Elements : Apocalypse battles

38 Capítulo 38 : Rota de fuga - Confronto. (Parte 1)


Notas iniciais
VOLTEI CARALHOOOOOOOOOO. Depois de uma pausa de quase 3 meses, aqui estou eu de volta para mais um capítulo quentinho dessa obra maravilhosa que amo tanto escrever nesse maravilhoso 26/02/2020. Espero que não tenham se irritado com a demora, mas passei por alguns perrengues da vida, sabe como é. Enfim, conto com o apoio de vocês novamente nesse novo capítulo, e se puderem comentar, irei ficar muito feliz. Até a próxima, meus lindos.

Passados 6 meses do início de seu treinamento, Kouma e seus companheiros enfim conseguiram derrotar Servant, que os treinou desde o momento em que chegaram no nulo. Com esse desafio passado, os hospedeiros começaram a planejar o método que usariam para fugir daquele local, e então, realmente fizeram isso, mas tal ato desencadeou uma fúria gigantesca em Koji, que começou a perseguir os hospedeiros elementais, com o intuito de matá-los. Depois de serem salvos por duas de suas companheiras, Kouma e Kaya foram até a casa do tio da garota, Droy, que vivia isolado, e lá, descobriram que Droy na verdade é o 15º hospedeiro elemental, e também descobriram muito mais dos podres de Koji, como o assassinato da mãe de Kaya e sua busca incessante por poder. Deixando Koji de lado, agora a bolsa de Kaya finalmente estourou, e com isso, o filho do casal está prestes a nascer.

Ainda na casa de Droy, Kaya ainda estava com muita dor, com os dois homens que estavam junto à ela estando em desespero.

Kaya — AAAAAAGHH. — Kaya, que estava sendo abraçada pelo ex-soldado, se soltou de seus braços, se debatendo.

Kouma — Kaya, fique calma, por favor. Eu não sei o que fazer…

Kaya — Agh… Eu também não, seu idiota… esse é o primeiro filho que eu estou tendo...

Droy — Ok, já chega. Falou, respirando fundo e voltando à razão. — Bom, se meu sobrinho-neto vai nascer, não temos escolha a não ser recebê-lo. Kouma, coloque a Kaya na minha cama, ajeite-a em uma posição confortável utilizando os travesseiros e a cubra. Enquanto isso vou fazer os preparativos para que essa criança nasça sem problemas.

Kouma — Entendido. Na verdade, calma aí… desde quando você sabe como parir uma criança?

Droy — Quem você acha que ajudou a Himeko a ter a Kaya, 19 anos atrás? Agora pare de fazer perguntas idiotas e faça o que eu digo.

Kouma — Oh… Certo. Vamos lá, Kaya. — Pegou a mulher no colo e começou a levá-la, enquanto ela mordia o lábio inferior de sua boca, devido à dor que sentia.

Droy — Certo… Vamos fazer uma boa recepção para esse garoto. — Sorriu, pegando algo que parecia uma maleta, que estava cheia de equipamentos médicos.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, Momo e Hotaru ainda lutavam contra Koji, que parecia que era incansável, enquanto as duas garotas, já arfavam, com suor escorrendo por seus rostos.

Momo — Ha… ha.... — Respirava de forma pesada, estando ao lado da hospedeira do som, que estava da mesma forma.

Hotaru — Mas que droga... — Limpou uma gota que caía em seu queixo. — Já faz quase uma hora que estamos lutando com esse desgraçado... e ele não derramou nem ao menos um pingo de suor. — Suspirou, apertando com força a empunhadura de seu machado.

Momo — Pelo menos… nós conseguimos tempo o bastante para fazer Kouma e Kaya escaparem à salvo.

Hotaru — E coloca tempo nisso. Eles já devem estar na china.

Koji — Ora, garotas, estão impressionadas com meu poder? Vocês já deviam saber disso desde o início.

Hotaru — Por que você não cala a boca, seu velho metido? Não consigo ouvir meus próprios pensamentos.

Koji — Você está agindo de forma bem arrogante para alguém que nem conseguiu me fazer suar.

Hotaru — Como é? Eu vou te mostrar… — Ia avançar contra Koji, mas Momo a conteve, colocando sua katana em sua frente. — Momo, por que está me impedindo?

Momo — Acalme-se. Pois é, Koji, você pode até ter razão quando diz que nós nem conseguimos te arranhar, mas eu tenho algo a perguntar… E o que você fez conosco?

Koji — Você está brincando, não é? Olhe o estado de vocês, tão cansadas que mal se mantém de pé. Desistam logo que eu juro fazer o possível para dar a vocês uma morte rápida e indolor.

[Insira essa OST: Spirit of the Wild]

Momo — Cansadas? Eu acho melhor você olhar de novo. Benção natural. — Sorriu de forma provocativa, estalou os dedos, e assim, ela e Hotaru começaram a ser iluminadas por uma luz verde, e essa luz retirou toda a fadiga, assim como curou todos os cortes e hematomas que as duas possuíam pelo corpo. — E aí?

Hotaru — Ei, mas o que é isso? Eu me sinto ótima. Parece que acabei de acordar, estou 100% disposta. E meus ferimentos também sumiram. Mandou bem, Momo.

Momo — Não comemore tanto… sabe que só posso utilizar essa habilidade em sua potência máxima uma vez a cada 3 horas. Então precisamos acabar isso antes desse tempo.

Hotaru — Sim, entendido.

Koji — Ora sua… desgraçada. Maldito elemento florestal com propriedades curativas. — Cerrou o punho, fazendo a lâmina de sua espada tremular.

Momo — É agora que a batalha vai começar de fato, Koji. Nós duas estamos renovadas, e com 100% de nossa força.

Koji — Bom, que seja, pois assim fica justo para vocês, já que podemos considerar que eu também continuo em 100%. Fica muito mais divertido de se ter uma vitória quando a luta está equilibrada, não acham?

Hotaru — Bem, se você acha.

Momo — Tudo bem, chega de papo. Vamos deixar nossas armas conversarem um pouco. Hotaru, VAMOS LÁ.

Hotaru — CERTO.

Assim, as duas, que estavam agora renovadas, revestiram suas armas com seus respectivos poderes e começaram a correr em posições alternadas, se aproximando de Koji para confundi-lo, e assim, começaram enfim a trocar golpes novamente com o velho monge, que revidava com ódio no olhar. Para começar, Momo tentou atacar com sua katana de madeira, mas Koji desviou e a repeliu com uma rajada de fogo.Logo em seguida, Hotaru chegou pelo lado e desferiu um golpe com seu machado, mas Koji girou seu corpo e defendeu com sua espada, e assim ficaram frente a frente, empurrando suas armas uma contra a outra até se afastarem, pulando para trás. Nessa sequência onde Koji se afastou de Hotaru, Momo cravou a ponta de sua katana na terra e várias raízes gigantes brotaram, chicoteando Koji e jogando-o contra uma árvore, onde foi envolvido e preso por galhos.

Hotaru — Bom trabalho, Momo.

Momo — Obrigada, mas isso não vai segurá-lo. Fique em guarda. — Apontou sua espada para o monge que estava preso, apertando-o ainda mais.

Koji — Que bom... que vocês sabem. — Enquanto estava sendo apertado, simplesmente expandiu sua aura, destruindo os galhos e explodindo a árvore que estava em suas costas, ficando completamente livre. .

Hotaru — Esse maldito...

Momo — Ele nem mudou de expressão...

Koji — Parem de falar... E COMECEM A LUTAR. — Pisou com uma força imensurável no chão e impulsionou-se para frente, desferindo um giro no ar e acertando um único corte que atingiu as duas mulheres ao mesmo tempo, fazendo sangue espirrar e as duas serem arremessadas pela floresta.

Momo e Hotaru — GWAAAAAHHH

[Insira essa OST: Song of the North ]

Koji — VAMOS, VOCÊS NÃO IAM ME DERROTAR?

Momo — E… NÓS VAMOS. — Levantou-se, ignorando a dor que o corte havia lhe causado, criando algumas folhas para estancar o sangramento.

Hotaru — Esse velho é realmente insano… — Levantou-se logo em seguida, apoiando-se em seu machado.

Koji — Quem você chamou de velho, garotinha?

Hotaru — Tem mais algum homem com mais de 40 anos por aqui? Pois eu acho que não.

Koji — Oh, interessante. Ainda tem energia para dizer asneiras.

Hotaru — Sim, MAS TEMOS AINDA MAIS PARA LUTAR. — Posicionou-se em posição de batalha, avançando contra o velho monge, seguida de Momo.

A hospedeira do som, já farta de ficar conversando com seu inimigo, começou a atacá-lo incessantemente, desferindo golpes com seu machado por todas as direções, mas com todos os movimentos sendo extremamente calculados. Koji, por sua vez, conseguia defender todos, mas ainda assim ficava dando constantes passos para trás por causa das investidas furiosas da garota. Em um momento, Hotaru atacou por cima, e ao defender, o homem trancou sua espada na lâmina do machado, e tentou puxá-la para frente para desferir um soco em seu estômago, mas percebendo isso, a garota de cabelos brancos transferiu energia sônica pelo seu corpo e lançou uma rajada sonora contra o chão com seus pés, o que a fez ser lançada para cima e desviar do golpe do Yanizuma, e para completar, Momo aproveitou que sua companheira havia ido para o ar, e usou essa distração para aparecer por trás de suas costas e acertar uma estocada diretamente na mão que Koji usaria para acertar o soco, e com isso, empurrou e desestabilizou-o, o que fez Hotaru aproveitar e girar no ar utilizando a lâmina de Koji como base, e com isso desferiu um corte no peito do monge, que foi arrastado alguns metros para trás, ajoelhando-se.

Koji — GWAAAH… Minha mão… Como uma espada de madeira pode ser tão afiada? — Finalmente teve alguma reação de dor, o que fez as garotas abrirem um sorriso.

Momo — Digamos que seja um tipo bem especial de madeira fossilizada.

Koji — Fossilizada? Isso explica a resistência… Agh… Vocês duas formam uma bela dupla, de fato… E isso tornará tudo… Mais interessante. — Levantou-se, fazendo sua God Slayer brilhar em um tom dourado, estando envolta de energia, e com isso, começou a mexer sua mão novamente, mesmo ela estando ferida. — Isso deve bastar para me curar por hora... PREPAREM-SE.

Momo — Pode vir.

Hotaru — Estamos preparadas.

[Insira essa OST: Battle For Camelot]

Koji — Vocês que mandam. — Avançou extremamente rápido contra as garotas, começando uma incrível sequência de batalha entre os 3. Primeiramente, Koji confrontou Momo de frente com sua God Slayer, e antes de Hotaru conseguir fazer algo, Koji desferiu um soco em sua direção, que ela defendeu com o corpo de sua arma, mesmo sendo arrastada para trás. Com esses poucos segundos que tinha para lutar com Momo, ele percorreu sua lâmina toda pela lâmina da garota, obrigando-a a acompanhá-lo, e no momento em que lançou as duas para baixo, desferiu uma cabeçada na garota de cabelos roxos, que a deixou extremamente tonta, e em sequência, desferiu um chute em seu estômago, que a mandou na direção de Hotaru, mas essa, ao invés de ser atingida, lançou uma rajada de som para o chão e impulsionou-se para cima, girando seu machado em sua mão e descarregando uma alta quantidade de poder.

Hotaru — EXPLOSÃO SUPERSÔNICA. — Gritou, atingindo Koji à queima-roupa e mandando o homem para longe com uma explosão, que resultou em vários ferimentos para o monge, junto com alguns rasgos em seu quimono.

Koji — Ngh… — Ajoelhou-se. — Miserável. Não deixarei você fazer o que quiser. IREI RECUPERAR SEUS ELEMENTOS. — Tentou levantar-se, mas quando percebeu, estava com as pernas presas por raízes subterrâneas. — O que? ISSO DE NOVO? POIS SAIBA QUE NÃO VAI ADIANTAR. — Tentou se livrar da mesma forma que fez da primeira vez, expandindo sua aura, mas as raízes não se destruíram. — O que? Por que?

Momo — Antes eu tinha te prendido apenas controlando os galhos da árvore, agora estou utilizando minha própria magia para criá-las, e minhas raízes não serão destruídas só com isso. Agora, você sentirá o poder da natureza. DANÇA DA FLORESTA. — Bradou, e a garota, que estava ajoelhada e com sua katana cravada no chão, olhando para Koji com ódio e um pouco de vertigem, fez diversas raízes saírem do chão e chicotearem Koji, finalizando essa etapa com um golpe direto em seu rosto que veio de frente e o desprendeu até mesmo das raízes que o seguravam pelas pernas e o mandou voando, mas para sua surpresa, sua tortura ainda não havia acabado, pois, seguindo os comandos da garota de cabelos curtos, as árvores começaram a mexer-se como se dançassem, e começaram a atingir Koji de todas as direções, transformando o monge em uma espécie de bola de pinball, que só teve sossego quando uma árvore balançou-se tanto que o jogou diretamente para o chão e o esmagou contra o solo, quebrando no processo e caindo por cima de seu corpo, que estava completamente ferido.

Koji — GWAAAAAHHH. D-Desgraçada… AAAAAAAAHHH — Começou a gritar, expandindo sua aura o máximo que podia, tentando se livrar daquela árvore, o que foi em vão. — Droga… Estou muito… debilitado.

Momo — Ah, você quer ajuda para sair daí? Então LÁ VAI. — Puxou sua espada, que estava cravada na terra para trás, como se fosse uma alavanca, e isso desencadeou um ataque onde várias raízes gigantes apareceram por baixo de Koji e o perfuraram, o jogando para cima, expelindo uma grande quantidade de sangue pela boca, e quando ainda estava no ar, outra raiz apareceu na altura em que estava, mas ao invés de perfurá-lo, ela fez uma curva antes de atingi-lo, e isso apenas aconteceu pois Hotaru estava correndo naquela raiz, e saltou em pleno ar, girando e desferindo um golpe com seu machado revestido com energia sônica diretamente no peito do Monge, o jogando como um cometa de volta para o chão, levantando um pouco da planície com o impacto.

Momo — ISSO. — Fechou sua mão, levando seu braço levemente para trás, para comemorar.

Hotaru — Eu coloquei tanta força nisso que meu braço até está doendo, hahaha. — Falou, enquanto deslizava pela raiz, chegando até o chão.



Momo — E AÍ, O QUE ACHOU, KOJI? GOSTOU? — Gritou, apontando sua katana para a direção da cratera, quando de repente, ela e Hotaru começaram a sentir uma pressão gigantesca ser emanada sob seus corpos, chegando ao ponto de arrepiá-las por completo e fazê-las tremer. — M-mas… o q-que diabos… é i-isso? — Perguntou, mal se aguentando em pé.

[Insira essa OST: All For One ]

Hotaru — E-eu acho… que… ele não gostou não, M-momo. — Falou, caindo de joelhos, com dificuldade de respirar, quando de repente, uma forte luz saiu da cratera como se fosse um feixe de poder lançado aos céus.

Koji — SUAS.... VAGABUNDAS. — Gritou, emergindo da cratera flutuando, estando envolto em uma esfera de energia dourada, e sendo também o responsável pela esmagadora pressão que fazia as garotas vacilarem. Assim que pousou, foi possível vê-lo melhor, e era nítido que suas roupas já haviam virado trapos, estando apenas com parte das calças de seu quimono, que ainda assim estavam rasgadas e sujas, e também contava com sérios ferimentos abertos, como por exemplo 3 furos em seu tronco que se estendiam até as suas costas, seu peito em carne viva e seu rosto cheio de cicatrizes que ainda escorriam sangue. — VOCÊS CONSEGUIRAM… A PROEZA DE ME IRRITAR DE VERDADE… AGORA… IRÃO SOFRER. — Gritou, aumentando ainda mais seu poder que estava comprimido naquela esfera, causando uma explosão que devastou boa parte daquela área e varreu as duas garotas para longe.

Momo — GWAAAAAH — Gritou, sendo atingida completamente e caindo deitada e cheia de ferimentos há 200 metros de onde havia sido atingida. — D-droga...

Hotaru — GYAAAAH — Ao ser atingida, fez o mesmo que sua amiga, sendo jogada para longe, até bater as costas em uma árvore e permanecer sentada, gemendo de dor. — Grr… M-maldito.

Koji — Agh… — Ajoelhou-se por um momento, devido à gravidade de seus ferimentos, que se curavam de uma forma extremamente lenta, devido ao fragmento do elemento florestal que havia em seu corpo. — Eu cansei de brincar com vocês. Está na hora de levar isso à sério. — Começou a andar lentamente na direção das garotas, que levantavam-se vagarosamente, devido aos ferimentos que haviam ganhado na explosão.

Momo — Se você… quer levar a sério… ENTÃO, EU ACEITO. — Levantou-se, colocando-se de pé e ajudando Hotaru a fazer o mesmo, envolvendo galhos em seus ombros, que a deixaram pronta novamente. — Pronta?

Hotaru — Obrigada. Nunca estive mais preparada. — Respondeu, e assim, as duas começaram a expandir seu poder de uma forma incrível, revelado sua verdadeira força.

[Insira essa OST: "God Mode" by Sons of Amon ]

Momo e Hotaru — SINTA ISSO, KOJI. ESSA É NOSSA CARTADA FINAL. — Gritaram, fazendo a energia emanada chegar ao monge como se fosse várias agulhas forçando passagem contra seu corpo.

Koji — Sim… estou sentindo… Se eu fosse um pouco mais inexperiente no campo de batalha, certamente estaria nervoso agora. — Respondeu, observando.

