qual você queira moldá-lo com sua própria magia. A Kaya aqui, por exemplo, moldou seus cristais no formato de esferas pois deve combinar com o estilo de luta dela.

Kaya — É exatamente isso. — Sorriu, enquanto as esferas giravam lentamente ao seu redor, com a ajuda dos movimentos de seus dedos.

Kouma — Uau, que incrível. Droy, se eu treinasse, também conseguiria utilizar essas técnicas?

Droy — Infelizmente não, garoto. Essa técnica pode ser utilizada apenas por um nicho específico de usuários de magia, e mesmo eles precisam no mínimo de 5 anos de treinamento para se aperfeiçoar nessa técnica.

Kouma — Entendo… Mas o que você quer dizer com “nicho específico”?

Droy — Como eu disse antes, esse estilo de magia é uma magia antiga, e ela é uma magia característica do clã Tsubaki, que é passada de geração em geração, e só pode ser usado por aqueles que possuem seu DNA.

Kouma — Então… Kaya, você tem sangue do clã Tsubaki correndo em suas veias?

Kaya — É isso mesmo, Kouma.

Droy — Na mosca.

Kouma — Estou um pouco confuso ainda com tudo isso… — Coçou a cabeça. — Como funciona na teoria isso de conseguir utilizar cristais como armas?

Droy — Você é um hospedeiro, não é? Então você deve ter uma arma que você materializa sempre que vai lutar, certo? Pois então, garoto, é o mesmo princípio. A diferença, é que a arma que você materializa, tem o poder do elemento, enquanto, nessa técnica dos Tsubaki, você utiliza seu próprio poder mágico para moldar seu cristal. No caso da Kaya, como ela quis esferas de cristal, precisou moldar seu poder ao ponto dele ficar tão brilhante, limpo e magnífico quanto um cristal de verdade, e assim conseguiu moldar a matéria. O segredo é inserir sua magia no cristal já imaginando a forma na qual você quer que ele se transforme.

Kouma — Usar meu próprio poder para moldar uma arma? Parece incrível. Me lembra um pouco a habilidade da espada do Servant.

Droy — Sim, realmente é parecido, mas o poder dele vai muito além disso. Ele pode criar qualquer coisa a partir de qualquer coisa, enquanto os monges Tsubaki apenas podem materializar armas a partir do cristal, e apenas se forem bons o suficiente para passarem por todas as 4 etapas.

Kouma — É realmente uma técnica maravilhosa. Esses monges Tsubaki devem ser muito habilidosos.

Droy — E realmente são. Claro, eles não precisariam se preocupar com isso se tivessem os poderes de hospedeiro ou se tivessem uma das três espadas lendárias. Em outros casos, como os nossos, monges e ferreiros precisam ter uma co-ligação muito forte, pois se o ferreiro não for bom, um monge não conseguirá fazer sua magia fluir pela lâmina.

Kouma — Uau… O Koji nunca me ensinou essas coisas… Agora entendo o que quis dizer quando mencionou aquelas 4 coisas anteriormente.

Kaya — Não se preocupe, querido. Meu pai também não me ensinou nada disso. Eu aprendi sozinha, lendo as anotações dele escondida, pegando dados e treinando em segredo.

Kouma — Você é corajosa de mexer nas coisas dele escondida. Mas ei, Droy, tem algo que vem me intrigando…

Droy — E o que seria, garoto?

Kouma — Você fica mencionando essas tais “espadas lendárias”, mas o que diabos é isso? Se não me engano, o Servant chamava a espada que ele carregava dessa forma, mas ele nunca explicou o que significa.

