Notas iniciais
NOTA: Me desculpe, pessoal, mas terei que "pausar" a fanfiction por um tempo: tenho que equilibrar os capítulos da fic com o meu DeviantArt e em outros sites que eu posto. Sim, uma pausa bem nos capítulos finais da fic, mas agora é necessário! Me desculpem.

Todos, naquela mesma noite, se espalharam em Ossíria, cada um para sua respectiva cidade. Ninguém sabia de onde o ataque viria e aonde seria o rastro dele; portanto, todos se mantinham em alerta para qualquer movimentação suspeita por Ossíria.

***

Uma das primeiras a testemunhar o poder descomunal de Uragi foi Ruth. Usando uma “Sky Surf” (Uma prancha de surf que Vinícius havia adaptado a ela: ele tinha posto uma vela no centro, onde ela pudesse se segurar e o vento ajudar a manobrar e dois foguetes especiais, adaptando assim para que fosse uma máquina de voos rápidos), quando havia chegado aos céus de sua cidade, uma tempestade estava caindo antes mesmo de ela chegar ao chão: a chuva era forte e o vento soprava contra o seu favor. Assim que finalmente chegou a prefeitura, ela (com muito esforço) conseguiu abaixar as velas da Sky Surf e levá-la no braço até os portões, mas acabou sendo barrada pelos guardas; uma longa conversa foi feita até que Ruth os convencesse a entrar e quando entrou para conversar com os governantes do estado, foi ainda pior: conhecida como “ladra” ou “saqueadora de navios”, mais do que nunca, seu nome estava manchado na prefeitura, mas Ruth insistia com a boca dura. Ao que o povo descobre que a famosa “Pirata de Acquarium” estava lá dentro, ele foram aos poucos se aglomerando perto de lá; mesmo com o nome sujo, o povo a tratava como se ainda fosse uma heroína. Depois de muita conversa o prefeito finalmente falou, com a voz firme e grossa:

– Mesmo que você estivesse falando a mais pura verdade deste mundo, seria impossível fazer uma evacuação da cidade! Não há rotas seguras debaixo dessa tempestade e seria impossível que as Rocas voassem: ficariam encharcadas antes de chegarem a algum ponto seguro!

Ruth realmente não admitia ouvir aquilo: queria achar um meio seguro de salvar seu reino e se sentiu ainda mais pressionada ao olhar pelas imensas janelas do salão de reuniões (aonde eles se encontravam) e ver o povo se aglomerando do lado de fora dos portões da câmara. Ela voltou-se para eles, cabisbaixa, respirou fundo, mas, quando ia responder, um tremor abalou o local e ouviram-se trovoadas logo em seguida. O povo começou a ficar em alerta do lado de fora. Como rumores sempre saiam com muita facilidade me Ossíria, logo, caiu na boca dos moradores da cidade (através dos guardas) que Ruth e seus aliados haviam tido uma visão de um monstro de poderes imensuráveis iria atacar aquela cidade, seguida das outras; não que tivessem errados, mas logo cada um que estavam ali resolveram tomar suas próprias decisões: Cada um começou a planejar sua própria maneira de irem embora dali em busca de um local mais seguro, ao invés de simplesmente esperarem em pé ali pelo pior e aos poucos, cada grupo da enorme plateia começou a tomar seus rumos e planos; alguns ociosos pelo pior e outros, determinados pelo seu melhor. Ruth também tomou a decisão dela: Já que não tinha mais tempo para diplomacia, simplesmente se levantou, agarrando seu “Sky Surf” e dizendo aos governantes grossa porém firmemente, antes de sair correndo, deixando as portas escancaradas:

– Já que não vão fazer nada, eu mesma vou fazer! Eu vi com meus próprios olhos o que está por vir! Portanto, eu vou fazer a minha parte, assim como o povo está fazendo nesse exato momento!

Assim que chegou do lado de fora, nem levou muito tempo para que ela levantasse o mastro da máquina e saísse voando e quem pôde ver a cena, gritou e aplaudiu, em apoio a ela e suas atitudes.

***

Chegando ao mar, para avisar aos viajantes e pescadores, ela notou que não havia nenhum navio ao mar (o que não era típico de um local onde o transporte marítimo era intenso) e também viu que a água do mar parecia estar tendo uma movimentação forte demais, quase como uma correnteza de rio, indo para o sul (onde não se via mais ilhas algumas; era a “imensidão azul”). Seguindo a rota da correnteza acelerada, ela descobriu de onde Uragi sairia: Quando encontrou o local, havia visto um redemoinho se formando no centro, mas não um redemoinho normal: A água ao redor era vermelha, quase como se fosse feita de sangue. Os trovões, que sempre caíam no centro dela, pareciam ter se acalmado por um instante e somente a água se movia naquele momento. Foi o instante certo que ela disse no comunicador:

– Ele parece que vai vir do mar de Acquarium! Ele vai tentar começar pela minha cidade!