Momo — Servant… eu juro que farei seu treinamento ter valido a pena. AGORA, LUTAREI EM MEU ESTADO MAIS PODEROSO. — Gritou, e assim, uma luz verde começou a revestí-la, mas ao invés de curá-la, começou a modelar uma camada de madeira ao redor de seu todo o seu corpo, formando uma espécie de armadura, finalizando com um capacete kabuto com os chifres sendo feitos de galhos. — SAMURAI DE MADEIRA.

Hotaru — Eu vou te ajudar em tudo… Momo. — Recitou tal frase de forma melodiosa, e assim, levou seu machado para cima de seu corpo, segurando-o, e uma onda sonora desceu ao chão, revestindo seu corpo com uma camada de som, que fez seus cabelos brancos subirem e seus olhos vermelhos ficarem amedrontadores, enquanto alguns espinhos iam se moldando ao longo de seu corpo, em lugares como ombros, panturrilhas e pulsos, e após isso, desceu o machado lentamente até a frente de seu corpo, e desferiu um corte para trás, que dilacerou três fileiras de árvore de uma só vez. — Filha do som.

Koji — Isso vai ficar interessante… — Revestiu-se com sua energia dourada, abrindo um sorriso, mesmo sendo perturbado por dores incessantes.

Momo — Vamos acabar logo com isso.

Hotaru — De acordo.

Ao concordarem, as duas sumiram, e em um piscar de olhos, já estavam trocando golpes com Koji, que virava-se como podia. Iniciando a sequência, confrontou Momo e Hotaru ao mesmo tempo, fazendo as três lâminas se chocarem, e após isso, realizou um salto para trás e voltou a avançar contra a dupla. Ele voltou atacando Hotaru, e após cruzar sua espada com seu machado, empurrou-a para longe e colocou sua espada para trás de sua cabeça, defendendo a Katana de Momo, que estava vindo diretamente em seu ombro, e, aproveitando esse movimento, o monge pegou o braço da samurai com sua mão livre e arremessou-a para a frente, girando-a pelo ar e antes de deixá-la cair, tentou desferir uma estocada em seu peito, mas a garota de cabelos roxos pensou rápido, e ao mover sua espada, criou uma barreira de troncos em sua frente que deteu o ataque do velho Yanizuma. Ao notar sua falha, tentou se afastar, mas já era tarde demais, porque havia deixado de prestar atenção em sua guarda lateral, assim levando um golpe do machado de Hotaru, que apareceu ao seu lado em um piscar de olhos, fazendo-o ser arremessado contra uma árvore, só que ao perceber que ia se ser atingido, revestiu aquela parte do corpo com metal no último segundo, assim não se ferindo, o que possibilitou-o pisar sobre o tronco da árvore rapidamente e pegar impulso de volta, onde foi direto contra Hotaru em alta velocidade, fazendo raios e relâmpagos estalarem em sua lâmina.

Koji — MORRA, SUA PESTE. — Gritou, mas quando percebeu, Momo pulou por cima de Hotaru e defendeu o golpe do monge com sua Katana, fazendo a eletricidade presente ser distribuída pelo solo. Após isso, a garota afastou a lâmina de Koji, levantando seu braço com a ajuda de um movimento de alavanca que fez com seu braço, e assim, girou rapidamente e desferiu um chute no estômago do velho, ou era o que ela pensava, pois quando percebeu, seu pé estava sendo segurado pela mão do monge, que puxou-a para frente, passando-a pelo lado de seu próprio corpo e tentou cortá-la com sua espada, que estava sendo usada como guilhotina por estar no alto, mas no momento em que Koji ia acertar e cortar a armadura de Momo, o machado de Hotaru foi jogado entre os dois de uma forma horizontal onde a lâmina ficou plana e foi usada como escudo por um momento, e com isso, Momo só foi jogada no chão, enquanto Hotaru pulou na placa de metal do machado em um piscar de olhos e desferiu uma joelhada no queixo de Koji, que o deixou tonto.

Hotaru — TOMA ESSA, SEU MERDA. — Gritou, enquanto o rosto do monge era jogado para trás, mas antes de cair com tudo, Momo, que ainda estava sendo segurada pela perna, agarrou-se ao chão e moveu sua outra perna no ar, chutando e desprendendo-se da mão de Koji. Aproveitando que estava de cabeça para baixo ao lado do monge atordoado, a garota fez um furacão de folhas que impulsionou-a para a frente, e com isso, desferiu outro chute, dessa vez na bochecha de Koji, que saiu girando pelo ar, até cair de cara no chão, ao mesmo tempo em que Momo voltou a ficar de pé.

Momo — Essa ele nem viu da onde veio.

[Insira essa OST: Uchiha Madara Theme]

Koji — Ngh… — Começou a levantar-se, com extrema dificuldade, tossindo e cuspindo sangue. — Ha… ha… Fazia tempo... que eu não me divertia tanto. — Fitou as garotas com os olhos, estando com um sorriso extremamente ensanguentado e levantando-se. — Prontas para continuar? — Perguntou, de uma forma extremamente assustadora, encarando as duas fixamente que deram um passo para trás..

Hotaru — Q-que horrível.

Momo — Estamos lidando com um monstro aqui, ele só está se revelando.

Koji — VAMOS… LÁ. — Ignorando todos os seus ferimentos e sangramentos que tinha pelo corpo devido à adrenalina que sentia, começou a correr em velocidade máxima na direção das garotas, e em um piscar de olhos, desferiu um soco no estômago de Hotaru, que a jogou longe, e quase perfurou Momo com a God Slayer, o que só não aconteceu porque a garota saltou para trás e desviou. Ao notar que Momo havia desviado, ele a olhou furioso, e revestiu sua lâmina com chamas.

Momo — Então é assim? Pois que seja. — Revestiu sua Katana com energia natural, encarando Koji de volta, enquanto segurava a empunhadura com força.

Koji — Vamos ver até aonde você aguenta. — Falou, Mesmo depois disso, Koji continuou atacando sem descanso, e Momo resistia o que podia, até que de repente, Hotaru surgiu como um jato e lançou uma rajada de som diretamente no abdome do monge, que foi lançado diretamente numa rocha, mas levantou-se logo em seguida. — SUA PRAGA.

Hotaru — Você está bem? Desculpe ter sido descuidada.

Momo — Relaxe, eu estou. Mas não se descuide mais, ele está voltando. — Olhou para o monge, que estava voltando para atacá-las, e nisso, várias raízes saíram do chão, sendo criadas por Momo, tentando atingi-lo, mas mesmo debilitado, foi ágil o suficiente para desviar de todas, e em seguida revestiu sua espada com chamas e tentou acertar a garota samurai mas Hotaru pôs-se na frente novamente e defendeu-a com seu machado sonoro, repelindo o monge, e com essa deixa, a hospedeira da floresta fez florescer um girassol gigante atrás de Koji, ao qual ele foi jogado em cima devido à repulsão de Hotaru, e ao ficar ali, tentou tirar sarro das garotas.

[Insira esta OST: "Deadwood"]

Koji — Vocês são idiotas? Por que amortecer minha queda, depois de tanto esforço para me derrubar? — Perguntou, sorrindo de uma forma cínica, mas de repente, as folhas do girassol o envolveram, deixando-o imóvel, e nisso, sentiu que suas costas estavam começando a queimar. — O QUE SIGNIFICA- AAAGHH ME SOLTEM.

Momo — Quem disse que amorteci sua queda? Apenas fique calado e receba… A FÚRIA DE GAIA. — Gritou, cravando sua espada no chão, e isso gerou uma raiz que se moveu rapidamente até o caule do girassol, e com isso, uma quantidade absurda de energia que estava acumulada em suas pétalas foi descarregada no miolo, e este por sua vez, lançou um raio esverdeado de energia extremamente concentrado, que pegou Koji em cheio e o fez sumir em meio ao ataque, por ser atingido tão de perto, o que gerou uma explosão gigante que fez subir fumaça aos céus..

Koji — GWAAAAAAAAH — Os gritos de desespero do monge eram evidentes, e após a explosão ter passado, junto com sua fumaça, foi possível vê-lo todo ensanguentado no chão, com a carne de suas costas estando à mostra e extremamente queimada, enquanto os rombos que já haviam em seu corpo de ataques anteriores havia ficado ainda maiores, mas mesmo assim, começou a mexer a mão, estando pronto para se levantar, mesmo de uma forma extremamente lenta.

Hotaru — Não… não pode ser. — Comentou, estando horrorizada.

Momo — Seu monstro… POR QUE VOCÊ NÃO MORRE? — Gritou, florescendo mais 5 girassóis ao redor de Koji que apontaram diretamente para ele no chão e lançaram mais 5 ataques iguais ao anterior, que gerou uma imensa explosão, que jogou Koji para cima, ao mesmo tempo em que explodiu boa parte do solo. O monge, que estava em pleno ar, começou a sorrir, e voltou a lâmina de sua espada para baixo, lançando uma rajada de fogo, que acertou o chão e amorteceu sua queda, possibilitando para ele ficar de pé novamente.

[Insira essa ost: Satan's Arrival]

Koji — O nível de vocês… é notável. — Ajoelhou-se, devido à fraqueza.

Hotaru — Momo, ele está vacilando.

Momo — Sim… Mas ele também está aguentando nossos melhores golpes, então isso não significa muito.

Koji — Eu não pensei que estivesse tão… fraco. Vocês fizeram muito bem, seu papel… Reconheço o poder de vocês, garotas. — Levantou, apoiando-se na God Slayer, até ficar em posição de batalha novamente. — God Slayer… Modo híbrido. — Começou a falar, deixando as duas garotas confusas.

Hotaru — O-o que é isso? Eu consigo sentir o poder dele aumentando gradualmente.

Momo — Eu não sei o que está vindo, mas se prepare para tudo. — A samurai, estando extremamente preocupada, apertou o cabo de sua espada de madeira, deixando uma gota de suor cair por seu rosto.

Koji — God Slayer… PODER TOTAL. HIDRA ELEMENTAL. — Gritou, e assim, seu corpo começou a ser revestido por uma aura que alternava entre diversas cores, fazendo sua lâmina ficar extremamente colorida, lembrando um arco-íris, aumentando seu poder exponencialmente. — Queria não ter precisado chegar à esse ponto.

Momo — Ele conseguiu ficar ainda mais forte…

Hotaru — O quão insano… esse desgraçado é?

Koji — Bem… é arriscado eu usar esse poder estando tão debilitado e possuindo apenas fragmentos dos elementos em minhas mãos e não eles completos, pois isso poderia causar um colapso no meu corpo, mas eu confio em minhas próprias habilidades mágicas, e se eu não usar, essa luta irá demorar muito até ter seu fim… Com isso, poderei terminar isso de uma forma extremamente rápida. — Começou a pensar alto, enquanto preparava sua lâmina, e após terminar de transformá-la, entrou em posição de batalha, e quando apontou-a para a dupla de hospedeiras, a lâmina começou a ser envolta por um furacão de poder, que era tão colorido quanto ela mesma. — Preparem-se.

Hotaru — Isso… não é nada bom.

Momo — Ele está mais forte, mas continua cheio de ferimentos, então isso quer dizer que ele está se esforçando mais do que deveria para manter esse poder ativo. Precisamos nos manter firmes, pois essa parece ser a última carta na manga dele.

Hotaru — Tem razão… Não podemos desistir agora. — Segurou com força o cabo de seu machado, começando a encarar Koji.

Koji — Terminaram essa conversa inútil? Pois bem… Então VAMOS AO QUE INTERESSA. — Gritou, correndo na direção das duas como se fosse um raio, e em uma fração de segundos, estava confrontando Hotaru, que foi completamente superada em força e arrastada para trás, ficando com os braços trêmulos.

Hotaru — AAAGHH… — Gemeu de dor, e nesse instante, o monge aproveitou e desferiu um gancho no queixo de Momo, que a lançou aos céus, sem ela poder nem ao mesmo responder o ataque, e, com Momo no ar e sentindo o impacto de seu golpe, seu caminho ficou livre, então partiu para cima da garota de cabelos brancos e desferiu um rápido chute em seu estômago, que foi tão potente que quebrou seu revestimento de proteção sônica e a fez cuspir sangue, antes de ser arremessada pela floresta, mas mesmo quando foi, não teve sossego, pois Koji foi rápido o suficiente para interceptar sua trajetória ao aparecer atrás de seu corpo que estava em pleno ar e desferir um golpe com a parte de trás de sua lâmina nas costas da garota, que também foi lançada aos céus, batendo contra Momo, e nisso, Koji sorriu e apontou sua lâmina extremamente poderosa para as duas.

[Insira essa OST: The Scarlet Letter]

Koji — Arco-íris… do caos. — Falou calmamente, e com isso, uma grande quantidade de poder se juntou na lâmina da espada, sendo carregada e disparada como uma extrema onda de poder massivo, que atingiu as duas e gerou uma imensa explosão no céu, que fez vários pássaros saírem voando, assustados, junto com gritos de agonia muito altos proferidos pela dupla, que caiu no chão extremamente ferida. — Essa foi por causa daqueles girassóis.

Momo — aGH... D-droga… — Falou, estando com dores muito fortes e sua armadura samurai em frangalhos, restando poucas peças de madeira ainda presas ao seu corpo.

Hotaru — Ngh… — O caso de Hotaru era ainda mais grave, pois como sua proteção havia se desfeito antes de ser atingida, levou todo o dano diretamente, e sua pele estava cheia de cortes, queimaduras e hematomas, o que a fez ficar deitada, devido à dor que passava por todo o seu corpo.

Koji — Que desfeita… Não aguentaram nem um golpe simples como este… Eu vou acabar com isso agora, apenas fiquem paradas, que o sofrimento de vocês vai acabar rápido. — Começou a andar na direção das garotas, revestindo sua lâmina com todo seu poder elemental.

Momo — C-cale a boca… NÃO SE APROXIME. Eu não vou deixar você ganhar esta luta, Koji… Pela minha honra como samurai, eu preciso matá-lo aqui. — Levantou-se, colocando-se à frente de Hotaru, que continuava caída.

Koji — Honra, ein? Que coisa estúpida. A única honra de samurai que você deveria mostrar é a de morrer em batalha.

Momo — Você nunca vai saber o quanto eu me esforcei para poder me considerar uma samurai hoje em dia… E eu não vou deixar você fazer todo o meu esforço ser em vão. Eu lutarei até minha última gota de energia.

Koji — Você é mesmo uma garota interessante. Venha, me mostre toda essa sua honra de uma samurai, garota. EU ACABAREI COM ELA POR INTEIRO E TIRAREI TANTO ESSA SUA VIDA INÚTIL COMO A DESSA OUTRA MALDITA QUE ESTÁ DEFENDENDO.

Insira essa OST: Wolf Blood]

Momo — Pois pode vir. — Desafiou o velho monge, que em uma fração de segundo apareceu em sua frente, e assim, os dois começaram a lutar.

Koji aproximou-se forçando sua lâmina contra a katana de madeira de Momo, que foi arrastada por poucos centímetros, conseguindo resistir ao impacto. Assim, logo em seguida, se recompôs e lançou um tornado de folhas cortantes na direção de Koji, que apenas balançou sua God Slayer arco-íris e desfez o ataque, voltando a atacar. Começou então seu ataque desferindo golpes furiosos que custavam muito do vigor da garota de cabelos roxos, e em um momento, Koji conseguiu atacar o lado de sua arma, assim fazendo-a soltá-la, e nesse instante, Koji realizou um giro e cortou a garota na linha da clavícula, fazendo-a voar para trás e ajoelhar-se no chão, quase acertando Hotaru. Ainda não satisfeito, voltou a correr, mas a garota, que respirava de maneira intensa, levantou sua cabeça enquanto estava ajoelhada, fitou Koji com um olhar de puro ódio, e então bateu as duas mãos contra o chão, gritando:

Momo — FLORESTA DA MORTE. — Após proferir tais palavras, vários troncos de árvore nasceram do chão e foram direto contra Koji, o atingindo diversas vezes como se estivesse sendo alvejado por balas de canhão, e o esmagou contra outra parede de árvores que foi criada atrás de si, fazendo o monge jorrar sangue, mas, mesmo esmagado, e quase sem movimento, conseguiu mexer o braço no qual segurava sua God Slayer e desintegrou todos os troncos com um único corte envolto por chamas, que chegou em Momo e cortou profundamente seu ombro esquerdo. — GWAAAAH.

Koji — PARE DE RESISTIR. ESSES TRUQUES COM ÁRVORES JÁ ME ENCHERAM O SACO. — Avançou com fúria, mas Momo, em um movimento rápido, puxou sua Katana de madeira que estava longe de volta, e com isso, a jogou girando na direção do monge, que desviou facilmente, mas com essa mínima distração, Momo conseguiu criar uma estrutura de madeira abaixo de si, que a catapultou para frente, fazendo-a pular por cima de Koji, pegar a espada no ar enquanto ela passava pelo monge e cravar ela em suas costas, só que com isso feito, o monge expandiu sua aura e jogou Momo brutalmente contra uma pedra. — EU JÁ DISSE QUE É INÚTIL.

Momo — WAAAAAGGH… D-desgraçado…

Hotaru — O-o que… está acontecendo? — Finalmente acordou e levantou-se, lentamente, e ainda com dores. Quando Koji, que estava virado para Momo, ouviu a voz da garota, sorriu.

Koji — Olha só quem resolveu acordar… VAMOS BRINCAR. — Deixou a garota de cabelos roxos caída, e correu em alta velocidade, atacando com toda a sua força, mas antes de acertar de fato seu golpe, Momo, com o resto de suas energias, gritou o mais alto que pôde.

