Elemental 6 - A Luz Contra As Trevas
10 Um Novo e Antigo Inimigo
Ao que os dias se decorrem, Ruth, Pepper e Soul parecem terem ficado mais calmos, agora apenas analisando os territórios de Ossíria. Vinícius, que sempre suspeita das atitudes dos antigos aliados, toda vez que tinha a oportunidade de olhá-los sem ser visto (pois quando algum rival é visto, é confusão na certa), analisava o que eles faziam detalhe por detalhe. Ele notara que eles apareciam principalmente em locais que davam acessos a minas (as mais frequentes eram as abandonadas de Kiru e Kuroi, que são cidades com minas férteis), analisando os minérios dali, mas logo descobriu o que procuravam: Uma antiga joia mágica, que nasce a partir da magia que é deixada no solo. Em uma oportunidade, ele colheu amostras da joia e levou até o resto do grupo, para explicar a situação.
- Bem, pessoal: Eu estive vistoriando as últimas atividades do nosso “Trio de Ex-Amigos”... E descobri o que eles estão potencialmente planejando.
- Diga! – Disse Kiara, interessada. Sempre contava com ele para obter informações.
O rapaz levantou um pequeno rubi púrpuro, que parecia transmitir uma energia fracamente luminosa, e se pôs a falar:
- Esta raridade é conhecida como “Rubi dos Magos”, mas é popularmente chamada de “Cronicler”, em homenagem ao mineiro que descobriu este rubi mágico. Ele tem a capacidade de canalizar poderes que podem envolver magias e até desafiar as leis da vida: É capaz de dar outra forma a um ser vivo ou fazer um objeto se transformar em outro... Mas tem um “porém”: Quando maior for à magia que você queira, mais você deverá precisar, pois a força mágica dela é fraca em forma singular. Logo, são necessárias várias delas para fazer até uma magia simples.
- Sim... Já ouvi falar dessa joia, mas nunca vi uma na prática... Ainda mais deste elemento... – Disse ela, lançando uns fracos raios luminosos no rubi, que reagiam de forma negativa, como se defendesse da magia.
- Sim, mas... O que eles querem com essa joia? Fazer algum tipo de magia, num chute. Não é? – Perguntou Sybria.
- Pelo o que pude ver deles, eles estão tentando acelerar o processo de fusão da joia, mas para isso, seria necessária muita energia... E como pude ver nas últimas batalhas, eles parecem sem-pre regenerar mais rápido que a gente os poderes deles; Como se tivessem uma fonte inesgotável dessa energia! – Continuava o rapaz.
- Mas afinal, como isso é possível? – Questionou Kiara.
- Eu não sei... – Pausou Vy. – Só seria possível saber por que olhando mais de perto: Digamos que descobrindo para aonde eles sempre vão quando fogem.
- Impossível! Eles somem diante da gente antes mesmo que possamos ao menos ver em que direção fugiram... – Resmungou Sybria, pessimista.
- Isso porque sempre olhamos para outro lado ou estamos cegos por algo quando eles fogem... Se tentarmos prestar atenção neles, poderemos descobrir onde fica esse tal esconderijo deles! – Disse Vy, pensando em um plano.
-... Que tal tentarmos seguir eles, sem sermos percebidos? Apenas o suficiente para conseguirmos ver para aonde eles vão! – Disse Kiara, pensativa.
- Olha, é difícil: Como você pôde ver nos últimos dias, quando eu os espionava, precisava chamar vocês duas, porque eles me viam... – Disse Vy, num tom um tanto irônico.
A discussão se alongava, até que depois de algumas ideias e teorias a mais sobre os resultados, finalmente concordaram em seguir o trio.
***
Após o último rastreamento de Soul, o trio chega a uma velha mina abandonada, nos arredores de Kiru.
- Ei, eu conheço esse lugar... – Pausou Vinícius. – Eu já vim a essa mina: Foi fechada por causa da irregularidade e risco de desabamentos.
- Então, é um ótimo lugar para eles se esconderem e fazer... Seja lá o que for. – Disse Sybria.
Vy acendeu uma chama com sua mão normal e guiou o grupo pela obscura mina. No começo, ela tinha apenas terra, pedras e algumas colunas de madeira para sustentar o local, mas quando chegaram para a parte mais funda da mina, notaram que algumas joias coloridas saiam das paredes; As primeiras eram de cores diversificadas, mas andando para frente, ficou padronizada em um roxo-obscuro. E quando mais eles andavam mais aquelas joias pareciam emergir uma energia sinistra, muito luminosa. Eram Croniclers do elemento trevas, só que muito mais poderosos. Kiara se sentia incomodada com aquele poder instável, com calafrios e medo: Aquela energia era a oposta a dela e não lhe era nada amigável.