Droy — Ah, isso. Claro, claro… Bem, como eu posso dizer-

Kaya — Deixe que eu mesmo explico, tio. — A garota interrompeu, olhando para o monge. — Kouma, as espadas lendárias são 3 espadas criadas muito tempo atrás utilizando como base o poder dos 15 elementos, que formaram lâminas completamente imbuídas de magia que são altamente poderosas, e possuem um tipo de elemento próprio, chamados de “elementos especiais”. Uma delas, se chama God Slayer, e é a responsável por nos conceder nossos poderes elementais. Ela tem o poder de usar todo e qualquer poder elemental que estiver na espada, como se fosse um hospedeiro múltiplo, e se encontra em posse do meu pai. A segunda é aquela espada em formato de Bengala que o Servant carrega, e se chama Brutal Blade. Como você presenciou, e também como meu tio Droy falou há pouco, ela tem o poder de criar tudo a partir de qualquer coisa, basicamente o poder da criação. Nas mãos do Servant, ela se torna uma arma incrivelmente poderosa.

Kouma — Ah… Entendi… Por isso que o Servant tomava tanto cuidado para não soltar aquela espada durante as batalhas. E parando para pensar, quando o Koji inseriu o elemento do espírito em meu corpo, havia uma espada com a lâmina reduzida em sua mesa, e ele disse algo para mim na época sobre ter 2 elementos na espada.

Kaya — Exatamente. Naquelas partes da lâmina se encontravam o elemento do espírito, e o elemento do fogo, que foram atribuídos a nós. Agora, ele só tem a empunhadura da espada consigo, pois cada parte da lâmina representa um elemento.

Kouma — Agora está um pouco mais claro para mim, mas… e quanto à terceira? Onde está?

Kaya — Bem… — Sorriu.

Droy — Ela está aqui, na minha cintura, garoto. — O monge levantou-se e desembainhou sua espada de lâmina prateada e cheia de runas, enquanto sorria. — Essa espada é a terceira espada lendária, e se chama Heavy Smash. Ela tem o poder de transformar o poder de sua vitalidade em força e energia espiritual bruta, para se lutar com todo o potencial de uma pessoa, que não é alcançado normalmente. — Falou, enquanto uma energia brilhante revestia a espada, ao mesmo tempo em que Kouma observava com um grande entusiasmo àquela arma, que emanava um grande poder.

Kouma — I-incrível… Cara… essa espada… é muito legal.

Droy — É, eu sei. — Guardou ela novamente em sua bainha, estando orgulhoso de sua arma.

Kaya — Foi só você retirar essa espada da bainha que meus cristais começaram a reagir e se iluminar com os poderes elementais, hahaha. — Falou, observando seus cristais, que flutuavam ao seu redor.

Droy — Queria realmente saber o que você está tramando, mocinha. Sempre tive dificuldade em entender essa sua cabecinha de vento. O que pretende unindo suas esferas de cristal aos elementos?

Kaya — Não se preocupe… Eu tenho tudo sob controle agora. A única coisa que me preocupa é quanto tempo temos até o Koji nos localizar.

Droy — Está tudo bem, vocês estarão seguros por hora. Você sabe, Kaya, esse é o último lugar que ele viria.

Kouma — Ei, tem outra coisa que está me incomodando, Droy.

Droy — Mais uma, garoto? O quão curioso você pode ser? Muito bem, pode mandar sua dúvida. Vamos ver se posso responder.

Kouma — Quem é aquela mulher? Ela parece bastante com a Kaya. — Kouma, que observava atentamente aos arredores, estava olhando para vários móveis rústicos da casa do monge, e quando olhou para um pequeno altar que havia ali perto, percebeu que, em cima dele, havia uma foto emoldurada de uma mulher. Era uma mulher que aparentava ter 22 anos, tinha cabelos vermelhos presos por uma trança, que estavam jogados por cima de seu ombro direito, olhos verdes como esmeraldas, um lindo sorriso e trajava um lindo vestido preto, com luvas brancas em suas mãos, que se encontravam segurando um buquê de flores, em frente ao seu peito.

Droy — Na fotografia, você diz? Ela se chamava Himeko...

Kouma — Himeko? Eu já ouvi esse nome… Mas onde? Não consigo me lembrar…

Kaya — Ela era minha mãe, Kouma.

