Elements
9 Eu Sentia Poder
Notas iniciais
Eu dei um sorriso tímido para Karen, não iria dispensar a tal noite das garotas, aprendi que ela – apesar de algumas das suas esquisitices – é uma ótima amiga. Faria bem para eu ter alguém para conversar aqui em Conventionis... Mas antes eu precisava resolver as coisas com Drake.
Max e Peter saíram à procura dele pelos arredores do prédio. Tenho quase certeza de que não vão acha-lo ali. Se eu não o achar perto da cachoeira, onde irei procurar primeiro, vou direto para a casa da árvore. Tenho que ser rápida, pois o sol já se pôs e a cada segundo fica mais escuro: nem a lua estava cheia para me ajudar esta noite.
– Karen, me espere no seu quarto, não planejo demorar.
– Vai procurar Drake?
– Vou... De novo.
– Vocês estão se desencontrando demais! Hahah, é melhor algemarem seus pulsos um no outro, assim não se perdem mais! – Ela caiu na gargalhada assim que terminou de dizer isto.
– Hahahah, só nos sonhos, viu? Ou melhor, pesadelos. Ninguém merece ficar algemada com Drake MacLain, hahaha! – Vou me distanciando, mas antes de chegar à porta, virei-me e perguntei para Karen onde era seu quarto, no dela eu ainda não tinha ido.
– Sétima porta, lado esquerdo, contando a partir do elevador. – Sorriu e foi até este.
Assim que saí senti uma brisa gelada percorrer o meu corpo. A noite aqui costumava ser mais fria. Comecei a andar em direção a cachoeira, subindo a trilha da montanha.
Quando estava quase impossível de enxergar onde eu pisava, tive uma ideia. Da minha mão, brotou uma chama, quase como uma tocha, que além de me aquecer, clareou o caminho. Eu estava na floresta, mas alguns minutos depois vi que todo o cuidado era pouco. Minha mão acabou se esbarrando em uma folha de alguma planta e esta começou a pegar fogo.
Quase que entrei em desespero no primeiro momento que vi aquilo. Só faltava eu, desastrada como sou, botar fogo na floresta inteira. Cadê o Drake quando precisamos dele?! Por isso controlar a água é bem mais útil!
Gênia como sou (não me julguem, esqueci das aulas de física), tentei ficar soprando a chama que já estava de tamanho médio para apaga-la, e a única coisa que aconteceu foi que ela cresceu. Não sei como, mas talvez por instinto, levei minha mão até o fogo... e de repente todas as chamas voltaram... Como se eu tivesse sugado o fogo já existente.
Estremeci. Eu podia fazer aquilo?
Fiquei alguns segundos parada como em um transe, quando resolvi continuar o caminho e não perder mais tempo. Depois devia treinar mais sobre aquilo, mas agora não era o momento.
Andei por mais alguns minutos, apenas pensando na vida, ou melhor, pensando no por que diabos Drake resolveu sumir. Soube que estava no caminho certo quando senti meus pelos se arrepiarem e um frio me percorreu.
Parei de andar no mesmo momento quando ouvi alguns barulhos. Comecei a prestar atenção e não gostei nada. Eu não podia ter certeza, mas aquilo parecia ser uma luta... E pelos gemidos de Drake, bom, se é que era o Drake mesmo, ele não parecia estar ganhando.
Corri em direção ao som e quanto mais corria mais frio sentia.
– Drake! – gritei. Mas não houve resposta.
– Drake!! – gritei novamente.
– Sofia? – Ouvi sua voz. Meu coração doeu... Sua voz estava fraca.
Abri caminho entre as folhas, até que em uma pequena clareira achei-o. Por um segundo, meus olhos marejaram-se, mas não houve, ou melhor, não havia tempo para aquilo.
Drake estava praticamente jogado no chão, seu braço estava todo arranhado e em alguns pontos até sangrando, a expressão no seu rosto era uma mistura de dor e desespero que me angustiou. Alguns metros na sua frente eu enxerguei algo que me apavorou.