- Esse lugar... Está ficando... Tenebroso... – Ela gaguejava.
Ao que se aprofundam mais, escutam sons que pareciam ser trovoadas. Um brilho intenso dava para ser visto do fundo de uma entrada. Olhando vagarosamente, Sybria viu Pepper, com uma bola de ar nas mãos, mas dela saia uma energia negra, que penetrava uma série de joias que estavam naquele imenso salão, dando a elas, uma cor púrpura, crescendo e ficando mais poderosas. Aquela energia transformavam aqueles Croniclers em joias malignas. Kiara sentia medo de tudo aquilo: Chegava a se encolher e se esconder atrás de Vinícius, que a segurava com o braço biônico, mostrando que ia protegê-la. Após alguns segundos, Pepper parou com aquilo, ouvindo a voz do Soul aos fundos com eco:
- Ei, pepper! Vamos logo com isso! Já estão nos chamando!
“Quem está chamando por eles?” Kiara, Vy e Sybria pensaram ao mesmo tempo. Mas antes de pensarem em outra coisa, ouviram os passos de Soul vindo até o local. Sentiram-se encurralados, até que Sybria disse, num sussurro:
- Tive uma ideia: Todo mundo para perto de mim.
Quando todos estavam juntos, ela levantou uma pedra silenciosamente na frente do grupo, dando a impressão que ali não havia caminho. Dentro dali, Vy voltou a iluminar o local com uma chama. De lá de dentro, ouviram o resto da conversa, começando por Pepper:
- Vejo que ele ficará contente com o nosso trabalho, mas como iremos retirar as joias?
Ao que Soul estende a mão com uma garra negra aberta e a joias se atraem para perto dele, se soltando das paredes. A isso, Soul respondeu em seguida:
- Isso já é trabalho meu.
Pepper sorriu, soltando um baixo riso sádico. Ele continuou:
- Ótimo: Só precisamos catar as joias e leva-las até a outra dimensão... Assim, poderemos recuperar a verdadeira forma do nosso mestre!
Os três guerreiros, que estavam escondidos ouvindo a conversa até agora, ficaram um tanto assustados: Seja lá quem fosse esse tal “Meste”, não era exatamente “humano”. Sybria abriu uma rápida brecha na brecha, para ver o que acontecia lá fora, até que Pepper pausou e falou, em um tom irônico:
- E... Enquanto aos “outros”?
Soul pausou também e deu uma longa risada. Quando parou, tomou fôlego e disse:
-... Não passam de piada: Logo irão ser nossos aliados também!
E continuaram a caminhada, com as joias amontoadas em um canto da caverna. Quando os dois finalmente pareceram terem ido embora dali, Sybria abaixou a pedra, trêmula de medo dos comentários entre os dois guerreiros e falou:
- Tenho medo do que estejamos lutando!
- Realmente, parece que a coisa vai ficando cada vez mais poderosa e perigosa com o passar das nossas lutas... – Ousou Vinícius.
- Primeiro foi Soul nos ameaçando, depois Makeuy que nos traiu para tentar nos matar... E agora isso! – Analisava Kiara, ociosa, em um tom choroso.
Vinícius não parecia intimidado com o que estava se metendo: Ao contrário das meninas, quando lhe ameaçavam, era aí que ele se sentia mais encorajado a enfrentar o inimigo. Muitas palavras, pouca luta. Ele aproximou-se devagar das joias e disse a Kiara:
- Seja lá o que eles querem, vamos acabar logo com isso! Vamos Kiara!
-... Está... – Kiara pausou, suspirando e acalmando-se para a situação. – Está bem.