(insira essa OST: Doflamingo Theme )

Kouma — M-mãe? Espera… o Koji me falou algo sobre isso… Logo após ela te dar à luz, ela não resistiu, e morreu por ter o corpo fraco, não é? — Perguntou, e nesse momento, uma aura negra revestiu o corpo de Droy, e ele deu um soco na mesa que estava à sua frente, com olhos cheios de fúria. — D-droy?

Droy — Eu não acredito que o Koji teve a audácia de mentir para você até mesmo nesse assunto. Esse desgraçado…

Kouma — Ei, calma. Espera… Kaya, eu falei algo errado? — Olhou para a garota ruiva, que estava olhando para o chão, tentando evitar o assunto, com os punhos cerrados.

Kaya — …

Droy — Droga… Não, você não falou nada de errado. Você não tem culpa de. ter sido enganado…

Kouma — E-enganado? Não foi isso que aconteceu? — Engoliu seco, com as mãos trêmulas, devido ao medo que sentia com a pressão emanada por Droy, e também à angústia que o clima pesado da sala o trazia. — Se não foi isso, o que aconteceu com a Himeko?

Droy — Himeko? Koji… bem… 10 anos após ela conceber Kaya, ele a matou sem piedade... Aquele desgraçado, nunca irei perdoá-lo por apagar uma vida tão cheia de energia e sonhos por puro interesse próprio.

Kouma — D-depois de 10 anos? Ele me disse que foi uma morte instantânea…

Droy — Ele mentiu. Como ele sempre faz. Ele apenas a deixou viva por mais um tempo por interesse.

Kouma — Interesse? Que tipo de interesse?

Droy — Himeko era uma jovem princesa do clã Tsubaki, e detinha o conhecimento completo sobre a manipulação dos cristais, então, Koji, movido por interesse e ganância, foi até o clã Tsubaki e impressionou a todos lá com seus poderes elementais, e com isso, os líderes do clã, rei e rainha, pai e mãe de Himeko, concederam a mão de sua filha à ele em casamento.

Kouma — Ah… Kaya, então foi por isso que o Servant te chamou de princesa lá no nulo. Sua mãe também era uma, e você é de uma linhagem de um clã nobre… — Interrompeu Droy, para olhar para Kaya, que estava perdida em pensamentos, e voltou à razão rapidamente quando chamada.

Kaya — Ah, sim, sim, isso, mas isso não significa nada pra mim, realmente. Por favor, continue ouvindo o que o Droy tem a dizer.

Kouma — Certo, certo. Tudo o que o Koji queria era conseguir utilizar a magia dos cristais?

Droy — Exatamente. Ele não conseguia aceitar o fato de que havia um tipo de magia que ele não conseguia dominar nem controlar. Por todos esses 10 anos, e até mesmo antes dele se casar, pois eu estive ao lado dele desde os 18 anos, morando com ele e auxiliando em suas pesquisas com magia, ele se mostrava cada vez mais obcecado, mas depois que a Kaya nasceu, ele ficava ainda mais tomado por ganância, e tentou obrigar Himeko a ensinar suas técnicas com cristais incontáveis vezes, mesmo que fosse inútil, e só não agrediu aquela mulher pois eu intervia todas as vezes.

Kouma — O-o que? O Koji foi tão longe assim, apenas para conseguir mais poder?

Droy — Sim… E todo o resto de humanidade que havia naquele desgraçado se perdeu na noite em que ele decidiu que, como a Kaya tinha o sangue da Himeko, e ele não conseguiria aprender a utilizar aquelas técnicas, mesmo com todos os seus estudos e anotações, a Himeko seria inútil para ele. Na cabeça dele, se ele não pudesse usar os poderes, e a Himeko não faria o trabalho sujo, por ter honra e ser uma princesa, a única opção seria transformar a Kaya em uma guerreira ao seu próprio modo, já que a garota poderia aprender mais tarde essas técnicas.

