Elements
10 Menino mal!
Notas iniciais
Ele entrou em meu quarto sorrindo. Suas bochechas estavam avermelhadas, o que o deixava muito fofo. Quando fechou a porta do quarto acenou e se aproximou de minha cama. Puxou uma cadeira próxima ao sofá e se sentou ao meu lado.
– Olá. — Ele disse. Sua voz estava relativamente rouca e suas pálpebras caídas.
– Olá — Respondi. Ele vestia a mesma roupa do dia anterior e segurava em uma mão um pequeno embrulho vermelho.
– Você está melhor? — Ele perguntou ainda sem olhar em meus olhos.
– Estou. — Observei seus olhos vermelho vinho iluminados por... preocupação. — Max, não precisa se preocupar tanto, eu realmente estou melhor – Falei.
– Sofia, como posso não me preocupar com você? Você quase morreu! Eu entrei em desespero quando a vi estirada no chão, sangrando... – Ele parou, corou, e olhou para o lado.
– Max, já passou. Estou melhor, serio. — Segurei uma de suas mãos e virei seu rosto para que me encarasse — Obrigada por se preocupar comigo. – Ele sorriu e ficamos em um silencio confortável ate ele quebrar.
– Sofia, eu tenho um presente para você. — Ele estendeu o embrulho que encarei por alguns segundos.
– Para mim?
– Sim, somente para você. – Meu corpo todo ficou quente, e minhas bochechas mais ainda. “Somente para você”. Respira, respira.
– O-obrigada... – Peguei o embrulho de sua mão e comecei a abri-lo. Para minha surpresa era um lindo colar de corrente cinza com um pingente em forma de fogo pintado em um degrade de varias cores. Vermelho, azul, amarelo e roxo.
– O fogo pode adquirir essas colorações dependendo de como aceso. Acredito que também possa simbolizar sua explosão de sentimentos. — Ele riu, o que me fez parar de olhar para o colar e começar a olhar para seus olhos e seu sorriso, me fazendo rir também.
– Ele é realmente lindo Max, obrigada. — Aproximei-me dele e depósitos um beijo estalado em sua bochecha.
– Só ganho isso? — Ele fez um biquinho.
– O que você quer então? — Perguntei já sabendo o que ele pediria.
– Hum... Não sei, vou pensar. — O mesmo truque de antes? Serio? Pensei. — Um abraço.
– O que?
– Um abraço. É isso que quero.
– Só?
– Sim, porque? Você quer me dar outra coisa? — Ele sorriu de uma forma fofa.
– N-não é isso. — Minhas bochechas ficaram mais quentes e nesse momento alguém bateu três vezes na porta e uma Karen super alegre entrou em meu quarto com uma voadora.
– Sofi, vamos logo! — Ela nos encarou — O que ele está fazendo aqui?
– O Max? Ele veio me ver. — Falei.
– Eu atrapalhei algo? – Ela perguntou levitando para meu lado. Seus olhos estavam em um verde vivo, cheio da mais pura alegria e fofura.
– Não... – Respondi.
– Eu vim ver como ela estava – Ele disse. Karen olhou maliciosamente para ele e depois para mim. Soltou uma risada e flutuou até a cama de cima do beliche.
– Espero não ter atrapalhado mesmo... Sofia, vamos comer? Você precisa recuperar suas energias, e precisa de proteínas, senão você não vai crescer. – Ela disse dobrando seu corpo para me encarar na cama de baixo.
– Karen! Não sou mais uma criança, eu sei me cuidar! – Falei. Sim, ela estava brincando e, sim, eu também estava brincando. Rimos e comecei a me levantar da cama.
– Você aguenta se levantar? – Perguntou Peter entrando no quarto sem bater – O que ele ta fazendo aqui?
– O Max? Ele veio me visitar. – Falei. Peter encarou Max de uma forma seria o que me deixou preocupada. – E você, o que veio fazer aqui?