Logo em seguida, ela aproximou-se de Vy levantando o cajado, pronta para purificar aquelas joias: Vinícius sabia como convencê-la, só precisava ela apenas aceitar. Sybria continuava ociosa, intimidada pelas palavras de Soul e Peper, deste aquele momento. Ao que Kiara e Vy se estão na frente da pilha de Croniclers malignos, uma enorme fenda negra se abre, sugando as joias para dentro. Kiara é rapidamente sugada, mas Vy segura ela pela mão, só que é quase sugado junto, se não fosse por Sybria, que tinha agarrado ele pela blusa e se segurado em uma pedra, que levantou no último segundo do chão. A força do portal era tão forte que logo tudo começou a escorregar: A mão da Kiara da mão do Vinícius, a blusa dele da mão da Sybria e ela da pedra que estava se segurando. Parecia cada vez mais que a força do portal aumentava à medida que o tempo passava, como se fosse proposital a intenção de sugá-los para dentro, até que, de lá de dentro, uma explosão interna fez com que o chão ali tremesse e todos eles se desequilibrassem, fazendo com que caíssem dentro do portal. Logo em seguida, a mesma se fechou, como se nada tivesse acontecido ali: A únicas pistas de que algo houve ali foi um trapo da roupa de Vy, que rasgou e caiu para fora do portal e a perda completa do sinal dos três, nos comunicadores. Matiloa entrou em desespero, pensando no que havia acontecido, quase arriscando ir lá para ver pessoalmente o que houve.
***
Kiara se levantou zonza da queda que havia tomado quando saiu do portal. Quando ela finalmente abriu os olhos para ver onde havia parado, ela ficou pasma de tanto medo: Era o mesmo local para onde o trio maligno fugia quando perdiam uma luta ou acabavam uma (obviamente, ela não sabia da existência daquele lugar). Ruínas do que deveria ser um grande reino, caótico devido ao elemento trevas, tornando-a quase um inferno obscuro, com os céus púrpuros, o chão em poeira e várias localidades devastadas. Ela arfava de medo, até que olhou para os lados e viu-se solitária: Não sabia o que havia acontecido com seus amigos. Também havia notado que sua aura parecia mais a mostra, e logo raciocinou que assim, seria um alvo fácil, pois estava bem a vista: A primeira coisa que pensou, foi em um abrigo seguro e correu a procura de um. Enquanto a maga fugia, Pepper e Ruth olhavam-na na espreita, escondidos atrás de uma antiga torre de vigia. Ambos sorriram um para o outro e Pepper disse:
- As damas primeiro.
Ao que Pepper diz isso, Ruth saca suas pistolas e pula, correndo atrás de Kiara. Quando ela percebe que está sendo perseguida pela pirata, ela tenta apressar o passo e voar, mas Ruth para e começa a mirar para cima dela, dando tiros na Kiara. A maga, enquanto se esquivava da Ruth, se sentia cada vez mais enfraquecida: Sentia o local sugar suas forças, até chegar a um ponto que forçou um pouso em cima de umas muralhas. Ruth para em cima da Kiara, com um forte chute que a derrubou no chão, gemendo de dor devido ao impacto.
- Que pena. A curiosidade matou a gata, pelo visto! – Disse ela em um tom de deboche, mirando o gatilho no pescoço dela, até uma voz soou pelo local:
- Não a mate... Eu quero ela... E os outros também...
Até que a outrora sombra sinistra de antes se levantou perto das duas e prendeu Kiara pela cintura ao chão, segurando os braços junto. Agora, a sombra parecia ter tomado uma forma semelhante à de um dragão, mas ainda transpassava a aparência de ser um espírito maligno. A criatura estendeu a outra mão, colocando na cabeça da Kiara, dizendo:
- Agora, você é minha!
Mas antes que Kiara pudesse sentir qualquer coisa vinda da temível criatura, algo pareceu penetrar pelo monstro: Eram chamas criadas pelo Vinícius, que se encontrava atrás dela e, mesmo enfraquecidas, causou dano o suficiente para ele soltar Kiara. Ela rapidamente tratou de sair de perto dele e tentar fugir dali para perto de Vy (e Sybria, que estava perto), que a apoiou pelo braço e disse, levando-a e dizendo:
- Precisamos sair daqui!
Ambos corriam quase desesperados pelas suas vidas, mas por causa das auras, podiam ser facilmente vistos de qualquer lugar. À medida que corriam, aquela sombra os seguia, junto a Soul, Pepper e Ruth, por terra. Logo, Ruth e Pepper prepararam suas armas e começaram a atirar contra o grupo. Vy ainda tentou proteger as garotas com suas asas, mas elas não eram tão resistentes quanto da Kiara (quando com magia) e logo começaram a serem perfuradas; O jeito naquele momento, foi se esconder e tentar despistar enquanto fugiam. Em um momento, pensaram terem conseguido despistá-los, se escondendo atrás das ruínas do vilarejo do que deveria ser a cidade, até que Ruth disse a Uragi:
- Isso aqui é um campo com esconderijos: Podem ficar se escondendo até cansarmos! Vai facilitar nossas coisas ou não?