Insira essa OST: One Thunder Throw ]

Momo — HOTARU, CUIDADO. DESVIE. — Gritou para a garota, que estava meio atordoada, mas ao ouvir o aviso que chegou aos seus ouvidos pela voz de Momo, saltou instintivamente, impulsionando-se com seus poderes sônicos, assim desviando do ataque de Koji, e quando entendeu o que havia acontecido e notou que estava no ar, lançou uma rajada de som direto para baixo, que acertou Koji e o jogou para trás, dando tempo da garota pousar em segurança na frente de sua companheira.

Hotaru — Momo, você está bem?

Momo — Na medida do possível, sim…

Hotaru — Obrigada por me proteger.

Koji — TUDO BEM, JÁ CHEGA. EU CANSEI DISSO. EU AINDA TENHO MAIS 12 HOSPEDEIROS PRA PEGAR. VOCÊS NÃO DESISTEM NUNCA E FICAM ME ATRASANDO. QUE INFERNO.

Hotaru — Se for para te atrasar... Dependendo de mim, eu fico aqui para sempre. — Falou, empunhando seu machado.

[Insira esta ost: Kamado Tanjiro No Uta]

Koji — CALE A BOCA, ISSO ACABA… AGORA. — Chegou ao lado de Hotaru como um vulto, e atingiu a garota no estômago com as costas de sua God Slayer, fazendo-a ajoelhar de dor, e em seguida, deu um soco em sua cabeça, que a esmagou no chão. Ainda no mesmo instante, avançou contra Momo, que tentou criar uma barreira de madeira, que foi destruída instantaneamente pelo poder esmagador do monge, e ele enfim cravou a lâmina de sua espada no estômago de Momo, atingindo em cheio seus órgãos internos.

Momo — NÃO- GWWAAAHHH. — Gritou o mais alto que pôde, debilitando por completo sua voz.

Koji — ESTÁ ACABADO. — Gritou, adentrando ainda mais a God Slayer no corpo da garota, que vomitava sangue, e assim, sugou o elemento da floresta de volta para a espada, que teve uma parte de sua lâmina temporária substituída pela original, e em seguida, retirou-a do corpo da garota, que começou a cambalear. — Elemento da floresta… recuperado.

Hotaru — MOMOOOO. — A garota, que acordou e levantou ao ouvir os gritos de sua amiga, correu até ela o mais rápido que pôde, e quando a viu cambaleando, a segurou dentro de um forte abraço, ajoelhando-se junto à ela. — MOMO, ME RESPONDA, POR FAVOR. MOMOOO — Bradou, entrando em desespero, enquanto lágrimas desciam descontroladamente por seu rosto.

Momo — Hotaru… me desculpe… mas eu irei… na frente… — Falou, enquanto suas pálpebras iam fechando e ia caindo lentamente em direção ao chão, e com isso, algumas lembranças voltavam à tona. Na sua visão, conseguia vislumbrar um centro de treinamento de Kendo, e ela mesma treinando, 3 anos atrás, com seus 16 anos, seus cabelos roxos estando compridos e a garota não tinha nenhum piercing ou tatuagem. Ela treinava tranquilamente, até que algo aconteceu. Enquanto se lembrava, mais lágrimas saíam de seus olhos.

[

??? — EI, GAROTA, O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? — Uma voz grossa gritou, vendo que Momo estava balançando a espada de Kendo no ginásio, estando vestida com um quimono branco de treinamento. A voz pertencia a um homem de cerca de 36 anos extremamente musculoso e com uma cicatriz no lado esquerdo da testa. Tratava-se de Miwashiki Kentaro, pai de Momo. Possuía cabelos roxos assim como os de Momo, porém com eles sendo curtos, junto de olhos pretos bastante profundos, e vestia um quimono de treinamento. Ao ver que a garota treinava, ficou extremamente enfurecido e se dirigiu até a garota, tomando a espada de bambu à força de sua mão.

Momo — EI, O QUE ESTÁ FAZENDO? NÃO PODE ME IMPEDIR DE TREINAR. — Gritou, protestando contra a atitude do homem, que a olhou com desprezo e lhe desferiu um tapa no rosto, que a fez cair sentada no chão.

Kentaro — Eu posso sim, e é justamente o que eu estou fazendo, sua tola. Eu já disse, você não pode treinar Kendo. Esse dojô nunca será herdado por você, então por que continua insistindo em treinar?

Momo — SEU IDIOTA. — Levantou-se, com a mão na bochecha que havia sido atingida, segurando as lágrimas, e assim, chutou a canela de Kentaro, fazendo-o ajoelhar, assim começando a o olhar de cima.

Kentaro — SUA... NÃO ME OLHE COMO SE FOSSE SUPERIOR. — Gritou, tentando desferir um soco no rosto da garota, mas ela abaixou-se e revidou com um gancho no queixo do homem, que caiu para trás.

Momo — Você passou a droga da minha vida inteira me proibindo de treinar aqui, mesmo sabendo que eu amo Kendo e do meu sonho de virar uma mestre e samurai. Está na hora de me explicar porque não quer que eu siga nesse caminho.

Kentaro — Agh… eu esqueci que você era tão boa em artes marciais. Droga, você e esse seu maldito sonho. Pare de dizer asneiras.

Momo — Isso não é asneira, é o meu sonho.

Kentaro — Ah, seu sonho? E como você pretende se tornar uma samurai nos tempos de hoje? Nossas guerras são lutadas em sua maioria com armas de fogo hoje em dia, não há espaços para samurais.

Momo — Eu não preciso me tornar uma samurai de verdade. Apenas ter a habilidade com espadas que eles tinham e saber lutar com honra já basta para mim. E é por isso que treinar Kendo e herdar este dojo de você fazem parte do meu sonho, ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO ME DEIXA TREINAR?

Kentaro — Ah, tudo bem… Você quer a verdade mesmo? Nua e crua? — Sentou-se no chão, com as pernas curvadas.

Momo — Sim, pai. Me fale. — Fez o mesmo que seu pai, para poder olhá-lo nos olhos.

Kentaro — Pois bem… é complicado… — Coçou a cabeça, tentando achar um jeito certo de falar com a garota. — Bom, você não pode herdar este dojô por causa da tradição principal da família Miwashiki. Você é a única mulher que nasceu como filha primogênita nesta família em 4 séculos, e na nossa tradição, apenas homens podem ser os líderes desse dojô. Quem o montou foi um antepassado de 400 anos atrás, e ele pretendia manter essa tradição viva. Portanto, tenho que obedecê-lo, e quem me sucederá na posse desse dojô será seu irmão Motoyasu.

Momo — O que? O Motoyasu é um bebê de colo, como você acha que ele pode te suceder em algo desse jeito?

Kentaro — É por isso que eu vou continuar sendo o responsável até ele ter idade suficiente.

Momo — Você prefere esperar mais 20 anos para ter um homem te sucedendo do que deixar o dojô pra mim? Isso é ridículo.

Kentaro — Desculpe, Momo, mas eu não posso quebrar a tradição. — Ao ouvir isso, a garota levantou-se, enfurecida, e apontou o dedo para Kentaro.

Momo — A TRADIÇÃO CRIADA POR UM HOMEM MORTO NÃO IMPORTA MAIS. ELE NUNCA VAI SABER QUE VOCÊ FEZ ISSO, ELE ESTÁ MORTO.

Kentaro — Mas seu espírito está entre nós, e é ele quem cuida e trás benevolências para nossa família há tanto tempo.

Momo — Isso é um absurdo. Então, se eu não posso te suceder, o que eu faço? Desde pequena eu sonho com isso, e nunca pretendi desistir.

Kentaro — Eu sei lá, seja uma jovem normal, vá pra faculdade, consiga um bom emprego, se case, tenha filhos… você é livre para fazer suas escolhas, mas a única que eu não posso permitir é esta que você almeja.

Momo — Pai… seu maldito. Tudo bem, já chega. Vamos resolver isso da forma tradicional da família Miwashiki.

Kentaro — Sua peste… está me desafiando para um duelo?

Momo — É isso mesmo. Se você vencer, eu desisto dessa ideia,mas se eu vencer, eu serei sua sucessora.

Kentaro — Eu nunca pensei que seria desafiado pela minha própria filha. Pois bem, se é isso o que você quer… vamos lá.

Concordando com isso, o homem levantou-se e colocou-se em sua posição de batalha, enquanto a garota fez o mesmo.

Kentaro — COMEÇAR. — Gritou, e sem nem Momo conseguir entender o que estava acontecendo, se encontrou erguida no ar, estando com o punho fechado de seu pai a levantando com um soco, enquanto seu corpo se enchia de dor.

Momo — GAAAAH… — Começando a sentir uma forte falta de ar, a garota simplesmente deslizou para o lado e caiu deitada no chão do dojô.

Kentaro — Momo… desculpe por isso, mas se eu quebrar essa tradição, é capaz de toda a família Miwashiki nos odiar. — Ajoelhou-se, estendendo a mão para a garota levantar, porém ela, ao olhar o gesto do pai, deu um tapa em sua mão, levantando-se sozinha.

Momo — Tudo bem, que seja, eu perdi o duelo mesmo. E a promessa de um Miwashiki tem que se cumprir, não? — Falou, estando claramente de mal humor, se retirando daquele campo de treinos, deixando seu pai lá, ajoelhado e sozinho.

Kentaro — Eu sei que você seria uma ótima sucessora, querida… eu também não gosto dessa tradição… mas preciso mantê-la viva. Eu sou forte, mas a verdade é que eu sou um covarde, e não tenho o necessário para quebrar essa tradição… — Cerrou o punho ao qual havia recebido o tapa, e assim, socou o chão, ao ver que a garota havia saído do local.

Momo, por sua vez, estava andando pelo corredor externo de sua casa, que era uma casa tradicional japonesa, ligada por corredores de madeira, que se ligavam para poder suportar um pequeno lago em seu centro. Andava em passos rápidos, devido à sua irritação com seu pai, quando de repente, ao olhar para uma sala, viu sua mãe, Miwashiki Naoki, uma mulher de 35 anos, de cabelos pretos e olhos verdes, que trajava um yukata da cor de seus olhos, com seu irmão menor, Motoyasu no colo, enquanto o acalmava, pois ele parecia assustado.

Momo — Mãe, o que houve?

Naoki — Não sei, acho que ele ouviu a gritaria que vocês estavam fazendo lá no dojô e se assustou. Momo, já falamos sobre isso um número considerável de vezes... Você não pode ser uma mestre samurai… pelo menos não nesse dojô.

Momo — Ah… tudo bem, mãe… me desculpe por acordar o Motoyasu. Eu não irei mais tocar nesse assunto, pode ficar tranquila.

Nao — Ainda bem… Espero que agora você crie juízo, e não só músculos nesse corpo.

Momo — Entendido… Agora, se me dá licença, vou pro meu quarto, certo?

Nao — Pode ir… Mas esteja pronta para o jantar às 21:30

Momo — Certo. Até mais. — Olhou o relógio, vendo que eram apenas 16:15

E assim a garota fez. Após falar com sua mãe, rumou diretamente para seu quarto, onde retirou seu quimono de treinamento e colocou um pijama, ao qual usou para sentar-se na cama, mas aos poucos, pôde-se perceber que a garota estava recolhendo mais e mais seu corpo, até que de repente, juntou seus joelhos à sua testa, abraçou suas pernas, e pôs-se a chorar em silêncio naquele cômodo.

Momo — A droga de uma tradição idiota… fez meu sonho se ruir totalmente… Eu não posso aceitar isso… Saber que aquele garotinho assustado que ainda depende tanto da mamãe vai ser o sucessor no meu lugar apenas por ser um homem é extremamente frustrante… Por que as coisas são decididas com base nisso? — Ficou perguntando-se, enquanto chorava, devido à injustiça e frustração que sentia, quando de repente, acabou dormindo, e a frase de sua mãe voltou à tona em seus sonhos algumas horas depois, o que a fez acordar. — “ Você não pode ser uma mestre samurai… pelo menos não nesse dojô.” Não posso, hein? Haha… que piada… Ei… Espera um pouco. — Levantou a cabeça, pensando novamente sobre o que sua mãe havia dito. — É ISSO. Obrigada, mãe. — Sorriu, pulando da cama extremamente rápido, estando empolgada, enquanto o relógio marcava 20:30

Uma hora depois, Naoki, que estava preparada para jantar, ao perceber que Momo ainda não havia chegado, e na mesa de jantar apenas estavam ela, Kentaro e Motoyasu, levantou-se, e foi até o quarto da garota. Bateu na porta algumas vezes, mas como não obteve resposta, resolveu abrir para verificar, e a única coisa que encontrou, foi um bilhete escrito “Até mais”, uma janela aberta, ao qual as cortinas dançavam com o vento, e marcas de escalada no muro, sem contar com o fato de que a mala, o porquinho de economias e várias roupas da garota haviam sumido.

Naoki — Ah não… KENTARO, A MOMO FUGIU DE CASA. — Gritou, desesperada, voltando para a cozinha correndo.

Kentaro — O QUE? COMO ASSIM? POR QUE ELA FARIA ISSO?

Naoki — Você quer mesmo que eu te responda? Você provavelmente foi um babaca com ela de novo. Todos temos nossos limites para aguentar as coisas, e eu admiro que ela tenha aguentado essa sua idiotice de tradição, mesmo sem saber de nada, por tanto tempo.

Kentaro — Ah, eu sei que não devia, mas não tenho o que fazer quanto àquilo… mas enfim, eu errei, e não tenho como voltar atrás. Vou chamar a polícia. — Falou, e de repente, Motoyasu começou a chorar, ao sentir o clima estranho que havia se instaurado naquele ambiente.

Naoki — Eu cuido dele, vá ligando.

Kentaro — Certo.

Enquanto isso, Momo andava calmamente pelas ruas, trajando uma camiseta amarela estampada, com um colete jeans azul e sem manga por cima, também usando calças do mesmo material, só que de cor preta, e sapatilhas púrpura. Ela andava despreocupada pela calçada, por já estar bastante longe de casa, tendo uma mala verde atravessada por seu ombro, enquanto ouvia seus fones de ouvido, mas sua paz estava prestes a acabar. Ela andava sem nem prestar atenção aos arredores, quando de repente, do outro lado da rua, um grupo de 3 garotas a avistou, e foram em sua direção, correndo e cercando-a por completo.

??? — Passa tudo o que você tem aí, garota. — Uma garota mascarada, de pele morena e olhos verdes, com uma camiseta branca, uma calça jeans e um lenço cobrindo a boca e os cabelos, sacou uma faca, ameaçando Momo por sua frente.

Momo — Hã? Quem são vocês? Por que querem me assaltar?

???² — Nossos motivos não te interessam, garota. Você não está em posição de fazer perguntas, então, não resista. Apenas entregue o que você tem e saia daqui. — Uma outra voz, vinda de trás da garota, era rouca e pertencia a uma garota loira de olhos azuis, que tinha seus cabelos extremamente curtos e usava um óculos de grau. Vestia um top esportivo na parte de cima de seu corpo, que era coberto por uma jaqueta de couro aberta, e também usava uma calça leggin colada ao corpo. Ela falava com ódio, enquanto segurava um estilete bastante afiado em suas mãos.

???³ — Que absurdo. Essa é a primeira vez que eu vejo uma vítima nos questionar. Espero que esse assalto valha a pena. — Disse a terceira garota, de cabelos azuis e baixa estatura, que vestia um uniforme escolar japonês de cores brancas com uma saia verde. Em suas mãos, havia um enorme taco de baseball, ao qual ela segurava como se não fosse nada.

Momo — Vocês acham mesmo que vocês vão conseguir tirar algum dinheiro de mim com esse jeito desajeitado de se portar em um confronto? Eu consigo esfregar o chão com vocês três se eu quiser.

???¹ — O que? Ninka, Higawa, ouviram isso? Ela disse que pode bater na gente. Coitada. — A garota, que segurava uma faca, começou a zombar de Momo, que continuava parada, observando as três garotas que a cercavam.

Higawa — Wakata, ela está calma demais, isso não é preocupante? — A garota que segurava o estilete, parecendo preocupada, questionou a garota com a cabeça coberta.

Wakata — óbvio que não. Vamos dar cabo dela rapidinho e deixar jogada por aí.

Ninka — Mas e se ela realmente conseguir bater na gente? — A menor, que segurava o taco, interviu.

Momo — Gente, vocês não estão perdendo o foco? Acho que vocês iam me assaltar. Se vão ficar aí conversando, me deixem passar, pois eu tenho mais o que fazer. — Cruzou os braços, começando a bater o pé no chão, impaciente.

Wakata — NÃO OUSE FICAR SE ACHANDO. — Ao ouvir o comentário de deboche de Momo, Wakata perdeu a cabeça e correu na direção de Momo para esfaqueá-la, mas no momento em que levantou sua arma, Momo pegou seu braço, e girou-a por cima de seu ombro, largando a garota de costas no chão. — AAAGH.

Momo — Credo, meu irmão recém nascido conseguiria se defender disso. — Falou, olhando para a garota caída.

Ninka — Ora sua… COMO OUSA? EU NÃO VOU TE PERDOAR. HIGAWA, VAMOS PEGÁ-LA. — Enfureceu-se, ao ver sua amiga no chão, e foi pra cima com seu taco.

Higawa — CERTO. — Concordou, mostrando a lâmina de seu estilete por completo.

Momo — Vocês são muito desajeitadas. — Vendo as duas jovens vindo em sua direção, Momo suspirou fundo, e antes de Ninka conseguir pensar em atacar, recebeu um soco em sua face, que a fez cair para trás, lançando o taco para o ar, e com ele, que foi pego por Momo, a mesma defendeu o ataque do estilete de Higawa e acertou a mão da garota com o objeto, fazendo ela cair sentada.