Assim que todos ouviram Ruth dizer isso pelo comunicador, ouviram logo em seguida um forte trovão, muito mais forte que um normal e logo em seguida, perderem o sinal. O trovão que havia caído daquela vez, fez com ela se desequilibrasse da máquina e caísse na água. No começo, ela não via problema, já que como dominava a magia desse elemento, não se afogaria, até que sentiu algo estranho na água; ela parecia completamente normal, mas fora a cor, tinha ainda algo a mais que incomum. O trovão que havia caído naquele instante permanecia no meio do redemoinho, forte e parecendo aumentar a cada instante, que até se transformou em um feixe de luz e de lá dentro, surgiu o que ela temia: em um vulto veloz, sacudindo o mar, Uragi apareceu, com os olhos chamuscando de raiva. Novamente, a tempestade voltou e o mar ficou revolto junto com ela. Ruth, ao ver as ondas se agitando fortemente, segurou o ar e começou a nadar, debaixo das ondas: as habilidades sobre a água permitiam a ela ter mais agilidade na água e poder ficar submersa por longos períodos. Aquela água vermelha escarlate parecia a fazer perder a agilidade, mas não sentia interferência na submersão, até que viu o porquê dela perder agilidade: Uragi voou mais rápido que ela até a frente e mergulhou na água revolta, indo direto ao fundo até ser perdido de vista, tão rápido quanto qualquer criatura que ela já tivesse visto. Ruth ainda tentou ver de onde ele vinha ou nadar para longe, só que ele era mais rápido e, vindo do fundo, acertou uma cabeceada nela, fazendo-a ser arremessada para fora d’água e ficar em pleno ar, dando desvantagem a suas habilidades. Claro, que ela não podia deixar barato: Mesmo morrendo de dores pelo golpe, ainda conseguiu levitar água o suficiente para montar um escudo na frente dela, parando o segundo golpe consecutivo dele. Por um instante, mesmo com as águas insistindo em desobedecer a seus comandos, achou que ainda tivesse uma chance contra o dragão que a olhava enquanto voava, até que ele sorriu e disse:

– Achou mesmo que ia conseguir me parar com isso? Só estava brincando com você! Seu elemento será meu, mortal!

Assim que ele gritou a última frase, ele levantou as duas garras e cravou-as no escudo, quebrando-as como se fossem feitas de mero vidro e fazendo Ruth cair novamente, mas assim que ela caiu, como se fosse uma boneca de pano, Uragi lhe acertou a ponta da cauda negra e afiada, criando uma ferida que vinha deste o tórax até a cintura de forma diagonal (da esquerda para a direita), sendo arremessada de volta a praia de Acquarium. Assim que ela se sentou e sentiu a ferida na pele, profunda e ardente com cada gota da chuva da tempestade amaldiçoada caindo sobre ela, sentiu seus poderes enfraquecendo, enquanto via a tenebrosa visão de Uragi, voando veloz e ferozmente até Acquarium. Quando achou que estava perdido, que não restava outro caminho além da morte naquele momento, com a ferida vinda do venenoso rabo de Uragi, ela sentiu um subido poder vindo de dentro de seu corpo: sentiu-se forte novamente, como uma voz que a dizia para não desistir. Na verdade, ela estava mais forte do que antes. Um subido raio de energia azul celeste subiu aos céus ao redor de Ruth, fruto de sua nova força, que a regenerou por completo. Uragi virou-se para ela, ardente de insanidade e raiva. Sentindo aquele poder todo vindo do seu corpo, sem alguma explicação lógica aparente, Ruth não tinha como pensar duas vezes: mesmo poderosa, sozinha, jamais o derrotaria; tinha que ao menos, salvar os cidadãos de sua cidade.

Foi então onde tudo começou: a corrida contra o tempo pela salvação (ou destruição) da cidade de Acquarium. Ruth, a pirata, agora que havia despertado a “Fúria Ossíriana” (Um pode único, apenas concedido a aqueles que tinham pleno domínio sobre seu elemento, mas raramente despertado), lutava pela vida da cidade contra Uragi, o demônio, que vinha em busca de sua sede de poder. Tudo pareceu se passar em segundos, até que houve o forte choque entre os dois, que pôde foi visto até de longe da cidade: em uma rasante veloz, Uragi conseguiu enganar o caminho da menina e voar na frente dela, mergulhando em cima da cidade, enquanto Ruth, em uma tentativa de fazê-lo parar, saltou para cima dele, sacando as duas armas contra seu tórax. Ninguém ao certo sabe o que houve em seguida, mas...

“Posso até perder para você... Mas sei o que lhe pode derrotar... A essa pessoa, concederei minha força!”

O eco das palavras dela pôde ser ouvido pelos outros membros, que após a explosão, a cidade encontrou-se em completas ruínas, quase em pó. O elemento da água foi derrotado naquele momento; agora, o demônio ainda estava mais poderoso, podendo se alimentar da morte não só de um povo inteiro, como de seus mais temidos sentimentos quando nos seus últimos momentos, além de Ruth e seu elemento. Uragi, contente pela primeira tentativa, vendo agora uma pequena amostra dos verdadeiros poderes ocultos de uma entre os guerreiros, da qual ele jamais conseguiu despertar para si quando tinha controle sobre os guerreiros. Urrando insanamente, a besta voltou seu voo até Kwan, visando à destruição não só daquele povo, mas também a de Soul. A luta por Ossíria havia apenas acabado de começar...

Notas finais
Antepenúltimo capítulo e ainda penso em criar mais um... Não digo mais detalhes, senão perde a graça, mas... Quem sabe, mais uma semana de emoção, queridos leitores! Até mesmo os grandes, famosos (e anonimados) "Leitores-Fantasmas"! ^^