Kouma — Não… Koji… como ele pôde? — Perguntou, cerrando o punho, e quando olhou para Kaya, a garota se encontrava em um pranto silencioso, por ser obrigada a se lembrar de sua mãe e de tudo o que Koji havia feito com ela. — Kaya…

(insira essa ost:Higurashi No Naku Koro Ni OST — Oyashiro Sama )

Droy — Naquela mesma madrugada, ele esperou eu adormecer, e como ele sabe que por causa do elemento descontrolado que habita meu corpo, eu só consigo dormir depois das 5 da manhã, se não eu perco o controle, assim que eu preguei os olhos, eu comecei a ouvir os gritos que vinham do quarto deles, mas quando cheguei, já era tarde demais. Koji estava com sua God Slayer pingando sangue, e Himeko estava morta, deitada na cama, com uma feição de terror no rosto. Acho que aquela é a cena mais aterrorizante que eu já vi em minha vida, e olha que eu carrego o elemento das sombras. — O monge continuava falando, e a cada palavra, Kouma se aterrorizava mais, dando passos para trás,até chegar em um ponto onde tropeçou e caiu sentado no chão, incrédulo nas palavras que ouvia.

Kouma — Eu… não sei nem o que dizer… Esse maldito… é um monstro. — Estando completamente em choque, Kouma começou a tremer.

(insira essa ost: OST — Revelation)

Droy — Depois que eu vi aquela cena, e percebi que Kaya estava ao meu lado, com os olhos sem luz, com lágrimas saindo deles, eu perdi completamente o controle sobre mim mesmo, e a partir daí, meu elemento tomou controle, e eu quase destruí todo o dojo tentando matar aquele desgraçado. Eu só parei porque aquele maldito covarde… AQUELE MALDITO COVARDE...COLOCOU A KAYA EM MINHA FRENTE… PARA USAR DE ESCUDO HUMANO. — Droy começou a chorar de raiva, enquanto falava. — Ele sabia… ELE SABIA... que eu não conseguiria nem encostar naquela criança que havia visto o inferno e morrido por dentro naquele momento. Ele usou-a para parar meu estado de fúria, e me derrotou, tentando tirar meu elemento, mas falhou, como sempre. Depois disso, eu o amaldiçoei com todas as minhas forças, e jurei ódio e vingança à ele, e me exilei aqui na floresta, vindo enfim morar aqui. Eu deixei aquele dojo carregando comigo todo o ódio e rancor que um ser humano pode carregar, se não mais que isso, tanto que eu prometi que ia voltar como um demônio para assombrá-lo e matá-lo depois das 5 da manhã.

Kouma — Espera… então é por isso que o Koji sempre acorda às 5 da manhã? Para estar preparado para um ataque seu? E ele dorme durante às 3 da manhã que é o horário dos demônios porque sabe que você está lutando contra seu próprio elemento nessa hora para manter o controle? Que fascinante… Nunca imaginaria algo assim.

Droy — Ele realmente faz isso? Esse meu irmão… parece que minhas palavras realmente o assustaram.

Kouma — M-mas… mais importante, e quanto à Kaya? — Ele, ainda aterrorizado com o que ouvia, engoliu seco, para conseguir fazer sua pergunta.

Droy — É óbvio que eu a trouxe comigo para cá… Dos 10 aos 13 anos a Kaya ficou sob minha tutela, e eu consegui fazê-la sorrir novamente e voltar a ser uma jovem normal, mas o Koji, inconformado por tê-la perdido, ameaçou destruir toda essa floresta e as cidades mais próximas até eu devolvê-la, então, eu e Kaya combinamos que ela deveria voltar para seu pai, mas que nunca deveria confiar nele ou abaixar a guarda.

(pare a musica)

Kouma — Esse desgraçado não tem limites para sua loucura? Eu não estou acreditando nisso…

Droy — Pois é, garoto. E ainda tem mais.

Kouma — Mais? Meu deus… Mas e quanto à magia dos cristais? A Kaya consegue usá-la hoje, não, então, isso quer dizer que o Koji a treinou nisso?