Higawa — Ai… sua maldita.

Ninka — O que…? — Após o soco, sentou-se no chão, ainda tonta.

Momo — Olha, garotas, eu não sei qual o contexto para vocês andarem armadas ameaçando e assaltando pessoas no meio da rua, mas qualquer um com mais habilidade vê que vocês três não levam jeito pra coisa. — Jogou o taco de baseball que segurava para o ombro. — Digo, eu consegui vencer vocês em um minuto, e de mãos vazias. Vocês realmente tem sorte de que a polícia não achou vocês ainda.

Wakata — Agh… cale a boca. Quem você pensa que é para falar assim conosco? — Wakata, que estava deitada, também sentou-se, voltando a falar com Momo, estando com uma mão na cabeça devido à dor. — Você nunca entenderia o que é ter que fugir por não ser aceita, e também, você tem cara de ser uma garota rica, então não sabe a tensão que sentimos sempre que precisamos assaltar alguém.

Momo — Realmente, eu não sei. Mas, eu posso aprender, certo? Assim como vocês também podem aprender a se virar. A verdade é que eu fugi de casa, e não tenho para onde ir, e eu até que fui com a cara de vocês. Se me deixarem entrar nessa equipe de vocês, eu posso ensinar vocês a lutar. E também pagar um jantar.

Higawa — Espera… você bate na gente e agora quer entrar no nosso grupo? É isso mesmo que eu entendi?

Momo — Isso mesmo.

Ninka — Você é uma completa desconhecida. Por que iríamos confiar em você?

Momo — Bom, eu deixei vocês três conscientes, coisa que eu conseguiria facilmente, e não liguei pra polícia. Acho que esse é um bom ponto.

Wakata — E só por isso deveríamos deixar você se juntar a nós? Isso nem faz sentido.

Momo — Bom, se vocês não querem, não poderei obrigá-las, mas saibam que eu poderia ensinar várias técnicas de luta para ajudar nos assaltos. — Pegou sua mala, que havia deixado no chão, e voltou a andar. — Vejo vocês por aí.

Ninka — ESPERA AÍ. — Gritou, chamando a atenção da garota. — Fique… por favor. Você pareceu estar sendo sincera, então se puder nos ajudar…

Momo — Oh, sério? — Voltou-se para a garota, com um sorriso no rosto.

Higawa — Ninka, o que está fazendo? Pedindo ajuda pra garota que acaba de nos espancar.

Ninka — Sim, é isso mesmo. Pensem melhor, suas idiotas. Tendo ela no time, as pessoas que vão apanhar podem ser as que iremos roubar, e não nós.

Wakata — Olhando por esse lado… faz sentido. Muito bem, garota, vamos deixar você se juntar a nós por enquanto, mas não gostamos de gracinhas. É bom cumprir o que disse antes.

Momo — Tudo bem.

Higawa — Ah, que seja. Bom, venha conosco então. — Levantou-se finalmente, ajudando as outras duas, e assim, as 4 seguiram para uma casa abandonada, onde as três garotas viviam. Ao chegarem, Ninka ligou o interruptor, e Apesar de velha e um pouco acabada, Momo percebeu que as três garotas deixavam-a limpa, e não tinham muitas coisas. Apenas alguns móveis velhos e três colchões no chão.

Momo — Uau, vocês moram aqui? Até que está bem ajeitada para uma casa abandonada. Como vocês têm eletricidade?

Wakata — Obrigada pelo elogio. Fazemos o que dá. Eu não sei, acho que esqueceram de retirar os filamentos, ou talvez ela esteja para reforma, mas ninguém se interessou. Largue suas coisas por aí e venha se sentar.

Momo — Certo. — Falou, jogando a mala perto do corredor, e foi falar com as garotas.

As 4 continuaram conversando durante boa parte da noite, rindo e se conhecendo melhor, enquanto Momo passava algumas lições iniciais de luta para as outras, e essas retribuiam contando várias histórias que viveram juntas. Em um momento, Higawa encarou Momo, que ria de uma situação contada por Ninka.

Higawa — Hmm, olhando agora, nossa, como você é genérica, Momo. Você não tem cara de ladra. Acho que precisamos dar um trato no seu visual, se quiser entrar no nosso grupo de fato. O que me diz? Está disposta a mudar um pouco?

Momo — O que? Bom, hã… eu não me importo tanto. Vamos lá.

Ninka — Você não devia ter dito isso…

Wakata — E lá vamos nós.

Higawa — PREPARE-SE. — Abriu e fechou uma tesoura duas vezes, olhando para Momo.

Momo — Acabo de sentir um calafrio… Espera, da onde saiu essa tesoura?

Higawa — Sem perguntas.

Assim, passaram-se 2h, e com isso, Higawa enfim terminou sua obra, deixando Momo com o cabelo curto e com vários brincos pela orelha, assim como foi conhecida no celeiro de Koji.

Ninka — O que achou? — Pegou um espelho de mão que havia por ali, e mostrou o resultado para Momo.

Momo — M-minha nossa… eu estou muito diferente… mas pra falar a verdade, eu gostei. Obrigado por isso, Higawa. — Falou, passando a mão em sua cabeça

Higawa — De nada. Agora sim você está parecendo alguém como nós.

Momo — Bom, pois que assim seja. — Sorriu.

Após esse dia, passou-se 1 ano, e Momo se integrou rapidamente ao grupo de ladras, ensinando-as a lutar e também aprendendo táticas e estratégias de assalto, e com tudo isso dando certo, as 4 conseguiram avançar muito em seus negócios, ganhando algum reconhecimento por seus atos, fazendo a equipe ser chamada pela polícia de Fadas da noite. Com todo o dinheiro e bens que conseguiram, compraram o terreno da casa abandonada em que dormiam, reformando-a e transformando-a em sua sede principal. Em um dia, como outro qualquer, as 4 estavam planejando o próximo assalto, na sala. Wakata estava com um quadro branco escrevendo algumas etapas e explicando tudo o que aconteceria no plano, enquanto as outras garotas ouviam com atenção e contribuíam com ideias para sair tudo perfeito.

Wakata — Bom, então, vocês entenderam, não? A missão de hoje será apagar alguns capangas da máfia e roubar uma maleta cheia de jóias, nada diferente do que já não tenhamos feito anteriormente.

Ninka — Sim, e agiremos de forma furtiva, certo?

Higawa — Exato. Momo, tem algo a acrescentar?

Momo — Não. Agiremos em quanto tempo?

Wakata — Sairemos agora, agiremos em duas horas.

Momo — Entendido. — Acenou com a cabeça, e logo em seguida, a equipe saiu, para realizar a missão.

Passadas as duas horas, as 4 garotas encontravam-se escondidas na parte alta de um prédio, observando com binóculos o movimento que se sucedia em um beco um tanto sujo e macabro. Não demorou muito, e um carro extremamente luxuoso, de cor preta, adentrou ao beco, e estacionou em frente à uma porta velha e decrépita, e 4 homens de óculos e roupas sociais pretas com revólveres em seus cintos desceram, ficando de guarda no local, deixando o carro indo embora.

Wakata — Os seguranças chegaram, vamos descendo. O próximo que entrar será o cara que tem as jóias.

Todas — Entendido. — Concordaram, e assim fizeram. Foram para lugares estratégicos do beco, que não tinha nenhum tipo de iluminação e ficaram à postos, esperando o próximo carro chegar. Ninka e Higawa formaram uma dupla, enquanto Wakata e Momo formaram outra. A fim de conseguir mais informações, ficaram absolutamente quietas, tentando ouvir a conversa daqueles homens.

Segurança¹ — Ei, o serviço de hoje é para proteger as jóias de quem? Quem seria louco o suficiente para nos encarar?

Segurança² — Nunca se sabe. Tem louco para fazer tudo nesse mundo. Falando nisso, será que o chefe vai demorar para chegar? Eu tinha um encontro com uma das melhores prostitutas da cidade hoje.

Segurança³ — Ei, foco no trabalho, imbecil. Você vai pagar por hora, então que se dane se você se atrasar.

Segurança² — É, tem razão.

Segurança⁴ — Aliás, rapazes, estive na casa do chefe na semana passada, e consegui ver o filho deles. O rapazinho está muito bem.

Segurança³ — Oh, mesmo? Que sorte você teve. Com qual idade ele está mesmo?

Segurança⁴ — Acho que ele está com 7 agora, ele tem muita energia. Aqueles cabelos cinzas dele lembram muito o do chefe.

Segurança² — Como era o nome do garoto mesmo? O chefe falou, mas eu vivo esquecendo.

Segurança⁴ — Como você esquece algo tão importante? O nome dele é Kizuro, imbecil. A criança com as cicatrizes nas costas.

Segurança² — Ah, sim… desculpe, eu vivo no mundo das nuvens.

Momo — Mas do que diabos eles estão falando? — Sussurrou para Wakata, que encolheu os ombros, em resposta.

Segurança³ — Aliás, rapazes, já souberam do trabalho de semana que vem?

Segurança¹ — Não, o que vai ser?

Segurança³ — Aparentemente, teremos que invadir a casa de um cara chamado Miwashiki Kentaro. Ele esconde uma relíquia muito valiosa em sua casa, é tipo um tesouro de família dele. Nossas ordens são apenas para pegar a relíquia e ir embora, não precisamos matar ninguém. — Falou, e nesse momento, Momo, que estava escondida, entrou em choque.

Momo — M-miwahiski… Kentaro? — Sussurrou, olhando com pavor para Wakata.

Wakata — O que foi, Momo? Por que essa cara?

Momo — Esse… é o nome… do meu pai.

Wakata — Oh não… Momo, fique calma… pense no plano… depois nós pegamos e interrogamos os imbecis, pode ser?

Momo — T-tudo bem…

Enquanto os seguranças conversavam e Momo tentava se acalmar, passaram-se mais alguns minutos e o próximo carro, que era igual ao anterior, finalmente chegou. Dele, saiu um homem de cabelos e olhos pretos que vestia um terno azul, carregando uma maleta preta altamente codificada.

Negociante — Boa noite, rapazes.

Wakata — Ótimo… nosso cara chegou. Ninka, Higawa, fiquem à postos. — Falou, utilizando um comunicador que tinha em seu ouvido.

Ninka e Higawa — Certo.

Wakata — AGORA. — Gritou, e assim as 4 saíram da escuridão como um raio e partiram para cima das 5 pessoas ali presentes. Wakata voou em um segurança e desferiu uma joelhada em seu rosto, o desmaiando na hora, e assim, pegou o homem que estava com a maleta por trás, imobilizando-o. Ao mesmo tempo, as outras três também derrotaram os seguranças restantes, e enquanto Ninka e Higawa haviam desmaiado seus alvos, Momo estava mantendo o seu acordado.

Momo — ME FALE PORQUE QUEREM INVADIR A CASA DOS MIWASHIKI.

Wakata — MOMO, O QUE ESTÁ FAZENDO?

Momo — FUJAM, LEVEM A MALETA. EU PRECISO INTERROGAR ESSE MALDITO.

Wakata — DO QUE ESTÁ FALANDO? NÃO SAIREMOS SEM VOCÊ.

Segurança³ — AGGGHH, ME SOLTE, DESGRAÇADA.

Comerciante — O QUE SIGNIFICA ISSO? ME SOLTE, SUA VACA.

Higawa — MOMO, SOLTE ESSE SEGURANÇA E VAMOS CORRER.

Momo — VÃO SEM MIM, JÁ DISSE. Preciso tirar umas respostas desse maldito. — Pegou o segurança pela gola. — DESEMBUCHA.

Segurança³ — A verdade… é que você acaba de confirmar… nossas suspeitas… de que a filha perdida da família Miwashiki… faz parte das fadas da noite. ATENÇÃO, PRECISO DE REFORÇOS. — Gritou, colocando a mão no ouvido, acionando uma escuta, e com isso, de uma van que havia na rua do outro lado dos prédios, vários homens vestindo terno e óculos pretos apareceram, cercando as garotas.

Higawa — M-mas o que… significa isso?

Ninka — São muitos... NÃO PODEMOS LIDAR COM TODOS. — Deu três passos para trás, engolindo seco.

Segurança³ — Suas ações e emoções precipitadas fizeram você arruinar o plano de vocês, o que me diz sobre isso?

Momo — COMO É? — Pegou o homem pela gola da camisa, ainda furiosa. QUER DIZER QUE ERA TUDO UM BLEFE? SEU MISERÁVEL. — Desferiu um soco na testa do homem, que desmaiou.

[Insira essa OST: Zetsu Theme]

Wakata — MOMO, VAMOS EMBORA, É UMA EMBOSCADA. — Soltou o homem que havia imobilizado, e ia começar a correr, quando de repente, um disparo para o céu foi feito, que congelou a garota. Depois disso, do meio de todos os homens com ternos pretos, um homem de terno, cabelos, barba, chapéu e olho acinzentado apareceu, andando lenta e graciosamente, com a ajuda de uma bengala que possuía um diamante em sua parte superior, enquanto colocava medo com seu tapa olho negro que cobria seu olho direito. Carregava, ainda assim, em sua outra mão, um revólver que ainda soltava fumaça de seu cano. Tratava-se de ninguém mais, ninguém menos do que Korotsu Kaidou, líder de toda a máfia daquele estado.

Comerciante — Não… não pode ser… o chefe da máfia… em pessoa?

Wakata — Ah, não…

Ninka — Acho que essa pode ter sido nossa última missão.

Kaidou — Olá, garotas, vejo que minha isca funcionou para atraí-las. Pensei que fossem ser mais espertas e fugir logo, mas isso me deixaria triste, pois me daria um imenso prejuízo. — Guardou a arma em seu cinto, e pegou a maleta do homem que tinha o codinome de “Comerciante”, abrindo-a e mostrando que realmente ela estava cheia de jóias e pedras preciosas.

Higawa — Droga…

Wakata — Eu disse que deveríamos ter ido o mais rápido possível.

Ninka — O que você quer conosco? Quer nos matar?

Kaidou — Por enquanto, apenas conversar.

Higawa — “Por enquanto?” — Perguntou, fazendo aspas com os dedos.

Kaidou — Bem, o rumo desta conversa dependerá de vocês.

Wakata — Muito bem, fale então.

Kaidou — Nakamura Wakata, a fada verde, Kobayashi Natsuki, apelidada de Ninka, a fada azul, Sakurai Higawa, a fada amarela, e por fim, Miwashiki Momo, a faxa violeta… um grupo de ladras denominadas “Fadas da noite”. Vocês são um grupo interessante.

Wakata — O-o que? Como sabe nossos nomes completos?

Momo — O nome da Ninka é Natsuki? Essa é nova até para mim.

Ninka — EI, ESSE NÃO É O FOCO AGORA.

Kaidou — Sabem, desde o momento em que seu grupo se solidificou no mundo dos crimes há cerca de um ano atrás, os meus negócios tem despencado consideravelmente, e sabem por quê? Porque vocês sempre pegam peixes grandes, mas dessa vez quem mordeu a isca foi vocês. E sinto muito em dizer, mas vocês estão na jaula de um tubarão faminto.

Higawa — E o que você quer de nós, desgraçado? Se quer nos matar, mate logo, e deixe de enrolação.

Ninka — É bom você agir rápido, velhote, senão nós vamos acabar com todos os seus capangas, e aposto que deve ter uma bela recompensa em dinheiro pela sua cabeça, pois eu vou arrancá-la por ter revelado meu nome.

Comerciante — Ei, olhe como fala com o chefe, sua maldita.

Kaidou — Deixe, deixe, elas estão tentando parecer intimidadoras, mas na verdade estão se borrando de medo, pois essa é a primeira vez que são encurraladas dessa forma. — Falou, ajeitando seu chapéu. — Ei, vamos nos acalmar, que tal? Assim eu digo o que tenho para vocês.

Momo — Desembucha logo, velhote.

Kaidou — Tudo bem, tudo bem. Se insiste tanto, tudo bem. A verdade é que eu tenho uma proposta para vocês.

Higawa — Proposta?

Insira essa OST: https://www.youtube.com/watch?v=vyiV8KVqajM&list=TLPQMTkwMjIwMjBDiodxixU4GQ&index=2

Kaidou — Eu e meus homens observamos e acompanhamos vocês desde o início, para ver se vocês conseguiriam ter algum futuro, e vocês realmente tiveram, fiquei impressionado. Conseguiram realizar grandes feitos no mundo dos crimes apenas com 4 integrantes, e isso mostra muito bem suas capacidades. A oferta em questão é a seguinte: Se juntem a nós. Se fizerem isso, seus nomes se elevarão ainda mais, e ficarão muito mais temidas. Nós também ofereceremos carros de luxo e segurança 24h na base de vocês, entre outras coisas que ainda podemos negociar. Claro, tudo de acordo com a vontade de vocês-

Wakata — Desculpe, a oferta é realmente boa, mas tem um problema nisso tudo. — Interrompeu o homem, que parecia orgulhoso enquanto falava.

Kaidou — Hã? E o que seria?

Wakata — As Fadas da noite... Não se curvam... À ninguém. Muito menos, se for um homem que se acha o todo poderoso.

Kaidou — Oh... Garotas de personalidade forte, pelo que vejo. Muito bem, eu dei a chance para vocês continuarem vivas, mas se escolhem esse caminho, não tenho escolha. Homens, preparem-se. — Colocou seu braço para frente, fazendo diversos capangas sacarem suas armas.

Momo — Droga... Seremos alvejadas... Wakata, não pensa em reconsiderar?

Wakata — Não… Nós temos um código que seguimos à risca em nosso grupo, não podemos abandoná-lo apenas porque nossas vidas estão em risco.

Kaidou — É a última chance de vocês. O que escolhem? Triunfo… ou morte?