Eram duas... duas... coisas. Dois seres de um formato humanoide... mas não era humanos... não eram nem um pouco humanos. Eram altos, por volta de dois metros, esguios, com uma pele cinza ressecada e as costelas a mostra. Seus olhos eram amarelos exaustantes e pareciam brilhar no escuro, coisa que indica que eles tinham a visão bem melhor do que a nossa, sua orelha era pontuda para cima, não pareciam ter nariz... mas o mais aterrorizante era sua boca: cheias de dentes, todos pontudos, como presas, e a língua tinha a ponta bifurcada, como uma cobra, além de ficaram sibilando enquanto se aproximavam. Seu cabelo era até metade das costas, tão ressecados quanto a pele. Eles eram simplesmente horríveis.
Os dois monstros se aproximavam lentamente, mas eu sabia que se eles quisessem correr, correriam. Eu sabia que as chances de sobrevivência não eram as maiores para mim e para Drake.
– D-Drake?! – o chamei, assustada, e corri até ele.
Ele não me respondeu.
– O que é isso, Drake! – ajoelhei-me ao seu lado e tentei deixa-lo em pé, mas parecia que doía muito nele.
– Ninfas.
– Ninfas!?
– Sim. As próprias.
Gelei novamente.
– Elas não eram seres bondosos? Bonitas, parecidas com humanos, que costumavam nos ajudar?
– Segundo a mitologia greco-romana, sim – Drake fixava seu olhar nas duas que se aproximavam cada vez mais – Mas nós não vivemos com essa mitologia. Ninfas são monstros, seres protetores da floresta. Qualquer humano que ouse entrar nesta de noite pode ser atacado. Elas sempre ficam mais distantes da civilização.
– Seu estupido! – ele me olhou com reprovação. – Então por que você veio?!
– Quer mesmo discutir sobre isso agora?!
Como se esperassem suas deixas, uma delas atacou. O pior de tudo foi descobrir que elas tinham uma velocidade anormal. Em uma fração de segundos Drake voou ainda mais para trás, batendo suas costas em uma árvore. O ser virou-se para mim e sibilou novamente, mas antes que pudesse vir me atacar, fiz a única coisa que sabia: usei meus poderes.
Quase como um jato, lancei fogo em sua direção. Ao acerta-la, parece ter causado dor pelo ruído estridente que fez. Isso chamou atenção da outra, que logo veio em minha direção também.
Concentrei-me ao máximo para fazer uma barreira de fogo entre mim e elas, e assim que consegui, fui correndo na direção de Drake. Ele parecia inconsciente.
– Drake! Drake! – chamei-o, mas não houve respostas. – DRAKE! – Repeti, dessa vez sacudindo-o.
Ele abriu minimamente seus olhos. Abracei-o forte.
– O que eu faço? – Lagrimas brotavam de meus olhos e automaticamente evaporavam-se devido ao extremo calor de meu corpo.
– Elas vêm das árvores. Incendeia-as. É difícil para eu acabar com elas, mas não para você... – foi à única coisa que ele disse, em um fio de voz, e depois a inconsciência o tomou de vez.
Bem no momento em que elas conseguiram, enfim, ultrapassar a barreira – que agora estava quase se apagando eu voltei.
Se era guerra que elas queriam, era guerra que elas teriam.
Deixei as chamas a postos em minha mão, as ninfas se entreolharam como em uma comunicação que eu não entendia. Não perdi tempo para mandar-lhes mais uma coluna de fogo. Apenas uma se desviou, a outra consegui atingir. Seus ruídos estridentes quase me deixaram surda.
Fiz mais uma barreira, mas me aproximei um pouco, para que acerta-las fosse mais fácil.
A da esquerda sibilou contra mim e foi em minha direção. Lancei-lhe uma bola de puro plasma, o impacto foi tão forte que a arrastou para trás. Quando desviei meu olhar para ver onde a outra estava, tive uma surpresa. Ela não estava. Havia sumido... mas antes que eu pudesse raciocinar para procura-la, descobri do pior jeito.