Kaya — N-não… — Falou, ainda com lágrimas no rosto. Desde que voltei para o dojo para ficar com meu pai, eu fingia que ainda era uma criança traumatizada quando estava perante à ele, e nunca demonstrava nenhuma habilidade com magia. Porém, como eu disse antes, eu achei todas as anotações dele sobre a magia dos cristais e treinei sozinha em segredo por 5 anos. Meu treinamento terminou um pouco antes de você chegar no dojô.

Kouma — Você fez bem em enganá-lo. Mas vocês ficaram 5 anos sem se ver? Só se reencontraram agora, depois de tanto tempo?

Droy — Não... Por dois anos, até completar 15, ela me visitava sempre que podia e me relatava como estavam as coisas e como seu treinamento com os cristais estava avançando, mas quando Koji descobriu sobre essas visitas, ele a proibiu de me ver, pois ele acreditava que eu era má influência, e atrapalharia em sua manipulação. Se ela descumprisse, as mesmas ameaças de antes voltavam à tona, e não podíamos deixar esse maníaco envolver mais pessoas nisso.

Kouma — Mas mesmo assim… vejo que não funcionou, afinal, ele raptou tantas pessoas, não é?

Droy — Sim, você tem razão… Mas eu não tinha nenhum conhecimento disso até agora, quando vocês me contaram, então, para mim, o Koji simplesmente continuava as pesquisas dele envolvendo os elementos, tendo a Kaya como uma espécie de escrava pessoal dele. Eu sei que você deve estar pensando sobre porquê eu não fiz nada para recuperar a Kaya e matar de uma vez por todas aquele maldito, e a resposta não poderia ser outra… Como a Kaya disse, usar meus poderes elementais traz grandes consequências pro meu corpo, tanto que para me recuperar daquele estado onde o elemento tomou controle, levou cerca de 1 ano, e ainda não foi uma recuperação completa. Como eu não sou um hospedeiro que nasceu da mesma forma que vocês, ou seja, por inserção do elemento utilizando a espada do Koji, meu poder é muito mais descontrolado, e acredito que, mesmo estando com ele por 28 anos, ainda não consigo controlá-lo com maestria. — Olhou para o chão, com uma feição triste.

Kouma — Ei, não se preocupe, eu não estava pensando em nada disso… Eu apenas estava pensando… que aquele desgraçado do Koji… foi uma pessoa que eu admirei por 6 meses. Eu sei que arrependimento não mata, mas eu vou fazer de tudo para esse desgraçado se arrepender de ter me conhecido. — Levantou-se, ainda trêmulo, mas olhou para seu punho, e o fechou, fazendo uma feição de firmeza em sua fala.

Droy — Boas palavras, garoto. — Olhou para Kouma, se acalmando um pouco do estado de euforia que estava enquanto falava o que havia acontecido no passado. — Droga… Eu nunca iria imaginar que o Koji fosse chegar de fato ao ponto de usar humanos como suas cobaias… isso está fora de qualquer senso comum. Esse desgraçado precisa ser parado à todo custo, e vocês tem todo o meu apoio para isso, podem ter certeza.

Kouma — Sua ajuda será uma grande adição. — No momento em que falou isso, Kaya, que estava sentada, caiu no chão, aparentemente estando com muitas dores.

Kaya — AAAAAGH… Droga… — Falou, assustando os dois homens ali presentes, que ficaram alertas.

Kouma — KAYA. O QUE HOUVE? — Correu até a garota e ajoelhou-se perto dela, erguendo sua cabeça e a abraçando.


Kaya — Kouma...

Kouma — O que foi?

Kaya — Eu sei que é um péssimo momento, mas... Minha bolsa... Acaba de se romper, e estou sentindo dores horríveis… isso significa… Que o nosso filho vai nascer.

Kouma e Droy — COMO É? — Gritaram, entrando em desespero completo.