Wakata — A resposta é mais que óbvia… NINKA.

Ninka — CERTO, FOI BOM QUE EU TROUXE ISSO. NÓS ESCOLHEMOS… O TRIUNFO. — Gritou, pegando uma pequena bola em seu bolso, e quando a jogou no chão, uma imensa bola de fumaça tapou a visão de todos os mafiosos naquele beco. — CORRAM, PESSOAL.

Kaidou — Resposta errada. Atirem, mesmo sem enxergar. Estamos em um beco, então, não tem muita opção de onde elas podem correr.

Mafiosos — CERTO. — Gritaram, puxando as armas e atirando diversas vezes contra a cortina de fumaça, conseguindo ouvir algumas reações ao longe. — Acho que pegamos elas.

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Kaidou — Uma bola de fumaça… as fadas realmente tem seus truques. — Sorriu

Enquanto isso, Wakata e Higawa conseguiram entrar em uma esquina do beco, fugindo da grande quantidade de tiros disparados, porém não estavam totalmente salvas. Higawa havia levado um tiro no ombro e outro nas costas, enquanto Wakata havia levado um no braço.

Wakata — Droga… Fugimos por hora. Espera aí… — Falou, olhando ao redor.

Higawa — ONDE ESTÁ A NINKA?

Wakata — Não me diga que ela... — Cerrou o punho.

[Insira essa OST: Bathroom Dance]

Kaidou — Ei, a fumaça está se dissipando um pouco, o que é isso em nossa frente? — Perguntou o líder, vendo um vulto caído em meio à fumaça.

Mafioso — É a garota que jogou as bombas. Ela ficou em meio à fumaça e foi atingida pela maior parte dos tiros. Se sacrificou em prol das outras. — Averiguou o corpo, que estava totalmente desfigurado, e a garota havia morrido de braços abertos. Seu sangue formava uma grande poça no chão, e Kaidou, ao ver aquilo, apertou sua mão sob seu cajado.

Kaidou — Deixem a fumaça dissipar completamente, e encontrem-nas.

Mafiosos — CERTO.

Wakata — Ela… Serviu de escudo... Para podermos fugir. Não… Não…

Higawa — Ela foi uma heroína, Wakata.

Momo — E-ei, pessoal, m-me esperem, p-por favor. — A garota, que estava atordoada por causa da fumaça, e também andando mais devagar por causa do tiro que havia levado em sua perna, finalmente chegou até suas amigas, fato esse que enfureceu Wakata.

Higawa — O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO AQUI, MOMO?

Momo — O-o que? N-nós vamos fugir, não é?

Higawa — Como tem coragem de dizer "NÓS" depois da burrada que VOCÊ fez? — Chegou perto de Momo, a empurrando e derrubando no chão, por ela não conseguir manter o equilíbrio.

Momo — AAGGHH... M-minha perna...

Higawa — POR SUA CAUSA, NOSSO PLANO FRACASSOU, NOSSA AMIGA MORREU E AGORA SOMOS TOTALMENTE CONHECIDAS PELA MÁFIA. ESTÁ FELIZ?

Momo — O que? Mas... Eles falaram que iam matar minha família...

Wakata — E VOCÊ ACREDITOU? MOMO, VOCÊ É IMBECIL? QUE MAFIOSO FALA SOBRE SEUS PLANOS FUTUROS EM VOZ ALTA? É LÓGICO QUE ERA UMA ARMADILHA.

Momo — E COMO VOCÊS QUERIAM QUE EU SOUBESSE? NÃO FOI A FAMÍLIA DE VOCÊS QUE FOI SENTENCIADA. MINHA REAÇÃO FOI A MAIS COMPATÍVEL COM AQUELE MOMENTO. TODO MUNDO EM MEU LUGAR FARIA O MESMO.

Wakata — Você está enganada, Momo.

Higawa — Sim, exatamente, pois nenhuma de nós três... Agora duas... — cerrou o punho. — NENHUMA DE NÓS FARIA ISSO, PORQUE NÓS FOMOS REJEITADAS E EXPULSAS DE NOSSAS FAMÍLIAS. Delas em nós, só resta o sobrenome, que até evitamos de usar, pois todo o amor que sentíamos foi esmagado pelo remorso.

Wakata — Era você quem deveria ter morrido, Momo. Higawa, vamos embora, deixemos essa desgraçada aqui

FLASHBACK CONTINUA DAQUI

Momo — Espera… VOCÊ ESTÁ FALANDO SÉRIO? WAKATA, HIGAWA, ME AJUDEM. — Gritou desesperadamente, estando debruçada no chão devido ao tiro na perna.

Wakata — Você estragou tudo… Agora a máfia conhece os nossos rostos, por sua culpa. Viraremos alvos a ser exterminados, sua maldita. Você merece ficar aí, até apodrecer. — A garota, que estava à sua frente, apenas virou-se, fazendo uma feição de ódio e desprezo para a garota, assim começando a correr, sumindo junto com Higawa pelo beco.

Momo — O QUE? WAKATA, HIGAWA, POR FAVOR. — Estendeu o braço, tentando alcançar as garotas, o que foi em vão. — N-não… não me deixem aqui… droga. — Deu um soco no chão, quando de repente, ouviu um estalo em um ponto próximo, logo atrás de onde estava deitada, seguido de uma voz.

[Insira essa OST: Subway ]

??? — Ei, então quer dizer que suas amigas te largaram aí para ser capturada e morta pela máfia, não é? Que lástima. Vocês eram tão grudadas. — Uma voz falou com Momo, que estava caída no beco, aparentando estar acima dela, provavelmente sentada em um container de lixo.

Momo — Q-quem está… aí? — Tentou virar-se com dificuldades, porém sendo em vão. — Se faz parte dos mafiosos de agora há pouco, me mate logo… é o melhor que você faz.

??? — Ei, não se esforce tanto… e não me compare com aqueles imbecis... está tudo bem. Aliás, eu sei do seu sonho, e quero te ajudar. — Ao falar isso, ergueu uma enorme mureta de chamas no local de acesso ao lugar onde estavam, para ninguém entrar ou sair.

Momo — M-meu sonho? Quem é você? C-como fez isso?

Koji — Eu me chamo Koji, garota. E estou me referindo ao seu sonho de virar uma mestre samurai. Você ainda lembra dele, não é? — Perguntou o idoso, que vestia seu clássico traje de monge.

Momo — Mestre samurai? Hahaha, que piada. Eu nunca vou conseguir isso, este sonho de criança já morreu para mim. Minha vida mudou, e foi pra outro caminho.

Koji — Oh, é mesmo? Bom, e o que você esteve fazendo durante todo esse ano nas entrelinhas?

Momo — O que? Do que está falando?

Koji — Desde o ano passado você vem ajudando essas ladras, e até se tornou um membro honorário da equipe delas, e vem desde sempre ajudando-as e ensinando-as a lutar… como se elas fossem suas primeiras discípulas… não é?

Momo — O-O que? Isso não tem nada a ver… eu apenas ensinava tudo o que podia para elas terem uma taxa elevada de sucesso em nossas operações.

Koji — Ah, sério? Então por que eu tenho esta foto de você entrando numa loja de equipamentos de Kendo? — Pegou uma polaroid que havia dentro de um bolso interno de seu quimono e a jogou girando para Momo.

Momo — C-como conseguiu isso? Eu estava disfarçada.

Koji — Aposto que seus planos em um futuro próximo incluíam ensinar elas a manusear armas brancas de forma aperfeiçoada, não é? Você pode continuar negando, mas o seu subconsciente sabe que tudo o que você faz por elas é por querer ser aceita como uma verdadeira mestre por alguém, já que não foi por seu pai.

Momo — COMO SABE SOBRE MEU PAI? Quem é você, seu desgraçado? — Tentou afastar-se, arrastando-se para trás.

Koji — Não se preocupe, sou apenas um bom detetive, mas isso não importa. O que importa é o que eu vim propor para você.

Momo — Propôr? O que outro desconhecido poderia me oferecer como proposta? Eu já ouvi propostas demais por hoje.

Koji — É algo que vai te interessar profundamente, pode ter certeza. Quer ouvir?

Momo — Bom, não é como se eu pudesse sair andando e recusar. — Passou a mão em sua perna baleada, ainda demonstrando dor. — Eu estou ouvindo. Fale.

Koji — E se eu te dissesse que estou organizando um novo dojo de artes marciais, e que estou recrutando novos alunos habilidosos para me suceder, você acreditaria?

Momo — T-te suceder? Que papo é esse, de repente? Eu nem te conheço. Você não tem filhos, ou algo assim?

Koji — Eu tenho uma filha, mas ela não é tão habilidosa nas artes marciais. Mas você sim, e tenho certeza que seria uma maneira bastante boa para você realizar seu sonho, não é?

Momo — E como… você sabe tanto sobre mim? Sobre meu pai, sobre meu sonho… Isso está muito estranho.

Koji — Bem… é que… — O monge, que estava disfarçando suas verdadeiras intenções, pensou rápido. — Eu vim à essa cidade procurando pelos dojos de artes marciais para averiguar se teria alunos à altura do meu, mas quando eu cheguei no dojô de uma tal família Miwashiki, eles disseram que tinham uma filha habilidosa, mas que ela havia fugido há algum tempo… então, me mostraram uma foto sua, e eu fui juntando pistas e evidências, até chegar em você. Você está um pouco diferente da ficha que possuo, mas com certeza é você. Miwashiki Momo, conhecida como a Fada violeta dentre as fadas da noite.

Momo — Hahaha… fez toda essa investigação apenas para achar uma garota ladra sem futuro, e que agora está baleada e prestes a morrer nas mãos de mafiosos? Estou impressionada.

Koji — Muito obrigado, mesmo eu não achando que você seja uma ladra sem futuro. Mas e aí, o que me diz, Miwashiki Momo? Quer tornar o seu sonho possível e se tornar uma mestre? Não somente samurai mas de muitos estilos de artes marciais? Ainda é tempo de fazer seus sonhos se realizarem.

Momo — Hahaha… isso só pode ser alguma pegadinha. Oportunidades assim não caem do céu desse jeito. Pelo menos não na vida real.

Koji — Te garanto que não tem nenhuma pegadinha. — O monge aproximou-se da perna da garota, e com seus poderes, retirou a bala que estava em sua perna, e curou-a rapidamente. — Entendeu?

Momo — O-o que? C-como fez isso? Já é a segunda vez que faz esses absurdos. Pareceu que você controlou a bala para ela sair por conta própria.

Koji — Todas as suas perguntas serão respondidas se vier comigo. E então? O que me diz… é bom responder logo, afinal, a máfia ou a polícia vai chegar em breve, e se te encontrarem, talvez seja morta, presa ou levada à força para casa. — Falou, estendendo a mão para a garota.

Kaidou — O que é essa parede de chamas? O líder da máfia andou pelo beco, até encontrar aquele fenômeno.

Koji — É seu amigo?

Momo — Kaidou… Eu não vou morrer aqui. — Cerrou o punho. — Bom, por que não, não é mesmo? Minhas companheiras me deixaram para trás de propósito porque acham que a culpa é minha pela missão ter falhado..., então elas nem vão sentir minha falta se eu não voltar. E se voltasse, com certeza ficaria um clima horrível. Então… vamos lá, esquisitão. Vamos deixar elas pensarem que fui presa ou morri, assim os dois lados saem ganhando. — Sorriu, pegando na mão de Koji, que sorriu de uma forma maligna sem a garota perceber, e assim, um portal foi feito, e os dois saíram daquele local, dissipando a parede de chamas, que lançou Kaidou para trás, o desmaiando.

]

Momo — Haha… Como pude… ser… tão tola… para acreditar nesse cafajeste? Depois que cheguei naquele dojo... tudo virou um inferno… que merda. — Falou, estando com lágrimas nos olhos e seu sangue escorrendo, até que notou que estava sendo segurada por Hotaru, e com isso, abriu um sorriso, e suas últimas palavras, antes de morrer, foram ditas. — Mas… eu não… me arrependo de nada. A única parte… boa de ter me tornado… uma hospedeira… foi ter conhecido… você e todos… os outros. Obrigada por tudo, Ho...ta....ru. — Falou, caindo para trás, estando finalmente morta.

Insira esta música: Heroes Never Die]

Hotaru -MOMO? MOMOOOOOO. — Balançou a garota, que já estava sem vida, na tentativa de reanimá-la, sendo em vão. — SEU DESGRAÇADO. O QUE VOCÊ FEZ? ELA DEVERIA RESISTIR A UM GOLPE DE ESPADA DESSE TIPO, MESMO SEM ELEMENTO. COMO VOCÊ FEZ ISSO? — A garota, extremamente furiosa, ao analisar o corte que matou sua amiga, ainda segurando o corpo da mesma, voltou-se para Koji, com lágrimas de ódio e uma aura extremamente poderosa a cercando.

Koji — Ora… é simples. Quando o elemento de um hospedeiro é retirado de seu corpo, junto à ele, sua alma também é arrancada. E bom, um corpo sem alma… nunca poderá ficar vivo… mesmo que demore alguns minutos para a ligação ser desfeita por completo, o que a manteve viva até agora.

Hotaru — O-O que? Não… não pode ser.... SEU DESGRAÇADO. DEVOLVA A ALMA DA MOMO IMEDIATAMENTE.

Koji — Isso é impossível. O que está feito, está feito. E agora, ela já está sendo usada para outro propósito… então, mesmo que eu quisesse, não conseguiria devolver.

Hotaru — Outro propósito? O que quer dizer com isso?

Koji — Infelizmente, isso não te diz respeito, afinal, por que eu contaria algo assim para alguém que morrerá em alguns minutos? Seria desperdício de tempo.

Hotaru — Ora seu… Momo… eu vou cuidar disso, tudo bem? Você deu o seu melhor… Obrigada por me proteger e aguentar tanto. Eu te amo, irmã. — Falou, soltando uma lágrima, dando um beijo na testa de Momo, como forma de despedida, e levantando-se, ao empunhar seu machado, colocando-se em posição de batalha.

Koji — Irmã? Que baboseira é essa, sua retardada? Ela não é sua irmã. Os únicos irmãos hospedeiros que existem são aqueles gêmeos.

Hotaru — Sim, você tem razão… não temos relação de sangue, mas nós éramos praticamente irmãs aqui dentro.

Koji — Que seja, são apenas colocações inúteis que você quer dar alguma ênfase, mas isso não me importa. O que importa é que agora será muito mais fácil me livrar de você, pois o seu maior apoio foi estraçalhado, e sem ela para te ajudar, sua habilidade em batalha cai no mínimo pela metade.

Hotaru — Como é? Seu desgraçado… Eu vou fazer você engolir essas palavras, junto com seus dentes. — Enfureceu-se, fitando Koji com seus olhos de cor escarlate.

Koji — Ah, é mesmo? Pois tente, quero ver o que você pode fazer quando não está dependendo da garota samurai.

Insira essa OST: ECHO]

Hotaru — Eu nunca... dependi da Momo, e irei te provar. Eu treinei tanto quanto todos os outros hospedeiros durante esses 6 meses, e posso te garantir… o fato da Momo ter morrido é realmente triste para mim, mas quem sofrerá de maneira catastrófica é você. Esteja preparado. HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA — Ao falar isso, Hotaru fez uma aura incrivelmente densa se formar ao redor de seu corpo, enquanto um semblante de fúria podia ser percebido por todo o seu rosto. — Eu vou acabar com a sua raça.

Koji — Estou pagando para ver. VAMOS VER O QUE VOCÊ TEM. — Gritou, partindo na direção de Hotaru com sua lâmina arco-íris como um raio, mas quando atacou, acertou apenas o ar, enfim notando que a garota havia sumido. — O que? Onde ela está?

Hotaru — Ruptura. — Falou, aparecendo nas costas de Koji e lhe acertando um corte extremamente fundo, que o envolveu em uma coluna de poder sônico e o fez gritar de dor, explodindo logo em seguida e sendo jogado cerca de 30 metros para frente.

Koji — M-mas como? Agh… — Ajoelhou-se, ainda sentindo dores pelo corpo. — O que você fez? Você não era tão poderosa assim até instantes atrás.

Hotaru — Ruptura. — Olhou com desprezo para o monge, lançando um corte contra o ar, corte este ao qual saiu de seu machado, emitindo o som de um projétil de canhão. Koji, sem conseguir reagir, foi acertado em cheio no peito e voou para trás, batendo bruscamente com as costas em uma árvore, o que o fez sangrar pela boca.

Koji — GWAAHHH. S-sua maldita… — Levantou-se. — Eu vou tirar esse olhar de paisagem da sua cara, pode ter certeza. PREPARE-SE. — Impulsionou-se, fazendo sua espada emanar poder arco-íris, mas quando tentou atacar a garota, ela moveu o machado de forma que as duas armas se colidissem, e tamanho impacto abriu uma imensa cratera ao redor dos dois, devastando uma grande área florestada, deixando-a deserta. Não sendo suficiente, Hotaru, quando olhou para Koji novamente, afastou a espada do monge da colisão que acontecia, movendo-a para o lado com sua arma, e em uma fração de segundo, subiu-a aos céus e desceu extremamente rápido, acertando e destruindo a lâmina temporária da God Slayer de Koji, deixando apenas a parte original, composta pelo elemento de Momo. — O QUE?

Hotaru — Ruptura. — Fitou o monge que estava em sua frente, com a guarda extremamente aberta e sua espada despedaçada, e com isso, puxou seu machado de volta e cortou o monge na linha da clavícula, começando na parte direita e indo até o final da parte esquerda, fazendo o monge espirrar uma grande quantidade de sangue. Enquanto gritava devido à dor que sentia, a garota posicionou a cabeça do machado contra seu estômago, e calmamente, proferiu: — Ruptura.