Senti uma dor percorrer cada costela do meu corpo. Uma dor queimante, algo quase impossível de descrever. Uma ardência que me deixava cada vez mais fraca. Caí de joelhos no chão e por muita força de vontade, não deixei que meus olhos se fechassem.
Vi que aquela ninfa que eu procurava praticamente me apunhalou pelas costas, talvez uma de suas garras tivessem atravessado meu corpo. Era isso que eu sentia.
Então eu me concentrei. Concentrei toda a minha raiva, todo meu ódio, tudo que eu havia reprimido por tanto tempo. Concentrei a raiva de ver meus pais sendo mortos. A raiva de perder tudo, a raiva de quando eu ganhei uma nova família e perceber que eles não eram aquilo que eu imaginava. A raiva de terem roubado um banco, de não serem “os mocinhos”. A raiva da ilusão e desilusão.
E como em um vulcão, eu explodi.
Uma energia passou por cada veia, por cada músculo meu, e me revitalizou. A dor que eu sentia desapareceu e eu levantei. As duas ninfas me olhavam de longe, e elas pareciam assustadas, mais assustadas do que eu, pelo menos.
Sentia muito calor, sentia leveza. Sentia poder.
Como em um pensamento, aproximei-me delas. Pela primeira vez, pareceram receosas em me atacar, mas mesmo assim fizeram. Eu não deixei por menos, antes que chegassem até mim, todo aquela raiva voltou e se libertou na forma de fogo, em, novamente, uma explosão.
Acertou em cheio as duas. E como se elas fossem feitas de gasolina, inflamaram. As chamas envolviam todo o corpo delas como nunca, seus ruídos eram insuportáveis e eu conseguia ouvir os estalos de seus corpos queimando.
E no meio de todo aquele fogo, elas desapareceram.
Fiquei mais alguns segundos parada enquanto pensava no que tinha acontecido. Em meio a esses pensamentos, olhei para mim mesma. E o susto não poderia ter sido maior.
Eu estava pegando fogo. Eu estava literalmente cercada de chamas.
Toda a calmaria que havia se instalado no meu coração naquele momento havia se perdido, a concentração se foi junto com as chamas, e, infelizmente, eu voltei a sentir a agoniante dor.
Caí de joelhos na grama novamente. Senti o frio retomar o meu corpo e, novamente, não deixei que meus olhos se fechassem. Recuperei o pouco de força que tinha e fui até Drake, arrastando-me. Ele continuava inconsciente. Com dificuldade, levantei-o. Um cara do tamanho de Drake não é fácil de carregar.
Passei um de seus braços por volta de meus ombros, depois passei meu braço por sua cintura para que pudesse segura-lo melhor. Partir a andar.
A cada passo, a dor em minhas costas parecia aumentar. Agora já não queimava como antes, mas ardia como nunca. Drake não ajudava em nada, mas eu conseguia sentir as batidas de seu coração, o que me tranquilizava. Via que a cada segundo que se passasse, eu estava mais fraca, minhas pernas não aguentariam por muito tempo.
Quando eu achava que aquela floresta era infinita, quando eu achava que já estava perdida e não voltaria mais, que iria morrer ali, naquela situação trágica, eu enxerguei uma luz. Forcei a vista e um alívio tomou todo meu corpo, dando forças para continuar. Após mais alguns metros, consegui chegar à porta do prédio, e no momento em que adentrei ao local, desabei.
Toda minha visão ficou escura e eu já não tinha mais forças para nada. Deixei que a exaustação tomasse todo o meu corpo e caí no chão.
[...]
Abri os olhos lentamente, mas a quantidade de luz que tinha no cômodo me incomodou. Tive que piscar fortemente para que enfim pudesse me acostumar com a claridade. Por fim, notei onde estava.