– Han? Ah, eu vim chamar a Karen para comer, todos estão esperando por vocês duas lá em baixo. – Ele disse e voltou a encarar Max.
– Bem, vamos comer? – Perguntei ignorando o Peter serio encarando o Max “viajando na maionese” que encarava uma formiguinha no chão carregando uma folha.
– Sim, vamos – Falou Karen. Ela flutuou para o chão e estendeu sua mão para que eu a pegasse – Vamos flutuando com estilo. – Ela me agarrou pelo pulso e flutuamos para fora do quarto derrubando Peter no meio do caminho.
– Ei! – Ele gritou.
– Desculpe Pet! – Gritou Karen de dentro do elevador. Peter saiu de meu quarto correndo, sendo seguido por um Max calmo andando. Peter é um garoto maluco. Serio gente! Ele, literalmente, se jogou para dentro do elevador na hora em que a porta estava prestes a fechar. E conseguiu entrar... por um milagre e sorte, fazendo uma pose... vocês sabem aquela posição que os ginastas ficam quando terminam os saltos? Bom, Peter havia ficado da mesma forma.´p
– Parabéns garoto. – Falei rindo e batendo palmas animadamente.
– Eu sei, sou demais – Ele disse, bagunçando o cabelo com as mãos. – Então Sofia, seu machucado ainda dói?
– Han? Ah! Bom... dói um pouco. – Falei tocando o local de minhas costas evolvido por uma faixa branca.
– Ele corre o risco de abrir de novo Karen? — Perguntou Peter, aparentemente preocupado comigo.
Karen olhou para o teto do elevador, pensante, e em seguida deu de ombros.
– Sei lá. — Ela disse. Peter meneou a cabeça como se tivesse entendido a mensagem.
– Se eu der um tapa nela dói Sofia? – Indagou, aproximando-se de mim com a mão levantada em um ângulo perfeito para um belo tapa.
– Não se atreva. – Falei – Peter, não. – Ele continuou se aproximando – Ei, eu disse não. Peter... Menino mau, muito mau. – Repreendi-o.
Peter se aproximou mais ainda e, por eu ainda estar flutuando, o que só percebi realmente dentro do elevador quando tentei chuta-lo, o que foi uma péssima ideia porque eu comecei a rodar no ar.
Peter e Karen riram, e eu, como desastrada que sou, fiquei tentando parar de rodar no ar balançando as pernas e os braços ate que chutei o teto do elevador e me encolhi de dor, segurei o pé, e foi justo o quinto artelho que bati na quina da portinha de emergência que havia no teto.
– Aaaaaaah – Gritei... não, não, meu grito estava mais para um sussurro de dor, como quando os personagens tem sua vida sugada e ficam... “sugando o ar”.
Peter e Karen riram como dois loucos de hospício, arfando e batendo na parede ou no chão do elevador. A porta abriu e eles saíram rindo, o que chamou a atenção de todos que estavam no refeitório já que o elevador está a apenas alguns metros do refeitório que estava cheio... muito cheio.
Karen levitou Peter e eu ate a mesa onde Lauren e os outros estavam. Lauren estava sentada ao lado de Ryan, como de costume, com uma garrafa de suco em uma mão e Drake a frente deles comendo como se não houvesse amanhã ou hora do almoço.
– Bom dia Sofia – Falou Lauren acenando com a mão livre. Tom de voz: de líder; postura: de líder. Ela realmente nasceu para liderar...
– Você está melhor Sofia? – Perguntou Ryan.
– Bom, estou bem, mas não curada, e isso é bom... Ontem eu estava para morrer, e agora não estou, então... Estou bem melhor do que ontem. – Respondi sorridente antes de cair no colo de um ser extremamente gelado, o que me fez ficar assustada. Não esperava por isso.
– Ei! – Exclamou Drake assim que caí em seu colo impedindo que ele desse outra mordida em seu 3º hambúrguer. Ele estava muito surpreso, e por reflexo, passei meus braços ao redor de seu pescoço no intuito de se proteger da "queda mortal".