Koji — GYAAAAAAHH — Com o golpe de Hotaru tendo-o acertado em cheio e à queima-roupa, o monge foi expurgado floresta a dentro, deixando um rastro interminável de sangue e destruição, o levando adiante junto com um imenso aglomerado de poder sonoro por cerca de 2 quilômetros. Quando todo o poder estava nessa distância, simplesmente se comprimiu e adentrou o corpo de Koji, fazendo o monge explodir de dentro para fora, saindo sangue de seus ouvidos, boca, nariz e olhos, assim, caindo de bruços no chão.

Hotaru — KOOOOOOJJIIII — Gritou, começando a andar lentamente na direção do monge caído, quando de repente, impulsionou-se para frente rapidamente, chegando ao local, que estava cheio de sangue, mas sem o corpo de Koji. — Desgraçado… fugiu. Mas não por muito tempo.

[Insira essa OST: Nightmare]

Koji — (Será possível? Essa garota… Não pode ser… Quando hospedeiros são colocados em situações desesperadoras, isso os faz liberar 100% de seu verdadeiro potencial, mas isso custa uma boa parte de suas sanidades. Saber que ela atingiu esse ponto inconscientemente é assustador. Sua frustração por perder sua companheira foi tão grande, que ela conseguiu transformar isso em poder na sua forma mais bruta… mas isso não é tudo… Por causa de tudo isso, ela conseguiu domínio completo de 100% do elemento, mas ficou completamente maluca... Isso é ruim. Droga.... Ela está quase no mesmo nível de um hospedeiro utilizando o poder de seu guardião… mas ela não faz nem ideia que tem esse poder escondido. Eu preciso terminar com isso o mais rápido possível, mas a vagabunda… quebrou minha espada). — Pensava, estando escondido atrás de uma árvore, extremamente ferido, até que de repente, começou a vomitar sangue e arfar.

Hotaru — KOOOOJI. — Várias rajadas sonoras puderam ser ouvidas explodindo locais perto de onde estava.

Koji — (Agh… droga… usar todo o poder de todos os fragmentos para liberar meu poder máximo ainda continua trazendo… consequências. Se continuar assim, perderei esta batalha, e isso… é inaceitável). — Continuava pensando, fazendo o máximo de silêncio possível, enquanto se recuperava lentamente.

Hotaru — KOOOOJIII. — Gritou, fazendo sua voz ecoar em um tom ensurdecedor e destrutivo, que devastou boa parte da floresta. — APAREÇA, SEU MONGE DESGRAÇADO.

Koji — (Ok, tudo bem… pense, Koji… E rápido, pois ela está perto. Eu não tenho mais… agh… energia para fazer outra espada, mas eu tenho para utilizar os elementos… Espera aí… eu sei o que fazer. Tudo bem… talvez isso dê certo). — Sorriu, quando de repente, ao voltar a si, viu que dois olhos vermelhos sedentos por sangue o encaravam veementemente. — O-q-

Hotaru — RUPTURA. — Bradou, quase prendendo o pescoço de Koji contra a árvore, e lançando uma rajada absurda de energia sônica, que desintegrou a árvore. Koji só não foi atingido porque, ao perceber que Hotaru o observava, impulsionou o corpo para baixo e impulsionou seu braços para trás, conseguindo passar por baixo das pernas da garota, mas quando menos esperou, foi atingido pelo corpo do machado diretamente no rosto, o que o tirou totalmente o foco.

Koji — GAAAH. — Após levar o golpe, tentou encarar a garota em sua frente, e começou a enxergá-la como se fossem 4 pessoas. — Droga… Eu já... perdi muito sangue. — Ajoelhou-se. — Isso precisa terminar agora...

Hotaru — Isso... ajoelhe-se diante de mim, monge estúpido. PEÇA PERDÃO POR TODOS OS ATOS DE MALDADE QUE VOCÊ FEZ. Sim… você pode pedir perdão para sempre, mas pra mim, é tudo… IMPERDOÁVEL. — Levantou o machado com toda sua força e revestiu-o com poder sônico, tendo intenção de decapitar o monge, mas quando estava próxima de realizar tal ato, o mesmo sorriu, e da mão que escondia atrás de suas costas, retirou o corpo de Momo, utilizando-o como escudo humano. A garota de cabelos brancos, ao testemunhar aquilo, cancelou seu ataque na hora e atingiu o chão, sem entender o que estava acontecendo. — M-mas como? O c-corpo dela… tinha ficado lá atrás. O que você fez?

Koji — Nada que um portal interdimensional não resolva, não é mesmo? — Soltou o corpo da garota de cabelos roxos na frente de Hotaru, levantando-se, enquanto cambaleava, como se estivesse bêbado.

Hotaru — JÁ CHEGA, EU CANSEI DE SUAS GRACINHAS, SEU MALDITO. EU VOU TE DESINTEGRAR. — Gritou, erguendo novamente seu machado, colocando ainda mais intensidade do que da primeira vez, mas no momento em que Hotaru levantou a arma, Koji sorriu, e de repente, um impacto pôde ser ouvido, e a garota começou a sangrar pela boca. — O-o que? — Perguntou-se, quando de repente, ao olhar para baixo, notou que havia uma lâmina cravada em seu coração, e isso a fez se ajoelhar, com dificuldades para falar e respirar.

Koji — Acabou. — Colocou sua God Slayer à frente de seu corpo, e a lâmina que cruzou o peito de Hotaru, em resposta, atravessou por completo, deixando um ferimento que ia paralelamente das costas até a parte da frente de seu tronco, e se fixou novamente à lâmina quebrada do monge, se soldando por conta própria e refazendo a espada.

Hotaru — C-COMO? — Perguntou, cuspindo sangue, e lutando para não entrar em colapso.

Koji — Ora, é simples… da mesma forma que eu fiz essa espada, eu ainda controlo o elemento metálico, por causa do fragmento em meu corpo… logo, não havia coisa mais fácil a se fazer do que te pegar de surpresa, fazendo o magnetismo atrair a espada para mim, quando você estava em minha frente.

Hotaru — Você… é desprezível. P-primeiro… usando o corpo da Momo, agora isso… Você… é o p-pior. — Utilizando algumas das poucas forças que possuía, a garota insultava o monge, que só conseguia sorrir, vendo a garota agonizando no chão.

Koji — Foi você quem separou a lâmina do resto da espada para começar, logo, a única culpada pela sua própria derrota, é você mesma. Morra com essa injustiça entalada na garganta, sua maldita.

Hotaru — S-seu… — Vomitou sangue. — ISSO AINDA N-NÃO… ACABOU. — Gritou.

Koji — Ok, ok, agora, se me dá licença… — Andou calmamente até Hotaru, cravando brutalmente a God Slayer em seu estômago, e empalando a garota, fazendo-a se levantar e olhar em seus olhos. — Foi uma boa luta, garota.

Hotaru — AAAGHH. Morra, seu… psicopata… maldito. — Mesmo na situação em que estava, a garota ainda conseguiu insultar e cuspir na cara do monge, que nem mesmo ligou, e apenas limpou-se.

Koji — Bom, é isso… sua sentença foi cumprida, garota. Eu admito que estava errado quando disse que seu desempenho dependia de sua companheira. Agora que me provou isso… poderá descansar. — Retirou sua lâmina do estômago da garota, junto com seu elemento e sua alma, que se armazenou dentro da espada, ao qual recuperou mais uma parte de sua lâmina original. — Primeira parte da missão… cumprida, finalmente... — Ao falar isso, desativou todo o poder que estava se esforçando para manter ativo todo esse tempo, e seus ferimentos começaram a sangrar desenfreadamente, levando o monge a um enfim desmaio com direito à hemorragias, devido à tudo que havia sofrido desde o início do combate, começando a regenerar as partes mais graves lentamente com o poder da floresta em seu ápice, enquanto isso.

Hotaru — Desculpe… Momo. Mas… me juntarei a você… mais cedo que eu… pensava. — Ajoelhou-se, enquanto via Koji caindo ao seu lado, e com lágrimas saindo de seus olhos, caiu de bruços no chão, tendo assim seus últimos momentos de vida, olhando para o corpo de Momo, mesmo sem poder se mexer ou fazer qualquer coisa para matar o monge ali mesmo ou ao menos passar a mão nos cabelos de sua amiga uma última vez. — D-desculpem. — Falou, e assim, começou a lembrar-se de algo.

[

??? — Lexia, essa garota só nos traz problemas. É a décima quinta vez que ela bate em uma pessoa da escola apenas porque “a olhou feio”. Se continuar assim, ela será expulsa. Eu sou político, você sabe o quão ruim minha imagem ficará se minha filha ser expulsa da escola por causa de violência? — Perguntou um homem alto, de 43 anos, com cabelos pretos e olhos vermelhos, que usava um terno azul com camisa branca e gravata preta. Este, por sua vez, discutia com sua esposa no quarto.

Lexia — Daichi, ela não tem culpa. Ela é especial, nasceu com os meus cabelos brancos e seus olhos vermelhos, que intimidam qualquer um. Ela é uma boa menina, só está se defendendo de quem quer maltratá-la. — Replicou uma mulher de aparentemente 38 anos, cabelos brancos naturais e olhos azuis, que trajava um vestido azul de seda.

Daichi — Eu não quero saber. Se só mais uma reclamação dela chegar aos meus ouvidos, de quem quer que seja, eu irei resolver esse problema eu mesmo.

Lexia — O que? Com seus métodos brutos e inadequados? Isso não ensina nada, só fará ela sentir-se ainda mais ameaçada.

Daichi — Você quer descobrir? — Perguntou, fechando o punho.

Lexia — É bom você pensar muito bem no que vai fazer, pois você sabe que minha família descende de lutadores e eu sou professora de taekwondo. — Encarou o homem, que rangeu os dentes.

??? — JÁ CHEGA, VOCÊS DOIS, SEUS IMBECIS. — Gritou uma garota, entrando no cômodo correndo. A garota tinha 18 anos, cabelos curtos de cor preta e olhos azuis. Estava de pijama, e aparentava estar furiosa.

Daichi — Luna… O que faz aqui? Seu horário de dormir já passou. São 23:15. Amanhã você tem aula.

Luna — Como se alguém conseguisse dormir aqui nessa casa com vocês dois discutindo iguais dois primatas. Vocês são adultos, ajam como tal.

Lexia — P-primatas? — A mulher, ouvindo o insulto, colocou a mão na boca. — Onde você aprendeu esse linguajar?

Luna — Mãe, eu tenho 18 anos. Já passou muito do tempo e isso não é hora pro seu sermão sobre bons modos.

Daichi — Como é? Ouse repetir isso, garota. — Ergueu seu punho cerrado. — Me chame de novo de primata para ver o que lhe acontece.

Luna — Eu não vou repetir nada, vocês dois não são surdos. Eu já estou farta dessas discussões todas as noites. Já faz uma semana que vocês continuam batendo na mesma tecla, que inferno. E olha que o alvo a discussão nem sou eu.

Daichi — Se sabe que não tem nada a ver com você, por que se envolve?

Luna — Porque diferente de você, pai, eu amo a Hotaru tanto quanto a mamãe. Vocês estão discutindo sobre o comportamento da Hotaru na escola faz quase uma semana, mas nunca perguntaram pra ela o que de fato aconteceu. Durante todas essas noites em que vocês discutiam, eu tive que ficar junto com ela, enquanto ela se debulhava em lágrimas nos meus braços, porque ela sente que é culpada pela discussão de vocês, mas eu me cansei disso. Ela perdeu várias horas por noite chorando antes de dormir e acordou exausta por dias a fio, apenas porque quando prega o olho, consegue ouvir vocês dois gritando nessa merda de quarto.

Lexia — Luna… isso é verdade? Porque não nos contou isso antes?

Luna — E quando eu teria tempo? Vocês saem para trabalhar antes de acordarmos e chegam tarde, cansados, não teriam paciência para me ouvir. E se eu simplesmente saísse do lado da Hotaru à noite, ela entraria em colapso. Mesmo se eu viesse até aqui, e tentasse conversar, vocês deixariam eu falar? Não. Agiriam igualzinho ao que estão fazendo agora, me tratando como se eu fosse uma criança e se achando superiores. Isso me enoja.

Daichi — Ah, você está enojada? Então tudo bem, por que não diz o que realmente aconteceu naquela escola? Se sabe tanto, vamos, nos conte.

Luna — Acredito que eu não seja a pessoa totalmente indicada para fazer isso, não é, Hotaru? — Virou-se para a porta, onde viu que a garota, que tinha 14 anos na época, e estava ouvindo tudo atrás da porta, segurando-se para não chorar.

Hotaru — L-luna? C-como sabia… que eu estava aqui?

Luna — Você é muito ingênua de acreditar que eu acreditaria que você ficaria no quarto sozinha enquanto eu vinha aqui. Eu te conheço mais do que você mesma, garota.

Hotaru — Hã… bem… — Olhou nos olhos de Luna, e em seguida olhou para sua mãe, que a olhava com olhar preocupado, enquanto colocava a mão em seu peito, e seu pai, que a encarava com uma expressão totalmente séria e furiosa. — Eu… — Desviou o olhar.

Daichi — Oh, perfeito. A atração principal desse show de horrores chegou, pessoal. O que deveríamos fazer? Bater palmas? Pois que seja. — Começou a aplaudir a garota de forma lenta e constante, o que a deixou muito desconfortável.

Lexia — Daichi, isso é ridículo. Pare de agir como uma criança mimada.

Daichi — Quem aqui é a criança mimada? — Olhou fixamente para Lexia, que cerrou o punho e abaixou a cabeça.

Luna — Você, seu idiota. Você tem mais de 40 anos, e ainda age como uma criança rica e babaca que não aceita ser contrariada.

Daichi — Quem você acha que é para falar comigo desse jeito, sua pirralha?

Luna — Sou sua filha, infelizmente. Você acha que a vovó não me contava sobre a criança horrível que você era, quando ela ainda era viva? Ela contou muita coisa, e comparando aquela criança birrenta que ela descrevia, com o adulto que eu vejo na minha frente, sinceramente, eu vejo a mesma coisa. Você não mudou nada.

Daichi — E quem se importa com o que aquela maldita velha falava? Ela já morreu, não importa mais.

Luna — Você teve a sorte de nascer num berço de ouro da família Hideyoshi, e isso te corrompeu muito cedo, pai. Você sempre teve pessoas lambendo seus pés e fazendo suas vontades, e sempre punia quem ia contra você. Claro que isso culminaria em um adulto totalmente desalmado, que acha que tudo pode ser resolvido com dinheiro e violência.

Daichi — Você está mesmo reclamando que eu nasci em boas condições? Por causa disso, VOCÊ, SUA MÃE E A HOTARU TAMBÉM PODEM VIVER NO LUXO, E VOCÊ AINDA RECLAMA? O QUE TEM DE ERRADO COM VOCÊ?

Luna — Não tem nada de errado comigo, pai. VOCÊ É O ERRO. E sim, eu estou reclamando, pois se vivêssemos de uma forma normal, e você tivesse sido uma criança como todas as outras, talvez hoje você pudesse ter sido uma pessoa muito melhor do que é hoje, que entende o que amor, compreensão e compaixão significa.

Daichi — HAHAHAHA, isso é ridículo. Não acredito que estou tendo que ouvir tamanhas barbáries da minha própria filha à essa hora da noite.

Luna — Uma vez… ela falou que um dos únicos arrependimentos dela ao te criar, foi não saber te ensinar sobre compaixão e humildade.

Daichi — O que? Você acha que eu não tenho compaixão com você? Isso é um absurdo.

Luna — Nem comigo, nem com a Hotaru, e muito menos com a mamãe. Você fica a ameaçando sempre que pode, e nunca deixa ela fazer nada que você não goste. ME DIGA AONDE ISSO É TER COMPAIXÃO E SER COMPREENSIVO?

Daichi — COMO É? SUA DESGRAÇADA, MEÇA SUAS PALAVRAS. — Ergueu as mangas de seu terno. — EU DEIXO VOCÊS VIVEREM SOB O MEU TETO, DEIXO COMEREM A COMIDA QUE EU PAGO, A ELETRICIDADE, A INTERNET, A ÁGUA, TUDO QUE EU PAGO, E VOCÊ VEM ME DIZER QUE EU NÃO AMO VOCÊS? Se não amasse, eu poderia muito bem jogá-las na sarjeta AGORA MESMO.

Lexia — … — A mulher olhou para o lado, enquanto passava a mão em seu outro braço.

Hotaru — Pai, Luna… por favor… parem… de brigar por minha causa. — A garota, que estava totalmente deslocada diante da discussão de seus parentes, apenas conseguia tremer e falar em voz baixa, enquanto seus olhos ficavam marejados aos poucos.

Luna — Ah, você poderia mesmo? E sua carreira política, como ficaria, quando a mídia descobrisse que você expulsou sua esposa e filhas de casa apenas por uma discussão em família onde você não tinha a razão? Isso nunca foi uma questão de amor, pai, mas sim do seu status. Sua fama subiu à cabeça quando virou um político importante, e você moldou a família toda para parecer a família ideal, mas pelo visto, não é isso que conseguiu.

Daichi — Você está duvidando das minhas conquistas? Nós todos somos felizes do nosso próprio jeito, então posso dizer que consegui meu objetivo.

Luna — Objetivo? Como se você ligasse. A única coisa que conseguiu foi ter uma esposa que discorda constantemente de você, uma filha rebelde e outra que nem consegue olhar na sua cara, por causa do medo. Se você acha que isso é uma família feliz, eu tenho pena, e sinto muitíssimo pelo jeito que o vovô te criou.