No meu quarto, as luzes da manhã atravessavam as cortinas. Tentei me endireitar sobre a cama, mas não consegui, após sentir uma forte dor na base da minha coluna, voltei à posição que eu estava.
– Tente não se mover. – Ouvi a voz forte de Ryan e virei-me em sua direção.
Não só Ryan, mas como todos os outros estavam ali. Lauren, Karen, Peter e… Drake.
– A última coisa que me lembro foi quando cheguei aqui... Depois apaguei. Que horas são? O que houve em seguida? – Comecei perguntando a eles.
– Acho melhor nós fazermos as perguntas, Sofia... – Lauren me disse.
Observei-os um pouco melhor. Havia marcas de lágrimas no rosto de Karen, todos estavam com um semblante sério e preocupado, todos estavam com olheiras debaixo de seus olhos... Drake era o único que não olhava em minha direção, parecia estar gostando de se concentrar no piso branco do quarto.
Fiquei em silêncio, mas logo eles perguntaram.
– O que foi que aconteceu? – Lauren foi direta e firme na pergunta.
– Por que você não fala com Drake, ele também estava lá... – tentei desviar a atenção de mim, estava sentindo-me desconfortável.
– Eu só lembro das coisas antes de ficar inconsciente... – Drake enfim disse num fio de voz. Ele estava certo, teria que ser eu a falar mesmo.
Eu dei um longo suspiro e pus-me a contar. Todos os pares de olhos estavam concentrados em mim e em cada palavra que saía por minha boca. Contei de como achei Drake, contei das ninfas, contei de como atacaram meu parceiro e depois como me atacaram... Falei da dor, da explosão... Do meu corpo em chamas... E por fim como eu cheguei aqui.
Após toda a história, eles pareciam bem perplexos.
– Elas morreram? – perguntei. As duas ninfas haviam desaparecido entre as chamas, mas não me lembro de ter visto suas cinzas.
Houve um silêncio inicial, logo depois Ryan me respondeu.
– Não. As ninfas só morrem quando matamos as suas árvores de origem, no caso, elas apenas usaram suas últimas forças para se teletransportarem para um lugar mais longe, deixando as chamas onde estavam. Ficaram gravemente feridas, mas não morreram.
– Ah... entendi...
Todos ficaram em silêncio novamente, como se pensassem no que falar. Quebrei o momento tenso, agora era a vez de minhas perguntas serem respondidas.
– E o que aconteceu aqui?
Lauren logo se pôs a falar.
– Quando você e Drake chegaram, todos logo notaram e foram ao redor, eu fui chamada. Drake estava todo ferido e você, apesar de menos ferimentos, estava com um que poderia ser fatal. Havia uma fratura em suas costas e esta sangrava muito. Você podia ter morrido de hemorragia. Pegamos você e Drake e levamos a outro lugar, onde tratamos o mais rápido possível seus ferimentos, e então deixamos vocês em repouso em seus respectivos quartos. Ryan e Peter ficaram com Drake e Karen e eu com você ao passar da noite. Drake acordou faz por volta de uma meia hora, então os três vieram para cá esperar que você acordasse. Já são quase dez horas da manhã.
Minha cabeça ainda rodava e eu só consegui pegar algumas palavras chaves soltas. Ferido, Fatal, Fratura, Sangue, Morrido...
Aquilo estava me apavorando.
Depois de mais alguns segundos sem ninguém dizer nada, Lauren falou novamente.
– O que vocês fizeram foi muito perigoso. Drake, assim que você viu que estava escurecendo, devia ter voltado imediatamente para a Conventionis, e Sofia, você devia ter pedido a nossa ajuda para irmos juntos. É muito difícil lidar com ninfas, ainda mais naquelas condições. Não façam isso novamente, estamos entendidos? – sua voz era firme, como deve ser a voz de uma líder.
Drake e eu balançamos a cabeça positivamente.
Após isso, Karen, Ryan, Peter e Drake saíram, deixando no quarto apenas eu e Lauren.
– Precisamos conversar. – ela disse e eu concordei automaticamente.