A besta das sombras por um instante pausou, como se pensase sobre o caso, mas logo sorriu e, com um estranho gruindo, todo e qualquer objeto que dessem possibilidade deles se esconderem desapareceram. As meninas olharam a situação, assustadas, mas Vy cerrava o olhar, sem demonstrar medo. Ele colocou Kiara ao lado de Sybria e disse:
- Saiam daqui! Vou tentar atrasá-los!
Sybria ainda pensou em questioná-lo, mas sabia que em um momento de desespero como aquele, valia tudo para sobreviverem. Logo, Kiara se apoiou na Sybria e as duas saíram correndo. Vy havia criado uma cópia de fogo dele com parte sua energia e começou a lutar contra Soul, enquanto a cópia lutava contra Pepper. Ruth continuou atrás de Sybria e Kiara, tentando ao menos acertar uma delas, e a sombra parecia ter se dissipado e sumido dali. Sybria, já com medo, perguntou a Kiara (mas acabou falando em voz alta, devido ao pânico), correndo:
— Tem como a gente sair daqui?
- Vai ser difícil! – Respondeu Kiara, quase no mesmo tom. – Precisaríamos da energia de pelo menos um deles para abrir um portal de volta!
- O que? – A dançarina se espantou.
Kiara olhou para trás e viu Ruth. Ela sabia que estava sem energias e não poderia lutar contra ela. Só restava a Sybria ajudá-la a derrotar a própria amiga. Assim, poderia segurar o poder dela para converter em um portal: Levaria muito esforço por parte dela também, já que se trata de um elemento oposto, mas um bom mago, quando principiante, tem de lidar com todos os elementos. Ela olhou para Sybria e disse:
- Ao menos tente lutar contra Ruth! Tenho certeza que não será em vão!
Sybria ainda corria, pensando na situação, até que finalmente se convenceu: Ela freou, soltou Kiara (que por sua vez se apoiou no cajado) e se virou contra Ruth, afrontando-a. A pirata não perdeu a vez e começou a atacar Sybria, atirando, que por sua vez, levitava pequenas pedras ao seu redor e parando os tiros com ela, funcionando como um campo gravitacional. A dançarina avançava vagarosamente, até que Ruth perdeu a paciência: Suas pistolas brilharam intensamente e, juntando as armas, elas se transformaram em uma espécie de canhão fundindo com uma bazuca (NDA: Para que joga MapleStory, seria tipo a arma do Cannoneer). Ela mirou e atirou no mais rápido movimento que podia, fazendo com que Sybria caísse capotando (Parte do impacto da explosão foi amenizada pelas pedras ao redor dela). Sybria se sentiu afrontada e levantou em um passo de rasteira, levantando-se batendo os pés fortemente no chão, levantando uma coluna de pedra, que lançou contra Ruth, mas tal se esquivou e ainda riu:
- Você errou!
- Eu não mirei em você... – Respondeu Sybria, num tom irônico.
Ao olhar para trás, Ruth viu a pedra acertar em cheio no Pepper, que estava desatento do ataque com a cópia de fogo que Vy criou dele mesmo. O arqueiro caiu nocauteado no chão na mesma hora. Vinícius conseguiu ver a situação de Pepper e conseguiu “espantar” Soul. Vendo a irmã brigando com Ruth, correu para trás da pirata, acertando-a com um forte soco flamejante do braço biônico nas costas. Ruth caiu atordoada, até que foi imobilizada por ele. O mesmo viu Kiara perto dele e disse:
— É agora ou nunca!
Kiara chegou até perto de Ruth e, com suas últimas reservas de sua energia e, usando-a para “proteger-se” daquela “Energia Corrompida”, tirou-a por completo do corpo dela e converteu em um portal. Ruth desmaiou no mesmo ato, só que desta vez, livre da magia de Uragi: Tanto foi que sua aura normal ficou visível novamente (só que fraca devido ao desmaio). Vy se surpreendeu:
- Kiara, olh--
Só que antes de terminar a frase, foi surpreendido por um grito da Sybria: Soul, que havia “fugido” de Vy, havia imobilizado Sybria em pé e ameaçava ela com a espada, dizendo:
- Se fugirem, a Sybria já era!
Sybria já estava arfando no perigoso abraço de Soul e, vendo os amigos tendo uma chance de fugir, gritou:
- Vão embora! Eu em viro!
- Não! ... Não sem você! – Respondeu Kiara.
Vy também estava ocioso, até olhar no fundo dos olhos da irmã e ver que ela parecia ter razão. Doía-lhe o coração em fazer aquilo: Abandonar um membro da família apenas para salvar-se (ou mais alguém), mas ele enfim virou-se para Kiara e puxou ela correndo até o portal, com Ruth apoiada nos ombros, desmaiada. Kiara ainda gritou:
- Não! Espera!