Daichi — CALA A BOCA. — Aproximou-se da garota e desferiu um tapa em seu rosto, forte ao ponto de fazer uma listra de sangue aparecer no canto da boca da garota, ao mesmo tempo em que cambaleou para trás.

Luna — É… eu acho que toquei na ferida, não é mesmo? — Limpou o sangue, cuspindo o resto que tinha em sua boca em uma lixeira que havia no quarto.

Daichi — ISSO NÃO TEM NADA… A VER COM O SEU AVÔ. AGORA, VOCÊ E SUA IRMÃ VÃO VOLTAR PARA O QUARTO E DORMIR, POIS EU JÁ ESTOU SEM PACIÊNCIA.

Luna — Você não vai me tirar daqui. Paciência, hahaha, essa palavra é inexistente no seu vocabulário desde sempre, pai. Não seria agora que você iria mudar.

Daichi — Tudo bem, já chega. Se você não vai sair, eu saio. Irei dormir em um hotel hoje. Lexia, amanhã continuamos a conversa sobre a Hotaru.

Hotaru — Mas… pai-

Daichi — Você cale a boca, sua pirralha. Ao invés de tentar justificar seus atos, porque não pensa sobre o que fez?

Hotaru — Mas… — A garota cerrou o punho.

Luna — NÃO FALE ASSIM COM A HOTARU, SEU MONSTRO. DEIXE ELA FALAR.

Daichi — E o que ela tem para falar? Eu já sei de tudo que aconteceu. A Hotaru é uma descontrolada que bate em pessoas diariamente na escola, e eu não paro de receber advertências no meu gabinete.

Luna — Isso é o que a escola diz. Você já pensou em parar para ouvir a sua filha uma vez na sua vida, seu animal?

Daichi — Quem você está chamando de animal, sua vagabunda? Eu já te dei um tapa, não faça eu te dar um soco.

Luna — Sempre a mesma abordagem agressiva e ameaçadora, que infantil.

Daichi — SUA… — Cerrou o punho, porém respirou fundo, e passou seus dedos em seus olhos. — Tudo bem, vamos lá, Hotaru. Fale a sua versão da história. Vou deixar que tente se defender.

Hotaru — Hã? O que…? Mas…

Luna — Isso não é ótimo, Hotaru? Vamos lá, fale o que realmente aconteceu.

Hotaru — Bem, é que… — Quando ia falar, olhou no fundo dos olhos de Daichi, que a encarava com muita seriedade, esperando suas palavras.

Daichi — Vamos, desembucha, garota.

Luna — Hotaru… — Cerrou o punho. — Você quer que eu fale?

Hotaru — N-não… eu preciso falar por mim mesmo. — Engoliu seco e respirou fundo. — O QUE ACONTECEU FOI QUE-

Daichi — JÁ CHEGA. DEMOROU DEMAIS… VOCÊ ACHA QUE EU SOU IDIOTA, GAROTA?

Hotaru — O que? Mas… o que eu fiz?

Daichi — Eu não nasci ontem, pirralha. Você acha que eu não conheço esse truque de ficar enrolando e no fim inventar uma história?

Hotaru — Truque? M-mas não tem nenhum truque… eu só-

Daichi — JÁ BASTA DE SUAS DESCULPAS.

Luna — Você é terrível, pai.

Lexia — Daichi, você nem tentou deixar ela se explicar. Você sabe que a Hotaru é tímida e tem problemas para falar sob pressão, isso que você está fazendo só piora as coisas.

Daichi — Bom, ela já tem 15 anos, não é? Acho que já passou bastante da hora de aprender a falar.

Hotaru — C-como? Pai… isso… foi…

Luna — HORRÍVEL. VOCÊ É O PIOR TIPO DE PESSOA QUE EXISTE, SEU MALDITO.

Daichi — Isso, continue me xingando, faça o que quiser. Eu acabo de perder a paciência. E vou declarar a partir de agora: Hotaru, se eu receber mais UMA única carta sequer sobre você no meu gabinete, eu terei que te mostrar o meu jeito de educar.

Hotaru — N-não… MAS NÃO É CULPA MINHA, EU JU-

Daichi — BASTA. Espero que este aviso te ajude a criar algum juízo. — Ao ouvir isso, Luna rangeu os dentes.

Luna — CHEGA DESSAS MALDITAS AMEAÇAS. VOCÊ NÃO ESTÁ LIDANDO COM UM BANDO DE ANIMAIS, ESTÁ FALANDO COM A SUA FAMÍLIA.

Daichi — Você ousa levantar a voz mais uma vez, garota? Eu acho que quem está precisando ser castigada é você. Acha que só porque está com 18 anos, vai poder fazer o que quiser?

Luna — EU ESTOU LEVANTANDO A VOZ, POIS ESSE É O ÚNICO JEITO QUE VOCÊ ESCUTA ALGUÉM QUE NÃO SEJA SEU PRÓPRIO EGO INFLADO. APOSTO QUE FICA CORTANDO A HOTARU TODA HORA E IMPEDINDO QUE ELA SE EXPLIQUE, APENAS PORQUE QUER DESCONTAR ESSA SUA RAIVINHA INFANTIL EM ALGUÉM E NÃO TINHA NENHUM PRETEXTO PARA ISSO ATÉ AGORA.

Daichi — VOCÊ E SUAS RESPOSTAS MAL-CRIADAS QUE ME IRRITAM E EU QUE ESTOU ERRADO? ISSO É RIDÍCULO.

Luna — SIM, POIS ISSO NÃO É DE AGORA. A VERDADE É QUE VOCÊ É A PORRA DE UM LUNÁTICO, NUNCA TEVE PACIÊNCIA CONOSCO POR CAUSA DESSE COMPORTAMENTO INFANTIL E MIMADO, E AGORA QUE ESTÁ VENDO QUE VAI PERDER A DISCUSSÃO, QUER APELAR DE QUALQUER FORMA PRA VIOLÊNCIA, PORQUE É INCAPAZ DE ABAIXAR A CABEÇA UMA VEZ NA VIDA E PEDIR A DROGA DE UMA DESCULPA. — Gritou com todas as suas forças, e isso fez o sangue de Daichi ferver.

[Insira essa música: Warzone]

Daichi — TUDO BEM, JÁ CHEGA, EU ME CANSEI DE TUDO ISSO. A VERDADEIRA RESPONSÁVEL POR TUDO ISSO É VOCÊ, HOTARU. VOCÊ VAI PAGAR POR TRAZER A DISCÓRDIA PARA ESSA FAMÍLIA. — Ao falar isso, colocou a mão dentro de seu terno, e retirou uma arma, que estava fortemente carregada. — MORRA. — Gritou, apontando para a garota, que mal conseguiu reagir, desferindo dois disparos.

Lexia — DAICHI, NÃ- Entrou em choque, colocando a mão na boca, enquanto seu corpo tremia, e a mulher tentava se mover.

Hotaru — PAI, O QUE ESTÁ FAZ- Gritou, e com o barulho dos disparos feito, Hotaru notou que ainda estava intacta, e uma sombra a encobria. — O-o que?

Luna — Vai ficar… tudo bem, Hotaru… — Luna, que teve reflexos rápidos, no exato momento em que Daichi puxou seu revólver, correu e abraçou Hotaru, deixando suas costas desprotegidas, onde justamente os disparos acertaram.

Hotaru — Irmã…?

Luna — E-está… tudo… bem. — A garota, sem forças para se manter em pé devido aos tiros, ajoelhou-se na frente de Hotaru, que a acompanhou. — Eu não podia deixar… ele te acertar… Não a minha linda… irmãzinha. — Falou, colocando a mão no rosto da garota, e colocando uma mecha de seu cabelo branco para trás de sua orelha.

Lexia — DAICHI, O QUE ESTÁ FAZENDO, SEU IDIOTA? — Pulou sobre a cama, desferindo um soco na face do homem, o desestabilizando, e começando a lutar, tentando tirar o revólver de suas mãos.

Daichi — ME SOLTE, SUA MISERÁVEL. O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO, SE VOLTANDO CONTRA MIM? — Gritou, enquanto tentava impedir a mulher de pegar sua arma. — VOCÊ SABE QUE SE NÃO FOSSE POR MIM, VOCÊ AINDA ESTARIA NA MISÉRIA. VOCÊ E SUA FAMÍLIA, ESTARIAM TODOS FALIDOS. SE NÃO FOSSE POR MIM, VOCÊS TERIAM MORRIDO DE FOME, ENTÃO, SOLTE ESSA ARMA, IMEDIATAMENTE.

Lexia — O QUE ISSO IMPORTA AGORA, SEU MALDITO? VOCÊ ATIROU NA NOSSA FILHA E QUER TER ALGUMA MORAL? CALE ESSA DROGA DE BOCA. — Pisou no pé do homem, tentando desestabilizá-lo.

Daichi — AAAGHH, DESGRAÇADA.

Lexia — POR QUE VOCÊ ESTAVA ARMADO EM CASA? EU JÁ NÃO DISSE PARA VOCÊ GUARDAR ESSA MERDA NO SEU ESCRITÓRIO? — Gritou, estando totalmente eufórica.

Daichi — CALE A BOCA, NÃO TE DEVO SATISFAÇÕES. A PRÓXIMA VAI SER VOCÊ.

Hotaru — L-luna… p-por que? — Ainda em choque, enquanto os adultos brigavam, a garota apenas encarava a irmã com uma face de desespero, enquanto via seus pais do outro lado da sala com a arma ainda em mãos.

Luna — Porque… eu amo você... Por qual outro motivo seria? Não é óbvio?

Hotaru — Não… eu não posso te perder, irmã… Por favor…

Luna — Vai ficar… tudo… bem. — Começou a tossir sangue.

Daichi — JÁ CHEGA. — Desferiu um soco no estômago da mulher, fazendo-a ficar sem ar e perder sua força, o que resultou em sua queda de joelhos no chão. Após isso, o homem, que continuava insano, apontou a arma novamente para Luna e Hotaru, e descarregou outras 2 balas nas costas da irmã mais velha, que sangrou pela boca, abraçou Hotaru com todas as forças que lhe restavam e empurrou a garota, caindo por cima da mesma. — Esses outros dois devem ter chego na Hotaru.

Luna — N-não… se mexa, Hotaru… Esse… é meu último pedido… fique… viva. — Sussurrou, tapando a boca de Hotaru, para tentar enganar Daichi, fingindo a morte também da mais nova.

Hotaru — Mgghh… — Ficou em choque total, ao perceber que o coração de Luna havia parado de bater, e sem conseguir respirar direito, junto à todo o estresse e pressão ao qual estava submissa, acabou desmaiando.

Daichi — Ótimo… duas já foram, agora falta a- No momento em que virou para o lado, Lexia veio de baixo e desferiu um soco em seu queixo, que o fez cambalear e soltar a arma, e neste momento, a mulher pegou-a e colocou seu pé na frente do de Daichi, fazendo-o cair sentado, de cabeça contra a parede.

Lexia — Você cometeu o pior erro que você poderia, Hideyoshi Daichi. Matou as únicas pessoas que eu amava de verdade nessa casa e com isso tirou todo o vínculo que eu tinha com você. Agora, você pagará na mesma moeda. — Apontou a arma para Daichi, disparando um único tiro contra sua cabeça. — E é claro… como eu não tenho nada a perder, e meus últimos motivos de felicidade acabam de morrer, eu não tenho mais motivos para ficar neste mundo. Minhas queridas, estou indo… ao encontro de vocês. — Falou, e assim, sem nem hesitar, colocou a arma contra a própria cabeça, e disparou, caindo deitada no chão, já sem vida.

Algumas horas depois, Hotaru acordou com vários barulhos e luzes do lado de fora de sua casa, que estava tomada por pessoas estranhas.

Policial — Pois é, parece que todos estão mortos, detetive.

Detetive — O que aconteceu aqui, afinal?

Policial — Bem, pelo relato de vizinhos, que também foram os que nos chamaram… começaram a ouvir uma discussão muito intensa entre o pai e a filha mais velha do casal, e logo em seguida a mãe e a filha menor entraram junto na briga…

Detetive — E a arma? Ele tinha licença?

Policial — Bem… — Os dois continuaram conversando sobre a investigação, até que de repente, um homem vestido de branco aproximou-se do corpo de Luna, e moveu-o, colocando-o de frente, e nisso, Hotaru, que ainda fingia de morta, ao ver que Luna tinha sido retirada de cima de seu corpo, ergueu a parte superior de seu próprio corpo e desferiu um soco nas partes baixas do homem, que gritou de dor, ao mesmo tempo em que a garota saiu correndo pela porta da frente.

Enfermeiro — AAAAGGHH… EI, A GAROTA AINDA ESTÁ VIVA. PEGUEM ELA, ELA FUGIU. — Gritou, estando agachado no chão, devido à dor.

Detetive — O que? Você não disse que estavam todos mortos? — Olhou para o policial, que coçou a própria cabeça.

Policial — Bem, à primeira vista sim, nunca imaginaria que uma criança saberia se fingir de morta tão bem.

Detetive — Entendo… MAS QUE SEJA, ATRÁS DELA. — Saiu correndo atrás da garota, mas quando chegou na parte da rua, já havia a perdido de vista. — Droga, a baixinha corre mais que ninguém.

Policial — EI, DETETIVE, VENHA AQUI, RÁPIDO. — Chamou o homem, com tom de urgência.

Detetive — O que foi?

Policial — Encontrei a identidade do homem. Se chamava Hideyoshi Daichi…

Detetive — Espera aí… Hideyoshi Daichi? Esse cara é um dos políticos mais corruptos do país, mas nunca houve nenhuma prova contra ele… O que diabos aconteceu neste quarto, exatamente?

Policial — Também queria saber…

Detetive — Muito bem, mobilize uma de suas equipes para capturar aquela garota, preciso dela para entender tudo o que aconteceu.

Policial — Entendido.

E assim, cerca de uma semana se passou, e Hotaru encontrava-se encolhida em um beco, sozinha, com as mesmas roupas ensanguentadas, remoendo o acontecido em sua própria cabeça. Ela continuava vendo sua irmã morrendo em seus braços e também ouvindo sua mãe tirando a própria vida, e isso deixava seus olhos cada vez mais obscuros. Ficou cerca de duas horas imóvel, até que de repente, viu um par de pernas em sua frente. Quando olhou para cima, viu um homem de meia idade, que vestia um quimono branco.

Koji — Oh… garota, o que faz aqui nesse beco? Você não parece ser uma moradora de rua. O que aconteceu?

Hotaru — Quem diabos é você?

Koji — Oh, desculpe… Me chamo Yanizuma Koji. Agora, pode responder minha pergunta?

Hotaru — Minha irmã foi morta por meu pai, e ele foi morto pela minha mãe, que enlouqueceu. Ela pensou que eu estava morta também, e se suicidou. Eu estou aqui sem lugar para ir porque fugi daquele lugar infernal.

Koji — Meu deus… que tragédia. Garota, como se chama?

Hotaru — O que isso importa? Apenas saia daqui e me deixe em paz, velho babaca, nada disso é da sua conta. Eu sou só uma garota que não conseguiu falar nada em um momento de desespero, então por quê deveria falar algo pra você agora, sendo que eu nem te conheço?

Koji — Bem, porque talvez eu queira te ajudar. Vamos, me conte o que te aflige, juro que escutarei tudo com atenção.

Hotaru — Por que se importa com a história de uma moradora de rua avulsa que encontrou do nada recolhida em um beco? O que você quer de mim? Saia daqui antes que eu use minhas últimas forças para gritar o mais alto que eu posso, para fazer você ir preso.

Koji — Ei, ei, acalme-se, garanto que não quero nada. Me importo porque você parece ser uma pessoa que tem um potencial oculto dentro de si, e eu odiaria desperdiçar isso.

Hotaru — Potencial, do que está falando?

Koji — Eu sinto que você tem algo especial, garota. Se quiser, posso te abrigar, e te dar uma nova família. Mas para isso, preciso que me ajude a te ajudar, e para isso, você precisa me contar o que aconteceu com você.

Hotaru — Você está querendo me dar uma chance para recomeçar? Por que? Uma pessoa tão bondosa não deveria existir.

Koji — Eu não me considero bondoso, apenas vamos dizer que sei diferenciar pessoas comuns de pessoas como você.

Hotaru — Bom, tudo bem…, se você insiste tanto, te contarei. Então, o que aconteceu foi… que eu bati em um garoto mais velho que estava atormentando e batendo em outras pessoas na minha escola… mas eu não tinha ideia de que ele era rico, e manipulava a administração daquele lugar como bem entendia… Ele, depois de apanhar pra mim, uma garota totalmente desconhecida, puxou todos os documentos que a escola tinha sobre e pesquisou toda a minha vida. Ele descobriu que meu pai era um político importante para o estado, e também sobre sua personalidade explosiva, e com isso, começou a mandar várias e várias advertências sobre mim diretamente para ele, e foi aí que tudo começou. Inventou mentiras sobre mim, dizendo que eu era arrogante e descontrolada, e não tolerava um único olhar errado de outras pessoas, SENDO QUE EU SEMPRE FUI INOFENSIVA. Apenas consegui bater nele porque minha mãe me ensinou técnicas de autodefesa desde pequena por ser professora de taekwondo, mas não passava disso.

Koji — Entendo… Então apenas pela vingança besta de um burguesinho mimado, sua vida foi arruinada de dentro para fora… Isso é terrível.