– Karen! – Gritei apos alguns degunfos de susto. Ela me olho, sorriu e tirou uma foto com seu telefone. Foi ai que percebi que me segurava nele. Soltei-o com pressa, corada, e senti seu braço me segurar pelas costas, evitando tocar a ferida, e que eu batesse a cabeça no ombro de Peter que havia acabado de sentar e se inclinar para roubar o Hamburguerque estava no pratode Drake.
Drake olhou para mim ainda assustado e eu o encarei, tentando parecer com raiva ou algo assim. Ele ergueu uma sobrancelha.
– Você está melhor? -Perguntou.
– Sim estou. — Respondi. Ele sorriu e me colocou sentada no banco.
– Que bom. — Ele disse antes de voltar a comer seu café.
Sentada no banco de madeira, e não flutuando, consegui perceber o quanto meu corpo parecia dolorido… Bom, dolorido graças a Karen que me jogou em cima de Drake. Então. Olhei para todos na mesa, rindo, sorrindo e conversando. Karen me cutucava com uma colher na costela enquanto Peter tentava pegar um hamburguer do prato de Drake. Ri com a cena. Drake empurrando Peter com uma mão e Peter quase subindo na mesa de tanto esforço.
– Sofia, o que você quer comer? — Perguntou Lauren.
– Bom… o de sempre sabe?! — Falei. Lauren meneou sua cabeça em um sim um pouco animado e fingiu que ia levantar da mesa. Então sentou de novo e chamou a atenção de Drake.
– Drake, vá pegar o café de Sofia. — Ela ordenou.
– Han? Porque? — Ele perguntou.
– Porque ela é sua parceira e…
– Eu tenho que cuidar dela e bla, bla, bla — Ele completou antes que ela pudesse terminar. Levantou-se da mesa e foi ate as bandejas pegar sua… não. Minha refeição.
Com a breve saída de Drake da mesa, um jovem Peter conseguiu pegar o Hambúrguer mordido que estava em sua bandeja e, com aproximadamente meio minuto de riso maléfico, ele o comeu. Todos, exceto Lauren e Ryan riram porque eles, como sempre, estavam conversando sobre coisas... coisas de lideres...
Eu estava com minha cabeça apoiada na mesa quando ouvi chamarem meu nome e algo caiu a alguns centímetros de minha cabeça com um baque nada surdo. Levantei minha cabeça assustada e encarei meu café da manhã preferido. Ovos, bacon, suco de laranja e dois pedaços de bolo. Encarei Drake, que havia acabado de sentar no banco novamente, impressionada por ele saber qual o meu café favorito. Dez segundos depois notei que ainda o encarava, e que ele estava me encarando de volta. Virei meu rosto rapidamente e deixei que parte de meu cabelo cobrisse o lado direito do rosto.
– O que foi? – Ele perguntou de boca cheia.
– Er... é só que... – Porque eu fico tão nervosa às vezes perto dele? – Como você... Como você sabia o que eu gosto de comer? – Perguntei ignorando o fervor intenso de meu rosto.
– Hm... – Ele me analisou, e eu fiz o mesmo. Encarei seus olhos castanhos e sem querer observei todo o seu rosto. Sua testa estava envolvida por faixas e seu cabelo quase as cobria. Haviam alguns arranhões em sua bochecha e um pequeno corte já cicatrizado no lábio inferior. – Você é minha parceira, eu tenho que te conhecer um pouco e... Todos os dias pegamos o café juntos. Então você queria o que? Que eu ignorasse o fato de você sempre pegar quase o mesmo café desde que chegou? – Ele disse, neutro como sempre.
Minha mão automaticamente foi para meu cabelo rodando uma pequena mecha com meu dedo, e foi ai que percebi que meu cabelo havia crescido muito. Antes ele estava pouco abaixo de meus ombros e agora está no meio das costas.
