Notas iniciais
Não posso mentir, Catarine é minha favorita.

Cat estava descendo as escadas, quando ele chegou. Ela estava na terceira e ultima parte da grande escadaria e viu, no ultimo degrau, Jordan, que já estava à sua espera.

Ele estava lindo. De esmolking, com o cabelo loiro penteado da forma mais perfeita possível, olhos castanhos com a expressão mais amorosa que Cat já tinha visto, e com um buque de Tulipas Brancas nas mãos, que ele achava que eram as preferidas de Cat, mas não eram – e, sim, as Tulipas Vermelhas -, mas ela não ligou, o simples fato de ele ter colido essas flores que, ela sabia, cresciam no enorme jardim da casa do Pahan, ela já se sentia a garota mais feliz do mundo.

Catarine também estava linda. Usava um vestido de seda rosa tomara que caia que deixava exposta sua pele pálida, o cabelo loiro caía perfeitamente sobre seus ombros nus, os olhos perfeitamente azuis buscavam o olhar do namorado, que estava observando o vestido, desde o busto tomara que caia, passando pela cintura definida, depois pelo babado que dava volume nas pernas, até chegar ao fim. O vestido batia no chão, então os sapados glamorosos estavam escondidos.

– Vo-Você está linda. – tento dizer Jordan, pasmo pela beleza de sua namorada. – Tipo, muito mesmo.

– Você também não está nada mal. – disse Cat, descendo os últimos degraus da enorme escada.

Ao chegar na sala, onde estava o namorado, dispensou cumprimentos e o beijou, selando seus lábios da forma mais gentil possível. Porém, houve mais do que afeto naquele toque. Cat viu, mesmo de olhos fechado, uma garota. Mas ela estava ofegante, com o corpo nu, se mexendo para frente e para trás em uma cama e estava gemendo baixo. Cat chegou mais perto, mesmo sem se mover, e percebeu duas coisas: aquela garota com corpo moreno, cabelos também morenos e rosto estranhamente familiar era sua melhor amiga Elena. E ela não estava sozinha no quarto. Havia outra pessoa também ofegante em baixo dela na cama. E eles estavam em um momento íntimo. Talvez íntimo demais.

Rapidamente ela se afastou da boca do maior, o fazendo questionar sobre o que tinha acontecido. Tinha sido um beijo simples demais para ele ter mordido a boca dela ou algo assim. Mas ele apenas franziu o cenho e não disse nada. Não deu tempo, a mãe de Cat entrou no cômodo com uma máquina fotográfica. O flash entregou que a Sra. Forks havia tirado uma foto desprevenida dos dois.

Cat olhou sua mãe e deu um sorriso. Era inevitável. A mãe dela sempre foi a melhor pessoa do mundo. Sempre. E logo, lágrimas brotam dos olhos da Sra. Forks. Não de tristeza, mas de felicidade.

– Minha filhinha. Indo ao seu primeiro baile do ano. – falou, entre lágrimas inacabáveis.

– Eu já fui a bailes antes mãe. – foi em direção à mãe, mais para consola-la do que outra coisa. Jordan, a seguindo com o olhar e com o sorriso de sempre no rosto. – Vou ficar bem. E eu tenho o Jordan pra me proteger.

– Sempre. – falou Jordan, do fundo, provocando mais lágrimas na Sra. Forks.

– Você. Cuide da minha filhinha. – ouviu-se a voz grava e masculina, vindo da cozinha. Logo, mais um rosto apareceu na sala, o rosto do pai de Cat.

– Eu vou, Sr. Forks. – respondeu Jordan, um pouco rápido de mais, talvez por conta do nervosismo.

– Muito bem, vão logo, antes que a Mary os prenda aqui até o baile acabar. – E fez um gesto, os mandando sair.

Havia muitas pessoas dançando, e Cat nunca gostou de multidão, então, ela ficou a maior parte do baile do lado de fora da festa. No jardim, perto do lago, onde as flores crescem perfeitamente lindas e brilhantes. Mas o melhor era a água. Era sentar-se na grama e esticar o braço, sentindo a água bater nos dedos. Ao tirar a mão da água, ela sempre imaginava que o resto da água podia se comprimir em um só espaço na mão, fazendo uma bolha de água perfeita. Isso tinha acontecido até aquele dia.

Quando, depois de imaginar, ela abriu os olhos e viu que realmente aconteceu, ela quase chorou de tanta alegria. Mas aí Jordan apareceu, e no mesmo momento a bolha se desfez. Jordan estava ainda mais lindo à luz da lua.

– Posso? – fez um gesto para o espaço de grama ao lado de Cat, esperando permissão para sentar.

Quando foi concedida, ele sentou e pegou a mão dela, depois começou a brincar com seus dedos.

– Eu sei que você não está gostando da festa por causa da multidão. – sorriu, quando percebeu que havia acertado. Cat estava olhando em seus olhos e vendo se encontrava algo de errado neles. Não podia ter um namorado tão perfeito, tão sem defeitos. – Então nós podíamos ir para minha casa, e quem sabe... – Então ela achou. Malícia. Jordan sabia que ela não estava pronta, que ela não queria, que ela queria esperar. Mas mesmo assim tentava ter algo que não podia. Ao perceber a reação da namorada, Jordan balançou a cabeça em negativa. – Ou nós podíamos só entrar no meu carro e ir para onde você quiser. Sem pressão.

Jordan sorriu. Por que sabia que ela ia ceder. O sorriso a entregava. Então ela se levantou e saiu andando, o deixando para trás. Quando reconheceu a derrota, Jordan ficou desolado. Mas aí ela virou e disse:

– O que está esperando? O carro não vai ligar sozinho.

Notas finais
Catarine e Jordan foram feitos pensados perfeitamente em Alex e Diana, te aconselho a pensar no personagem como eles dois e, para ver mais química ainda, assista I Am Number Four.