– Sim, precisamos.
– O que foi que aconteceu com você, o que você sentiu, quando seu corpo estava em chamas? – perguntou.
– Foi... Incrível. A dor que eu estava sentindo sumiu e eu me senti muito mais poderosa do que o normal. Consegui controlar mais facilmente o fogo e me locomover também... Mas quando o efeito acabou, senti-me totalmente esgotada. – enquanto eu falava, Lauren balançava a cabeça afirmativamente.
– E como foi que você chegou a esse estado?
Engoli em seco ao lembrar, estava até um pouco constrangida de admitir.
– Com raiva, canalizei toda ela e depois liberei...
– Entende o que isso significa, Sofia?
Balancei a cabeça negativamente, não queria pensar sobre. Lauren soltou um longo suspiro.
– Nossos poderes muitas vezes são controlados pela raiva, Sofia. Quanto mais ódio, quanto mais indignação nós tivermos, mais poderosos somos. Todos nos sofremos desastres, e é esse desastre que nos ajuda a ver como o mundo é injusto, como as coisas são de verdade... esse desastre que nos deixa com a raiva para podermos controlar o bem que temos. Nós não somos os bons, Sofia. Não podemos ser.
– Sim, vocês podem! – falei automaticamente.
Lauren abaixou a cabeça, como que frustrada por eu não conseguir compreendê-la.
– Não é assim que as coisas funcionam. – voltou a falar – Sofia, a maioria de nós fomos excluídos, fomos injustamente acusados a nossa vida inteira, jogados na sarjeta, chutados. Nós sofremos pela vida inteira, e isso fez cada um de nós mais fortes, nos fez ver o mundo como ele realmente é, e não como as pessoas pensam que ele é. Depois de um maior desastre ter acontecido na nossa vida, conseguimos poderes como “presentes de aniversário”. Quantos de nós você acha que pensou em usar esses poderes para o bem? Nós já fomos corrompidos pela sociedade, ninguém tem esses poderes por acaso, nós merecemos eles. Sofia, fomos excluídos nossa vida inteira por nenhum motivo, se tivéssemos um motivo, se outros soubessem que tínhamos poderes, seria bem pior. A Conventionis tem vários motivos de existência. Ela é um “ponto de encontro” para todas as pessoas com poderes que sabem que aqui não serão mais julgadas, ela treina-os para que tenham mais controles sobre si mesmo, ela é uma nova oportunidade para a nossa vida, que até então sempre fora desastrosa. Além de que se não existíssemos seria bem pior, a maioria das pessoas estaria cometendo crimes com seus poderes para fins bem piores...
Senti um nó na garganta se formar em mim... ela não estava totalmente errada. Fazia sentido o que dizia... mas... mas aquilo não se encaixava totalmente em mim. Eu não havia sofrido por uma vida inteira, e talvez fosse por isso que era tão difícil aceitar o que acontecia na minha cabeça.
– Além de que roubando bancos impedimos alguns desastres, por mais estranho que isso possa parecer. Fazendo isso, impedimos que alguns políticos tenham verba para pagar os “assassinos do povo”, diminuímos a desigualdade social, roubamos algo roubado: os bancos são e sempre serão os maiores ladrões do país, acredite. Você consegue entender que não é assim tão ruim quanto parece?
Balancei a cabeça afirmativamente, estava sem forças para falar alguma coisa.
– Ótimo. Quando estiver melhor, desça. Estou indo. – com isso, a ruiva saiu pela porta e me deixou sozinha em meu quarto.
Não estava animada para fazer nada, ainda sentia um pouco de dor em minha costa e ainda precisava digerir tudo o que tinha acontecido... as ninfas, os ataques, o que Lauren disse...
Entre meus pensamentos, ouvi alguém bater na porta.
– Entre – Falei.
Assim que a pessoa entrou e me olhou, automaticamente abri um sorriso. Ele conseguia me deixar de bom humor em qualquer momento... e eu estava gostando disso... até demais.
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