– Obrigada... — Falei, mas a baderna na nossa mesa — Peter e Karen estavam brigando por um copo de refrigerante e o resto hambúrguer roubado de Drake — provavelmente não o permitiu ouvir.
Ele deu um sorriso e mordeu seu novo hambúrguer.
– Não há de que. — Ele falou — Achei que não ia me agradecer baixinha.- suas mãos brincavam com o hambúrguer jogando-o de um lado ao outro. Nem pra cair, pensei – Ele não vai cair.
– Han? – Ele lê mentes? Já perdi as contas de quantas vezes ele já adivinhou meus pensamentos...
– Você está torcendo para que meu Hambúrguer caia, mas ele não vai cair. – Ele mordeu metade de seu pão com carne e sorriu de canto. – Não está com fome?
– Estou, claro! – Falei.
– Então é melhor comer logo.
– Porque?
– Porque Peter está planejando pegar sua bandeja. – Ele disse apontando para Peter que estava quase pegando meu café da manhã completo.
– O que?! Peter! Tire suas mãos do meu café!! – Gritei. Ele se encolheu e sentou ao lado de Karen novamente – Bom garoto. – Drake e Karen riram e Lauren soltou um leve riso. Ignorei a vontade de rir e a Karen que voltou a me cutucar e passei a saborear meu café lindo e maravilhoso.
Eu havia terminado meu café. Drake não estava mais presente na mesa, assim como Lauren e Ryan. Estávamos somente eu e Karen conversando, e Peter quieto em um canto da mesa brincando de atravessar a bandeja com sua mão, quando Zack e Max apareceram.
– Ola garotas – Cumprimentou Zack. Ele encarou Peter e ergueu uma sobrancelha — Peter, o que você ta fazendo? – Indagou.
– Estou treinando meus poderes. – Ele disse.
– Em uma bandeja? – Max indagou, erguendo as duas sobrancelhas.
– Sim. – Respondeu.
– Ok então... – Disseram em uníssono.
– Olá garotos. – Respondemos Karen e eu, sorrindo e acenando.
– Olá Sofia, Karen – Acenou Max.
– Então, o que vocês fazem aqui? – Perguntou Karen.
– O Max queria ver a Sofia. – Falou Zack, sorridente e com um olhar sarcástico direcionado para Max.
– Zack! Larga di-disso. – Ele gaguejou. Que fofo gente!!
– Huum, interessante hein?! Então amigo, o que quer com a minha linda, fofa e baixinha Sofi? – Perguntou Karen apoiando os cotovelos na mesa e seu queixo em suas mãos.
– É... Nada demais... Eu só... Hum...
– Ele quer chamar a Sofia para sair. – Disse Zack – Mas acontece que eu também quero sair com ela. – Max o encarou, surpreso e... triste? MEU DEUS!! Que fofo gente!! Nossa... eu fico descontrolada perto desses dois... Espera... Ele quer sair comigo?! Ai, meu Deus, socorro! Minhas bochechas estão quentes demais!
– Olha só para a Sofi, coradinha hein? – Provocou Karen.
– Ka-Karen! Fi-Fique qui-quie-eta! – Gaguejei, batendo nela em seguida. Ela e Zack riram. Peter continuou encarando e atravessando a sua nova melhor amiga, Sr. Bandeja, com sua mão.
Zack deu um empurrão discreto em Max que olhou para ele e suspirou. Ele se aproximou de mim e ficou em pé a meu lado.
– Sofia, você quer sair comigo? — Perguntou, sua voz estava vacilante e suas bochechas rosadas. Um sorriso brotou em meu rosto , antes que eu pudesse responder, Peter falou.
– Não.
– O que? — Como assim não Peter? — Perguntei.
– Você não vai sair com ele. — Respondeu autoritário.
– Porque? — Indaguei com raiva
– Porque eu não confio no Max. — Ele disse.