Hotaru — Sim… quando as 10 primeiras cartas chegaram em apenas 3 dias, meu pai explodiu. Passou reto por mim sem nem dar um oi e começou a me tratar com desprezo, apenas reclamando sobre meu comportamento com minha mãe… Ele NUNCA me deu uma chance para eu expor o meu lado da história para ele... E quando tentava, a pressão absurda que aqueles malditos olhos vermelhos me colocavam quebrava todo o meu raciocínio. Droga… EU SOU A RESPONSÁVEL POR TODA AQUELA TRAGÉDIA. EU DEVIA TER FALADO, EU DEVIA. — Colocou as mãos na cabeça, bagunçando ainda mais seus cabelos brancos, e em seguida começando a bater com os dois punhos no chão de forma desenfreada. — POR QUE EU NÃO FIZ NAD- — Já chorando e se lamentando novamente, Koji aproximou-se e abraçou a garota, colocando seu rosto próximo a seu ombro, enquanto alisava seus cabelos.

Koji — Está tudo bem agora, garota… Por favor, acalme-se. — Conseguiu fazer a garota parar de chorar, limpando a última lágrima de seu rosto com seu dedo. — Por favor, continue contando.

Hotaru — O-obrigada… estava precisando disso. Bem..., no final… não consegui dizer à ninguém… que eu apenas briguei com aquele desgraçado, porque eles estavam insultando e humilhando… quem eu amava.

Koji — O que quer dizer?

Hotaru — QUER DIZER QUE ELES BATERAM NA LUNA, A XINGARAM E HUMILHARAM NA FRENTE DE TODOS, MAS… ELA NÃO FEZ NADA PARA REVIDAR. ELA SÓ SE LEVANTOU E SORRIU. POR QUE ELA FEZ AQUILO? POR QUE? EU NÃO ENTENDO. — Gritou, batendo na parede que havia atrás de si. — SÓ PORQUE AQUELES BASTARDOS CONTROLAM A ESCOLA, ELES ACHAVAM QUE PODIAM TRATAR TODOS COMO BEM ENTENDESSEM, ISSO É DESUMANO.

Koji — Talvez tenha sorrido para te mostrar que estava tudo bem...

Hotaru — Não… Minha irmã batalhou muito para entrar naquela escola, por isso aguentava tudo calada, mas eu tive a influência do meu pai para entrar, então não me importava com as consequências… mas se eu soubesse… que elas seriam tão graves… eu nunca teria encostado… naquele maldito.

Koji — Entendo… Foi fazer justiça com as próprias mãos, mas viu que o mundo não funciona assim… Que horrível.

Hotaru — Eu só bati neles, pois estavam ofendendo a pessoa que eu sempre me inspirei, mas minha fraqueza e choque foram tão grandes quando as consequências apareceram, que não consegui ao menos abrir a boca. Que droga… A coragem que eu tive para bater naquele infeliz sumiu quando precisei enfrentar meu pai… — Cerrou o punho.

Koji — Você me falou tudo isso agora, mas por quê não conseguiu falar com seu pai?

Hotaru — A diferença é que... eu não tenho medo de você, velhote. — Encolheu-se ainda mais.

Koji — Muito bem, garota. Estou realmente tocado com sua história. Então, se você quiser, estou te dando a oportunidade para recomeçar. O que me diz? — Levantou-se e estendeu a mão para a garota, que ainda estava sentada no chão.

Hotaru — Bom… depois de você ouvir minha história assim, eu não tenho outra escolha, senão aceitar. Muito bem, Koji, me dê a chance para recomeçar. — Pegou a mão do monge, que sorriu.

E assim, os dois se teletransportaram dali, e o treinamento de Hotaru foi realizado, se concretizando rapidamente.

Koji — Muito bem… suas duas semanas de treinamento se encerraram. Você foi muito bem, garota. Seus avanços com a utilização de magia foram surpreendentes.

Hotaru — O-obrigada… Mesmo eu não sabendo se tive grandes progressos, pois nunca havia pego em uma arma branca, o treinamento me pareceu grandioso.

Koji — Bem, e se lembra que eu tinha prometido que você teria um nova família? Pois bem. — Encostou rapidamente a God Slayer, que tinha o total de 8 elementos na época, no ombro da garota, e todos os que remanesciam na espada começaram a piscar em resposta, até que de repente, um piscou de forma contínua, e este moveu-se dentro da espada, até chegar à sua ponta, onde passou para o corpo de Hotaru.

Hotaru — O que foi isso? Senti meu poder mágico oscilando por um momento.

Koji — Eu te dei poderes elementais. O elemento som foi o mais compatível com você. Me pergunto se há alguma razão. Agora você é uma hospedeira elemental.

Hotaru — Entendo. Som, não é? Bem… eu já tive que ouvir muitas coisas desagradáveis, e também, minha voz foi vetada por inúmeras vezes em minha vida, então acho que ser agraciada com o poder do som é uma bela ironia do destino.

Koji — Pois é. Agora, olhe para mim, por um momento.

Hotaru — Sim, o que foi? — Perguntou, e quando virou, olhou seu reflexo em um espelho de mão que Koji segurava, e com isso, notou que seu nariz havia se tornado um focinho, haviam pequenas asas nascendo em suas costas e seus caninos superiores haviam crescido de forma alarmante. — AAAAH, O QUE É ISSO? O QUE HOUVE? — Perguntou-se, tocando seu rosto com suas mãos, sem entender o que estava acontecendo.

Koji — Acalme-se. É um pequeno processo que você deve passar, mas irei revertê-lo. Esses são os efeitos colaterais de seu guardião, mas você não deve se preocupar com isso.- Falou, tocando na cabeça de Hotaru e fazendo-a voltar ao normal.

Hotaru — Muito melhor… Obrigada. Aliás, você tinha falado algo de nova família antes de virmos para este dojo, o que significa exatamente?

Koji — Entre neste celeiro. Ali tem pessoas assim como você. Seu ensinamento acabou. Te vejo em breve. — Abanou para Hotaru, com um sorriso falso no rosto.

Hotaru — Certo. — Adentrou o celeiro, ao qual foi trancado por fora por Koji, assim que a garota fechou a porta novamente. Ao entrar, viu um monte de feno, 3 pessoas conversando sentadas e 2 treinando. As que estavam sentadas tratavam-se de Shizumi, Takuya e Foster, enquanto Aikawa e Winra treinavam.

Winra — Ei, pessoal, a novata chegou. — Comentou, enquanto combatia o tridente de Aikawa com seus bastões.

Aikawa — Mais um, não é, Koji? — Afastou Winra, dando pausa ao treinamento.

Takuya — Nossa... ela é muito bonita.

Shizumi — Eeei. — Puxou a orelha de Takuya, que fez feição de dor, mas sorriu para Shizumi em seguida. — Bobo.

Foster — Ela parece… solitária.

Hotaru — Hã… bom, olá… me chamo Hideyoshi Hotaru… prazer em conhecê-los. Eu sou a hospedeira do som.

Takuya — Você? O som é um dos elementos mais poderosos, quem diria que ele escolheria você, meus parabéns.

Hotaru — Obrigada… err…

Takuya — Eu me chamo Takuya. Esses são Aikawa, Winra, Foster e Shizumi. — Falou, apontando para cada um, respectivamente.

Shizumi — Por que me deixou por último, desgraçado?

Takuya — Pare de implicar com tudo. — Sorriu de forma serena, apertando o nariz da garota.

Shizumi — Agh… Ei.

Takuya — Ah, claro, bem, e a que está vindo lá é… — Apontou, e nesse momento, Hotaru olhou para o outro lado do celeiro, confusa.

Hotaru — Tem mais uma pessoa aqui? — Perguntou-se, quando de repente, viu uma garota de curtos cabelos roxos e olhos verdes se aproximando com dois copos de café na mão.

Takuya — A Momo.

Momo — Desculpem a demora, Takuya, Shizumi. Na próxima, eu não vou perder pra vocês novamente no pedra-papel-tesoura para fazer café para vocês. — A garota, que caminhava sorridente, conversando com seus amigos, ainda não havia notado a novata.

[Insira essa OST: Secret Base]

Hotaru — N-não… não pode ser… — A garota, com lágrimas nos olhos, foi andando até Momo, parando em sua frente, fazendo-a esbarrar em si, quase derrubando o café.

Momo — Ei, você é a nova hospedeira que ia chegar hoje, certo? O que está fazendo? Cuidado, esse café está pelando.

Hotaru — I-irmã? — Perguntou, olhando fixamente para Momo, que ficou sem entender o que estava acontecendo, assim como todos os outros 6 hospedeiros presentes.

Momo — Hã? O que? Eu não sou sua irmã, garota. Eu nunca te vi na vida. — Respondeu, de forma um pouco seca, enquanto passava pela garota, enfim entregando o café dos rapazes.

Hotaru — Ah… bem, me desculpe, mas o seu rosto... me lembra o da minha falecida irmã. Vocês são quase iguais. — Aproximou-se de Momo novamente, tocando em seu rosto.

Momo — Hahahaha… bem, você é estranha. Combina conosco. — Tirou a mão de Hotaru de seu rosto, abrindo um sorriso. Desculpe pela forma que te tratei, mas o café estava queimando minha mão e eu estava com pressa. Enfim, eu não sou sua irmã, mas se isso vai te deixar mais feliz, você pode fingir que eu sou sua irmã mais velha de agora em diante. Sempre quis uma irmãzinha. — Passou a mão na cabeça de Hotaru, que sorriu. — Sinto que podemos nos tornar grandes amigas.

Hotaru — O-obrigada, Momo. Significa muito pra mim.

Momo — Disponha. — Continuou sorrindo.

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Hotaru — Luna… Momo… Mãe... Todos…por favor, me… desculpem. Eu não pude… proteger... minha preciosa… família. — Voltando a si, soltou uma última lágrima, e assim, seus olhos perderam o brilho lentamente, acabando por morrer ali mesmo. Após isso, Kouma, que estava com Kaya no quarto de Droy, ajoelhou-se no chão, começando a chorar, com tudo isso tendo passado como um filme em sua cabeça.

Kouma — Antes foi a Momo… agora a Hotaru… O que foi isso? Por que…? Minha cabeça está doendo muito...

Kaya — O pacto… ele passa todas as suas memórias para as outras pessoas conectadas a você no momento de sua morte… Por isso conseguimos ver tudo o que aquelas duas passaram. — Falou, apertando o pano do lençol com todas as forças, devido à dor que sentia. — Além da dor das contrações… agora também preciso lidar com essa dor no coração… droga… um ser humano não devia sofrer tanto de uma só vez… — Começou a chorar, juntamente de Kouma.

Kouma — Elas realmente se sacrificaram para nos salvar.... Droga… Por que eu sou tão fraco?

Kaya — Kouma… não ouse fraquejar… Você ainda é o líder que organizou essa fuga… precisa se manter firme. A culpa foi minha… Devia ter achado alguma forma de te ajudar naquela hora, e não ter ficado só olhando. — A garota cerrou os punhos, inconformada com sua impotência na batalha anterior.

Kouma — Ei, ei, se acalme… Não se culpe, você estava prezando por nosso filho. Eu vou te ajeitar na cama do Droy agora, tudo bem? Você precisa aguentar firme por enquanto.

Kaya — C-certo. — Respondeu, e logo após, Kouma segurou um pouco suas lágrimas e ajeitou a garota cuidadosamente na cama de seu tio-avô, deixando-a confortável com travesseiros e cobertas, da forma que tinha sido ordenado, assim sentando-se ao seu lado e começando a cuidar da garota.

Kouma — Kaya, agora, com a perda de duas de nossas companheiras, podemos ver o tamanho da periculosidade que estamos enfrentando… — Pegou na mão da ruiva, olhando em seus olhos, que estavam tão marejados quanto os seus. — Então, por favor… eu sei que é difícil, mas não se culpe… por nada. Elas decidiram nos salvar naquele momento, e elas são nossas heroínas… Elas possibilitaram que nós tivéssemos um futuro, então, quando sairmos daqui, vamos agarrar essa segunda chance com unhas e dentes, certo? — Perguntou, não se aguentando, e se debulhando em lágrimas. — Estou certo, não é?

Kaya — Sim…Quando sairmos daqui, vamos, e dessa vez juntos, lutar com tudo o que temos, e matar aquele monge desgraçado que outrora eu chamei de pai. — Respondeu, limpando suas próprias lágrimas, e também as de Kouma, estendendo o dedo mindinho para o rapaz.

Kouma — Certo… é uma promessa. — Envolveu seu dedo pelo dedo da garota.

Droy — Muito bem, encontrei a caixa. — Falou o monge, entrando com seu kit de aparelhos médicos na sala, e viu o casal em prantos. — Ei, por que vocês estão chorando?

Kouma — O Koji… já começou a agir. — Limpou suas lágrimas e virou-se para Droy com uma feição séria.

Droy — Oh… entendo… e sinto muito… Mas muito bem. Kaya, vamos começar os preparativos. Kouma, vou precisar que saia do quarto por enquanto.

Kaya e Kouma — Certo.


Enquanto isso acontecia na casa de Droy, se passaram cerca de 15 min, e com isso, Koji já estava consciente novamente, continuando sua busca pelos hospedeiros. Para isso, apontava sua espada para a floresta, já que ela servia como um rastreador. Mantinha seu braço o mais alto que podia, mas logo fraquejava, devido à sua fraqueza.

[Insira essa OST: Sandman's Theme]

Koji — Droga… Eu… certamente… as subestimei. Acabei desmaiando por alguns minutos devido à exaustão de usar meu poder total... — Falou, estando apoiado em uma árvore, enquanto um brilho verde o revestia e seus tecidos do corpo iam se normalizando bem lentamente. — Esses desgraçados.... devem estar muito mais poderosos... do que eu imaginei. Agh… — Gemeu de dor, após sentir seu peito latejando, assim recostando-se na árvore. — Maldito Shoma… eu te derrotei facilmente porque usei 100% de poder logo de cara, mas quem imaginaria… que os seus discípulos estariam quase no seu nível? Hahaha… GwAAHH. — Gritou, vomitando um pouco de sangue. — Se eu não tomar cuidado… eu posso realmente perder… MAS ISSO NÃO ACONTECERÁ- GWAAAH. — Reclamava de sua dor ainda mais. — Que seja… eu preciso me apressar… Afinal, ainda faltam… 12… elementos… Mas acredito que ficará mais fácil… de agora em diante, já que… tenho elementos comigo novamente. Vocês duas… considerem isso uma boa ação... Portal… contact. — Mesmo estando ofegante, cheio de hematomas e ferimentos graves, abriu um portal, e saiu daquele local, deixando o corpo das duas garotas, que já estavam sem vida, lado a lado, e de mãos dadas.



Ao mesmo tempo, já algum tempo após a separação das equipes, Balat e Winra corriam rapidamente pela floresta, lado a lado, enquanto conversavam.

Winra — Aaaah cara… o que foram essas lembranças da Momo e da Hotaru que passaram pela nossa cabeça agora?

Balat — Não sei, mas deve ter algo a ver com aquele pacto de memórias que a Kaya citou enquanto estávamos no nulo. Tiveram também aquelas explosões que ecoaram por toda a floresta.

Winra — É, você tem razão… e a coisa mais recente nas memórias que recebemos é o Koji indo na direção delas… então… bom...

Balat — Sim... No fundo… eu sempre soube que nem todos nós sairíamos vivos.

Winra — Para falar a verdade, eu também sentia isso, mas mesmo essa fuga não dando certo para alguns de nós… vai ser uma libertação, de qualquer forma, não acha?

Balat — O jeito que você pensa é meio melancólico para alguém que representa a energia elétrica.

Winra — É, eu sei, você tem razão. Mas mudando de assunto, você está conseguindo me acompanhar muito bem, mesmo sendo tão grande, como consegue ser tão rápido? — perguntou, enquanto desviava de algumas árvores.

Balat — Ah, é simples. É verdade é que eu tenho um físico forte, sim, mas eu sou bem menor do que aparento. Quando eu recebi meu elemento, eu revesti meu corpo com metal, e assim eu fiquei um pouco maior e mais resistente, porém, eu consigo alterar o peso desse metal livremente por meu corpo, então quando eu preciso me mover rápido, eu apenas deixo o peso do metal tão leve como uma pluma, e isso facilita pra caramba meus movimentos.

Winra — Entendi, é um conceito interessante. — Falou, quando de repente, um portal se abriu em frente aos dois, revelando Koji. Ao verem o monge, recuaram instantaneamente, para pegar uma boa distância.

[Insira essa OST: Unreached]

Koji — Vejo que a conversa de vocês está interessante… Que tal conversarem comigo um pouco?

Balat — Desculpe, mas a conversa agradável que estávamos tendo acaba de morrer. Não temos nada a tratar com você usando palavras. — Falou, materializando suas manoplas em seus punhos.

Winra — Então, chegou a nossa vez? Pensei que demoraria mais, mas sinceramente, eu já estava cansada de correr por essa maldita floresta, então um pouco de ação será bom. — Materializou sua dupla de bastões, energizando-os com eletricidade.

Koji — Eu já ouvi falar de pessoas que quando chegam, matam uma conversa, mas algo nesse nível chega a me deixar triste. Bem, nós todos sabemos que o que acontecerá aqui não é uma conversa, mas sim a morte de mais dois hospedeiros, assim como fiz com suas amigas.

Winra — Então… é como prevíamos… Você realmente as matou.

Koji — Sim, e vocês serão os próximos.

Balat e Winra — VEREMOS. — Gritaram, fazendo sua aura transbordar por seus corpos.

Koji — Isso vai ficar interessante. — Sorriu, fazendo sua God Slayer brilhar em um tom dourado.

E assim, os três entraram em posição de batalha, elevando suas auras e se preparando para mais uma luta, onde Koji buscava reaver os elementos e os hospedeiros buscavam a morte do monge, para enfim serem realmente livres.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.