Mas já era tarde demais: Assim que atravessaram o portal, de volta para aquela mesma mina, imediatamente, ele se fechou. O local, dentro dali, pareceu voltar ao normal vagarosamente, levantando uma rala poeira, com as mesmas ruínas de antes. A sombra retornou ao grupo a distância, aproximando vagarosamente, com os olhos sérios:
- Eu poderia dizer que me decepcionaram... A não ser pela guerreira que agora necessitamos...
Sybria olhou aquela terrível criatura com medo, podendo ver seus olhos brilharem de malicia, aproximando-se até chegar à frente do seu rosto, olhando-a no fundo dos seus olhos, sendo claro que seus sentimentos não eram precisos, mas sentia ânsia pelo poder. Com medo e respirando forte e claramente, ela perguntou gaguejando:
- O... O que você-- Você vai fazer... Comigo?
A sombra apenas riu discretamente, estirando a estranha pata até agora. As sombras ao redor começaram a aumentar cada vez mais, até que não podia mais ser vista a dançarina em meio a tanta névoa, podendo apenas ser ouvido um alto e agudo grito e, logo em seguida, um silêncio perturbante.
***
Ao que Kiara, Vy e Ruth saem da mina, ele percebe que Kiara está cansada e abatida pela confusão, quase caindo em pé. Logo, tinha que dar conta de carregar duas mulheres de uma vez (Sorte que ele ainda tinha forças para isso: Não mais mágica, só que fisicamente). Quando chega ao templo, Vinícius trata logo de chamar Matiloa para ajudar a carregar as duas. Logo após colocar Kiara e Ruth nas camas, Vy se põe a explicar o que houve lá, na outra dimensão:
- Fomos sugados por uma enorme fenda negra e caímos no chão duro: Acredite ou não, o impacto foi forte o suficiente para quase desmaiarmos. Quando abri meus olhos, fiquei pasmo com a cena: Parecia que fomos parar em um universo paralelo, devastado por um grande poder maligno. Eu acordei Sybria e tentamos arranjar um jeito de encontrar Kiara, que havia sumido até ali, e sairmos de lá. Só que fomos enroscados por Soul e tivemos que fugir dele e quando finalmente vimos Kiara, ela estava nocauteada no chão, acompanhada pela Ruth que preparava o gatilho para matá-la. Só que, no meio dessa cena, surgiu uma estranha criatura a parou e disse que... Queria ela, e nós, para algo. Mas aquele monstro era muito estranho: Parecia uma sombra gigante, tinha uma energia obscura e a cabeça aparentava ser o focinho de um dragão.
- Espere! Uma criatura das sombras cuja cabeça relembrava um dragão? – Interrompeu a maga.
- Sim... – Pensava Vy, enquanto respondeu.
A maga ficou imediatamente apreensiva: Já vivia em Ossíria há séculos e se lembrou de uma velha lenda. Ossíria não era um simples mundo: Os povos há muito tempo, tiveram contatos com outros universos e continentes, fora daquele planeta. Uma raça fora antigamente encarregada de cuidar com que os portais para esses outros mundos fossem bem guardados e não se tornarem instáveis (além de tratar para que nenhuma pessoa com más intenções ultrapassasse aqueles caminhos). Só que os magos viram os problemas e sobrecargas que eram ter contatos com outros povos e, com um plano quase evasivo, conseguiram apagar da mente do povo sobre os portais e dos outros mundos e fechar todas as entradas que davam acessos a outros universos paralelos, isolando Ossíria de tudo e todos. Havia uma lenda, entre Ossíria e um outro continente (sim, um desses dos portais) que, um antigo mago que devotava seu tempo aos dragões, foi enganado por um deles, um dragão negro, e teve seus poderes sucumbidos por tal, tornando aquela criatura uma besta das trevas, que aterrorizou aquele local; Foram nesses exatos momentos que Ossíria havia fechado contatos com os outros mundos. Aquela criatura (aparentemente) conseguiu ser detida pelo povo, mas Matiloa suspeitava que a alma daquele “dragão” houvesse despertado e destruído aquele mundo, usando-o como seu novo “esconderijo”. Matiloa olhou Vy ociosa e falou:
- Vinícius... Tenho uma longa história para te contar...
Notas finais
E no que pese uma falha fazer parte da história, foi a única alternativa que vi para continuar o enredo dela.
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