– Como assim não confia? O Max nunca fez nada de errado! — Falei defendendo Max.
– Ele é uma pessoa má Sofi. – Disse Karen – Não confiamos nele. — Ela olhava para Peter que estava serio em seu lugar da mesa. Encarei Max querendo que ele negasse aquelas coisas, mas ele não disse nada... apenas suspirou e se virou para sair do refeitório. Eu segurei sua mão.
– Eu vou sair com você – Falei. Ele me olhou surpreso e sorriu.
– Semana que vem, quinta-feira a noite, 19:30, o.k?
– Sim – Sorri. Ele me deu um beijo na bochecha, que eu retribui, e saiu andando com um Zack dando vários tapas em suas costas. Karen e Peter me encararam.
– Se ele é uma pessoa ruim, eu vou descobrir. – Falei, com a convicção de que ele não era ou é uma pessoa ruim. Levantei-me e sai do refeitório.
Já eram 16:00 da tarde. Eu estava no terraço do prédio apoiada na grade fazia uma hora. Haviam trocado a cerca de metal que antes havia ali. O sol estava se preparando para se por. Meus olhos encaravam o horizonte. Algumas montanhas, grupos de pássaros voando, uma cidadezinha ao longe e outra no sopé da montanha onde estava.
Uma brisa forte soprou, trazendo consigo o cheiro de chuva.
– Vai chover... – Falei para ninguém em especial.
E era verdade, iria chover. Haviam algumas nuvens se formando no sentido oposto ao qual eu estava. O mesmo sentido de onde a brisa veio. Encarei o céu e vi as nuvens escuras. Estavam próximas e, de pouco em pouco, fechavam o céu azul.
Em algum momento de minha apreciação pelo céu, ouvi o som de vozes. Vozes masculinas.
– Cara, você não pode ficar assim! – Dizia a primeira voz.
– Eu sei, mas... Eu não aceito isso! – Falou a outra. Curiosa, me aproximei do local aonde elas vinham e me encostei na entrada do elevador e estiquei meu corpo para ver quem eram os donos das vozes. Drake e Peter estavam conversando.
– Drake, vamos lá, eu me perdi já na sua explicação do porque de você estar irritado ou sei lá o que. – Falou Peter bagunçando seu cabelo.
– Você sabe! Eu já falei varias vezes! – Reclamou Drake – Cara, isso dói um pouco sabe? Eu me preocupei quando soube que a Sofia sumiu, estava para anoitecer, e é geralmente nessa hora que aquelas... coisas aparecem na floresta. – Ele dizia – Ai eu saiu para procura-la, e o primeiro lugar que vem a minha mente é a cachoeira, o lugar que ela mais gostou daqui das redondezas. Que também é um lugar onde já vi pelo menos três daquelas coisas aparecerem perto da madrugada. Então. Quando chego lá, com a certeza de que ela estaria lá, a vejo ficando com Max.
– Hum... Então você ficou com ciúmes? – Perguntou Peter.
– Não! – Falou e deu um tapa na cabeça de Peter – Eu me senti triste. Eu estava preocupado com ela, com o que poderia acontecer com ela. E quando acho ela, vejo que não aconteceu nada demais. Ela só saiu para ficar com um garoto. – Ele socou o chão onde sentava.
– Hum... É ciúmes mesmo. – Afirmou Peter.
– CARA DA PRA PARA COM ISSO?! – Perguntou irritado.
– Ta, ta, o.k, parei. – Peter levantou as mãos em rendição, suspirou e olhou para o horizonte. Tive que me esconder nessa hora para que ele não me visse – Vamos entrar. Talvez chova hoje.
– Vai chover. – Afirmou Drake. Eles se levantaram eu tive apenas 20 segundos para me esconder do outro lado do elevador. Quando ouvi a porta se fechar, cai sentada no chão. Meu peito estava acelerado e somente uma coisa rodava em minha mente.
Drake realmente se preocupou comigo.
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